Já retirei as imagens, no entanto deixei os jingles para que vcs lembrassem da letra depois retiramos



Baixar 84,85 Kb.
Encontro11.09.2017
Tamanho84,85 Kb.


- -


A presença do jingle no rádio brasileiro – uma forma de expressão cultural

Profª Msc. Roberta Baldo; Milena Kelly, Paula Ágata, Tatiana Acquilino e Tatiane de Carvalho – graduadas em Publicidade e Propaganda - Universidade do Vale do Paraíba – SP

Universidade do Vale do Paraíba – SP

Email: roberta@univap.br

Grupo de Trabalho: História da Publicidade e Propaganda



Resumo

A propaganda radiofônica deu seus primeiros sinais de existência não muito depois da implantação do rádio no Brasil. Tratava-se de uma questão de sobrevivência para as emissoras a inserção de anúncios em sua programação. Porém, foi com a veiculação do primeiro jingle, a partir da década de 30, que a propaganda radiofônica conseguiu atingir de maneira definitiva a memória dos brasileiros. O jingle é uma forma de propaganda cantada, de melodia simples e refrão forte. No Brasil, um dos mestres na disseminação dos jingles de antigamente foi Ademar Case. Ele tinha em seu programa uma equipe de compositores que atendiam prontamente às solicitações de seus anunciantes. Este trabalho tem como objetivo analisar jingles produzidos ao longo das décadas e verificar, de maneira simples e objetiva, como a sociedade era retratada por eles ou de que maneira eles estavam inseridos na expressão cultural das diversas gerações. A escolha das peças foi baseada na acessibilidade às gravações, uma vez que alguns não têm sequer registro sonoro arquivado.


Palavras-chave: propaganda; rádio e jingle

Introdução


Nas primeiras décadas do século passado, o Brasil foi marcado pela hegemonia da política, São Paulo era considerado o estado mais rico e Minas Gerais o estado mais populoso. O capitalismo industrial vinha se desenvolvendo. Determinados fatores históricos trouxeram dificuldades para o fortalecimento e crescimento do campo cultural. Entretanto, a partir da década de 20, a diversão, as artes e o lazer começaram a romper os domínios da produção caseira para adquirir mão de obra especializada.

A inauguração oficial do Rádio no Brasil, em 1922, beneficiou não só os formadores de opinião – que puderam atingir um público maior – como também proporcionou entretenimento.

O Rádio nasceu como empreendimento de intelectuais e cientistas. Suas finalidades eram basicamente culturais e didáticas. Apareceram então as sociedades, seguidas das emissoras. Ali trabalhavam pessoas com grande conhecimento prático, mas, sem formação acadêmica específica.
Metodologia

Poucos são os documentos que tratam sobre o tema Rádio. Entretanto, apresentam o Jingle como arte com grande potencial para que exista uma campanha realmente eficaz e massiva. Contudo a real necessidade de se comprovar a sua eficácia se faz presente em sua análise psicológica e comunicacional para que a partir desse resultado seja traçado um perfil.

Foram enfrentadas dificuldades em relação à pesquisa sobre o Jingle, pois o assunto é pouco explorado por escritores e profissionais da área. Todo conhecimento encontra-se arquivado na mente destes profissionais. Por isso, optou-se pelo uso de entrevistas com radialistas, compositores e profissionais do segmento.

O trabalho somente foi concebido através do interesse no “porque” dos acontecimentos das épocas, influenciando ou não na criação do Jingle. A análise de conteúdo foi baseada em fatos, observando as realidades do cenário histórico que por ventura influenciaram muitas composições. Pode se observar, através da investigação informal do tema, que a influência das épocas apresentou forte tendência em seus diversos universos, comprovando-se assim, a percepção prévia sobre os fonogramas publicitários.

A análise temática dos Jingles abordou o conceito de sua composição, equiparando a realidade da época e a elaboração da forma como pretendia passar a mensagem. Os Jingles de cada época trouxeram maiores exemplos e conteúdo científico, alimentando assim nossa pesquisa. Buscou-se a percepção de pontos chaves como: musicalidade, estrutura lingüística, produto/serviço, empresa, tendência de cada uma das décadas etc...
Uma breve viagem pela história do rádio

A criação deste grande meio de comunicação se deve ao inventor e cientista italiano Guglielmo Marconi, que foi o primeiro a dar explicações práticas a experiências feitas anteriormente. Concluiu que as ondas do rádio poderiam transmitir mensagens e que antenas colocadas em altura elevada alcançavam maior distância.

No Brasil em 1893, a invenção do rádio tem como principal personagem o padre gaúcho Roberto Landell, que desenvolveu um aparelho que transmitia as vozes humanas por ondas eletromagnéticas; sendo patenteada anos mais tarde.

Em 1919, no Brasil, alguns amadores realizavam pesquisas no Recife, referente às transmissões radiofônicas, mas tais transmissões ainda não tinham voz humana e, mesmo as que tinham, não apresentavam uma programação. Contudo, no ano de 22, foi realizada a primeira transmissão radiofônica, oficial. O acontecimento foi uma exposição comemorativa pelo Centenário da Independência do Brasil, no Rio de Janeiro, que contou com a presença de personagens importantes na História do Rádio Nacional, como o então presidente Epitácio Pessoa (o qual emprestou sua voz para o teste), além de Roquette Pinto e Henry Morize, também autoridades estrangeiras.

Conhecida como Rádio Roquete Pinto – a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, pioneira, fundada em 1923 – seguia três objetivos imprescindíveis, estabelecidos pelo seu estatuto: lazer, entretenimento e educação. “O Brasil ia ficar sem rádio”, afirmou Edgard Roquete Pinto, em 1923 quando se percebeu que a falta de incentivos era a problemática.

As rádios não possuíam acervos de música e materiais de cunho informativo, os LP´s utilizados para transmitir as músicas eram emprestados pelos próprios ouvintes, como também poesias e palestras, dando ao rádio o caráter seleto. Porém, Roquette Pinto afirmava que a função do rádio não seria essa, mas que ele se transformaria em uma mídia de massa.

Em 1926, o Congresso norte-americano admitiu o uso dos comerciais nas programações de rádio. Não ficando para trás em 1931 o Brasil autorizou o uso dos reclames para garantir a sobrevivência deste nova mídia. A inserção dos spots publicitários colaborou com a modificação da linguagem radiofônica. Nesse contexto, surgiram então os Jingles.

Nos anos 30, entretanto, o rádio popularizou-se com a redução do preço dos transmissores e dos receptores. Começou então a fazer parte da vida de todo brasileiro, como um amigo muito chegado. Diante da popularidade do meio, nasceu a concorrência entre as emissoras, ampliando assim a evolução tecnológica.

A década de 40 marcou os anos de ouro do rádio. Com o dinheiro vindo da publicidade e com programas cada vez mais populares, o veículo de comunicação caiu no gosto da audiência. Programas de auditório e radionovelas garantiam o entretenimento. Na época, as cantoras do rádio como Carmélia Alves, Elizete Cardoso, Ângela Maria e Emilinha Borba embalavam o sonhos, acordavam os ouvintes e mantinham constantes lutas para a conquista da fama, do público e da audiência.

Com a chegada da TV, nos anos 50, trazida por Assis Chateaubriand, houve um esvaziamento nas emissoras de rádio. Artistas, técnicos e outros profissionais migraram para a TV, em busca de novas oportunidades profissionais. Em 1958, foi fundada a Rádio Eldorado que, entre diversas ações, lutou contra a obrigatoriedade de transmitir A Voz do Brasil, criada pelo presidente Getúlio Vargas.

Já na década de 60 as emissoras, vendo o declínio e a queda na audiência devido a migração para a Televisão, procuraram outras alternativas trazendo muita música. Isso beneficiou a grade de programação e seus cofres, que sentiram o sucesso comercial. Durante o período do Regime Militar algumas ações de contenção foram tomadas e a censura foi muito marcante. Militares invadiram emissoras, mudando assim o comportamento dos profissionais radialistas.

Surgiram então as emissoras de freqüência modulada, FM, oferecendo músicas de caráter “ambiente”, surtindo um momento de ebulição, que até então não existia mais. Persistindo até o decênio seguinte, iniciou-se a procura do diálogo com o ouvinte, trocando informações, e deixando de lado a tríade de jornalismo, esportes e prestação de serviços, grandes shows faziam sucesso. Ainda nestes anos mais uma novidade: o aparecimento das primeiras agências especializadas em arte para Rádio - pioneiras na criação e desenvolvimento de programas com artistas famosos e antenadas na atualidade. As rádios FM´s sempre tiveram uma qualidade superior as AM´s, tento mais uma forte evolução na década de 80, quando apareceu o disco digital e leitura laser, tal tecnologia favorece ainda mais os técnicos e auxiliam na criatividade em busca de atingir o público. As Rádios começaram a ser mais segmentadas, por faixa etária, perfil sócio-cultural entre outros.

Em um processo paralelo ao desenvolvimento do país, o Rádio tem atingido diretamente todo o território, e sua tendência atual, assim como a da Televisão é de se expandir. A globalização auxilia a fragmentação e torna o Rádio cada vez mais regional e mais dependente do desenvolvimento econômico de suas localidades, bem como seu caráter comercial através da publicidade. Sem contar a formação de grandes redes e de rádios livres e as piratas, que burlam a legislação e conseguem captar e formar opinião de seu público mais íntimo e fiel.

Com o Rádio, a propaganda passou a se manifestar através de cinco diferentes formas: a improvisação da mensagem pelo próprio locutor – como sua forma mais rudimentar; a simples leitura de outro meio; uma forma mais profissionalizada com a introdução de testes especiais pré-elaboradas por um redator e que eram lidos pelos locutores das emissoras; o texto de locução gravado, isto é, Spot; e, finalmente, a mensagem musicada simbolizada pelo Jingle.

Contudo a imagem do rádio nos dias atuais é de um dos meios mais fortes e rápidos na questão entretenimento, por ser uma mídia barata, dinâmica através da qual estimula a imaginação, e pela percepção auditiva leva a informação e a cultura aos ouvintes.

Conforme entrevistas com profissionais da área, a evolução do rádio é observada como “tecnologicamente crescente e humanamente decrescente” afirmou Silvana Ribeiro, com 10 anos de carreira, que atua na rádio Band Vale, em São José dos Campos. Hoje, o rádio na era Digital já conta com transmissão via internet, celular e, mais recentemente, foi aprovada a regulamentação da implantação da digitalização das rádios, aprimorando assim sua qualidade de transmissão.


O Jingle

Antigamente os comerciais eram apenas garotos propagandas e estórias engraçadas, somente falados e muitas vezes não chamavam a atenção do receptor. Surgiu a grande incógnita: Porque não fazer as pessoas cantarolarem a sua marca?

Partindo deste princípio, os publicitários passaram a valorizar esta idéia e a utilizar essa nova forma comunicacional. Considerando que a importância áudio-visual é cada vez mais presente na vida dos consumidores, a publicidade passou a investir na formulação de critérios para a elaboração de suas campanhas.

Utilizando melodias, como ferramentas facilitadoras de fixação das mensagens na memória dos consumidores, foram sendo criados jingles memoráveis para a história do consumo no Brasil. Os anunciantes que acreditaram nesta nova forma de comunicação vieram das mais diferentes frentes: montadoras de automóveis, produtos alimentícios, de higiene pessoal, cobertores etc...

Entretanto, o mercado atual é muito exigente, solicitando agilidade em suas campanhas, além de baixos custos de produção e veiculação. Por isso há uma tendência muito grande de se optar por Spots, que são mais tradicionais e não exigem contratação de músicos e compositores, tornando a campanha mais barata.

Não existem regras para a produção de um jingle de sucesso. O importante é aguçar o estímulo auditivo e com isso aumentar o recall da marca em questão. Muitos foram, e são, os que participaram desta trajetória do Jingle: artistas renomados, iniciantes, anônimos ou conhecidos – praticamente todos já buscaram seu “ganha pão” neste tipo de composição publicitária, entre eles: Renato Teixeira, Sá, Guarabira, Zé Rodrix, Gilberto Gil e até mesmo Tom Jobim.



1 - História

Foram os vendedores ambulantes que ao soltar seus Pregões, iniciaram os primeiros Slogans e Jingles da história. Era mais comum se ouvir os Pregões de peixeiros, funileiros, garrafeiros e vendedores ambulantes que utilizavam desse recurso para atrair o consumidor. Em 1922 Villa Lobos se baseou nos versos de Guilherme de Almeida para compor um Jingle para o guaraná espumante Antártica.

Cada vez mais o Jingle dava oportunidade para as empresas falarem sobre seus produtos e serviços, não necessariamente focando somente em uma linha, mas em tudo o que empresa podia oferecer. Com letras de fácil memorização, Jingles fazem parte do cotidiano do consumidor de várias gerações. Sua composição não tem limite, deve apenas se expressar bem e possuir textos interessantes.

2 – Formato

O Jingle não é apenas uma pequena música, deve ser uma mensagem de venda clara, precisa e de efeito seguro. Pode existir nos formatos 15, 30, 45 e 60 segundos. Sua força depende, sem dúvida, da melodia para que o ouvinte a grave com facilidade.

É difícil para o ouvinte de rádio lembrar-se de um texto de 20 palavras que se mistura com outros - isso não quer dizer que os Spot´s sejam ineficientes. Porém, a força do texto falado está na sua repetição em horários certos e determinados, a do Jingle está no fato de que fica vendendo sempre, mesmo depois de irradiado, pois fica presente na mente do consumidor.

3 – Etapas de produção

O maior anseio do jinglista é tornar o mais popular possível o jingle utilizado na campanha, eternizando-os no rol dos jingles inesquecíveis das décadas posteriores. Ser compositor musical ajuda muito, pois possuem experiência de criação musical (métrica e mensagem) dando rima e musicalidade a um simples texto publicitário. A partir da objetividade na letra e a melodia fácil de cantar e assoviar é preciso muita criatividade e imaginação, e principalmente “tempo pensante”, para que o processo de criação de um jingle seja feito por algumas etapas: criação, letra e música, arranjo, interpretação e locução. A partir do briefing, a criação, prioriza as idéias essenciais a serem utilizadas na elaboração do jingle, como: estilo, duração, linguagem e principalmente a mensagem a ser transmitida.

A fase mais importante para a criação de um jingle é o texto e a música, que surge através do briefing. De acordo com o que é pedido na letra da música, os arranjos são feitos por instrumentistas, de maneira a tornar o jingle cada vez mais expressivo. Todo esse processo não tem um tempo mínimo para produção, tudo depende do prazo fornecido pelos seus clientes. Época de eleições, em que cresce o número de criação de Jingles, pois os políticos aderiram a este modelo publicitário desde seu início, o prazo de criação pode durar uma madrugada. Fator que é facilitado pelo uso dos “Samples”, e que trouxe muita “dor de cabeça” para as produtoras, pois assim facilita a produção dos comerciais caseiros, abatendo os custos, em média um Jingle caseiro têm o valor de 200,00 reais.

A escolha da voz é muito cautelosa, pois o jingle depende de uma ótima interpretação, já que na voz é que se encontra toda a emoção. Contudo, a locução final se torna opcional na finalização da arte, devendo também seguir o mesmo critério da escolha do cantor. A prospecção de um estúdio favorece um bom desenvolvimento na produção do Jingle, os mesmos ao possuírem bandas próprias minimizam os custos e valorizam sua composição.



4 - Retornoe frases e palavras, agregando sentimentos e muitas vezes se tornando jingles inesquec

O jingle como uma ferramenta da propaganda, utiliza desta força para agregar os seus slogans e conceitos na mente das pessoas, sem que as mesmas necessitem perceber. Todos anseiam por retorno rápido e investimento pequeno, contudo o Jingle possui valores um pouco altos e retorno mais lento, entretanto eterno. Para que isso possa ser mais efetivo algumas produtoras possuem uma cartilha de como e o que devem questionar com seus clientes para realmente atingir o foco que desejam, tornando o jingle um “chiclete de ouvido”.

Para se criar um bom jingle, como também um spot, é necessário alguns gastos que por muitas vezes aparentam ser dispendiosos. Porém, todo bom comercial tem um preço justo, pois exige a contratação de uma equipe que irá elaborar o material.

5 – Custo de Produção

Não podemos negar, contudo, a existência das produtoras de fundo de quintal que acabam por sucumbir às produtoras registradas, embora os maiores concorrentes sejam as emissoras de rádio locais, que proporcionam aos clientes uma veiculação e de “brinde” um Jingle ou Spot. Alta qualidade - de pessoal e tecnologia - geram um custo maior pela qualidade oferecida. Os valores são diferentes de estúdio a estúdio não existindo um valor tabelado, dependendo também da experiência, recursos humanos e tecnológicos existentes em cada produtora.

A produção pode variar também até no mesmo estúdio, pois nem sempre contam com equipes fixas, geralmente são contratados profissionais free lancers e o preço do trabalho desses profissionais é variável. Também os veículos utilizados e o período de veiculação podem trazer custos diversificados em cada campanha.

O custo de criação de um jingle de 15 e 30 segundos varia de R$ 1.200,00 a R$ 2.000,00 , e o maior formato - 1 minuto – de R$ 1500,0 a R$ 2.500,00 (média de valor regional no Vale do Paraíba). A movimentação comercial procede da seguinte forma: o compositor recebe mediante o contrato, o estúdio ganha pela produção e criação, os cantores, locutores e a banda são pagos pelo estúdio.



6 – A legislação

Por lei, o jingle está autorizado a ser veiculado no período de 6 meses, após este prazo, a produtora deve receber 50 % do valor pago a cada 6 meses para continuar a veiculação, no caso de algumas produtoras este espaço pode ser prolongado para até 12 meses. Devido às produções caseiras, e para que não percam estes poucos clientes que procuram algo mais sério, é muito difícil que a produtoras peçam verba para renovar os contratos, e sendo assim, acabam “doando” o mesmos.



Conforme a estratégia da campanha apresentada ao cliente, o mesmo determina o prazo de longevidade do Jingle nos veículos de comunicação, tendo respaldo na lei do Direito Autoral, Lei 9.610/98, sendo assim uma obra musical protegida. O Brasil, com base nesse acordo, possui sua própria legislação.

Uma obra artística como o jingle, pode se tornar um domínio público 70 anos após a morte do autor ou co-autor. Raramente uma música será encontrada em domínio publico, afinal se ela sofrer regravação, o que valerá é a gravação mais recente e não a antiga música. O que o anunciante compra e paga é a autorização para usar o Jingle por um determinado tempo e de uma determinada forma. Essa possibilidade de "transferência temporária" de direitos autorais está inclusive prevista na legislação.



7 – Relacionamento com clientes

Alguns estúdios procuram prospectar seus clientes com as denominadas “prospecções de risco”. Produzem uma peça e apresentam ao cliente sem compromisso de aquisição. Trata-se de um negócio arriscado que pode facilitar o plágio, mas que se faz usual nos tempos atuais. Uma estrutura especializada e know row (experiência profissional) podem cuidadosamente evitar surpresas desagradáveis na finalização de um jingle, bem como, garantir o investimento.


A análise do jingle nas décadas desde a instalação do rádio

Dar personalidade ao produto, à marca ou à empresa através de um novo jingle é muito satisfatório. As situações culturais da época vivida podem influenciar na composição de alguns Jingles. Entretanto, há os que se baseiam em emoções simples e primitivas e, por isso, nunca perdem o seu valor.

Suas situações de criação são eternamente sentidas pelos seres humanos, visto que estão ligados a aspectos “eternizados” como, por exemplo, segurança, amor, compaixão... Estes foram fatores e conceitos bem trabalhados em vários tipos de produtos e serviços como bancos, empresas de seguros, alimentação etc... Dependendo do recado que o cliente quer transmitir, será necessária a abordagem de influências sociais de alguma época, marcando principalmente através da melodia.

A evolução do jingle acompanhou a do rádio, tanto em equipamentos quanto em foco. Mais elaborados e criativos eles se identificam com o ouvinte, respondendo aos sinais da sociedade.

Vamos verificar, década a década, alguns Jingles que viraram Hit, com sua devida análise sócio-econômica e cultural, tomando como base a década em que o mesmo se encontra inserido, desde a criação do Rádio no Brasil, em 1920, até os dias atuais.
Década de 20

O ano de 1922 trouxe muita riqueza à Cultura Brasileira, além da Inauguração Oficial do Rádio, em 7 de setembro, foi também o ano da grande revolução cultural, com a Semana da Arte Moderna, em São Paulo. A conhecida Semana de 22, trouxe a expressão cultural contida em artistas plásticos, músicos, poetas e escritores. O país estava em franco crescimento industrial, onde passou a ter grandes aglomerados urbanos. Com pouco mais de um milhão de habitantes, São Paulo já começava a ter aspecto de cidade grande e possuía fábricas de porte. Seus habitantes estavam mais parecidos aos de outras localidades mundiais. Colonos estrangeiros faziam parte de nossa história e traziam novas culturas. As mulheres começaram a ser mais independentes. Definitivamente o brasileiro começou a ficar maravilhado com os meios de comunicação, o transporte e as finanças. Tudo era muito rápido. Respirava-se modernidade. Este período foi marcante para o aparecimento dos primeiros fonogramas publicitários. Os políticos já se tornavam fãs incondicionais do Jingle Peças eram compostas especialmente para atingir seus eleitores, justificado seu uso por ainda não existir intimidade entre o Jingle e produtos e serviços. Em um Jingle criado para uma afronta ao presidente da época, Washington Luiz é a prova dos primeiros ensaios de tais produções que ainda não eram oficializadas como Jingle.


Ele é Paulista ( é sim senhor) / Falsificado ( é sim senhor) / Dá pra farrista ( dá sim senhor)...
A composição desse Jingle tentava passar a imagem de forma irônica d “O Político” como um homem viajado, com grande bagagem cultural, letrado e diferente. Esta nova ferramenta foi usada no início da propaganda como uma forma de guerrilha, dando a impressão que o brasileiro concordava com tudo aquilo que o político em cena falava.
Década de 30

A Revolução de 30 juntamente com o início do Processo de Industrialização marcou este período no Brasil. As expressões culturais começavam a se modernizar, mas ainda persistia o ideal da escrita bem elaborada, com rimas e métrica perfeitas. Nem mesmo o Golpe do Estado Novo no final da década arruinou esta busca. Os primeiros radialistas percebiam a necessidade de formação profissional, bem como a elaboração de material e recursos, a formulação de uma própria linguagem de áudio. Estes fatores preconizaram a futura mídia de massa, e trouxeram à luz o novo formato publicitário - ainda bebê - o Jingle. São raros os registros sonoros destas remotas composições, mas destacamos em especial o considerado primeiro Jingle de nossa História, o famoso Jingle do “Pão Bragança”, criação de Nássara, cantado por Mirante, mais precisamente no ano de 1932, “vende até hoje”, na mente dos mais antigos ouvintes, os pães desta famosa padaria.


Oh, padeiro desta rua tenha sempre na lembrança não me traga outro pão que não seja o Pão Bragança...”
Podemos observar que sua estrutura lingüística segue os padrões da época, sua musicalidade e rima, refletem a preocupação de traduzir firmeza e delicadeza naquilo que se espera passar. Sem ter que se maquiar nada, a composição do Jingle do Pão Bragança, brinca como se fosse uma musiqueta de criança, mas “cutuca” a estrutura política vigente no país. Não se pode ignorar a necessidade que os escritores sentiam em se rebelar contra as crises socioeconômicas da época de Getúlio Vargas. Com isso, Nássara fecha sua composição com o seguinte conceito De noite quando me deito e faço minha oração peço com todo respeito que nunca me falte o pão, fixando que havia sim a dificuldade de emprego e alimentação para os brasileiros.
Década de 40

O Brasil em reconstrução foi interessante para o processo de evolução dos Jingles, principalmente por causa do sucesso de uma “brasileira” na terra do Tio San. Carmem Miranda, portuguesa – mas brasileira por opção – fez sua carreira como cantora e atriz tanto aqui quanto nos Estados Unidos. Com isso influenciou além da música nacional, algumas composições de fonogramas publicitários. Nem mesmo os impactos da 2ª Guerra Mundial causaram abalo à invasão das grandes multinacionais e cultura estrangeira, nem tão pouco aos anos de Ouro do Rádio no Brasil. A popularidade deste meio proporcionou maior espaço para o Jingle. Com aparecimento de empresas multinacionais no Brasil, foi necessário uma diferenciação e especialização dos produtos, devido à concorrência que começava a crescer, os consumidores passavam a ser mais exigentes na aquisição de seus produtos. Essa composição interpretada por uma voz feminina mostra o glamour que lembra Carmem Miranda, com seu ritmo “abrasileirado” e despojado. Propicia a vaidade e estética tanto para homens como mulheres.


Loção Brilhante ( O tempo passa e os cabelos ficam) / Loção Brilhante ( A eterna mocidade de seus cabelos)...

Década de 50

Este período da História Brasileira é marcado por várias situações, e criações de Jingles inesquecíveis. A moda toma conta da cabeça, principalmente das mulheres, com seus grandes mestres das Casas da Alta Costura. Já a música, com o nascimento do Rock and Roll, toma novos rumos. A 1ª transmissão de TV traz o esvaziamento profissional nas emissoras de rádio, que procuraram dar novos rumos como o nascimento das primeiras FM´s. O nacionalismo desenvolvimentista propiciou o “boom” evolutivo e o Jingle alcançou seu espaço. Quem disse que em plena década de 50, um chamado Chocolate Guri, não poderia vender a idéia de que era bom para engordar? Nos dias atuais isto seria uma idéia incabível – sem dúvida ficaria encalhado nas prateleiras. A composição do inesquecível “Creme Rugol”, exprime bem as tendências desta década, a preocupação feminina na moda e na estética, a saída das mulheres às ruas e a luta por um lugar no mercado de trabalho. Sua composição que traz uma forma poética e uma forte voz masculina, com o soar do “Creme Rugol”, bem delicado ao fundo, conquistou as mulheres deste decênio. Deve-se levar em consideração a forma da escrita textual e lingüística, formal. Ainda nesta década, as pessoas que freqüentavam estádios de futebol usavam paletó e gravata. A forma como é passada a mensagem deste produto, fez com que as mulheres aderissem à vaidade do Creme Rugol.


As rosas desabrocham... / com a luz do sol.... / e a beleza das mulheres..."
Podemos concluir que a mudança tanto na composição quanto na musicalidade dos Jingles, ocorre tempos mais tarde devido à evolução nos equipamentos e o interesse comercial em tal ferramenta.
Década de 60

A Ditadura Militar trouxe consigo a falsa impressão de desenvolvimento e com isso uma série de ações evolutivas ao cotidiano do brasileiro. O rádio enfrentava sua grande queda na audiência, e procurava uma estratégia para sua reestruturação com as músicas nas FM´s. A Juventude Transviada retraída procurava maneiras de mostrar a todos o que realmente acontecia dentro das grandes casas do governo, com suas conspirações e devaneios, embora seus esforços não tivessem muito sucesso. Nasceram também propagandas que ficaram arquivadas na memória de muitos, como Cobertores Parahyba, e “Quem Bate? É o Friooooo!...” das Casas Pernambucanas. A impressão de desenvolvimento socioeconômico, trouxe novidades um tanto bizarras, como o automóvel Gordine, da “Willys Overland”, um carro pequeno e sem qualidades, mas devido ao seu inesquecível Jingle, trouxe vendas para a empresa, com a seguinte letra:

Aonde vou todos comentam: que belo carro, que legal! / E vaidoso vou respondendo: isto é Gordine o amigo ideal.
Esta propaganda passava a imagem inversa do que o carro proporcionava, o carro era pequeno, feio e fraco, inadequado aos brasileiros e suas rodovias. Com ironia e humor, o ritmo e a melodia semelhantes a um filme antigo, como o “Se meu fusca falasse”, e a voz do interprete bem sorridente e feliz com sua escolha, trazia a imagem de um carro “bacana”, e da moda. O Rock and Roll era motivo de rebeldia contra o governo, por isso a utilização de um ritmo parecido com algo da Jovem Guarda que fugisse da associação com essa revolta. Fato que remete a realidade da época, que pela falsidade da evolução social, o carro trazia a popularidade para quem o comprasse.
Década de 70

O embalo do Woodstock e os grandes Festivais trouxeram mais vida a esta década. O dualismo Corpo x Deus, trouxe novos horizontes à Juventude Transviada de outrora. O declínio do Regime Militar na década de 70 foi o marco para uma nova época, de novas influências sócio-culturais vividas pelo público ouvinte. A troca de informações ouvinte x locutor deu novos ares ao Rádio, os chamados “Multishows” e a participação de celebridades, na programação passa a ser crucial para a sobrevivência do Rádio. Café Seleto toma conta da parte da manhã do brasileiro, Balas Kids, de Renato Teixeira, servem para o nosso povo fumante tirar o hálito de cigarro, Sapatinhos Ortopé, sempre estão “tão bonitinhos” no pé de nossos brasileirinhos. Enquanto isso uma grande multinacional de refrigerantes é censurada por ter conteúdo subversivo, que induziria nossos jovens a uma revolta. O Jingle inesquecivelmente censurado de Sá, Zé Rodrix & Guarabira para a Pepsi, ousou induzir uma grande festa em que os jovens almejam liberdade em pleno início da década de 70. Este Jingle, de 1972, é uma peça incomparável da nossa propaganda. As pessoas podem querer escolher sua aparência e comportamento, quem tem o direito de escolher o seu refrigerante é você. Veja a letra:


Hoje existe tanta gente que quer nos modificar / Não quer ver nosso cabelo assanhados com jeito...
Sua estrutura lingüística é bem contemporânea, já a sua musicalidade, ritmo e melodia soam como a revolta da MPB. Melhor que este Jingle não há para demonstrar as tendências da década de 70 em pleno declínio da ditadura, em que o povo desejava ardentemente a democracia.
Década de 80

Diretas Já! As mudanças no cenário cultural, sócio-político e econômico desta década, afetaram também as composições musicais jingilistas. A época Laser no Rádio contribuía para a criatividade única deste meio. Já o aparecimento das novas segmentações das Rádios, trazia o regionalismo como forte presença na comunicação com o público. Nesta época a musicalidade que estava em alta era o samba, uma forma alegre e descontraída de fazer musica, onde o brasileiro encontrava um refúgio para superar o estresse causado pelo terror da ditadura. Tylenol usou em sua composição a alegria do samba remetendo a felicidade de comemoração da liberdade.
Contra dor de cabeça não acredite em inventos / Não troque gato por lebre / Tome Tylenol 500...

Década de 90

Após o 1º impeachment da História do Brasil, o Real é a nova esperança para o retorno ao desenvolvimento. Uma época sem identidade, em que só se comenta sobre a “Globalização que favorece a Regionalização”. Puramente capitalista o caráter comercial publicitário é usado para o desenvolvimento e faturamento de qualquer marca. A expansão da Transmissão favorece as técnicas do Rádio: Spot e Jingle. Grandes campanhas publicitária movimentam não só muito dinheiro, mas todo o conteúdo social da época. Cresce a reflexão sobre ética entre consumidor e marca na mente de pesquisadores e acadêmicos. Contudo, a mixagem de estilos e melodias diferenciam as composições e criações publicitárias para os diferentes públicos e anunciantes. Até em um Programa de Reality show, para descontrair, os participantes cantaram o jingle "Pipoca com Guaraná". Mais uma vez pode-se observar que os jingles feitos com inspiração e talento conseguem divulgação gratuita na boca do povo. Além da excelente sonoridade e musicalidade atual, é válido destacar a idéia de aguçar o apetite por pipoca, bem salgada causando uma grande sede, e que somente será saciada com o Guaraná Antártica.


Pipoca na panela / Começa a arrebentar / Pipoca com sal / Que sede que dá!...”
Observando o Jingle, vemos que sua composição descontraída tem fácil assimilação, fazendo uma combinação perfeita entre pipoca e Guaraná. O recall do Guaraná Antártica induz à compra casada da pipoca e do refrigerante.

Década de 2000

Nos tempos atuais, a Globalização dá lugar à valorização da cultura raiz, a regionalização e ao “gosto do freguês”. Os grandes anunciantes deram novos horizontes à propaganda. O que antes era dirigida de maneira geral a todos, passa a ser distribuída aos diferentes Estados e com “terceirizações” exclusivas entre estas regiões. A mídia regional é favorecida, bem como a importância dos formadores de opinião locais. Grandes anunciantes passaram então a adotar com mais freqüência músicas de sucesso e a se preocupar com as exigências do público alvo, buscando diferenciações nos produtos para atrair cada vez mais o consumidor. Os Jingle´s produzidos a partir de músicas de artistas conhecidos fizeram com que a associação da música, letra, ritmo e melodia ao produto, passassem a facilitar ainda mais a fixação da marca e a comercialização dos produtos em questão. Contudo as criações atuais contam com maior liberdade em seu desenvolvimento, permitindo assim ao Jingle uma expressão livre e moderna.


Ela limpa, facilita / Ela brilha / É Assolan / Passou, limpou...
A campanha para a Assolan, criada pela agência África, de Nizan Guainaez, trouxe – além do jingle apresentado acima – mais uma mirabolante associação entre a música pular: “Festa no Apê’. É uma grande estratégia de assimilação entre Publicidade e Música, tendo como objetivo lembrar da marca com a melodia e letra da música que se escuta na rádio diariamente. Tal análise demonstra a evolução da propaganda na criatividade e na liberdade da expressão atual. Assolan teve o grande desafio de adentrar no mercado em que, simplesmente, o concorrente era o sinônimo de esponja de aço. Esta campanha da empresa, buscou criar novos hábitos na hora de comprar a esponja de aço do mascote esponja Assolan, que o consumidor deveria associar ao hits do momento.
Considerações Finais

No mundo dos negócios, existem dois tipos de empresas: aquelas que investem na comunicação e as outras, que não sabem porquê estão a beira da falência. A disparidade entre elas talvez não esteja na administração e sim no modo como se apresentam para o mercado. A percepção de cada uma no mercado é diretamente proporcional à quantidade de verba investida na propaganda de seus produtos e serviços.

Esta potencialização dos meios de massa acaba sendo inevitável e é o que torna a identidade do produto marcante na mente do consumidor. Através do processo de comunicação de massa, os indivíduos captam a mensagem e dão credibilidade aquilo que estão consumindo, comprando, utilizando...

As relações tradicionais – de amizade ou familiares -, deixam de ser prioritárias na vida de qualquer indivíduo. A TV e o rádio (os principais meios de comunicação de massa), passaram a ser grandes companheiros no cotidiano, e logo, grandes formadores de opinião.

As produções musicais dos Jingles nos mostram que cada década teve sua identidade e influências sobre a sociedade. Algo bem peculiar, que através da análise de conteúdo de cada uma, pudemos observar. Tal investimento musical permitiu colher ótimos resultados, desde votos - sendo os políticos uns dos maiores adeptos deste fonograma publicitário - até balas e chicletes.

Nos tempos passados eram comuns Jingles que não eram veiculados durante longos períodos. Entretanto, as décadas de 70 e 80 foram as mais marcantes para esta fixação. Estes dois decênios foram os que marcaram maior crescimento do mercado, algumas produtoras chegavam em média a gravar 100 Jingles por mês. Atualmente este número não chega a 20, dependendo da região.

Nos primórdios de sua produção, o Jingle era acessível apenas a grandes anunciantes, que tinham grandes verbas e podiam financiar produções de peças “caríssimas”. Isto foi se alterando, a partir da chegada da tecnologia, e da modernização do processo de produção das peças. Esta realidade já não existe mais. Qualquer anunciante, desde que esteja disposto a investir um pouco mais do que o mínimo necessário, tem condições de colocar um comercial no rádio em formato de Jingle.

Mesmo desvalorizado em diversas regiões, o Jingle sempre é uma grande solução e uma peça importante em qualquer campanha publicitária, seu desenvolvimento sustentável depende muito do afunilamento na procura por qualidade sonora, e não o leilão de preços.

Toda a criação de Jingle é composta por diversos fatores que alimentam a mente dos consumidores, contribuindo para a composição de uma figura ideal daquilo que se quer e uma forte formação de opinião. Sendo retro alimentado com as visões da própria sociedade, são elaborados a partir de posições e opiniões, julgado a partir daquilo que é ou não essencial para o seu desenvolvimento, praticidade e conforto. A síntese da procura por influências culturais e socioeconômicas na elaboração de cada Jingle, faz com que o compositor possa ou não se preocupar com a realidade da época, mas em muitos casos isto pode acontecer espontaneamente, tornando assim sua composição relacionada com as tendências da época vivida.

Referências Bibliográficas
ORTRIWANO, Gisela Swetlana. A informação no rádio – os grupos de poder e determinação dos conteúdos. Ed. Summus Editorial. 4ª Edição,

CIRO, César, Como Falar no Rádio- prática de locução AM e FM dicas e toques. Ed. Ibrasa. 6ª Edição, Planejamento e coordenação: Renato Castelo Branco, Rodolfo Lima Martensem e Fernando Reis. História da Propaganda no Brasil. Uma publicação do IBRACO (Instituto Brasileiro de Altos Estudos de Comunicação Social) com a Colaboração da ESPM e da ABAP (Associação Brasileira de Agências de Propaganda)- T.A. Queiroz Editor – SP,

CARVALHO, Maria Cecília M. de. Construindo o Saber – metodologia científica, fundamentos e técnicas. Papirus Editora. 3ª Edição, 1989.

GALEANO, A. Guilherme. O Método Científico – teoria e prática. Editora Harbra, 1986.



TAVARES, Reynaldo C..Histórias que o Rádio não contou. Negócio Editoria, 1997.

Revista Recall, número 66, ano 6, 2004.



©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal