Introdução Contextualização



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Estudo de Caso


O atual estudo é o resultado da avaliação do projeto de informatização de uma empresa real acrescido da análise sob a perspectiva da Teoria das Opções Reais. Para o trabalho, chamaremos a empresa de “Estudo”.
        1. Introdução


Devido a grande informatização ocorrida no meio empresarial, as instituições necessitam de materiais de informática compatíveis com seus serviços de forma a otimizar os trabalhos e aprimorar o relacionamento com o cliente.

Em oposição a necessidade de investimento em Tecnologia de Informação, temos os custos envolvidos com aquisição, manutenção e desenvolvimento de sistemas. Atualmente, perguntas como: O que comprar? Por quê? e Como? norteiam os custos envolvidos na matéria e devem ser respondidas de forma clara e objetiva.

O estudo é uma avaliação do projeto de aquisição de computadores com o uso do Valor Presente Líquido(VPL).

O ambiente de referência será a Estudo. A empresa prevê a compra de 10 computadores da Hewlett Pachard – HP D 325.

Os custos envolvidos em TI:


  • Bolsa auxílio de R$ 600,00 a estagiário de nível superior com período de trabalho de 5 horas;

  • Auxílio para condução no valor de R$ 1,60 (Um real e sessenta centavos);

  • Despesa média com alimentação no valor de R$ 10,00(Dez reais).

O objeto do estudo será a comparação entre o aluguel e a compra de computadores(monitor, teclado, mouse e hardware).

Como forma de simplificação das demonstrações e para um melhor entendimento, os cálculos serão feitos sobre compras diretas de computador, não havendo despesas com fretes ou seguros e mensalidade do aluguel constante, portanto admitiremos os custos envolvidos como custos fixos.

Para Garrison & Noreen(2000) custo fixo é o custo cujo total permanece constante, independentemente das mudanças no nível de atividade, dentro de um intervalo relevante.

        1. Investimento em Tecnologia da Informação


Atualmente, as empresas brasileiras não possuem a tradição de investimento em Tecnologia de Informação, enquanto grandes empresas de países desenvolvidos costumam investir entre 15 a 20% de seu faturamento líquido, as nacionais dedicam apenas 4% ao setor.

Para avaliação dos setores e melhor visualização, as empresas são classificadas em três níveis, as getting starts que incluem as empresas em estágio inicial de aquisição de TI, geralmente são as empresas de pequeno porte.

A segunda categoria é formada pelas empresas de médio porte, que já dispõem de uma infra-estrutura tecnológica simples e pessoal especializado em TI. Sua principal preocupação é otimizar a gestão empresarial através da implementação de soluções integradas (como os ERP-Enterprise Resource Planning) que permitam melhorar o controle das operações, aumentar o nível de documentação dentro da empresa e reduzir custos.

E, finalmente, na terceira categoria estão as corporações de grande porte, que já contam com uma infra-estrutura tecnológica mais complexa e que voltam suas atenções para as soluções que permitam otimizar o relacionamento com toda a cadeia de valor (com clientes, fornecedores e parceiros de negócios), como os pacotes de CRM (Customer Relationship Management), ferramentas de Business Intelligence, soluções de Supply Chain Management (gerenciamento da cadeia de suprimentos), Web services, entre outras.

Os maiores custos envolvidos em TI, há muito, já não são os gastos com hardware, mas os recursos destinados a software e pessoal. Desta forma, as empresas precisam de pessoal capacitado para poderem identificar no mercado as melhores ferramentas que devam ser utilizadas na organização e trabalhar como elo de ligação entre os setores.

O profissional responsável pelo andamento da área de TI, em empresas de pequeno ou médio porte, poderá ser o responsável pela manutenção e desenvolvimento de sistemas.

A ESTUDO se encontra no estágio inicial do segundo nível, pois busca a otimização do uso de TI como forma de aumentar a produtividade de seus funcionários e reduzir os custos da empresa.

        1. Aquisição de computadores


Uma empresa não informatizada que a auxilie no desenvolvimento de suas atividades certamente será um caso raro no meio empresarial, pois hoje até pequenas lojas possuem algum sistema de informatização.

Devido ao avanço constante dos sistemas de informação, a atualização nas versões do programas é inevitável.

A vida útil de um computador é de cinco anos, mas a agilidade de codificação de informações de forma eficiente e eficaz não ultrapassa dois. Portanto, uma empresa que trabalha com programas de alta resolução e grande quantidade de informação, deve priorizar seu atendimento e definir a sua demanda de serviços para poder desenvolver suas atividades de maneira eficaz e atender seus clientes eficientemente. Constantemente as empresas buscam produtos e materiais mais ágeis para consecução de seus objetivos.

A decisão pela compra de computadores é estratificada em qual modelo comprar e que versão. O computador que utilizaremos é o HP D 325, cujo valor conforme o site www.hp.com.br em 01/09 é de R$ 1.950,00(mil novecentas e cinqüenta reais).


          1. Análise sobre a aquisição
      • Depreciação


Todo equipamento sofre depreciação e, conforme o Decreto n.º 3.000 de 26/03/1999 em seu artigo 305, depreciação é “a diminuição do valor dos bens do ativo resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza e obsolescência normal'.

A depreciação está ligada ao tempo de vida útil do bem. A unidade de tempo mais utilizada é a anual, porém, também utiliza-se o período mensal, diário ou por hora.

A análise da depreciação dentro do investimento, se torna importante para verificar o tempo de vida do equipamento.

Muitas empresas gerenciam a conta de maneira a constituir um fundo de reposição de materiais que é utilizado quando há a necessidade de atualizar os equipamentos utilizados na empresa.

No caso de materiais de informática, o período de depreciação é de 5 anos, portanto a taxa de depreciação 20% a.a.

Gráfico 1: Comportamento do valor de depreciação




O gráfico demonstra os dados referentes do ano 0 ao 5, ou seja, seis períodos. O valor da depreciação é constante e ao final de cinco anos o equipamento está totalmente depreciado. Esclarecemos que o computador ainda terá seu valor de mercado, porém devido a versão ultrapassada será pequeno.

Para visualizarmos o controle e análise da conta de depreciação como uma boa ferramenta gerencial, admitiremos que a empresa decida investir os valores referentes a depreciação anual ao final de cada ano em uma conta de CDI, 18,12% a.a.

Gráfico 2: Gerenciamento da Depreciação





A visualização do gráfico dois segue a do gráfico um. Ao realizarmos o cálculo do valor futuro dos depósitos mencionados em conta CDI e admitindo que a taxa continuará em 18,12%a.a, chegamos a um total de R$ 2.796,75 (dois mil, setecentos e noventa e seis reais e setenta e cinco centavos) ao final dos cinco anos.

Portanto, a constituição da conta de investimentos otimiza a troca de equipamentos da empresa.

      • Manutenção


Para o bom funcionamento das máquinas é necessário que a empresa possua um departamento e/ou profissional responsável pela manutenção.

Como informado anteriormente, a ESTUDO utiliza a área de TI para fornecer maior agilidade a seus funcionários e diminuir custos.

A área está ligada a coordenação administrativa e possui um estagiário com responsabilidade sobre a manutenção e desenvolvimento da área.

O estagiário recebe como bolsa auxílio o valor R$ 600,00(seiscentos reais) para um período de trabalho de 5 horas/dia, vale transporte de R$ 1,60(um real e sessenta centavos) e despesa média com alimentação no valor de R$ 10,00/dia.



T
abela 3: Custos com Estagiário

Para chegar no valor diário do estagiário, foi considerado o mês com 22 dias.

No período de 12 meses os custos envolvidos no suporte da área de TI é de R$ 10.684,80 (dez mil seiscentos e oitenta e quatro reais e oitenta centavos).

Como o estagiário não ficará o tempo todo no suporte, acredita-se que 60% de seu tempo é dedicado à manutenção e 40% ao desenvolvimento de programas, portanto, para manutenção temos uma despesa anual de R$ 6.410,88 (seis mil quatrocentos e dez reais e oitenta e oito centavos).

As principais conseqüências observadas na manutenção da área de TI:


  • custo crescente das intervenções no sistema;

  • demora para implementações, devido à dificuldade de se entender o sistema e a trabalhos que devem ser refeitos, em decorrência de intervenções de maior risco;

  • maior risco de mau funcionamento: efeito dominó;

  • dependência exagerada em relação a indivíduos;

  • inflexibilidade inaceitável para o negócio;

  • sucateamento do sistema;

  • evento caro e desgastante;

  • problemas de se adiar a decisão.

Tudo isso conduz à perda de vitalidade dos aplicativos utilizados. Eles são verdadeiros ativos da empresa e, não raro, custam milhões de reais para serem implementados.

Se bem mantidos, tais ativos poderiam prestar serviço por dez anos ou mais, uma vez, que a empresa poderia “customizar” a alocação de seus recursos, para trabalhos complexos, computadores robustos e de maior potência que àqueles que trabalham somente com aplicativos.


        1. Aluguel


Um número cada vez maior de empresas opta pelo aluguel de micro computadores. As maiores vantagens na locação das máquinas são a garantia de suporte técnico permanente e a economia com a manutenção, que normalmente correm por conta das empresas locadoras.

Conforme o sócio diretor da Ztech informática do Rio de Janeiro, em entrevista com o jornalista Rodrigo Ribeiro, "Quem aluga as máquinas está sempre em dia com o que há de mais atual. O mercado de informática renova-se com muita rapidez e, para uma empresa ter equipamentos de última geração, há gastos constantes. Na locação, a renovação é responsabilidade da empresa que aluga os equipamentos".

A taxa de aluguel de um computador Pentium III 1.4 que é compatível com o da HP D 235, é de R$ 170,00 (cento e setenta reais) mensais para um período de 24 meses. Anualmente temos um gasto de R$ 2.040,00 (Dois mil e quarenta reais), totalizando ao final do período R$ 4.080,00(Quatro mil e oitenta reais).

No contrato de aluguel a manutenção fica a cargo da empresa contratada, desta forma, a manutenção é mais rápida. Uma vez identificado o problema e caso seja necessário a troca do equipamento, a contratada providencia a manutenção e/ou troca imediatamente.


        1. Comparativo


Todo investimento da empresa deve ser analisado de forma a identificarmos a melhor solução a ser seguida.

A análise do cenário deve possuir variáveis previstas.



A situação política e econômica brasileira está passando por mudanças que impedem uma análise a longo prazo, por conseguinte, concluímos que o período de contrato é o que possui um menor grau de incerteza, ou seja, os valores analisados serão considerados no período de 24 meses.

D
esta forma, os custos sobre a compra de dez computadores HP D 325 e o aluguel de dez Pentium 1.4:

Tabela 4: Comparativo 24 meses

O Valor presente líquido (VPL) relativo da compra de computadores para o período de 24 meses, R$ 30.518,30, refere-se ao valor atual da compra R$ 19.500,00 mais o cálculo do VPL dedicado à manutenção com uma taxa de juros prevista para 15% a.a., R$ 11.018,29.

Por outro lado, o Valor Presente Líquido do aluguel para o mesmo período é de R$ 35.061,20.

Portanto, a alternativa da compra dos computadores é a melhor, uma vez que temos uma economia de R$ 4.542,90(Quatro mil quinhentos e quarenta e dois reais e noventa centavos).

Podemos inferir que a empresa deva optar pela informatização por meio da compra de computadores.

Porém, dentre os analistas de projeto da empresa, tem um profissional que conhece os fundamentos da TOR e pretende avaliar o projeto sob sua perspectiva. Para a informatização, consegue levantar as seguintes características:

            1. Compra

A carga de responsabilidade da empresa sobre a compra dos equipamentos, não se restringe apenas a manutenção, mas em todos os custos envolvidos como pagamento de profissional especializado e troca de material.

A atualização de programas e sistemas ocorre continuamente e as empresas responsáveis pela construção do Hardware promovem a criação de elementos mais poderosos e capazes de suportar os aplicativos desenvolvidos. Portanto, no período de dois anos, mesmo com toda manutenção preventiva os modelos de micros passam a não responder de maneira satisfatória.

E, ainda, o preço de mercado dos equipamentos tende a perder em até 80% o seu valor no prazo de dois anos e, não raro, no prazo de 4 anos já fica difícil de encontrar peças para reposição.

Devido ao atual estágio da empresa é importante que os funcionários realizem um treinamento para manutenção e conservação dos computadores, desta forma, os equipamentos poderiam ser melhor explorados e conservados.


            1. Aluguel

Ao optar pelo aluguel dos equipamentos, a empresa se compromete com o custo fixo mensal, pois a empresa contratada é a responsável pela manutenção de suas máquinas e troca dos equipamentos.

O valor pago do aluguel se refere a versão da máquina e, assim, a empresa estará utilizando uma máquina compatível com suas atividades, sem correr o risco de perder qualidade de seus serviços.

A terceirização da TI, possui alguns pontos positivos:


  • A terceirização viabiliza o acesso a novos recursos, tanto humanos quanto físicos e tecnológicos.

  • Melhora a previsibilidade de investimentos, custos e prazos, pois a negociação é feita com base em deveres e responsabilidades bilaterais;

  • Existe uma maior transparência nas análises de custo versus benefício;

  • Contribui para a educação coletiva, pois a comunidade usuária aprende que qualquer alteração tem um custo e um prazo.

  • Flutuações de demanda são melhor administradas, uma vez que não compensa manter equipe própria para atividades de demanda irregular.
        1. Opções Reais


Após analisar as características de cada opção o analista inicia a estruturação de sua análise:

  1. Custo Inicial: O investimento em estudo é uma compra ou um desembolso para utilização de serviços.

  2. Mercado: A análise de mercado sobre as duas opções, tanto a compra quanto o aluguel foram expostas no item anterior.

  3. Flexibilidade do projeto: Devido ao ambiente que a empresa apresenta atualmente e as condições de mercado apresentadas, a opção de adiantamento deve ser considerada.

A estrutura inicial da árvore binomial, referente ao projeto é apresentada a seguir:

Figura 4: Árvore Binomial do projeto





Portanto, conforme a figura apresentada, o próximo passo é a análise sobre o VPL das duas alternativas.



Como o valor do aluguel do equipamento é de até dois anos, ao avaliarmos o período de 12 meses, temos que a opção de aluguel sobrepõe a de compra dos equipamentos.

T
abela 5: Custos totais

Ao calcularmos o VPL do fluxo de caixa referente ao aluguel, temos um total de R$ 18.834,83 e da compra R$ 25.419,01, portanto uma diferença de R$ 6.584,18.



Todavia, ao avaliar as proposições e a característica da empresa, chega-se a conclusão que o projeto se refere ao momento ótimo para informatização e a decisão de comprar os equipamentos deve ser postergada, pois:

  1. Cerca de 80% dos usuários da área de TI utilizam o computador para trabalhos rotineiros e não possuem a cultura da boa conservação. Portanto, seria necessário um treinamento sobre a utilização otimizada dos equipamentos

  2. Atualmente, 60% do tempo do agente de TI é para manutenção, restando pouco tempo para desenvolvimento de sistemas.

  3. Não existe um detalhamento sobre o total das despesas da área de TI.

  4. Conforme pesquisas recentes ao custo envolvido na manutenção de computadores deve ser acrescido o tempo que o profissional solicitante do reparo fica aguardando para que o profissional de TI termine o serviço.

Conforme o demonstrado, para 12 meses o aluguel é uma boa alternativa e para 24 a compra é melhor, portanto, deverá ser identificado período que a ESTUDO terá o aproveitamento de seus recursos.

Tabela 6:
Período Ótimo

Conforme a tabela anterior, o período em que os valores de compra e aluguel possuem a menor diferença fica entre o 18º e 19º mês. Ao efetuarmos os cálculos sobre uma tabela semelhante para 30 dias temos que o dia exato de menor diferença, R$ 10,88, é o 27º dia, portanto encontramos o período de 18 meses e 27 dias.

Ao analisar as opções atuais o analista identificou que a melhor opção à empresa é o aluguel dos equipamentos para o período acima e que o objeto de estudo, aquisição de computadores, é composto por uma série de opções, onde daqui a 18 meses, a empresa deverá avaliar novamente seu ambiente e verificar a opção ótima para seu projeto que poderá ser, dentre outras:


  • Postergar a compra e definir um novo período do aluguel: Para esta alternativa a empresa estará em uma situação semelhante a atual.

  • Comprar novos computadores: Para esta alternativa os funcionários da empresa deverão estar mais bem preparados para gerenciar a área de TI.

  • Mesclar as duas alternativas: Para isto a área de TI deverá estar mapeada, com identificação dos profissionais que possuem computadores mais robustos e potentes. Assim, a empresa compraria computadores com versões atuais e alugaria computadores mais simples e de menor preço de aluguel.

Portanto, percebe-se que a empresa poderá ter uma série de alternativas além das acima citadas.

Por meio da análise sobre suas opções a empresa poderá correlacioná-las com suas estratégias, assim a empresa poderá efetuar seus planos de acordo com os resultados que procuram.

Assim, com análise sobre os princípios da TOR a empresa consegue identificar as opções do projeto que são mais compatíveis com o seu planejamento estratégico, focando seus esforços em atividades que contribuem para o alcance de seus objetivos e metas.

  1. Conclusão


A Teoria das Opções Reais amplamente utilizada em projetos que envolvem recursos naturais, vem cada vez mais alcançando um espaço de destaque em projetos de investimento, e sua analogia com opções financeiras facilita a visualização de suas alternativas.

A TOR não sobrepõe a técnica do VPL, mas traz uma nova visão sobre seu conceito ao considerar a flexibilidade de um projeto e as opções a ele inseridas.

Desta maneira, enquanto VPL indica viabilidade pontual do projeto, com a decisão de investir, para projetos com VPL positivo ou não investir, VPL negativo, a TOR procura identificar as opções advindas do projeto por meio da análise interna da empresa e de seu ambiente externo. Desta maneira projetos que possuem VPL negativo mas se encontram dentro das estratégias da empresa serão considerados importantes para o desenvolvimento das atividades empresariais.

Por meio da análise do estudo de caso sob a ótica da TOR, observa-se que a discussão sobre o projeto de aquisição de materiais de informática está relacionada com a definição do período ótimo de aluguel e não somente a decisão de comprar ou alugar equipamentos de informática.

No encerramento do período, após 18 meses e 27 dias, os analistas realizarão uma nova análise de mercado para verificar o cenário externo e interno da empresa. O projeto é um exemplo de opção composta, onde ao fim de cada tomada de decisão, uma nova opção será analisada.

Podemos inferir, que a maior preocupação da empresa é a otimização da gestão empresarial por meio de seus processos e a diminuição dos custos envolvidos na área, a análise de seu projeto de aquisição de computadores por meio da TOR é o início de sua visualização sobre qual será o papel da área de TI na empresa.

Com a consolidação da TOR na análise de seus projetos a organização estará preparada para avaliar a situação do mercado, qual espaço que a empresa ocupa em seu nicho competitivo, como está a atividade de desenvolvimento de sistema para otimização de processos e como a sua diretoria é auxiliada durante o processo decisório. Assim, diante das oportunidades de negócio da empresa, aqueles que estiverem alinhados com suas estratégias serão considerados mais importantes que os demais.

Importante observar o avanço da análise de investimento da TOR, pois enquanto o VPL possui uma visão focada no projeto a primeira procura vincular as opções de cada investimento com as ações da empresa.

Desta maneira, a empresa consegue alinhar suas ações com o seu planejamento estratégico, ou seja, por meio dos conceitos da TOR, começa a identificar as melhores alternativas inseridas do projeto, atuando de maneira estratégica sobre suas ações.

Portanto, após as considerações sobre o projeto da empresa ESTUDO, percebe-se que a opção por qualquer uma das alternativas do projeto de compra de computadores, iniciará um processo de desenvolvimento distinto, em que a empresa deverá identificar a opção que mais alinhada com seus objetivos e metas.




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TRIGEORGIS, Lenos. Real Options, Managerial Flexibility and Stratgy in Resource Allocation. Mit Press. 1996

ÍNDICE

I. Introdução 1

I.I Contextualização 1

I.II Objetivos 4

I.III Organização do Estudo 5



II. Teoria das Opções Reais 6

I.I Aspectos Gerais 6

I.II Tipos de opções 9

I.III Modelos de avaliação de opções 10



III. Estudo de Caso 15

III.I Introdução 15

III.II Investimento em Tecnologia da Informação 16

III.III Aquisição de computadores 17

III.III.I. Análise sobre a aquisição 18

Depreciação 18

Manutenção 20

III.IV Aluguel 22

III.V Comparativo 23

III.V.I. Compra 24

III.V.II. Aluguel 24

III.VI Opções Reais 25



IV. Conclusão 30

V. Bibliografia 32


Figuras, Gráficos e Tabelas

Figura 1: Variáveis da TOR 8

Figura 2: Modelo Binomial 11

Figura 3: Exemplo II modelo binomial 12

Figura 4: Árvore Binomial do projeto 26



Gráfico 1: Comportamento do valor de depreciação 18

Gráfico 2: Gerenciamento da Depreciação 20



Tabela 1: Analogia entre Opção Financeira e de Investir 3

Tabela 2: Analogia entre Opção de Compra e Oportunidade de Investimento 7

Tabela 3: Custos com Estagiário 21

Tabela 4: Comparativo 24 meses 23

Tabela 5: Custos totais 26

Tabela 6: Período Ótimo 27




resumo
Em Finanças Corporativas os modelos do Valor Presente Líquido e Taxa Interna de Retorno são os mais utilizados na análise de projetos de Investimento. Porém estas ferramentas estão em análise uma vez que não captam a flexibilidade do projeto e, assim, a possibilidade de abandono, adiamento, expansão ou retração do não são consideradas. A Teoria das Opções Reais(TOR) tem como objetivo verificar e mensurar as oportunidades dos projetos, assim se caracterizando como uma ferramenta superior as tradicionais. Todavia, conforme vários autores, a TOR não substitui o VPL mas o complementa, fornecendo aos analistas ferramentas capazes para identificar o momento ótimo de qualquer projeto. Inicialmente utilizada na área de produção a TOR começa a expandir seus conceitos nas diversas áreas de análise de projetos e, desta maneira, o presente trabalho faz uma abordagem sobre sua origem, caracterização e aplicação. Por fim, apresenta um estudo de caso em que é demonstrado a aplicação dos princípios da TOR em um projeto da área de Tecnologia da Informação. Como resultado do trabalho conclui-se que a análise de opções reais é uma alternativa eficiente e estratégica para consecução de qualquer projeto no ambiente empresarial.


Análise de projeto na área de Tecnologia de Informação sob a Ótica da Teoria das Opções Reais
Rogério Lima Barbosa

Orientador: Professor Dr. Otávio Ribeiro de Medeiros


Brasília, julho de 2004



Análise de projeto na área de Tecnologia de Informação sob a Ótica da Teoria das Opções Reais
Rogério Lima Barbosa

Orientador: Professor Dr. Otávio Ribeiro de Medeiros





Dissertação apresentada ao Departamento de Contabilidade para obtenção do título de especialista em Controladoria.

É possível errar de várias maneiras, ao passo que só é possível acertar de uma maneira, também por esta razão, é fácil errar e difícil acertar, fácil errar o alvo e difícil acertar nele.”



Aristóteles, Ética a Nicômaco

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