Introdução Contextualização



Baixar 0,64 Mb.
Página2/4
Encontro03.05.2017
Tamanho0,64 Mb.
1   2   3   4

Objetivos


O objetivo geral do trabalho é analisar um projeto de investimento com a utilização do método da Teoria das Opções Reais.

Para consecução desse objetivo geral propõem-se, como objetivos específicos: caracterizar o método das Opções Reais, analisar os resultados advindos de cada modelo e demonstrar os resultados através da análise dos dados obtidos.


    1. Organização do Estudo


Na Introdução, é demonstrada as características da Teoria das Opções Reais e sua relevância no processo de decisão.

O capítulo seguinte dedicar-se-á em caracterizar a Teoria das Opções Reais, sua origem, tipos de Opções de um projeto e precificação das opções.

O trabalho seguirá com a apresentação de um estudo realizado sobre a análise de projeto em TI, com a apresentação dos resultados obtidos através da observação e utilização da TOR.

Os capítulos subseqüentes, demonstram os resultados obtidos por meio da análise e as conclusões alcançadas.


  1. Teoria das Opções Reais

    1. Aspectos Gerais


No campo da análise de investimento, a Teoria das Opções Reais vem cada vez mais se confirmando como uma ferramenta importante, uma vez que são consideradas as variáveis de irreversibilidade, incerteza e a possibilidade de se postergar o investimento.

Conforme Copeland (2001), uma opção real é o direito, mas não a obrigação, de empreender uma ação (por exemplo, diferir, expandir, contrair ou abandonar) a um custo pré-determinado que se denomina preço de exercício, por um período preestabelecido – a vida da opção.

A área de recursos naturais foi a primeira que contou com a contribuição da TOR. Em 1985, Brennan e Schwartz, utilizam a teoria para avaliação das opções de parada temporária ou abandono de uma mina.

Enquanto a TOR era utilizada na área de manufatura flexível por Kulatilaka(1988), Baldwin(1987) a utilizou na análise de investimentos estrangeiros e Kallber e Laurin (1997), valeram-se da teoria para orçamento de capital em um estudo de caso de uma empresa no setor farmacêutico.

No Brasil, Dias (1996), em sua dissertação de mestrado, analisa o investimento sob incerteza em projetos de exploração e produção de petróleo. Castro (2000) utiliza a mesma TOR para avaliação de investimento de capital em projetos de geração termoelétrica no setor elétrico brasileiro.

Recentemente, Regina Caspari (2003), defendeu sua tese sobre a análise econômica da América Latina com a contribuição da TOR e Priscila Medeiros(2003), realizou um estudo no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, para investigar as decisões de escolha do momento ótimo para construção de uma propriedade, assim como a escolha do tamanho ótimo para mesma, por meio da análise de mercado sobre a perspectiva da TOR.



Devido a sua grande adaptabilidade a diferentes tipos de projeto, a TOR pode ser utilizada, também, para problemas sócio-econômicos, tais como os problemas de casamento, suicídio e mudanças de opinião pública, conforme o indicado no Livro de Dixit e Pindyck (1994).

C
onforme visto, uma oportunidade de crescimento de uma empresa deve ser identificada como uma opção. Para Pereira e Rocha (2001) existe uma estreita semelhança entre uma oportunidade de investimento e uma opção de compra de um ativo financeiro.

Tabela 2: Analogia entre Opção de Compra e Oportunidade de Investimento

Assim, conforme o quadro acima e considerando a comparabilidade da tabela 1, observamos que as opções reais se assemelham às opções financeiras. Deste modo, o valor das opções reais possui seis variáveis:


  1. Valor do ativo subjacente sujeito ao risco: Trata-se do projeto ou aquisição. Se o valor do ativo subjacente aumenta, o mesmo ocorre para opção.

  2. Preço do Exercício. É o preço pelo qual o detentor da opção pode exercê-la. A medida em que o preço de exercício de uma opção aumenta, o valor da opção de compra diminui e o valor da opção de venda aumenta.

  3. Prazo de vencimento da opção. Fração anual do prazo de vencimento da ação. Com o aumento do prazo, o valor da opção também aumenta.

  4. Desvio padrão do ativo subjacente. Indica a incerteza quanto aos retornos proporcionados por este ativo.

  5. Taxa de juros livres de risco. É a taxa que influi na determinação do preço da opção. O valor da opção aumenta à medida que a taxa de juros se eleva.

  6. Dividendos. São os valores que podem ser pagos pelo ativo subjacente.

Enquanto as opções financeiras são especificadas através de contratos, as opções reais são percebidas como investimentos estratégicos pois a melhor forma de se abordar uma avaliação é olhar a oportunidade como uma sucessão de opções de crescimento.

A execução da estratégia empresarial envolve uma seqüência de decisões que devem ser claramente ligadas entre si para se formar um padrão consistente, unificando e direcionando a organização. Para Santos e Pamplona (2001), uma estratégia de negócios é muito mais semelhante a uma série de opções do que uma série de fluxos de caixa estático.



Desta maneira o termo “opções reais” vem preencher o vão existente entre as disciplinas financeiras e de planejamento estratégico.

F
igura 1: Variáveis da TOR



1   2   3   4


©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal