Introdução – a segunda Terra



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Introdução – A Segunda Terra

No inicio de tudo, apenas Elmóri existia. Uma região que foi chamada pelos Homens de A Terra Imortal. Nela, habitavam apenas o seu Criador e seus filhos.

Algum tempo depois, o Criador, agora reconhecido como o Deus dos Deuses, ou Pai dos Pais, pediu a um de seus filhos que criasse uma nova forma de vida. Assim um novo povo surgiu. Eram conhecidos pela língua comum, como Elfos. Seres belos e magníficos, dotados de magia natural e possuidores de uma inteligência excepcional. Todos, sem exceção, possuíam cabelos lisos, orelhas pontudas e cumpridas, com olhos claros. Eram capazes de enxergar no escuro em quanto à lua estivesse posta no céu estrelado e eram ágeis como predadores felinos, dotados da maioria dos dons de seu criador.

Alguns anos se passaram desde a criação e os Elfos queriam ter as suas próprias conquistas e viverem por seus próprios esforços. Assim, o grande Criador, junto a seus filhos, resolveu presentear os primeiros filhos do mundo, construindo assim, uma nova morada para eles.

A Segunda Terra em fim surgiu e unida a Elmóri, fora chamada de Merilion que na língua dos Elfos, significava A Terra Ancestral. Tudo estava em paz até o dia da criação dos Homens, que eram os segundos filhos do mundo.

Mais raças foram criadas posteriormente e tinham um tempo de vida menor que os Elfos, além de não terem o direito de pisarem em Elmóri, mas foram os Homens a não aceitarem essas diferenças.

A gana pela imortalidade tomou conta dos corações dos segundos filhos do mundo. Os mesmos blasfemavam contra o Criador e entraram em guerra contra os Elfos, com a intenção de tomarem Élmori.

Os humanos acreditavam que se pudesse viver em Elmóri, também conseguiriam ser imortais, por isso fizeram de tudo para chegarem a Terra Proibida; Assim, o Deus dos Deuses, enfurecido, lançou um poderoso raio em Merilion que fora chamado por seus habitantes de cataclismo.

Durante esse cataclismo divino, Merilion foi muito afetada, com mortes e destruição por todos os lados. Elmóri, inexplicavelmente, foi destruída junto aos seus habitantes. Os Elfos que sobraram, foram aqueles que possuíam as suas moradas em Merilion, os mesmos, desde então, tornaram-se incapazes de amar os seus iguais e perderam a tão sonhada imortalidade, em quanto os Homens que antes viviam em média duzentos anos, passaram a viver no máximo, cem, castigo que o povo de Merilion, acreditava vir do Deus de todos os Deuses.

Desde então, a fé dos Homens e raças que ficaram do lado exilado pelo Grande Deus havia se acabado. Mas com o passar dos anos, altos Elfos, magos por natureza, descobriram que Élmori ainda estava no mesmo lugar, mas, escondida dos olhos de Merilion, em um plano paralelo, onde poucos podiam enxergar.

A cada mil anos, entre os Elfos, nascia um que era escolhido para enxergar esta terra. Este possuía a magia em suas veias, não precisava de estudos, ou encantamentos para manifestar feitiços. Esse poderoso feiticeiro passou a ser o responsável, pela morte dos Elfos que viviam em Merilion, pois Élmori, não podia mais ser habitada por seres físicos e se tornou uma terra, onde os espíritos dos primeiros filhos do mundo pudessem descansar pela eternidade.

Anos se passaram, com todas as coisas sendo reconstruídas e normalizadas, mas quando tudo parecia estar bem; dois titãs malignos, enviados por Deuses também banidos de Élmori, resolveram governar com tirania toda a Merilion. Derrotaram os exércitos dos Homens, Anões e Elfos em um encontro que ficara marcado por toda a história. Para os seres que ali sobreviveram agora escravos, os deuses realmente haviam se esquecido deles.

Aqueles que não se curvavam e não aceitavam a escravidão dos gigantes que se autodenominavam, Omega, tinham as suas cabeças cortadas e o corpo dilacerado por feras raivosas do abismo de Nirwei, lugar único em Merilion que não possuía a luz do sol para abranger as suas acinzentadas terras da morte.

O Criador do mundo, junto a seus filhos, deuses das raças viventes em Merilion, fizeram uma assembléia, com a decisão de glorificar mais uma vez aquelas terras com o poder divino do Pai dos Pais. Assim, cada deus ofertou um pouco de suas essências para orbes de energia que representariam em Merilion, o fruto de seus poderes.

O Todo Poderoso ainda disse que, para guiar aqueles orbes até Merilion e derrotar os dois tiranos que lá governavam com maldade, sete cavaleiros com poderes que nenhum outro jamais poderia obter, deveriam surgir. Todos logo concordaram em quanto outro deus, aquele que para o Grande Pai ainda não havia criado nada, disse. – Posso criar um ser, no qual servirá como montaria a esses cavaleiros até o fim de suas vidas, em um pacto miraculoso de honra e glória eterna. – O Senhor dos Senhores mais que rápido aceitou e assim, o último filho, criou sete ovos coloridos, com cascas metálicas como os aços formados no inicio dos tempos, para forjar as primeiras espadas e lanças do mundo. Logo os sete ovos se desenvolveram e com o tempo racharam por si só, dando a forma a sete pequeninos dragões coloridos que voaram afoitos, através de um portal escuro, cheio de mistérios, seguindo em direção a Merilion.

Das constelações celestes, presentes no céu da Segunda Terra, surgiram sete cavaleiros, portando armaduras reluzentes de uma cor tão branca quanto à neve que banhava o lado sul de todo o planeta. Um representava o deus da coragem e criador dos Homens, outro o deus dos Elfos, outro o deus da natureza, outro o deus dos Anões, outro o deus da força, outro o deus do sol e por último o deus dos Dragões.

Os Dragões retornaram de Merilion em sete dias, já com suas formas físicas adultas. Disseram também que cada um já havia disseminado ovos daquela nova raça por toda a terra, assegurando que em breve haveria mais deles para continuar a espécime.

Assim, aqueles esplendorosos guerreiros, abrangidos sobre as suas grandiosas montarias dracônicas, também cruzaram o portal até chegarem à Merilion.

O dia da luta contra os gigantescos titãs chegou e como o Criador havia previsto, ninguém poderia enfrentar a força de seus cavaleiros sagrados que possuíam instintos devastadores ao defrontarem o mau. Inevitavelmente, os novos heróis derrotaram os dois titãs, fazendo a fé dos Homens e Anões mais uma vez se reavivarem por toda Merilion.

Aqueles guerreiros foram denominados pelos Elfos, como Meivans, que na língua comum queria dizer, Cavaleiros Brancos, dando origem assim, a lenda dos setes guerreiros da luz que ultrapassaram as eras, chegando a futuros impressionantes, onde de tempos em tempos, esses valorosos seres ressurgiam reluzentes em suas armaduras brancas, conduzindo os seus poderosos e imponentes Dragões, pelo céu glorificado de Merilion.




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