Instituto tecnológico de Cascais



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  1. Uma dádiva do Nilo;

O Egipto é um oásis que fica no nordeste do continente Africano. O Nilo, que muitos acreditam ser o rio mais comprido do mundo, forma um vale que fica entre o deserto do Saara e a arábia. Esses oásis tem aproximadamente quarenta quilómetros de largura e mil quilómetros de comprimento.

O Nilo nasce no coração de África, depois de banhar toda a área que fica perto da linha do equador. Nele corre no meio de duas cadeias de montanhas, essa região é chamada de alto Egipto.

Se olhasse-mos no mapa , veríamos que havia um momento em que o rio dividia-se em muitos rios pequeno, que formam o seu delta. A região do delta do Nilo e chamada de baixo Egipto.

Além de ser uma região muito fértil, o baixo Egipto tem um clima quente e húmido. Depois de percorrer mais de seis mil e quinhentos quilómetros, o Nilo desagua no mar mediterrâneo. No verão, o rio transborda. Quando termina o verão, o rio volta para o seu leito. Deixando uma camada de terra muito fértil. Isso permite aos egípcios colherem ate duas vezes num ano.

Os egípcios tinham uma lenda para explicar toda esta abundância, a historia de osírios foi assassinado pelo seu irmão, Seth, o rei da escuridão. Ísis, mulher e irmã de osíris, chorou sua morte durante a noite toda e pediu que o filho, hórus, vingasse a morte do pai.

Depois de uma luta muito dura, Seth foi derrotado e osíris ressuscitou. Era assim que os egípcios explicavam os dias e as noites, e também explicavam as enchentes do Nilo. Osíris era o sol, que é derrotado pela noite (Seth). O choro de Ísis se transforma nas enchentes do Nilo, enquanto o amanhecer(Hórus) traz o sol de volta.


  1. O Egipto dos faraós;

O vale do Egipto foi habitado pelo homem desde os tempos da pré-história. Os primeiros grupos se fixarem lá por volta do ano seis mil a.C.

Os primeiros habitantes do Egipto eram pastores camitas de pele morena.

Posteriormente chegaram outros grupos de camitas de pele negra. Esses primeiros habitantes eram grupos nómadas que se juntaram e formaram clãs, ou seja, grupos de pessoas que descendiam do mesmo antepassado.

Com o passar do tempo, uma vez que se tornaram sedentários e começaram a aproveitar as boas colheitas da região, os clãs tornaram-se grupos cada vez maiores chamados nomos. Depois de algum tempo, era como se cada nomo fosse um principado, no qual o príncipe era o nomarca.

A medida que as colheitas foram tornando-se cada vez mais abundantes, os nomos se juntaram e formaram dois reinos: o reino do alto Egipto e o reino do baixo Egipto. Finalmente, os dois reinos formaram um reino unificado e governado por um rei, o faraó.




  • O antigo reino (3500 a.C., - 2180 a.C.);

O primeiro período da historia do Egipto e o antigo reino. Por volta do ano três mil e quinhentos antes de cristo, um chefe militar Menes se proclamou faraó e conseguiu unificar os dois reinos do Egipto. Foi assim que começou a primeira dinastia, ou seja, a primeira família de reis ou faraós.

Por volta do ano três mil antes de cristo, o império egípcio expandiu-se. Durante esse período foram construídas as famosas pirâmides, que eram os túmulos de três faraós da quarta dinastia. No final desse período, o Egipto foi invadido pelos libios. Alem disso, os militares começaram a lutar uns contra os outros. Esse período, entre dois mil e duzentos antes de cristo e dois mil antes de cristo, e chamada de primeira intermediária .



  • O médio reino( 2040 a.C., 1780 a.C.);

Por volta do ano dois mil e cem antes de cristo, os príncipes da cidade de Tebas conseguiram unificar o reino novamente, e o governo centralizado dos faraós foi restabelecido. Nesse período, o Egipto foi invadido pelos hicsos, um povo semita que veio da arábia com cavalos e armas de ferro.




  • O império (1550 a.C., 1300 a.C.);

Em mil e quinhentos antes de cristo, os tebanos conseguiram expulsar os hicsos. Nesse momento se iniciou o império. Os egípcios viveram em paz durante quatro séculos, expandindo as fronteiras do império ate á síria.

O Egipto submeteu ou transformou em aliados do império de todos os povos do médio oriente ate ao leste de África.


  • O baixo império (1300 a.C., 525 a.C.);

O ultimo período da historia do Egipto que veremos aqui é o do baixo império, que marca a decadência do poder dos egípcios. O império foi invadido varias vezes ate que foi conquistado pelos persas, em quinhentos e vinte cinco antes de cristo logo depois, o Egipto foi conquistado por Alexandre magno e pelos romanos, que o transformaram na província mais rica de seu império.

Os egípcios adoravam o seu rio que lhes dava vida.



  1. Uma sociedade de castas;

A monarquia dos egípcios era bastante diferente daquilo que sempre imaginamos, na qual o rei é rei, porque é o filho de outro rei.

O faraó era, para os egípcios, um deus vivo, herdeiro do rei –sol .Como chefe do culto, ele garantia a harmonia entre os homens e os deuses. Era juiz supremo e responsável pela defesa do pais. Sua função era garantir a prosperidade e cobrir pela boa administração.

Assim, os egípcios adoravam o rio Nilo, o sol e o faraó, que era como fosse o sol fantástico de gente. O poder do faraó era absoluto.

Apesar disso, ele não governava sozinho. Uma grande casta de sacerdotes o ajudava a governar e lhe dava concelhos. Alem dos sacerdotes, o faraó contava cm muitos funcionários do governo, que controlavam as colheitas, a armazenagem dos cereais que sobravam e a construção de obras publicas.

As leis dos egípcios eram aplicadas por tribunais. Os egípcios chegaram a formar um tribunal supremo, composto por sacerdotes- chefes das comunidades religiosas das cidades de Mênfis e Tebas.

Os nobres ocupavam um lugar privilegiado na sociedade egípcia, pois eram os parentes do faraó.

Os sacerdotes, que aconselhavam o faraó, guardavam os segredos das ciências e tomavam conta das riquezas dos templos. Chegaram a governar o país em alguns momentos.

Os militares defendiam o império contra os ataques e tinham os mesmos privilégios que os nobres.

Os escribas eram funcionários que conheciam os segredos da escrita, como os letrados chineses. Eles cobravam os impostos e supervisionavam as construções e as obras publicas. Os egípcios não utilizavam dinheiro: os impostos devidos ao faraó eram pagos em espécie, ou seja, em cereais ou frutos.




  1. três mil anos de cultura;

Os egípcios criaram uma cultura original. Alguns costumes, como por exemplo a crença na vida depois da morte, foram incorporados por outros povos que mantiveram contacto com eles. Certos hábitos, como a maquilhagem, permanecem muitos populares ate hoje.

Os egípcios cultuavam os gatos, que eram considerados animais sagrados.

Na família egípcia, a mulher tinha direitos iguais aos do homem:

Podia exigir o divorcio, reaver seu dote, administrar seus bens e educar os filhos. O casamento entre irmãos era permitido pelos deuses.

O tempo dos egípcios era marcado pelo rio, pelas suas enchentes, pela época de plantar e de colher os cereais. Eles também criaram um calendário lunar aos ritos religiosos.

A alimentação da maior parte da população consistia no pão de centeio e cerveja( outra boa invenção egípcia), alem de frutas e hortaliças.



  1. A religião do rei-sol;

A religião tinha um papel fundamental muito importante: dominava a vida política, social e económica dos egípcios.

Quando os primeiros egípcios chegaram ao vale Nilo, eles eram monoteistas, isto e, acreditavam num só deus, o rio Nilo. Quando os clãs viraram nomos, adoravam as plantas e os animais. Cada nomo adorava uma planta, símbolo daquele nomo.

Com o passear do tempo, os egípcios se tornavam politeistas,ou seja, começaram a adorar muitas coisas que eles achavam que fossem os deuses. Adoravam ate hortaliças: é por isso que existiam o deus-cenoura, o deus-besouro, e assim por diante.

As classes privilegiadas sempre adoraram o sol. Antes da formação do império, cada cidade conhecia o sol por um nome diferente.

Para as pessoas comuns, cada sol era um deus diferente, que de vez em quando batalhava com os outros sóis. Os egípcios também imaginavam que o deus-sol tinha uma mulher e um filho.

Os egípcios acreditavam qual a alma não morria junto com o corpo. É por isso que o corpo das pessoas que morriam tinham de ser conservados. Foi assim que eles começaram a embalsamar os corpos. Milhares de múmias venceram o tempo, conservando-se ate hoje.

Quando uma pessoa morria, sua alma se apresentava a um tribunal para ser julgada.



O livro dos mortos era uma espécie de guia para garantir a salvação futura da alma. Por acreditar que a alma só poderia descansar em paz se o corpo dela estivesse na sepultura é que os egípcios davam tanta importância aos túmulos.


  1. as ciências e as artes;

Os sacerdotes e os escribas foram responsáveis pelo desenvolvimento das ciências no antigo Egipto. Como já vimos, a religião teve um peso muito grande em tudo o que os egípcios fizeram.

A medicina para o tratamento de doentes era muito avançada: os egípcios contavam com oculistas, dentistas, cirurgiões e farmacêuticos que receitavam ervas. Eles sabiam realizar operações no cérebro e, segundo os gregos, eram “os mais sãos de todos os homens”.

A matemática foi utilizada para calcular construção das imensas pirâmides, estatuas e templos que podem ser vistos ate hoje. A geometria auxiliava na medição das terras, cuja extensão variava com as inundações do rio Nilo. Os egípcios sabiam precisar a área e superfície da esfera, do hexágono, do triângulo e do rectângulo.

O estudo da astronomia também foi muito importante: os egípcios dividiam o ano em doze meses iguais e deixavam cinco dias livres. Estudaram e deram nome as estrelas e planetas que conseguiam avistar.

A física os ajudou muito na construção das obras de canalização e regulagem das aguas do Nilo. A química lhes deu esmalte e cores que podemos ver ainda hoje, alem das substâncias que usavam para mumificar os mortos.

Os egípcios dedicaram-se com espectáculo á construção de templos, palácios, túmulos e grandes esculturas: e a esfinge, que tem cabeça de homem e corpo de animal. A pintura era usada na decoração dos templos e dos túmulos.

Os egípcios também criaram uma escrita que, em vez de usar letras, usava símbolos que representavam aquilo que era descrito. Essa era chamada de hieroglífica. Eles usavam essa escrita nos templos e nos monumentos, para contar a historia de seus faraós e tudo que eles achavam importante.

Podemos dizer que os egípcios foram os inventores do papel.

Os escribas foram responsáveis pelo desenvolvimento da literatura.

Seus contos e cantos de amor parecem ter sido divulgados entre outros povos da antiguidade, pois guardavam semelhança com outras aventuras, tais como sinbad, o marujo, e a Odisseia, de Homero.



Capa pág.1


Índice pág.2



Uma dádiva do Nilo pág.3



O Egipto dos faraós pág.4,5



Uma sociedade de castas pág.5


Três mil anos de cultura pág.6

A religião do rei- sol pág.6

As ciências e as artes pág.7



Bibliografia pág.8



Este trabalho foi pesquisado:


  • numas folhas de rascunho que tinha em casa com informação útil para o trabalho;





Trabalho executado:

Por:- Ivan ;

- Ligia.


Para a disciplina de: mundo actual

No dia :04/03/04






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