Instituto das filhas de maria auxiliadora



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Encontro09.07.2018
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INSTITUTO DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA

Fundado por S. João Bosco

e Santa Maria Domingas Mazzarello
N. 963


A alegria de ser família

Queridas irmãs,

recebemos com alegria a Exortação Apostólica pós-sinodal do Papa Francisco, Amoris laetitia, fruto de uma ampla consulta em nível mundial e da reflexão de dois Sínodos dos Bispos. Um documento que apresenta uma verdadeira e própria carta da família, com a beleza e os desafios que a acompanham na luz do projeto de Deus.

Penso que o desafio de educar, hoje, nos comprometa, como Família Salesiana e como comunidades educativas, a olhar com olhos novos para as famílias concretas, nos contextos em que trabalhamos. O Papa Francisco, como um pai de família, manifesta seu coração de Pastor e de Pai valorizando e integrando a rica contribuição dos Padres sinodais.

No Sínodo, como era seu desejo, falou-se com humildade e ousadia evangélica. Este método não evitou divergências e discussões, mas quase as solicitou, em vista de maior riqueza de conjunto. Amoris laetitia se apresenta como um documento realista, positivo e propositivo e interpela fortemente nosso Instituto, os diversos grupos da Família Salesiana e as comunidades educativas do mundo.
Nesta circular ofereço apenas alguns pontos e perspectivas que possam ajudar-nos a olhar a família como um grande dom para a sociedade e para a Igreja, também em tempos não fáceis para essa instituição. Seguindo o método do Papa Francisco, que parte do positivo, evidenciarei a beleza da família e alguns desafios com os quais ela é chamada a se confrontar. Apresentarei, portanto alguns passos de acompanhamento que nos interpelam de perto, não só para ajudar as famílias, mas para sermos sempre mais comunidades-família valorizando aquele dom precioso que se chama “espírito de família”. Em um terceiro momento vou me deter sobre a dimensão da educação dos jovens na família e para a família.
A beleza da família e os desafios de hoje
O Papa Francisco fala disto nos primeiros capítulos da Amoris laetitia.

A beleza da família tem sua fonte e seu modelo em Deus. Deus não é solidão, mas mistério de comunhão, Trindade de Pessoas em relação recíproca, unidas pelo vínculo do amor. É interessante notar, no livro do Gênesis, a inquietação do homem que busca uma ajuda que lhe seja semelhante, que esteja consigo como ser interpelador, rosto a contemplar. Com esse rosto, que se chama Eva, o homem dá origem à família. De agora em diante os dois, segundo a ordem do Senhor, serão uma só carne e os filhos, considerados como brotos de oliveira, plenitude de energia e de vitalidade. São os tijolos da família, como indica a palavra filho (ben) que significa construir. Se os pais são o fundamento da família, os filhos são a plenitude desta construção, sustentada pela graça do Senhor. Em vão, realmente, se cansariam os construtores, se o Senhor não construísse a casa.

A imagem da casa é, pois, imagem da família. Por isso a Igreja também é definida “casa e escola de comunhão”. Desde o início a casa é símbolo da igreja doméstica, onde se reuniam os cristãos para a celebração eucarística. Na família os filhos aprendem o alfabeto da fé: a primeira catequese é realizada pelos pais, mestres na fé, que a transmitem de maneira simples e familiar “da vida para a vida”.

Mas as crianças também são mestres. Jesus as propõe como modelo de conversão.


Sabemos que o desígnio original de Deus sobre a família foi quebrado pelo pecado. Inicia a acusação recíproca, o ciúme entre irmãos até a eliminação violenta de Abel. A família, amada por Deus, que se entretinha com Ele no jardim do Éden, conhece assim o cansaço do trabalho, do sofrimento, da morte. Nesse contexto de limite e de sofrimento Deus decide morar na casa dos homens, mandar seu Filho para compartilhar em tudo a nossa condição. Ele nasce em uma família pobre e marginalizada. Torna-se migrante para fugir das perseguições, ganha seu pão trabalhando com o pai, como carpinteiro, obediente aos pais, mas juntos olhando outros valores. Com doze anos deixa entender claramente aos seus que, para Ele, os interesses do Reino de Deus são prioritários, porém volta com eles para a família. Aprende e partilha, com o pai e a mãe, a vida, o trabalho e a oração.

Iniciada a sua missão pública, faz o primeiro milagre em uma casa, em favor de uma nova família. Não falta o necessário na mesa. Falta a plenitude da alegria porque o vinho vem faltar no fim. Justamente para dar alegria novamente que Jesus intervém.

Em uma casa celebra sua última Ceia. Ali o mandamento do amor assume seu valor mais alto, porque não há maior amor do que dar a vida pelos amigos.

A força da família está realmente em amar e ensinar a amar, em tender à comunhão. Por quanto possa estar ferida uma família, pode sempre crescer a partir do amor.

Infelizmente nunca, como nestes tempos, a família está sujeita a ataques externos e a crises internas que a enfraquecem. Por um lado encontramos culturas patriarcais, com excesso de machismo e de submissão unilateral da mulher; de outro, culturas em que se assiste à desintegração do direito da família. Um desafio emergente é a ideologia de gênero, que nega a diferença entre homem e mulher, mina a própria base da família, promove uma identidade emocional desvinculada das diferenças biológicas entre homens e mulheres. As características masculinas e femininas dependeriam tão somente de um fato cultural pelo qual se pode mudar a identidade biológica segundo tendências e escolhas individuais. Também a biotecnologia representa um risco quando tende a manipular o ato gerador como se a paternidade fosse modular.
Há muita fragilidade, é verdade, mas muitas sondagens revelam que a maioria dos jovens ainda coloca a família em primeiro lugar. Não são poucos aqueles que optam pela família fundada no matrimônio único e indissolúvel. Nos dois Sínodos as famílias apareceram como um mosaico que inclui muitas realidades diferentes, cheias de alegria, dramas e sonhos.

Que fazer para que a família volte a realizar sua missão específica de acolher, proteger com amor, fazer crescer a vida e abri-la para o mundo? Proteger a vida é proteger a humanidade. Como acompanhar as famílias nesta missão?


Linhas de acompanhamento


Estou convencida de que para estar ao lado das famílias que entregam seus filhos e filhas para a educação ou da quais nos aproximamos diretamente no contexto de promoção humana, cultural e de evangelização, seja importante oferecermos, nós mesmas, um testemunho de unidade e de comunhão. O nosso modo de viver juntas pode se tornar um sinal de que é possível e bonito ser família, ainda que não seja fácil. Mas isto não basta, mesmo sendo o primeiro e mais convincente caminho de acompanhamento. Também não basta chegar às famílias através das jovens e dos jovens. È preciso estar perto das famílias, conhecer seus desafios, ouvi-las e encorajá-las e, por quanto nos seja possível, acompanhá-las no caminho de crescimento.

Durante as visitas constatei uma atenção especial para se colocar ao lado das famílias, para fazer com elas um caminho de reciprocidade e buscar saídas educativas adequadas, para compartilhar alegrias e dificuldades. Os frutos desta atenção já se veem.

Podemos não ter preparação suficiente neste campo, mas sempre podemos desenvolver alguma sensibilidade, entrar em rede com quem tem uma missão explícita, colaborar com outras organizações e instituições, com os grupos da Família Salesiana, especialmente com as Ex-alunas/os, os Salesianos Cooperadores/as, a Associação ADMA, com os pais e também com os avós das crianças e dos meninos/as que frequentam nossos ambientes, as famílias das quais nos aproximamos nos bairros, nas periferias.

O Capítulo Geral XXIII nos pede que nos deixemos interpelar pelos desafios atuais «apontando, juntamente com as famílias, para uma pastoral familiar em sintonia com as orientações eclesiais, para acompanhar os jovens no amadurecimento de uma visão da vida e da família, segundo os valores cristãos» (Atos CGXXIII, nº61,11).

O magistério eclesial tem uma riqueza a ser descoberta e aprofundada sempre.
Na Amoris laetitia encontramos linhas claras de acompanhamento para as famílias de hoje. Convido-as a compartilhar, também como comunidade educativa, o maravilhoso comentário do Papa sobre o hino da caridade de São Paulo, onde encontramos pontos interessantes de acompanhamento, tanto para a família natural, como para as nossas comunidades. Cultivando as atitudes de “paciência, benevolência, amabilidade, desprendimento generoso de si, controle da ira e predisposição para a paz; perdão, alegria, capacidade de desculpar, suportar, esperar, confiar na mudança de outra pessoa, evitando inveja e orgulho” (cf cap. IV), a família cresce na comunhão e no amor.

O amor então, não é algo de estático, adquirido uma vez para sempre; no amor conjugal se cresce. A união afetiva espiritual e oblativa é sinal da aliança indestrutível de Cristo até a cruz e torna os esposos capazes de se amarem como Ele mesmo nos amou: até a cruz! Na visão cristã que o Papa repropõe, o amor no matrimônio é indissolúvel, totalizante e exclusivo, fiel e aberto à geração. Um amor fraco e doente cede mais facilmente à cultura do provisório. Se ao contrário, é vivido na ótica de uma aliança para sempre é capaz de lutar, renascer, reinventar-se e recomeçar (cf nº 24).

Crescer no amor exige o cultivo da alegria, indo além da busca obsessiva do prazer, exige respeito pela dignidade e a liberdade da outra pessoa, generosidade e grandeza de coração, também na dor e no sofrimento.
Um amor vivido na alegria é fruto de um esforço compartilhado (cf nº 130). Não é isento de limites e de riscos e exige cuidadosa atenção. Pede que se aprenda a reconhecer os próprios erros, a respeitar a outra pessoa, a agradecer-lhe pela presença. É um amor realista, capaz de aceitar também os limites e pobreza do parceiro. Assim, amadurece e cresce em solidez (cf nº 135).

O diálogo na família é via privilegiada para manter vivo o amor. Exige ascese, paciência na escuta das razões do outro.

Do encontro de pensamentos diferentes pode nascer uma nova síntese. Desde que não se use uma linguagem moralizante, que lance a culpa ou fira, ou considere o outro como concorrente, mas uma linguagem de escuta participante, de respeito e compreensão (cf nº 140).
O amor autêntico na família além de ser um bem para a solidez matrimonial, é também o símbolo do amor sobrenatural vivido como aliança esponsal. Exige que os esposos tornem a se escolher cada dia e por um tempo mais longo, considerando também o prolongamento da existência. Quando o amor supera a emoção típica da juventude, torna-se sinal de um amor mais profundo, de uma pertença para sempre, que abraça toda a pessoa e se expressa com uma proximidade fiel e cheia de ternura mesmo na doença (cf nº 164).

O amor não pode se exaurir só no casal: o amor fecundo se abre para a vida: sabe acolhê-la, conservá-la e fazê-la crescer. É um amor de pai e de mãe, ambos cooperadores de Deus na geração da vida. Não basta, porém, fazer a vida nascer, é preciso cultivá-la e fazê-la crescer. O amor do pai e da mãe é indispensável não só para o crescimento dos filhos, mas também para o futuro de uma sociedade que seja simplesmente humana. Hoje se pode constatar que existem crianças órfãs de pais vivos.


Diante de situações de fragilidade, de confusão até as teorias desestabilizadoras sobre a família, o que podemos fazer? Devemos procurar conhecê-las, mas também aprofundar a visão cristã do ser humano, a ponto de saber dar-se conta, do ponto de vista da Igreja a este respeito, entrando em diálogo com diferentes maneiras de pensar.

É importante propor, com mais convicção e testemunho, a beleza da família fundada no matrimônio, estar perto das famílias feridas, distantes, sozinhas e abandonadas. Ninguém, diz o Papa, deve ser abandonado pela Igreja. Quantas famílias em dificuldade encontramos em nossa missão! Não posso deixar de pensar a tantas famílias que se encontram nas estradas do mundo, fugindo de guerras e pobreza, em busca de um espaço mais humano para viver! Desejo que nossas casas se tornem sempre mais oásis de acolhimento, onde se possa encontrar alívio e esperança, coragem para a vida. Jesus precisa de nós para manifestar hoje Seu coração, que se deixa tocar pela compaixão para com todo sofrimento.


É belo reconhecer a existência de famílias que apoiam outras famílias, associações ou instituições que são um verdadeiro bálsamo para quem está ferido: um sinal da proximidade de Jesus mesmo.

Há muitas famílias abertas ao voluntariado, famílias missionárias, famílias que acolhem os migrantes, que colaboram nas periferias e que nos ensinam a ser comunidades mais acolhedoras e hospitaleiras, a crescer na capacidade de viver juntas com alegria.

Como FMA na Família Salesiana podemos evidenciar a importância da espiritualidade familiar, encorajar as famílias a crescerem na fé e no diálogo inter-religioso, a se ouvirem, compartilhar sem pressa um tempo de gratuidade, deixar-se surpreender por pequenos gestos que podem fazer a felicidade do cotidiano. Com as famílias nós mesmas aprendemos como humanizar a vida e as relações, como viver o dom esponsal também nos momentos de dificuldades.
Procuremos viver a proposta do Papa Francisco valorizando o espírito de família, elemento característico do carisma salesiano. O artigo 50 das nossas Constituições acentua os elementos concretos para tornar realidade este dom que exige o esforço de todas. Certamente poderíamos ter mais força para viver a alegria de sentir-nos comunidades capazes de gerar vida e esperança para as novas gerações.

A educação dos jovens na família e para a família


A Amoris laetitia dedica o sétimo capítulo à educação dos filhos: Reforçar a educação dos filhos. Aqui emerge a sensibilidade e a experiência do Papa Francisco, que apresenta critérios pedagógicos ricos de sabedoria e de grande humanidade. Gostaria de deixar espaço para sua palavra sobre as linhas educacionais que ele indica para as famílias, mas considero importante também ter presente a nossa missão educativa.

Ele afirma que apesar de numerosos sinais de crises do matrimônio, o desejo de família permanece vivo, especialmente entre os jovens (cf nº 1).


A família é a primeira educadora, não apenas em senso temporal, mas também como modelo de “como educar”, do qual a mesma Igreja aprende (cf nº 66).

Por isto a Exortação apresenta, de forma clara e exigente, a responsabilidade dos pais de educar os filhos de maneira consciente, entusiasta, razoável e apropriada ( cf nº 259). As indicações oferecidas são práticas e utilizáveis por uma família que leva o seu compromisso até o fim. Ela é o lugar de apoio, acompanhamento e orientação para os filhos. O tempo que os pais passam com eles, falando com simplicidade e carinho das coisas importantes, podem criar pontos de referência úteis e ajudá-los a se orientarem na vida, defendendo-se mesmo de invasões externas. No entanto, observa o Papa, a atenção obsessiva ou de controle não é educativa. Mais do que antecipar a vida dos filhos, trata-se de gerar processos de maturação de sua liberdade, para que possam agir com sabedoria e clarividência também em situações difíceis, fornecendo os meios para que façam suas escolhas com bom senso.


Uma primeira indicação importante é a formação ética, que não pode ser delegada à escola, mas é tarefa prioritária dos pais (cf nº 263). Através do diálogo educativo e sem imposições, os pais são chamados a educar nos filhos a vontade e a desenvolver bons hábitos e tendências afetivas para o bem; a cultivar neles a liberdade oferecendo modelos, exortações também através de sanções positivas (cf nº 264).

Há boas disposições a serem inculcadas desde tenra idade, para que sejam apreciadas e praticadas. Palavras-chave como: “por favor”, “obrigado”, “com licença” ressoam frequentemente no vocabulário do Papa Francisco (cf nº 266).

Um paciente realismo leva a pedir aos filhos sacrifícios proporcionados e a fazer uma proposta de valores graduais que seja acompanhada pelo bom exemplo dos adultos. Seja orientada e liberada também a liberdade sempre sujeita a uma série de condicionamentos que, em alguns casos, tornam difícil, se não impossível, o seu exercício (cf nº 273).

Em nosso tempo no qual reinam ânsia, pressa, velocidade tecnológica, é importante na família ensinar a capacidade de esperar. O “tudo e imediatamente” é um engano e não favorece a liberdade, mas a intoxica. Uma liberdade responsável sabe respeitar a dos outros (cf nº 275).

A família se torna a primeira escola de socialização onde se aprende a partilhar, respeitar, ajudar, colaborar; onde se vive a proximidade e o serviço (cf nº 276).
A Amoris laetitia evidencia também como o encontro educativo pode ser facilitado ou prejudicado pela tecnologia que, mesmo sendo útil, não substitui o diálogo pessoal e profundo (cf nº 278).

A família também é protagonista de uma ecologia integral, ambiente onde se experimenta a comunhão e o cuidado recíproco, especialmente em caso de doença. Muitas vezes há uma tendência a manter os filhos longe do sofrimento humano e fazendo assim, secam-se seus corações e se entorpecem frente ao sofrimento dos outros (cf nº 277).


O Papa Francisco inclui o apelo para a educação sexual no quadro de uma educação ao amor e à doação recíproca, para que não seja banalizada e empobrecida.

Sobre isto é importante tornar os jovens conscientes das muitas mensagens que os bombardeiam em sentido negativo; ao mesmo tempo ajudá-los a reconhecer os aspectos positivos da sexualidade. A educação, portanto, deve ter cuidado em ensinar a valorizar a modéstia saudável, que protege a própria interioridade. Mais do que destacar o negativo, é preciso ensinar as várias expressões do amor, como o cuidado recíproco e o carinho, o respeito e a valorização da diferença, ajudando a aceitar seus corpos com as características específicas, que podem ser desenvolvidos de formas diferentes nos dois sexos, tendo em conta o intercâmbio saudável de papeis (cf nº 280-286).


Por fim, a família cristã é espaço privilegiado de evangelização. É o lugar onde esplende a beleza da fé, onde se aprende a rezar e a servir o próximo. A fé é um dom gratuito, mas a confiança em Deus, testemunhada pelos pais, a dedicação ao próximo e os momentos de oração em família podem ter mais força do que todas as catequeses. Os filhos, que crescem em uma família aberta aos outros, também no âmbito da transmissão da fé, muitas vezes se tornam eles mesmos missionários. Importante que cresçam em um estilo de relações com o mundo, que os ajude a se tornarem próximos em relação aos doentes, aos idosos, aos excluídos. Desse modo a família se torna sujeito da ação pastoral, abre-se ao acolhimento, promove o bem comum. Se o alegre anúncio ressoa no próprio coração da família, ela se torna, por sua vez, fermento evangelizador na sociedade (cf nº 287-290). Também quando trabalhamos em contextos onde outras religiões sejam a maioria, podemos colaborar juntos para o crescimento nos valores humanos e a construção da cultura do encontro, que é a base da paz.
De que maneira, queridas irmãs, estas indicações nos interpelam como Instituto educativo? Somos privilegiadas de poder chegar todos os dias a um número muito grande de famílias no mundo todo: é um dom a ser acolhido com alegria e senso de responsabilidade.

Espero que estes pontos para reflexão levem ao aprofundamento da Amoris laetitia em todas as suas partes. Convido-as a criar espaços oportunos para compartilhar experiências e buscas, também com os leigos e as leigas que conosco vivem o carisma salesiano. É um grande dom que o Santo Padre nos oferece e desejamos que se torne uma boa oportunidade para uma conversão pastoral e missionária, vivida no estilo do nosso Fundador. Em uma realidade onde a família fundada no matrimônio é pouco sustentada, nós reafirmamos o compromisso de educar os jovens à beleza da família conforme o projeto de Deus. E ainda, a família é o lugar natural para o surgimento de vocações. A atenção dirigida à família, portanto, é também atenção às diferentes vocações na Igreja e no mundo, é garantia de um mundo melhor, capaz de viver a fraternidade universal e a paz.


“Avancemos, famílias; continuemos a caminhar”. Acolhamos como dirigida também a nós esta exortação do Papa Francisco e peçamos a Maria que seja companheira de viagem pelas nossas comunidades e ajude as famílias a viverem um amor apaixonado e responsável.

O Senhor as abençoe.

Roma, 24 settembre 2016

Aff.ma Madre


Ir. Yvonne Reungoat



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