Infância e educaçÃO, na teoria educacional de john dewey uma análise da difusão de suas obras no brasil após o manifesto dos pioneiros da escola nova (1932-1964)



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INFÂNCIA E EDUCAÇÃO, NA TEORIA EDUCACIONAL DE JOHN DEWEY - UMA ANÁLISE DA DIFUSÃO DE SUAS OBRAS NO BRASIL APÓS O MANIFESTO DOS PIONEIROS DA ESCOLA NOVA (1932-1964)
Autora: Michele Varotto

UFSCar (Universidade Federal de São Carlos)



mi_varotto@yahoo.com.br

Agência de Financiamento: CNPQ

Co – Autora: Alessandra Arce

UFSCar (Universidade Federal de São Carlos)



alessandra.arce@gmail.com

RESUMO

John Dewey, um dos grandes nomes da Pedagogia Contemporânea deixou um legado educacional muito amplo no qual procura estabelecer uma educação ativa com o preceito de que a escola se traduz por uma “sociedade em miniatura”. Este projeto pretende, então, investigar a partir das obras divulgadoras de suas idéias educacionais, como Dewey pensava a educação para as novas gerações, procurando compreender o impacto das mesmas no movimento da Escola Nova brasileira, iniciado com o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova em 1932, cujos maiores nomes são: Anísio Teixeira, Lourenço Filho e Fernando de Azevedo. Para tanto se destacarão suas concepções de infância e educação.


PALAVRAS-CHAVE: Dewey; História das Idéias Pedagógicas; Escola Nova.


OBJETIVOS:


  • Analisar através da coleção “Atualidades Pedagógicas” a divulgação das idéias educacionais de John Dewey.

  • Analisar as concepções de educação e infância presentes nas obras de Dewey divulgadas por meio da coleção mencionada.

  • Compreender a divulgação das concepções educacionais e de infância de Dewey inseridas no Movimento das Escolas Novas brasileiro, buscando-se apreender o movimento histórico-social e político da mesma.


METODOLOGIA:
Este projeto toma como guias metodológicos os mesmos utilizados no projeto de nossa orientadora. Tendo, assim como princípios os mesmo de Saviani (2007:1-22) o qual detalha o posicionamento fundamental para uma pesquisa dentro de uma perspectiva histórico-crítica das idéias pedagógica, com isso os preceitos teórico-metodológicos que tomo como norteadores deste trabalho são:
1. Caráter concreto do conhecimento histórico-educacional: isto é, a construção de sistemas explicativos que em categorias mais concretas reproduzem o conhecimento da realidade investigada, ou seja, é partir do todo por meio da análise para se chegar à síntese, o que consiste na reconstrução, por meio de ferramentas conceituais, das relações e determinações que caracterizam a educação como fenômeno concreto, demonstrando o quanto o objeto de estudo (as concepções de infância, e educação de Dewey) estão expressas na complexidade das relações e determinações presentes na sociedade de sua época.
2. Perspectiva de “longa duração”: o trabalho com as idéias de Gramsci, neste ponto, segundo Saviani (2007) é muito importante para que se possam distinguir os movimentos orgânicos conjunturais dos estruturais, para se captar as mudanças ocorridas é necessário abranger um período longo da história. No caso deste projeto trabalharemos de 1932 a 1964, para que possamos apreender o movimento de difusão das idéias de Dewey.
3. Olhar analítico-sintético no trato com as fontes: “que implica o levantamento e exame das informações disponíveis, abrangendo as suas diversas modalidades e articulando-as sincrônica e diacronicamente de modo que não deixe escapar as características e o significado do fenômeno investigado.” (SAVIANI, 2007, p.4).
4. Articulação do singular e do universal: aqui se tem o empenho em encontrar uma relação entre o local, nacional e internacional, trata-se de detectar qual o grau em que o nacional e o local constituem expressões de tendências que se impõem internacionalmente.
5. Atualidade da pesquisa histórica: é a consciência de que toda investigação histórica é interessada, para tanto o impulso é provocado pela necessidade de resposta a alguma questão que nos interroga no presente. Trata-se, então, da consciência de que o presente está fortemente enraizado no passado, ou seja, para que se entenda o presente é necessária à compreensão de suas raízes. Foi à necessidade de compreender mais ampla e profundamente as concepções de infância e educação de Dewey, para entender suas influências no movimento escolanovista brasileiro que me levou a realizar este projeto.
Assim, um trabalho que vise estudar a história das idéias pedagógicas deverá enfrentar uma questão teórica, o território historiográfico, Saviani (2007) atenta para o fato de que esse estudo permite o entendimento das idéias educacionais (idéias referidas a análise dos fenômenos educativos que visam explicá-los pela concepção de homem, mundo ou sociedade), já que encaram o movimento educacional que constitui a própria prática educativa. Uma advertência pelo autor, pautada nos ideais de Gramsci, é de que os critérios metodológicos devem se conduzir não na busca de uma relação entre o que é orgânico e o que é ocasional, já que isto se constitui em um nexo de difícil movimento, mas sim no exame dos fatos históricos concretos o que se faz algo muito mais didático e produtivo, pois a história é um processo que necessita ter seu movimento reconstruído pelo historiador.

Para realização deste projeto estou fazendo o levantamento bibliográfico das obras da coleção “Atualidades Pedagógicas” existentes no acervo da Escola Estadual Dr. Álvaro Guião, bem as bibliografias no campo da História da Educação brasileira para que possamos compreender e apreender a divulgação das idéias de Dewey no contexto da Escola Nova brasileira. Também recorremos às obras do próprio Dewey necessárias para a compreensão das idéias divulgadas na coleção. Estamos, também, selecionando o material a ser lido e analisado, e a partir disso realizando reuniões periódicas com minha orientadora para discussão das concepções que estão nestas obras relacionadas à infância e educação.



INTRODUÇÃO E PROBLEMÁTICA
O presente trabalho é parte do projeto de pesquisa de minha orientadora intitulado: A idéias Pedagógicas em movimento na Formação de Professores na Escola Estadual Dr. Álvaro (1930-1969): uma análise de seu acervo bibliográfico e documental. Pretende-se contribuir com a investigação a ser realizada no âmbito do estudo das idéias Pedagógicas no Brasil analisando-se a difusão de pensamento de John Dewey, em especial de sua concepção de infância e educação.

Este projeto, então, por meio da leitura dos livros publicados na coleção Atualidade Pedagógicas, da Companhia Editora Nacional, no período de 1932 a 1964, analisa a divulgação no Brasil das obras e idéias educacionais de Dewey, procurando historicizar criticamente a difusão dessas idéias no contexto da difusão do movimento escolanovista entre os educadores brasileiros.

O período histórico delimitado tem como marco inicial o lançamento do “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova” (1932) e como marco final o golpe militar de 1964. Trata-se de um período de grande difusão do ideário escolanovista no Brasil. Intelectuais brasileiros com Anísio Teixeira, Lourenço Filho e Fernando de Azevedo publicavam suas obras e, concomitantemente, a Companhia Editora Nacional traduzia e publicava as principais obras internacionais que visavam difundir os ideais escolanovista. Os trabalhos de John Dewey são o foco deste estudo, já que este teve uma grande importância enquanto intelectual para a educação, em especial para o Brasil e para a América.

O filósofo John Dewey, nasceu no ano de 1859 na cidade de Burlington no Estado de Vermont, o qual se encontrava, neste período, dentro de uma região denominada Nova Inglaterra composta por seis estados dentre eles Vermont, que se localizava no extremo leste dos EUA, e contava com um grande desenvolvimento industrial, exceto Vermont que ainda se caracterizava com contrastes agrícolas aliado às atividades industriais domésticas. Isto favorecia uma oferta de trabalho a todos seus habitantes. Dewey era filho de um dono de armazém, sua família acreditava que as crianças deveriam fazer pequenas tarefas para se tornarem responsáveis, a crença religiosa de seus familiares era o protestantismo congregacionalista o qual pregava autonomia a cada comunidade, assim como a vida em solidariedade, estes foram fatores de grande influência na vida de Dewey, e que embasaram suas idéias pedagógicas, já que este viveu preceitos democráticos e igualitários em sua comunidade de origem.

Aos quinze anos de idade, Dewey ingressou na Universidade de Vermont onde cursou Fisiologia, ali se encantou pela teoria darwinista apresentada nas idéias de Huxley, e com isso, passou a desejar que o mundo fosse organizado conforme o organismo humano. Por isso, acabou se despertando para a filosofia, e em 1882 ingressou na Universidade de Johns Hopkins na qual se inclinou para os estudos filosóficos, já com vinte e três anos. Nesta instituição entrou em contato com a filosofia de Hegel na qual encontrou elementos que completavam seus anseios na busca de uma unidade orgânica no mundo. Neste momento a nação norte-americana, é marcada pelo fim da guerra civil e o desenvolvimento da indústria e do comércio, fatores estes que tiveram grande influência no pensamento deweyano.

A partir de 1884, Dewey iniciou sua carreira profissional na Universidade de Michigan na qual permaneceu até 1894 que era marcada por um ambiente democrático, com incentivo a liberdade e a responsabilidade dos jovens diante da educação, e se integrou em um projeto em que procurava aproximar dos estudantes secundaristas, com isso propunham visitas dos professores aos colégios. Para tanto, havia um clube de professores que organizava temas sobre os mais diversos destinados a estas visitas, o que foi fundamental para que ele formasse seu pensamento, já que tinha um grande receio em relação a sua escolarização, que considerava como desinteressante e sem nenhum estímulo.

Nos dois anos seguintes, em 1886, Dewey casou-se com Alice Chipman, a qual por ser criada pelos avós teve uma educação em que a liberdade de opinião era incentivada, e a posição crítica a realidade social também, isto influenciou Dewey que passou a se envolver diretamente com os problemas sociais que o envolviam.

Em 1890, Dewey teve um contato muito próximo com as idéias de Mead, um dos professores da Universidade de Michigan que acreditava que o cérebro tinha a função de regular às relações do organismo com a vida, Dewey a partir disso, formulou a idéia de que a mente é encarregada de mediar às relações entre ambiente e organismo. Ao ler as idéias de James “Princípios da Psicologia (1890)” o qual afirma que a consciência é descrita como uma continuidade, como um processo, Dewey acabou por tomar esses escritos como bibliografias para seus alunos.

Mead e James sustentavam a tese em suas obras de que a mente era a responsável por mediar o organismo com o meio. Estes pensadores em união com John Dewey e Charles S. Peirce, após vivenciarem o avanço das experiências tecnológicas e sociais, na tentativa da construção de um sistema democrático que ocorrem na nação estadunidense no final do século XIX início do XX, tiveram a certeza de que a inteligência e a energia humana seriam capazes de por meio de uma ação alterar os limites da condição humana, como uma ferramenta para que o homem tivesse condições de agir sobre as ações adversas do meio.

Esses ideais os levaram a formulação de um movimento filosófico denominado de pragmatismo o qual teve grande repercussão na nação norte-americana, e é considerado como o propulsor do desenvolvimento do país na formação do espírito de seu povo. Os princípios básicos desta escola pragmática são:


(...) o pensamento e a ação devem formar um todo indivisível, o que implica tratar qualquer formulação teórica como hipótese ativa que carece de demonstração em situação prática de vida; as constantes transformações sociais fazem com que a realidade não constitua um sistema acabado e imutável; a inteligência garante ao homem capacidade para alterar as condições de sua própria experiência. Para os pragmatistas, o terreno em que se dá à transmissão do conhecimento, particularmente a escola, pode tornar-se um campo fértil de experimentação de teses filosóficas. (CUNHA, 2002, pág. 19-20).
Com essa concepção de uma filosofia com aplicação social, Dewey foi para a Universidade de Chicago em 1894, que em pouco tempo organizou um ensino de uma escola elementar, a qual contou com as aplicações de suas idéias, tanto na questão filosófica quanto na psicológica, ambas voltadas à educação. Esta instituição se caracterizava como um laboratório de ensino que permitia a liberdade de ação e a criação de novos métodos e técnicas pedagógicas.

Ainda em Chicago, Dewey contou com a influência de dois importantes sustentáculos, assim denominado por Cunha (2002), um era o jurista Oliver W. Holmes, e o outro era o professor Francis W. Parker, os quais mesmo pertencentes a uma geração antecedente, mas que mesmo assim, tiveram grande impacto nas iniciativas pedagógicas de Dewey em Chicago. Holmes partia do princípio que o liberalismo por confiar no caráter experimental e na liberdade de pensamento se constituía na força que orientava a ação humana, os quais coincidiram com a premissa inovadora de Dewey e com a trajetória liberal dos Estados Unidos. Já Parker disse que cabia ao mestre ter uma relação subjetiva com seus discípulos, pois isto garantiria um clima de liberdade, e um ambiente agradável. A estadia em Chicago não termina por aí, neste Estado ele ainda teve contato com Jane Adams, fundadora de uma casa de assistência social “Hull House” na qual Dewey conviveu por algum tempo, e que tinha por base a relação democrática e recíproca de auxílio. Que também influíram ao pensamento deweyan, segundo Cunha (2002).

Em 1904, o filósofo deixa a Universidade de Chicago, por discordâncias frente a sua escola-laboratório que dirigia, após ter permanecido lá por dez anos, período considerável em que acabou por formar uma sociedade embrionária a qual deveria constituir a escola, premissa muito defendida por ele. Nesse tempo em que permaneceu em Chicago, Dewey, escreveu diversas obras que contam com suas idéias educacionais expressas, dentre elas: “Meu Credo Pedagógico” (1897); “Escola e Sociedade” (1899); “A Criança e o Currículo” (1902) e “A situação Educacional” (1902).

Em 1905 foi para a Universidade de Colúmbia na qual permaneceu até 1930, nesta instituição inclinou seus estudos para a lógica e a epistemologia para esclarecer suas idéias educacionais, a partir disso produziu mais obras, como “Democracia e Educação” (1906); “Ensaios sobre a lógica experimental” (1916); “Reconstrução em Filosofia” (1920); “Experiência e Natureza” (1925) e “A busca da certeza” (1929). (CUNHA, 2002, p. 22)

Para Dewey, viver é ser ativo, é esforçar-se para a adaptação ao ambiente, e o cérebro deve intermediar a interação organismo-meio. Tal idéia partiu do pressuposto de que a filosofia deve estar embasada numa psicologia do desenvolvimento biológico e não fragmentos destinados à mente, cuja tarefa era montar um mosaico com retenção e associação destes ideais. Neste raciocínio, Dewey, afirma que o ser vivo é capaz de moldar as suas ações, quando se identifica intelectualmente com os elementos a sua volta, e isto de forma ativa, pois “o organismo (...) age sobre o meio ambiente, de acordo com sua própria estrutura, simples ou complexa.” (idem, pág. 30). Em primeiro de Junho de 1952, com noventa e dois anos de idade, Dewey vem a falecer.

Luzuriaga (1961) faz uma análise histórica do Movimento da Escola Nova mundialmente, e ao remeter sobre sua atuação na América, afirma que o fundador teórico de toda educação ativa foi John Dewey, o qual teve influências da filosofia de Hegel e iniciou o movimento ativista que influenciou Kerschensteiner. John Dewey e Georg Kerschensteiner têm suas idéias unidas intimamente, mesmo por caminhos distintos, mas que pregam sem dúvida a reflexão teórica em união à ação educativa. Dewey se embasa na filosofia e na psicologia e aplica suas idéias em sua escola primária universitária de Chicago, e Kerschensteiner cria em Munique, Escolas do trabalho. Estes pedagogos, portanto, impulsionam todas as demais idéias ativas para a educação.

Dewey, entretanto, não deixa em suas obras uma única definição para sua concepção de atividade educativa, mas sim, várias que se desenvolvem ao longo de suas idéias. Em algumas obras, como em “Meu credo pedagógico”, nota-se que ele adota uma posição bem mais psicológica em relação ao aspecto ativo, pois afirma que o aspecto ativo faz parte da natureza da criança, e vem primeiro que o passivo é produzido antes das sensações conscientes e estas são essencialmente motoras e impulsivas, ou seja, o consciente se projeta em ação. Mas ao mesmo tempo não desconsidera o papel social e vital da atividade na educação, o que faz com que ele leve para suas escolas as denominadas “ocupações ativas”, definidas por ele como: “uma oportunidade para afiliar-se a vida, para chegar a ser um ambiente natural da criança, em vez de ser um lugar onde se aprendem lições que não têm uma abstrata e remota referência a alguma vida possível que há de realizar no porvir.” (LUZURIAGA, 1961, pág. 33).

Já em sua obra “Democracia e educação”, Dewey, coloca a idéia de atividade em união com a experiência, ou seja, as relações ativas que existem entre o ser humano e seu ambiente natural e social. Assim a educação, deve se constituir como um meio que conduza em seu ambiente a aquisição de idéias importantes para que o aluno aprenda com seu interior. Em contrapartida, em sua obra “Experiência e educação”, ele afirma que existe uma ligação orgânica entre educação e experiência pessoal, e ainda, diz que algumas experiências podem não ser educativas, as quais são responsáveis por barrar o desenvolvimento das experiências no interior.

As diversas obras literárias de Dewey, dentre as quais algumas foram citadas acima, podem ser classificadas como uma contribuição para a renovação dos modelos arcaicos e rotineiros da educação, como afirma Cunha (2002), pois toda a preocupação desse filósofo se volta para relacionar a vida extra-escolar infantil com a escolar, de modo a promover um ensino que corresponda ao programa escolar, mas que tenha de fundo as experiências e ocupações diárias dos mesmos, com uma atenção ao desenvolvimento de cada um, assim como o despertar do sentimento de colaboração no trabalho em grupo, pois para Dewey, as escolas devem se constituir em “comunidades embrionárias” ou “sociedades em miniatura”, as quais têm a missão de reproduzir, depurar e perfeccionar a vida social extra-escolar. A escola, nesta perspectiva, deve ter um sentido pedagógico com introdução de atividades e experiência educativas que façam parte da vida exterior ao ambiente escolar e, com isso tenha mais sentido a vida do educando, formando este para uma atuação efetiva na sociedade em que vive.

Dewey apresenta em suas obras uma visão do sujeito na qual este é moldado pelo meio a partir de suas características específicas para que consiga sua adaptação ao ambiente em que vive de forma ativa, pois segundo ele, o indivíduo se adequa conforme as necessidades para a vida naquele meio, ou seja, o ser é todo modelado por sua interação com o meio. Procura-se, então, por meio dessa pesquisa analisar as contribuições de sua teoria educacional para o campo pedagógico, as quais tiveram grande influência, especialmente no território brasileiro pelos escolanovistas, cujos maiores nomes são: Anísio Teixeira, Lourenço Filho e Fernando Azevedo que trazem as idéias desse filósofo para o Brasil com o intitulado Manifesto dos Pioneiros no ano de 1932.

Para melhor compreensão, é importante contextualizar esses grandes nomes escolanovistas, ou como Saviani (2007) afirma a “trindade cardinalícia do movimento brasileiro da Escola Nova”, que durante suas tantas cartas trocadas mostram claramente suas concepções educativas.

Manuel Bergstron Lourenço Filho, nasceu em 10de março de 1897 em Porto Ferreira. Estudou na Escola Normal Secundária da Praça da República em São Paulo, em 1916, sendo nomeado professor de psicologia e pedagogia em Piracicaba. Lecionou como na Escola Normal do Ceará nos anos de 1922 e 1923. Passou daí a Escola Normal Caetano de Campos de São Paulo onde lecionou até 1930, no final deste período publicou o livro Introdução ao Estudo da Escola Nova, o qual compreende cinco lições. Sendo revista pelo autor, sofrendo modificações em 1961, a qual configurou a obra em três grandes partes que fazem ligações às cinco lições da configuração anterior.

Nesta obra Lourenço Filho (1969) destaca sua concepção de Escola Nova, ou pedagogia contemporânea, assim chamada por ele, como um movimento diferente da escola que existe, o qual visa à compreensão da psicologia e da biologia para entender as necessidades da infância e também procura enquadrar as funções da escola, as mudanças sociais. Ou seja, é um novo tipo de tratamento a escola que contou com diversos ensaios e experiências de alguns educadores, iniciado no fim do século XIX.

As primeiras escolas encontradas na sociedade de simples composição, segundo Lourenço Filho (1969) eram desnecessárias, quase não freqüentadas, já que as atividades profissionais eram ensinadas pela própria filia, e com isso a condição social era perpetuada. Mas com as mudanças trazidas principalmente pela industrialização, a escola se tornou mais necessária. No entanto, esta não mudou a sua antiga configuração, e por isso, assumiu uma posição inadequada dentro da sociedade. À medida que se aperfeiçoaram, os conhecimentos biológicos e psicológicos perceberam que o desenvolvimento humano tinha muita influência da vida social, e para isso os princípios escolares deveriam ser ajustados a este novo social formado.

Com estes princípios, é que Lourenço Filho (1969) afirma que a Escola Nova foi criada, como necessária para atender a nova sociedade que se formava devido a Revolução Industrial, e a partir disso, procura divulgar seus preceitos de uma escola “adequada” para a sociedade que, então, se formava, dedicando-se a este trabalho por mais de cinqüenta anos.

Por ser habilitado tanto em pedagogia quanto em psicologia, teve um grande aprofundamento em psicologia aplicada, realizando no Laboratório de Psicologia Experimental da Escola Normal de São Paulo, atuando na instrução técnico-profissional e na psicologia da infância referidas como aspectos característicos da Escola Nova, segundo Saviani (2007). Publicou, também, diversas traduções no campo da psicologia experimental aplicada.

Serviu-se da Editora Melhoramentos para organizar em 1926 a “Biblioteca de Educação”, a qual corresponde a primeira coleção de divulgação de textos pedagógicos no país. No âmbito da educação escolar, Saviani (2007) destaca que Lourenço Filho se dedicou à elaboração de testes, conhecidos como “Testes ABC”, com o intuito de identificar a lógica, a variedade mental, relativas ao conceito de maturação, visando, com isso, assinalar as deficiências particulares de cada criança “para a organização eficiente das classes escolares” (SAVIANI apud MONARCHA, 2007, pág. 205).

No entanto, não esteve sozinho nesta divulgação, muito menos na elaboração das concepções escolanovistas no Brasil, pelo contrário, contou com a colaboração de Fernando de Azevedo que conheceu Lourenço Filho no início da década de 20, tornando-se colegas na Escola Normal de São Paulo em 1925. Lourenço Filho, também se torna amigo de Anísio Teixeira em 1929, data na qual Anísio Teixeira vai até o gabinete de Fernando de Azevedo no Rio de Janeiro com uma carta de apresentação escrita por Monteiro Lobato. A partir deste momento até 1971, eles trocaram diversas cartas, estava então, formada a “trindade cardinalícia do movimento Escolanovista brasileiro”. Daí por diante buscaram divulgar os ideais escolanovistas no Brasil.

Com relação a Fernando de Azevedo, este também publicou diversas obras, em especial na Companhia Editora Nacional, na qual criou em 1931 a “Biblioteca Pedagógica Brasileira” que possui cinco coleções, dentre as quais se destacou a coleção Brasiliana.

Fernando de Azevedo trocou diversas correspondências com Lourenço Filho quando estes se encontravam professores em instituições distintas a partir de 1927, quando Fernando de Azevedo foi para o Rio de Janeiro para assumir o cargo de diretor-geral da Instrução Pública do Distrito Federal. Durante esta gestão, ele promoveu a reforma da instrução pública acrescentando nesta o espírito da Escola Nova, mas em 1930 a administração na qual ele participava perdeu sustentação política, e todos foram depostos. E acabou voltando para São Paulo.

Lourenço Filho partiu, então, para o Rio de Janeiro, onde foi convidado a assumir a chefia do Ministério da Educação e da Saúde Pública. Segundo Saviani (2007) ao todo foram escritas 115 cartas, em algumas delas aparecem também nomeado Anísio Teixeira, a terceira pessoa da “trindade cardinálica escolanovista”.

Nascido em 20 de abril de 1894 em Minas Gerais. Fernando de Azevedo graduou-se em Direito em 1918 em São Paulo, mas acabou por não exercer a advocacia, dedicou-se ao magistério que já vinha exercendo desde 1914, já que em 1909 participou da Companhia de Jesus, e lecionou em 1914, latim e psicologia no Ginásio do Estado em Belo Horizonte. Em 1917 começou a lecionar estas disciplinas na Escola Normal de São Paulo. Paralelamente dedicou-se ao jornalismo, trabalhando como noticiarista no Correio Paulistano (1917 a 1922), e depois como crítico literário no jornal O Estado de São Paulo (1923 a 1926). Com isso, acabou organizando um amplo inquérito sobre a situação educacional brasileira, tida por ele como uma encruzilhada, pois não sabia se seguia os rumos antigos propostos pelos conservadores, ou se investia em rumos novos no âmbito de estrutura e finalidade, como destaca Saviani (2007). Sua atuação como jornalista ajudou-o a se transformar em especialista em educação, além de ampliar seu círculo de relações desde políticos locais até os que viriam a ser protagonistas da política brasileira, ou seja, se ligou a figuras importantes da política da época. Isso explica o porquê foi chamado para ocupar cargos de destaque no campo educacional.

Convergiram seus interesses acadêmicos para o campo da sociologia, tomando-a como importante para a formação dos normalistas, para isto tomou a decisão de introduzi-la no campo da Escola Normal em 1928, quando empreendeu a reforma educacional na instrução pública no Distrito Federal. Publicando a partir disto, diversas obras que convergem para o campo sociológico.

Em sua obra Novos caminhos e novos fins: a nova política da educação no Brasil – subsídios para uma história de quatro anos, escrita em 1931 por ele, declara-se explicitamente sua filiação as idéias da Escola Nova. Segundo Saviani (2007), para Azevedo a escola nova convergia em três aspectos:

1- A escola única: seria a educação inicial, ou educação primária, uniforme e comum, que atenderia as crianças a partir dos sete anos de idade, com duração de cinco anos, e obrigatória.

2- A escola do trabalho: o foco está no estímulo à criança levando-a a desenvolver prazerosamente a partir de suas observações e experiências, cabendo ao mestre satisfazer essas curiosidades intelectuais, por meio de um trabalho comum.

3- A escola-comunidade: é a escola organizada como uma “sociedade em miniatura”, incentivando o trabalho em grupo, como também o dever do trabalho individual para garantir o bem-estar do grupo. Assim, despertaria em todos, o sentimento de solidariedade por meio do cumprimento das responsabilidades de cada um para o bom funcionamento de sua comunidade.
Assim, considerando que a Escola Nova não é um aparelho de instrução, mas busca desenvolver uma educação integral, ela proverá, de forma articulada, a ‘educação física, moral e cívica’, desenvolvendo nos alunos hábitos higiênicos, despertando o sentido da saúde, a resistência e vitalidades físicas, a alegria de viver. Para tanto, as escolas contariam com inspetor-médico ou inspetor-dentário que, além da função de fiscalização, seria um educador sanitário com o qual colaborariam ‘o professor de educação física, a enfermeira escolar e o corpo de dentistas e, de maneira geral, todo o professorado.’(SAVIANI apud AZEVEDO, 2007, pág. 212)
Essas modalidades escolares, ou seja, uma configuração desta forma seriam modalidades essenciais para a organização de uma educação popular em uma sociedade industrial.

Para Azevedo a Educação Nova seria, então, uma denominação vaga e imprecisa que abrange todas as iniciativas referentes às atividades das crianças calcadas nas idéias biológicas e psicológicas da criança, uma visão nítida do papel da escola como instituição que tem o dever de adaptar a criança as novas condições sociais; o foco no indivíduo para a formação da escola, formar o indivíduo na comunidade, e vinculando os métodos, e processos de aprendizagem a estrutura de melhor adaptação da escola a sociedade vigente.

Com isso, nota-se que Fernando de Azevedo focou seus preceitos no aspecto social, ele faz jus a sua carreira de sociólogo inspirada nos ideais durkheinianos, como também uma aproximação aos ideais da visão autoritária do Estado Novo, como destaca Saviani (ibidem). Para ele essa acepção se organiza tendo como foco na iniciação do indivíduo, procurando organizar na escola uma comunidade de vida, orientando-se pelos princípios de solidariedade e cooperação, com o sacrifício do individual para o bem do coletivo que se funda em uma escola liberta e ativa, em que o professor num primeiro momento estimula a atividade livre da criança para que esta pelo seu interesse desenvolva seu trabalho com prazer, para num segundo momento fazer este trabalho em cooperação.

E agora, se remetendo ao último membro da “trindade cardinalícia do movimento escolanovista brasileiro”, temos Anísio Spínola Teixeira, que nasceu em Caetité, na Bahia, em 1900. Teve seus estudos seguidos em escolas jesuítas, o que o influenciou a querer se tornar um jesuíta, mas que foi acalentado no período em que cursou Direito, vindo a completar em 1922. No entanto, o que prevaleceu foi sua opção pela educação, em relação a sua opção pela ordem eclesiástica, esta foi bloqueada por seu pai, já que sua família tinha toda uma trajetória na política baiana, e era o que sua família esperava: que ele seguisse a política.

Entretanto, mesmo com essas duas opções, ele acabou ficando na área educacional, uma opção relativamente difícil, já que na década de 20 a educação não se encontrava reconhecida socialmente. Mas ele foi convicto em sua decisão, e mesmo com alternativas mais atraentes, ele se vinculou a educação.

Seu início nesta área se deu em 1924 quando foi convidado a ocupar o posto de diretor da Instrução Pública do Estado da Bahia, com isso acabou por viajar por diversos lugares no Brasil e na Europa. Em 1931 foi convidado a assumir o posto de diretor-geral da Instrução Pública do Distrito Federal, nessa condição teve a oportunidade de colocar em prática suas idéias renovadoras no âmbito da formação docente criando o Instituto de Educação e transformando a Escola Normal em Escola de Professores.

No decorrer de sua gestão publicou o livro “Em marcha para a democracia: à margem dos Estados Unidos”, no qual avalia todo o processo de civilização dos Estados Unidos destacando sua prosperidade material e a adequação da filosofia pragmática à nova ordem científica, apresentando sugestões de Dewey e Walter Lippmann para a democracia, na qual enfatiza a importância de uma educação para a democracia.

Permaneceu neste posto até 1935, por conta das mudanças ocasionadas pelo golpe do Estado Novo, fizeram com que ele tivesse que se demitir. Isso fez com que em 1936, já afastado da vida pública, publicasse o livro Educação para a democracia: introdução à administração educacional, o qual foi reeditado em 1997, com uma apresentação de Luiz Antonio Cunha.

Anísio, segundo Saviani (2007) discordava do caminho autoritário que a política brasileira estava tomando, isso fez com que ele assumisse uma vida de trabalho privada, se dedicando a tradução de obras de autores como Wells, Adler e Dewey para várias editoras, mas que foram interrompidos em 1938 pela política ditatorial do Estado Novo, já que era um trabalho intelectual. Com isso, se dedica por quase 10 anos à exportação de minérios.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, e consequentemente com a criação da ONU e da UNESCO a qual era dirigida por Julian Huxley que havia colaborado com Wells em uma de suas obras “Ciências da vida”, traduzida por Anísio em 1936, fez com que Anísio fosse convidado por Huxley para exercer o cargo de conselheiro da educação superior, ficando neste cargo de 1946 até o início de 1947, quando resolveu deixar a UNESCO e retornar a sua vida privada no Brasil. Ao mesmo tempo, ocorreu a queda do Estado Novo o que ocasionou na reabertura democrática do Brasil, o que fez com que Anísio fosse chamado a exercer o cargo de secretário da Educação na Bahia. Ali permaneceu até 1951, quando retornou ao Rio de Janeiro assumindo o cargo de secretário geral da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior). Em 1952, assumiu como coordenador do INEP (Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos), permanecendo em ambos os postos até 1964, quando em decorrência da ditadura militar teve seus direitos políticos cassados e foi afastado da vida pública.

Nota-se que mesmo tendo oportunidade de assumir outros cargos, se dedicou à educação vista por ele como a chave para um processo revolucionário. Mesmo sua atuação educacional passando por diversos obstáculos, todos provindos basicamente das resistências que formavam as forças dominantes no Brasil, que se mantinham contra as transformações sociais que visassem superar a desigualdade, como destaca Saviani (2007). Desigualdade esta que se refletia na educação, deixando esta como um privilégio da elite. Anísio se contrapunha a essa visão, para ele, esta é direito de todos, ponto este que atravessa todas as suas obras.

No contexto decorrente da Revolução de 30, com a reação das forças tradicionais, Anísio se deparou com a necessidade de construir um partido político em prol da democracia. Tratava-se do partido Autonomista do Distrito Federal. Esse partido vinha na contramão das visões tradicionais, sua base estava na garantia de um trabalho educativo que consolidasse a educação pública, visando à superação do caráter personalista e clientelista da política tradicional.


O primeiro aspecto destacado reporta-se à base econômica, referido que está ao progresso acelerado dos meios de produção e distribuição de bens; o outro diz respeito à estrutura política, indicando a exigência de que o Estado abandone a posição de espectador e policiador, assumindo um papel regulador.

Anísio Teixeira admitia, portanto, que uma adequada gestão das atividades econômicas e sociais permitiria respeitar os direitos dos trabalhadores à sobrevivência e a uma vida digna, absorvendo, assim, as reinvidicações potencialmente vigorosas das classes trabalhadoras.

(idem, pág. 223).
O que se põe neste momento é uma revolução cultural, que se configura pela mudança de hábitos e costumes. Anísio mesmo entrando na política por uma tradição familiar, e apoiado por seus familiares a se candidatar, ele não optou por um cargo de teor político, pelo contrário, o dever de seu partido para ele era “difundir a cultura, esclarecer de forma honesta e objetiva a população os problemas do país, indicando soluções.” (idem, ibidem).

O triunfo para Anísio de seu partido, estava nas próprias idéias que defendia, seu projeto estava na preparação e divulgação de uma literatura própria que esclarecesse à população os problemas do país, sempre tendo como objetivo maior a construção de uma educação pública.

Mesmo seguindo as concepções de Dewey, Anísio estava atento às necessidades brasileiras, procurando não somente transplantar a visão educacional do sistema norte-americano, mas procurou construir instrumentos de aferição da aprendizagem e do rendimento escolar, a partir das condições brasileiras. Mostrando que a educação como um sistema popular democrático é uma necessidade.

Em sua formação pedagógica, Anísio fez duas viagens aos Estados Unidos, as quais foram decisivas. Na primeira em 1927 escreveu o livro: Aspectos americanos da educação, no qual relata todos os resultados de sua viagem apresentando: “comentários sobre estabelecimentos de ensino, órgãos de administração, edifícios, métodos práticos de ensino, currículo flexível e variado, vida estudantil, além de uma primeira sistematização da concepção de Dewey” (idem, pág.227). Foi essa experiência que o fez voltar em 1929 aos Estados Unidos para realizar mestrado na Universidade de Columbia, ocasião pela qual fez estudos com Dewey. Ao retornar, traduziu dois ensaios de Dewey, “A criança e o programa escolar e Interesse e esforço, reunidos no livro Vida e educação, publicado em 1930 com uma introdução por ele redigida. E em 1933 publicou o livro Educação progressiva: uma introdução à filosofia da educação, declaradamente filiado ao pensamento pedagógico de John Dewey.” (idem, pág.227-228).

Todas estas idéias e estudos culminaram em um documento no qual se intitulava “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova”, no qual continham ideais revolucionários que visavam romper com os preceitos conservadores, apontando para uma educação laica, destinada a todos os cidadãos brasileiros, Nóbrega da Cunha um dos “revolucionários”, defendia que Fernando de Azevedo havia assumido o compromisso de divulgar, por um curto período de tempo, em forma de um “manifesto” os ideais de uma política brasileira de educação.

No início de 1932 o documento já se encontrava redigido, por Fernando de Azevedo em cinco dias, cumprindo-se os dois meses que Nóbrega da Cunha relatara. No entanto, em uma carta de Fernando Azevedo a Anísio Teixeira, esse relata ao amigo sua preocupação em encontrar mecanismos que impulsionassem uma ampla divulgação do Manifesto. Foram 26 signatários do texto e nove colaboradores de Anísio em sua gestão frente à instrução pública.

Foi desta forma, que os preceitos de uma nova educação entraram na sociedade brasileira e procuraram se difundir por todo o país, mesmo com diversas resistências, mas que predominaram segundo Saviani (2007), no período de 1947 a 1961, mesmo com a resistência das camadas conservadoras, em especial a Igreja.

No entanto, este documento assume por um lado uma concepção doutrinária, ao afirmar que se filia à Escola Nova, propondo renovação com base nos princípios anunciados na maioria das vezes de forma explícita, sempre se opondo a escola tradicional. O documento apresenta a educação num primeiro momento como homogeneizadora, destinado este papel a escola primária e secundária, para num segundo momento, apelar para as aptidões de cada um destinadas ao ensino universitário. Nota-se no “Manifesto” um grande apego às idéias de Dewey, que como já foi dito, foi um dos grandes nomes da Escola Nova na América, e que a “trindade cardinalícia escolanovista brasileira” teve grande contato, inclusive na tradução das obras.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Até o presente momento o levantamento em andamento tem indicado que a divulgação do Movimento das Escolas Novas brasileiras teve John Dewey e suas idéias educacionais como protagonistas ao lado da psicologia experimental de Eduard Claparede.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZEVEDO, Fernando- (1934) – Novos Caminhos e Novos Fins – São Paulo: Companhia Editora Nacional.


CUNHA, V. – John Dewey: uma filosofia para educadores em sala de aula. 4ª edição-Petrópolis, Editora Vozes, 2002.
DEWEY, J. Democracia e Educação – 2ª Edição – São Paulo: Companhia Editora Nacional, Coleção Atualidades Pedagógicas, 1952.
________. Vida e Educação - 5ª Edição – São Paulo: Companhia Editora Nacional, Coleção Atualidades Pedagógicas, 1959.
________. Como Pensamos - 4ª Edição – São Paulo: Companhia Editora Nacional, Coleção Atualidades Pedagógicas, 1979.

FILHO, L. - Introdução ao Estudo da Escola Nova – 10ª edição - São Paulo, Edições Melhoramentos, 1969.


FOULQUIÉ, P.(1952) – As Escolas Novas – São Paulo: Companhia Editora Nacional.
LUZURIAGA, L. – La Educación Nueva- 6ª edição - Buenos Aires, Editorial Losada S.A., 1961.
SAVIANI, D. – História das Idéias Pedagógicas no Brasil- 1ª edição- Campinas, Editora Autores Associados LTDA, 2007.
SAVIANI, D. et al (2004) - O Legado Educacional do Século XX - Campinas: Autores Associados.
SAVIANI, D; LOMBARDI J. C. & SANDANO, W. (orgs) – (2007) – Instituições Escolares no Brasil: conceito e reconstrução histórica - Campinas: editora autores associados: HISTEDBR: Sorocaba: UNISO- páginas 03-32.
TEIXEIRA, Anísio – (1954) – Educação Progressiva – São Paulo; Companhia Editora Nacional.
VAINFAS, R. (2002) – Micro-História: Os Protagonistas anônimos da História – Rio de Janeiro: Campus.



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