Indice parte I – logistica – 02 Planejamento de Estoque – 05



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INDICE
PARTE I – LOGISTICA

1. Logistica – 02

2. Planejamento de Estoque – 05

3. Armazenagem – 10

4. Atividade Logistica de Armazenagem – 16

5. Arranjo Físico – 18
PARTE II – SUPRIMENTOS

1. Suprimentos – 22

2. Insumos – 23

3. Almoxarifado – 26

4. Introdução à Movimentação de Materiais – 34

5. Equipamentos de Movimentação – 38
PARTE III – EMBALAGEM NA LOGÍSTICA

1. Embalagens – 46

2. Unitização – 48

3. Tipos de Embalagem – 54
PARTE IV - EXPEDIÇÃO DE MERCADORIAS

1. Roteirização – 59

2. Identificação de Materiais – 61

3. Transporte Logistico – 61

4. Transporte – 71

5. Supply Chain – 76

6. Logistica Reversa – 90
PARTE V – MÉTODOS E TÉCNICAS PARA DEFINIÇÕES E CONTROLES

1. Estoque, Preços, Custos e Controles – 93
PARTE VI - SISTEMAS DE CODIFICAÇÃO

1. Código de Barras – Conceitos Básicos – 98

2. Codificação – 102
BIBLIOGRAFIA – 104

PARTE I – LOGISTICA
1. Logistica

O que é logística? E logística integrada?

A missão da logística é dispor a merca­doria ou o serviço certo, no lugar certo, no tempo certo e nas condições desejadas, ao mesmo tempo em que fornece a maior con­tribuição à empresa.

De acordo com alguns dicionários, lo­gística é aritmética aplicada. Álgebra elemen­tar. Lógica simbólica. Ciência militar que trata do alojamento, equipamento e transporte de tropas, produção, distribuição, manuten­ção e transporte de material e de outras ati­vidades não combatentes relacionadas.

A logística industrial teve início na déca­da de 60 quando surgiram os primeiros siste­mas MRP para planejar, programar e contro­lar a produção.

Já a logística industrial integrada teve início na década de 80 com os primeiros sis­temas completos para planejar e administrar os recursos das empresas de forma integra­da chamados de ERP (Enterprise Resourses Planning, Planejamento dos Recursos da Em­presa).

Ela se propõe a administrar os recursos operacionais de manufatura com a finalidade de cadenciar a velocidade da produção vol­tada ao atendimento do cliente final. Para isso vai filtrar todas as entradas de recursos na fábrica e solicitações especiais das áreas de apoio, evitando interferências prejudiciais ao bom andamento do processo prod que não agregam valor ao produto final.

1.1. Um Pouco da História da Logística

Após o término da Segunda Guerra Mundial, no ano de 1945, o mundo necessitava de todos os tipos de produtos possíveeis para reiniciar seu crescimento. As indústrias produziam a todo vapor e o método de produção era o trimestral.

Compravam-se os insumos por períodos de três meses e os lotes de produção seguiam a mesma periodicidade.

Esse sistema durou 14 anos, até quando as empresas Bosch, GE e Westinghouse Electric Company criaram o sistema MRP (Material Resources PIanning ou Planejamento dos Recursos Materiais). Iniciou-se o ciclo do planejamento porque o mundo já não absorvia tudo que se oferecia na velocidade da oferta e no volume trimestral.

Após cinco anos o mercado tornava-se cada vez mais exigente e as empresas perceberam que cuidar somente dos materiais já não resolvia os problemas de estoque e da obsolescência. No ano de 1965 surgiu o MRP II (Manufacturing Resources Planning ou Planejamento dos Recursos de Manufatura), sistema que continua em uso até hoje.

Na década de 60 a Toyota surpreendeu o mundo com a filosofia do Just in Time introduzindo ferramentas desconhecidas no sistema industrial que a transformaram na maior empresa do mundo, tais como o sis­tema Kanban, Kaizen e Poka Yoke. Hoje já se fala no MRP III (o sistema MRP II com o Just in Time).

Na década de 80 surgiu o sistema ERP (Enterprise Resources Planning), Planejamento dos Recursos da Empresa, para controlar e in­tegrar todos os departamentos à produção e logística.

Desta data em diante surgiram outros sistemas para agregar valor aos recursos da empresa, seus fornecedores e clientes. Entre eles SCM (Supply Chain Management, Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos) e o DM (Demand Chain, Cadeia do Consumi­dor).


Se é possível utilizar sistemas cada vez mais caros e sofisticados, como fica a situa­ção das empresas menores que não possuem recursos para gastar em sistemas operacio­nais onerosos?

Devemos lembrar sempre que é possível utilizar os recursos logísticos de planejamento, programação e controle da produção no sis­tema operacional do Windows e do Office. É preciso conhecer toda cadeia logística da empresa e aplicar esse conhecimento, passo a passo, integrando as áreas envolvidas com as operações de manufatura, utilizando as fer­ramentas disponíveis para tanto.

Muitas vezes os empregados dizem que produzir não é função deles, mas na realidade na cadeia logística todos devem participar e se envolver nas atividades do dia-a-dia e se estiverem motivados e treinados, poderão produzir mais e melhor. Se eles tiverem o co­nhecimento de como funciona o "chão de fá­brica", certamente buscarão o resultado que a empresa precisa, que lhes trará auto-estima e condições para preencher seus planos de carreira.

É importante saber que ninguém consegue fazer ou saber tudo sozinho. É necessário trabalhar em equipe para atingir seus objetivos. Também aprenderão que se estiverem integrados, seguindo o que foi planejado, o trabalho será facilitado e então começam a aparecer os bons resultados, ficando evidenciados nas reduções dos custos da empresa.­

Os sistemas integrados, sejam eles quais forem, somente podem ser aplicados com eficácia se os funcionários da empresa forem treinados e capacitados exaustivamente até que todos possam participar do processo de implantação. Conhecer bem seus fornecedores e clientes e com eles agregar valor a toda a cadeia produtiva e ter um ótimo relaciomento.

O"trabalho em equipe" é o segredo sucesso.

A mão-de-obra deve ser preservada porque com o aprimoramento contínuo os custos serão reduzidos e o envolvimento de todos será necessário nas soluções dos problemas. Lembre-se do custo de admissão e de demissão e das despesas de treinamento gastas com eles. A rotatividade é uma despesa elevada que deve ser evitada.
1.2. Sistema ERP

Sistema ERP (Enterprise ResourcesPlanning) significa Planejamento dos Recursos da Empresa. Ele fornece rastreamento e visibilidade global da informação de qualquer parte da empresa e de sua cadeia de suprimento.

Esses sistemas, também chamados no Brasil de Sistemas Integrados de Gestão Em- presarial, controlam e fornecem suporte a processos operacionais, produtivos, administrativos e comerciais da empresa. Todas as transações realizadas pela empresa devem ser registradas para que as consultas extraídas do sistema possam refletir o máximo possível a realidade.

Pode-se dizer que o ERP é um sistema integrado, que possibilita um fluxo de infor­mações único, contínuo e consistente por toda a empresa, sob uma única base de dados. É um instrumento para a melhoria de processos de negócios, como a produção, compras ou distribuição, com informações on-line e em tempo real. Em suma, o sistema permite visualizar por completo as transações efetuadas pela empresa, desenhando um amplo cenário de seus negócios (CHOPRA e MEINDL, 2003).

A capacidade de o sistema ERP realizar a integração dos sistemas existentes atual­mente nas empresas, facilitando a interface entre eles, torna-o muito procurado porque melhora significativamente a competitivida­de da empresa.

No mundo globalizado de hoje, as em­presas buscam cada vez mais aumentar a sua competitividade, seja pela redução de custos, pela melhoria do produto, ou mesmo agregando valor ao produto do cliente, para se diferenciar da concorrência.

A tendência atual da área de sistemas de informações gerenciais não é de apenas visualizar a empresa isoladamente, mas toda a cadeia de suprimento, conseguindo reali­zar o planejamento estratégico e tático glo­balmente para a cadeia, além do operacional para a empresa.

A introdução de um ERP em uma empre­sa tem um impacto enorme nas operações que são realizadas diariamente em suas insta­lações. Os sistemas ERP são atraentes por­que unificam a informação, e surgiram com a promessa de resolver problemas de integra­ção, disponibilidade e confiabilidade de infor­mações ao incorporar em um único sistema as funcionalidades que suportam diversos processos de negócios em uma empresa (OLIVEIRA e RAMOS, 2002).

Mesmo com as dificuldades normais de implementação do sistema ERP, raramente se tem notícia de seu insucesso a ponto de abortar o programa de implantação de um ERP.

O e-business (negócios pela Internet criou outros canais de distribuição e comunicação para a cadeia de suprimentos, propiciou a abertura de novos modelos de negócios com acesso a novos mercados, isso levando as empresas a repensar práticas em logística devido às mudança no comportamento dos clientes (em todos os níveis da cadeia) no que tange a exigências de prazos, custos e personalização dos produtos.

Essa mudança na estrutura organizacional das empresas trouxe à tona a necessidade de um novo tipo de sistema de informação, que conseguisse integrar os diferentes existentes, no nível das diversas áreas funcionais da empresa, como:



  • Logística - planejar e integrar a produção ao sistema operacional.

  • Produção - produzir com qualidade no tempo e no custo.

  • Marketing - planejar as vendas, mantendo as metas ao longo do tempo.

  • Engenharia - fluxo dos processos e novos produtos.

  • Finanças - liberar recursos e controlar orçamentos.

  • Recursos humanos – capacitação de mão-de-obra em todos os níveis.

Quanto no nível hierárquico:




  • Operacional - planejar o parque industrial.

  • Conhecimento - divulgar as informações em todos os níveis.

  • Tático e estratégico - obter consenso sobre a necessidade de implantação do sistema ERP entre todos os colaboradores, fornecedores e clientes. De modo a realmente permitir, ou pelo menos facilitar, a criação de conhecimento a partir das informações existentes. Foi o início do surgimento dos sistemas ERP

Fatores importantes para a implantação dos sistemas ERP:

1. Obter a participação ativa da alta gerên­cia.

2. Implementar o gerenciamento de mu­danças buscando reduzir o "medo" dos usuários pouco informados.

3. Identificar os usuários-chave, que são indispensáveis em seus respectivos de­partamentos.

4. Escolher com segurança para gerente do projeto um profissional experiente e respeitado, de modo a ser acatado nas decisões de implantação do ERP.

5. Planejar e realizar treinamentos.

6. Definir claramente os diversos papéis na implementação do sistema através da união de conhecimentos e esforços para o alcance do sucesso.

7. Adaptar o sistema à empresa e vice­-versa, refletindo sobre a realidade atual da empresa ou a utilização das melhores práticas.

8. Escolher a consultoria adequada.

9. Simplificar em todos os sentidos na de­finição de modelos, no desenho da solu­ção e na própria implementação do sis­tema.

10. Conseguir a participação ativa dos gerentes e diretores.


A recomendação é que a decisão de implantar o ERP só seja tomada com base em um fluxo de caixa positivo, porque o período de retorno do investimento é muito longo e o investimento muito grande.

Os custos de integração e os testes entre o pacote ERP instalado e os outros softwares corporativos existentes na empresa devem ser estudados caso a caso e ser encontrada uma solução para a correta integração.



Supply Chain Management (SCM) Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos é o sistema cujo recurso permite a integração de uma empresa com as demais organizações envolvidas no processo produtivo (clientes e fornecedores), buscando otimizar o fun- cionamento como um todo, com reduções de custos e ganhos de produtividade e qualidade. O SCM já vem incorporado modernos sistemas ERP.

Customer Relashionship Managem (CRM) ou Gerenciamento das Relações com o Cliente está assumindo um papel muito importante nos departamentos de marketing que também utilizam a expressão marketing de relacionamento para os conceitos apoiados por essa nova ferramenta. O CRM também já vem incorporado aos modernos sistemas ERP.
PLANEJAMENTO DE ESTOQUE
2. Planejamento de Estoque

Para realizar um planejamento de materiais, antes de mais nada, é preciso fazer uma classificação dos materiais de acordo com sua importância e valor para a empresa.



  • A administração moderna de materiais é aquela que avalia e dimensiona convenientemente os estoques em bases científicas substituindo o empirismo e suposições.

  • Para uma visão geral dos investimentos em estoque existe um método muito conhecido e seguro, para a definição dos itens que devem ter maiores e menores cuidados, que se chama curva ABC (gráfico de Pareto).

  • A curva ABC do estoque é uma maneira de ordenar os itens pela sua importância relativa no estoques , em classes “A”, “B” e “C”. Nesse sistema destaca-se o valor percentual de cada item sobre o investimento total do estoque.

  • A tabela didática atribui alguns valores ao gráfico, porém ele deve ser analisado caso a caso, isto é, cada empresa apresenta uma realidade e a divisão deve ser adequada a ela.

Os números didáticos são apresentados a seguir:

Pela distribuição mostramos que esta tabela orienta a tomada de decisão quanto à forma de abastecimento e investimento de estoque, e podemos adotar ainda os seguintes critérios:

  • Itens Classe “A” e “B” – devem ter um giro rápido, buscando um índice de pelo menos duas vezes por mês ou conforme o volume movimentado, um número maior de vezes.

  • Itens Classe “C” – como essa classe de itens tem valor relativo pequeno e a massa de investimento em estoqueee atinge sómente 5% do valor total, o ideal é criar um sistema de reposição fácil, e com menor rotatividade que os itens “A” e “B”, evitando um grande controle burocrático.

O método mais utilizado é o de contrato de fornecimento com alguns fornecedores, evitando o processo de cotação, pedido, recebimento e inventário.

2.1. Controle de Estoque

Esse conceito é aplicado no sentido de controlar os processos existentes no almoxarifado portanto é necessário o conhecimento de várias atividades para obter um bom controle de estoques.



Conhecimentos básicos para um controle de estoque eficaz:

  • Conhecer o saldo existente de materiais (diário, mensal ou anual);

  • Ter conhecimento do que se pretende estocar para dimensionar a área a ser utilizada;

  • Organizar o almoxarifado por armazém, quadra, rua, prateleira, gaveta, geladeira;

  • Verificar se o ambiente necessita de climatização;

  • Definir o tipo de equipamento que utilizaremos para a movimentação dos materiais (carrinhos hidráulicos, empilhadeiras, esteira, ponte rolante);

  • Materiais em processo de separação;

  • Materiais em processo de fabricação;

  • Evitar obsolescência dos materiais sem movimentação;

  • Acompanhar periodicamente os materiais com data de validade;

  • Sugerir compras.

  • Controle dos estoques de componentes, materiais diretos, indiretos, improdutivos e produtos acabados devem contemplar algumas informações importantes e obrigatoriamente usar o valor acumulado.

A tabela a seguir, mostra exemplo simples de controle de estoque.




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