Início dos jornais e do jornalismo Quando surgiram os jornais?



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Início dos jornais e do jornalismo



Quando surgiram os jornais?

ANTIGUIDADE

No Ocidente, o primeiro jornal surgiu ainda na Antigüidade, com a Acta Diurna publicado sob ordem de Júlio César na Roma Antiga. A edição de vários títulos de jornais e outras publicações foi amplamente facilitada a partir da invenção da prensa móvel por Gutenberg.

ERA MODERNA

A prensa, inventada por Johann Gutenberg em 1447, inaugurou a era do jornal moderno. A máquina de Gutenberg possibilitou o livre intercâmbio de idéias e a disseminação do conhecimento -- temas que definiriam o Renascimento europeu. Durante essa era, os boletins informativos levavam a uma classe cada vez maior de comerciantes notícias de interesse sobre o mercado.

Boletins em manuscrito circulavam pelas cidades da Alemanha já em fins do século XV. Esses panfletos muitas vezes eram sensacionalistas; um deles relatou os abusos sofridos por alemães na Transilvânia nas mãos de Vlad Tsepes Drakul, conhecido também como Conde Drácula. Em 1556, o governo veneziano publicou o Notizie scritte, pelo qual os leitores pagavam com uma pequena moeda conhecida como “gazetta”.

Na primeira metade do século XVII, os jornais começaram a surgir como publicações periódicas e freqüentes. Os primeiros jornais modernos foram produto de países da Europa ocidental, como a Alemanha (que publicou o Avisa Relation oder Zeitung em 1609), a França (Gazette em 1631), a Bélgica (Nieuwe Tijdingen em 1616) e a Inglaterra (o London Gazette, fundado em 1665, ainda hoje publicado como diário oficial do Judiciário). Esses jornais traziam principalmente notícias da Europa e, ocasionalmente, incluíam informações vindas da América ou Ásia. Raramente cobriam matérias nacionais; os jornais ingleses preferiam relatar derrotas militares sofridas pela França, enquanto os jornais franceses cobriam os mais recentes escândalos da família real inglesa.

INDUSTRIALIZAÇÂO

Somente com a Revolução Industrial, no século XVIII, é que o jornal ganhou formatos semelhantes ao que se tem hoje, e como meio de comunicação, se consolidou como fonte principal de informação da sociedade ocidental. Já em culturas da Ásia, os jornais seguiram caminhos mais identificados com a divulgação de informações por fontes oficiais de poder.

Os primeiros jornais foram distribuídos na Inglaterra do século 17, duas vezes por semana. Outro jornal de sucesso Inglês que veio mais tarde foi Courant O Daily.

PENNY PRESS E O NEW YORK SUN

Em 1833, Benjamin Day abriu The Sun (New York) e criou o "Press Penny". Trabalhos do dia, cheio de conteúdo sensacional e destinadas a um público classe trabalhadora, vendeu grandes quantidades. Durante a Guerra Civil , a fotografia, permitindo ilustrações mais precisas e telegrafia, bastante velocidade crescente, foram desenvolvidos. Em 1846, A Associated Press serviço de arame foi formada como um empreendimento cooperativo entre vários grandes jornais para compartilhar notícias que chegavam por telégrafo da Europa. AP é hoje uma das agências mais antigas do mundo da notícia. Em 1851, George Jones (editor) e Henry Raymond abriu The New York Times diário , mais tarde renomeado para The New York Times. Na década de 1890, Joseph Pulitzer , jornais possuir em Nova York e em outros lugares, cunhou o termo " jornalismo amarelo ", que vem do nome de banda desenhada - " The Yellow Kid "- publicado pelo Pulitzer.


A Imprensa de Massas e a Industrialização


Nos séculos XVIII e XIX, os líderes políticos tomaram consciência do grande poder que os jornais poderiam ter para influenciar a população e proliferaram os jornais de facções e partidos políticos. O The Times, de Londres, começa a circular em 1785, com o nome de The Daily Universal Register. Seria rebatizado para The Times três anos depois.

No século XIX, os empresários descobriram o potencial comercial do jornalismo como negócio lucrativo e surgiram as primeiras publicações parecidas com os diários atuais. Nos Estados Unidos, Joseph Pulitzer e William Randolph Hearst criaram grandes jornais destinados à venda em massa. Em 1833, foi fundado o New York Sun, primeiro jornal “popular”, vendido a um centavo de dólar. Já The Guardian, um dos jornais mais vendidos do Reino Unido até hoje, surge em 1821.

O Brasil demora a conhecer a imprensa, por causa da censura e da proibição de tipografias na colônia, impostas pela Coroa Portuguesa. Somente em 1808 é que surgem, quase simultaneamente, os dois primeiros jornais brasileiros: o Correio Braziliense, editado e impresso em Londres pelo exilado Hipólito da Costa; e a Gazeta do Rio de Janeiro, publicação oficial editada pela Imprensa Régia instalada no Rio de Janeiro com a transferência da Corte portuguesa.

Acompanhando a industrialização ocidental, o Japão ganha seu primeiro jornal em 1871, com o Yokohama Itachi Uhciha Shimbun (Notícias Diárias de Yokohama). Atualmente, o Japão é o país com maior índice de circulação per-capita no mundo.

Surgiram, ainda no século XIX, empresas dedicadas à coleta de informações sobre a atualidade que eram vendidas aos jornais. Estas empresas foram conhecidas como agências de notícias ou agências de imprensa. A primeira delas foi fundada em 22 de outubro de 1835 pelo francês Charles-Louis Havas: a Agence des Feuilles Politiques, Correspondance Générale, que viria a se tornar a atual Agence France-Presse.

Em 1848, jornais de Nova York se juntam para formar a agência Associated Press, durante a guerra dos EUA contra o México. O principal motivo da associação, na época, era contenção de custos entre os periódicos.

Em 1851 o alemão Paul Julius Reuter funda a agência Reuters. No mesmo ano é fundado o The New York Times, o principal jornal de Nova Iorque e atualmente um dos mais importantes nos Estados Unidos e no mundo.

A United Press International é criada em 1892. A agência alemã Transocean é fundada em 1915 para cobrir a I Guerra Mundial na Europa, com a visão da Tríplice Aliança. Em 1949, três agências alemãs se unem para formar a Deutsche Presse-Agentur (DPA).

BRASIL

No Brasil, o primeiro jornal a circular foi o Correio Braziliense, editado por Hipólito José da Costa, impresso em Londres e distribuído na colônia a partir de 1808. No mesmo ano, com a chegada da Imprensa Régia com Dom João VI, até então não havia imprensa oficial no Brasil, é fundado o primeiro jornal publicado inteiramente no Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro em 1808.



Quando surgiram as notícias?

São várias as explicações para o surgimento do lead no jornalismo. A mais correspondentes nos campos de batalha deram início a uma nova forma de escrever e publicar notícias. O autor explica que depois das lutas, os jornalistas dirigiam-se ao telégrafo para passar suas matérias. Por uma questão de tempo, eles pediam preferência para transmitir suas mensagens.

Fontcuberta (1993) diz que por causa da pressão do “relógio”, os correspondentes evitavam emitir opiniões em suas reportagens.

Além disso, eles deixavam de lado os detalhes, preocupando-se com o “essencial”, os acontecimentos mais importantes.

É que cada um queria enviar o mais rápido possível às redações as informações sobre o conflito. Além disso, o correio não podia parar só para atender os repórteres.

Diante deste quadro, os operadores do telégrafo criaram um método para dar preferência aos correspondentes. Cada jornalista podia ditar um parágrafo, o mais importante da sua informação. Ao terminar a primeira rodada, iniciava-se uma nova e assim sucessivamente até que todos conseguissem passar suas reportagens.

Segundo Fontcuberta, essa é a origem da pirâmide invertida da notícia, método que segue vigente ainda hoje. O núcleo da informação, o mais importante, se põe no princípio, denominado de lead. Os detalhes que complementam a notícia seguem em ordem de maior a menor importância até o final.

No estudo sobre a evolução histórica da imprensa nos Estados Unidos, Alejandro Pizarroso Quintero revela que a Guerra da Secessão determinou importantes modificações na imprensa. As tiragens dos jornais aumentaram muito e as técnicas de impressão tiveram de melhorar para atender a este novo quadro.

No entender de Quintero(1996), a generalização do telégrafo modificou a redação das notícias: desenvolveu assim o que conhecemos como lead ou entrada, onde a informação era resumida com a máxima economia de palavras.

No Brasil, o lead foi introduzido por Pompeu de Souza, em 1950, no Diário Carioca.

De acordo com ele, citado por Genro (1987, p. 189), até então, a abertura da matéria era um comentário, uma opinião, uma mistura de informação, interpretação e tudo mais; a notícia ficava no final. Sem dúvida, seria um reducionismo imputar a esses fatos históricos a explicação da consolidação da pirâmide no texto jornalístico. Não é este o nosso entendimento.

A discussão sobre o a “pirâmide invertida” e o lead está ainda por se construir dentro de um contexto mais amplo de uma “teoria do jornalismo” (Traquina, 1993).

Para a maioria dos autores, o lead deve ser um resumo conciso das principais e mais recentes informações. Ele deve responder “às famosas” seis perguntas (o quê?, quem? quando? onde? como? Por quê?), que serão que serão explicadas em detalhes ao longo do texto (Bahia,1990,p. 44).

A Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana foi uma guerra civil ocorrida nos Estados Unidos entre 1861 e 1865.[1] Foi o conflito que causou mais mortes de norte-americanos, num total de estimado em 970 mil pessoas - dos quais 618 mil eram soldados - cerca de 3% da população americana à época. As causas da guerra civil, seu desfecho, e mesmo os próprios nomes da guerra, são motivos de controvérsia e debate até os dias de hoje.

A Guerra de Secessão consistiu na luta entre 11 Estados Confederados do Sul latifundiário, aristocrata e defensor da escravidão, contra os Estados do Norte industrializado, onde a escravidão tinha um peso econômico bem menor do que no Sul. Estas diferenças estão entre as principais causas da guerra e têm origem ainda no período colonial: enquanto o desenvolvimento do Norte estava ligado à necessidade de crescimento do mercado interno e do estabelecimento de barreiras proteccionistas, o crescimento Sulista era baseado precisamente no oposto, ou seja: o liberalismo económico que abria todo o Mundo às agro-exportações e com mão-de-obra escrava (de origem africana) como base da produção.

Quando surgiu o jornalismo?

As chamadas grandes reportagens mesclam características da narrativa literária, da história e do texto jornalístico. Elas fazem parte do jornalismo literário. Livros como Rota 66, de Caco Barcellos, filmes como Todos os homens do presidente e especiais televisivos como Globo Repórter, inserem o público em um mundo muitas vezes desconhecido, temido ou distante; contam a história de maneira romanceada, quase lúdica em alguns casos, prendendo a atenção e distanciando-se dos padrões de jornalismo aos quais estamos acostumados.

Em 1960 os Estados Unidos observaram o surgimento de uma nova maneira de fazer jornalismo. Cansados das matérias desinteressantes e factuais, os jornalistas decidem sair de suas redações e inovar, apurar a fundo um fato, fazer muitas entrevistas, pesquisar em arquivos, percorrer grandes distâncias, levantar dados, “imergir” na história e narrá-la com o uso de recursos e ferramentas da ficção. A grande reportagem pode explicitar em seu conteúdo as impressões de quem a fez e da mesma forma que fazemos ao relatar para amigos como foi à última viagem que fizemos; ou seja, quais foram nossas impressões sobre as pessoas e o lugar visitado, o que lá aconteceu, etc. 

Também no Brasil tivemos repórteres dispostos a quebrar antigas regras e “mergulhar” em tempo integral em suas matérias. A produção dessa “dualidade” do jornalismo e todos os seus desdobramentos culturais é importante tanto para o dia-a-dia quanto para o futuro, uma vez que denunciam ou tornam públicos acontecimentos contemporâneos, como é  o caso das reportagens sobre as drogas feitas por Tim Lopes, que foi assassinado de maneira brutal por traficantes em 2002, ou como uma descrição detalhada de acontecimentos relevantes da nossa história.



Nos dias de hoje, principalmente no Brasil, esse ramo do jornalismo vem se minguando e, quando respira, restringe-se à mídia televisiva. Essas matérias ocupam muito espaço, um espaço redacional cada vez mais rarefeito em todos os grandes jornais, e há cada vez menos repórteres dispostos a encarar o desafio de entrar de cabeça num só assunto, esquecer tudo o mais para, no fim, ter o prazer de contar uma boa história.



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