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Sexta fala, Benedito Pereira (CAPPAM)-MA


O conferencista fez as seguintes abordagens:

  • Considerou que os problemas são comuns em todas as regiões;

  • Que as margens dos rios estão sendo “atacadas” através das cidades que lançam poluição;

  • O PESCADOR É UM PREDADOR DO MA, uma vez que está colocando um esforço de pesca muito grande. Para justificar tal afirmação citou trabalhos de pesquisa da UFMA realizados em Sta. Helena:

      1. Êxodo para a região: no inverno a pesca é realizada por 8.000 pescadores enquanto que no verão o número aumenta para 22mil a 30 mil pescadores;




      1. Desmatamento da vegetal: para á construção de um barraco de pescador são cortadas 20 árvores e fez um cálculo mostrando quanto é devastado no verão e que como conseqüência o Rio está ficando sem peixes.

        • Relatou ainda que ele acredita que o trabalho de educação ambiental é feito em alguns lugares do Maranhão, porém nem todos os lugares são atingidos, uma vez que a migração de pessoas dificulta atingir a todos.Também o analfabetismo de pescadores dificulta o trabalho de educação ambiental;

        • No Maranhão o que vem contribuindo é relacionado as Reservas porque nesse lugar oferece oportunidades de trabalho no seu espaço.

        • Tanto nos mangues como nas águas continentais= a idéia é de que são ambientes públicos, e assim não é de ninguém, e para mudar essa idéia errônea, é necessário um trabalho de parceria com a Universidade, porém a Universidade tem de fazer um trabalho de difusão (mostrar os resultados) de suas pesquisas. ;

        • Também relatou os conflitos entre as comunidades que vivem em áreas de lagos em Santa Helena, com os proprietários das áreas, onde a criação de gado bubalino está depredando a área. Os proprietários justificam que com a criação de búfalos estão produzindo alimento. Segundo o conferencista já foram realizadas Audiências públicas.

Concluiu sua fala com o desejo de que a partir deste evento ocorra mais interação entre a Universidade e as comunidades de pescadores e que os resultados das pesquisas sejam repassadas para as comunidades e que também haja engajamento de membros da comunidade nas pesquisas.

Sétima fala, Soraya Vanini (Instituto Terra Mar)-CE


A conferencista apresentou um estudo de caso sobre “IMPACTOS SÓCIO-AMBIENTAL da carcinicultura na zona costeira”.

A conferencista fez as seguintes colocações:



  • O Instituto Terramar mar integra o projeto que vem lutando pela plataforma de Direitos Humanos que trabalha com Direito Ambiental;

  • Problemas enfocados:

  1. Gamboa cercada por pneus;

  2. Fazendas de camarão

- Na década de 80- cultivo de camarão mantinha pouca produtividade e assim era praticada por poucos, a partir de 1993 ocorreu desenvolvido de tecnologias para aeração da água, difusão e incentivo para utilização de rações, além de financiamento para a atividade.

No Ceará

-Em relação à produtividade mostrou dados em que o Brasil saltou de décimo oitavo para sétimo lugar em termos de produtividade.

-Em relação as vertentes de insustentabilidade:


  1. desmatamento de manguezais e carnaubais;

  2. contaminação de recursos hídricos e mortalidade do pescado.

  3. Aumento da área de viveiros, produção total e produtividade ha/ano entre 1998 e 2002;

  4. Apresentou o quadro geral da carcinicultura marinha por estado-utilizando como fonte de dados a ABCC/2002.

  5. Apresentou manchetes de jornais (Diário do Nordete) com matéria sobre o mistério que envolve a mortalidade de caranguejos;

  6. Na região do semi-árido do Ceará a carcinicultura representa uma ameaça para a comunidade em relação a ÄGUA (redução do recurso nos aqüíferos);

  7. Desvio de destino da água dos açudes que foi construído para servir de uso para comunidades e agora é utilizado para as caroneiras;

  8. Mostrou slide que documenta audiências públicas em Curral Velho, Acaru e na Assembléia legislativa, onde a atividade tem prejudicado as sociedades pesquisas do Ceará;

  9. Mostrou através de comparação de imagens de satélite o quadro aterrador da destruição dos estuários, onde o padrão de ocupação das fazendas deixou apenas uma faixa de terra com vegetação para conter o processo erosivo;

  10. Explosão do rio Pirangi para desviar água para ser usada nas fazendas camaroneiras;

  11. Número de pequenos produtoras que não são autômonos e sim com parcerias, onde o grande produtor fornece ração e pós-larvas e depois o pequeno produtor repassa toda a produção para o financiador;

  12. O desconhecimento da área que foi reduzida em função das caroneiras, uma vez que inexiste zoneamento para a atividade;

  • Aproximação com a academia: em função da problemática eles têm buscado uma Interação com Universidade a fim de discutir os problemas;

  • Citou as ações do COEMA (através de reuniões técnicas em Limoeiro do Norte);

  • Encerrou a fala com a esperança de que apesar de todos os problemas, as marisqueiras continuem lutando para conseguir obter seus alimentos.

  • O turismo está prejudicando a beleza cênica da área;

A moderadora (presidente da mesa) (ANGELAINE) ressaltou que cada ação do processo místico do trabalho do pescador e do pescado

Em seguida foi apresentado um vídeo em CD sobre A SAGA DO CARANGUEJO

Após a apresentação os membros retornaram a mesa.



DEBATES

1a. Intervenção:

  • Luis Árvore Ferreira (médico professor e militante):

“A universidade está de costas para a sociedade e que é necessário à horizontalidade para mudar o modelo pedagógico e o curriculum”.

“Os saberes das populações estão sendo apropriados e levados para fora”.

Citou um trecho do poema de Agostinho Neto = “que a justiça esteja dentro de nós”.

“Falou que o conhecimento produzido na academia não deve ser escondido e que tudo que foi falado remete a saúde”.



2a. Intervenção:

  • Jarbas (estudante e trabalha com EA):

1-Analfabetismo: por ser muito grande o analfabetismo na área urbana, as pessoas não têm conhecimento de EA;

2-Alerta para a grande devastação na região de Primeira Cruz, para carcinicultura e para salineira;

3-Convoca os estudantes a promoverem de forma ativa debates sobre o assunto;

4-finalizou com versos de Fernando Pessoa.



3a. Intervenção:

  • Rodrigues (ambientalista)

No Delta de Parnaíba na divisa com Tutóia está havendo problema relacionado coma a Reserva de água doce (tanto em Aroises como na Ilha Gande Piauí);

4a. Intervenção:

  • Profa. Flavia

A pesca predatória está causando o estrago de peixes ocasionados pelo arrasto, pois a cada cinco mil quilos de peixe se perde quatro mil e quinhentos quilos.

Na pesca proveniente de dois tipos de pesca: Zagaia (é colocada estaca a cada 10 metros) – perda com a maré;

Procedentes das três reservas;

Usando camarão com tamanho de 8 a 10 cm.



5a. Intervenção:

  • Alberto (pescador da zona rural de São Luís-MA)

“Processo de desenvolvimento influencia sobre o mangue”

1-Processo de industrialização da Ilha de São Luís e entorno ocasionou pressão sobre os mangues para ser usado como combustível e para curtir couro;

2-Problemas de conflitos de terra.

Hoje as pessoas podem ver que os problemas de São Luis são diferentes dos de Primeira Cruza, Cururupu e outras áreas.

Como conseqüências em torno de São Luís desapareceram espécies de crustáceos (sururu, sernambi, ostra e etc.).

Demandas caras para implementar e para manter a biodiversidade.

Solicitação de criação de reservas e reservas para implementação.


  1. Campos naturais que estão sofrendo uma pressão muito grande.

6a. Intervenção:

  • Dra.Clarice Panitz (professora e pesquisadora da UFSC)

A Universidade não está de costas para a comunidade, uma vez que faz muito trabalho, entretanto, há necessidade de somar. Concorda que a Universidade já esteve afastada da comunidade.

Em relação à criação de mais reservas, revelou a sua preocupação na criação de EXCESSO de reservas, ela acha que deve parar para pensar, pois não se tem pessoal estrutura e pessoal de treinamento.As reservas não vão solucionar os problemas e que a maioria vai morrer no papel.



7a. Intervenção:

  • Francisco Almeida (professor do Estado)

Parabenizou a coordenação por ter mobilizado vários segmentos;

Falou do papel dos pajés;

Falou da pesca predatória (PA) já não é questão de legislação

Mobilização social: citou que teve conhecimento da mobilização social em Santa Helena - de agricultores para impedir a devastação da mata ciliar do Rio Turiaçu e assim evitar a erosão.

Citou que em 1992 foi criado o Conselho de meio Ambiente em Santa Helena (hoje mais mobilizado e consciente);

Em relação à abordagem da Soraya ressaltou que o mangue é um dos mais belos em beleza cênica.



8a. Intervenção:

  • Bruno (IBAMA)

Carcinicultura é uma questão polêmica e que os carcinicultores estão invadindo os manguezais.

O governo constrói estradas em cima de áreas de manguezal

Ressaltou as plantações de transgênicos (soja) nos cerrados do MA.

Mangues urbanos (devem ser preservados, pois todo dia surgem construções e estradas).


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Soraya- sentimento do Bruno representa o sentimento de todos os pesquisadores e da população em geral;

Desintrusmentalização para enfrentar a luta.

A guerra –estão desvalorizando os cientistas;

Pergunta-se? Quantas pessoas vivem nos manguezais?

Pajé- respondeu para o médico e o Bruno; comparar a ciência não é maior que a pessoa. A pessoa faz a ciência.

Raimundo Nobre- valorizar o conhecimento indígena

Zacarias- agradecer pela paciência da assembléia escutar.

Fazer um documento para barrar os projetos em execução agora.

Para que seja feitos uma parceria e os jovens se agrupem na luta para defender e aprofundar as questões.

Sr...-Campos naturais - as autoridades olhavam como se fossem áreas sem importância (só era útil para as comunidades rurais e hoje a visão está mudando)

População de gado-cresce em grande escala 10.000 cabeças e que crescem e destroem os campos naturais.

Hoje o Ministério público e os movimentos do estado defendem os campos naturais.

Sr? Carcinicultura compara coma pesca predatória- trabalho de forma desordenada.

Falta de ajuda entre as comunidades-falta de organização entre as comunidades (todos devem participar).

ENCERRAMENTO

A presidência da mesa falou de que no processo de formação de EA, ressaltara as escolas de formação de pescadores (formação de filhos de pescadores).

Pastoral-trabalha com os pescadores e mulheres de pescadores, através de:

1-Valorização do artesanato de carnaúba, conchas, areia, sementes, etc.

2-Resgate da cultura –danças e poesias. Está renascendo e tomando outro aspecto na sociedade.

Finalmente foi cantada a musica Não mangue do mangue – letra da Soraya e Gigi Castro e depois aa Dra.Flávia encerrou as atividades da primeira mesa.


Clara Ferreira de Mello.

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