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por algum órgão defunto

que curte o próprio pecado;

A própria Ilha naufraga

nesse mar de indiferença.

Cada um de nós é uma vaga

que lhe cobre a gleba imensa.

E no pouco que ainda fica

sobre torres e mirantes,

esvai-se a cidade rica

de nossos sonhos distantes.

Afinal a palafita

atrai turistas também

e será bem mais bonita

na maré que vai e vem.

A palafita atravessa

os tempos, indiferente;

vem sem plano e sem promessa

na maré com sua enchente.

E ali fica sobre o mangue,

com a força que o tempo exerce.

A lama, o suor, o sangue

preparam seu alicerce.

Que essas frágeis passarelas

São também rotas de fé.

Somente os que pisam nelas

caminham sobre a maré.




IV – RELATO DAS MESAS REDONDAS

IV.I: “EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL NAS COMUNIDADES PESQUEIRAS”



MODERADOR: M.da Conceição (Angelaine) Pastoral da Pesca (CE).

RELATOR: Clara Ferreira de Mello (UFRA-PA)

DEBATEDORES: Francisco Prudêncio de Lima (AMIC) PI

Benedito Pereira (CAPPAM) MA

Luis Manoel Nascimento (Pajé Tremembé) CE

Raimundo Nobre (FEPEAP) AP

Zacarias Silva (MOPEPA) PA

Soraya Vanini (INSTITUTO TERRA MAR) CE


SÍNTESE DAS ATIVIDADES DA MESA:

Inicialmente a Dra.Flávia Mochel fez a constituição da mesa.



Primeira fala: (Moderadora)

A presidente da mesa (Angelaine) iniciou os trabalhos com a apresentação da poesia CLAMANDO POR JUSTIÇA da Comunidade de Curral Velho (em anexo);



Segunda fala:

O conferencista Francisco Prudêncio de Lima –da Associação dos moradores da Ilha do Côco-PI:

Utilizando relatos de catadores de caranguejo da ilha “que antes catavam em torno de 100 caranguejos/dia e que atualmente não conseguem mais capturar essa quantidade”. Mostrou a diminuição do estoque de caranguejo na localidade para reforçar a necessidade de sensibilizar e conscientizar os membros da Ilha do Coco (PI). Em função dessa situação, o conferencista solicitou “ajuda” do evento para colaborar na conscientização para a área total (social e da vida da comunidade).

Terceira fala

O conferencista Luis Manoel Nascimento (Pajé Tremembé-CE) - falou do seu papel como responsável pela cura/saúde dos membros de sua comunidade e destacou que estava representando os grupos: Tremembé, Tapebá de calcaea, Calabaci, Jenipapo Canindé, Canindé de Aratuba, Potiguara e Pitaguari – (índios do Ceará). O Pajé mostrou sua preocupação com a devastação do litoral e a falta dos recursos da natureza, tanto das plantas para preparação de remédios, quanto da caça para a alimentação.Outro ponto abordado foi à ocorrência de CÂNCER que antes não existia e atualmente está matando os índios jovens e idosos.

Na tribo a área não está muito degradada (por não saberem muito como explorar). Parabenizou a Profa.Flávia pelo evento e a outra conferencista Soraya.

Ressaltou não ser formado (na academia), mas é detentor do conhecimento (tem ciência) na sua área.


Quarta fala, Raimundo Nobre (FEPEAP)-AP


O conferencista fez saudação aos cientistas e pescadores do Maranhão e apre4sentou a Saudação do Parnaíba - homenagem ao Rio Parnaíba (ecossistema cerrado) enfoca a vegetação dos diferentes ecossistemas (dunas, manguezais, estuários, etc.).

A cultura= música, folclore (boi-bumbá).


Considera que os problemas de toda região costeira são iguais

Quinta fala, Zacarias Silva (MOPEPA)-PA


O conferencista saudou a todos e agradeceu o convite para participar do evento, ressaltando a presença dos vários segmentos presentes no evento. Os pontos abordados na fala de Zacarias:

  1. Estar representando 30 colônias de pescadores;

  2. Formar e capacitação de recursos humanos;

  3. Como atividade (a mais recente) é a criação de nove (09) RESERVAS EXTRATIVISTAS, sendo que cinco (05) RESEX’S marinhas estão implementadas e quatro (04) estão em fase de implementação;

  4. Que a Educação Ambiental está sendo feita como marco para poder ter respeito ao Meio ambiente;

  5. Levantou a questão de como o pescador está sentindo na pele os problemas;

  6. Espera do evento propostas para viabilizar ações que possam influenciar no comportamento das pessoas;

  7. Abordou os problemas para implementação de RESEX:

  • Analfabetismo – mais de 90% dos membros da comunidade onde será implementada a RESEX são analfabetos, dificultando a questão da organização e administração das colônias;



  • Falta de apoio das prefeituras, pois não há interesse do Poder Público pelas questões ambientais;

  • Os conflitos: considerou três tipos:

      1. Pequenos pescadores (com consciência ambiental) X pequenos pescadores (sem consciência ambiental), os com consciência usam uma alternativa nos períodos de escassez que é a agricultura, coisa que não acontece com o outro grupo;

      2. Pescadores X empresas de pesca, conflito desrespeito das 10 milhas no caso da pesca do camarão rosa;

      3. Pirataria - assalto e morte de pescadores.

  1. Cultura individualista: dificuldade de aceitar coisas novas Ex. Preservar o Meio Ambiente.

  2. Desafios que os pescadores precisam aceitar:

    • Tomar consciência da importância dos manguezais e áreas litorâneas e fez referência a palestra de abertura onde a Dra. Flávia que leva a fazer pensar sobre a valorização do MA;

    • Criar a consciência da questão ambiental para todos (não só o pescador, mas também os donos de embarcações de transporte de passageiros e os viajantes que jogam lixo na água, por ex: copos plásticos, e que depois os pescadores só pescam os copos);

    • Níveis de organização: necessidade de gerentes qualificados para administrar e melhorar a qualidade de vida.

    • Sistema de representação (questão política) que as pessoas com poder de tomadas de decisões, possam juntar SABER DO PESCADOR com a PESQUISA (ciência) e assim criar mecanismos de ações que venham permitir ou garantir a melhoria na qualidade de vida das populações.


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