I internacional: os trabalhadores resistem heroicamente à ofensiva do imperialismo



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I. INTERNACIONAL: OS TRABALHADORES RESISTEM HEROICAMENTE À OFENSIVA DO IMPERIALISMO


I. 1. A ofensiva recolonizadora do imperialismo

  1. Segundo Lênin, o imperialismo se caracteriza pelo predomínio do capital financeiro, fruto das fusões entre o capital bancário e industrial numa escala sem precedentes; a exportação de capitais e não somente de mercadorias; a divisão do mundo entre as grandes potências imperialistas e seus oligopólios transnacionais, que garantem o controle dos mercados e matérias primas; e a tendência a submeter os povos a condições de vida cada vez piores, ameaçando o planeta com guerras e com a decadência de todas as condições de vida. Na atual fase do capitalismo, vivemos uma ofensiva brutal do império sobre os povos do mundo e a exacerbação das características do imperialismo, muito bem definidas por Lênin.

  2. A superprodução de mercadorias, uma das fontes da crise estrutural do capitalismo, se manifesta no déficit das balanças comerciais e assume formas distintas das verificadas até a década de 70, com um caráter permanente e crônico. A garantia da lucratividade advém do aumento da exploração dos trabalhadores, com a ampliação do mercado para as grandes transnacionais que aprofundam sua tendência ao monopólio da produção e distribuição de riquezas.

  3. Para escapar dessa crise estrutural, a produção bélica tem sido das mais eficientes formas para manter a lucratividade, pois não depende diretamente do consumo das massas. A indústria da guerra é subsidiada por pesadas somas de recursos estatais, com o pretexto de garantir a segurança nacional do território estadunidense e o combate ao terrorismo. Na verdade o que está por traz desta manobra é a transferência de vultuosos recursos para o capital privado, particularmente para o complexo industrial-militar.

  4. Depois do atentado contra o World Trade Center, os EUA precisam de uma nova ideologia para justificar sua ofensiva econômico-militar: a de que o inimigo pode estar em qualquer lugar e que a insegurança criada pelo terrorismo justifica a “guerra preventiva”. Assim, utilizam a guerra como expediente para obter negócios muito rentáveis.

  5. Por outro lado, com a piora da situação econômica - deflação, desemprego, recessão - os EUA precisam criar permanentemente novos alvos para garantir o escoamento de sua produção e o controle direto das matérias-primas, fontes de energia, como o petróleo, e dos mercados dos chamados “países emergentes”.

  6. A expressão mais acabada dessa política pode ser vista na guerra genocida contra o Iraque. Sob o pretexto de que Saddam Hussein detinha armas de destruição em massa, a coalizão EUA-Inglaterra arrasou o país em poucas semanas. Após um ano de controle imperialista, nenhuma arma de destruição em massa foi encontrada e a verdadeira intenção ficou evidente, com o governo provisório de um general americano e a tomada de todos os poços de petróleo pelas empresas multinacionais. Com as guerras do Afeganistão e do Iraque temos a militarização de praticamente um ramo inteiro da economia mundial: a produção e distribuição de petróleo.

  7. Além dos ganhos já obtidos com a venda de armamentos, estima-se que empresas de construção irão faturar bilhões com a “reconstrução” do Iraque. A partir destes elementos podemos afirmar que, se necessário, o imperialismo conduzirá a novas guerras no Oriente Médio e outras regiões do mundo.


- Fora às tropas de ocupação imperialistas do Afeganistão e do Iraque!

- Em defesa da soberania nacional e da autodeterminação dos povos afegão e iraquiano e de todo o mundo!

- Abaixo as bases militares do imperialismo ianque em todo o mundo!

Estado de Israel: base militar do imperialismo





  1. O Estado de Israel é a principal base militar do imperialismo no Oriente Médio. Os trabalhadores e o povo palestino vivem submetidos a um regime de segregação racial semelhante ao nazismo ou ao Apartheid da África do Sul.

  2. Recentemente Ariel Sharon, em sua a sanha racista, propôs a construção de um muro para separar Israel da Cisjordânia e confinar os trabalhadores e o povo palestino como reféns dentro de seu próprio território.

  3. Os atuais acordos de paz que ventilam a hipótese da criação de um Estado Palestino não passam de um circo comandado pelo imperialismo e têm como objetivo tão somente garantir o controle da região sob a hegemonia militar israelense.

  4. Só haverá paz na Palestina com o fim do Estado de Israel. Este “Estado”surgiu a partir de uma imposição da ONU, em 1948, que estabeleceu um enclave aliado ao imperialismo norte-americano na região. De lá para cá milhares de palestinos foram assassinados pelas tropas israelenses em aliança com os EUA. A constituição de um estado Palestino laico (permitindo a convivência de todas as religiões), democrático (permitindo direitos iguais aos diversos segmentos) e não racista (garantindo o retorno aos refugiados), onde convivam em paz palestinos e israelenses, pode permitir o começo da solução.


- Fim da ocupação militar dos territórios palestinos pelo Exército Israelense!

- Liberdade para os presos políticos palestinos reféns do Estado de Israel!

- Viva a luta do povo palestino: Todo apoio à Intifada!
Fora imperialismo do Haiti!


  1. O presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, partiu para o exílio. Enquanto a confusão se espalha pelas ruas, o presidente do Conselho de Relações Exteriores dos EUA, Richard Hass, declara: “Temos que aceitar que os haitianos simplesmente não são capazes de governar a si próprios”. A declaração e os episódios após a queda de Aristide demonstram que o imperialismo planeja mais uma intervenção militar.

  2. Há 200 anos, em 1804, o Haiti tornava-se uma nação independente, depois de uma vigorosa revolução protagonizada pelos negros escravizados, que conquistaram a liberdade e impuseram uma fragorosa derrota aos colonizadores franceses.

  3. De lá para cá, a história do país foi uma sucessão de lutas e intervenções imperialistas, muitas vezes apoiadas pela corrupta burguesia local. Apenas para localizar a história de Aristide, é preciso lembrar que entre 1957 e 1990, o Haiti foi governado pela sangrenta ditadura dos Duvalier (Papa e Baby “Doc”). Aristide era um sacerdote católico vinculado à Teologia da Liberação que se tornou importante figura na luta contra estes ditadores e que, num complexo processo de idas e vindas, tornou-se presidente em 2000, depois de ter sido reconduzido ao país por 20 mil marines norte-americanos e ter “ganho” uma eleição com 92% dos votos.

  4. Os compromissos de Aristide com o FMI e os EUA fizeram com que ele governasse contra aqueles que o haviam seguido. Após três anos, sem resolver nenhum problema de fundo, Aristide começou a se utilizar amplamente de forças repressivas para controlar a situação, gerando enormes protestos e o crescimento de uma oposição “civil”, mas também alimentando o surgimento de “forças rebeldes” compostas por ex-militares. Tanto no campo “civil” quanto militar há setores identificados com o regime anterior ou relacionados à CIA e ao imperialismo.

  5. Com o acirramento da crise política e econômica nos últimos meses, o imperialismo norte-americano começou a estimular uma negociação entre Aristide e a oposição “civil”, propondo a aceitação de um primeiro-ministro ou ainda a antecipação de eleições. Mas, na medida em que os rebeldes armados iam avançando, os imperialismos norte-americano e francês começaram a defender a saída do presidente como uma forma de “impedir um banho de sangue”. Argumento reforçado pelo próprio Aristide, que também clamava por uma intervenção militar internacional para “pacificar” o país.

  6. A atual intervenção do imperialismo – com o vergonhoso apoio do governo Lula, que não só faz parte de uma farsa chamada “Amigos do Haiti” como também votou a favor da intervenção, no Conselho de Segurança da ONU — não tem nada a ver com preocupações humanitárias.

  7. O governo fantoche do Haiti será totalmente submisso ao imperialismo. Exemplar neste sentido foi a cerimônia de posse do presidente interino, o presidente da Suprema Corte de Justiça, Boniface Alexandre. Escoltado por soldados norte-americanos ele prestou juramento na presença dos embaixadores dos EUA e da França e para mostrar a quem deve obediência, telefonou para pedir uma intervenção da ONU na presença de ambos.

  8. Ao que tudo indica até o momento, este governo irá negociar com os paramilitares que controlam boa parte do país e não resolverá a miséria porque se ajustará aos planos neoliberais do FMI e de Washington. Também reprimirá qualquer protesto e atacará liberdades democráticas e organizações populares, como ocorre no Afeganistão, onde o imperialismo se apóia nos bandos desses “senhores da guerra“ para garantir a “ordem”.

  9. Cabe destacar a total colaboração e coordenação estreita dos imperialismos francês e norte-americano, superando as diferenças abertas na invasão do Iraque, comprovando como, em última análise, seus interesses coloniais e contra as massas se unem quando necessário e possível e como utilizam a ONU para legitimar mais uma vez uma intervenção militar em nome da “paz“. Por isso, devemos denunciar a intervenção militar franco-norte-americana no Haiti e exigir sua retirada imediata, como também denunciar todo e qualquer governo que apóie e participe desta intervenção, como, lamentavelmente, é o caso do governo Lula no Brasil.



Alca é Acordo para Legalizar a (re)Colonização da América Latina





  1. A ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) é o exemplo mais contundente da relação que os países centrais querem estabelecer com esta região da periferia do sistema. Na verdade é uma proposta de extensão do NAFTA (Acordo para o Livre Comércio da América do Norte). Visa o domínio econômico e político através do fim das barreiras comerciais entre todos os países da América, em especial o Brasil, com exceção de Cuba. Neste acordo, nenhum produto dos EUA sofreria restrição para entrar nos mercados de qualquer país do continente. Existiriam leis e tribunais que estariam acima das legislações e instituições judiciárias nacionais.

  2. A ALCA levará a falência de milhares de empresas, ao crescimento dos monopólios sobre a produção e a prestação de serviços, ao desemprego, ao aumento generalizado dos preços e à perda da soberania nacional.

  3. Muitos companheiros que se colocam contra a ALCA apresentam o Mercosul como uma alternativa à submissão econômica e política que esse acordo nos sujeitará. Para nós o Mercosul não é alternativa, mas sim uma variação do mesmo projeto, pois reproduz a mesma lógica, fazendo que quem ganhe sejam as empresas transnacionais. A exemplo das montadoras de automóveis, que lucraram muito com o Mercosul e ainda assim anunciaram recentemente uma nova onda de demissões. Como vemos, os trabalhadores não ganham nada com o Mercosul e sim as multinacionais, as mesmas que ganharão ainda mais com a ALCA.

  4. Assim como a classe trabalhadora no Brasil tem resistido bravamente ao projeto neoliberal, devemos intensificar nossa mobilização contra a implantação da ALCA. Está prevista uma rodada brasileira de negociações, inicialmente para julho, sobre a qual já se discute o adiamento em função do processo eleitoral. A Fenajufe deve encampar e investir na construção da resistência. Os sindicatos devem ser instados a fortalecer os comitês, e nas atividades internacionais é fundamental que o tema seja pautado como ponto regular de organização política.

  5. Ainda que se reconheça a dificuldade de concorrer com a campanha da mídia, devemos alertar a sociedade permanentemente através de nossos veículos de comunicação (sobretudo a internet) e das nossas mobilizações que qualquer debate que se estabeleça no plano internacional que se restrinja aos marcos das relações de mercado estará contrariando os interesses dos povos. É o que ocorre, por exemplo, com a “Alca Light”, que na verdade é apenas uma tentativa de minar as críticas que vêm sendo feitas pelo movimento organizado e até mesmo por setores do empresariado brasileiro, mas cujo resultado final continuará sendo um avanço brutal da política de recolonização dos países da América Latina.

  6. A política externa da Fenajufe deve levar em conta a consolidação e ampliação das articulações internacionais visando o fortalecimento da resistência. Nesse caso, eventuais articulações antiimperialistas que ocorram para além das Américas devem ser acompanhadas e, sendo possível, subsidiadas pela Federação com participação das entidades de base.

  7. Defendemos ainda a realização do plebiscito oficial, convocado pelo governo federal, ainda este ano. E que até a realização da consulta à população o governo Lula se retire de todas as negociações sobre o acordo.


- Não à Alca: o Mercosul não é a alternativa!

  • Em defesa da soberania nacional e econômica dos países latino-americanos!

  • Construir a mobilização intercontinental contra a Alca!

  • Pela realização do plebiscito oficial em 03 de outubro deste ano!



Em todo o mundo os trabalhadores resistem





  1. Apesar dessa ofensiva do Imperialismo, os trabalhadores resistem de forma heróica. É assim no Iraque, onde além das manifestações massivas pela desocupação militar e contra a guerra por petróleo, constantemente ocorrem ações de reação contra os soldados ingleses e estadunidenses incessantemente desde o início da ocupação. Os ataques contra as tropas imperialistas chegam a ser diários.

  2. Esse levante ocorre em todo Oriente Médio, tendo sua maior expressão na Intifada. Apesar da supremacia militar de Israel, o povo palestino, ainda que com paus e pedras e através da utilização de seu próprio corpo como arma em ações suicidas, continua sua legítima luta contra o Estado de Israel.

  3. Na Europa, as manifestações contra a guerra ao Iraque, a greve geral francesa contra a reforma da previdência, a primeira greve geral dos últimos 50 anos na Áustria, as lutas explosivas na Inglaterra e Espanha também contra a reforma da Previdência e a guerra no Iraque demonstraram o acirramento da luta de classes e a disposição de luta dos trabalhadores europeus em enfrentar o seu próprio imperialismo.

  4. Desde o ano 2000, na América Latina, houve vários levantes populares que enfrentaram o Estado burguês em sua forma atual, derrubando governos “democráticos”. Mesmo levando em consideração que estes processos foram absolvidos pela saída eleitoral e não avançaram no sentido de garantir a tomada ou manutenção do poder pelos trabalhadores, não é pouca coisa. No Equador o povo chegou a tomar o poder por algumas horas, mas sua direção o entregou aos inimigos, confiando no jogo da “democracia”. Na Bolívia, a greve geral chamada pela COB em outubro do ano passado transformou-se numa verdadeira insurreição, com o diferencial da entrada da classe trabalhadora, com seus organismos e métodos de luta, como vanguarda do conjunto da população pobre contra o imperialismo e a burguesia.

  5. A situação mundial exige dos trabalhadores e de suas mais variadas formas de organização uma resistência diferenciada dos momentos anteriores. A luta contra o capitalismo imperialista não pode ser feita de forma compartimentada e isolada. A luta contra a guerra no Iraque e a organização internacional gerada em torno dela foi progressiva na medida que combinou e até sincronizou mobilizações nas diferentes partes do globo. As manifestações nas principais capitais do mundo tiveram grande impacto sobre a opinião pública mundial.

  6. Porém o isolamento e a crise de alternativa política acabam por levar estes movimentos, muitas vezes, ao isolamento e refluxo. Coloca-se para os trabalhadores de todo o mundo a necessidade de superar as fronteiras nacionais (que impedem a organização política dos trabalhadores em âmbito internacional), globalizando as lutas para derrotarmos a política econômica e militar do Imperialismo e construirmos um mundo socialista.


- Todo apoio à luta dos trabalhadores em todo o mundo!

- Globalizar e sincronizar as lutas contra o capitalismo imperialista, suas guerras e medidas contra o nível de vida de trabalho dos povos do mundo!
Que o Iraque seja outro Vietnã


  1. Apesar do triunfalismo do governo ianque e seus aliados, rapidamente ficou claro que a captura de Saddam Hussein, no final de 2003, não paralisou a resistência militar e de massas à ocupação imperialista. Na verdade, a situação não foi sequer atenuada. Pelo contrário: continuou, de maneira crescente, debilitando a ocupação.
    Desde 1º de maio de 2003, data em que terminou a guerra “normal”, uma média diária de 33 ataques ocasionou mais de 500 mortes de soldados ianques e milhares de feridos. Esta cifra é muito superior às baixas sofridas durante a própria guerra.

  2. Os próprios homens do imperialismo vêem que a situação se complica cada vez mais. O tenente-general Raymond Oderno, chefe do operativo que capturou Saddam, declarou: “Saddam não estava dirigindo a onda de violência anti-norteamericana, por isso a resistência continuará”. Os analistas políticos afirmam o mesmo. Tom Dodge, do Instituto de Estudos Estratégicos dos EUA, considera que “a insurgência cresceu muito mais além do controle de Saddam. Há de 15 a 30 grupos sem contato direto (político ou financeiro) com ele”. Segundo distintas avaliações de organismos de inteligência norte-americanos, a cifra de combatentes da resistência varia entre cinco e 50 mil.

  3. O resultado é que o plano original dos ianques (repassar o poder formal a um governo formado por políticos e figuras iraquianas opositoras a Saddam e de certa representatividade, para legitimar a ocupação e amortecer a resistência) tem sofrido revezes cotidianos. Os ianques não conseguiram incorporar nenhum setor de peso ao governo e a Autoridade Provisória de Coalizão - uma máscara inexpressiva do poder real: a hierarquia militar e política norte-americana - vem sendo duramente questionada pela população.

  4. Agora, eles tentam criar um novo governo provisório, em uma tentativa de incorporar alguns novos setores, mas o repúdio da população à ocupação faz com que nenhum dirigente com alguma influência queira “se queimar” entrando nesse governo.

  5. Por outro lado, no terreno militar, a rápida vitória obtida pelos invasores (durante a guerra “clássica” contra o exército de Saddam) se transformou em uma guerra não-convencional, contra uma resistência popular que é muito mais difícil de ser derrotada.

  6. Não está descartada a possibilidade de que o imperialismo enfrente, no Iraque, uma nova derrota militar, similar àquela no Vietnã. Consideramos completamente equivocada a posição daqueles que propõem a intervenção da ONU como forma de conseguir uma saída favorável para o povo iraquiano. Como demonstra a experiência, qualquer intervenção deste organismo só servirá para defender os interesses imperialistas e para proteger o assassino Bush.

  7. Por isso, os trabalhadores de todo o mundo, sem depositar nenhuma confiança nas direções burguesas sunitas ou xiitas, devem apoiar a resistência iraquiana e defender a completa derrota e a expulsão das tropas imperialistas pelo povo iraquiano. Além disso, é fundamental a defesa do a avançar a consciência e abrir espaço para a construção de um governo verdadeiramente dos trabalhadores, laico (sem o julgo imposto pelos estados islâmicos). É dever de todos os lutadores ajudar para que isto ocorra, com solidariedade e mobilização.




  • Fora as tropas imperialistas! Iraque para os iraquianos!






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