I – LÍngua portuguesa e literatura brasileira texto I texto II



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I – LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA
TEXTO I



TEXTO II

Peri, julgando sua senhora

adormecida, remava docemente para não

perturbar o seu repouso; a fadiga

começava a vencê-lo; apesar de sua

coragem indomável e de sua vontade

poderosa, as forças estavam exaustas.

Apenas vencedor da luta terrível

que travara com o veneno, tinha

começado a empresa quase impossível

da salvação de sua senhora; havia três

dias que seus olhos não se cerravam,

que seu espírito não repousava um

instante.

PLATÃO et FIORIN. Lições de

texto: leitura e redação. São

Paulo: Ática, 1996, p. 174.

(ALENCAR, José de. O Guarani. 13 ed., São

Paulo: Ática, 1987, p. 208).


1. Após a leitura dos textos I e II, podem -se fazer as seguintes considerações:

I. Força, coragem e cavalheirismo caracterizam tanto o super-homem, como Peri.

II. A imagem do Herói é sempre idealizada, independentemente do estilo e da

época em que foi elaborada.

III. A idealização de Peri é característica do indianismo romântico.

IV. O Super-Homem e Peri não podem ser comparados, pois só o primeiro possui

as qualidades de um herói.

Está(ão) correta(s):



a) apenas I e II. c) apenas I, II e III. e) todas.

b) apenas I e III. d) apenas I e IV.

2. “... apesar de sua coragem indomável e de sua vontade poderosa, as forças estavam

exaustas.”

A idéia introduzida pela expressão sublinhada, no trecho acima, é mantida

quando se afirma que o personagem

a) tinha coragem e as forças estavam exaustas.

b) tinha coragem e vontade para superar as forças exaustas.

c) tinha coragem e vontade e mesmo assim as forças estavam exaustas.

d) tinha coragem, vontade e forças.

e) tendo coragem e vontade, aumentariam as forças.

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TEXTO III

Ao coração que sofre, separado

Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,

Não basta o afeto simples e sagrado

Com que das desventuras me protejo.

Não me basta saber que sou amado,

Nem só desejo o teu amor: desejo



Ter nos braços teu corpo delicado,

Ter na boca a doçura do teu beijo.

E as justas ambições que me consomem

Não me envergonham: pois maior baixeza

Não há que a terra pelo céu trocar;

E mais eleva o coração de um homem

Ser de homem sempre e, na maior pureza,

Ficar na terra e humanamente amar.

(BILAC, Olavo. Obra reunida. Rio de Janeiro: Aguilar, 1996, p. 126).



3. Sobre o soneto de Olavo Bilac, é correto afirmar que

a) os versos “Ter nos braços teu corpo delicado / Ter na boca a doçura do teu beijo” são

um elogio ao amor carnal, em oposição ao amor espiritualizado do romantismo.



b) o termo baixeza, empregado pelo poeta, sugere uma reprovação moral aos

amores terrenos.



c) os versos não primam pela riqueza das rimas.

d) o soneto faz uso da liberdade formal.

e) o poema apresenta uma imagem idealizada da mulher amada.

4. No verso: “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao

termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em:



a) “Não me basta saber que sou amado.”

b) “... no exílio em que a chorar me vejo.”

c) “Não há que a terra pelo céu trocar.”

d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.”

e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; ...”

5. De acordo com a corrente literária a que pertencem (Romantismo, Realismo,

Naturalismo), os textos abaixo retratam de forma diferente as personagens.


TEXTO IV
“A filha tinha quinze anos, a

pele de um moreno quente, beiços

sensuais, bonitos dentes,

olhos luxuriosos de macaca.

Toda ela estava a pedir homem,

mas sustentava ainda a sua virgindade

e não cedia, nem à mão

de Deus Padre, aos rogos de

João Romão, que a desejava

apanhar a troco de pequenas

concessões na medida e no peso

das compras que Florinda fazia

diaria mente à venda.”

TEXTO V

“Naquele tempo contava apenas

uns quinze ou dezesseis anos; era

talvez a mais atrevida criatura da

nossa raça, e, com certeza, a mais

voluntariosa. Não digo que já lhe

coubesse a primazia da beleza,

entre as mocinhas do tempo,

porque isto não é romance, em

que o autor sobredoura a realidade

e fecha os olhos às sardas e

espinhas; mas também não digo

que lhe maculasse o rosto nenhuma

sarda ou espinha, não.”



TEXTO VI
“D. Carolina é o prazer em

ebulição; se é inquieta e buliçosa,

está em sê-lo a sua maior

graça; aquele rosto moreno,

vivo e delicado, aquele corpinho,

ligeiro como abelha, perderia

metade do que vale, se não

estivesse em contínua agitação.

O beija-flor nunca se mostra tão

belo como quando se pendura

na mais tênue flor e voeja nos

ares; D. Carolina é um beija-flor

completo.”

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Após a leitura, é correto afirmar que



a) os textos V e VI pertencem ao Romantismo, pois apresentam uma visão

idealizada da mulher.



b) os textos IV e V enfatizam, dentro dos padrões do Naturalismo, a

sensualidade feminina.



c) o texto VI reúne dois traços marcantes do Romantismo: idealização da

mulher e referência à natureza.



d) os textos IV e V descrevem de modo romântico as personagens.

e) o texto VI pertence ao Naturalismo, pois ressalta os aspectos físicos e

biológicos da personagem.



6. “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza, entre as mocinhas do tempo,

porque isto não é romance, em que o autor sobredoura a realidade e fecha os olhos às

sardas e espinhas;...”

O trecho sublinhado é um exemplo de função:



a) fática c) metalingüística e) emotiva

b) referencial d) conativa

7. Considere os termos oracionais sublinhados nas sentenças:

I. “... e fecha os olhos às sardas e espinhas.”

II. “... aquele corpinho, ligeiro como abelha, perderia metade do que vale.”

III. “..., cheia de uns ímpetos misteriosos.”

IV. “Era bonita, fresca, saía das mãos da natureza,...”

Verifica-se a presença de dois complementos verbais apenas em:



a) I. b) II. c) I e II. d) III e IV. e) II e IV.

8. A reciprocidade no amor é fundamental. Essa reciprocidade é expressa

através do emprego do pronome se apenas no trecho:



a) “Sentir-se perto de Cecília, vê-la e trocar alguma palavra a custo balbuciada;” (O Guarani)

b) “Se eles pegam de namoro...?” (Dom Casmurro)

c) “Nisto, o dente do ciúme enterrava-se-me no coração;” (Memórias Póstumas de Brás Cubas)

d) “... coraram ambos sem saberem por quê, e fugiram desejando encontrar-se;” (O Guarani)

e) “... amava Cecília não para sentir um prazer ou ter uma satisfação, mas para dedicar-se

inteiramente a ela.” (O Guarani)


9. “... Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo

que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias

de um capricho juvenil.”

Na passagem acima, extraída do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas,

percebe-se que o narrador

a) sugere apenas que Marcela o amou por pouco tempo.

b) expressa de forma metafórica o amor interesseiro de Marcela.

c) apresenta uma imagem romântica do amor.

d) idealiza a figura feminina ao retratar a devoção amorosa de Marcela.

e) demonstra pesar e dor pelo fim do romance.
10. Ao lembrar o dia da revelação do amor de Capitu, o narrador escreve:

Confissão de crianças, tu valias bem duas ou três páginas, mas quero ser



poupado. Em verdade, não falamos nada; o muro falou por nós. Não nos movemos,

as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertandose,

fundindo-se. Não marquei a hora exata daquele gesto. Devia tê-la marcado;

sinto a falta de uma nota escrita naquela mesma noite, e que eu poria aqui com os

erros de ortografia que trouxesse, mas não traria nenhum, tal era a diferença entre

o estudante e o adolescente. Conhecia as regras do escrever, sem suspeitar as do

amar; tinha ‘orgias de latim’ e era virgem de mulheres.”

Nesse trecho do romance Dom Casmurro verifica-se que



a) a narrativa é construída a partir dos registros escritos do narrador.

b) a passagem nega o comportamento ingênuo de Bentinho.

c) a frase “sinto a falta de uma nota escrita naquela mesma noite” supõe que o narrador,agora velho, não confia inteiramente naquilo que narra.

d) o registro de detalhes é sinal inequívoco do desprezo do narrador pela

personagem Capitu.



e) a passagem aponta para o desnível intelectual existente entre Bentinho e Capitu.


GABARITO



01 02 03 04 05 06 07 08 09 10

B C B C C A A D E C




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