I – LÍngua portuguesa e literatura brasileira texto I fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha



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I – LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA

TEXTO I

Fragmento da Carta de Pero

Vaz de Caminha
“... a terra em si, é muito

boa de ares, tão frios e

temperados, como os de

Entre-Douro e Minho,

porque, neste tempo de

agora, assim os achávamos

como os de lá. Águas são

muitas e infindas. De tal

maneira é graciosa que,

querendo aproveitá-la darse-

á nela tudo por bem das

águas que tem”.



TEXTO II

Carta de Pero Vaz

Murilo Mendes


A terra é mui graciosa,

Tão fértil eu nunca vi.

A gente vai passear,

No chão espeta um caniço,

No dia seguinte nasce

Bengala de castão de oiro.

Tem goiabas, melancias,

Banana que nem chuchu.

Quanto aos bichos, tem- nos muitos,

De plumagens mui vistosas.

Tem macaco até demais.

Diamantes tem à vontade,

Esmeralda é para os trouxas.

Reforçai, Senhor, a arca,

Cruzados não faltarão,

Vossa perna encanareis,

Salvo o devido respeito.

Ficarei muito saudoso

Se for embora daqui.
1. Após a leitura dos textos I e II, verifica-se que Murilo Mendes ironiza a

exaltação da terra feita por Caminha. Essa ironia é traduzida claramente

pelo(s) verso(s):

a) A terra é mui graciosa, d) Diamantes tem à vontade,

Tão fértil eu nunca vi. .........................................



b) No chão espeta um caniço, e) Quanto aos bichos, tem-nos muitos,

No dia seguinte nasce .........................................

Bengala de castão de oiro.

c) Tem goiabas, melancias,

Banana que nem chuchu.



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2. A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. Essa

relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. O corpo do Texto III

é uma paráfrase da Carta de Caminha pois,

I. apesar da leve mudança no estilo, confirma a visão de Caminha sobre a

terra descoberta.

II. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta.

III. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra

brasileira.

IV. embora escrita no mesmo estilo, critica de modo disfarçado a visão de

Caminha sobre a terra descoberta.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):

a) I, II e III. b) I e III. c) I. d) II e IV. e) III e IV.

3. No texto III, levando-se em conta a norma culta da língua, verifica-se ERRO em:

a) “... um número sem fim de animais...”

b) “Ainda não haviam louras, nem surfistas, nem mulatas...”

c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura

bandeira.”



d) “Era assim o Brasil de Cabral, já quinhentos anos passados.”

e) “..., quando for a vez desses meninos?”

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4. A respeito da manchete: CABRAL DESCOBRE O CAMINHO DAS ÍNDIAS, é

correto afirmar que o autor pretendia

a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta.

b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias.

c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico.

d) explorar a sinonímia das palavras.

e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor.

5. Com base nos textos I, II e III, verifica-se que

I. o elogio à natureza brasileira é observado em todos os textos.

II. o texto III expressa uma preocupação com o meio ambiente, que não

existe nos textos I e II.

III. os textos II e III são paródias do texto I.

IV. o texto II é o que menos faz uso do registro popular da linguagem.

Estão corretas as afirmativas:

a) apenas I e III. c) apenas I e II. e) todas.

b) apenas II, III e IV. d) apenas II e III.
TEXTO IV
Diogo Mainardi
Índios furibundos invadiram o Congresso

Nacional para protestar contra as comemorações

dos 500 anos de descobrimento do Brasil.

Paramentados com seus tradicionais cocares,

calções de banho e tênis Nike, foram até o senador

Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe

uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios

lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente

estariam devorando uns aos outros.

Pois eu concordo com os índios: não há o que

comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos

nada que justificasse uma festa. A meu ver,

deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando

pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.






6. Lendo o texto IV e relacionando-o com a charge (texto V), conclui -se:

a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira.

b) Os índios continuavam lutando entre si.

c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça

comprida.



d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do

Congresso Nacional às causas indígenas.



e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um

momento de alegria para os índios.



DIOGO MAINARDI

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7. Considerando os vocábulos sublinhados no texto IV, verifica-se que

pertencem à mesma classe gramatical os da seqüência:

a) furibundos e paramentados. d) contra e pois.

b) furibundos e comemorações. e) provavelmente e nada.

c) descobrimento e justificasse.

8. O termo sublinhado na oração: “Deveríamos ficar recolhidos num canto” tem

função sintática idêntica à do termo sublinhado em:



a) “No dia seguinte nasce / Bengala de castão de oiro.”

b) “... constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto.”

c) “Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional.”

d) “Respeitável autoridade brasileira duela com selvagem em pleno Congresso Nacional.”

e) Há 500 anos atrás, eles estariam devorando uns aos outros.

Gabarito
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