Hsv-2; Transmissão vertical; Sangue do cordão umbilical



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.


OCORRÊNCIA DO HERPES VÍRUS EM SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL DE RECÉM NASCIDOS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO EXTREMO SUL DO RIO GRANDE DO SUL
HANAUER, Laryssa Paula Treis Hanauer

JARDIM, Fabiana Finger

MOURA, Renata Júlia

AVILA, Emiliana Claro

MARTÍNEZ, Ana Maria Barral

DA HORA, Vanusa Pousada

laryssahanauer@hotmail.com

Mostra de Produção Universitária (MPU) – FURG 2013

Congresso de Iniciação Científica

Área do conhecimento: Saúde

Palavras-chave: HSV-2; Transmissão vertical; Sangue do cordão umbilical.

1 INTRODUÇÃO

O Herpes Vírus Simples (HSV), que pertence à família Herpesviridae, é um vírus envelopado dividido em HSV-1 (herpes labial) e HSV-2 (herpes genital). Além disso, é uma das infecções mais prevalentes no mundo e no Brasil, estimando-se, 640 mil novos casos de herpes genital diagnosticados anualmente no país (CLEMENS et al, 2010). O HSV-2 tem afinidade pela mucosa genital, onde provoca lesões vesiculares que evoluem para ulcerações dolorosas com base eritematosa, de característica latente, com recorrência conforme alterações no equilíbrio orgânico. As lesões se localizam nas áreas correspondentes aos dermátomos sacrais, S2 e S2, principalmente (MONEY & STEBEN, 2008). O vírus HSV-2 também pode permanecer assintomático em 60% dos casos, sendo somente identificado por testes sorológicos (HALIOUA et al,1999). Sua transmissão procede tanto de forma horizontal quanto vertical e pode ocorrer não somente a partir de pessoas infectadas sintomáticas, mas também daquelas assintomáticas (CLEMENS et al, 2010). No caso da paciente sofrer primoinfecção durante o terceiro período gestacional, o recém-nascido tem possibilidade de adquirir herpes neonatal, visto que a gestante ainda não sofreu soroconversão para anticorpos IgG (MONEY & STEBEN, 2008). A relevância desses casos se dá na alta taxa de mortalidade, a qual tange 70% (LAMEGO et al,1993). A gravidade dos casos de herpes neonatal encontra-se na grande possibilidade de encefalite herpética, manifestada primariamente por meio de convulsões durante a primeira semana de vida (LAMEGO et al,1993). Mesmo considerando a gravidade da transmissão vertical, existem poucos estudos na literatura sobre a ocorrência desse vírus no sangue do cordão umbilical. Desta maneira, objetivou-se nesse estudo estimar a ocorrência do HSV-2 no sangue do cordão umbilical e fatores associados dos recém nascidos atendidos no Centro Obstétrico do Hospital Miguel Riet Correa Jr. HU-FURG.


2 MATERIAIS E MÉTODOS

Participaram do trabalho 184 gestantes atendidas no Centro Obstétrico do Hospital Miguel Riet Correa Jr. HU-FURG, de 09/2011 a 09/2012, as quais assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e também responderam a um questionário sobre questões socio culturais e demográficas. O projeto foi aprovado pelo CEPAS/FURG (54/2011). O sangue do cordão umbilical foi coletado após o seu clampeamento e entrega completa da placenta e membranas fetais, obtendo-se cerca de 20 ml de sangue fetal, colocado em um tubo com EDTA e estocados a 4°C até a extração do DNA. Para extração do DNA foi utilizado o kit comercial GFX PCR DNA and Genomic Blood Purification Kit (GE Healthcare®), adaptado do protocolo para células sanguíneas. A pesquisa do DNA do HSV-2 foi realizada por meio de PCR conforme previamente descrito por Aurelius et al. (1991 e 1993).



3 RESULTADOS e DISCUSSÃO

Nas amostras analisadas, foi observada ocorrência do HSV-2 no cordão umbilical em 2 das 184 amostras, o que sugere a real possibilidade de transmissão do vírus por via transplacentária. A incidência encontrada no sangue do cordão umbilical foi de 1,1%, atentando para uma possível ocorrência do herpes neonatal nos dias seguintes ao nascimento.



4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que, os dados observados são de grande relevância, visto que as complicações que o HSV-2 pode causar no neonato, no caso de transmissão materno fetal, podem ser graves. Além disso, o aumento da incidência de HSV-2 em mulheres em idade fértil atenta para o maior risco dessas transmissões. Sendo assim, sugere-se a realização de mais estudos acerca da presença do HSV-2 no sangue do cordão utilizando um maior número de amostras, visando estimar a incidência desse tipo de transmissão e a ocorrência do herpes neonatal.


REFERÊNCIAS

AURELIUS, E.; JOHANSSON, B.; SKOLDENBERG, B.; STALAND, A.; FORSGREN, M. Rapid diagnosis of herpes simplex encephalitis by nested polymerase chain reaction assay of cerebrospinal fluid. Lancet; 337:189–92, 1991.

AURELIUS, E.; JOHANSSON, B.; SKOLDENBERG, B.; FORSGREN, M. Encephalitis in immunocompetent patients due to herpes simplex virus type 1 or 2 as determined by type-specific polymerase chain reaction and antibody assays of cerebrospinal fluid. J Med Virol, 39:179–86, 1993.

CLEMENS,A.;FARHATLL,C. Soroprevalência de anticorpos contra vírus herpes simples 1-2 no Brasil. Rev Saúde Pública 2010;44(4):726-34.

HALIOUA,B;MALKIN,J. Epidemiology of genital herpes – recent advances. European Journal of Dermatology. Volume 9, Number 3, 177-84, April- May 1999, Articles de la revue

LAMEGO,I.;BRINCKMANN,C. Encefalite Neonatal pelo Vírus Herpes Simplex- Diagnóstico Imunohistoquímico de um caso. Arq Neuropsiquiatria 1993; 51(3):377-381.

MONEY, D.; STEBEN, M. Guidelines for the Management of Herpes Simplex Virus in Pregnancy. SOGC Clinical Practice Guideline. J Obstet Gynaecol Can.No. 208, Jun 2008;30:514-519.



SCHMUTZHARD, J.; RIEDEL, H.M.; WIRGART, B.Z.; GRILLNE, L. Detection of herpes simplex virus type 1, herpes simplex virus type 2 and varicella-zoster virus in skin lesions. Comparison of real-time PCR, nested PCR and virus isolation. J Clin Virol, 29:120–126, 2004.























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