História dos Jogos Paraolímpicos



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O DESPORTO

História dos Jogos Paraolímpicos

A história do desporto das pessoas portadoras de deficiência teve início na cidade de Aylesbury, na Inglaterra. A pedido do governo britânico, o neurologista Ludwig Guttmann, que fugira da perseguição aos judeus na Alemanha nazista, criou o Centro Nacional de Lesionados Medulares do Hospital de Stoke Mandeville, destinado a tratar soldados do exército inglês, feridos na Segunda Guerra Mundial.

Embora já se promovessem actividades desportivas para portadores de deficiência, principalmente na Inglaterra, nos Estados Unidos e na Alemanha, foi em 1948 que este conceito ganhou carácter oficial, com a realização dos Jogos de Stoke Mandeville.

Os médicos de Aylesbury começavam a adoptar a prática sistemática do desporto como parte essencial da reabilitação médica e social dos pacientes.



Guttmann organizou jogos em Stoke Mandeville, demonstrando o seu desejo de que um dia os atletas portadores de deficiência tivessem a sua olimpíada. O sonho olímpico de Guttmann viria a ser concretizado em 1960, em Roma.

António Maglio, director do Centro de Lesionados Medulares de Ostia, na Itália, propôs que os Jogos Internacionais de Stoke Mandeville se realizassem, naquele ano, na capital italiana, imediatamente após a XVI Olimpíada.



Os Jogos Paraolímpicos, com a denominação de Olimpíadas dos Portadores de Deficiência reuniram 400 desportistas em cadeira de rodas, de 23 países. A competição teve todo o apoio das autoridades italianas.

O Papa João XXIII recebeu os participantes em audiência privada e elogiou o trabalho de Guttmann.

Desde então, os jogos realizam-se na mesma cidade e nas mesmas instalações das Olimpíadas.





ATLETISMO

É um desporto para todo tipo de deficiências

100m 200m 400m 800m

1.500m 5.000m 10.000m





  • Maratona



  • Triplo Salto Pentatlo

BOCCIA

É um desporto único para os Jogos Paraolímpicos e está aberto a atletas com Paralisia Cerebral em cadeiras de rodas.Tem como programa 7 provas, para homens e mulheres que competem em equipas, pares ou individualmente. Os jogadores têm de lançar as suas bolas (vermelhas ou azuis), o mais perto possível da bola branca, que é o alvo. As bolas podem ser lançadas com as mãos, pé ou utilizando uma calha.



NATAÇÃO

O programa inclui 7 provas individuais e 2 de estafeta, para todas as categorias masculinas e femininas. Os atletas não podem utilizar nenhum aparelho de assistência ou prótese.



CICLISMO

Modalidade praticada por atletas com paralisia cerebral, deficientes visuais e amputados, nas categorias feminina e masculina, individual ou por equipas usando bicicletas e triciclos (paralisados cerebrais, segundo o grau de lesão). Atletas cegos competem em bicicletas duplas com um guia. As regras são as mesmas do ciclismo convencional, mas com pequenas alterações relativas à segurança. As provas dividem-se em: estrada, velódromo e contra-relógio.



GOALBAL

É um desporto de equipas com participantes são cegos ou amblíopes (baixa visão). Existem torneios masculinos e femininos, que são praticados num campo de Voleibol interior, mas todos atletas têm de usar vendas nos olhos, pois assim jogam todos em pé de igualdade. Os torneios são jogados em duas partes de 10 min. com três jogadores por equipas. A bola tem um guizo interior para que os jogadores possam detectar a sua direcção.



FUTEBOL 7

É um desporto para atletas masculinos, com Paralisia Cerebral. Nesta modalidade são aplicadas as regras da FIFA, mas com algumas alterações. Jogam apenas sete atletas em vez de onze e o campo é mais pequeno.



JUDO

É para atletas cegos e amblíopes (baixa visão), tendo de realizar estes jogos. Estão programadas 13 provas masculinas e femininas, sendo sete categorias de peso para homens e seis para mulheres.



VOLEIBOL SENTADO

É um desporto para atletas com deficiência física. Existem provas de Voleibol de pé e sentado. O Voleibol sentado é jogado num campo mais pequeno (10x6m) com rede mais baixa (1.15m para homens e 1.05m para mulheres) e cada jogo é composto por um total de 5 sets.



TIRO AO ARCO

Modalidade para atletas com deficiência física. Estão programadas 12 provas: seis mistas, três masculinas e seis femininas. Os atletas podem competir em pé ou sentados. Modalidade para atletas com deficiência motora, individualmente ou em equipas.




TÉNIS DE MESA

Modalidade para atletas com deficiência física, constituída por 28 provas, individuais e por equipas, para atletas em pé e em cadeiras de rodas.


BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS


Destinada a portadores de deficiência física motora, em cadeira de rodas, nas categorias masculina e feminina. A modalidade segue as mesmas regras da Federação Internacional de Basquete Amador, com adaptações para os atletas participantes.


ESGRIMA

Modalidade (individual ou em equipa) destinada a portadores de deficiência física motora, em cadeira de rodas, nas categorias masculina e feminina. A cadeira é fixada ao solo, por meio de uma armação especial, que ao mesmo tempo posiciona o atleta num certo ângulo e distância.

LEVANTAMENTO DE PESO

Modalidade praticada por atletas em cadeira de rodas, com pernas amputadas e com paralisia cerebral, divididas em categorias de peso, conforme a massa corporal. Há uma única prova.




EQUITAÇÃO


Participam nesta modalidade deficientes visuais e deficientes físicos. A única competição na equitação é o adestramento, dividido de acordo com o tipo de paralisia. O vencedor é o cavaleiro ou a amazona que demonstrar maior domínio sobre o cavalo, após uma série de exercícios como o passo, o trote e o galope.

VELA


Participam nesta modalidade atletas em cadeira de rodas, amputados, deficientes visuais, com paralisia cerebral.





webgrafia

http://atletasparaolimpicos.no.sapo.pt/entrada.html, consultado em 30/11/09



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