História do jornalismo no ceará: um estudo do modelo desenvolvido pelo jornal “o estado”



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O PROCESSO DE PRODUÇÃO JORNALÍSTICA: CORRELAÇÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA TOMANDO COMO MODELO O JORNAL “O ESTADO”1
Jorge Luiz Pereira Barroso (FA7)2

jorgebarroso.ce@gmail.com


Jéssica Esther Machado Farias (FA7)3

jessicaesther_chan@hotmail.com


Angélica Nascimento de Oliveira (FA7)3

angelicauckermann@hotmail.com



INTRODUÇÃO
Esta pesquisa foi iniciada e seus resultados parciais foram expostos durante um seminário cujo tema abordado foi “A História do Jornal Impresso no Brasil”, sendo oriunda da disciplina de Introdução ao Jornalismo. O objetivo deste trabalho é analisar a aplicabilidade do conteúdo teórico assimilado a respeito do processo de produção de um jornal impresso. A metodologia do trabalho foi acompanhar um dia na redação do jornal O Estado com a finalidade de observar as etapas do processo de produção desse jornal, desde a reunião de pauta até a impressão. Registrou-se a pesquisa por meio de vídeos e entrevistas. Almeja-se ainda dar prosseguimento à pesquisa, analisando a ocorrência do mencionado processo na redação de outros jornais.
REFERENCIAL TEÓRICO
“Às vezes, sugere-se que qualquer processo de transmissão de informações ou retransmissão de acontecimentos ‘reais’ seja jornalismo. Esse conceito é incorreto.” (RUDIN; IBBOTSON, 2008, p. 5). Portanto, jornalismo não é simplesmente retransmitir informações. Antes de a matéria ser publicada ou veiculada, ocorrem várias etapas, que transformam a simples informação em notícia de fato.

Da mesma forma, o processo de produção jornalística em um jornal impresso é composto por etapas. Esse processo inicia-se com a reunião de pauta. Dessa maneira, começou-se o registro do trabalho acompanhando a reunião de pauta do jornal O Estado, em Fortaleza (CE).

“E, em jornais, revistas ou televisão, há um fio condutor que delimita o que será publicado ou levado ao ar: a pauta.” (ROSSI, 1992, p. 17). Pode-se inferir que a reunião de pauta é a primeira etapa do processo de produção de uma matéria, sendo a pauta uma orientadora acerca do modo como a matéria deve ser abordada, direcionando o repórter e enfatizando os aspectos mais importantes.

Logo após, acontece a apuração dos fatos, etapa na qual ocorre um refinamento da “matéria-prima”. Nesta etapa, sucede a pesquisa, sondagem, investigação e averiguação do material apurado. É nesta etapa que se deve responder, minuciosamente, às seis perguntas principais de uma matéria jornalística: o quê, quem, quando, onde, como e por quê?

Constata-se que essa é uma etapa de extrema relevância, na qual ocorre a verificação da verossimidade dos acontecimentos. Evitando-se, assim, a veiculação de inverdades, que poderiam comprometer a imagem do jornal perante os leitores e todo o meio jornalístico. “Acima de tudo, talvez, seja a avaliação da verdade, veracidade e representatividade de ações ou comentários” (RUDIN; IBBOTSON, 2008, p.5).

Em seguida, ocorre a redação da matéria a ser publicada. No entanto, antes da publicação, a matéria passa pela edição e diagramação. A edição é a escolha refinada dos assuntos a serem publicados, e a diagramação é o condicionamento do conteúdo das páginas ao formato do jornal.

Por meio da edição, adequa-se a matéria ao espaço disponível. E essa disponibilidade varia de acordo com o grau de relevância. É também o espaço limitado pela quantidade e tamanho que os anúncios publicitários ocupam em uma página. Depois, deve haver ainda o respeito à estrutura convencional do jornal, ocorrendo, assim, outra adequação.

Após todas as etapas mencionadas, segue para a gráfica o arquivo com as páginas do jornal serão grafadas em uma chapa que será inserida na máquina de impressão. Com tudo pronto, a máquina passa a imprimir o jornal já no formato que chegará até os leitores.



RESULTADOS

A presente pesquisa tem por objetivo fazer um elo entre o conhecimento teórico adquirido na sala de aula e por meio de livros, e a prática presenciada nas instalações de um jornal. Registraram-se, em áudio e vídeo, todas as etapas da produção jornalística impressa do jornal O Estado.

O processo de acompanhamento da pesquisa se estruturou da seguinte forma: os alunos envolvidos visitaram as instalações do órgão analisado no dia 13 de abril de 2012 e, guiados pelo superintendente do jornal, registraram através de câmera filmadora pessoal todas as seções que envolvem a elaboração de conteúdo para uma edição do veículo. Retornando no dia 15 de abril de 2012, para acompanhar o funcionamento do parque gráfico.

Verificou-se que, no jornal O Estado, existem dois tipos de reunião de pauta, das quais participam os editores, o editor-chefe e o diretor de redação. Há uma reunião diária com o objetivo de decidir quais matérias serão realizadas naquele dia. Ocorre também uma reunião semanal, que acontece sempre às sextas-feiras, e, durante essa reunião, é discutido o que será preparado para o jornal da semana seguinte.

No jornal O Estado, a apuração ocorre após a ciência do fato, por meio da realização de telefonemas ou, caso seja necessário, dirigindo-se até o local do acontecimento. Dessa maneira, procura-se saber se a informação é verídica dentro da própria redação.

Em seguida, edita-se o que foi apurado, selecionando as informações mais importantes. Adequa-se também a matéria ao espaço disponível, que varia de acordo com a relevância do assunto e o espaço remanescente, que não foi ocupado por anúncios publicitários. Não há significativa margem para variações nessas etapas.

Observou-se que, particularmente no jornal O Estado, as máquinas de impressão são bastante antigas, e o processo de impressão se dá de forma acentuadamente arcaica.

A impressão é interrompida algumas vezes para realizar ajustes nas cores. Reajusta-se até que se obtenha um bom resultado final.

Cumpriu-se o objetivo, ao realizar o acompanhamento de forma exitosa do processo de produção jornalística no jornal O Estado. Fez-se também uma comparação entre teoria e prática com a finalidade de verificar a aplicabilidade da primeira.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Obtiveram-se resultados satisfatórios a respeito do tema investigado, sendo a presente pesquisa uma facilitadora do processo de aprendizagem. Realizar-se-ão ainda visitas às redações de outros jornais com o objetivo de obter resultados ainda mais precisos acerca do assunto abordado.



REFERÊNCIAS

LABORATÓRIO SERVIÇO À PASTORAL DA COMUNICAÇÃO. Jornal Impresso: Da forma ao discurso. 2. ed. – São Paulo: Paulinas, 2007.

ROSSI, Clóvis. O Que é Jornalismo. 10. ed. São Paulo: Brasiliense, 2000.

RUDIN, Richard; IBBOTSON, Trevor. Introdução ao Jornalismo: Técnicas Essenciais e Conhecimentos Básicos. São Paulo: Roca LTDA, 2008.



1 Trabalho orientado pelo prof. MS. Dílson Alexandre.

2 Aluno do 3º semestre do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, Faculdade 7 de Setembro.

3 Alunas do 1º semestre do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, Faculdade 7 de Setembro.




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