História da educaçÃo agrícola paulista: os projetos privado e estatal para a escola prática de agricultura de piracicaba esal



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HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO AGRÍCOLA PAULISTA: OS PROJETOS PRIVADO E ESTATAL PARA A ESCOLA PRÁTICA DE AGRICULTURA DE PIRACICABA (ESALQ/USP), 1891 A 1910.
HISTEDBR/ GT UNICAMP

Rodrigo Sarruge Molina


Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação/FE/Unicamp

Molinaprof@hotmail.com

Profa. Dra. Mara Regina M. Jacomeli


Orientadora

mararmj@unicamp.br

INTRODUÇÃO

A presente pesquisa visa reconstruir a História da atual Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” que fica localizada na cidade de Piracicaba/SP. Inaugurada oficialmente em 1901, passou a fazer parte integrante da Universidade de São Paulo em 1934 como unidade fundadora. A escola que foi projetada para funcionar como curso profissionalizante em agronomia prática para o ensino secundário, atualmente é o pólo nacional de pesquisas sobre os biocombustíveis, oferece 6 cursos de graduação, 15 programas de pós-graduação e no decorrer do século passado formou 10.858 profissionais.1

Entretanto, esta pesquisa tem o objetivo de examinar o período preliminar a integração da instituição ao controle da Universidade de São Paulo, quando na Fazenda “São João da Montanha”, eram realizados os trabalhos e implementados os projetos para construção do complexo educacional e suas primeiras experiências com o ensino agronômico no Estado Paulista. Para isso, nosso recorte cronológico será concentrado entre os anos de 1891 a 1910, onde é essencial dividir a analise em dois momentos distintos. Em primeiro lugar, será abordado o projeto de educação agrícola promovida pela iniciativa privada. Trata-se do período em que a fazenda-escola era projetada pela associação “Brazilian Gentleman”, sob presidência do político (PRP) e empresário Luiz Vicente de Souza Queiroz.

Já em um segundo momento, se concentrará para o período em que a construção da futura instituição de educação agrícola tornou-se responsabilidade e obrigação do Estado de São Paulo. Esta transferência ocorreu no ano de 1892, quando a associação “Brazilian Gentleman” realizou uma “doação” (via indenização) dos alicerces da “Fazenda-Escola” para o poder público. Portanto, este segundo momento é caracterizado pelo estudo do projeto educacional desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, Comércio e Obras Públicas do Estado de São Paulo que passou a trabalhar para cumprir o decreto que oficializou a “doação” e as condições que definia. Leon Alphonse Morimont foi nomeado em 1893 como responsável pela direção do estabelecimento. Proveniente da Bélgica, o engenheiro agrônomo Morimont tinha a função de trabalhar na recuperação física do patrimônio e a sua adequação ao ensino agrícola profissional, assim como elaborar o projeto da escola estatal de agricultura prática que se pretendia construir em Piracicaba.



JUSTIFICATIVA

O principal fator que legitima o estudo histórico da atual Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) é o pequeno numero de produções dos programas de pós-graduação em Educação que abordem a História das instituições de educação agrícola no Brasil. Segundo Martiniak (2008, p.15-17), existiam no Brasil, até a conclusão de seu trabalho, somente catorze pesquisas com a temática, sendo que, do total, foram encontrados apenas três trabalhos acadêmicos no Estado de São Paulo. Assim, de acordo com os apontamentos de Martiniak (2008), existe a necessidade de se ampliar às pesquisas na área de História das instituições escolares agrícolas no Brasil, visando à compreensão dos projetos de instrução agronômica para nossa sociedade. Por outro lado, um aspecto importante da pesquisa é a pequena produção acadêmica sobre a História da centenária ESALQ/USP. Neste sentido, de acordo com Magalhães (1998), o estudo das instituições escolares é pertinente, pois deve-se:


(...) compreender e explicar os processos e os “compromissos” sociais como condição instituinte, de regulação e de manutenção normativa, analisando os comportamentos, representações e projetos de sujeitos na relação com a realidade material e sociocultural de contexto. (p.58)
Porém, segundo Sanfelice (2006), a investigação sobre as Instituições escolares também é importante pois,
(...)se produz um trabalho historiográfico das Instituições Escolares para interpretar o sentido daquilo que elas formaram, educaram, instruíram, criaram e fundaram, enfim, o sentido da sua identidade e da sua singularidade (p.24)
Seguindo essa lógica, o trabalho deve contextualizar o período histórico no qual a Escola Prática de Agricultura “Luiz de Queiroz” foi projetada, um período de profundas e aceleradas transformações em toda a sociedade. A modernização do sistema produtivo implicou numa série de reformas, principalmente no sistema do trabalho, na diligência política e nas relações sociais. As transformações foram especialmente: transição da mão-de-obra majoritária negra escrava para a liberta e majoritamente européia, (Andrews, 1998, p. 67); introdução de equipamentos como o arado, máquina de beneficiar o café, turbinas para usinas hidroelétricas; a modernização das comunicações com as reformas e a ampliação de estradas; introdução do trem e o navio à vapor, o telegrafo e o telefone, que possibilitaram o surgimento das indústrias e da urbanização que conseqüentemente, fez crescer as classes médias e proletárias (Costa, 1998, p. 208). Também ocorreu uma reforma política, através de um golpe efetivado pela juventude militar, republicana e cientificista (especialmente positivista), em 15 de Novembro de 1889 (Castro, 2000, p. 14), colaborando na modificação do sistema político aristocrático e escravocrata para o regime republicano liberal. Foi assim que a jovem classe média urbana (militares e bacharéis) e os setores dominantes empresariais da agroindústria foram vitoriosos e modernizaram o país através da “importação” de idéias progressistas de civilização européia e norte-americana, o que obrigou os conservadores, defensores do império e da escravidão, adaptarem seu sistema produtivo de base colonial.

Essas mudanças ocorridas no mundo também colocaram novas demandas para a educação, transformando as formas de relação pedagógica na escola. Assim, surgiram instituições escolares que atenderam aos interesses das classes dirigentes.

Segundo Dermeval Saviani (2007),
O processo de criação de instituições coincide com o processo de institucionalização de atividades que antes eram exercidas de forma não institucionalizada, assistemática, informal, espontânea. A instituição corresponde, portanto, a uma atividade de tipo secundário, derivada da atividade primária que se exerce de modo difuso e initencional ( pp 5-6.).
Neste contexto, o Estado de São Paulo vivenciou a criação de três Instituições de grande porte em menos de cinco anos. A primeira instituição criada foi os laboratórios de altos estudos do Instituto Agrícola de Campinas (IAC) em 1887. Posteriormente foram abertos os cursos: superior em engenharia agrícola na Escola Politécnica da capital; e o curso secundário em agricultura técnica na Escola Prática de Agricultura “Luiz de Queiroz” no ano de 1901.

Foi nesse mundo repleto de transformações que esteve inserida a figura de Luiz Vicente de Souza Queiroz, idealizador do objeto deste estudo, a Escola Prática de Agricultura de Piracicaba. Conforme indicou Perecin (2004, p.27)), Luiz de Queiroz, nasceu no ano de 1849 na cidade de São Paulo, vindo de uma família de agrossenhores. Era neto do brigadeiro Luiz Antonio, que foi o maior proprietário de terras da província e filho de Vicente de Souza Queiroz (Barão de Limeira) com Francisca de Paula Souza. No ano de 1857, aos oito anos de idade, foi enviado pelos pais para estudar na Europa acompanhado de seu irmão. Lá permaneceu 16 anos, período no qual teria cursado agronomia na França e Suíça (p.109). Em 1873, com 24 anos, retornou ao Brasil, onde herdou de seu pai a fazenda Engenho d’Água, na antiga Vila de Constituição, hoje Piracicaba. No final da década de 1870 trabalhou na construção de seu palacete em estilo parisiense, próximo ao salto do rio Piracicaba, que ele viria a habitar após o matrimônio com Ermelinda Ottoni, filha do senador e conselheiro do Império Christiano Ottoni (p.112).

Queiroz, como empresário, dedicou-se à atividade industrial instalando a primeira usina hidrelétrica e fábrica de tecidos de Piracicaba, em 1874. Já na política, foi membro do Partido Republicano, onde presidiu a comissão abolicionista de Piracicaba.

No pós-emancipação do trabalho servil (13 de Maio de 1888), Queiroz fundou e presidiu uma organização de classe composta por familiares e amigos, denominada: “Brazilian Gentlemen” (Escritura Pública, 1892). Tudo indica ter sido uma associação que tinha por objetivo arrecadar recursos para a construção de uma instituição de ensino agrícola que visou integrar São Paulo na onda civilizatória do período, ou seja,


(...)adotar o padrão europeu como modelo para a sociedade brasileira. Assim, as elites enriquecidas com os negócios do café e a elas associadas revezavam-se no poder e, ao mesmo tempo, envidavam esforços para constituir uma infra-estrutura capaz de enfrentar os desafios de uma nova era, pautada na revolução técnico-cientifica. (Nagamini, 2004, p. 188)
Este é um dos pontos fundamentais da pesquisa, pois a hipótese que emerge é que esta associação da elite paulista tinha objetivos particulares em fundar uma escola agrícola com seus próprios recursos para instruir seus filhos e funcionários com as técnicas mais avançadas de produção, assim, adequando o Estado de São Paulo na “onda civilizatória” da época.

Em 1891, Queiroz encomendou ao arquiteto Alfred Hutchings, em Londres, o projeto para um colégio-internato, com aproximadamente 120 apartamentos individuais (Proposed, 1891). Encarregou Davenport, professor do Michigan Agricultural College, com a função de administrador da futura escola (Contract, 1891).

Porém, em 1892 o projeto foi paralisado em decorrência de dificuldades na arrecadação de verbas. Queiroz, como presidente da associação intercedeu junto ao Estado de São Paulo na tentativa de conseguir verbas para finalizar a construção da Escola, o que foi rejeitado. Para não perder o capital, o tempo e o projeto do empreendimento educacional, a associação dirigida por Queiroz, “doou” ao Estado a fazenda. Como contrapartida recebeu o valor integral das terras e de toda a infraestrutura investida no local. Segundo aponta o decreto no 130, de 17/12/1892, essa restituição integral era garantida por um dispositivo jurídico da época chamado “Bill de indenidade”, no qual tornava qualquer doador livre de prejuízo. Assim, a Secretaria da Agricultura de São Paulo passou a trabalhar para cumprir o decreto que oficializou a “doação” e as condições que a definia.

No entanto, as hipóteses acima necessitam ser re-examinadas. Entre os principais fatos que merecem atenção estão:

1- Qual a função ou sentido que essa instituição de ensino agrícola teve para os idealizadores paulistas na transição do século XIX para o século XX?

2- Quais foram o(s) motivo(s) que levou o parlamento paulista recusar investir verbas públicas no projeto dirigido por Luiz de Queiroz?

3- Como ocorreu o processo de transição, via “doação”, do projeto de educação agrícola da iniciativa privada (Brazilian Gentleman) para o poder do Estado de São Paulo (Secretaria da Agricultura)?
OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS
O ponto de partida será compreender o período de estabelecimento desta instituição escolar (1891-1901) de nível secundário, técnico e agrícola em Piracicaba. Para isso serão analisados os projetos para a educação agrícola, principalmente o de iniciativa privada, sob a direção de “Luiz Vicente de Souza Queiroz”, e o projeto educacional do Estado, no período em que a responsabilidade sobre a construção da instituição ficou sob guarda da secretária da agricultura do Estado de São Paulo. Na seqüência, o estudo analisará a primeira década do século XX, quando os projetos tornaram-se práticas reais entre homens e a escola.

METODOLOGIA E FONTES DE PESQUISA

Entende-se que a reconstrução histórica da ESALQ/USP determina um estudo onde é essencial relacionar suas particularidades (micro) com o quadro geral das estruturas organizacionais da época (macro). Neste sentido, objetiva-se analisar e relacionar: as origens da instituição; os projetos pedagógicos; regulamentos; a disposição arquitetônica; os funcionários; os diplomados; a classe (s) social (s) beneficiada, e os aspectos gerais da sociedade da época, como a economia; política; ideologia e cultura.

Através destes procedimentos, acredita-se que o objeto: a compreensão da construção da Escola Prática de Agricultura “Luiz de Queiroz” e sua primeira década de existência real na cidade de Piracicaba, ira contribuir para os estudos da área de História da Educação, especialmente a linha de pesquisa que foca a reconstrução histórica das instituições escolares no Brasil.

Para esquematizar o percurso desta pesquisa histórica sobre a instituição escolar agrícola, Justino Pereira de Magalhães, Saviani (2007, p. 25), contribui para nossa compreensão dos procedimentos a serem adotados durante essa investigação. Sugere-se focar a análise a partir da: I) materialidade (o instituído), ou seja, “o suporte físico das práticas educativas”, envolvendo a arquitetura, material didático, e a estrutura organizacional. II) A representação (a institucionalização) do papel desempenhado pela instituição escolar. Aqui cabe analisar a tradição (memórias), bibliografias, projetos (planejamentos), os modelos pedagógicos, os estatutos, o currículo, e os funcionários. III) A apropriação (a instituição), “corresponderia à materialidade conteúdo em ato”, por exemplo, as incorporações do ideário pedagógico, “definindo-se a identidade dos sujeitos e da instituição e seus respectivos destinos de vida” (público alvo),


Ou seja, trata-se de formular a questão: a quem se destina a instituição que estou me propondo a reconstruir e que resultados ela pretende atingir com a ação empreendida? A busca de informações sobre o alunado será, pois, um elemento importante na reconstrução histórica das instituições escolares, uma vez que, além de ajudar na definição do perfil institucional, trará, também, indicações importantes sobre sua relevância social. (Saviani, 2007, p. 25).
As fontes primárias desta investigação serão baseadas em: decretos, relatórios; revistas; cartas; fotografias; mapas; jornais da época e livros de atas da congregação da instituição, o que nos revelam uma infinidade de informações importantes para esta pesquisa. Algumas destas fontes, já encontradas, estão sob guarda do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, no arquivo da Universidade de São Paulo e no arquivo do Estado de São Paulo. Importante destacar que esta pesquisa também pretende digitalizar todos os materiais coletados para a sua conservação e socialização. Muitos destes documentos foram produzidos pelo diretor Leon Morimont e por Luiz de Queiroz, que entre 1891 a 1901 projetaram a Instituição Escolar de ensino secundário, técnico e agrícola em Piracicaba. Importante destacar que, todos os materiais coletados serão organizados e digitalizados objetivando sua conservação e publicação.

Segundo reportou o diretor da Escola no período que estava sob guarda do Estado, o Belga Leon Morimont , era urgente e necessário o desenvolvimento da educação da agricultura científica e prática para o progresso de São Paulo. Utilizou-se de exemplos históricos e contemporâneos, especialmente os franceses, para validar seu discurso em defesa do ensino agrícola oficial, como podemos observar no trecho citado abaixo:


(...)é interessante observar que a creação daquella vasta rede de Escolas, bem prompto produziu resultados assombrosos: 20 annos depois, o espírito scientifico tinha chegado ás fazendas de todos os recantos do paiz, e a producção agricola, cereaes e gado, apresentava augmento fabuloso de um billião de francos por anno. (Morimont, 1895, Typo de Escola – p.9)

(Projeto para a construção da Escola Prática de Agricultura em Piracicaba)2

No trecho da Gazeta de Piracicaba (21/08/1893), transcrito abaixo, podemos observar um “esboço” de suas propostas “civilizatórias” para os paulistas:
Devidos, em grande parte, ás engenhosas aplicações da Mecânica e da Química, estes progressos foram, como é sabido, poderosamente propagados pelas escolas industriais e as escolas agronômicas. Podê-se dizer até, como aforismo de Economia Política, que o paises mais adiantados hoje, são precisamente os que sustentam as mais afamadas escolas profissionais.
Nesta reconstrução histórica, o programa pedagógico da “Luiz de Queiroz” também será investigado. A partir da análise preliminar do corpo documental encontram-se evidências da organização pedagógica da escola baseada no método intuitivo, provavelmente importado dos Estados Unidos. Conforme o decreto no 863, de Dezembro de 1900:

O ensino ministrado na Escola, mirando principalmente os interesses da prática deve ser sempre intuitivo e largamente demostrativo; para o que cada professor procura abster-se de fazer prelecções lendo e de desenvolver muito as questões theorica, devendo ser seu principal escopo dar aos alumno a maior somma possível de conheciementos práticos de reconhecida utilidade agrícola.


Nesse sentido, a hipótese que emerge é que a instituição determinava que o ensino teórico fosse minoritário, e que os exercícios práticos fossem majoritários nos campos experimentais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O percurso da análise preliminar das fontes primárias contribuíram para a emergência de algumas evidências. Os indícios apontam para a hipótese geral, de que a Escola Prática de Agricultura de Piracicaba foi planejada e defendida pela burguesia, primeiramente através de recursos privados (Brazilian Gentleman) para posteriormente usar o dinheiro público (Secretaria dos Negócios da Agricultura). Nesse sentido, o processo de materialização da escola foi pautada em certa idéia de ciência e de liberalismo, onde os promotores da instituição almejaram instruir seus herdeiros e funcionários com as técnicas mais avançadas de produção, com vistas à exploração máxima do potencial acumulativo e competitivo de suas propriedades, em um contexto em que a revolução técnico-científica propiciou a emergência de uma grande concorrência no mercado internacional de produtos agropecuários.



BIBLIOGRAFIA

ANDREWS, George Reid. Negros e Brancos em São Paulo (1888-1988). Bauru,SP: EDUSC, 1998.

CASTRO, Celso. A Proclamação da República. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2004.

FERRAZ, Mário de Sampaio. Piracicaba e sua Escola Agrícola. Io ed. Bruxelas, Imprimerie V. Verteneuil & L. Desmet, 1911.

NAGAMINI, Marilda. “1889-1930: Ciência e Tecnologia nos processos de urbanização e industrialização”. In: Motoyama, Shozo (org) Prelúdio para uma História: Ciência e Tecnologia no Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004.

PERECIN, Marly Therezinha Germano. Os Passos do Saber: a Escola Agrícola Prática Luiz de Queiroz. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004

PONCE, Aníbal. Educação e Luta de Classes. São Paulo: Corteza editora/Autores Associados, 1991.

RIBEIRO, Maria Luisa Santos. História da educação brasileira: a organização escolar. 19o ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2003.

SAVIANI, Dermeval. “Instituições Escolares no Brasil: Conceito e reconstrução Histórica”. In: Instituições Escolares no Brasil.../Maria Isabel Moura Nascimento... [etal.], (orgs). - Campinas, SP: Autores Associados: HISTEDBR, 2007.

SNYDERS, Georges. Escola, Classe e luta de classes. 2ed. Lisboa: editores Moraes, 1981.

STOLCKE, Verena e HALL, Michael M. “A introdução do trabalho livre nas fazendas de café de São Paulo”. Revista Brasileira de História (ANPUH), À Lucta trabalhadores!, editora Marco Zero, 1984.

FONTES



I – Manuscritas. (Acervo - ESALQ/USP)

Correspondência – Morimont, L A. Destinatário: “Illmo. Sñr. Dr. Torquarto Leitão”, pg. 24, 14 de Março de 1894.

Correspondência - Léon Alphonse Morimont. Destinatário: “Dr. Tibiriçá, Secretaria Agricultura”, pg. 25, 15 de Março de 1894.

Correspondência – Alfred Blandford Hutchings. Destinatário: Luiz Vicente de Souza Queiroz, 4 e 30 de Maio de 1891.

DECRETO no 130 de 17/12/1892. (Doação e Indenização).

-------------No 683 de 29/12/1900. (Regulamento da "Luiz de Queiroz”).

-------------No 1684 de 21/12/1908. (idem).

-------------No 863 de 12/1900. (pedagogia para a escola agrícola).

ESCRITURA Pública (Cópia), 1o Cartório de Notas de São Paulo: 06/12/1892.
II- Impressas.

Morimont, Leão A. Relatório da Fazenda São João da Montanha em Piracicaba pertencente ao Estado, 1894: Apresentado ao Dr. Jorge Tibiriçá Secretário dos Negócios da Agricultura do Estado de São Paulo. São Paulo: typographia Paulista, 1895. (Acervo ESALQ/USP).

Morimont, Leon Alphonse. “Escola Agronômica - Revista Agrícola 1895”, in Romero, José Peres (org). Luiz de Queiroz e sua Escola Agrícola. São Paulo: Agronômica Ceres, 1992. (Acervo ESALQ/USP).

Gazeta de Piracicaba. 05 de Julho de 1887. “Jardim Publico”. (Acervo IHGP).

Gazeta de Piracicaba. 11 de Junho de 1892. (Acervo IHGP).

Gazeta de Piracicaba, 21/08/1893. “Morimont, Leon.- “Escolas Agronomicas Práticass”. (Acervo IHGP).


III- Materiais de Internet.

www.esalq.usp.br - consultado em 25/4/2009

www.iac.sp.gov.br - consultado em 25/4/2009.

1 www.esalq.usp.br - Do ponto de vista geográfico, a ESALQ corresponder a 50,44% da área territorial total da USP.

2 http://www.esalq.usp.br/parque/toppage1.htm. (Acessado em 25/4/2009).






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