Guia de leitura Pathwork nº 5



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Palestra do Guia Pathwork No. 5 (Palestra Não Editada)

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Palestra do Guia Pathwork nº 5

Palestra Não Editada

6 de maio de 1957

O QUE É A VERDADE? – LIBERDADE, JUSTIÇA, RELIGIÃO:

FELICIDADE COMO UM ELO NA CADEIA DA VIDA

Saudações! Eu lhes trago as bênçãos de Deus. Meus queridos, o mundo espiritual de Deus desejaria nada mais que ajudar vocês a crescerem espiritualmente, em direção à alegria, à harmonia, à iluminação. E os espíritos de Deus tentam continuamente estender suas mãos para o homem para fazê-lo ultrapassar a etapa na qual está apenas encontrando dificuldades, lutando em seu desenvolvimento no caminho da perfeição. Mas nós só podemos ajudar, não obrigar. Em primeiro lugar, o homem deve decidir-se e abrir a porta, movido por um desejo permanente; sentirá, então, essa ajuda como uma realidade palpável. Isso por sua vez irá aumentar imensamente a sensação de caminhar em chão firme, e aumentar sua confiança na realidade e na verdade do mundo espiritual de Deus. Mas o homem dificilmente vê, ouve, sente que os ajudantes espirituais de Deus estão à sua volta, oferecendo uma mão que ajuda, porque não presta atenção. Mesmo se em princípio acredita na existência de Deus e de Seu mundo espiritual, ele não acha que sua crença ou descrença faça diferença, que afete sua vida e seus problemas em um nível pessoal. Ele simplesmente fecha a porta e assim pode virar novamente para a direção errada, que muitas vezes é desencadeada por um detalhe insignificante, mas quanto mais caminha para longe desse foco central, mais profundamente se dirige para um beco escuro, de onde será muito difícil sair novamente. Embora ele ame Deus e deseje o bem, freqüentemente não consegue achar o centro daquilo que deveria ser realizado para progredir e encontrar satisfação. Pode parecer um detalhe sem importância, mas na realidade é a raiz de complexas correntes doentias em sua alma. Ele não se dá conta, porque não desperta a capacidade, não deseja aceitar as impressões dadas pelo mundo espiritual de Deus. Ele prefere permanecer no padrão antigo, já trilhado, que parece ser mais conveniente. O resultado é a tristeza e a insatisfação com a vida como tal. Ele não sabe por quê, mas, meus queridos, muito freqüentemente a razão é essa rejeição da ajuda divina.


Minha tarefa é dar a vocês as dicas, através das minhas palavras, para despertá-los. Que cada um de vocês possa ouvir o que se aplica a seu caso, mas, mesmo para isso, vocês têm que ter o desejo. Somente então poderão digerir em seu íntimo esse material de forma benéfica.
Sempre que tiverem definido seus objetivos, conscientemente ou somente emocionalmente, e esses objetivos forem egoístas, vocês podem não conseguir o que desejam. E mesmo se conseguirem, os efeitos serão passageiros, e a satisfação momentânea. Seu clímax será árido e superficial, e se dispersará rapidamente. Se vocês desejam a felicidade exterior, jamais serão felizes. É claro que vocês podem dizer “eu não desejo essa felicidade egoísta, ficarei feliz ao ver os outros felizes”. Mas faz muita diferença se esse é somente um pensamento geral, talvez um desejo ligado ao dever que é expresso de vez em quando, ou se é um desejo verdadeiro, que perpassa toda a existência. Tentem descobrir em si mesmos a profundidade desse desejo. Aqui também vocês podem se enganar. A mente deseja isso, porque vocês conhecem essa ou aquela receita de felicidade, mas outra parte da personalidade, que eu chamo de ser inferior, empurra as emoções em uma direção completamente diferente.
Esse sentimento não tem muito a ver com o “próximo” , mesmo que, através de gestos humanos, vocês desejem o melhor para ele, pelo menos enquanto isso não envolver nenhum grande sacrifício ou esforço, e é aí que reside o problema! É claro que a maioria dos seres humanos (a não ser os que estão em um nível muito baixo) a princípio irão ficar felizes se os outros estão bem ( e mesmo um ser humano mais desenvolvido pode, quando meditar honesta e minuciosamente sobre esse assunto, detectar uma inveja ocasional e uma alegria levemente malévola quando um infortúnio atinge outra pessoa), mas quem está disposto a sacrificar um pouquinho sequer por outra pessoa? Pergunte a si mesmo: “será que eu desejo a felicidade por que eu quero ser feliz? Ou será que é uma necessidade secundária?”
Meditem sobre isso. Dirijam-se a Deus: “naturalmente, eu não consigo senti-Lo, querido Senhor. Eu quero ser feliz, mas para manter essa felicidade, eu quero ser um elo. O que o Senhor me der eu quero comunicar aos outros de alguma forma ou maneira, mesmo que eu tenha que fazer sacrifícios, talvez sacrificar algum desejo do ego. Por favor, mostre-me como posso transformar o que me dá em algo que eu possa transmitir aos outros.” Se vocês absorverem esse pensamento até ele criar raízes em sua alma, até que ele assuma uma forma espiritual, penetrando as emoções completamente, então o homem terá atingido as condições, e a lei espiritual envolvida passará a ter um efeito benéfico, que será a verdadeira felicidade interior, porque o próprio homem não é mais o alvo, e sua felicidade egoísta não é mais o objetivo final. Dessa maneira, a sabedoria e o conhecimento que o eu adquiriu são liberadas para a felicidade do você – dando, compartilhando—para tornar outra(s) pessoa(s) feliz(es), e portanto sua própria felicidade é, por assim dizer, de natureza interpolativa. Ela é dada a ele, e ele por sua vez a transmite aos outros. Ele é um adaptador vivo, só precisa manter o fluxo de felicidade vivo. Assim o homem nunca ficará deteriorado. Um ser humano que funcione como tal adaptador receberá em retorno cem vezes mais do que deu.
Deus sempre mostrará como, de que maneira, você podem doar, mas vocês devem estar dispostos a fazê-lo. Na verdade, vocês devem se decidir por essa disposição hoje, amanhã, na próxima semana, todos os dias. Vocês têm que superar as resistências, e vocês devem agir sobre essa disposição conscientemente, não empurrando-a para a ação inconsciente do “talvez”. Aqui as ações contam, especialmente para que Deus possa mostrar mais precisamente o caminho, e a lei possa lentamente ser posta em movimento. Pensem nas coisas boas que vocês recebem. A saúde de alguém melhora; a força interior de uma outra pessoa aumenta tremendamente; uma terceira pessoa encontra um relacionamento feliz, ou algum outro desses acontecimentos que servem como evidência. Todos vocês receberam tesouros espirituais de Deus, e uma vez que decidam “eu não desejo ser o objetivo final, mas eu quero servir como um adaptador”, será mostrado a vocês como podem transmitir o que receberam. Por outro lado, vocês receberão como conseqüência cada vez mais; essa é a lei.
Ao mesmo tempo, vocês não tomarão seus tesouros e dádivas como algo garantido, o que por si mesmo é um sinal da superficialidade espiritual. A dádiva perdeu a vivacidade porque um elo da corrente está faltando: dar. Vocês violaram a lei da reação em cadeia. Contemplem seus tesouros. Então vocês os revitalizarão, e eles lhes trarão a alegria e o prazer dos quais nunca tinham se dado conta, ou tinham perdido. Com a felicidade em geral acontece o mesmo que com todos seus outros desejos: amor, força, saúde, liberdade. O que quer que seja desejado para proveito próprio irá se dissolver, murchar; mas o que é desejado para ser dado aos outros irá germinar e multiplicar-se para o doador e para o receptor.
Existem tantos seres humanos que querem permanecer livres. Eles fogem de tudo que possa prendê-los. Mas também aqui a lei se aplica. Se vocês desejam liberdade por motivos egoístas, vocês permanecerão presos por dentro. Se desejam liberdade para servir de maneira especial como um adaptador para Deus e para Seu plano de salvação, de maneira a ajudar outras pessoas a se desenvolverem mais profunda e rapidamente, vocês receberão a dádiva da liberdade sem ficarem presos por dentro. Sim, vocês não só estarão livres nas circunstâncias exteriores, mas também por dentro. Se o homem pretensiosamente deseja libertar-se de Deus, não deseja obedecer Suas leis, esse desejo vai se transformar em amarras, prisão, e total confinamento da alma. Se o homem se aproxima de Deus e de Suas leis, sua liberdade e independência irão realmente aumentar. Essa é a lei imutável, que os homens não podem derrubar. Essas leis são nascidas da sabedoria e do amor, e se o homem, por desafio ou ignorância, se revolta contra elas, não importando se não consegue compreendê-las completamente, ou se por razões emocionais doentias, o resultado invariavelmente será uma crescente prisão interior.
Muitos se rebelam contra o que parece ser uma distribuição injusta do destino para os homens; eles não conseguem entender que Deus é justo e que no reino espiritual a justiça infalível governa. A justiça de Deus opera através da injustiça humana! Meus queridos, para alguns de vocês isso pode parecer uma contradição, mas não é o caso. A equação sempre se iguala. Eu vou explicar dando alguns exemplos de como deveriam ver isso. Por exemplo, um criminoso que cometeu vários crimes, que foi absolvido por cada um deles. Ele ri sarcasticamente, não só da estupidez humana, mas também da injustiça, que, nesse caso, devido a suas artimanhas, o favoreceu. Mas um dia ele é acusado e preso por um crime que não cometeu. Daí ele vai gritar como o mundo é injusto. Vocês vêem, ele foi absolvido de crimes anteriores que cometeu, e depois foi condenado, forçado a pagar por um crime que não cometeu.
Quanto mais obstinado é um ser humano, menos irá compreender a grande justiça que está por trás da aparentemente menor injustiça, porque ele não quer ver. E esse é o teste, porque se a justiça dos homens fosse igual à justiça de Deus, seria muito fácil para os homens perceber a justiça de Deus, e tudo que está ligado a ela. A imperfeição auto-induzida de um ser deve servir como um remédio, se posso chamar assim, para lutar pela recuperação de uma perfeição perdida.
Se existisse justiça prefeita na terra – pensamento impossível, já que a imperfeição foi a escolha do livre arbítrio e portanto tem que ser superada pela decisão livre – então seria fácil demais para o homem. Não seria um teste, e também lutar pelo reconhecimento superior não seria nenhum desafio, ou seria um desafio muito pequeno. Esse reconhecimento superior é a graça suprema, mas o homem tem que abrir a porta sozinho! Isso faz parte do teste: querer o progresso mesmo que ele signifique desistir da teimosia, da rebeldia, do sofisma. São a glória e a grandeza de Deus que Ele use a imperfeição para abrir o caminho para a perfeição, que a justiça divina faça uso da injustiça humana.
Meu exemplo é um caso extremo, mas ele se aplica a todos vocês de alguma forma ou maneira. Procurem nessa direção, e reconhecerão isso, apesar de não ser fácil encontrar o eu honestamente. Às vezes vocês têm que pagar por alguma coisa que não fizeram, ainda que a conta não tenha sido apresentada por crimes passados. Somente na meditação e com muita determinação vocês poderão descobrir isso. Mesmo se vocês fizeram alguma coisa em uma vida passada pela qual tenham que pagar agora, nas suas meditações vocês podem se dar conta disso, é claro, supondo que vocês caminhem na trilha da purificação. Essa é uma promessa que posso fazer a cada um de vocês. Alguns dos meus amigos já passaram por isso, e isso os ajudou na vida presente a entender o pano de fundo. Agora é mais fácil para eles cumprir suas tarefas, pagar dívidas.
Essas percepções são o agradecimento do céu pelo esforço honesto que o homem faz, pela sua humildade e boa vontade. É claro que às vezes não se pede que o homem pague imediatamente pelos pequenos delitos, porque o mundo espiritual espera que na sua autobusca o homem vá detectar as falhas de caráter em sua meditação, mas se ele não procura nessa direção, o efeito dos pequenos delitos subitamente se abate sobre ele, de maneira que ele, prestem atenção, pode detectar suas correntes errôneas melhor, perceber que precisa mudar por dentro e por fora! Isso também contém um teste, que é a forma como o homem agüenta uma chuva tão forte como essa, qual atitude toma. Ele diz “eu não sou tão mau que mereça isso tudo”? Ou ele irá raciocinar que Deus é justiça e que alguma coisa deve estar errada com ele? Essa é a questão, e o fato de raciocinar sobre o que está errado com ele leva a passar no teste e contém a reorientação necessária para o caminho do desenvolvimento.
É uma graça especial – e eu escolhi a palavra de propósito – se o homem consegue acertar suas contas nessa vida e não na próxima, porque é muito mais fácil enxergar o fio condutor, e assim perceber a justiça final, mesmo que por linhas tortas. Finalmente, mas não menos importante, isso irá proporcionará um chão firme e a confiança permanente em Deus. No entanto, mesmo se vocês quitarem as dívidas de vidas passadas, será assegurada a vocês a graça do reconhecimento, se abrirem a porta por uma decisão inteiramente voluntária de reconhecer o eu e purificar a alma. Terão, então, menos dificuldade para harmonizar seu relacionamento com Deus, que é na verdade a felicidade dos homens. Não é o contrário, como muitas vezes se supõe. Eu lhes digo isso para fazê-los pensar sobre as dificuldades e se elas se originam de delitos cometidos em vidas passadas ou na presente. O que quer que seja, cada um de vocês terá a oportunidade de encontrar a raiz dentro de si mesmo, que é o fator responsável pelo fardo, essa falha específica. A questão essencial é que ela seja reconhecida e sanada. Absorvam meu ponto de vista, e encarem seus problemas desta maneira.
Quando o homem deixa a concha humana e reentra no reino do espírito, a maior parte do que vocês chamam de sub ou inconsciente se torna acessível. Nenhum de vocês, meus queridos, mesmo os que estão mais avançados neste trabalho, incluindo aqueles cujas almas estão no processo de cura, têm a menor idéia da realidade do inconsciente, que parece estar tão dividido e muitas vezes opera em oposição ao consciente. Alguns de vocês que já estão no processo de cura já têm uma idéia disso. Quando vocês se deparam com algumas dessas correntes e tendências inconscientes – é necessário algum trabalho, disciplina e treinamento para se tornar sensível a essas correntes -- parece que estão lidando com um estranho, que leva uma vida desconhecida para vocês.
Quando atingirem esse ponto, no qual o eu e o inconsciente estão acessíveis, cantem “Glória, Aleluia!” A primeira batalha foi vencida, o primeiro passo em direção à unificação da personalidade foi dado. Não fiquem deprimidos. Para aqueles que lutam por um autoconhecimento mais profundo é extremamente importante encarar seu sub e inconsciente agora, porque esse desconhecido é uma força poderosa enquanto ainda não está na consciência do homem, e esse inconsciente é um poder tão tremendo por ser secreto, resultando em sintomas generalizados. Essas correntes subjacentes não podem ser controladas enquanto o homem não tiver consciência delas. É uma conclusão errada achar que os efeitos são menos perturbadores desde que o homem não tenha consciência dessas correntes subjacentes. É claro que o homem pode ser capaz de controlar os efeitos exteriores, as crises, os conflitos, mas isso não é suficiente. Vocês já sabem que todos os pensamentos e sentimentos são formas de uma realidade maior, mesmo que não possam vê-la. Os efeitos dessas formas são de tão longo alcance que se movem em círculos, causam conseqüências e reações, que por sua vez acarretam suas próprias conseqüências, resultando em uma longa reação em cadeia. O homem pode ser capaz de controlar a cadeia de reações mais recentes quando elas se manifestam em efeitos exteriores, mas, como já dito, isso não é suficiente porque a mudança da força da alma só pode ocorrer quando ele penetra o centro do inconsciente.
Assim, vocês vão descobrir que o homem mentalmente quer a ação boa e correta. Seu eu superior, outra parte de seu consciente, também concorda, mas uma parte do homem é governada por intenções destrutivas e erradas (não necessariamente criminosas, isso depende do estágio do desenvolvimento. Mas por comparação, as características más de uma pessoa bem desenvolvida têm o mesmo peso das tendências criminosas em um ser que está em um nível baixo). E essa outra parte também quer a cegueira, o impossível, e irrita a alma ao exigir a satisfação desses desejos impossíveis, que parcialmente não podem ser realizados per se, parcialmente porque o eu superior do homem luta por algo melhor.
Essas tendências conflitantes exaurem a alma. Algumas vezes elas fazem o homem adoecer, e sempre causam desarmonia interna em uma área ou outra. Mas principalmente, elas impedem o desenvolvimento de um estágio espiritual mais alto. Portanto, meus queridos, eu peço a todos para voltarem a atenção para isso – em meditação, em oração, em suas tentativas. Conheçam seu inconsciente; tragam-no para a consciência. Sem esse reconhecimento, não pode haver progresso significativo. Sem ele, vocês verão essas tendências abertamente quando a alma voltar para os reinos espirituais, e então a batalha será mais dura.
Encarar o eu muitas vezes significa desapontamento, porque o homem acredita que está muito mais avançado em seu desenvolvimento –até que encontra seu lado feio. Ele pensa que só o que fez conta, mas as emoções também contam, e elas causam tantos efeitos como as ações exteriores. É incomparavelmente mais difícil e muito mais demorado realizar o desenvolvimento da alma --personalidade –no mundo espiritual do que na terra. Por isso, Deus criou a terra como ela é. Somente com as imperfeições que os rodeiam, com todas as diferenças de desenvolvimento que existem na terra, o crescimento da alma pode ocorrer rapidamente para dar-lhes uma chance de progresso mais rápido. Mas algumas vezes são necessárias algumas encarnações para corrigir as correntes imperfeitas, cegas, inconscientes, e se vocês conseguissem desejar a purificação com mais fervor, poderiam se poupar dessas vidas terrenas cheias de fardos.
O fato de que o desenvolvimento do homem progrediu tanto que pelo menos um certo número de seres humanos estão prontos para perceber as correntes interiores significa que em seus dias muito mais seres humanos amadureceram o suficiente para empreenderem a busca interior. Portanto alguns pioneiros encarnaram para dar a partida, transmitindo algum conhecimento sobre a alma, sobre o inconsciente – um “empurrãozinho” de Deus –mesmo que a humanidade conheça só uma pequena parte disso. Mais e mais será revelado. É claro que nem todas as pessoas estão prontas. Muitos ainda têm que aprender como agir em congruência com as leis de Deus. Eles não encontrarão o caminho da purificação, mas isso nunca será fortuito se homem for orientado.
Muitos seres humanos acham o caminho até o médico da alma humana, mas só fazem isso quando seus conflitos interiores atingiram dimensões tais que os deixa dilacerados, totalmente infelizes, e não conseguem mais definir o rumo a seguir. No entanto, aqueles que já estão em um nível superior – ou pelo menos querem estar lá – devem tomar o caminho da busca da alma sem estar passando por uma grande crise e admitindo de forma completamente voluntária que esse caminho não pode ser evitado. O que é difícil na terra vai ser mais difícil no mundo espiritual! E vai levar muito mais tempo! E quanto mais cedo começarem, mais fácil vai ser. Não tentem se convencer de que o que eu digo pode não ser verdade e que portanto vocês podem ter passado por tantos problemas relacionados com o caminho da cura da alma em vão. Não, meus queridos, nada que o homem alcança espiritualmente é em vão. Esses são os últimos valores duradouros que nunca irão se dispersar; eles serão seus eternamente.
Quando mais vocês adiarem a purificação da alma, mais as correntes doentias irão misturar o sub e o inconsciente, e mais difícil será desembaraçá-los. Porque enquanto não conhecerem as correntes inconscientes em sua consciência, a cada dia, a cada hora, vocês irão encobrir as reações emocionais resultantes e empurrá-las de volta para o inconsciente, empilhando continuamente novas reações sobre as antigas. Pensem com cuidado sobre isso. Libertem-se de todas as resistências, que certamente irão encontrar, pelo menos no começo. Não dourem a pílula. Essas resistências oferecem explicações agradáveis e desviam o intelecto do caminho, mas na realidade elas são subterfúgios para evitar a autobusca.
Observem tudo isso com senso crítico, os subterfúgios que aparecem rapidamente para acalmar a mente, até mesmo descartar o problema todo. Observem sua reação quando lêem essas palavras e o que vocês sentem depois de refletir sobre elas. Vocês têm um sentimento desagradável? Escondido? Ou bem claro? Vocês querem se livrar dele argumentando que não precisam dele? Procurem em si mesmos, meus queridos. Aquele que realmente deseja e decide purificar sua alma terá a possibilidade de fazê-lo, porque uma vez que tenham tomado a decisão, a ajuda estará lá. Mesmo que a cura da alma de que estou falando não aconteça e não deva acontecer da mesma maneira para cada pessoa, existe um meio que é adequado e condizente com as necessidades de cada um. A mesma maneira não é a melhor para todo mundo.
Agora eu quero passar para um tema que já foi discutido em algumas ocasiões, e que parece intrigar alguns de vocês: como e por quê é possível que existam tantos conceitos diferentes no campo da religião na terra? Vocês pensam “todos dizem coisas diferentes, em alguma medida contraditórias; portanto nada pode ser verdade”. Só existe uma verdade, meus queridos, e a diferença nos conceitos humanos deve ser encarada da seguinte maneira (excluindo-se erros que foram transmitidos de geração em geração desde os tempos antigos). A verdade, isto é, os fatos verdadeiros, tem forma e gestalt, assim como tudo que diz respeito ao espírito. Essa forma é imutável e ainda assim em mudança constante, já que tudo que é espiritual se move constantemente, vibrando em uma rotação circular. Não existe parada, nem sentimento, nada é estagnado. Imaginem uma roda que, no geral, é imutável, mas que se move constantemente. Os homens, em seus vários lugares e tempos, levantam algumas vezes o véu que esconde a roda, e vêem uma parte pequena da imensa roda por trás do véu. Um homem vê esse pequeno detalhe da roda em certo momento; outro ser humano vê alguma outra coisa em outro lugar e tempo. O que eles viram pode ou não condizer, porque a roda está se movendo, e quem levanta o véu pode ver em outro momento alguma coisa diferente, e quando contar o que tiver visto, pode parecer ser contraditório, porque as linhas que fazem a conexão do todo não podem ser vistas devido ao véu. Se a roda inteira fosse descoberta, o que parece contraditório se tornaria uma totalidade. E aí está a humanidade –lutando—porque os vários conceitos soam como contradições, enquanto na realidade isso não é verdade.
Mesmo erros claros contém em algum lugar um grão de verdade quando você vai à essência. Algum dia, e quando tiver uma oportunidade, vou mostrar a vocês o que isso significa. O homem aborda essa área inteira com uma atitude errada. Freqüentemente ele pensa que a verdade absoluta não pode existir, somente a verdade relativa, baseada nos vários conceitos derivados das visões atrás do véu. Assim, ele entende que tudo relacionado a Deus e à criação é mais ou menos uma questão de opinião e gosto. “Cada crença tem seu lado bom e sua beleza”, ele diz, “portanto todas essas questões são subjetivas, e não absolutas ou objetivas”. O resultado emocional é que a verdade espiritual absoluta não existe. Ele não procura pela verdade que pode ser encontrada em cada conceito religioso, mas a coloca de lado, talvez somente emocionalmente, como ilusão, imaginação, ou preferência humana. Assim ele desativa o absoluto dentro de si mesmo, que existe somente no espiritual. E se o homem pretensiosamente tira tais conclusões sobre Deus e sobre o erro humano, ele exclui em grande medida o reconhecimento de sua própria verdade, e dificilmente algum dia poderá dar uma olhada por trás do véu.
A base da autobusca inclui o reconhecimento do homem de que existe verdade absoluta por trás da verdade relativa humana, e que se ele transfere a relatividade da verdade humana para a verdade espiritual (achando que ela também é relativa, enquanto é absoluta), ele fecha a porta para a auto-realização. Pode-se dizer que existem dois grupos de seres humanos: um que segue cegamente dogmas dados, sem pensar sobre eles. Eles nunca terão a experiência profunda, pessoal de reconhecer a verdade. O grupo na outra extremidade é o que mencionei acima. Nos dias de hoje, muitos pertencem a esse grupo, principalmente entre intelectuais. Eles acham que seus pontos de vista são particularmente “objetivos”. Eles libertaram-se, segundo eles, de tudo, e conseqüentemente enquadram a verdade absoluta divina, imutável, que se move eternamente, na mesma categoria do dogma humano, perdendo toda a razão! Ambos grupos estão em extremos errôneos. Na verdade, esse último grupo está tão distante da verdade como o primeiro, ou até mais. Com todo seu conhecimento intelectual superficial, eles são na verdade pesquisadores, mas só podem encontrar a verdade quando abrem a porta para seu eu interior, talvez no inconsciente.
O que é a religião? Vocês confundem isso muito freqüentemente, e ficam ansiosos para se assegurar e aos outros de que não são “religiosos”, acreditando erroneamente que isso significa seguir cega e dogmaticamente alguma seita. Religião significa “de volta a Deus” , e todos desejam isso, sabendo ou não. Na verdade, todo esse desejo insatisfeito no homem não passa do desejo de retornar a Deus, portanto “religião”. Quanto mais o homem tem consciência desse desejo, mais pacifica e harmoniosamente se movem as correntes de sua alma. É claro que alguns podem achar esse caminho de volta a Deus entrando para uma seita – por que não, se as instruções recebidas lá ativam a força de sua alma e abrem a porta para o auto-conhecimento? Isso é essencial, e muitos o encontram em algumas dessas seitas. Nesse caso, erros menores ou desvios de conceito não são importantes; na verdade, são apenas detalhes.
Esses detalhes só se tornam importantes quando representam um empecilho, direto ou indireto, ao crescimento de uma pessoa. No entanto, isso depende em grande parte da pessoa. Outros seres humanos podem não encontrar seu caminho de volta a Deus aderindo a uma seita. Para esses, é preciso indicar outro meio. Mas qualquer que ele seja, o homem precisa de ajuda exterior. Essa ajuda constitui o material com o qual ele tem que construir sua própria casa. Mas para todas as religiões, a volta para Deus é essencial. Deus é absoluto. Deus é a verdade; portanto a verdade por trás do erro humano também é absoluta. Cada um irá receber a parte da verdade que está apto a digerir e absorver de acordo com seu desenvolvimento. Muitos poderiam receber mais do que recebem, mas eles não querem receber porque são muito preguiçosos, ou por outros motivos, e assim eles não preenchem os requisitos. Mas para aquele que realmente bate na porta da verdade, ela se abrirá. Claro, não fiquem remoendo coisas que não são tão importantes por enquanto, e que ainda não são capazes de entender. A compreensão virá de acordo com o trabalho espiritual que fizerem sozinhos.
Quando vocês, mesmo discutindo um assunto geral, sentem uma pressão ou resistência interna, pensem e procurem o motivo, se ele não está associado a uma área dolorosa na sua alma. Porque se a sua alma é realmente saudável e livre, e está no caminho certo em todos os aspectos, vocês não sentirão uma pressão quando certos assuntos forem discutidos. Somente vocês podem procurar no seu eu interior. Mas tentem resolver essa questão a partir daquele ângulo em vez de remoer seus aspectos concretos externos, o que não leva a lugar nenhum. A busca interior, que requer disciplina, pode revelar um insight inesperado, que não só irá resolver o problema aparentemente geral, como também esclarecerá importantes facetas de seu eu interior. Eu exorto todos vocês a examinar seu eu interior quando sentem raiva ou perturbação em relação a certos pontos de discussão. Esses sentimentos de raiva ou perturbação podem nem ser perceptíveis; no exterior vocês podem aparentar calma, mas por dentro alguma coisa está em atividade, e essa certa coisa deveria mostrar-lhes como abordar o problema de um outro ângulo.
Reflitam sobre qual falha pessoal causa essa reação interna, mesmo que não consigam ver de imediato o fio condutor. Se vocês realmente estão dispostos e fazem um esforço a todo custo para reconhecer, receberão ajuda para reconhecer, e logo serão capazes de ver o “fio vermelho”. Quando tiverem detectado esse núcleo interior, o caminho estará livre para absorver o que é verdade, na medida em que forem capazes, e não somente palavras. Palavras têm pouca utilidade a não ser que sejam consideradas material para assimilar, porém mais ainda, a consciência interna aumentará. Enquanto um ponto doloroso permanecer no inconsciente, a porta para o reconhecimento continuará fechada. E agora, meus queridos, estou pronta para suas perguntas.
PERGUNTA: Você disse que uma pessoa deve transmitir a felicidade para dar alguma coisa para os outros, isso é, se uma pessoa tem um pequeno presente que poderia tornar outra pessoa feliz, e essa pessoa só tem uma escolha, deveria dá-lo para um estranho ou para uma pessoa querida, para um parente? Para quem eu tenho que dar, já que eu só posso dar para uma pessoa? Quem terá preferência?
RESPOSTA: Se se trata de um presente material – e não foi isso que eu quis dizer, em absoluto –eu vou explicar o que quis dizer, mas antes eu vou responder sua pergunta, que é sobre só poder dar a uma pessoa. Você pensa com calma sobre quem precisa mais, para quem é mais adequado? O amor decidiria pela pessoa mais querida, mas isso pode até ser egoísta. O sentimento de culpa decidiria pela pessoa que você menos tenderia a dar. Ambas decisões podem ser erradas. Talvez você deva dar para a pessoa que ama mais, talvez não; isso depende. Deus espalhou seus ajudantes espirituais à sua volta, que irão ajudá-lo com seus problemas, e se vocês se libertar da vontade demasiadamente forte do ego, de problemas complexos, estará inspirado e aberto o suficiente para ser guiado, de maneira que todos esses pequenos detalhes serão bem resolvidos. Mas para essa libertação, o homem deve trilhar o caminho do autodesenvolvimento e do auto-conhecimento. Somente então a verdade poderá se manifestar em todas as áreas. Nesse caso qualquer decisão será livre de emocionalismo cego, após reflexão cuidadosa, e será o discernimento da vontade de Deus. A resposta pode ser dar para o ente querido; mas também pode ser uma resposta totalmente diferente.
O que eu estava realmente dizendo não envolve valores materiais que você pode dar, porque algumas vezes não é possível e na verdade não é tão importante. É claro, se um ser humano possui muito e nunca dá nada, essa é uma tendência que traz um fardo, mas não estamos discutindo isso. Uma pessoa avarenta que está sofrendo por causa dessa corrente errada precisa da disciplina de dar, é claro. Mas eu também não estava falando sobre isso.
É uma observação estranha. Muitos seres humanos fazem sacrifícios materiais para pagar resgate, por assim dizer, por sacrifícios espirituais, que consideram muito mais difíceis. O que eu quero dizer é, se você deseja felicidade e amor, quer você já as tenha em um certo grau ou não, então deixe-se tomar pelo pensamento de como transmitir o que você tem ou deseja ter para os outros, como adaptar suas riquezas interiores às necessidades dos outros. Se você deseja isso com todo o coração, os ajudantes espirituais de Deus irão lhe mostrar o caminho e ajudá-lo a fazer isso da maneira correta. Tente descobrir qual é a profundidade do seu desejo por harmonia, felicidade, luz, amor, liberdade, etc. Perceba que tudo isso era na verdade um desejo emocional por si mesmo, simplesmente porque você quer ser feliz. Até agora, você foi a pessoa principal, a faceta mais importante, emocionalmente. E agora espera-se de você que mude essas correntes de sentimentos. É claro que você não vai tentar desejar ser infeliz; isso seria impossível. Mas suas emoções devem aprender a se centrar menos em seu eu, e devem aprender que o fluxo da criação visa a perfeição do plano de salvação divino, que significa que todas as pessoas são elevadas da escuridão para a felicidade em Deus. E aquele que quiser utilizar a felicidade que tiver encontrado, espera encontrar, ou na verdade vive, que quiser contribuir de alguma forma ou maneira para esse plano de salvação, está cumprindo a lei de maneira sublime, sendo um elo na corrente, não procurando a própria gratificação como o objetivo final. Você pode não entender exatamente os mecanismos que essa ação de dar envolve, mas sua vontade e sensibilização mostrarão o caminho. A ajuda aparecerá.
E então o homem será guiado para realizar tarefas. Talvez ele precise doar tempo, só um pouquinho. Muitos têm mais tempo do que precisam, de maneira que podem dar esse tempo, não tanto quanto querem, mas o tanto que Deus quer, e isso sempre é mais magnífico. Primeiro, o homem tem que se abrir para a vontade de Deus – para muitos, esse pode ser o primeiro sacrifício – para se curar, porque somente como um ser humano emocionalmente saudável e livre ele é realmente capaz de dar, de se tornar um elo na corrente . O processo de cura da alma requer, a princípio, um sacrifício que parece imenso: disciplinar-se para encarar a verdade interior, abrindo a cascata emocional, eliminando algumas correntes erradas. Tudo isso é sacrifício. Se você não fizer isso em última instância pelo seu próprio bem, para se tornar um ser humano melhor, mas ao invés canalizar suas emoções para tornar os outros felizes, dar mais, amar mais intensamente, então o mundo espiritual de Deus irá dar um apoio e uma ajuda incríveis e ajudará a superar os obstáculos internos.
Você só pode dar uma ajuda verdadeira quando tiver conseguido uma cura da alma de tal maneira que você tenha harmonia interna, não só na aparência, ilusória, porque suas correntes internas afetam os outros. Só é possível encorajar os outros, dar amor, carinho, consolo quando os outros estão infelizes, ajudá-los de forma construtiva a encontrar o caminho, oferecer compreensão verdadeira, quando o ego não está mais no centro, emocionalmente e internamente. Enquanto você simplesmente desejar a sua própria felicidade, portanto não for um elo na corrente, o ego é de fato o centro, mesmo que você não tenha consciência disso. Você vê, o homem deve primeiro curar as feridas de suas mágoas internas, remover uma casca antes de conseguir realmente ser uma ajuda forte para os outros. Ao dar todos esses passos necessários, o homem se desloca para o lugar certo, e automaticamente se aproxima da harmonia com as leis de Deus.
Mesmo antes que sua alma esteja completamente curada, novos caminhos serão mostrados, nos quais ele pode participar ativamente dos planos de salvação de Deus. Mas tudo deve ser desejado antes. A tarefa de cada um pode ser diferente. Tenha confiança que Deus dará o que for mais adequado para você, e assim trará a felicidade suprema. Assim você será uma luz, um sinal, um exemplo para os outros, mas isso só pode ser efetivado quando não é voltado para o efeito exterior, mas quando nasce de um desejo interno de andar no caminho da purificação exclusivamente para amar os outros mais completamente, compreendê-los melhor e poder dar-lhes ajuda verdadeira. Quem for capaz de despertar esse sentimento divino em sua alma e cultivá-lo até o fim vai se tornar uma fonte viva, e vai estabelecer um contato carinhoso com o mundo espiritual de Deus. Essa pessoa nunca estará sozinha, nunca será abandonada, nunca ficará amargurada. Existirão tesouros verdadeiros, incalculáveis, riquezas que ninguém lhe poderá tirar.
Deixe-se guiar inteiramente por Deus. Abra-se somente para Sua vontade, e então o caminho será mostrado passo a passo. Deus é um doador generoso, meus amigos. Você irá perceber que aquilo que ele dá é mais resplandescente que qualquer coisa que sua imaginação poderia contemplar. Aqui também a única dificuldade a princípio é confiar-se aos cuidados de Deus. Você se dá conta que não se trata de dar uma coisa para alguém; isso seria muito mais fácil, mais cômodo. O homem tem que dar a si mesmo, e então nunca existirá dúvida sobre para quem dar.
Se você for capaz de dar-se da maneira correta per se, você pode fazê-lo com todas as pessoas com quem você tem contato. Mas antes de poder se dar, você tem que se encontrar. Você não pode dar o que não possui. E muitos poucos seres humanos “possuem” a si mesmos, porque eles não se conhecem o suficiente, ou não se conhecem nem um pouco; portanto, eles perdem sua sustentação. Você sente que não “possui” a si mesmo, na mesma medida em que se sente envergonhado de sua própria imperfeição, emocionalmente. Esses seres humanos não pisam em chão firme, assim como todos os seres humanos são em grande parte escravos de suas emoções mais baixas e de seus erros. Você os conquista e portanto conquista a si mesmo somente quando é capaz de encarar-se como realmente é, sem resistência, porque somente assim as mudanças e a purificação podem acontecer. Enquanto estiver envergonhado de cada imperfeição interna ou pontos exteriores fracos, você está escravizado, não tem qualquer liberdade, mesmo que no exterior possa existir uma liberdade absoluta. Nessa escravidão, você não se “possui”, e portanto não pode realmente se dar. Mais ainda, você ainda depende muito de acontecimentos externos e do que os outros dizem para se sentir em harmonia. Essa harmonia tem que ser construída de tal maneira que você não dependa mais de coisas que não pode controlar. Enquanto isso se aplicar a você, você não é livre, e portanto não pode verdadeiramente se dar. E quando se encontra nesse caminho resplandescente de luz, o mais maravilhoso de todos, o homem não precisa mais dar “alguma coisa”, mas ele irá dar a si mesmo, não somente para um ente querido, mas para todos que encontrar nesse caminho enviado por Deus, com toda a sua alma, com todo o seu ser.
PERGUNTA: Em todas suas palestras, você ressalta pontos sobre os quais devemos meditar. Todos esses pensamentos – abrir-se para a vontade de Deus, dar tudo que receber, etc. – se eu levá-los para minhas orações, será também algo muito prolixo, e sobrará pouco ou nenhum tempo para trabalhar em mim mesmo.
RESPOSTA: Mas se você meditar sobre essas leis que eu resumo, sobre o conselho que eu dou, você já está trabalhando em si mesmo. Examine a si mesmo para ver se você realmente sente isso ou aquilo, onde você sente resistência. Então você está trabalhando no problema da maneira correta. Você não precisa se lembrar de todos os detalhes insignificantes. Comece resumindo seus pensamentos e reações do dia que passou a partir de outro ângulo, tentando descobrir em que medida seus sentimentos mais profundos e interiores são diferentes dessa visão. Eu também não quis dizer que suas orações devem ser curtas, pelo contrário, mas eu quis dizer que elas devem ser vivas, mudando de acordo com o seu grau diário de desenvolvimento e do processo de cura. É claro que é necessário o trabalho espiritual para incorporar certos princípios espirituais, para compreendê-los melhor, e isso é feito através do cultivo desses pensamentos, fazendo deles uma estrutura firme, de modo que as emoções possam absorvê-los. Isso não precisa ser feito somente em orações. Existem várias oportunidades durante o dia. Em vez de pensar sobre qualquer coisa, reflita sobre essas leis espirituais. É claro que voc6e pode incluir isso ou aquilo de vez em quando em suas orações, especialmente quando deseja aplicá-lo em sua vida e suas emoções se afastam daquilo que deveria ser aprendido. Fazer uma resolução diária ajuda, e pedir a Deus para ajudá-lo a realizá-la.
Dessa maneira, as resoluções se encaixam nas leis espirituais que você está estudando. Peça a Deus para ajudá-lo a compreender essas leis espirituais, a aplicá-las, resuma-as porque conseguir memorizá-las seria um estudo para uma vida toda, e nesse caso também se tornaria um trabalho mental mecânico. Isso não pode ser avaliado emocionalmente nem através da ação. Mas se você meditar, em sua reflexão diária, sobre em que ponto as suas emoções ou ações se desviaram, e procurar as razões desse desvio, quais tendências estão envolvidas, e depois pensar sobre os princípios das leis espirituais, você progredirá e fará uma trabalho espiritual produtivo. Não ficará preso em uma rotina estagnada. Não conte o número de palavras. Faça uma oração vibrante – meditação, aprendizado aplicado de maneira revigorante. Existe um reservatório de emoções no homem que precisa ser esclarecido, seja porque o homem não dedica tempo suficiente para sua vida espiritual, seja porque a oração não passa de uma rotina. O homem não presta atenção suficiente a essas emoções porque elas são “más”; no entanto, são muito importantes.
Pense sobre a grande necessidade do ser humano de trazer seu ego para o centro das atenções. Vocês querem reconhecimento, apreciação – e eu não estou falando sobre você pessoalmente, mas em geral --, mas isso é muito prejudicial para a alma. Essa característica humana sozinha tira o homem da rota, e afeta um grande número de outras correntes da alma. Em primeiro lugar, o homem deveria admitir esse fato para si mesmo, e depois deveria pensar sobre o que pode fazer sobre isso, se está disposto, quais leis estão envolvidas, e acima de tudo deveria pensar sobre como sua vaidade individual é um desvio do caminho espiritual. Então ele encontrará uma resposta bem cedo, que ajudará seu crescimento e que tornará viva sua ligação com o mundo espiritual de Deus, e esse desenvolvimento espiritual estará em constante evolução. Eu sei que fazer essas mudanças em suas orações não é fácil para você, meu amigo, mas você será capaz de aprender isso, assim como aprendeu muitas outras coisas nesse tempo relativamente curto, coisas que eram completamente estranhas para você e que pareciam muito mais difíceis. O sentimento de culpa que você tem quando não continua suas orações da maneira como tinha começado tem uma causa bem diferente, que você enxergará mais claramente à medida que progredir a cura da alma. Eu não posso me estender sobre isso agora, mas proponho que discutamos isso em uma sessão particular.
PERGUNTA: Eu ainda não entendo o problema do livre arbítrio. Eu ainda considero uma contradição quando o homem abre mão de seu arbítrio para satisfazer a vontade de Deus. Então não é livre arbítrio. É preciso uma disciplina imensa para unir esse livre arbítrio à vontade de Deus.
RESPOSTA: É claro que sim. Com certeza, é necessário ter disciplina. Mas você abre mão voluntariamente; ninguém o força. Se alguma coisa é difícil e requer disciplina, isso não significa que é uma contradição quando o homem voluntariamente abre mão de sua vontade em favor da vontade de Deus. Submeter-se à própria vontade não requer uma disciplina ferrenha, se é que requer alguma disciplina. É o caminho da menor resistência. Deus não também o força a satisfazer Sua vontade – essa é sua grandeza e magnificência – e portanto você tem o livre arbítrio de fazer o que quiser, a vontade de Deus ou a sua. Você pode abrir mão de sua vontade ou não. Essa é a liberdade de decisão do livre arbítrio: isso ou aquilo.
Você pode fazê-lo, eu espero, porque ama Deus, confia Nele, ou talvez percebe que somente assim a salvação de sua alma e daqueles que estão ligados a você pode acontecer. Vocês estão ligados uns aos outros, vocês estão todos ligados; portanto o que um faz reflete sobre os outros. Assuma a disciplina de abrir mão de sua vontade em favor da vontade de Deus, voluntariamente. Esse é o ato maior, mais grandioso, mais nobre do homem. Ele contém toda a sua autêntica dignidade. Os seres humanos menos desenvolvidos dirão “liberdade é quando eu posso fazer ou não o que é mais conveniente”. Esse é um mal-entendido emocional , e talvez um pensamento superficial. É uma interpretação errada comum do significado do livre arbítrio. O que é conveniente ou inconveniente não tem nada a ver com o livre arbítrio. Imagine que em um certo sistema, espiritual ou terrestre, você fosse forçado a fazer só o que é prazeroso, por exemplo, se as criaturas de Deus fossem marionetes que não tivessem a liberdade do livre arbítrio, mas que vivessem de forma conveniente, ou devessem viver. É claro, a queda poderia não ter acontecido. Mas a vida agradável onde tudo é simplesmente conveniente não constitui liberdade.
PERGUNTA: Mas o livre arbítrio é consideravelmente limitado, devido a circustâncias cármicas ou herdadas, etc.
RESPOSTA: Eu quero dizer que quanto menor o nível de desenvolvimento de um ser, mais sua liberdade pessoal terá que ser limitada. Isso tem que ser assim para proteger outros seres que vivem em volta de um ser de nível tão baixo. Mas essa limitação já era necessária, devido ao livre arbítrio desse ser inferior. Ele agiu dessa maneira, e utilizou seu livre arbítrio de modo errado. Ele não cumpriu o dever que vem ligado à posse do livre arbítrio. Quanto mais um ser é desenvolvido, menos limitado será o uso do livre arbítrio, porque o senso de dever também cresce. E isso só pode ser resultado da disciplina auto-imposta, porque somente então não haverá efeito danoso sobre os outros, que de outra maneira teriam que sofrer injustificadamente. Você esquece que as circunstâncias cármicas foram criadas pela própria pessoa. O que você herda também não é fortuito, porque todo espírito encarna no lugar onde pertence, e onde é melhor para seu desenvolvimento, mesmo considerando as possíveis dificuldades com membros da família, porque essas dificuldades em especial são necessárias para o crescimento e para a disciplina interna.
Não faça julgamentos sempre a partir de somente uma vida terrestre, mas tente ter uma visão da vida inteira de um ser, das muitas vidas que são necessárias para sua perfeição. É claro que se você só considerar esse minúsculo elo na corrente inteira, você não consegue ter uma compreensão verdadeira. Você não é só o agora, só o tempo de uma vida, mas tudo que você é, todas as suas características, sua personalidade, a totalidade de seu ser, já existia muito antes de começar esta vida terrestre, e aquilo pelo que está passando agora é o resultado de uma decisão anterior tomada por seu próprio livre arbítrio. Você pode achar que de alguma maneira não é bem você que trabalha seu karma, mas que você, por assim dizer, o faz por outro espírito que não tem nada a ver com sua autoconsciência.
No entanto, o fato de que por um breve tempo de vida terrestre seu conhecimento da sua verdadeira identidade é limitado é irrelevante; você é responsável pelas suas ações e atitudes passadas. Isso não é somente para você, meu amigo, mas diz respeito a todos vocês. O livre arbítrio significa que todos os seres são responsáveis por qualquer ação, etc. que não foi imposta a eles, e eles têm que arcar com as conseqüências. Causa e efeito são o resultado do livre arbítrio. Ele alcança os cantos mais distantes, mesmo que o efeito, em épocas posteriores, seja difícil de ser rastreado até a causa inicial. É irrelevante. Foi um ato voluntário, e portanto é preciso arcar com as conseqüências. Naturalmente, e é bem evidente, isso não é uma anulação nem uma contradição do livre arbítrio. O mundo seria um caos e horror completos se o homem pudesse agir como quisesse e não tivesse que arcar com as conseqüências. O livre arbítrio, o dever e a responsabilidade têm que andar juntos.
Outro exemplo: um criminoso pensa que a liberdade permite que ele faça o que quiser. Se não existissem leis civis que limitassem esse tipo de liberdade, imaginem as conseqüências! A mesma verdade se aplica às leis espirituais. O ser bem desenvolvido espiritualmente sabe que essa liberdade envolve autodisciplina, autocontrole, dever e responsabilidade, ou então ele perderia sua liberdade, de acordo com um pacto muito maior e superior. Assim, mesmo que a sua liberdade seja limitada, devido a sua própria decisão tomada por livre arbítrio, você tem liberdade suficiente para usar onde for importante, e aplicá-la de tal maneira que sua própria liberdade pode se ampliar à medida que você cresce. Quanto mais se sentir responsável espiritualmente, consciente do dever e da disciplina, menos limitações existirão. As grades irão desaparecer à medida que o desenvolvimento espiritual aumentar. Mantenham esse fator essencial em mente. Vocês têm livre arbítrio suficiente para decidir se querem aumentar seu desenvolvimento espiritual ou não, e assim afetar suas vidas futuras. Mesmo sua vida presente pode ser mudada, de acordo com a direção da decisão tomada por livre arbítrio. As dívidas cármicas podem ser trabalhadas e pagas.
A atitude oriental, segundo a qual tudo é destino, é cômoda. Só ficar sentado, sem fazer nada a não ser esperar, “tudo será como será” – isso bloqueia o crescimento. E eu quero enfatizar que os grandes seres do Oriente desaprovaram essa teoria, ao se tornarem exemplos de disciplina pessoal que é derivada de uma decisão tomada por livre arbítrio. É claro que muitas coisas em sua vida são eventos determinados pelo destino, mas vocês dão o nome de destino ao que na verdade criaram no passado, apesar de não se lembrarem disso. Se vocês estivessem perfeitamente conscientes e arcando com as conseqüências de atos cometidos em sua vida terrestre presente, saberiam exatamente quais são as causas e não falariam mais em destino. Os fatos não mudam, não importa se vocês se lembrem deles ou não. Eu quero falar de novo da roda por trás do véu; alguns seres humanos viram o destino por trás do véu, outros viram o livre arbítrio. Vocês acham que isso é uma contradição, mas uma coisa não desfaz a outra só porque o “fio vermelho”, que eu estou tentando mostrar a vocês, não é reconhecido. Vocês entendem isso?
PERGUNTA: Sim, mas apesar disso, podemos fazer uma comparação com um leão em uma jaula. Ele é livre dentro dos limites da jaula, etc., mas...
RESPOSTA: Claro, tudo é relativo. Mas nas áreas mais essenciais, vocês têm livre arbítrio – onde realmente conta!
Sim, você tem o livre arbítrio de conseguir a magnífica liberdade que não pode existir na terra por causa da densidade da matéria. Todo o resto são interrupções causais e criadas pela própria pessoa, e que limitam a liberdade. Eu quero dizer, minha amiga, que você não está completamente consciente do verdadeiro conceito de liberdade. Ela não é a sensação de ser livre para fazer o que quiser e deixar de lado o que não lhe agradar, gastar seu dinheiro como quiser, etc. Não, isso não é liberdade!
Enquanto você considerar, mesmo que só emocionalmente, a vida terrestre como o centro e não como um estágio intermediário de passagem, você não conseguirá entender o significado de muitas áreas como o livre arbítrio ou outras que vierem a aparecer. É possível alcançar na terra a verdadeira liberdade interior. Não é um estado exterior de ser livre, mas uma libertação interna. Esse é seu mal-entendido. Um homem na prisão pode liberar seu eu interior, enquanto um homem despótico pode permanecer preso por sua sede de poder. Um governo que reprime a liberdade externa não consegue impedir que um ser humano liberte seu eu interior. Nenhum poder terrestre pode interferir se o homem anda no caminho do conhecimento interno, toma suas próprias decisões corretas para trabalhar na purificação da alma, e se volta a Deus e caminha na estreita trilha da luz. É importante entender isso! A liberdade de que você fala não só não é irrelevante, mas é até perigosa porque o homem não está pronto para uma liberdade externa tão completa, embora todo ser humano tenha um grau considerável dessa liberdade exterior. E o resultado você pode ver todos os dias na sua terra – que confusão, que horror! Você percebe que a margem de liberdade tem que continuar limitada, e ela só pode se estender até o ponto em que o mau uso da liberdade por algumas pessoas representa uma provação para todos, e não pode ir além desse ponto, caso contrário não pode haver justiça. Portanto, procure diferenciar a liberdade humana da liberdade espiritual. Você sabe que os maiores e mais inspirados seres humanos de todos os tempos, povos e continentes, que viveram em condições bem pouco livres, conseguiram libertação interna, e espalharam a idéia da verdadeira liberdade espiritual por todo o mundo. Se você quiser se prender à liberdade exterior, e eu escolhi as palavras com cuidado, então você está realmente presa! Você perderá liberdade interna. Mas se você renunciar à liberdade externa para se ligar a Deus e a suas leis, você será libertado. Isso é verdade, meus amigos. Eu rogo que reflitam sobre isso; meditem sobre essa frase por um longo tempo! Você obterá o conhecimento, minha amiga, quando abrir a porta interior. E se essa porta para o conhecimento interno ainda está um pouco trancada, isso pode ser devido a uma certa rebeldia. Eu dei a chave para ajudá-la. Pense nisso.
Eu tenho uma mensagem para você, minha alma, que acabou de me ser dada. É de um espírito que você conhece, eu não vou dizer quem é, mas você vai entender, porque tem pensado muito nele. Ele quer que você saiba que ele está bem perto de você, e que a ama muito e se arrepende de muitas coisas. O que quer que você conheça em seu íntimo também é uma ajuda para ele, no sentido de purificação. Faz parte da purificação dele fazer as pazes e ajudar a você com isso também, para corrigir os erros dele tanto quanto é possível agora.
Dessa maneira, um ser humano serve ao plano da salvação. Ele contribui muito quando segue o caminho da purificação. Não somente outros seres humanos lucram com isso, mas também vários outros espíritos também, especialmente aqueles com quem você tem uma ligação próxima, porque à medida que você conhece seu ser interior, eles aprendem com isso, contanto que seus atritos tenham sido causados por aqueles seres espirituais enquanto eles eram homens e mulheres na terra. Isso apressa o desenvolvimento deles. Assim, um ser humano que segue esse caminho de autoconhecimento ajuda muito mais do que pode perceber. O bem e o mal têm conseqüências de longo alcance. Quando você joga uma pedra na água, ela forma muitos círculos no movimento da água, muitos! Vocês não conseguem ver nem remotamente quantos círculos são formados, porque os círculos exteriores são vibrações instantâneas que o olho não consegue captar. Existem muitas, muitas virações instantâneas circulando no mar da sua vida, por causa de uma “pedra” que foi atirada.
Vou lhes dizer uma coisa, meus queridos, todos vocês têm seres amados no mundo espiritual, intimamente ligados a vocês. Alguns estão em um nível mais alto que o de vocês, e querem lhes trazer luz e amor, para atraí-los para mais perto da esfera em que se encontram. Outros estão em um nível inferior; eles ouvem vocês, aprendem com vocês. Vocês nunca estão sozinhos, nenhum de vocês.
Que a luz de Deus os acompanhe. Voltem-se para dentro, fiquem calmos. Procurem sentir os raios de luz que seguirão vocês muito depois de termos terminado esse encontro. A luz cai sobre cada um de vocês, e lhes dará força. Ela também irradia para os meus amigos que não estão aqui hoje, que estão em lugares distantes e ainda assim trilham esse caminho com devoção.
Que o amor de Deus possa fluir através de vocês. Deus os abençoe!
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