Grupo de Trabalho de Apoio Materno (gt am )



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Grupo de Trabalho de Apoio Materno (GT AM )

Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno
Volume 5 Número 1 - Publicado três vezes por ano em Inglês, Espanhol, Francês e Português

Janeiro/Fevereiro/ Março/ Abril 2007



http://www.waba.org.my/gims/index.html

Para assinaturas, mande um email para: gims_gifs@yahoo.com _________________________________________________

Coordenador WABA MS TF: Rebecca Magalhães(EUA)


Coodenadores adjuntos: Nair Carrasco Sanez-IBCLC(Peru), Dr.Prashant Gangal (India)
Editores: Pushpa Panadam, Maria(Pili) Peña, Asunção, Paraguai
Tradutores: Espanhol-Maria (Pili) Peña, Pushpa Panadam y Monica Casis (Argentina);
Francês-Juanita Jauer Steichen,Herrade Hemmerdinger, França
Português: Analy Uriarte, Pajuçara Marroquim, Brasil

NESTE NÚMERO

GRUPO DE TRABALHO DE APOIO MATERNO COMENTÁRIOS E INFORMAÇÕES

1. Acontecendo….. : Rebecca Magalhães, Coordenadora

2. Atualização do GT AM: Seja Bem-vinda – Paulina Smith! Rebecca Magalhães, Coordenadora
APOIO MATERNO DE DIVERSAS FONTES

3. A Nova Agência Virtual de Conferencistas LactSpeak: Cynthia Good Mojab, EUA

4. Leite materno e cárie dentária: Pajuçara Marroquim, Brasil

5. Atualização sobre a petição no site contra a discriminação no ar

6. Fundação de Aleitamento Materno de Malta: Christine Borg, Malta

7. O Centro de atenção e alimentação infantil celebra seu primeiro aniversário! Miriam Labbok, EUA

8. As mães se livram de risco do coração: Revista New Scientist
APOIO MATERNO:  MÃES QUE AMAMENTAM CONTAM SUAS EXPERIÊNCIAS

9. Amamentando apesar das dificuldades: Jessica Ilizarbe Hermoza, Peru


APOIO PATERNO

10. Atualização do Grupo de Trabalho dos Homens da WABA: Peter Briefe, Suécia

11. O nascimento de Arlo Blackman-McGrew’s, Magia e Maravilha !: Dale John McGrew e Alissa Blackman, EUA

12. O Incentivo dos Pais Auxilia a Amamentação em Ramnagar: A.M.M.Samsad, Bangladesh

13. O Papel do Pai que Amamenta e De pa a pa: Maria del Mar Mazza, EUA
NOTÍCIAS DO MUNDO DA AMAMENTAÇÃO

14. Conheça Michael Latham - um Ícone da Amamentação

15. Homenagem a Judy Torgus, Conselheira da La Leche League e ex-diretora do departamento de publicações da LLLI. Coordenadoras e Editoras do GT AM

16. Prêmio LLLI para Sarah Amin e Susan Siew: Junta Directiva LLLI

17. Fundadoras da LLLI recebem Prêmio, Barbara Emanuel, EUA

18. Semana Mundial do Aleitamento Materno: Liew Mun tip, Malásia

19. Semana Mundial pelo Parto Respeitado: CIMS(Coalizão para o melhoramento dos Serviços de Maternidade) Resumo

20. Concurso de fotografia e vídeo da OMS, "Imagens de Saúde e Deficiência": O Boletim de Hecanet

21. Participando da Conferência da LLLI: Rebecca Magalhaes, EUA
RECURSOS QUE APÓIAM O ALEITAMENTO MATERNO

22. O Problema da Amamentação. Uma reflexão pessoal: Rebecca, Magalhaes, EUA

23. Atualização Legal do ano 2006: Raja Abdul Razak, Malaysia

24. Fotos de Mães e Bebês sob Uma Nova Luz - França

25. Livro sobre Amamentação Prolongada: Ann Sinnott, Reino Unido
CRIANÇAS E AMAMENTAÇÃO

26. O Ratinho e um dente de leite materno: Mariana Petersen, líder da La Leche League, Guatemala


27. Salsicha do Arantzazu: Miriam Navarro, México


INFORMAÇÕES SOBRE O BOLETIM

28. Visite estes Websites

29. Anúncios

30. Informações sobre apresentação de artigos e sobre o próximo boletim

31. Como assinar o Boletim
GRUPO DE TRABALHO DE APOIO MATERNO COMENTÁRIOS E INFORMAÇÕES
1. Acontecendo….. : Rebecca Magalhães, Coordenadora
Em Janeiro de 1973, eu fui a minha primeira Reunião da La Leche League. Não tinha idéia de como minha vida seria afetada e enriquecida por aquela simples ação, inspirada pela necessidade de ajuda para amamentar! Muita coisa aconteceu nos 34 anos seguintes – algumas coisas para as quais eu não estava preparada e não tinha controle e outras que me foram oferecidas e sobre as quais tomei decisões. Uma decisão que tomei em 1992 foi dizer “sim” a Beth Styer (que era coordenadora dos Grupos de Trabalho de Apoio Materno) quando ela me pediu para viajar até Penang, Malásia, em seu lugar para participar das reuniões da WABA. Foi nessa reunião que eu conheci Anwar, Michelle, Annelies, Michael e Penny Van Esterik, entre outros – pessoas que hoje considero bons amigos. Também lembro que foi durante esta reunião que foi proposto que Sarah Amin trabalhasse nos escritórios da WABA! (Isso acabou se revelando uma ótima decisão!!) Desde então, tenho participado de várias atividades da WABA e tenho me envolvido em diferentes formas, mais recentemente como Coordenadora do Grupo de Trabalho de Apoio Materno, uma atividade que sempre gostei. No entanto como diz o ditado “A vida acontece!” e o que vai acontecer agora é que depois deste número, Paulina Smith irá assumir o papel de Coordenadora do GT AM (mais sobre isso no artigo de atualização do GT AM) e eu vou me juntar a Pushpa e Pili como editoras do Boletim. No entanto continuarei como co-coordenadora junto com o Dr. Prashant Gangal. No final das contas, a vida é sobre pessoas e enquanto eu ainda tiver uma conexão com todas essas pessoas maravilhosas na rede da WABA, qualquer coisa pode “acontecer” )).

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Rebecca Magalhães

Coordenadora

Grupo de Trabalho de Apoio Materno WABA

E-mail: RMagalhaes@llli.org



Nota: Embora não mais uma co-coordenadora da GT AM, Nair Carrasco continuará a trabalhar com amamentação. Obrigada, Nair, por seus muitos anos de apoio ao GT AM!
2. Atualização do GT AM: Seja Bem-vinda – Paulina Smith! Rebecca Magalhães, Coordenadora
Perguntei ao Secretariado da WABA se poderia anunciar a indicação de Paulina como Coordenadora do GT AM e eles concordaram. Vocês podem estar pensando por quê eu iria querer fazer isso. É porque uma das coisas que “aconteceu” na minha vida foi conhecer Paulina em 1982, em Montego Bay, Jamaica numa conferência sobre apoio materno e ainda lembro do seu entusiasmo, sua energia e suas ótimas idéias. Passaram-se 25 anos e ela ainda está cheia de energia e idéias! Desde então, Paulina fez muitas coisas, incluindo um mandato de sete anos no Quadro de Diretores da LLLI, sendo a Diretora Executiva da La Leche League Internacional por quatro anos e depois estudando para obter seu diploma de graduação e de pós-graduação. Recentemente, uma de suas três filhas lhe deu seu segundo neto (um menino), enquanto outra conseguiu seu doutorado e a terceira o mestrado em saúde pública. Nestes 25 anos que passaram, no entanto, seu interesse em promover e apoiar a amamentação permaneceram constantes e ela está ansiosa em assumir o cargo de Coordenadora do GT AM. Sei que ela fará um trabalho excelente e ela já está discutindo e planejando as atividades da próxima estação com o Secretariado da WABA. Se você quiser lhe enviar uma mensagem de boas vindas seu endereço de email é smithpc@att.net.mx. Sei que ela vai adorar receber sua mensagem!

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Se você tem interesse em seu tornar um contato local para a Iniciativa Global de Apoio Materno e o GT AM, por favor, envie um e-mail para Paulina Smith smithpc@att.net.mx, Rebecca RMagalhaes@llli.org, ou Prashant psgangal@hotmail.com
APOIO MATERNO DE DIVERSAS FONTES
3. A Nova Agência Virtual de Conferencistas LactSpeak: Cynthia Good Mojab, EUA
LactSpeak (www.lactspeak.com) é uma agência virtual de conferencistas fundada por Diana West que possibilita que organizadores de conferências e eventos em todo o mundo encontrem palestrantes especializados no campo do aleitamento materno. Todos os palestrantes citados no site possuem experiência em conferências e são respeitados no seu meio por sua competência clínica e/ou acadêmica. LactSpeak oferece uma interface amigável e conecta organizadores de eventos com especialistas em lactância dedicados a vários aspectos da amamentação e aleitamento humano, desde a avaliação da díade e manejo da amamentação à ética, cultura e psicologia da amamentação. Organizadores de eventos podem fazer uma busca por nome, região ou tema. Cada palestrante organiza sua página dentro do website usando uma interface customizada de banco de dados automático.
Palestrantes que já incluíram ou irão incluir seu perfil em breve no website da LactSpeak são Diana West, Lisa Marasco, Nancy Mohrbacher, Kathleen Kendall-Tackett, Karen Gromada, Marian Tompson, Cynthia Good Mojab, Teresa Pitman, Catherine Watson Genna, Diane Wiessinger, Jan Barger, Dr. Christina Smillie, Kathleen Bruce, Elizabeth Brooks, e Nancy Williams.
De acordo com Diana West, “Nossa interface inovadora faz da LactSpeak uma das melhores opções para organizadores de eventos encontrarem palestrantes da mais alta qualidade para seus eventos oferecendo muita informação sobre os serviços profissionais de cada um, incluindo biografias, temas desenvolvidos, próximas conferências, download de folhetos e honorários cobrados. O website também oferece aos organizadores de eventos acesso gratuito a ferramentas de planejamento como formulários e cronogramas.” Palestrantes profissionais podem se associar a LactSpeak preenchendo um formulário online acessível através do link no canto inferior esquerdo da página principal da LactSpeak. O website está atualmente em inglês mas a tradução do mesmo em outros idiomas poderá acontecer futuramente. Para mas informações, entre em contato com Diana West no dwest@bfar.org

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Cynthia Good Mojav, Mestrado em Psicologia Clìnica, IBCLC,RLC, CATSM,

Diretora, ‘LifeCircle Counselling, LLC Ela é conselheira clínica e consultora certificada pela IBCLC, pesquisadora, autora de numerosas publicações, e educadora focada em temas relacionados com cultura, psicologia e família. Como membro de um seleto grupo de profissionais da área da saúde mental e consultora de lactância ao mesmo tempo, Cynthia possui grande interesse em psicologia do aleitamento. Ela é fundadora e moderadora de LactPsych, um grupo de discussão internacional para profissionais com trabalho focado em psicologia do aleitamento. Ela é membro da Academia Americana de Especialistas em Estresse Traumático (American Academy of Experts in Traumatic Stress), está certificada no manejo de estresse traumático e compõe o quadro Pergunte ao Especialista no website da revista Mothering.

Email: cgoodmojab@lifecirclecc.com Web: www.lifecirclecc.com
4. Leite materno e cárie dentária: Pajuçara Marroquim, Brasil
No Brasil ainda existe a polêmica sobre amamentação e surgimento de cáries, principalmente em crianças maiores de um ano de idade que mamam a noite…….minha filha, *Olívia Maria, 24 anos, acadêmica de Odontologia, amamentada por dois anos à livre demanda, surpresa pela não informação sobre o assunto na Universidade, desenvolveu o estudo através do trabalho “Leite Materno: Anticariogênico e não cariogênico”. O trabalho foi aprovado para apresentação oral no XIV Congresso International de Odontologia da Bahia, a ser realizado de 27 a 31 de Outubro de 2006, na cidade de Salvador, Bahia, Brasil. Abaixo segue um resumo deste estudo:
Muitos associam o leite materno ao surgimento da cárie dentária em crianças amamentadas. Indo de encontro a esse pensamento, existem linhas de pesquisa que mostram que algumas crianças desenvolvem cáries dentárias não porque foram amamentadas, mas apesar de o terem sido. O presente trabalho teve como objetivo conhecer, através de uma revisão de literatura, o papel do leite materno como um alimento anticariogênico e não cariogênico. Estudos mais recentes mostram que a composição do leite humano favorece a estrutura dental e seu único carboidrato, a lactose, quando fermenta, torna o ambiente pouco ácido, não favorecendo o desenvolvimento da cárie. Em crianças amamentadas, a maneira de sugar a mama e a forma de deglutir o leite reforçam a característica não cariogênica do leite humano. Atualmente, muitos autores enfatizam a importância de bons hábitos de higiene oral concomitantemente a uma alimentação saudável como forma preventiva da cárie, concordando que não há necessidade de aperfeiçoar hábitos seculares da amamentação, e sim de oferecer à criança que já não depende exclusivamente do leite materno uma alimentação mais adequada às suas necessidades. A mãe pode permitir o carinho através da amamentação de seu filho de 1 a 3 anos, a noite, se ele assim o desejar, mas nunca deve descuidar-se do que ele come ou bebe durante o dia.

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*Olívia Maria é filha da Líder da La Leche League de Maceió, Brasil, Pajuçara Marroquim.

E-mail: pmarroquim@ig.com.br


5. Atualização sobre a petição no site contra a discriminação no ar
Se ainda não o fizeram, ainda podem acessar este site:

http://www.thepetitionsite.com/takeaction/738223140,

e assinar a petição para permitir às mães que amamentam e viajam sem seus bebês, a levarem recipientes com leite materno ordenhado no avião.

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Para conhecer a história completa, por favor, veja o Boletim do GT AM, Vol. 4, No. 4, item No. 8, sobre Discriminação no ar, de Jesse Rattan, Estados Unidos.
6. Fundação de Aleitamento Materno de Malta: Christine Borg, Malta
A Associação de Aleitamento Materno de Malta, organização não governamental, é regida por uma série de princípios cujo cumprimento se espera de todos os membros durante o tempo de sua inscrição na fundação. Ainda que grande parte dos princípios é entendida e aceita a primeira vista, o 2º e o 6º necessitam de maiores explicações.
2. Os membros da fundação promovem a amamentação em primeiro lugar e o leite materno em segundo lugar.
6. Os membros não aceitam recursos financeiros de indivíduos, organizações e companhias que comercializem com qualquer produto que se considere interferir com a amamentação saudável, exceto se existe evidência científica que indique o contrário.
A fundação MBF, convencida de que amamentar é mais que uma fonte de nutrição, promove a ação de colocar o bebê ao peito como a conduta ótima antes que outras opções com menos benefício como é a alimentação com leite materno.
Com a diminuição do apoio financeiro para a amamentação e trabalho, receber ajuda e presentes tem se tornado atrativo. Uma das medidas que tem tomado a fundação para evitar sucumbir ante as tentações dos recursos financeiros oferecidos pela indústria é assegurar-se que são pagos todos os que prestam serviço de maneira regular. Desta maneira valorizamos o trabalho que os conselhos de amamentação e os ativistas realizam, resultando um serviço regular e contínuo, que no retorno se observa um respeito crescente desses trabalhadores. A fundação também dá boas-vindas aos voluntários capazes de ajudar em outras áreas dentro da organização. A fundação aceita ajuda, porém nunca de companhias que trabalham com produtos de alimentação infantil ou produtos medicinais que são anunciados como bons para a mãe que amamenta, sem o aval de pesquisas independentes que apóiem ditas alegações.
A MBF também está envolvida em projetos comunitários como: programas de TV e de rádio dando aulas sobre AM; participação em debates locais relacionados com o balanço da vida da família e o trabalho nas políticas e nos níveis populares; trabalho em iniciativas para promover AM na população escolar e em outros setores da sociedade; também promovendo a aleitamento materno em público e estimulando as entidades públicas a dar boas-vindas às mães que amamentam. A MBF está filiada à confederação de Malta de organizações de mulheres, MCWO, que representa Malta na organização de mulheres européias, EWL, organização de grande influência nas grandes instituições européias.

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Christine Borg, Fundadora e diretora da Fundação de Aleitamento Materno

de Malta, MBF, facilita um curso de Aleitamento materno para grávidas e novas mães de crianças que mamam. Este curso é complementado e seguido por visitas domiciliares pós-parto e conselho individual de acordo com as necessidades de cada família.

E-mail: c_cborg@onvol.net Site: www.ldprojects.org
7. O Centro de atenção e alimentação infantil celebra seu primeiro aniversário! Miriam Labbok, EUA
O Centro de atenção e alimentação infantil celebra seu primeiro aniversário no próximo dia 3 de Janeiro de 2007. O centro continua se dedicando à criação de um ambiente no qual cada mulher possa escolher e ter êxito ao dar de mamar. Portanto, continuaremos nos aproximando exaustivamente desta necessidade como um tema feminino, familiar, de saúde e de interesse sócio-político.
O ano passado, grande parte do nosso trabalho foi criação das evidências de base para a defesa efetiva dessa mudança. Este ano, oferecemos uma análise sobre o impacto que o aleitamento materno poderia ter na saúde e sobrevivência de nossas crianças do Grupo de trabalho sobre Mortalidade Infantil da Carolina do Norte.

Nossos projetos de pesquisas relevantes para a mudança incluem o estudo de:



  • O impacto da IHACM em níveis nacionais de amamentação exclusiva

  • Apoio ao aleitamento materno nos locais de trabalho e a percepção dos empregados

  • Os serviços oferecidos pelo WIC (Programa de Mulheres, e crianças) na Carolina do Norte.

  • O potencial do uso de novas tabelas de crescimento como uma ferramenta de apoio ao Aleitamento exclusivo

  • Barreiras para o aleitamento exclusivo

  • Atitudes das organizações baseadas na fé e suas comunidades de apoio, etc.

Outras atividades no ano de 2006 incluíram ações em apoio às seguintes atividades: Reunião regional na Nicarágua sobre a IHACM, uma aproximação internacional sobre a iniciativa amigo da mãe e da criança, culminância da informação sobre a Declaração Innocenti de 2005, e a continuação de esforços para a recopilação de dados sobre Aleitamento Materno e AIDS. Além disso, continuamos um programa de ensino ativo na Universidade de Carolina do Norte. Este ano nosso trabalho foi reconhecido por grupos de ação em Aleitamento Materno, incluindo o projeto internacional leite materno e o projeto de crianças saudáveis; também outorgamos a primeira bolsa de estudos do Centro a Sheryl Abrahams. O centro estará sendo a co-ajuda do III simpósio da UNC sobre Aleitamento Materno e Feminismo a se realizar nos próximos dias 1 e 2 de outubro de 2007, na Carolina do Norte, Estados unidos. O tema será: Aleitamento Materno, Feminismo e Direitos reprodutivos.
Então, Amigos e colegas, continuemos nossos esforços para fazer do mundo um lugar melhor, e que 2007 seja testemunha do incremento único da saúde, felicidade, paz e o melhor começo de vida para cada criança.

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Dra. Miriam H Labbok, Professora de Prática de Saúde Pública, Diretora do Centro de atenção e alimentação infantil, Departamento de Saúde materno-infantil da Escola de Saúde Pública, Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill.

E-mail: ciycfc@unc.edu www.sph.unc.edu/mch/ciycfc ,

(blog associado - http://enabling-breastfeeding.blogspot.com)
8. As mães se livram de risco do coração: Revista New Scientist
O Aleitamento materno é bem conhecido por melhorar a saúde da criança, e agora parece que também pode ser de benefício para as mães. Em um estudo com 96.648 enfermeiras que deram a luz entre 1986 e 2002, aquelas que passaram pelo menos dois anos de suas vidas amamentando tiveram 19% menos probabilidades de sofrer um ataque do coração que aquelas que não haviam amamentado completamente. A diferença foi independente de qualquer dos fatores usuais de risco por doenças do coração, como a história familiar, a dieta ou os níveis de exercícios. Uma possível explicação, disse a líder do estudo Alison Steube da Escola de Medicina de Harvard, é que o recém-nascido pode ajudar ao metabolismo da mãe a mudar da gravidez à normalidade. A gravidez está associada a uma série de situações que a pessoa normalmente não quer que passe dentro de seu corpo. Diz Steube, incluindo o armazenamento de gordura e o conteúdo de níveis mais elevados que os normais de ácidos graxos circulando no sangue. Mediante o aleitamento materno, as mães podem converter essas reservas de energia em nutrição para suas crianças. O aleitamento materno não apenas é bom para os bebês, é bom para as mães também, disse Steube que apresentou suas descobertas na semana passada, em uma reunião da Sociedade de Medicina Fetal-materna em São Francisco.

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Extraído do No. 2591 da Revista New Scientis, 15 de Fevereiro de 2007, página 17

http://www.newscientist.com/article/mg19325916.400-mothers-get-heart-risk-off-their-chest.html
APOIO MATERNO: MÃES QUE AMAMENTAM CONTAM SUAS HISTÓRIAS
9. Amamentando apesar das dificuldades: Jessica Ilizarbe Hermoza, Peru
Amamentar minha filha é uma etapa maravilhosa que estou vivendo no momento. Moro em Lima, a capital do Peru e tenho uma filha Fernanda de dois anos e um mês. O início da amamentação foi muito difícil, ainda tendo em conta que dei a luz em uma clínica particular onde não me ajudaram a iniciar a amamentação e estando rodeada de pessoas que consideram a alimentação mista ou artificial, normal.
Depois do parto, me entregaram a menina após cinco horas de nascida, ela dormia no berçário e a traziam a cada tempo determinado; durante a madrugada não dormia comigo e quando queria amamentá-la ela estava dormindo. Ao sair da clínica o médico me disse que se a menina não se satisfizesse, lhe desse fórmula, me receitou “a melhor”. Em casa os inconvenientes foram cada vez maiores e a família me dizia que devia dar-lhe fórmula, pois estava matando minha filha de fome. Mas meu instinto materno me dizia que não era possível que não pudesse alimentar minha filha, e felizmente tinha o apoio de Walter, o pai de minha filha, e isso ajudou para continuar insistindo. Decidimos esperar a consulta do mês com o pediatra para ver como estava crescendo o bebê, e decidi assistir a uma reunião da La Leche League para dirimir minhas dúvidas. Acho que se não houvesse feito isso a amamentação teria fracassado, tanto pela pressão das pessoas como por desconhecimento.
Depois da reunião da LLL saí confiando em mim mesma e me esqueci da fórmula. Muitas vezes meus familiares me disseram que não estava certo que o bebê estivesse no peito quase todo o dia, mas eu sabia que isso não era raro, que era uma etapa e que a criança pouco a pouco estabeleceria seus horários, o que ocorreu aos três meses.

Decidi começar a estudar sobre o tema amamentação, para informar-me, procurar pessoas que soubessem sobre o tema e ter informações verdadeiras, não mitos, crenças ou pelo que diz “eu fiz assim”.

Voltei ao trabalho quando Fernanda tinha quatro meses. Extraía meu leite quatro vezes ao dia e em minha ausência lhe davam na mamadeira; ao meio-dia estava em casa para almoçar e amamentava Fernanda. O mesmo se passava nas noites e durante os fins de semana, que eram de amamentação à livre demanda. Extraí leite até um ano e quatro meses quando Fernanda decidiu que só tomaria leite diretamente da embalagem original, já não queria nem mamadeira nem copo.
Até hoje continuamos assistindo às reuniões da LLL, continuo me informando sobre amamentação, atualmente sou coordenadora do GALM Gotinhas de Leite em Lima, especializado em mães que trabalham e/ou estudam fora de casa, as reuniões se realizam nos primeiros domingos de cada mês, pois é um dia que as mães que trabalham fora podem assistir.

Fernanda continua mamando muitíssimo, agora alguns dizem que já está muito grande para continuar no peito, porém eu desejo que ela desmame naturalmente à idade que esteja preparada e trataremos de que assim seja. Além do mais é tão gostoso escutá-la dizer “amo a meus dois peitinhos, são meus, os quero”, e sinto que meu leite é um dos melhores presentes que posso dar a minha filha.

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Sou Jessica Ilizarbe Hermoza, tenho 28 anos, vivo em Lima com Walter o pai de minha filha Fernanda de dois anos e um mês que continua mamando, sou Secretaria e trabalho fora de casa. Assisto às reuniões da LLL Peru e coordeno o GALM Gotinhas de Leite,

E-mail: jilizarbeh@gmail.com



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