Géneros jornalísticos



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GÉNEROS JORNALÍSTICOS
João Figueira jjfigueira@sapo.pt
(…) “Querem convencer-se de que os empregos dos jornalistas são empregos como os outros. Mas não são. Eles sabem escrever e comunicar, conhecem as técnicas e os canais da profissão — nós não. Pior: eles sabem que, lá for a, há jornalistas a resistir. E isso é, para os jornalistas, uma responsabilidade terrível: não podem dizer que não sabiam, não podem dizer que não sabem como fazer, nem podem dizer que não podem fazer nada. Se são consciências acordadas, são consciências sem descanso. Se estão a dormir, nós estamos fartos de esperar que acordem”.
José Mário Branco, “O silêncio ensurdecedor dos jornalistas portugueses”, in Público e Política Operária (5/10/2006)

PROGRAMA





  1. A NOTÍCIA: UMA ESCRITA DE HIERARQUIA E DE INFORMAÇÃO

  2. O OLHAR DO JORNALISTA FACE AO ACONTECIMENTO

  3. FONTES DE INFORMAÇÃO

  4. ENTREVISTA E REPORTAGEM

  5. GÉNEROS JORNALÍSTICOS DE OPINIÃO


METODOLOGIA
Esta disciplina está estruturada de modo a iniciar o aluno no exercício do jornalismo. Daí, que toda a estratégia pedagógica assente em dois pilares: desenvolvimento das capacidades de observação e escrita, e de questionamento.

Primeira pergunta: sou capaz de ser jornalista?

“Préguntate mejor si eres curioso, impertinente, si te interesa lo que te rodea, si quieres averiguar el porqué de las cosas. (…) Su passion no se satisface solo en la sabiduría propia, sino también en la curiosidad ajena, que ha de interpretar y que no siempre coincide con sus intereses, suas ideales, o sus propios criterios. (…) Camus lo explica con claridad: el hombre rebelde es aquel que sabe decir no, pero en el momento mismo de expresar su negación se pregunta sobre la certeza y la duda que le envuelven. Ser curioso es cuestionarse la vida, interrogar sin pausa, sin piedad, sin temores”.

Juan Luis Cebrián, Cartas a un joven periodista, Ariel Planet, Madrid, 1997
Segunda pergunta: como vou aprender a ser jornalista?

A verdadeira função do jornalista, sustenta Rosa Montero, “é ser uma testemunha, mas uma testemunha activa que pergunta, que se informa, que analisa. Não há bom jornalismo sem uma autêntica, radical curiosidade, sem o desejo de compreender o porquê profundo das coisas”. (El País Semanal, (5-3-2000)

O jornalista precisa de saber interpretar bem os sinais que lhe chegam para ser capaz de os transmitir correctamente, caso contrário a informação, objectivo essencial do trabalho jornalístico, perde-se. Aplicado o “saber de reconhecimento” — a que se segue o “saber de procedimento” — o jornalista cumpre, através do “saber de narração”, a terceira etapa da construção da notícia, do acontecimento.

Capacidade para reconhecer quais os acontecimentos/factos passíveis de noticiar; os passos a dar; e o domínio da escrita jornalística, que José Vilamor classifica como uma espécie de idioma cuja “característica dominante é a agressividade para chegar ao leitor instantaneamente e atraír a sua atenção”.

É no domínio destas três grandes categorias que reside o essencial do trabalho jornalístico. Embora tendo como certo e seguro que se aprende a ser jornalista apenas no interior de uma redacção (como um licenciado em Medicina só aprende a ser médico num hospital), esta disciplina visa preparar os alunos para o chamado “momento da verdade”, seguindo, para isso, uma metodologia que procurará replicar os ritmos e os rituais das redacções dos jornais.

Também por esse motivo, todos os trabalhos estarão sujeitos ao cumprimento rigoroso dos prazos estabelecidos, sob pena de não serem aceites para discussão nem objecto de apreciação.


OBJECTIVOS


  • Familiarizar o aluno com a organização e forma de trabalho de uma redacção de jornal;

  • Aprendizagem dos diversos momentos e etapas da produção informativa;

  • Interiorização das diversas linguagens que compõem a construção dos diferentes géneros jornalísticos;.



MÉTODOS DE AVALIAÇÃO

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: A natureza e os objectivos desta disciplina impõem como método privilegiado a avaliação contínua. Esta incidirá sobre todos os trabalhos realizados pelo aluno, a que acresce o seu índice de participação nas aulas, incluindo o seu empenhamento e contributo nas diferentes tarefas para que for solicitado.

No dia 28 de Maio, data em que as duas turmas em que esta disciplina está organizada têm a sua última aula, todos os alunos terão de entregar um dossiê com as versões finais de todos os trabalhos realizados, juntamente com uma Reportagem de Ambiente que terá o mínimo de nove mil caracteres.


AVALIAÇÃO FINAL: Consiste num exame com a duração minima de três horas. É obrigatório apresentar no dia do exame uma Reportagem de Ambiente com o mínimo de nove mil caracteres. Os alunos que optem por este modelo de avaliação podem assistir às aulas que entenderem e, caso queiram, podem debater com o professor o tema da Reportagem de Ambiente.
IMPORTANTE: A presença, nos trabalhos ou no exame, de dois erros de sintaxe graves e de dois erros ortográficos, igualmente relevantes, implicam a reprovação do respectivo autor, nesta disciplina.
Horário de Atendimento aos alunos: O horário normal de atendimento é a segunda-feira (18h-20h). Porém, sempre que solicitado, é possível efectuar uma reunião em horário e dias alternativos.


BIBLIOGRAFIA
Obra de leitura obrigatória

A sangue frio, Truman Capote, Dom Quixote, Lisboa, 2006
Livros de leitura recomendada

O pão da mentira, Horace McCoy, livros de bolso europa-américa (nº96)

La vida de un periodista, Ben Bradlee, ediciones El País, Madrid, 2000

Trabalhos e paixões de Benito Prada, Fernando Assis Pacheco, edições Asa, Lisboa, 2002

Sob o signo da verdade, Manuel Maria Carrilho, Dom Quixote, Lisboa, 2006
Outras referências
AGNÉS Yves, Manuel de Journalisme – écrire pour le journal, Éditions La Découverte & Syros, Paris, 2002

ALBERTOS, J.L. Martínez, Curso General de Redacción Periodistica, Madrid, Editorial Paraninfo, 1993.

ALSINA, Miquel Rodrigo, La Construcción de la noticia, Paidós, Barcelona, 1996

CEBRIÁN, JUAN LUIS, Cartas a un joven periodista, Ariel Planet, Madrid, 1997

FINK, Conrad C., Writing Opinion for Impact, Iowa State University Press, 1998

FONTCUBERTA, Mar de, A Notícia, Editorial Notícias, Lisboa, 1999

LAGARDETTE, Jean-Luc, Manual da escrita Jornalística, Lisboa, Pergaminho, 1998.

TRAQUINA (org), Nelson, Jornalismo: Questões, Teoria e “Estórias, Lisboa, Veja, 1993.

TRAQUINA, Nelson, Jornalismo, s.l., Quimera, 2002

VILAMOR, JOSÉ, R., Redacción periodística para la generación digital, Editorial Universitas, Madrid, 2000



WAUGH, Evelyn, Enviado Especial, Bertrand, Lisboa, 1991
Nota: Outras indicações serão dadas e distribuídas durante as aulas



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