Geovana ramos martins



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MOVIMENTO UNDERGROUND CRISTÃO E ESTÉTICA DA INFORMAÇÃO: A COMUNIDADE CAVERNA DE ADULÃO

GRUPO DE TRABALHO 20 – SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO

(BELO HORIZONTE/MINAS GERAIS/BRASIL)

GEOVANA RAMOS MARTINS1

VITOR LUCAS DE SOUZA SIUVES2

RESUMO

A pesquisa realizada entre abril e junho de 2014, em Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasil), buscou compreender como a Caverna de Adulão se expressa enquanto comunidade cristã alternativa no contexto do movimento underground cristão brasileiro: o lugar que o sagrado ocupa na atmosfera da comunidade e na vida de cada um dos membros; as diferentes possibilidades pelas quais a informação é transmitida e vivida. Dentre os objetivos específicos, buscou-se identificar e analisar sociologicamente: perfis dos frequentadores; discursos difundidos; processo de formação da comunidade; força imagética de vestuário e acessórios. A metodologia de pesquisa estruturou-se de maneira qualitativa: entrevistas, observação participante, diário de campo e levantamento de dados secundários. Na Caverna de Adulão, os frequentadores partilham histórias de vida, visões de mundo e outros processos socializadores. O espaço físico também anuncia sua configuração, que adquire ou realça seu sentido a partir do momento em que os membros o ocupam, tornando-o vívido.

Palavras-chave: Underground cristão; Sagrado; Informação; Caverna de Adulão.

INTRODUÇÃO

Curiosos em compreender e vivenciar o sagrado, ainda que andando por caminhos desconhecidos, fomos entrando em contato com novas realidades e profissões de fé. Uma celebração à união das diferenças.

Assim, nossa caminhada foi também uma procura. Tendo em vista os diferentes arranjos religiosos na contemporaneidade, procurou-se investigar como e onde os grupos marginalizados professam suas crenças.

Indagou-se sobre quais são as dinâmicas que perpassam a Caverna de Adulão, sobretudo no contexto do movimento underground cristão brasileiro: sua formação enquanto comunidade cristã alternativa, as relações e as linguagens estabelecidas, as manifestações de fé, as corporalidades e as informações que trazem consigo.

Esta pesquisa intenciona ainda ser um convite ao leitor: ao avançar das páginas, conhecer o espaço, as temporalidades, os sujeitos e as suas histórias, acendendo luzes sobre o observado e o vivido. Ademais, o presente trabalho deseja ser como uma sarça que arde dentro de uma caverna, em comunhão com o diferente.
A CAVERNA DE ADULÃO: APRESENTANDO A METODOLOGIA, O CAMPO E SEUS SUJEITOS

O presente trabalho é fruto de uma pesquisa3 realizada entre abril e junho de 2014, envolvendo desde contato com a sede, acompanhamento das mídias até revisão de literatura. A metodologia de pesquisa é estruturada de maneira qualitativa, por meio de entrevistas com líderes e outros membros; observação participante nos cultos; produção de diário de campo detalhando as informações recolhidas e observadas; levantamento de dados secundários; acompanhamento dos mecanismos de divulgação virtual.

Em nossas visitas iniciais à comunidade Caverna de Adulão, a suposição inicial, baseada em relatos e imagens, era a de que encontraríamos uma fachada em consonância com o que os frequentadores e os registros de mídia indicavam: um espaço marcado por elementos gráfico-estéticos do heavy metal, uma expressão do movimento underground. Talvez aí estivesse nosso primeiro equívoco: a generalização do espaço, de sua mensagem e de seus frequentadores. Na parte da frente, cores sóbrias e nenhuma placa. Nenhuma indicação diretamente ligada à Caverna de Adulão. O que vimos foi uma fachada comercial como muitas outras.

As cadeiras distribuídas pelo galpão (onde também funciona uma escola de Balé) vão desenhando um formato circular, de posicionamento que aponta para um espaço final e principal, o qual se assemelha à estrutura de um altar ou de um palco. Existe apenas a cruz vazada4, os instrumentos musicais da banda, um projetor e um púlpito sem grandes adereços.

Durante o louvor, não existe um comportamento padrão, prevalecendo a liberdade de posturas, de gestualidades e de movimentação. O ministério de música realiza momentos de reflexão, de silêncio e de contemplação, bem como convida a comunidade a fazer preces e agradecimentos, exaltando as figuras da Trindade.

A partilha da Palavra orienta-se por meio de uma linguagem contemporânea, atenta aos acontecimentos sociopolíticos atuais dentro e fora do contexto religioso, constituindo uma abordagem acessível aos frequentadores. Há espaço para que participem, ampliando a familiaridade, contribuindo para a sistematização de ideias e para o aparecimento de novas possibilidades de reflexão.

O discurso tende a promover uma volta ao cristianismo puro e simples, sintonizado com as urgências da contemporaneidade e os desafios que se colocam para o cristão do século XXI, sempre com vistas ao despertar de um espírito proativo e crítico, mantendo uma linguagem fluida.
O diverso inscrito na comunidade

Cabelos, corpos, gestos e vestimentas se misturam de maneira heterogênea. Brancos, pardos, amarelos, negros. Cadeirantes. Bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos (incluindo aqui alguns poucos idosos). Loiros (as), morenos (as), cabelos crespos, lisos, encaracolados. Grande, médio, curto, para mulheres e homens. Bonés, barbas pequenas, grandes, rostos lisos. Nas orelhas, muitos, poucos, nenhum furo. Tatuagens nos braços, pernas, pescoço, testa, diferentes tipos, símbolos. A cruz em diversas alegorias. Caveiras estão estampadas em muitos tecidos. Blusas com símbolos de times de futebol, de bandas de heavy metal, de causas sociais, de elementos da cultura de massa, da cultura hipster5 e de segmentos independentes, os ditos indie. Está tudo lá. Batons claros, escuros. Maquiagem e sua ausência. Muitas pessoas vestidas de preto, blusas xadrez, camisa polo, camisa de malha. Bermudas, shorts, calças jeans, vestidos, leggings, moletons, jaquetas, blusas sociais. Tudo se mistura. Botas, coturnos, tênis, sapatos, sandálias e sapatilhas. Bolsas, mochilas e pastas. Anéis, relógios, pulseiras, colares. A Caverna é também diversidade.

A roupa é uma informação que se transmite. Concede um arcabouço de posturas e potencializa percepções desses e para esses sujeitos. Embora haja tanta diferença, existe o predomínio do estilo headbanger6, que marca o início da Comunidade e ainda se estabelece como elemento central.


O PENTECOSTALISMO E A CONFIGURAÇÃO DAS NOVAS IGREJAS

Falar da Caverna de Adulão compreende também falar em Pentecostalismo. O Pentecostalismo compreende as igrejas que tiveram início no chamado Reavivamento nos Estados Unidos ou Reavivamento da Rua Azusa, entre 1906 e 1915. Tais eventos foram marcados pelo chamado “Batismo no Espírito Santo”, fenômeno com ênfase especial, direta e pessoal com Deus, numa espécie de êxtase espiritual, algo totalmente novo e um escândalo para a época.

Sessenta anos após o surgimento do movimento pentecostal, começa a se formar outro segmento, identificado mais tarde por neopentecostal. Os neopentecostais são igrejas oriundas do pentecostalismo original ou mesmo das igrejas tradicionais.

Temos presenciado uma nova formatação do pentecostalismo no Brasil, para além do neopentecostal. Novas alternativas de expressão de fé estão sendo criadas. Igrejas autônomas voltadas para públicos específicos, mais próximas da realidade desses grupos. Podemos citar dentre essas, comunidades que, em seu início, foram criadas em torno de tribos urbanas7 específicas, como, por exemplo, “Caverna de Adulão” e “Bola de Neve Church”.

Segundo a socióloga brasileira Léa Perez (2001, p.24), o surgimento destas igrejas voltadas para nichos sociais à expressão religiosa da sociedade contemporânea pode ser atribuído à recomposição do religioso que se dá:

sob uma ótica de fluidez que, mais do que se referir a um conjunto de crenças e de práticas, diz respeito a uma sensibilidade religiosa que remete, sobretudo, àquilo que – não importa sob que forma de expressão – nos une a uma comunidade, a uma ambiência, repleta de comunhão, de mistério, de encantamento, enfim, de efervescência. Trata-se de privilegiar o estar-junto, isto é, a dimensão de religação (religare) própria do religioso, como elemento fundamental de sociedade e experimentação do mundo.

Indivíduos, na maioria das vezes, jovens, com um estilo de vida semelhante, buscam novas igrejas, “um estar-junto vivido enquanto experiência estética, sensível, afetiva do eu junto com o outro”. Não se busca mudança de vida a partir de padrões estabelecidos pela divindade, mas um Deus que vá mais ao encontro do estilo de vida do indivíduo.

Citando o antropólogo francês Pierre Sanchis (1997), o campo religioso é hoje cada vez menos o campo das religiões. O homem de fé, na ânsia de compor um universo-para-si, tende a não se sujeitar às definições que as instituições lhe propõem dos elementos de sua própria existência. E, nessa busca, o indivíduo se afasta das instituições religiosas tradicionais e se aproxima de formas alternativas do sagrado.

Dentre os “criadores”, se assim podemos chamá-los, dessa nova fase do pentecostalismo evangélico, temos os sujeitos que iniciaram o movimento underground cristão e jovens evangélicos de vertentes mais tradicionais à época da criação. No entrecruzamento entre os dois grupos, surge um fenômeno mais sólido.
O UNDERGROUND CRISTÃO NO BRASIL

O movimento underground cristão no Brasil começa a se consolidar a partir da década de 1980, embora muito antes, já em meados de 1960, o underground tenha experimentado uma explosão mundo afora, caracterizado por mobilização e contestação social, apregoando o espírito libertário e mudanças de comportamento.

Principalmente nesse início, o underground cristão brasileiro esteve intimamente ligado à música, como poderosa forma de expressão, num período em que novos gêneros musicais ganhavam força no país: heavy metal, gótico, hip hop. Tal fenômeno compreendia também avançar na evangelização dos segmentos jovens urbanos excluídos dos proselitismos evangélicos e católicos.

Os novos agrupamentos possuem normas e regras particulares, gosto estético-artístico peculiar e injetam novos ânimos e confrontos nas religiosidades cristãs, propondo diferentes redes de territorialidades urbanas no âmago da sociedade. A configuração cultural pelos atores é a própria informalização do espaço, da territorialidade flexível e das tribos urbanas. O sagrado constituindo um dos principais elementos de produção do espaço. A Caverna de Adulão surge nesse contexto. Segundo descrição da história da comunidade presente em seu próprio site:

A Caverna teve início em 92 [1992], quando alguns jovens despertaram-se para a necessidade de se levar a mensagem do cristianismo à grande tribo de headbangers existente naquela época em Belo Horizonte, cidade considerada a capital nacional do heavy metal. Aquele grupo de jovens conhecia bem o modo de pensar, as revoltas e os anseios daqueles cabeludos e, por isso, sabia que, de uma maneira geral, as igrejas estabelecidas não conseguiam se comunicar com aquela tribo. Muitos bangers tiveram uma experiência com o evangelho e passaram a, juntos, vivenciar o cristianismo. Com o decorrer dos anos, o ministério passou a atrair outras pessoas também desvinculadas da sociedade estabelecida, como esotéricos e toda sorte de malucos. E, em 1995, após tentar trabalhar com algumas igrejas, o grupo recebe a ajuda de outros cristãos e decide constituir-se como Comunidade.

A criação da comunidade teve como principais expoentes os pastores Eduardo Lucas e Fábio de Carvalho, que começaram a se reunir com algumas pessoas marginalizadas por igrejas tradicionais ou em busca de outras expressões de fé.

O nome Caverna de Adulão tem origem no livro de Samuel, que diz: “Davi retirou-se dali e se refugiou na caverna de Adulão; quando ouviram isso, seus irmãos e toda a casa de seu pai, desceram ali para ter com ele. Ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto, e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito, e ele se fez chefe deles; e eram com ele uns quatrocentos homens” (BÍBLIA, I Samuel 22: 1-2).

A caverna funciona como o abrigo de Davi contra a perseguição de Saul. Nas interpretações bíblicas, o local passa a adquirir o significado de refúgio, descanso, lugar de tratamento espiritual, de contato com Deus. Adulão foi uma das cidades pertencentes à região de Canaã, próxima à Estrada Romana no Vale de Elá, onde Davi derrotou Golias.

Por revelar uma mensagem de acolhimento aos excluídos, a passagem passa a ser incorporada e vivida no cotidiano, ajudando a compor mais tarde o nome da comunidade, consagrado pelo uso corrente.
A INFORMAÇÃO MULTIFACETADA NA CAVERNA DE ADULÃO

O principal elo entre a pluralidade de preferências, vestimentas, performances, posturas, idades e discursos dentro da Caverna de Adulão é a fé cristã.

Em comunidade, os frequentadores partilham histórias de vida, visões de mundo, discursos políticos e outros processos socializadores e cognitivos. Desde a roupa, passando pelos acessórios, pela postura física até chegar à linguagem verbal, o corpo é informação circulante. Cada indivíduo constitui um conjunto de informações. No coletivo, a comunidade constitui outro, maior e diversificado. O espaço físico também anuncia sua configuração. O público fornece funcionalidade e identidade ao espaço. A Caverna está, primeiro, em cada um deles.

Ao propor uma diferente atmosfera e outro significado de pertencimento, o movimento underground cristão ajuda a estruturar a “Nova Igreja”, que retoma elementos das igrejas anteriores, com seus aspectos já conhecidos, e os reinterpreta, recodifica, inserindo recursos inéditos e fugindo da institucionalização.

­­­­­­­­­­­Os representantes dessa nova configuração de igreja operam relativamente distantes da lógica de sociedades disciplinares e meios de confinamento, características observadas, em maior ou menor grau, nas grandes igrejas ou, grosso modo, igrejas tradicionais. Nesse sentido, é válido indagar se seriam as igrejas alternativas iniciadoras, ainda que gradativamente, de uma nova reforma. O quanto esta reforma traria consigo de inédito e pujante? Questões ainda sem respostas, já que se trata de um movimento recente, do qual ainda é difícil obter distanciamento e medir o impacto.

É relatada uma dificuldade inicial de aceitação e de reconhecimento da Caverna enquanto expressão cristã por algumas igrejas protestantes. Mais tarde, quando essas começaram a enfrentar problemas com membros de comportamento típico dos já “marginalizados”, aceitos na e formadores da Caverna, é que se inicia uma aproximação e diálogo entre tais. De qualquer forma, é como se o próprio movimento underground cristão ultrapasse as barreiras a ele impostas e brotasse também fora de seu círculo: um novo underground está nascendo.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao longo do trabalho de campo e das muitas reflexões realizadas Caverna adentro, foi possível aprender muito, desconstruir outro tanto, experienciar mundos tão particulares e ao mesmo tempo tão universais. É como se também nós, enquanto pesquisadores, seres curiosos por excelência, nos somássemos ao corpo de quatrocentos homens reunidos a Davi. Como quem visita com cuidado um terreno desconhecido pela primeira vez, alvo de mitificação, tal qual a figura de uma caverna, fomos descobrindo as nuances, os desníveis e a trajetória humana preexistentes naquele local.

Vivenciamos o Sagrado de maneira completa, perpassando por todos os seus elementos8: o mysterium – que arrebata e comove –, o tremendum – que nos faz tremer, nos causa calafrios – e o facinans – cuja experiência é capaz de maravilhar, seduzir, nos embriagar. Em nossos sentimentos, o divino se apresentou como mistério inefável, suprarracional. Ser numinoso, qualitativamente diferente, exercendo uma estranha harmonia de contrastes: um temor e, ao mesmo tempo, uma atração que fascina e cativa, que arrebata.

Atravessado por fé, tempo, manifestações da fé através do tempo, História, contracultura e os novíssimos arranjos culturais da contemporaneidade, o panorama final revela um retrato intenso, vibrante, mas que não se mostra por inteiro de imediato, pois está revestido de serenidade, de fluidez, de transitoriedade, de múltiplas interpretações. Como na atmosfera de uma caverna, seus contornos vão aparecendo aos poucos, numa construção de sentido e de força gradual, que produzem o entendimento.

O quadro feito se torna a memória viva do espaço e de cada um de nós pesquisadores, documentando e ilustrando esse rico processo, esse momento, tal como fazem as pinturas rupestres, ainda sem se saber de sua importância, mas evidenciando um legado, estéticas, informando sobre uma época, eternizando um povo e um período.

Se nossa escrita não eterniza a Caverna, a comunidade segue, ao menos, permanecendo em nós. Também nos tornamos uma parte desse mosaico vivo, da ceia na caverna. O mosaico é a ceia em construção, onde todos têm lugar.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA, Livro I Samuel. Bíblia Sagrada. (1993). Trad. de: João Ferreira de Almeida e Atualizada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). I Samuel 22, vers. 1-2.

Disponível em: . Acesso em 25.maio.2014.

BROTTO, Júlio Cézar de Paula. (2013). Heavy Metal Cristão: sacralizando o profano ou profanando o sagrado? Tear Online, São Leopoldo, v.2, n.2, p. 158-166, jul.-dez. Disponível em: . Acesso em 15.maio.2014.

OTTO, Rudolf. (1992). O Sagrado. Sobre o Irracional na Ideia do Divino e sua Relação com o Irracional. Lisboa: Edições 70.

PEREZ, Léa Freitas. (2001). Breves notas e reflexões sobre a religiosidade brasileira. Disponível em: . Acesso em: 05.maio.2014.

SANCHIS, Pierre. (1997). “As religiões dos brasileiros”. Horizonte, v.1, n.2. Belo Horizonte.

Site:

Caverna de Adulão. < http://www.cavernadeadulao.org/blog/>.



1 Graduanda do 10ª período do curso de Ciências Sociais na Universidade Federal de Minas Gerais, Estado Minas Gerais, Brasil.

2 Graduando do 10º período do curso de Ciências Sociais na Universidade Federal de Minas Gerais, Estado Minas Gerais, Brasil.

3 Reformulação de trabalho apresentado como conclusão de atividades da disciplina Tecnologia, Política e Sociedade, ofertada pelo curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Minas Gerais, ministrada pelo professor Juri Castelfranchi no primeiro semestre de 2014.

4 Cruz vazada: A imagem da cruz presente na Igreja Católica simboliza o Calvário de Jesus Cristo. Seu corpo pregado junto ao objeto enfatiza o sacrifício e a doação pela humanidade. Por outro lado, a cruz vazada representa a superação da morte, evidenciando a ressurreição de Cristo.


5 Hipster: subcultura da classe média urbana alternativa que cria, reinventa ou se apropria de outras subculturas.

6 Headbanger: subcultura de fãs de heavy metal e suas variantes.

7 Segundo o teólogo brasileiro Júlio Cézar Brotto (2013, p.162): “O termo tribo urbana suscita muitas polêmicas entre os cientistas sociais, embora seja largamente usado pelos meios de comunicação social para designar a emergência de microgrupos, principalmente juvenis, nas metrópoles [...] o termo ‘tribo’, em seu domínio original foi utilizado pela antropologia para descrever a organização de sociedades que se constituíram em objetos de estudo. Deslocou-se o termo originariamente utilizado para designar pequenos grupos bem demarcados, com regras e costumes específicos, para indicar um estilo de vida homogêneo e massificado das grandes cidades”.

8 Rudolf Otto (1992) teorizou sobre os elementos do sagrado em O Sagrado. Sobre o Irracional na Ideia do Divino e sua Relação com o Irracional.





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