Futebol e ideologia nacional estão profundamente relacionados3, seja na expansão cultural britânica do século XIX, no nacional



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Encontro09.09.2017
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Cada sociedade constrói sua identidade conforme a visão que tem de si mesmma e do univrso circundante.

A identidade não poderia ter outra forma senão fque a narrativa.

A construção da identidade é indisociável da narrativa.

No Brasil não temos uma identidade nacional pura devido a missigelânea de credos e de povos que habitam o Brasil.

O modernismo questiona oRomantismo.

Em Macunaíma um herói sem caráter, elenasce índio, torna-se negro e entra em uma fonte e vira branco.que ela narra a si mesma sobre si mesmae destas narrativas poderse-ia extrair a própria excência da definição implícita na qual esta coletividade se encontra, portanto a construção da identidade é indicio indissociável da narrativa e conseqüentemente da literatura.


A nossa identidade é construída pela nossa individualidade, ou seja somos diferentes, porém morando em Curitiba temos uma identidade em comum.

O que nos singulariza, nos define da identidade portuguesa é nossa cultura.

A edentidade está ligada a cultura e a sociedade.

Vivemos nos tempos pós-modernos.

Nossa cultura é formada por diferenças.

Devido a nossa falta de raízes nossa identidade se forjou através de um passado inventado.


Texto ditado pela professora

Ricoeur afirma que a identidade não poderia ter outra forma do que a narrativa, pois definir-se é em última estância narrar. Uma coletivade ou um indivíduo se definiria portanto através de histórias


Identidade
José Gabriel Pereira Bastos

Susana Pereira Bastos

Portugal Multicultural Lisboa, Fim de Século, 1999, pp. 11-12.
A identidade é um organizador psicossociológico, sócio-histórico e político complexo, na medida em que se processa tanto no nível pessoal e interpessoal

como no nível transpessoal e no nível político, das relações internacionais, e decorre tanto de processos de identificação subjectiva e de auto-atribuição

como de processos de identificação objectivante e de hetero-atribuição que frequentemente descoincidem. Para os fins deste trabalho, definimos identificação

objectivante, no nível político de análise, como aquela que é produzida pelos serviços de identificação dos Estados, discriminando entre "nacionais" e

diferentes tipos de "estrangeiros", eles próprios, na generalidade, "nacionais" provenientes de outros Estados internacionalmente reconhecidos como tais.

A identificação objectivante consubstancia-se em "documentos de identificação" e a sua memória encontra-se depositada em arquivos "nacionais". O estado

das relações económicas e políticas internacionais e das ideologias que se lhe associam é relevante para a determinação de estratégias pelas quais os governos

dos Estados ora "apagam" a identidade étnica, afirmando a abrangência da identidade nacional, ora a prescrutam e a "fixam" em documentos oficiais objectivantes,

tornando a identidade nacional o privilégio de uma maioria ou até mesmo de uma minoria dominante).
futebol e ideologia nacional estão profundamente relacionados3, seja na expansão cultural britânica do século XIX, no nacional-socialismo alemão ou na formação na ditadura militar brasileira.
O início do século XX

Marcados de maneira significativa pela presença de uma massa de europeus que migravam desde o final do século XIX, os primeiros clubes de futebol surgiram no Brasil no início do século XX. Apesar dos dados sobre a imigração serem dispersos, estudo recente apresenta o seguinte quadro para o período de 1884

a 19394:
Imigração Brasileira - 1884 a 1939
Concentrados nas principais cidades brasileiras - principalmente Rio de Janeiro e São Paulo - esses imigrantes contribuíram direta ou indiretamente para a disseminação dos esportes em geral e para fundação de clubes esportivos, em especial de futebol.
Portanto, a inserção desses imigrantes e da prática futebolística no Brasil, coincide com o movimento de expansão do capital internacional – liderado principalmente pela Inglaterra - pela rápida modernização da economia e da sociedade brasileira. Compõem esse quadro de reestruturação, o fim do trabalho escravo (1888) - que era justamente substituído pelo trabalho livre do imigrante - e a instauração do regime republicano (1889).

De qualquer modo, para as elites brasileiras a imigração era um aspecto da modernização civilizadora pela qual passava o país, sendo a fundação de clubes de futebol também reconhecida como parte desse processo.


Desse modo, o desenvolvimento de práticas esportivas em geral passou a ser considerado uma forma de atenuar as tensões políticas. Fundado em princípios liberais e ainda em fase de constituição enquanto direção política na sociedade de novo tipo - a sociedade de livre mercado - o Estado e as elites não

tinham sobre o conjunto da sociedade um projeto ordenado de organização e disciplina, senão aquele colocado pela lógica da modernização capitalista, ainda não suficientemente absorvido.

O cinema e a identidadenacional

Em meados da década de 50, começa a surgir uma estética nacional. Nesta época são produzidos Agulha no palheiro (1953), de Alex Viany, Rio 40 graus (1955), de Nelson Pereira dos Santos, e O grande momento (1958), de Roberto Santos, inspirados no neo-realismo italiano. A temática e os personagens começam a expressar uma identidade nacional e lançam a semente do Cinema Novo. Paralelamente, destaca-se o cinema de Anselmo Duarte, premiado em Cannes, em 1962,

com O pagador de promessas, e dos diretores Walther Hugo Khouri, Roberto Farias (Assalto ao trem pagador) e Luís Sérgio Person (São Paulo S.A.).
"Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça" é o lema de cineastas que, nos anos 60, se propõem a realizar filmes de autor, baratos, com preocupações sociais e enraizados na cultura brasileira. Vidas secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, é o precursor. Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha,

e Os fuzis, de Rui Guerra, também pertencem à primeira fase, concentrada na temática rural, que aborda problemas básicos da sociedade brasileira, como

a miséria dos camponeses nordestinos. Após o golpe de 64, a abordagem centraliza-se na classe média urbana, como em A falecida, de Leon Hirszman, O desafio,

de Paulo César Sarraceni, e A grande cidade, de Carlos Diegues, que imprimem nova dimensão ao cinema nacional.


o Cinema Novo. Nesses filmes predomina uma linguagem nacional e de caráter popular, que se distingue daquela do cinema comercial americano, presente em

seus últimos filmes, como Cabeças cortadas (1970), filmado na Espanha, e A idade da terra (1980).


Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988) nasce no Rio de Janeiro e cursa a UFRJ. Recebe influências do professor do cinema mudo e fundador do primerio cineclube

Cinema marginal


No final da década de 60, jovens diretores ligados de início ao Cinema Novo vão, aos poucos, rompendo com a antiga tendência, em busca de novos padrões estéticos. O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla, e Matou a família e foi ao cinema, de Júlio Bressane, são os filmes-chave dessa corrente underground

alinhada com o movimento mundial de contracultura e com a explosão do tropicalismo na MPB.


Dois autores têm, em São Paulo, suas obras consideradas como inspiradoras do cinema marginal: Ozualdo Candeias (A margem) e o diretor, ator e roteirista

José Mojica Marins (No auge do desespero, À meia-noite levarei sua alma), mais



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