Francisco álvares florence



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PROJETO DE LEI Nº 1277, DE 2009
Dá denominação de "FRANCISCO ÁLVARES FLORENCE", ao viaduto na Rodovia SP 215, Km 20, no Município de Vargem Grande do Sul.



A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:

Artigo 1º - Passa a denominar-se "Francisco Álvares Florence” o viaduto na Rodovia SP 215, Km 20, no Município de Vargem Grande do Sul.
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.


JUSTIFICATIVA

Francisco Álvares Florence nasceu em Pinhal, em 20 de fevereiro de 1896. Descendia de uma longa linhagem de notórios paulistas como o bandeirante Amador Bueno da Veiga, o médico e político Francisco Álvares Machado e Vasconcelos, o primeiro a realizar operações de catarata no Brasil e do francês, pintor e inventor, Hércules Florence, que participou da expedição Langsdorff, entre 1825 e 1829.


Viveu sua infância e parte de sua juventude na cidade de Pinhal. Estudou em colégios de Campinas e Ouro Fino. Formou-se em medicina na Faculdade Nacional de Medicina, da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro.
Em 1920, casou-se com Angelina Motta Florence e, por sugestão de Luiz Oricchio Neto, abriu consultório em Vargem Grande do Sul. Logo, tornou-se o popular Dr. Chico, típico médico do interior, clínico geral, extremamente dedicado à sua clientela, que atendia, com o mesmo empenho e dedicação, a população mais carente.

Em Vargem Grande participou da luta pela emancipação político-administrativa, do município, ao lado do Capitão Belarmino.


Em 1923, fundou a primeira Indústria Cerâmica de Vargem Grande, em associação com Luiz Malatesta e o Cap. Francisco Ribeiro da Costa. Inicialmente denominada Malatesta e Cia. Ltda, situada à margem da Estrada de Ferro Mogiana, foi renomeada Sociedade Oeste Paulista Industrial Ltda em 1924.
Outra iniciativa pioneira e arrojada foi sua participação como sócio-fundador do Banco Agrícola de Vargem Grande.
Em 1923, iniciou sua carreira política, eleito como vereador, pelo PRP e escolhido Presidente da Câmara Municipal. Sua trajetória, marcada pelo pioneirismo político, impulsionando o desenvolvimento econômico do município, tornando-se referência na sua carreira.
Em 1926, Álvares Florence regressou com a família para Espírito Santo do Pinhal, mantendo, a despeito disso, fortes vínculos afetivos e de negócios com Vargem Grande.
Em 1932, participou ativamente da Revolução Constitucionalista. Foi um dos redatores do jornal “9 DE JULHO” órgão do MMDC de Pinhal.
Dois anos após, foi candidato a deputado estadual, pelo PRP. Apesar dos expressivos 2.000 votos para a época, não obteve a vaga no segundo turno.
Em 2 de julho de 1940, o Dr. Florence foi nomeado prefeito de Pinhal. Sua gestão, de quase 7 anos, teve um predominante viés social. Suas principais obras concentraram-se nas áreas da educação, saúde, cultura, esporte e lazer. Porém sua atuação foi ampla, tratou desde o calçamento das vias públicas, até mesmo de uma ampla reforma do precário cemitério municipal.
Entre outras realizações, criou a primeira Escola Normal da cidade, construiu a Escola Agrícola, o Museu e Biblioteca Abelardo Vergueiro César, um Posto de Puericultura, um Centro de Saúde, o calçamento de 16 quarteirões no centro da cidade, uma Biblioteca Infantil, um moderno Parque Infantil, que mais tarde seria denominado Francisco Álvares Florence, instalou um Banco do Estado e uma agência da Caixa Econômica Federal. Na época, a cidade viveu expressivo “surto de desenvolvimento”, jamais visto em Pinhal.
Ao final da gestão, Álvares Florence recebeu o aval popular. Candidato a uma vaga na Assembleia paulista, obteve mais de 50% dos votos válidos para deputado na cidade, fato raro na política paulista. Também teve expressivo número de votos em Vargem Grande, que lhe permitiram ser eleito com quase 4.500 votos, pelo PSD. A eleição para deputados em 1947 foi extremamente disputada. Além da escolha de deputados constituintes, reconstruía-se a democracia, tão almejada no período pós- guerra.
O curto período como deputado também foi muito expressivo. Mesmo com as atenções voltadas, a maior parte do tempo, para os trabalhos da Constituinte, desenvolveu outro perfil típico: Álvares Florence foi um deputado preocupado com suas bases, com o que o Governo do Estado poderia contribuir para o desenvolvimento de sua cidade e região. Assim, apresentou diversas solicitações, envolvendo desde a construção de escolas, até estradas. No plano legislativo, destacou-se também na elaboração da Lei Orgânica dos Municípios de 1947.
Em 12 de março de 1948, foi escolhido pela bancada do PSD, que contava com nomes como Epaminondas Lobo, Ulysses Guimarães e Castello Branco, para concorrer à Presidência da Assembleia, contra o candidato da situação Deputado Mário Beni, que contava com o apoio do então governador do Estado Adhemar de Barros.
A disputa foi das mais acirradas a que a Assembléia assistiu. O processo de eleição durou dois meses e só foi resolvido em uma dramática segunda votação. Álvares Florence teve 34 votos contra 28 de Mário Beni. Sua vitória representou uma afirmação categórica da independência do Poder Legislativo. Era dia 13 de maio de 1948.
Em 29 de julho de 1948, menos de três meses após a posse na Presidência da Assembléia, Álvares Florence sofreu um acidente automobilístico, no início da Via Anhanguera, quando se dirigia a Pinhal. O acidente vitimou seu pai, o Capitão Alberto Florence e dois dias após veio a falecer, na Clínica Godoy Moreira, em São Paulo.
Francisco Álvares Florence vem recebendo justas e merecidas homenagens póstumas. Em dezembro de 1948, por iniciativa do Deputado Antônio Sylvio da Cunha Bueno, o nome de Francisco Álvares Florence foi atribuído ao hoje município de Álvares Florence, em projeto aprovado por unanimidade. Em 1954, foi a vez de Pinhal, sua cidade natal, prestar-lhe a sua homenagem, com a construção de um monumento, obra realizada pelo conhecido escultor Luís Morrone.
São estas as razões que me permitem pedir o apoio de meus pares desta Casa de Leis para aprovação deste projeto de lei que tem por objetivo prestigiar a história de tão importante cidadão.

Sala das Sessões, em 27-11-2009.
a) Mauro Bragato - PSDB





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