Fossas sépticas imnhoff da estaçÃo de tratamento de esgotos – Lei Complementar nº 09/96, localizada na esquina da Av



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FOSSAS SÉPTICAS IMNHOFF DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTOS – Lei Complementar nº 09/96, localizada na esquina da Av. Dr. Ismael Alonso Y Alonso com R. Couto Magalhães, Jardim Consolação


Tratamento de esgotos. Fundação Tratamento de esgotos. Desoneradores, Tanques Tanques Imhoff. Imhoff e Câmara Seccagem.

Em agosto de 1936, após vencer as eleições, Antônio Barbosa Filho, assumiu a administração municipal trazendo o grande desafio de ampliar o fornecimento de água e esgoto aos bairros carentes desse serviço, além de garantir a melhor qualidade do produto, agora muito questionado pela população e pela imprensa local.

Assim que assumiu a condição de prefeito, Antônio Barbosa Filho, em conjunto com seus assessores, organizou um plano de abastecimento para a cidade, o qual seria necessária a realização de um empréstimo junto ao governo do Estado.

Em 24 de fevereiro de 1937, o prefeito recebeu a autorização do empréstimo no valor de 4.508:873$300, para que o município pudesse ampliar seus serviços de abastecimento de água e tratamento de esgotos.

Tendo sido aprovado o empréstimo, a prefeitura oficializou um contrato com a Companhia Geral de Obras e Construção S/A – GEOBRA, que se comprometia a construir as obras de ampliação da captação de água e instalação de redes de esgoto, que tanto se faziam necessárias para a melhoria da saúde e higiene da população francana.

O contrato assinado entre a prefeitura e a GEOBRA em 27 de fevereiro de 1937 pode ser avaliado como o mais importante serviço de abastecimento de água e esgoto implantado até então, em Franca.

Iniciada em 21 de março de 1937 e sendo concluída em outubro de 1939, as obras implantadas trouxeram importantes modificações no sistema que vigorava até então.

O serviço de tratamento de esgoto em Franca no período de 1937 e 1957 era feito pelo processo de decantação simples, iniciado com um “poço de visita” montante da caixa de areia onde chega o material fecal para ser processado. Em seguida, duas caixas de areia com duas células ou câmaras (uma em serviço outra em limpeza) distribuem o material para as duas unidades “decanto-digestoras” do tipo “imhoff”, ou seja, as duas unidades de tanque em forma de “oito” onde era feito o tratamento do material, separando o lodo do líquido, formando gases que eram eliminados por cima.o lodo ia para o .leito de secagem e o líquido para o córrego receptor. O último processo do tratamento consistia em levar o lodo para os seis “Leitos de Secagem” e depois ser utilizado na agricultura como adubo.

Em linhas gerais, esse era o processo de tratamento de esgoto de Franca, um dos mais modernos da época, cujo sistema deu origem ao atual sistema que vigora em nossa cidade.



Dados do coreto tombado pelo decreto 9.133 de 26/08/2008.

Dados do Coreto

Bem Tombado: Coreto da Praça Sabino Loureiro

Localização: Bairro da Estação

Data da Construção: 1 º CORETO 1908.

Construido pelo Prefeito Coronel Martiniano de Andrade.

Reformada na década de 1930 pelo arquiteto francês Chauviére.

Finalidade Atual: Compõe a Arquitetura da Praça - Lazer.

Área: 2.095m².

Breve Histórico da Praça e do Coreto

A primeira referência histórica do local em tela, quem nos fornece é uma Ata da Câmara Municipal de 1892, situada no Arquivo Histórico Municipal “Capitão Hipólito Antônio Pinheiro” que diz: “... Indico que está Câmara oficie ao chefe do Tráfego da Companhia Mogyana, afim de que o mesmo mande demolir o curral que actualmente serve de embarque á gados, fazendo-on’ outro logar visto o existente estar na Praça da Estação e alinhamento da rua “... Temos também o historiador Fransérgio Follis, em sua obra – Estação: Bairro – Centro, contando “... Na última década do século XIX, esta praça, ainda conhecida como Largo da Estação, era utilizada como curral de embarque de gado pela Cia. Mogiana e em 1908 o então prefeito Cel. Martiniano de Andrade construiu um coreto e plantou algumas árvores no local”.

Sem pavimentação e sem arborização, ela se manteve até o início do século XX e foi ponto de chegada de quase todos os viajantes e migrantes que aportavam na cidade. Daí, ser o ponto das charretes e dos bondes puxados a burros, mais tarde, também ponto dos carros de “praça”.

Quanto ao uso do Coreto, através de uma Ata da sessão ordinária da Câmara Municipal em 07 de Maio de 1920, temos o seguinte: “.. requerimento do cidadão Antônio Martins Coelho, em nome dos habitantes do bairro da Estação, pedindo um auxílio de cincoenta mil réis, mensaes para gratificação da banda musical “Euterpe São Sebastião” pelas digo, para que a mesma faça retretas no coreto existe naquelle bairro. Julgado motivo de deliberação, vae às commissões de Justiça e Finanças...”.



A Praça Sabino Loureiro, foi assim denominada em 1929. Na década de 1930 ela recebeu um projeto urbano-paisagístico feito por um arquiteto francês Chauviére, que era o arquiteto oficial da cidade e estava remodelando quatro praças da cidade, inclusive a Praça Nossa Senhora da Conceição.

Em relação a essa obra, temos o seguinte comentário do Arquiteto e Historiador Paulo Queen: “O desenho arquitetônico obedece a formas geométricas bem definidas e cortando-se-a em dois eixos, longitudinal e transversal, observa-se a simetria do traçado. Ao centro foi construído um coreto de concreto e alvenaria e a sua forma arquitetônica lembra um chapéu muito usado pelos rapazes daqueles anos”.


Entre os anos de 1956 e 1960, administração do Prefeito Onofre Gosuen, foi colocado na praça o monumento: “O menino tirando estrepe, a “ Estátua da Criança” a “Estátua da República” e o Serviço de Alto-Falantes Zig-Zag.

O local, na época era muito utilizado pelos jovens do bairro para footing, comícios, encontros para namoro patrocinado pelos Alto-Falantes e principalmente ponto de passagem de transeuntes que se locomovem de um bairro para outro.


Fig. 01 Coreto na década de 1930.


Em 1962 o prefeito Flávio Rocha realizou reformas nesta praça, onde foi trocado a antiga pavimentação de pedra em tamanhos retangulares pelo piso em petit pavê. Instalou também a iluminação a vapor de mercúrio, e remodelação dos canteiros, mas especificamente na vegetação.



Fig. 02 Década de 1950 e 1960

CORETO EM 2009




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