Fortebraccio teatro



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Encontro03.05.2017
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fortebraccio teatro


UBU

ACORRENTADO
de

Alfred Jarry

Dentro do projeto RADIOVISIONI, já envolvido na re-escritura do mito de Édipo ( BUIO RE _da Edipo a Edipo in Radiovisione_2003) e em uma secção especifica de Hamlet (Per Ecuba_Amleto, neutro plurale_2004), apresentamos as personagens “Ubu” , numa das mais atuais declinações deles.

O texto de Jarry, de 1899, setenta anos antes da primeira representação italiana, finaliza um caminho que desde “umanotroppoumano” levou ao campo de ação e pensamento.
aos muitos donos

que consolidaram a sua coroa

quando ele era rei,

UBU Acorrentado

oferece a homenagem dos seus grilhões”

Com esta dedicatória Alfred Jarry apresenta-nos um dos episódios seguintes do Ubu Rei.

UBU Acorrentado é um hino à liberdade através da mitificação da escravidão.

A obra parece o manifesto filosófico-político das marionetes de Jarry, capazes, dentro um mundo artificial, paralelo, outro, duplo, terceiro, diferente, patafisico( “ciência das soluções imaginárias”) de refletir entre extremismos e paradoxos sobre a natureza do espírito, das coisas e das relações.


Pai Ubu, depois que foi rei da Polonia e de Argona, quer ser o mais escravo dos homens.

Numa sorte de carreira, começa como engraxate para depois virar mordomo para todo tipo de serviço, servo chicotado, preso, processado, acorrentado, exilado e ao fim escravo remador num barco turco.


Mas quanto mais ele procura servir os outros, mais os outros reconhecem-no como o mais livre dos homens. Tão livre a ponto de ter a liberdade de ser escravo.

Pai Ubu torna-se um exemplo para muitos homens que, livres, procuram se acorrentar também e aclama-lo outra vez rei e tornando ineficaz o propósito inicial dele.


Liberdade e escravidão estão dentro do mesmo conceito simultaneamente.

É um paradoxo que determinou as modalidades de pesquisa.

Talvez pela cara reflexão sobre o ator, sobre o estar em cena, sobre o ser autor de si mesmo, e talvez também pela relação de Jarry com Ubu, pela ligação entre eles , posse e dependência, a questão mais interessante, para nós, parece ser aquela da identidade, do ponto de vista, dos papeis.

Nós procuramos um modo para ser no mesmo tempo Ubu e Jarry, então não somente a marionete , ou a mão que a amima, não só o fantoche e quem manipula os fios, mas também o autor em frente aquelas formas de si mesmo que se transformam em suas obras.

Mas se a pesquisa é o fim e não o meio, o interessante para nós é o processo criativo e não a obra criada.
Neste caminho encontramos a realidade virtual.

Através de um exoesqueleto capaz de enviar informações para um computador, podemos traduzir as ações físicas do ator em cena, ao vivo, em imagens digitais, retratando-as e colocando-as em outras ambientações respeito aquelas reais.

Com a utilização da “motion capture” é possível realizar, com a colaboração de Andrea Brogi, professor de Realidades Virtuais da Universidade de Milão, o encadeamento também tecnológico; temos a possibilidade de multiplicar-nos e desenvolver o espectáculo numa reflexão fundamental:

Quanto mais a tecnologia “acorrenta” o ator sobre o palco, mais a personagem virtual correspondente torna-se livre.


Naquilo que parece um “concerto cénico” procedemos, como Ubu, por diferentes graus.

O primeiro é o da amplificação.

Um microfone pela voz é a primeira etapa da “prisão”.

Isso corresponde com a declaração inicial de Pai Ubu sobre a intenção de ser escravo. Mas também é possível imaginar o exoesqueleto como um microfone do corpo que o amplifica e o torna visível e mutável, multiplicando-o e reinventando-o também graficamente.


Acrescentamos controles e tecnicismos, instrumentos ligados às conquistas dos Ubus, vinculados, pendurados e encadeados a máquinas e computadores.
A liberade e a escravidão! diz uma personagem.

Como se o teatro fosse verdadeiramente um encontro numa terra de fronteira.

Nós vamos com Ubu, como se fosse um Dummy, um manequim de “crash-test”, um daqueles bonecos utilizados nos experimentos de segurança, para descobrir o efeito de serem ligados aos bancos e deitados contra uma parede. Nós estamos dentro e fora, em balanço, duplicados da quem nos corresponde em cena enquanto estamos na mesma.

Esperando o air-bag!



fortebraccio teatro

UBU

ACORRENTADO

de

Alfred Jarry


Adaptação e direcão

Roberto Latini
Música e assistente de direcão

Gianluca Misiti
Ambientes digitais interativos

Andrea Brogi
Luzes e direção técnica

Max Mugnai
direção Cénica

Dario Palombo


com

Roberto Latini

e

Paolo Pasteris


Organízação

Esmeralda Villalobos
Acessoria de Imprensa

Matilde De Luna
Administração

Costanza Vinciguerra

www.fortebraccioteatro.com



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