Fatores que influenciam a Motivação e a Aderência em alunos de um programa privado de Reabilitação Cardíaca”



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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE

ADESÃO AO EXERCÍCIO EM PROGRAMA PRIVADO DE REABILITAÇÃO CARDÍACA.”

Patrícia Helena Poggio Cortez Franulovic

SÃO PAULO

2004

ADESÃO AO EXERCÍCIO EM PROGRAMA PRIVADO DE REABILITAÇÃO CARDÍACA.”



PATRÍCIA HELENA POGGIO CORTEZ FRANULOVIC

Dissertação apresentada à Escola de


Educação Física e Esporte da

Universidade de São Paulo, como

requisito parcial para obtenção do grau

de Mestre em Educação Física.

ORIENTADOR: PROF. DR. ANTONIO CARLOS SIMÕES

AGRADECIMENTOS

Ao Prof. Dr. Antonio Carlos Simões, meu orientador, com muita gratidão pela competência, tolerância, apoio e desafio constante;


Aos Profs. Drs. Taís Tinnucci e Nabil Gorayeb, por me impulsionarem positivamente nesta trajetória;
Aos alunos da Fitcor Aptidão Física e Saúde que participaram da pesquisa, pela total colaboração;
Aos professores e estagiários da Fitcor Aptidão Física e Saúde pela ajuda continua;
Aos amigos do Grupo de Estudos – GEPPSE pelas críticas e incentivo ao trabalho.
Ao meu marido Igor Franulovic pelo apoio e paciência constante.
Aos meus pais Beatriz e José Alberto pelo total apoio, incentivo e confiança.
A todos os amigos, professore e profissionais que participaram, direta ou indiretamente, desse processo.

Dedico este trabalho, com todo carinho, ao meu marido Igor e aos meus pais Beatriz e José Alberto, motivos do meu crescimento pessoal e profissional.

SUMÁRIO
Página

LISTA DE TABELAS ------------------------------------------------ 37

LISTA DE FIGURAS------------------------------------------------- 39

LISTA DE ANEXOS-------------------------------------------------- 40

LISTA DE APÊNDICES--------------------------------------------- 41

RESUMO


ABSTRACT

1 INTRODUÇÃO

2 OBJETIVOS

2.1 Geral

2.2 Específico

3 REVISÃO DA LITERATURA

3.1 Atividade Física e Saúde

3.2 Programa de Reabilitação Cardíaca

3.3. Motivação


    1. Motivação e Aderência em Programas de

Reabilitação Cardíaca

3.5 Modelos de Comportamento Frente ao Exercício



      1. Modelo de Crença de Saúde

      2. Teoria do Comportamento Planejado

3.5.3 Teoria da Proteção Motivacional

3.5.4 Teoria Sócio- Cognitiva




      1. Modelo Transteórico

3.5 Determinantes da adesão ao exercício

      1. Fatores Pessoais

3.5.2 Fatores Ambientais

4 HIPÓTESES

5 JUSTIFICATIVA

6 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO

7 MATERIAL E MÉTODO

7.1 Sujeitos

7.2 Coleta de dados

7.3 Instrumento

7.4 Fases de adaptação do instrumento

7.4.1 Validação do conteúdo

7.5 Metodologia Estatística

8 RESULTADOS E DISCUSSÃO

9 CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANEXOS

APÊNDICES



LISTA DE TABELAS

Página


TABELA 1. Porcentagem por faixa etária dos participantes da

pesquisa.--------------------------------------------------------------------------------------------84


TABELA 2. Dados obtidos com relação à formação

acadêmica dos participantes.------------------------------------------------------------------85


TABELA 3. Valores atribuídos as possíveis respostas com relação

à questão sobre a percepção dos alunos com relação a sua atual

condição física.------------------------------------------------------------------------------------86

TABELA 4. Dados obtidos com relação à percepção do participante

quanto a sua condição física atual.-----------------------------------------------------------87


TABELA 5. Resultados obtidos com relação à freqüência semanal

da prática de exercícios.------------------------------------------------------------------------88


TABELA 6. Valores Atribuídos às possíveis respostas da questão sobre

o tempo despendido com atividades físicas comparado a indivíduos

da mesma faixa etária e sexo.-----------------------------------------------------------------89
TABELA 7. Comparação de tempo de exercício com outras pessoas

da mesma faixa etária e sexo.-----------------------------------------------------------------90


TABELA 8. Resultados obtidos com relação à porcentagem de tempo

que estes alunos pesquisados se exercitam nas seguintes situações. -----------91


TABELA 9. Valores atribuídos para cada extensão de influência

das possíveis respostas para as cinco afirmações acima.----------------------------93


TABELA 10.Dados obtidos na primeira afirmação: Meu desejo

para exercitar-me é modificado por:---------------------------------------------------------94


TABELA 11. Dados obtidos na segunda afirmação: Meu desejo

para exercitar-me é motivado por minha/ meu _____ devido

à conseqüência em meu peso e aparência.-----------------------------------------------95
TABELA 12. Dados obtidos na terceira afirmação: É importante

para mim que meu/ minha ____ saiba que estou me exercitando. ----------------96


TABELA 13. Dados obtidos na quarta afirmação: É importante

para mim que meu/ minha ____ saiba que eu tenho sucesso e

atinjo meus objetivos no exercício.----------------------------------------------------------97
TABELA 14. Dados obtidos na quinta afirmação: É importante

para mim como meu minha/ minha ___ se sentiria se eu

parasse de me exercitar.----------------------------------------------------------------------98
TABELA 15. Valores atribuídos para o grau de concordância para

cada possível resposta as afirmações feitas.-------------------------------------------101


TABELA 16. Dados obtidos com relação ao grau de concordância

relacionados a cada grupo: auto-apresentação, benefícios psicológicos,

diversão, peso e aparência, prevenção de doenças, saúde e

fitness e aspectos sociais.-------------------------------------------------------------------102



LISTA DE FIGURAS

Página


FIGURA 1. Gráfico correspondente a porcentagem de indivíduos

por faixa etária.----------------------------------------------------------------------------------85


FIGURA 2. Gráfico correspondente a percepção dos alunos

pesquisados com relação as suas condições físicas.---------------------------------87


FIGURA 3. Gráfico correspondente a freqüência semanal da prática

de exercício.--------------------------------------------------------------------------------------88


FIGURA 4. Gráfico correspondente ao tempo dedicado aos exercícios

em relação a outros indivíduos do mesmo sexo e faixa etária.---------------------90


FIGURA 5. Gráfico correspondente à porcentagem de tempo que os

alunos se exercitam nas seguintes situações.------------------------------------------91


FIGURA 6. Gráfico correspondente aos resultados obtidos em

todas as afirmações feitas para se identificar a extensão de influência

do médico, esposa (o), amigos, parentes e outros na manutenção

de um comportamento ativo.-----------------------------------------------------------------99


FIGURA 7. Gráfico correspondente aos resultados obtidos com

relação aos motivos que fazem os indivíduos se manterem

dentro de um programa de exercícios.---------------------------------------------------102
LISTA DE ANEXOS
Página

ANEXO 1 Questionário de Motivação e Exercício Físico


  • Adaptado para a língua portuguesa .-----------------------------------------------110


ANEXO 2 Termo de consentimento informado pela instituição

Fitcor Aptidão Física e Saúde.------------------------------------------------------------118


ANEXO 3 Carta de Apresentação aos participantes----------------------------119

ANEXO 4 Termo de consentimento informado pelos

alunos participantes.------------------------------------------------------------------------120




LISTA DE APÊNDICES

Página
APÊNDICE 1 Material entregue a comissão julgadora.---------------------121


APÊNDICE 2 Questionário Original .----------------------------------------------133

RESUMO

ADESÃO AO EXERCÍCIO EM PROGRAMA PRIVADO DE REABILITAÇÃO CARDÍACA


Autora: PATRÍCIA HELENA POGGIO CORTEZ FRANULOVIC

Orientador: Prof. Dr. ANTONIO CARLOS SIMÕES

O presente estudo objetiva analisar no âmbito de uma clínica privada de Reabilitação Cardíaca, os motivos que fazem com que os alunos permaneçam dentro do programa de condicionamento físico. Para obter estas respostas um instrumento americano sobre motivação e exercício físico, foi traduzido e adaptado para a língua portuguesa e para o grupo estudado. Após a validação do mesmo, o questionário foi aplicado em indivíduos do sexo masculino, com idade entre 50 à 65 anos, com pelo menos cinco anos de condicionamento físico realizados na mesma instituição e que ainda exercem suas atividades profissionais. O Inventário é dividido em três partes, onde na primeira se pode analisar os dados biográficos dos alunos; na segunda parte é possível verificar quais são as pessoas que interferem de forma mais forte na manutenção de um comportamento ativo. A terceira e última parte, nos mostra quais são as reais preocupações destes indivíduos para permanecerem ativos, ou seja, se estão preocupados com aspectos relacionados a saúde, estética e bem estar social.

Palavras-chave: Adesão ao exercício; programa de reabilitação cardíaca; motivação.



ABSTRACT

1 INTRODUÇÃO
A sociedade ocidental com seus avanços tecnológicos está modificando o tipo de enfermidade presente em sua população, substituindo em geral os transtornos infecciosos e agudos pela enfermidade crônica, tais como: hipertensão, obesidade e transtornos cardiovasculares.

BLAIR (1988) afirma que a falta de atividade física somada a uma dieta desequilibrada, ao fumo, ao álcool e a outros comportamentos de risco para a saúde, é responsável pelo aumento significativo da quantidade de mortes causadas por doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e outros distúrbios crônicos. Doenças, as quais, tem sua causa relacionada ao estilo de vida.

A atividade física é reconhecida, atualmente, como sendo fundamental para a manutenção da saúde. A adoção de um estilo de vida saudável, baseado na prática regular de exercícios, reduz diretamente o risco para o desenvolvimento da maior parte das doenças crônicas degenerativas. A atividade física também é um elemento promotor de mudanças com relação a fatores de risco para inúmeras outras doenças. Pessoas inativas apresentam risco quase duas vezes superior de desenvolver doença arterial coronariana, quando comparadas às que fazem exercícios regularmente. SILVA (1999) defende a idéia de que a prática de exercícios previne o evento coronário inicial (prevenção primária), facilita a recuperação do paciente após ocorrência de infarto e contribui para diminuir o risco de eventos cardíacos recorrentes.

Aspectos psicológicos e sociológicos também são influenciados pela atividade física de forma positiva. As pessoas ativas conseguem gerenciar melhor as tensões próprias do viver e também sofrem menos com os efeitos nocivos causados pelo stress. Alguns benefícios são: melhora da auto-estima, auto-imagem, autoconceito, diminuição da ansiedade e depressão, e melhoria da integração social (DISHMAN, 1993).

Pesquisas demonstram que, entre a população dos Estados Unidos, o número de indivíduos sedentários varia entre 30 e 60% (DISHMAN, 1993). Existem evidências de que a prática de exercícios está relacionada com o nível sócio-econômico e com o nível de escolaridade (DISHMAN, 1993). Presume-se, portanto, que no Brasil o número de pessoas ativas seja menor do quem em países desenvolvidos. De acordo com FORJAZ & TINUCCI (2002), no município de São Paulo, 70% da população adulta é sedentária. Nos países de primeiro mundo, a prática de atividades físicas é enfocada como preocupação da área da Saúde Pública, fato que ainda não acontece em nosso país.

A importância do exercício para uma vida saudável é inquestionável. A maioria das pessoas que iniciam um programa de atividade física tem consciência da necessidade de se ter uma vida ativa, porém o número de desistência de programas de exercícios é enorme.

Os profissionais de Educação Física que trabalham com programas de exercícios enfrentam dois grandes problemas. O primeiro deles é o elevado número de pessoas que não fazem atividades, e o segundo é o número de pessoas que iniciam um programa de ginástica, porém acabam desistindo.

Estudos realizados no Cooper Institute of Aerobics Research-EUA, identificaram que 76 a 82% das pessoas que começam um programa de atividades físicas o abandonam.Nos programas de Reabilitação Cardíaca não é diferente. Sessenta por cento dos indivíduos que iniciam desistem de praticar exercícios, antes mesmo de obter algum benefício (COOPER, 1996).

A despeito dos benefícios fisiológicos e psicológicos do exercício, incluindo redução de tensão e depressão, aumento da auto-estima, diminuição do risco de doença cardiovascular, melhor controle de peso e aumento do funcionamento dos sistemas metabólico, endócrino, e imunológico, apenas metade dos adultos que começam programas de atividades físicas continuam participando.

A prática profissional também tem demonstrado que, apesar da estrutura física dos locais que desenvolvem programas de reabilitação cardíaca, e do grande número de clientes que procuram o programa, há uma elevada rotatividade, sendo este um dos principais problemas enfrentados por estas instituições.

O entendimento dos mecanismos que levam à participação em programas de exercício são muito estudados pelos cientistas. A maioria das pesquisas envolvidas com a participação das pessoas em programas de ginástica foca o problema da adesão ao exercício. Para BAUN & BERNACKI (1988) a grande questão é: uma vez fazendo exercícios, quem são os indivíduos que vão se manter ativos e quais serão os que vão desistir?

A julgar pelas vitrines das lojas, estamos em meio a uma “febre” de condicionamento físico, mas a realidade nos mostra que a maioria das pessoas não participa regularmente de atividades físicas (U.S. Departament of health and Humana Services, In: WEINBERG & GOULD, 2001). Por outro lado, não podemos nos esquecer que existe uma minoria de pessoas que iniciam e permanecem dentro de um programa por muito tempo, só interrompendo por motivos de saúde ou férias.

Desta forma, esta pesquisa tem como meta identificar quais seriam os fatores próprios do programa de reabilitação cardíaca e também pessoais e ambientais que influenciam a manutenção da prática de exercícios físicos em programas de reabilitação cardíaca. Sabendo os pontos importantes que fazem o indivíduo se manter dentro de um programa de exercícios, talvez seja possível desenvolve-los nas pessoas que certamente não adeririam a ele.

Segundo BLASCO, (2000):

“Os profissionais da saúde que se ocupam com o tema de exercício, tem nas mãos um campo de atuação que se divide em duas grandes áreas: a) estudo das relações entre estilo de vida ativo e saúde, ou seja, decidir e conhecer quais seriam os riscos da vida sedentária e quais os benefícios de um estilo de vida ativo e b) intervenções para implantar o exercício físico de forma adequada para cada tipo de população fazendo com que a mesma se torne e se mantenha ativa”.


2 OBJETIVOS
2.1 Geral

Estudar e analisar possíveis fatores que podem influenciar a permanência de indivíduos dentro de um programa de Reabilitação Cardíaca, em um centro privado de condicionamento físico da cidade de São Paulo.


2.2 Específicos
2.2.1 Comprovar que as pessoas próximas dos alunos de um programa de reabilitação cardíaca, tais como: esposa, filhos, médico, professor; e suas respectivas influências podem estar associadas à manutenção de um comportamento desejável frente ao exercício.

2.2.2 Comprovar que as reais preocupações dos alunos dentro de um programa de reabilitação cardíaca estão associados aos fatores de saúde, estética, bem estar social e psicológico.


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