Fase I – da instalaçÃo da cpi – 1



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Eu também ficava até constrangida de tocar porque parecia que eu tava cobrando do Marcelo aquela posição que ele tinha dito, “Ah, se eu receber algum dinheiro sobre esse trabalho eu vou te dar”. E aí eu liguei para o tal do Leni, meio constrangida, mas liguei. Me lembro que fiquei na hora meio emocionada, acabou que quase que choro no telefone, tava meio envergonhada, mas eu disse ele: “Olha, me desculpa, eu sou mulher do Armando. “Ah, tudo bem’”. Falei: “Pois é, eu tô te ligando, você desculpa, mas é que eu tô sabendo que você, que o Armando tinha um dinheiro para receber de você, não sei de quê, alguma consultoria que ele tenha lhe prestado, não sei". Mas a verdade é que tem anotado aqui e eu falei com o Marcelo e ele me confirmou”. Ele disse: “Não, é verdade. Realmente eu tenho. Mas acontece, a senhora não repara não, mas é que estamos com uns problemas aqui e o dinheiro não saiu. Mas eu garanto a senhora que dentro, na próxima semana, no máximo até o final da semana que vem, pelo menos a metade eu vou depositar na sua conta”. Aí, eu tinha dado já essa conta pro Marcelo, o número da minha conta para o Marcelo depositar... para o Marcelo passar para ele quando ele fosse pagar. Aí ele disse que iria depositar. Eu falei: “Então, tá. Muito obrigada”. E estou esperando até hoje.
Neste ponto do depoimento, Vera Lúcia fala da conta que Armando Dili possuía na Suíça:

A SRA. VERA LÚCIA STORINO DOS SANTOS – Possuía. Por sinal fui eu que apresentei essa conta também porque fiquei muito surpresa quando recebi, no correio, uma correspondência toda em inglês. Fiz aquele inglês de cursinho e tal, mas não tinha aquele domínio, e fiquei tentando entender o que era aquilo. E na hora, ainda não tinha saído esse assunto, essa história de Waldomiro, não, quando recebi essa carta. E falei: “Caramba, que será isso?” Aí liguei pro, pra esse tal banco, que é o banco... Como é? UBS? Liguei para esse banco... pedindo a telefonista de informações, ela me deu o número e aí expliquei para a pessoa que me atendeu e a pessoa a princípio até não me deu muita atenção, não. Deva ser coisa de mulher querendo abelhudar a vida do marido. Mas, aí ela pegou todos os meus dados, perguntou tudo sobre mim, informei tudo e dois dias depois ela me ligou. Aí já me ligou de outra forma, atenciosa...

O SR. PRESIDENTE (Alessandro Calazans) – A conta era na Suíça?

A SRA. VERA LÚCIA STORINO DOS SANTOS – Conta na Suíça.

Me ligou atenciosa e me explicando que realmente existia, mas que tinha pouca coisa lá. Sim, pouca coisa ou não, se é do meu marido, é da família do meu marido.

E quanto é. O que a senhora chama de pouca coisa. A gente tem 800 francos”. E eu falei: “Como é que eu faço para poder retirar esse dinheiro?” E ela disse: “A senhora tem que apresentar uma carta com autorização do juiz, porque o inventário ainda está acontecendo, e com a assinatura de todos os herdeiros, tá, tá...” E, aí, eu passei isso tudo para o advogado providenciar para eu poder, então, vir a receber esse trocado. E, até hoje, ainda não aconteceu, porque até reunir os dados da família, as meninas, filhas do meu marido que já moram sozinhas, uma se mudou e eu não sabia o endereço, a coisa acabou demorando e até hoje não aconteceu.



E, aí, de repente me surge essa história toda de Waldomiro. E quando eu fui prestar depoimento aquilo veio à minha mente e falei “Meu Deus do céu, e essa tal dessa conta na Suíça? É melhor falar nela porque, com certeza, tudo isso é importante. O que eu sei eu tenho que falar”. Então se me perguntam: “Tem conta em banco?” Respondo: “Tenho”. “Quais os bancos?” Eu tenho que dizer todos, não posso chegar e dizer “esse aqui não faz diferença”. Então, eu levei, mostrei para o Felipe e disse: “Felipe, tem tudo isso aqui. O que eu faço com isso? A história é essa, essa e essa. Eu acho que isso só pode ser da Novartes.” Porque a Novartes, onde ele trabalhou, é uma empresa suíça. E me lembro vagamente dele ter comentado comigo que recebia... Chegou em casa, um dia, contente dizendo que tinha ganho, como é que chama... Foi promovido, qualquer coisa, e que daquele dia em diante ia passar a receber participação dos lucros da empresa. Estava com um monte de papéis em inglês também, ficou tentando entender aquilo tudo. Então, associei uma coisa a outra. Pensei: “Isso deve ser coisa da Novartes.” Comentei com o Felipe e ele disse para mostrar tudo: “Não tem o que esconder. Mostra tudo.” Então, levei e entreguei para o Delegado da Polícia Federal - esqueci o nome dele -; entreguei tudo para ele. Depois, fiquei até sabendo que isso daí causou o maior bochicho.

O SR. PRESIDENTE (Alessandro Calazans) – Você tem cópia desse documento?

A SRA. VERA LÚCIA STORINO DOS SANTOS - Tenho. A original ficou com o delegado. Eu tenho a cópia aqui, que o próprio delegado tirou a cópia na hora e autenticou. E, aí, eu liguei para a Novartes expliquei a situação, e a princípio a diretora me disse: “Não, não tem conta, não foi aberta conta nenhuma”. Pensei: “Meu Deus do céu, era só o que faltava agora, descobrir que o meu marido tinha alguma coisa. Bem, paciência, se tem que descobrir, vamos descobrir.”

Mas eu insisti, porque, realmente, do que eu conheço do Armando, do marido que eu tive durante 21 anos, não dá. Não consigo imaginar ele com falcatruas, com nada errado. Eu não consigo.

Então, já que eu não consigo imaginar, eu insisti muito nisso. E ela disse para eu levar a papelada lá para ela olhar. Ainda por cima estava com o Felipe, tinha ficado no escritório dele, o Felipe estava viajando. Foi uma loucura, mas consegui. Quando cheguei lá e que ela olhou, ela disse: “Claro, isso é sim.” Ou seja, não é uma conta comum de banco, que tem aquele extrato com retiradas, depósito, transferências, tarifas bancárias, não tem nada disso. É uma prestação de conta da empresa, e ela me explicou que o que acontece é que se trata de uma conta da Novartes, que a Novartes... A conta é da Novartes, mas a Novartes coloca os seus funcionários, os executivos de alto nível como... Então, no caso, seria como se... Conta conjunta, praticamente, que ele teria participação, teria frutos das ações, e coisas assim. E perguntei a ela se ela me daria uma declaração para que eu pudesse apresentar na CPI, expliquei. E disse: “Prontamente”. Providenciou, passou pelo advogado da Novartes, foi, parece que para São Paulo para poder assinarem, e eu trouxe aqui.
Vera Lúcia Storino afirmou que Dili trabalhou na Gtech como funcionário da empresa e, mais tarde passou 30 dias na Coréia, numa viagem de negócios. Sobre Waldomiro, Vera disse que Dili tinha respeito pelo ex-presidente da Loterj, mas não eram íntimos:
O SR. LUIZ PAULO – O senhor Armando Dili nunca lhe comentou absolutamente nada a respeito da personalidade, da influência política, dos sonhos e desejos do Sr. Waldomiro Diniz?

A SRA. VERA LÚCIA STORINO DOS SANTOS – Não. Falava dele com muito respeito, falava até com admiração, dizia que era um profissional muito competente e muito ocupado. Muito ocupado, sempre muito ocupado. Isso eu me lembro. Era uma dificuldade para conseguir falar com ele quando precisava.

O SR. GERALDO MOREIRA – Dona Vera, o Sr. Waldomiro Diniz, ele freqüentava a sua residência?

A SRA. VERA LÚCIA STORINO DOS SANTOS – Nunca. Só conheci, por acaso, o Waldomiro num musical que viemos, aqui, no Teatro Municipal, uma vez, eu e o Armando, e, coincidentemente, ele estava acompanhado até. E, aí, o Armando me apresentou: “Aquele que é o Waldomiro”. Só aquilo. Só: “muito prazer”.

O SR. GERALDO MOREIRA – Mas, vocês nunca jantaram juntos, o casal?

A SRA. VERA LÚCIA STORINO DOS SANTOS – Não. Nem no teatro, nesse dia, nem nesse dia, que seria, talvez, até o caso, né, já que nos encontramos ali. Mas, nem isso.

O SR. GERALDO MOREIRA – E a senhora percebeu, nessa única vez que encontrou, ou seja, com o Sr. Waldomiro e o seu marido, uma manifestação de muita afeição do Sr. Waldomiro pelo seu marido, ou foi formal?

A SRA. VERA LÚCIA STORINO DOS SANTOS – Normal, normal.
No dia 19 de maio, a CPI da Loterj e Rioprevidência ouviu Jacques De La Saigne Botton, ex-diretor presidente da Funpat. O depoente disse que assumiu a direção da fundação nos primeiros dias do mês de abril de 2002 e saiu em 31 de dezembro de 2003. Informou que não recebia remuneração pelo serviço e que é aposentado. Disse ainda que a entidade já tinha vários compromissos firmados com a Loterj:
O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON – (...) Como os contratos geralmente tinham prazo finito, era importante saber o... O contrato, acho 002/02, que se iniciou em 14/02/2002; terminou em 14/03/2003. O termo aditivo a esse contrato que... Não, esse não estava em vigência... Tinha o contrato... O termo aditivo de vigência do protocolo de intenção nº 01019, que continuou até o dia 21/05/03. Tinha o contrato de prestação de serviços nº003/01, que iniciou-se... Não, esse terminou alguns dias antes. Terminou no dia 20/03/02. E tinha o termo aditivo 002/02, e o contrato 013/02; e o... É isso daí. Acho que são esses.
O depoente disse ainda que todos os atos jurídicos firmados entre as partes foram considerados atos perfeitos pelos jurídicos das partes:
O SR. LUIZ PAULO – Esta CPI estranha termos aditivos a protocolos de intenções. “Protocolo de intenção”, em geral, diz a boa norma que tem prazo determinado. E quando ele finda, ou se faz outro ou ele se findou. Ou o protocolo de intenções gera um contrato – ou mais de um contrato – e esses contratos, evidentemente dentro dos limites legais, podem ser ou não aditivados. Agora, termo aditivo de protocolo de intenção, para mim, é uma novidade jurídica. A assessoria jurídica da Funpat deu veracidade a isso? Estou fazendo três perguntas consecutivas: a assessoria da Loterj aprovou? O Tribunal de Contas aprovou?

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - A assessoria da Loterj aprovou; a assessoria da Funpat aprovou; e o Tribunal de Contas deve ter aprovado, porque todos os contratos que a Loterj fazia eram submetidos ao Tribunal de Contas do Estado.

O SR. LUIZ PAULO – Pois é. Mas, eu não estou falando de contratos. Estou falando de “protocolo de intenções”.

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - Eu teria de verificar se esse protocolo foi submetido ao TCE. Não sei lhe dizer isso, porque isso era uma providência que era feita pela Loterj.

O SR. LUIZ PAULO – Bom, a partir desse protocolo de intenções, com seus termos aditivos, gerou-se um monte de filhotes, que são esses diversos contratos que o senhor cita três e os seus termos aditivos, quando o senhor entrou para fazer parte da Funpat. Esses contratos que foram dispensados com respaldo profundamente duvidoso da Lei das Licitações e Contratos. Agora, estou falando dos contratos dos seus termos aditivos, todos aprovados pelas assessorias jurídicas da Loterj, pela sua e pelo Tribunal de Contas?

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - Afirmativo.

O SR. LUIZ PAULO – Todos os contratos e todos os seus termos aditivos?

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - As assessorias jurídicas, certeza absoluta. O Tribunal de Contas do Estado, tenho quase certeza, porque o processo era feito pela Loterj. Se o senhor me permite. Esses contratos eram publicados no Diário Oficial, de tal maneira a dar ciência. Como a fundação se reporta à Corregedoria de Fundação do Ministério Público, todos os contratos são enviados à Procuradoria de Fundação. É feito, também, um termo onde a gente garante que o contrato atende aos objetivos da Funpat. O tal termo confia, que está, inclusive, nesses anexos.
Neste momento, o depoente justifica o procedimento adotado pela Funpat, de terceirizar os serviços, contratando empresas para fazer cumprir, por exemplo, o contrato da Loterj:

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - A Fundação é uma Fundação de alta tecnologia, portanto, devido à diversidade e complexidade dos assuntos que ela trata ela, então, subcontrata boa parte das coisas que são feitas. É pouco a exemplo como se fosse um sistema de computação, onde o senhor precisa utilizar o sistema de computação. E o senhor tem vários programas, vários hardwares, vários softwares. A Fundação é como se fosse um Windows: a plataforma que atende a tudo. Baseado em cada necessidade que nós temos daquele Windows, da necessidade que a gente tem, da fundação, ela, então, busca qual é o melhor equipamento: modem, o computador, o teclado, a impressora, o scanner, os vários softwares, o Word, enfim, e com isso, ela junta os softwares necessários, os hardwares para aquela aplicação. Contrata esses softwares, faz o serviço. Evidentemente, adiciona ao custo orçado desses senhores um determinado valor de administração. E esse, então, é submetido aos seus clientes.

O SR. LUIZ PAULO – Mas o senhor não confirmou se 90% eram subcontratados ou não. O senhor explicou o mecanismo do Windows e suas janelas. Entendi, mas quero saber se, num contrato que era 100% seu, se 90% eram subcontratados e, realmente, 10% eram sua possível taxa de remuneração ficava em poder da Funpat.

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON – As taxas de remuneração variavam em cada contrato. Quando o senhor faz uma proposta comercial o senhor vê a proporção que é mais adequada para o senhor ganhar aquela solicitação. 10% é um número médio razoável habitual.

O SR. LUIZ PAULO – Mas, o senhor continua sem me responder, por favor. Estou lhe perguntando se a afirmação do diretor Camilo é correta: 90% subcontratação e 10% são a própria...

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - Então, a resposta não é correta. O que foi feito nos contratos da Loterj foi que se pegou os valores dos subcontratados, adicionado 10% e esse foi o valor cotado para a Loterj. Portanto, são 10% sobre 90%. Não é bem assim. O senhor tem o seu custo de terceirização de 90 o adicional da Funpat é 10, o valor total é 100. 0s 10%, os 9 que a gente ganhava sobre 100% não são 10%. É um pouco menos.
Apesar de as empresas contratadas pela Funpat não estarem estabelecidas em Petrópolis, o depoente reafirmou o conceito da Funpat, de levar empresas de tecnologia para a região:
O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - O objetivo da Funpat era o de prover Petrópolis com o projeto Petrópolis-Tecnópolis. Na entrevista, nos questionamentos na colocação ao diretor geral, Camilo Garrido, me pareceu ter havido por referências recebidas, de que a percepção do que a Funpat fazia não era muito clara. A Funpat acho que todos nós brasileiros, cariocas, fluminenses deveríamos nos orgulhar do que ela faz. O trabalho que ela fez e que vem fazendo para desenvolver a tecnologia em Petrópolis é impressionante. Ela pegou um prédio usado, alugou o prédio e transformou esse prédio em um prédio de alta tecnologia. Abriga empresas para que elas possam trabalhar juntas. Tem condições de trabalhar, de coletividade, de telefonia. Ela foi junto ao Softex, que é o agente do Governo para excelência de software, e conseguiu ser um dos agentes, dos trinta e poucos que têm no Brasil, em Petrópolis. Tinha um no Rio. Ela, então, pegou um outro prédio, reformou o prédio tem empresas novas sendo incubadas, tem treinamentos, tem empreendedorismos. Fizemos uma série de viagens internacionais, condições internacionais para desenvolver.

Hoje, Petrópolis-Tecnópolis é uma referência em função do trabalho que a Funpat faz, referência nacional e internacional. Eu cheguei sábado, da Alemanha, onde fui convidado para fazer uma palestra sobre o projeto Petrópolis Tecnólogos, na Alemanha, na Baviera, com os... e tinha Ministros presentes da Hungria, da Bulgária, tinha gente de Cambridge, tinha gente de Nova York, tinha Ministros da Alemanha, tinha Senador francês. Tudo para ouvir. Então, esse trabalho que a gente fez e vem fazendo acho que é um trabalho lindo.

O SR. LUIZ PAULO – Sr. Jacques, não tiro o mérito da Funpat até o adiciono. A minha pergunta foi muito objetiva. Se o senhor me disser que as empresas que o senhor subcontratou são suas incubadas eu acho sensacional, mas o que nós verificamos aqui é que as empresas subcontratadas sequer eram de Petrópolis e não pertencem as suas empresas incubadas nas suas incubadoras. Então, queria saber o critério para fazer essas escolhas.

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - Quando a gente pode colocar empresas de Petrópolis sempre colocamos, mas é um mercado competitivo. As empresas podem contratar as fundações que quiserem. Ou nós apresentamos um bom projeto, com a melhor proposta e o melhor preço ou não teremos chances de sermos escolhidos. Então, para essas propostas, a gente buscou os melhores talentos dentro dos quadros de fornecedores habituais que a gente tinha. E procuramos sempre induzi-los a caminharem para se estabelecerem em Petrópolis, a fazerem parcerias em Petrópolis, a subcontratarem serviços deles em Petrópolis de tal maneira que a gente possa favorecer. Mas, no começo a gente tem que buscar onde estão os melhores talentos, enquanto a gente desenvolve em Petrópolis. Veja, os contratos era uma forma de trazer receita para a Funpat. Claro! Mas, não era o objetivo. O objetivo dela é exatamente o de criar ambiente para a empresa se desenvolver com alta tecnologia que era o Tecnopólo. Era a de ser um agenteSoftex. Poucos têm no Brasil este privilégio. Em ser agente Softex, o senhor tem incubadoras de empresas, o senhor dissemina o empreendedorismo, o senhor faz treinamento de empresa, qualificação de empresas, o senhor tem um centro de soluções para governo eletrônico, o senhor ter conseguido convencer a Microsoft para fazer um escritório, lá. Mas não é só um escritório, lá, não. Ela está fazendo um projeto piloto para ser levado para o mundo inteiro. A Microsoft tem uma firma que está sendo criticada no mundo todo e está sofrendo processos judiciais os quais tem perdido porque ela tem esse negócio de software proprietário. Ora, esse centro da Microsoft, em Petrópolis, não tem obrigação de trabalhar com o software da Microsoft ou proprietário, é um disseminador de software para inclusão digital, para cidadania e para o governo eletrônico. O pessoal da Europa está entusiasmado com essa idéia e quer que a Microsoft leve isso para o resto do mundo. Isso é um protótipo.

Quando o senhor leva o pessoal da IBM para fazer um centro de competência e engenharia de software para obter melhor software, que é a primeira associação que a IBM, no Brasil, fez junto com a National, uma empresa que a IBM comprou por 1bilhão e 300 milhões de dólares. Eu acho que as notas de cem dólares não cabem nesta sala para poder fazer esse pagamento, para se ter uma idéia. E abrem uma filial... É a primeira vez que acontece isso no mundo. Quando o senhor tem uma parceria com o Banco do Brasil para financiar empresas, quando o senhor faz uma parceria com o pessoal do Funtel para projetos; quando o senhor faz trabalha para der um DataCenter via internet; o senhor faz parceria com o IEL nacional, o senhor faz parceria com o Ledix, o senhor faz parceria com a Tecs para exportação de software, o senhor se aproxima do BID e do Banco Mundial e a Comunidade Econômica Européia para aporte. Eu acho que esta geração...
Jacques Botton informou que, à época, não viu problemas na hora de firmar compromissos com a Loterj através de protocolos de intenções e de subcontratar serviços de terceiros:
O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - Naquele primeiro protocolo de intenções e o senhor for na cláusula quarta das obrigações da Funpat item C “desenvolver, implantar e manter os programas, projetos e atividades por seus funcionários e/ou por terceiros, eventualmente, contratados para esses fins.”

O SR. LUIZ PAULO – Perfeitamente, mas aí não estabelece limite mínimo nem máximo. Entendo que eu que, em qualquer contrato, a subcontratação tem que ter um limite. Limite que não está escrito no texto da lei, mas considero que quando esse limite ultrapassa, pelo menos, a metade do contrato a subcontratada virou a contratante, por isso, arguo se a Loterj diretamente deu parecer sobre isso, ou se o Tribunal de Contas também opinou sobre essa questão?

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - Os contratos, acredito, que devem ter um carimbinho do jurídico da ...
Neste momento, o depoente contesta a informação dada por Waldomiro Diniz, que afirmou ter recebido regulamente complemento salarial da Funpat, de R$ 8 mil por mês:

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - É mentira. Eu assinava, pessoalmente, todos os cheques durante o mandato e nunca assinei um cheque para o Sr. Waldomiro Diniz ou quem quer que seja desse tipo.

O SR. LUIZ PAULO – E em espécie?

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - Claro que não. É impossível uma Fundação ter caixa dois. Não há como fazer isto. Cada contrato tem uma conta bancária específica, todas as entradas e saídas estão ali. Tudo é auditado, somos obrigados a ter auditoria externa, é rigorosamente controlado. Temos que prestar contas ao Ministério Público regularmente. Não há como! Sr. Deputado, posso lhe garantir que não houve nenhum pagamento. Posso lhe garantir também que a Fundação, por se reportar ao Ministério Público, à Curadoria de Fundação, tem sua contabilidade rigorosamente feita e auditada por auditores externos e que é remetida ao Ministério Público. E as contas são aprovadas pelo Ministério Público. E que a Loterj deve também submeter os seus procedimentos ao Tribunal de Contas do Estado. O que faz com que essas verificações todas possam ser feitas. Do ponto de vista da Funpat, portanto, não houve esse pagamento. Fico chocado com a informação dessa quantidade de pessoas que dizem isso e se permitem uma liberdade de contribuinte e de cidadão, eu acho que isso deve ser aprofundado para ser verificado. Estou tão chocado e revoltado como o senhor está.
O depoente informou como era atestado o serviço dos terceirizados:

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - O contrato é feito com a Loterj e especifica uma série de serviços, a terceirização, que é a subcontratada. É feito um contrato com ela para prestação de serviços, conforme... Solidariamente ao contrato com a Loterj, e ela, então, presta o serviço, faz um relatório do que fez, apresenta uma Nota Fiscal de serviços feitos,...

O SR. ANDRÉ CORRÊA – Não discrimina nada?

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - Não discrimina as pessoas, discrimina os serviços feitos. O relatório complementa isso e esse relatório é chancelado pela Loterj e o pagamento, então, é feito pela Funpat a essa firma.

O SR. ANDRÉ CORRÊA – A escolha que a Funpat fez sobre essas contratações – na verdade, são quarteirizações na relação dela com a Loterj – foram decisões da Funpat ou ela recebeu alguma sugestão, algum conselho, via Loterj, para contratar essas empresas que são terceirizadas pela Funpat?

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - No meu mandato nunca recebemos nenhuma sugestão da Loterj. O senhor mencionou, por exemplo, a Atrium, que foi um dos subfornecedores; ela já prestava serviço à Funpat desde o começo, acho, de 98, o contrato COOPE de prestação de conta de presença de internet nos serviços que foram feitos, que a Funpat recebeu um pedido e ela subcontratou a Atrium, já naquela época, muito antes da Loterj.

O SR. ANDRÉ CORRÊA - Essa é uma linha em que apoio o encaminhamento do nobre, competente Deputado Luiz Paulo. De forma que o senhor, se tivesse que fazer uma avaliação, um juízo, o senhor acha que uma dessas prestadoras poderia ter feito esse pagamento ao Sr. Waldomiro sem o conhecimento da Funpat?

O SR. JACQUES DE LA SAIGNE BOTTON - Não me parece correto que eles façam isso. Não tenho como saber o que eles fizeram, não fizeram, se fizeram. Não tinha conhecimento de nada e se tivesse teria tomado ações, se houvesse alguma coisa.
Nesse ponto, o depoente afirmou que assinou os maiores contratos entre a Funpat e a Loterj, no ano de 2002:


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