Fala o antigo testamento



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FALA O

ANTIGO TESTAMENTO

Samuel J.Schultz

Um Exame Completo da História e da Literatura do Antigo Testamento



  • Prefácio

  • Introdução

  • Capítulo 1: O Período dos Princípios

  • Capítulo 2: A idade patriarcal

  • Capítulo 3: A emancipação de Israel

  • Capítulo 4: A religião de Israel

  • Capítulo 5: Preparação para a nacionalidade

  • Capítulo 6: A ocupação de Canaã

  • Capítulo 7: Tempos de transição

  • Capítulo 8: União de Israel no reinado de Davi e Salomão

  • Capítulo 9: O reino dividido

  • Capítulo 10: A secessão septentrional

  • Capítulo 11: Os realistas do sul

  • Capítulo 12: Revolução, recuperação e ruína

  • Capítulo 13: Judá sobrevive ao imperialismo assírio

  • Capítulo 14: O desvanecimento das esperanças dos Reis davidicos

  • Capítulo 15: Os judeus entre as nações

  • Capítulo 16: A boa mão de Deus

  • Capítulo 17: Interpretação da vida

  • Capítulo 18: Isaias e sua mensagem

  • Capítulo 19: Jeremias: - um homem de fortaleza

  • Capítulo 20: Ezequiel – o atalaia de Israel

  • Capítulo 21: Daniel – homem de estado e profeta

  • Capítulo 22: Em tempos de prosperidade

  • Capítulo 23: Isaias e sua mensagem

  • Capítulo 24: As nações estrangeiras nas profecias

  • Capítulo 25: Depois do exílio


PREFÁCIO
A Bíblia vive hoje. O Deus que falou e atuou em tempos passados confronta aos homens desta geração com a palavra escrita que tem sido preservada no antigo Testamento. Nosso conhecimento das antigas culturas em que este documento teve sua origem tem sido grandemente incrementado mediante descobrimentos arqueológicos e as crescentes fronteiras ampliadas da erudição bíblica. A preparação desta visão geral destinada a introduzir ao estudante das artes liberais e ao leitor leigo na história e a literatura do Antigo Testamento, tem sido impulsionada por mais de uma década de experiências nas aulas. Neste volume tento oferecer um esboço de todo o Antigo Testamento a luz dos progressos contemporâneos.
Em meus estudos de graduação esteve exposto a um amplo campo de interpretação do Antigo Testamento, com o auxílio do Dr. H. Pfeiffer na Universidade de Harvard, igual os Drs. Alian A. MacRae e R. Laird Harris de Faith Theological Seminary. A tais homens sou ligado por uma dívida de gratidão por um entendimento crítico dos problemas básicos com que se enfrenta o erudito Antigo Testamento. Não é sem a consciência do conflito do pensamento religioso contemporâneo a respeito à autoridade das Escrituras que a visão bíblica da revelação e autoridade projeta como a base para uma adequada compreensão do Antigo Testamento (ver Introdução), Dado que esta análise está baseada na forma literária do Antigo Testamento como têm sido transmitidas até nós, as questões de autoridade está ocasionalmente anotado e os fatos pertinentes de crítica literária mencionam – se de passada.
Inclui – se mapas para ajuda do leitor em uma integração cronológica do desenvolvimento do Antigo Testamento. As datas dos períodos mais antigos estão, todavia sujeitas a revisão. Qualquer dado ocorrido antes dos tempos davídicos tem que ser considerado como aproximado. Para o Reino Divido segui o esquema de Edwin H. Thiele. Posto que os nomes dos reis de Judá e Israel constituem um problema para o leitor meio, tem dado as variantes utilizadas nestes livros.
Os mapas têm sido desenhados para ajudar ao leitor a uma melhor compreensão dos fatores geográficos que tem afetado a história contemporânea. As fronteiras têm mudado freqüentemente. As cidades foram destruídas e voltas reconstruir de acordo com a variante fortuna dos reinos que floresceram e declinaram.
É um prazer render um tributo de agradecimento ao Dr. Wayne Young da Universidade de Brandeis pela leitura deste manuscrito em sua totalidade e sua contribuição de ajuda crítica no conjunto da obra. Também quero expressar meu agradecimento ao Dr. Burton Goddard e William Lañe da Gordon Divinity School, assim como ao Dr. John Graybill do Barrington Bible College, que leu as versões anteriores. Quero dar graças de modo especial a meu amigo George F. Bennet, cujo interesse e conselho foram uma fonte contínua de estímulo.
Desejo igualmente expressar meu agradecimento a administração do Wheaton College por conceder – me tempo para completar o manuscrito, a Associação de Alunos de Wheaton College por uma subvenção para investigação e a Igreja Batista de Southshore de Hingham, Massachussetts, por proporcionar – me facilidades para investigar e escrever. Estou agradecido pelo interesse e o estímulo de meus colegas do Departamento de Bíblia e Filosofia do Wheaton College, especialmente ao Dr. Kenneth S. Kantzer que assumiu responsabilidades presidenciais em minha ausência.
A Elaine Noon estou agradecido por sua exatidão e cuidado ao digitar todo o manuscrito. De igual forma tem sido altamente valiosa a ajuda dos bibliotecários de Andover – Harvard e Zion. Estou em dívida de gratidão igualmente com Cari Lindgren de Scripture Press pelos mapas incluídos no presente volume.
Por cima de tudo, este projeto não teria acontecido sem a cooperação de minha família. Minha esposa, Eyla June, leu e releu palavra por palavra todo o trabalho brindado – me sua inapreciável crítica, enquanto que Linda e David aceitaram bondosamente as mudanças que este empenho impôs sobre nossa vida familiar.
S.J.S
Wheaton College
Wheaton, Illinois
Janeiro, de 1960

Janeiro. De 1960



INTRODUÇÃO
O Antigo Testamento
O interesse no Antigo Testamento é universal. Milhões de pessoas voltam a suas páginas para rastrear os princípios do judaísmo, o cristianismo, ou o Islã. Outras pessoas, inumeráveis, têm feito buscando sua excelência literária. Os eruditos estudam diligentemente ao Antigo Testamento para a contribuição arqueológica, histórica, geográfica e lingüística que possuem conducentes a uma melhor compreensão das culturas do Próximo Oriente e que precedem a Era Cristã.
Na literatura mundial, o lugar que ocupa o Antigo Testamento é único. Nenhum livro – antigo ou moderno – tem tido tal atração a escala mundial, nem tem sido transmitido com tão cuidadosa exatidão, nem tem sido exatamente distribuído. Aclamado por homens de estado e seus subsídios, por homens de letras e pessoas de escassa ou nenhuma cultura, por ricos e pobres, o Antigo Testamento nos chega como um livro vivente. De forma penetrante fala, a todas as gerações.
Origem e Conteúdo
Desde um ponto de vista literário, os trinta e nove livros que compõe o Antigo Testamento, tal e como é utilizado pelos protestantes, podem dividir – se em três grupos. Os primeiros dez e sete – Gênesis até Ester – dão conta do desenvolvimento histórico de Israel até a última parte do século V, a C. Outras nações entram na cena só quanto tem relação com a história de Israel. A narração histórica se interrompe muito antes dos tempos de Cristo, por que há um intervalo de separação de quatro séculos entre o Antigo e o Novo Testamento. A literatura apócrifa, aceita pela Igreja Católica, se desenvolveu durante este período, mas nunca foi reconhecida pelos judeus como parte de seus livros aceitos ou “Canon”.
Cinco livros, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares, classificam – se como literatura de sabedoria e poesia. Sendo de natureza bastante geral, não serão relacionados intimamente com algum incidente particular na história de Israel. Como muito, só uns poucos salmos podem – se associar com acontecimentos relatados nos livros históricos.
Os outros dezessete livros restantes registram as mensagens dos poetas, quem apareceu em Israel de tempo em tempo para declarar a Palavra Deus. O fundo geral e freqüentemente os detalhes específicos dados nos livros históricos, servem como chave para a adequada interpretação de tais mensagens proféticas. Reciprocamente, as declarações dos profetas contribuem em grande medida para a compreensão da história de Israel.
A disposição dos livros do Antigo Testamento tem sido uma questão de desenvolvimento histórico. Na Bíblia hebréia moderna os cinco livros da Lei estão seguidos por oito livros chamados de “Profetas”: Josué, Juízes, I e II Samuel, I e II Reis, Isaias, Jeremias, Ezequiel e os Doze (os profetas menores). Os últimos onze livros estão designados como “Escritos” ou hagiógrafos: Salmos, Jó, Provérbios, Rute, Cantares dos Cantares, Lamentações, Ester, Daniel, Esdras – Neemias e I e II Crônicas. A Ordem dos livros tem variado durante vários séculos depois de haver sido completado o Antigo Testamento. O uso do códice, em forma de livros, introduzido durante o século da Era Cristã, necessitava de uma ordem definido de colocação. Enquanto era conservado em rolos individuais, a ordem dos livros não era de importância fundamental, mas segundo o códice foi substituído pelo rolo, à colocação normal, tal e como se reflete em nossas Bíblias hebréias e de línguas modernas, chegou gradualmente a fazer – se de uso comum.
De acordo com a evidência interna, o Antigo Testamento foi escrito durante um período de aproximadamente mil anos, (de 1.400 a 400 a. C.) pelo menos, trinta autores diferentes. A paternidade literária de certo número de livros é desconhecida. A língua original da maior parte do antigo Testamento foi o hebreu, um ramo da grande família das línguas semíticas, incluindo o fenício, o assírio, o babilônico, o árabe e outras línguas. Até o tempo do exílio, o hebreu continuou sendo a linguagem falada da Palestina. Com o transcurso do tempo, o aramaico converteu – se na língua franca do Fértil Crescente, pois partes de Esdras (4:8 – 6:18, 7:12-26), Jeremias (10:11) e Daniel (2:4-7:28) foram escritas nesta língua.
Transmissão do Texto hebreu
O pergaminho ou velino, que prepara – se com peles de animais, era o material mais freqüente empregado nos escritos do Antigo Testamento hebreu. A causa de sua durabilidade, os judeus continuaram seu uso através dos tempos de gregos e romanos, ainda que o papiro resultasse mais plena e comerciante aceitável tipo de material de escritura. Um rolo de pele e tamanho corrente médio dez metros de comprimento por vinte e cinco centímetros de altura aproximadamente. Peculiar aos textos antigos é o fato de que no original só se escreviam as consoantes, aparecendo em uma linha contínua com muito pouca separação entre as palavras. Com o começo da Era Cristã, os escribas judeus fizeram – se extremadamente conscientes da necessidade da exatidão na transmissão do texto hebreu. Os eruditos dedicados particularmente a esta tarefa nos séculos subseqüentes se conheciam como os masoretas. Os masoretas copiavam o texto com grande cuidado, e com o tempo, incluso numeravam os versículos, palavras e letras de cada livro. Sua maior contribuição foi à inserção de signos vocais no texto como uma ajuda para a leitura.

Até 1.448, em que apareceu em Soscino, Itália, a primeira Bíblia hebréia impressa, todas as Bíblias eram manuscritas. Apesar de haver aparecido exemplares privados em vitela e em forma de livro, os textos da sinagoga eram limitados usualmente a rolos de pele e copiados com um extremo cuidado.


Até o descobrimento dos Rolos do Mar Morto, os mais antigos manuscritos existentes datavam mais ou menos por volta de 900 a. C. Nos rolos da comunidade de Qunram que foi dispersa pouco antes da destruição de Jerusalém em 70 a. C., todos os livros do Antigo Testamento estão representados, exceto o de Ester, Evidências mostradas por estes recentes descobrimentos tem confirmado o ponto de vista de que os textos hebreus preservados pelos masoretas têm sido transmitidos sem mudanças de consideração desde o século I. a.C.
As versões

A Septuaginta (LXX), uma tradução grega do Antigo Testamento, começou a circular no Egito nos dias de Ptolomeo Filadelfo (285 – 246 a.C.). Existia uma grande demanda entre os judeus de fala grega de exemplares do Antigo Testamento, acessível para uso privado e na sinagoga, na língua franca da área mediterrânea oriental. Muito provavelmente uma cópia oficial foi colocada na famosa biblioteca de Alexandria.


Esta versão não foi usada somente pelos judeus de fala grega, mas que também foi adotada pela Igreja cristã. Muito provavelmente, Paulo e outros apóstolos usaram um Antigo Testamento grego ao apoiar sua afirmação de que Jesus era o Messias (Atos 17:2-4). Contemporaneamente, o Novo Testamento foi escrito em grego e veio a formar parte das Escrituras aceitadas pelos cristãos. Os judeus, alegando que a tradução grega do Antigo Testamento era inadequada e estava afetada pelas crenças cristãs, se aferraram tenazmente ao texto na língua original. Este texto na

língua original. Estes textos hebreus como já têm apontado, foi transmitido cuidadosamente pelos escribas e masoretas judeus em séculos subseqüentes.


Em virtude destas circunstâncias, a igreja cristã veio a ser a custódia da versão grega. Aparte de eruditos tão destacados como Orígenes e Jerônimo, poucos cristãos concederam atenção alguma ao Antigo Testamento em sua língua original até o Renascimento. Sem embargo, havia várias traduções gregas em circulação entre os cristãos.
Durante o século II, a forma de códice nossa moderna forma de livro com folhas ordenadas para a encadernação começou a entrar em uso. O papiro era já o principal material de escritura empregado em todo o Mediterrâneo. Substituindo os rolos de pele, que havia vindo sendo aceito no meio para a transmissão do texto hebreu, os códices de papiro converteram – se nas cópias normais das Escrituras na língua grega. Até o século IV o papiro foi substituído pela vitela (o pergaminho). As primeiras cópias que atualmente existem, datam a primeira metade do século IV. Recentemente, alguns papiros, da notável coleção de Chester Beatty, têm proporcionado porções da Septuaginta que resultam anteriores aos códices em vitela anotados anteriormente.
A necessidade de outra tradução se desenvolveu quando o latim substituiu ao grego como língua comum e oficial do mundo mediterrâneo. Ainda que uma antiga versão latina da Septuaginta tivesse circulado na África, foi, não obstante, através dos esforços eruditos de Jerônimo, quando apareceu uma tradução latina do Antigo Testamento no final do século IV. Durante o seguinte milênio, esta versão, mais conhecida como a Vulgata, foi considerada como a mais popular edição do Antigo Testamento. A Vulgata, até nossos dias, com a edição dos livros apócrifos que Jerônimo, permanece como a tradução aceita pela Igreja Católica Romana.
O Renascimento teve uma decisiva influência na transmissão e circulação das Escrituras. Não somente o reavivamento de seu estudo estimulou a multiplicação de cópias da Vulgata, mas que despertou um novo interesse no estudas das línguas originais da Bíblia. Um novo ímpeto foi produzido com a caída de Constantinopla, que obrigou a numerosos eruditos gregos a refugiar – se na Europa Ocidental. Junto com este renovado interesse no grego e no hebreu, surgiu um veemente desejo de fazer a Bíblia acessível ao leigo, como resultado do qual, apareceram traduções na língua comum. Antecedendo de Martin Lutero em 1552, havia versões alemãs, francesas, italianas e inglesas. De importância principal na Inglaterra foi à tradução de Wycliffe até o final do século XIV. Por se encontrar reduzida a condição de Bíblia manuscrita, a acessibilidade desta nova versão inglesa estava bastante limitada. Com a invenção da imprensa no século seguinte, amanheceu uma nova era para a circulação das Escrituras.
William Tyndale é reconhecido como o verdadeiro pai da Bíblia na língua inglesa. Em 1525, o ano do nascimento da Bíblia na língua inglesa, começou a aparecer sua tradução. A diferença de Wycliffe que traduziu a Bíblia do latim, Tyndale recorreu às línguas originais para sua versão das Sagradas Escrituras. Em 1536, com sua tarefa, todavia sem terminar, Tyndale foi condenado à morte. Em seus últimos momentos, com chamas em volta, fez a sua última oração: “Senhor, abre os olhos do Rei da Inglaterra”. A súbita mudança de acontecimentos justificou logo a Tyndale e sua obra. Em 1537, foi publicada a Bíblia de Matthewm que incorporava a tradução de Tyndale suplementada pela versão de Coverdale (1535). Obedecendo a ordens de Cromwell, a Grande Bíblia (1541) foi colocada em todas as igrejas da Inglaterra. Mesmo que esta Bíblia era principalmente para uso das igrejas, alguns exemplares fizeram – se acessível para o estudo privado. Como contrapartida, a Bíblia de Genebra entrou em circulação em 1560 para converter – se na Bíblia do lar e durante meio século foi a mais popular para a leitura privada em inglês.
A versão Autorizada da Bíblia foi publicada em 1611. Sendo esta o trabalho de eruditos de grego e hebreu interessados em produzir a melhor tradução possível das Escrituras, esta “Versão do Rey Jaime” ganhou um lugar indiscutível no mundo que fala inglês em meados do século XVII. Revisões dignas de ser notadas aparecidas desde então, são a Versão Inglesa Revisada, 1881-1885, a Versão Standard Americana de 1901, a Versão Standard Revisada de 1952 e a Versão Berkely em inglês moderno de 1959.
Significado
Chegou o Antigo Testamento a nós como um relato de cultura ou história secular? Tem somente valor como a literatura nacional dos judeus? O Antigo Testamento mesmo manifesta ser mais que o relato histórico da nação judia. Tanto para judeus como para cristãos, é a História Sagrada que descobre a Revelação que Deus faz de Si mesmo ao homem; nele se registra não somente o que Deus tem feito no passado, mas também o plano divino para o futuro da humanidade.
Através das venturas e desventuras de Israel, Deus, o Criador do Universo, tanto como do homem, dirigiu o curso de seu povo escolhido na arena internacional das culturas antigas. Deus não é somente o Deus de Israel, mas o supremo governador que controla o fazer de todas as nações. Conseqüentemente, o Antigo Testamento registra acontecimentos naturais, e além do mais, entrelaçadas através de toda esta história, encontram – se as atividades de Deus em forma sobrenatural. Este rasgo distintivo do Antigo Testamento - o descobrimento de Deus em acontecimentos e mensagens históricas – eleva sobre o nível da literatura e historia seculares. Somente como História Sagrada pode ser o Antigo Testamento entendido em sua significação plena. O reconhecimento de que tanto o natural como o sobrenatural são fatores vitais em toda a Bíblia, é indispensável para uma compreensão integral de seu conteúdo.
Única como História Sagrada, o Antigo Testamento reclama distinção como Sagrada Escritura, assim foi para os judeus, a quem estes escritos foram confiados, ao igual que para os cristãos (Rom. 3:2). Vindo através dos meios naturais de autores humanos, o produto final escrito teve o selo da aprovação divina. Sem dúvida o Espírito de Deus usou a atenção, a investigação, a memória, a imaginação, a lógica, todas as faculdades dos escritores do Antigo Testamento. Em contraste com os meios mecânicos, a direção de Deus se manifestou por meio das capacidades históricas, literárias e teológicas do autor. A obra escrita como a receberam os judeus e cristãos constitui um produto divino – humano sem erro na escritura original. Como tal, continha a verdade para toda a raça humana.
Esta foi à atitude de Jesus Cristo e os apóstolos Jesus, o Deus – Homem aceitou a autoridade do corpo inteiro de literatura conhecido como o Antigo Testamento e usou livremente estas Escrituras como base do apoio de seu ensino. (Comparar João 10:34-35; Mt. 22:29, 43-45, Lc, 16:17, 24:25). De igual forma fizeram os apóstolos no período inicial da igreja cristã (H. Timóteo 3:16; II Pd. 1:20-21). Escrito por homens abaixo da direção divina, o Antigo Testamento foi aceito como digno de toda confiança.
Em nossos dias, é tão essencial considerar o Antigo Testamento como autoridade final, como foi nos tempos do Novo Testamento para judeus e cristãos. Como um registro razoavelmente confiável, dando margem a erros de transmissão que necessitam de consideração cuidadosa mediante o uso científico dos corretos princípios do criticismo atual, o Antigo Testamento fala autoritativamente na linguagem do leigo faz dois ou mais milênios. O que anuncia o declara com toda a verdade, já utiliza a linguagem figurada ou literal, já trata de questões de ética ou de mundo natural da ciência. As palavras dos escritores bíblicos, adequadamente interpretados em seu contexto total e em seu sentido natural de acordo com o uso de seu tempo ensinam a verdade sem erro. Assim, fale ao leitor o Antigo Testamento.
Este volume oferece uma perspectiva de todo o Antigo Testamento. Dado que a Arqueologia, a História e outros campos de estudo estão relacionados com o conteúdo do Antigo Testamento, podem ser meios para conseguir um melhor entendimento da mensagem da Bíblia, mas somente em tanto o leitor deixe a Bíblia falar por si mesma, alcançará este livro seu propósito.

CAPÍTULO I
O PERÍODO DOS PRINCÍPIOS

Os interrogantes acerca da origem da vida e das coisas tem tido sempre um lugar no pensamento humano. Os descobrimentos do passado, tais como o dos rolos do mar Morto, não somente é um desafio para o estudioso, mas que também fascina ao leigo.


O antigo Testamento prove uma resposta à interrogação do homem a respeito do passado; Os primeiros onze capítulos de Genesis expõem os fatos essenciais a respeito à Criação deste Universo e do homem. No registro escrito do proceder de Deus com o homem, estes capítulos penetram no passado mais além do que tem sido estabelecido ou corroborado definitivamente pela investigação histórica. Com razoável segurança, sem embargo, o evangélico aceita inequivocadamente esta parte da Bíblia como o “primeiro” (e p único autentico) relato da Criação do Universo por Deus.
Os capítulos iniciais do cânon são fundamentais para toda a revelação exposta no Antigo Testamento. Em toda a Bíblia há diferenças a criação e cedo história da humanidade tal como se expõe nestes capítulos introdutórios.
Como deveremos interpretar esta narração do princípio do homem e seu mundo? É mitologia, alegoria, uma combinação, contraditória de documentos, ou a idéia de um só homem acerca da origem das coisas? Outros escritores bíblicos a reconhecem como uma narração progressiva da atividade de Deus ao criar a terra, os céus e o homem. Mas o leitor moderno deve guardar – se de ler mais além da narração, interpretado-a em termos científicos, ou assumindo que é um armazém de informação sobre ciências recentemente desenvolvidas. Ao interpretar esta sessão da Bíblia – ou qualquer outro texto a tal objeto – é importante aceita – loa em seus próprios termos. Sem dúvida alguma, o autor fez uso normal de símbolos, alegorias, figuras da linguagem, poesia e outros recursos literários. Para ele, ao parecer, constitui um registro sensível e unificado do princípio de todas as coisas, tal como lhe haviam sido dadas a conhecer por Deus mediante humanos e divinos.
O tempo compreendido por este período dos princípios não indica em nenhum lugar das Escrituras. Entanto o ponto terminal - o tempo de Abraão – relaciona – se com a primeira metade do segundo milênio, os demais acontecimentos desta era não podem ser fechados com exatidão. Intentos de interpretar as referências genealógicas como uma cronologia completa e exata, não parecem razoáveis a luz da historia secular. Mesmo que a narrativa segue, em geral, uma ordem cronológica, o autor do Genesis não sugere de forma alguma uma data para a criação
Tão pouco nos são conhecidos os detalhes geográficos deste período. É improvável que cheguem a ser identificadas as situações do Éden e alguns dos rios e nações mencionados. Não se assinalam as mudanças geográficas tido com a expulsão do homem do Éden e com o diabo. Ao parecer, estão mais além dos limites da investigação humana.
Ao ler os onze capítulos do Antigo Testamento, podem suscitar – se questões que a narrativa deixa sem contestação. Estas interrogações merecem um estudo mais extenso. De maior importância, sem embargo, é a consideração do que se afirma, porque este material prove o fundamento e fundo para maior e mais completo revelação de Deus, como se manifesta de forma progressiva em capítulos subseqüentes.
A primeira parte do Gênesis encaixa distintamente nas divisões seguintes:


  1. Relato da Criação Gênesis 1:1-2:25

  1. O universo e seu conteúdo 1:1-2:3

  2. O homem e sua habitação 2:4-25




  1. A caída do homem e suas conseqüências 3:1-6:10

  1. Desobediência e expulsão do homem 3:1-24

  2. Caim e Abel 4:1-24

  3. A geração de Adão 4:25-6:10

III O dilúvio: Juízo de Deus sobre o homem 6:11-8:19



  1. Preparação para o dilúvio 6:11-22

  2. O dilúvio 7:1-8-19

IV. O novo princípio do homem 8:20-11:32



  1. O pacto com Noé 8:20-9:19

  2. Noé e seu filhos 9:20-10:32

  3. A torre de Babel 11:1-9

  4. Sem e seus descendentes 11:10-32


O relato da Criação 1:1-2:25
“No princípio” introduz o desenvolvimento na preparação o Universo * a criação do homem. Se este tempo sem data refere – se à criação original ou ao ato inicial de Deus na preparação do mundo para que o homem, é questão de interpretação. Em qualquer caso, o narrador começa com Deus como criador, neste breve parágrafo introdutório (1:1-2) em relação com a existência do homem e o Universo.
Ordem e progresso marcam a era da criação e organização (1:3-2:3). No período designado como de seis dias prevaleceu a ordem no Universo relativo à terra. No primeiro dia foram ordenadas a luz e as trevas para proporcionar períodos de dia e de noite. No segundo di foi separado o firmamento para ser a expansão da atmosfera terrestre. Segue na ordem, a separação da terra e a água, assim a vegetação apareceu a seu devido tempo. O quarto dia começaram a funcionar as luminárias nos céus em seus respectivos lugares, para determinar as estações, anos e dias para a terra. O quinto dia traz a existência criaturas vivo para povoar as águas abaixo e acima do céu. Culminante nesta série de acontecimentos criativos foi o dia sexto. Foram ordenados os animais terrestres e o homem para a ocupação da terra. O último dia foi distinguido dos primeiros confiando – se a responsabilidade de ter domínio sobre toda a vida animal. A vegetação foi à provisão de Deus para sua manutenção. No sétimo dia terminaram Deus seus atos criativos e o santificou como período de descanso.
O homem é imediatamente distinguido como o mais importante de toda a criação de Deus (2:4b-25). Criado a imagem de Deus, o homem se converte no ponto central de seu interesse ao continuar o relato. Aqui se dão mais detalhes de sua criação. Deus o formou do pó da terra e soprou nele o alento de vida, fazendo – se um ser vivente. Ao homem, não somente lhe confiou à responsabilidade de cuidar dos animais, mas que também o encarregou de colocar o nome. A distinção entre o homem e os animais se faz mais evidente pelo fato de que não encontrou companhia satisfatória, até que Deus criou a Eva como sua ajuda idônea. Como habitação do homem, Deus preparou um jardim no Éden. Encarregado do cuidado deste jardim, ao homem lhe foi confiado o desfrute completo de todas as coisas que Deus havia previsto abundantemente. Havia unicamente uma restrição: o homem não devia comer da arvore do conhecimento do bem e do mal.


A caída do homem e suas conseqüências – 3:1-6:10
O ponto mais crucial na relação do homem com Deus é a mudança drástica que se precipitou por desobediência do primeiro (3:1-24). Como o mais trágico desenvolveu na historia da raça humana, constitui um tema recorrente na Bíblia.
Enfrentada com uma serpente que falava, Eva começou a duvidar da proibição de Deus e deliberadamente desobedeceu. A sua vez, Adão cedeu à persuasão de Eva. Imediatamente acharam – se conscientes de sua decepção e do engano produzido pela serpente e de sua desobediência a Deus. Com folhas de figueira, tentaram recobrir sua vergonha. Cara a cara com o Senhor Criador, todas as partes implicadas nesta transgressão foram julgadas solenemente. A serpente foi maldita por cima de todos os animais (3:14). A inimizade seria posta como relação perpétua entre a semente da serpente, que representava mais que o réptil presente e a semente da mulher. A respeito de Adão e Eva o juízo de Deus, tem um caráter de misericórdia, ao assegurar à definitiva vitoria para o homem através da semente da mulher (3:15). Mas a mulher foi condenada ao sofrimento de criar seus filhos e o homem sujeito a uma terra maldita. Deus providenciou peles para seu vestido, que implicavam o matar animais como conseqüência de ser homem pecador. Conscientes do conhecimento do bem e do mal, Adão e Eva foram imediatamente expulsos do jardim do Éden, por medo a que compartilharam a árvore da vida e assim viver para sempre. Perdido o habitat da eterna felicidade, o homem foi encarregado com as conseqüências da maldição, somente com a promessa de um eventual consolo através da semente da mulher, que mitigaram seu destino.
Dos filhos nascidos de Adão e Eva somente de três é mencionado o nome. As experiências de Caim e Abel revelam a condição do homem em seu novo estado mudado. Ambos adoravam a Deus levando – lhe ofertas. Enquanto que o sacrifício de um animal de Abel era aceito, a oferta de vegetais de Caim era rejeitada. Irritado com aquilo. Caim matou seu irmão. Sendo que foi advertido por Deus, Caim adotou uma atitude de deliberada desobediência, convertendo – se assim no primeiro assassino da humanidade. Não é racional obter a conclusão de que esta mesma atitude prevaleceu quando levou sua oferta, que Deus tinha rejeitado.
A civilização de Caim e seus descendentes estão refletidos em uma genealogia que sem dúvida alguma representa um longo período de tempo (4:17-24). O próprio Caim fundou uma cidade. Uma sociedade urbana na antiguidade, por suposto, implicava o crescimento de rebanhos e manadas de animais. AS artes se desenvolveram com a invenção e produção de instrumentos musicais. Com o uso de ferro e o bronze Uego a ciência da metarlugia. Esta avançada cultura deu aparentemente ao povo um falso sentido de segurança. Isto se reflete em uma atitude de despreocupação e bagunça ostentada por Lamec, o primeiro polígamo. Teve o orgulho de utilizar armas superiores para destruir a vida. Caracteristicamente ausente, por contraste, teve qualquer reconhecimento de Deus pela progênie de Caim.
Depois da morte de Abel e sua perda e da decepção a respeito de Caim como assassino, os primeiros pais tiveram uma nova esperança com o nascimento de Set (4:25 ss), foi nos dias dos filhos de Set, Enos, que os homens começaram a voltar – se para Deus. Com o passar de muitas gerações e muitos séculos, outro signo de aproximação de Deus foi exemplificado em Enoque. Esta notável figura não experimentou a morte, sua vida de piedade filial com Deus terminou com sua ascensão. Com o nascimento de Noé, a esperança reviveu uma vez mais. Lamec, um descendente de Sete, antecipou que através de seu filho, o gênero humano seria consolado da maldição e relevado dela pela qual havia sofrido desde a expulsão do homem do Jardim do Éden.
Nos dias de Noé, o crescente ateísmo da civilização alcançou uma verdadeira crise. Deus, que havia criado ao homem e seu habitat, estavam decepcionados com sua prevalecente cultura. Os casamentos entre os filhos de Deus e as filhas dos homens tinham deixado Deus desgosto. (12) A corrupção, os vícios e a violência se incrementaram até o extremo de que todos os planos e ações dos homens estavam caracterizados pelo mal. A atitude de lamentação de Deus em ter criado o gênero humano resultava aparente no plano de retirar seu espírito do homem. Um período de cento e vinte anos de aviso precedeu o juízo que pendia sobre a raça humana. Somente Noé encontrou favor aos olhos de Deus. Justo e sem culpa manteve - se em uma aceitável relação com Deus o Criador.
O dilúvio: O juízo de Deus sobre o homem - 6:11 – 8:19
Noé era um homem obediente. Quando lhe foi ordenado que construísse a arca, ele seguiu as instruções (6:11-22). As medidas da arca, todavia representavam as proporções básicas utilizadas na construção de embarcações. Não estando desenhada para navegar a velocidade, a arca foi construída para albergar e acomodar nela todas as formas de vida que tiveram que ser conservadas durante a crise do juízo do mundo. Aproveitou – se de um amplo lugar para albergar a Noé, e sua esposa e seus três filhos e suas esposas, uma representação de cada animal básico e ave e alimento para todos eles.
Durante aproximadamente um ano, Noé ficou confinado na arca, enquanto o mundo estava sujeito ao juízo do divino. O propósito de Deus de destruir a pecadora raça humana se cumpriu. Tanto se o dilúvio foi local ou a escala mundial resulta de importância secundaria, pelo fato de que o dilúvio estendeu – se o bastante para incluir a toda a raça humana. Chuvas incessantes e águas procedentes de fontes subterrâneas elevaram o nível das águas por cima dos picos das mais altas montanhas. Ao seu devido tempo, a água foi cedendo. A arca acabou descansando sobre o monte Ararate. Uma vez que o homem abandonasse a arca enfrentou - se com uma nova oportunidade em um mundo renovado.
O novo princípio do homem – 8:20 – 11:32
A civilização antes do dilúvio começou com oferecimentos sacrificais. Em resposta, Deus fez um convenio com Noé e seus descendentes. Jamais o mundo voltaria a ser destruído com um novo dilúvio. O arco íris no céu converteu-se no signo perpétuo da aliança eterna de Deus com o homem. Bendizendo a Noé, Deus lhe comissionou para povoar e tornar – se dono da terra. Os animais, devidamente sacrificados, igualmente a vegetação, ficaram como fontes de alimento vivente. O homem, sem embargo, ficava estritamente a disposição de Deus, cuja imagem tinha sido criada, para evitar o derramamento de seu sangue.
Voltando para um propósito agrário, Noé plantou uma vinha. Sua indulgencia com a ingestão do vinho resultante, deu como resultado que Cam e provavelmente seu filho Canaã lhe faltasse ao respeito que lhe deviam. Este incidente deu a oportunidade para os pronunciamentos paternais de maldição e bênção feitos por Noé (9:20-28). O veredito de Noé foi profético em seu alcance. Antecipou a pecaminosa atitude de Cam refletida na linha de Canaã, um dos quatro filhos de Cam. Séculos mais tardes, os ímpios cananeus foram objeto do severo juízo com a ocupação de suas terras pelos israelitas. Sem e Jafé, os outros dois filhos de Noé, receberam as benções de seu pai.
Sendo uma racial e linguisticamente, a raça humana permaneceu em lugar por um período indefinido (11:1-9). Sobre a planície de Sinar, empreendeu o projeto de construir um tremendo edifico. A construção da Torre de Babel representava o orgulho nos alcances humanos igualmente ao desafio do mandamento de Deus para povoar toda a terra. Deus, que continuamente havia tomado interesse no homem constantemente, desde sua criação, não podia ignora – lo então. Aparentemente a torre não foi destruída, mas Deus terminou com o intento pela confusão das línguas. Isto se deu como resultado da dispersão da raça humana.
A distribuição geográfica dos descendentes de Noé se dá em um breve sumario (10:1-32). Esta genealogia, que representa uma longa era, sugere áreas para quais emigraram as diversas famílias. Jafté e seus filhos se situaram nas proximidades dos mares Negros e Cáspio, estendendo – se para o oeste em direção a Espanha (10:2-5). Muito verossimilmente os gregos, os povos indo – germânicos e outros grupos com grau de parentesco entre si, descendem de Jafté.
Os três filhos de Cam descenderam para África (10:6-14). Subseqüentemente, expandiram – se para o norte e para as terras de Sinai e Assiria, construindo cidades tais como Nínive, Calah, Babel, Acade e outras. Canaã, o quarto filho de Cam, estabeleceu – se ao longo do Mediterrâneo, estendendo – se desde Sidon até Gaza e para o leste. Também camitas de origem racial, os cananeus utilizavam uma língua com grau parentesco com os semitas.
Cam e seus descendentes ocuparam a área norte do Golfo Pérsico (10:21: 31). Elam Asur, Aram, e outros nomes de cidades estavam associados com os semitas. Depois de 2000 anos a. C. tais cidades como Mari e Nahor fizeram – se centros sobressalentes de cultura dos semitas.
Para concluir o período do principio, o fim do desenvolvimento se reduz para os semitas (11:10-32). Por meio de estrutura genealógica que utiliza dez gerações, o registro finalmente enfoca – se sobre Taré, que emigrou desde Ur a Harã. O clímax é a apresentação de Abrão, mais tarde conhecido como Abraão (Gen. 17:5) que encarna o começo de uma nação eleita, a nação de Israel, que ocupa o centro de interesse em todo o resto do Antigo Testamento.

Capítulo II



A idade patriarcal

O mundo dos patriarcas tem sido o ponto focal do intensivo estudo das recentes décadas. Novos descobrimentos têm iluminado as narrações bíblicas, ao fornecer um extenso conhecimento das culturas contemporâneas do Próximo Oriente.


Geograficamente, o mundo dos patriarcas está identificado como o do Crescente Fértil. Estendendo – se para o norte desde o Golfo Pérsico, ao longo das correntes do Tigre e Eufrates e seus territórios e depois para o sudoeste através de Canaã para o fértil Nilo e seu vale, esta área foi o berço das civilizações pré – históricas. Quando os patriarcas surgem na cena no segundo milênio a. C., as culturas da Mesopotâmia e Egito, já ostentavam de um passado milenário. Com Canaã como o centro geográfico do começo de uma nação, o relato de Gênesis está inter relacionado com o ambiente de duas civilizações que começam com Abraão na Mesopotâmia e termina com José no Egito (Gênesis 12:50)
O mundo dos patriarcas
O começo da história coincide com o desenvolvimento da escritura em, Egito e Mesopotâmia (ca. 3500-3000 a. C.). As descobertas arqueológicas nos têm proporcionado uma perspectiva que ligam as culturas que prevaleceram durante o terceiro milênio a. C. O período 4000-3000 a. C., ou a chamada Idade Calcolitica, está usualmente considerada como uma civilização que descansa pouco em materiais escritos. As cidades estratificadas de tais tempos indicam a existência de uma sociedade organizada. Conseqüentemente, o quarto milênio a. C., que revela a primeira criação de grandes edifícios, estabelece os limites da história em termos aceitáveis para o historiador. O que se conhece das civilizações precedentes, é denominado, com freqüência, como pré – histórico.

Esquema 1 CIVILIZAÇÃO DOS TEMPOS PATRIARCAIS*



Egito – Vale do Nilo

Palestina e Síria

Vale do Tigre – Eufrates e

Ásia Menor



Pré – histórico – antes de 3200

Período primitivo – 3200 2800

Egito unido nas dinastias I e II
Antigo Reino – 2800 – 2250 Dinastias IV – VI

- grandes pirâmides

- textos religiosos

Declive e ressurgimento

2250 – 2000

Dinastia VII – X

Dinastia XI

- poder centralizador em Tebas

Reinado Médio – 2000 – 1780

Dinastia XII

- governo central

Poderoso com capital em Menfis e na Faiyun

Literatura clássica

(Dinastia X – XII)


Decadência e ocupação – 1780 – 1546

Dinastias XIII – XIV – escuridão

Dinastias XV – XVI – os hicsos como invasores ocupam o Egito com cavalos e carros de guerra

Dinastia XVII – os hicsos são expulsos pelo reis tebanos

Novo Reino – 1546 – 1085

Dinastias XVIII – XX (Idade Amarna – 1400-1350)


2100 a. C.

Patriarcas em

Canaã 1700 a.C.


Os israelitas estão no Egito



Cultura suméria – 280 -2400

Primeira literatura na Ásia

Tumbas reais

O poder estendido para o Mar – Mediterrâneo


Supremacia Acádia – 2360 – 2160

- Sargon o grande rei

- invasão guti – ca. 2080

Terceira dinastia de Ur – 2070 – 1950 – prisão hurriana desde o norte


Primeira dinastia babilônica – 1800 – 1500(Arameus ou semitas ocidentais, 1750 Zimri – Lim rei em Mari) (Shamshi – Adad I em Nínive)



Hamurabi – o maior dos reis – 1700
Declive da Babilônia

  1. Antigo Império Hitita – 1600 – 1500

  2. Reino Mitanni – 1500 – 1370

  3. Novo Império Hitita – 1375 - 1200






  • Todos estes dados devem ser considerados somente como aproximados a realidade.






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