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INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL DO ALTO URUGUAI

FACULDADES IDEAU




DESENVOLVIMENTO da memória infantil

FRIZÃO, Gesiane Poter

DALMORO, Milene Andreis

MAFESSONI, Estefani Regina Valandro

Alunas da graduação em psicologia

e-mail: , e





RESUMO: A memória é a capacidade de relembrar mentalmente pensamentos, sensações e momentos importantes de nossas vidas, sendo assim é o mecanismo responsável por tudo que aprendemos ao longo da vida. Com essa visão buscamos analisar se há alguma evolução na memória de crianças dos 7 aos 10 anos de idade. Para isso buscamos entender melhor sobre o funcionamento cognitivo da memória e os tipos, como a memória de curto e longo prazo, memórias declarativas e não declarativas. Participaram deste estudo 8 crianças de 7 a 10 anos de idade, todas autorizadas pelos pais e/ou responsáveis. As professoras responderam uma entrevista semiestruturada que buscava compreender o desempenho da criança em tarefas que exigiam habilidades de memória. Já as crianças responderam o Teste de Aprendizagem Auditivo Verbal (de Rey) (RAVLT). Corrigindo os testes segundo as normas dele, deparamos com resultados positivos, sim, existe uma diferença de desempenho da memória entre as idades, onde aos 8 anos alcança o maior índice e aos 10 anos esse índice reduz, não havendo problemas graves.
Palavras-chave: memória, desenvolvimento infantil, Teste de Aprendizagem Auditivo Verbal (de Rey).

ABSTRACT: Memory is the ability to mentally remember thoughts, feelings and important moments of our lives, so is the mechanism responsible for everything we have learned throughout life. With this view we analyze if there is any progress in the memory of children from 7 to 10 years old. For this we seek to understand better on cognitive functioning and memory types, such as short and long term memory, declarative memories and not declarative. The study included 8 children 7-10 years of age, all authorized by parents and / or guardians. The teachers were asked a semistructured interview that sought to understand the child's performance in tasks requiring memory skills. The children answered the Auditory Learning Test Verbal (Rey) (RAVLT). Correcting the tests according to his standards, we find positive results, yes, there is a performance difference of memory between the ages where at 8 years reaches the highest level and to 10 years this index reduces, with no serious problems.
Keywords: memory, child development, Auditory Learning Test Verbal (Rey).

1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
A memória é uma capacidade crítica que desempenha um papel vital no funcionamento social, emocional e cognitivo. A memória forma a base de nosso sentimento de identidade, orienta nossos pensamentos e nossas decisões, influencia nossas reações emocionais e nos permite aprender. Assim sendo, a memória é fundamental para a cognição e para o desenvolvimento cognitivo.

O presente estudo de caso tem como objetivo compreender o desenvolvimento da memória em ciranças de 7 a 10 anos. Para tanto, inicialmente apresentamos uma revisão da literatura sobre o tema. Em seguida são descritas as metodologias utilizadas na pesquisa empírica: caracterização dos participantes, instrumentos utilizados, procedimentos de coleta de dados, procedimentos éticos, procedimentos de análise dos dados, resultado e análise e as consideções finais.




2 REFERENCIAL TEÓRICO
A memória é a capacidade de relembrar mentalmente pensamentos, sensações e momentos passados, sendo assim é o mecanismo responsável por tudo que aprendemos ao longo da vida. Trata-se de uma das mais complexas funções neuropsicológicas e cognitivas (ABREU; MATTOS, 2010). Está associada aos mecanismos sinápticos do sistema nervoso central (EDUCERE, 2009).

Historicamente, acreditava-se que crianças menores de 3 ou 4 anos de idade eram incapazes de criar representações estáveis de eventos e, portanto, eram incapazes de lembrar-se deles. Essa crença tem origem, em parte, nas constatações de que adultos raramente se recordam de eventos pessoais ocorridos antes dos 3 anos e meio – um fenômeno conhecido como amnésia infantil ou da infância. Entretanto, pesquisas com bebês e crianças pequenas verificaram que eles podem e conseguem criar lembranças de eventos. Combinadas com estudos de neurociência comportamental, utilizando modelos animais, e de neurociência do desenvolvimento, utilizando eletrofisiologia e neuroimagens, essas pesquisas fornecem insights sobre a forma pela qual a memória evolui com o desenvolvimento, assim como as estruturas cerebrais que a apoiam.

Há muitas formas de dividir o constructo da memória. Por exemplo, diferenciamos memória de trabalho, que permite reter representações por alguns segundos, e memória de longo prazo, que permite recordar eventos ao longo da vida. A memória de longo prazo pode ainda ser dividida em dois tipos: não declarativa (ou implícita) e declarativa (ou explícita). Memórias não declarativas são inacessíveis à consciência, e incluem habilidades de aprendizagem (por exemplo, andar de bicicleta) e de procedimentos (ou seja, processamento facilitado de um estímulo como função de experiência anterior a ele relacionada). A memória não declarativa está presente praticamente desde o nascimento. Por exemplo, os bebês mostram um processamento mais consistente dos rostos que já viram do que de rostos novos. No entanto, quando se pensa em memória ou em “lembrar de alguma coisa”, a maioria das pessoas está considerando a memória declarativa. A memória declarativa requer uma lembrança consciente, e inclui reconhecimento e evocação de nomes, objetos e eventos.

A memória possibilita ao indivíduo manipular e compreender o mundo, associando o contexto com as experiências individuais e, dessa forma, permitindo a interação do homem com seu meio (SQUIRE; KANDEL, 2003). É também a partir da memória que conseguimos conectar conhecimentos a fim de gerar novas ideias, as quais nos ajudam a tomar decisões diárias.

Os bebês recordam fatos do passado, porém de forma diferente das crianças e dos adultos (Bauer, 2006). Nessa fase existem duas maneiras de avaliar a memória através de imitação: uma de forma imediata, chamada imitação eliciada e outra, após um intervalo, chamada imitação diferida (Bauer, Wenner, & Kroupina, 2002; Meltzoff, 1988). Ou seja é a capacidade de imitar uma ação dos pais, ou lembrar dos rostos de seus pais.

Dados obtidos a partir de estudos com crianças indicam que o desenvolvimento da linguagem no período da pré-escola é fundamental para processos mais elaborados da memória (Carneiro, 2007; Nelson & Fivush, 2004), ou seja, a ação de lembrar é evidente nos primeiros anos de vida, já dos 2 aos 5 anos, na fase da pré-escola eles começam criar a suas rotinas, planejando tarefas.

Essa memória se desenvolve com a ajuda dos pais e professores, ou pessoas que convivem diariamente com a criança, assim se organizam juntos. Apenas no final da adolescência e no início da fase adulta é que ela se consolida, apesar de iniciar seu desenvolvimento quando o sujeito ainda é um bebê (Fivush, 2011).

Nesta pesquisa buscamos observar a evolução e as diferenças existentes no desempenho da memória entre crianças escolares.


3 MATERIAL E MÉTODO
Metodologia
O presente trabalho foi realizado através de fundamentação teórica com o embasamento em um primeiro momento em livros retirados da biblioteca da instituição e sites disponíveis. Além da parte prática aonde usamos uma entrevista semiestruturada na escola pública municipal de Santo Antônio do Palma, com crianças as quais os pais ou responsáveis assinaram um termo de consentimento para a realização do Teste de Aprendizagem Auditivo Verbal (de Rey) que nos foi disponibilizado. Com o objetivo de avaliar a memória de cada aluno.

O teste foi realizado com 8 crianças dos 7 aos 10 anos sendo duas de cada idade. Todas as crianças passaram pelos mesmos protocolos, em uma sala na escola. A entrevista com os professores foi realizada em particular, em momentos que eles podiam se afastar dos alunos.



Participantes
Para essa pesquisa foram selecionadas por conveniência 8 crianças dos 7 aos 10 anos de idade, estudantes de uma escola pública da região noroeste do estado do Rio Grande do Sul/ Brasil. Todas as crianças foram autorizadas a participar mediante o termo consentimento assinado pelos pais ou responsáveis. Após a coleta de dados, os resultados obtidos foram analisados por meio do teste RAVLT.

Instrumentos
A entrevista feita foi semiestruturada, nela o investigador tinha uma lista de questões ou tópicos a ser investigados (roteiro de entrevista), mas a entrevista aberta permite uma relativa flexibilidade. As questões não foram seguidas exatamente na ordem prevista no roteiro e poderão ser colocadas questões que não se encontram no mesmo, em função do decorrer da entrevista.

As entrevistas semiestruturadas (ou semi-directivas, de acordo com Quivy et al, 1992), apesar do roteiro elaborado pelo entrevistador, permitem que o entrevistado tenha alguma liberdade para desenvolver as respostas segundo a direção que considere adequada, explorando, de uma forma flexível e aprofundada, os aspectos que considere mais relevantes.

As perguntas foram realizadas com os professores, com o intuito de avaliar o desenvolvimento da memória em seus alunos.

Perguntas



  1. Seu aluno costuma lembrar do que aprendeu de um dia para o outro?

  2. Você nota que seu aluno precisa ser lembrado por você ou familiares para realizar atividades diárias?

  3. De 1 a 10 que nota você daria para a memória do (a).........

Para os alunos foi apricado o teste RAVLT, que consiste em uma lista de 15 substantivos (lista A) que é lida em voz alta para o sujeito com um intervalo de um segundo entre as palavras, por cinco vezes consecutivas (A1 a A5). Depois da quinta tentativa, uma lista de interferência, também composta por 15 substantivos (lista B), é lida para o sujeito, sendo seguida da evocação da mesma (tentativa B1). Logo após a tentativa B1, é pedido ao sujeito que recorde as palavras da lista A, sem que ela seja, nesse momento, reapresentada (tentativa A6). Após um intervalo de 20 minutos, que deve ser preenchido com outras atividades que não demandem raciocínio verbal, pede-se ao sujeito que se lembre das palavras da lista A (tentativa A7) sem que a lista seja lida para ele. Após a tentativa A7 é feito o teste de memória de reconhecimento, quando uma lista contendo 15 palavras da lista A, 15 palavras da lista B e 20 distratores (semelhantes às palavras de lista A e B em termos fonológicos ou semânticos) são lidas para o sujeito. A cada palavra lida, o sujeito deve indicar se ela pertence (ou não) à lista A.


Prodedimentos de Coleta de Dados
A coleta de dados foi realizada em uma sala de aula cedida pela escola, realizaram encontros individuais com as professoras e com as crianças participantes. A avaliação da memória através do RAVLT ocorreu em aproximadamente 40 minutos. Inicialmente aplicou-se a primeira parte do RAVLT, depois foi proposto à criança um momento de brincaderira, após 20 minutos aplicamos a segunda parte do teste.

Procedimentos éticos
Toda profissão define-se a partir de um corpo de práticas que busca atender demandas sociais, norteado por elevados padrões técnicos e pela existência de normas éticas que garantam a adequada relação de cada profissional com seus pares e com a sociedade como um todo.

Diante do Código de Ética Profissional do Psicólogo foram tomados alguns cuidados:



  • Todos foram informados que a participação era voluntária, a criança que não quisesse participar não teria nenhum dano;

  • Todos foram autorizados pelos pais e responsáveis;

  • Foi prezado pelo bem-estar da criança;

  • Não serão publicados os nomes dos participantes respeitando o sigilo.



Procedimentos de Análise dos dados
As entrevistas foram transcritas na integra para posteriormente ser analisadas. Extraiu-se das entrevistas os aspectos mais importantes para a compreensão do funcionamento da memória de cada criança. O RAVLT foi corrigido e analisado de acordo com o estudo de normatização para crianças brasileiras, desta forma, o desempenho das crianças foi comparado a médias esperadas para sua faixa-etária. Posteriormente calculou-se o Escore Z, um escore padronizado que possibilita identificar se a diferença do resultado das crianças com a média esperada para sua idade é estatisticamente significativa para considerar um déficit.
4 RESULTADOS E ANÁLISE
Após a coleta dos dados os mesmos tiveram os seguintes resultados em relação a entrevista feita com os professores:

Em relação a memória da aluna J. W., a professora F. G. do N. relatou que a aluna tem dificuldade na compreensão e memorização de conteúdos vistos em aula; possui uma grande dificuldade na realização de tarefas exigidas tanto em casa quanto na escola; a nota atribuída a aluna foi 7.

Com a aluna A. P. D., foi relatado pela professora F. G. que a mesma não possui dificuldades de relembrar matérias abordadas nas aulas anteriores; porém existe a necessidade de lembra-lá para realizar atividades diárias; a nota atribuída para a memória de Alana segundo a professora é 8,5.

Segundo a professora O. B., a aluna M. G. F. possui uma pequena dificuldade para relembrar de conteúdos vistos em dias anteriores; tem necessidade de ser lembrada pela professora ou algum de seus familiares para realizar tarefas diárias; a nota para sua memória foi de 7,5 segundo a professora.

Para a aluna A. S., a professora C. M. constatou que a mesma costuma lembrar do que aprendeu de um dia para o outro; existe a necessidade de ser lembrada pelos familiares e pela professora de tarefas diárias; a nota atribuída para a mesma que foi 9.

Quando realizada a entrevista com a professora R. S. sobre a aluna A. L. R., relatou que a aluna costuma lembrar das tarefas realizada nas aulas anteriores; porém existe a necessidade de ressaltá-la sobre materiais que são necessários levar a aula; a nota que a professora falou sobre a memoria da aluna foi 9.

Com relação a memória do aluno J.M. a professora J.R.T. constou que tem facilidade para recordar de assuntos vistos em aula; não tem necessidade de ser lembrado por familiares para realizar tarefas diárias; a nota atribuída para ele foi 9,5.

Para a professora L. de S. o aluno M. A. A. tem facilidade em memorizar os conteúdos vistos em aula; porém precisa ser lembrado por familiares para realizar atividades em casa solicitadas pela professora; a memória de Marcio é 8.

Para a professora A. C. o aluno M. A. D. tem facilidade em memorizar conteúdos; mas precisa ser lemprando para a realização de tarefas diárias; a nota dada a ele foi 8.

Para identificarmos algum déficit seguimos os dados da tabela 1.


Tabela 1.

Classificação Escore Z


Z ENTRE -1,0 E -1,5 DP

Sugestivo de alerta para déficit

Z MAIOR OU IGUAL -1,5DP

Sugestivo de déficit

Z ENTRE -1,6 E -2,0

Sugestivo de déficit moderado a severo

Z maior ou igual a -2,0

Sugestivo de déficit de gravidade importante

Tabela 1. Resultado em relação ao score Z, média da população da mesma idade.



Essa tabela aponta os níves de déficit dos entrevistados para a idade de 7 aos 10 anos, que se encontram no mesmo contexto dos avalidos nesta pesquisa.
Em relação ao teste aplicado com as crianças os resultados foram apontados na tabela 2, que segue na próxima página.

Tabela 2. Tabela representando a media esperdad e os resultados de cada criança.


Tabela referente a memória de curto prazo (soma A1+A4) nenhum participante demontrou déficit, (média A4-A1) é para calcular a taxa de aprendizagem ao longo do teste. Duas crianças apresentaram valores abaixo da norma e (A6) representa a memória de longo prazo onde apenas 1 participante apresentou nota inferior a norma. Realizamos também uma média de cada aluno, para assim identificar o desempenho da memória conforme o crescimento da criança, sendo que seu pico se encontrou aos 8 anos de idade. Em nossa análise a partir dos 9 anos os resultados diminuem, porém não há necessidade de tratamento. Ressaltamos que os testes foram corrigidos através das normas nele exigido.

Identificamos ansiedade nas crianças para a realização do teste, por isso, foram introduzidas brincadeiras e piadas para diminuir a ansiedade das mesmas e assim melhorando o desempenho na entrevista.




  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A memória é o mecanismo responsável por tudo que aprendemos ao longo da vida. Temos em vista que avaliá-la não é algo simples como atribuir apenas valores, requer muito estudo, prática e frustrações. Com essa pesquisa buscou-se entender se existe algum desenvolvimento da memória com o crescimento das crianças, para isso optamos pelo teste RAVLT para responder a dúvida, onde escolhemos crianças dos 7 aos 10 anos de idade como permitido no teste, para fim de observar o desempenho delas.

Corrigindo os testes segundo suas normas, deparamos com resultados positivos. Sim, neste grupo de sujeitos desta pesquisa ocorreu uma mínima diferença de desempenho da memória entre as idades, onde aproximadamente aos 8 anos as crianças atingiram seu pico e reduziu aos 9 anos, mas os valores encontrados não mostraram necessidade de encaminhamento para um especialista. Dois dos entrevistados A. P. D e A. R. apontaram déficit de memória segundo o score Z em relação a taixa de aprendizado. Na avaliação de longo prazo uma criança, A. R. apresentou déficit. A partir da correção dos testes constatou-se que o desempenho da memoria não depende apenas da idade das crianças, mas pode está relacionado a fatores sociais, educacionais, emocionais, entre outros.

Foi de grande valia a realização deste artigo, pois podemos visualizar melhor como será um dos campos de trabalho de um profissional psicólogo. Também podemos ter um melhor embasamento teórico sobre a memoria infantil e seu desenvolvimento.


REFERÊNCIAS:

ARTIGOS SOBRE O teste RAVLT crianças. Disponível em acesso 16 de mar. 2016


MEMORIA INFANTIL e seu desenvolvimento. Disponível em acesso 23 mar. 2016
TESTE RAVLT acesso 31 mar. 2016
DESENVOLVIMENTO INICIAL da memoria. Disponível em acesso 06 abr. 2016
AVALIAÇÃO DA MEMORIA de uma criança. Disponível em acesso 07 abr. 2016
MEMORIA INFANTIL psicologia. Disponível em acesso em 12 abr. 2016
QUEM TRADUZIU RAVLT no brasil. Disponível em acesso em 12 abr. 2016
NEUROPSICOLOGIA DO desenvolvimento da memória: da pré escola ao período escolar, Revista Neuropsicologia Latinoamericana, p.20-26, jan.2011
TESTE DE APRENDIZAGEM Auditivo-Verbal (de Rey) (REFERENCIA):


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Projeto de Aperfeiçoamento Teórico e Prático – Getúlio Vargas – RS – Brasil




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