Evolução dos sítios Web Municipais



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Acessibilidade dos Conteúdos Web dos Municípios Portugueses ‘09



Acessibilidade dos
Conteúdos
Web dos

Municípios Portugueses
2009
(análise à página de entrada)

Estudo qualitativo sobre a aplicação das WCAG 1.0 do W3C

J

orge Fernandes / Setembro 2009



SUPERA – Sociedade Portuguesa de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade

Índice


Introdução 2

Âmbito e objectivos do estudo 3

Ferramentas de avaliação automática utilizadas no estudo e respectivos testes 3

Metodologia 4

Caracterização do Universo em análise 5

Resultados 7

Casos especiais 7

Utilização do símbolo de acessibilidade à Web 9

Conformidade WCAG 1.0 10

Legenda das imagens 12

Botões Gráficos 14

Javascript 16

Inserção de elementos multimédia 18

iFrame 20

Frame 21

Gramática de (x)HTML 22

Tamanho de letra (unidade de medida) 25

Formulários 25

Hiperligações e Listas de Hiperligações (Menus) 26

Cabeçalhos 27

Teclas de atalho e saltos nas páginas 28

Tabelas de dados 29

Conclusões e Recomendações 31

Conclusão e discussão dos resultados 31

Recomendações 33

Referências   38

Anexos 40

Anexo I - Recolha dos dados eXaminator dos Municípios Portugueses entre 15 de Junho e 31 de Agosto de 2009. 41

Anexo II - Recolha dos dados TAW – Test Accesibilidad Web dos Municípios Portugueses entre 15 de Junho e 31 de Agosto de 2009. 49

Anexo III - Notas Gerais 54

Anexo IV – Índice de Figuras 55

Anexo V – Índice de Tabelas 56


Introdução

Nos últimos 10 anos (1999 – 2009) a presença na Internet dos Municípios Portugueses duplicou. 307 dos 308 municípios têm hoje um sítio na Internet.


O forte incentivo do Governo Português para a crescente presença na Internet dos Municípios fica igualmente evidenciado pelo significativo número de autarquias que receberam financiamento por parte dos programas operacionais, como foi o caso do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento (POS-C)1.
Com o presente estudo a Sociedade Portuguesa de Engenharia de Reabilitação (SUPERA) pretende observar em particular um dos requisitos de qualidade dos conteúdos Web referenciado no Guia de Boas Práticas na Construção de Web Sites da Administração Directa e Indirecta do Estado (Oliveira J. 2003). De que forma os conteúdos Web dos municípios cumprem os requisitos de acessibilidade constantes das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) 1.0 (Chisholm W. 1999) do Consórcio World Wide Web (W3C)?
Mais do que determinar o nível de conformidade para com as WCAG 1.0, procuramos neste estudo, pela primeira vez em Portugal, decompor os níveis de conformidade nos seus diversos pontos de verificação e descer a análise ao nível dos testes (critérios de sucesso), geralmente, implementados nos validadores automáticos.
Trata-se de uma análise feita apenas à primeira página dos sítios e a recolha foi feita, no essencial, com validadores automáticos. Dizemos no essencial, porque efectivamente ocorreram alguns procedimentos de validação manual.
No final foi possível determinar os indicadores tradicionais neste tipo de estudo: presença do símbolo de acessibilidade à Web na primeira página do sítio; determinação do nível de conformidade, mas também chegar a um conjunto de recomendações que visam orientar os responsáveis pelos sítios Web dos municípios na correcção das falhas encontradas.
O presente estudo contém vários exemplos (imagens, excertos de código) retirados da amostra em análise, referenciando sempre a sua fonte. Disponibilizamos igualmente os dados recolhidos, agregados por teste (ver anexo I - eXaminator) e por ponto de verificação (ver anexo II - TAW). Nunca apresentamos a totalidade dos dados compilados para um único município. Os nomes dos municípios aparecem citados apenas em quadros de boas práticas ou, por questões pedagógicas, para ilustrar um aspecto em particular.
Mais do que um retrato actual dos conteúdos Web dos Municípios Portugueses, o presente estudo deixa um vasto conjunto de soluções que visam incrementar a acessibilidade a pessoas com necessidades especiais aos conteúdos das autarquias portuguesas.

Âmbito e objectivos do estudo

Em Portugal, os diversos estudos existentes sobre acessibilidade Web (Accenture 2002, Accenture 2003, Santos L. 2006, Gonçalves R. 2009), dão-nos essencialmente um indicador de grandeza global relacionado com o nível de conformidade para com as directrizes de acessibilidade do W3C: 15.2% dos sítios da Administração Directa e Indirecta do Estado na Internet estão em conformidade ‘A’ (Accenture 2002), 13.8% dos sítios da Administração Directa e Indirecta do Estado na Internet estão em conformidade ‘A’ (Accenture 2003), 15% dos sítios Web dos municípios estão em conformidade ‘A’ (Santos L. 2006), 9.4% das 1000 maiores empresas portuguesas estão em conformidade ‘A’ (Gonçalves R. 2009). Perante os valores de conformidade, alguns dos estudos têm tendência em efectuar agregações sectoriais dos sítios e a procurar razões, mais ou menos plausíveis, para as diferenças de conformidade encontradas, por sector (Gonçalves R. 2009).


O presente estudo decompõe o nível de conformidade nos seus pontos de verificação e procura, nos testes dos validadores, práticas que permitam delinear soluções para as falhas encontradas. Assim, mais do que um estudo que demonstre uma tendência global, é objectivo localizar as razões que estão na origem de um determinado resultado.
São objectivos do presente estudo:


  • identificar quais são as principais falhas que ocorrem na concepção dos conteúdos Internet municipais potenciadoras de gerar barreiras de acessibilidade, principalmente a utilizadores com necessidades especiais;

  • identificar conteúdos Web de Municípios que constituam boas práticas;

  • com base nas boas práticas localizadas nos municípios, pretende-se dar exemplos de criação de conteúdos sem barreiras;

  • determinar o nível global de conformidade para com a versão 1.0 das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web do W3C das páginas de entrada na Internet dos 308 municípios.



Ferramentas de avaliação automática utilizadas no estudo e respectivos testes

Numa avaliação com ferramentas automáticas deve-se, no mínimo, fazer uso de duas ferramentas (W3C/WAI 2008). No presente estudo foram utilizados dois validadores automáticos de acessibilidade Web: o TAWTest Accesibilidad Web e o eXaminator.


O TAW é uma ferramenta da Fundação CTIC - Centro Tecnológico de la Información y la Comunicación2. Foi utilizada a versão 3.08 para instalação em Mac OS 10.5.8 destinada a avaliar as WCAG 1.0.
Quanto ao eXaminator é uma ferramenta desenvolvida pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP, disponível gratuitamente na Internet3. Na compilação da informação para o presente estudo foi criado um directório sectorial designado de municípios, no qual se introduziram as diversas páginas de entrada submetidas à análise.



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