Evidência que exige um veredito



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5A. SENHOR!!

Quem você decide que Jesus Cristo é não deve ser um exercício intelectual inconseqüente. Você não pode pô-lO na estante de livros como se Ele fosse um grande mestre de ensinos éticos. Essa não é uma opção válida. Ou Ele é um mentiroso, ou um lunático, ou o Senhor. Você tem que fazer a escolha. "Estes, porém", como escreveu o apóstolo João, "foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus" e. mais importante ainda, "para que, crendo, tenhais vida em seu nome" (João 20:31).

As provas claramente favorecem Jesus como o Senhor. No entanto, algumas pessoas rejeitam as provas tão claras devido às implicações morais envolvidas. É preciso que haja honestidade moral na consideração dos dados acima, que mostram Jesus ou como um mentiroso, ou lunático, ou como o Senhor e Deus.

BIBLIOGRAFIA

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capítulo 8:

A Grande

Questão...

Se Deus se tornasse homem, como é que Ele seria? Ou, Jesus possuía as características de Deus? Para começarmos a responder a essa pergunta, devemos primeiramente responder a uma outra pergunta, a saber: Por que Deus se tornaria um homem? Vou usar a ilustração da formiga. Imagine que você está vendo um lavrador arar a terra. E você repara que logo o lavrador vai arar e destruir um ninho de formigas. Como você gosta muito de formigas, você corre até o ninho para alertá-las. Primeiro, você grita para elas sobre o perigo iminente, mas elas continuam a trabalhar. Você então apela à linguagem de sinais e a todos os recursos que consegue imaginar, mas nada funciona. Por quê? Porque você não está se comunicando com elas. E qual é a melhor maneira para se comunicar com elas? Só se tornando uma formiga você se comunicará com elas de um modo que elas entendam.

Se Deus quisesse se comunicar conosco, qual seria a melhor maneira de fazê-lo? Percebemos que, a fim de Se comunicar conosco, Ele conseguiria fazê-lo melhor ao se tornar um homem e, dessa forma, nos alcançar diretamente.



Agora podemos começar a responder à pergunta básica: Se Deus se tornasse homem, a quem ou a que Ele seria semelhante? Ele possuiria os atributos de Deus, entraria neste mundo de forma incomum, realizaria ações sobrenaturais, não teria pecados, provocaria uma impressão duradoura e universal, e muitas outras coisas. Creio que Deus veio à terra na pessoa de Jesus Cristo, e em Jesus vemos a manifestação dos atributos de Deus e das características que acompanham um Deus-homem.

Este capítulo abrangerá o argumento de natureza filosófica "se... então". A primeira vez que vi esse argumento aplicado a Cristo foi no livro de Bernard Ramm Protestant Christian Evidences (Provas Cristãs Protestantes), capítulo 6, "The Verification of Christianity by the Supernatural Character of its Founder" (O Exame do Cristianismo a Partir do Caráter Sobrenatural de Seu Fundador).



A seguir você tem um esboço preparado para ajudá-lo a usar com eficácia este material.
SE DEUS SE TORNOU HOMEM, ENTÃO ERA DE SE ESPERAR QUE ELE:
1A. Entrasse na vida humana de um modo incomum.

2A. Estivesse sem pecado.

3A. Manifestasse o sobrenatural em forma de milagres.

4A. Possuísse profundo sentimento de ser alguém diferente dos outros homens.

5A. Apresentasse a maior mensagem já ensinada.

6A. Possuísse uma influência duradoura e universal.

7A. Satisfizesse a fome espiritual do homem.

8A. Manifestasse poder sobre a morte.

1A. SE DEUS SE TORNOU HOMEM, ENTÃO É DE SE ESPERAR QUE ELE TENHA ENTRADO NA VIDA HUMANA DE UM MODO INCOMUM
O nascimento virginal de Cristo é a prova deste ponto.
1B. Testemunho Sobre o Nascimento Virginal

O testemunno sobre o nascimento virginal se concentra principalmente nos evangelhos de Mateus e Lucas. Assim sendo, um estudo da fidedig-nidade de ambos os relatos e da harmonia que eles têm entre si é muito importante ao considerarmos o nascimento miraculoso de Jesus.
1C. O CONCEITO
A definição do nascimento virginal de Jesus deve estar de acordo com o modo prescrito no Antigo Testamento, pelo qual o Messias entraria no mundo.

A primeira profecia sobre a vinda de Cristo encontra-se em Gênesis 3:15. Nesse versículo Deus diz que a semente da mulher esmagará a cabeça da serpente. Assim, o Libertador viria da semente da mulher, e não da semente do homem, conforme é biologicamente aceito.



Uma profecia menos obscura ocorre em Isaías 7:14, a qual declara que "... a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e lhe chamará Emanuel". Está bem explícito que a referência é a uma virgem. E isso, de modo muito lógico, se refere à mulher de Gênesis 3:15.

Henry Morris escreve: "Embora tenha havido disputa sobre o sentido exato da palavra, seu emprego é sempre consistente com o sentido de 'virgem' e, em alguns casos, é o único sentido possível. Os estudiosos que prepararam a Septuaginta, versão em grego do Antigo Testamento, utilizaram a palavra grega que usualmente designa 'virgem' ao traduzirem Isaías 7:14. Igualmente o fez Mateus, quando citou essa profecia (Mateus 1:23) como se cumprindo no nascimento virginal de Cristo". 30/36

Além disso, em Isaías 7:14, afirma-se que o nascimento seria um "sinal" vindo do "próprio Senhor". Com certeza, isso é algo singular, no sentido de que não poderia ser um nascimento comum. De modo que podemos ver que a doutrina do nascimento virginal apresentada no evangelho está em harmonia com os ensinos mais antigos das Escrituras.
2C. FIDEDIGNIDADE
A fidedignidade dos relatos dos evangelhos também deve se basear em sua exatidão histórica.

A historicidade dos relatos dos evangelhos é confirmada pela época em que cada escritor coloca os acontecimentos do nascimento de Jesus e os próprios acontecimentos. Alega-se que existem discrepâncias no relato de Lucas sobre o nascimento, no que diz respeito ao censo determinado por Quirino. A princípio acreditava-se que Quirino foi governador somente em 8 A.D. e que Quirino e o seu censo teriam acontecido depois do nascimento de Cristo, como também depois da morte de Herodes. No entanto, atualmente alguns crêem que Quirino serviu durante dois mandatos, o primeiro deles em 10-7 a.C, o que situaria o seu primeiro censo à época aproximada do nascimento de Cristo e pouco antes da morte de Herodes, em4a.C. 39/113-115


3C. HARMONIA ENTRE OS TESTEMUNHOS
Para algo ser verdadeiro, aqueles que estão dando testemunho a respeito devem concordar naquilo que dizem.

Em referência aos relatos de Mateus e Lucas, Orr declara que, embora escrevam a partir de diferentes pontos-de-vista e seus escritos se originem de diferentes fontes, concordam numa questão central: "que Jesus, concebido pelo Espírito Santo, nasceu de Maria, uma virgem que estava noiva de José, o qual teve pleno conhecimento da questão..." 34/35
1D. Harmonia Versus discrepância das narrativas
"Os críticos falam das discrepâncias das narrativas. Muito mais notáveis, parece-me, são os pontos de concordância, inclusive os pontos sutis, que permeiam essas narrativas. Se os estudarmos cuidadosamente, os pontos de concordância demonstrarão ser bem mais numerosos do que parecem à primeira vista. Segue-se, por exemplo, uma lista de 12 pontos, que são bem fáceis de serem vistos nas narrativas, mas que deixam transparecer bem claramente a idéia central de toda a história.

1E. Jesus nasceu nos últimos dias de Herodes (Mateus 2:1, 13; Lucas 1:5).
2E. Foi concebido pelo Espírito Santo (Mateus 1:18, 20; Lucas 1:35).
3E. Sua mãe era virgem (Mateus 1:18, 20, 23; Lucas 1:27, 34).
4E. Ela estava noiva de José (Mateus 1:18; Lucas 1:27; 2:5).
5E. José pertencia à casa e linhagem de Davi (Mateus 1:16, 20; Lucas 1:27; 2:4).
6E. Jesus nasceu em Belém (Mateus 2:1; Lucas 2:4, 6).
7E. Por orientação divina Ele foi chamado Jesus (Mateus 1:21; Lucas 1:31).
8E. Foi declarado Salvador (Mateus 1:21; Lucas 2:11).
9E. José soube antecipadamente da situação de Maria e da causa dessa situação (Mateus 1:18-20; Lucas 2:5).
10E. No entanto, tomou Maria como esposa e assumiu plena responsabilidade paternal pelo filho de Maria (Mateus 1:20, 24, 25; Lucas 2:5ss).
11E. A anunciação e o nascimento foram acompanhados de revelações e visões (Mateus 1:20, etc; Lucas 1:26, 27, etc).
12E. Depois do nascimento de Jesus, José e Maria moraram em Nazaré (Mateus 2:23; Lucas 2:39)." 34/36, 37

Uma aparente discrepância dos relatos envolve a linhagem familiar de Jesus. A Bíblia apresenta duas genealogias de Cristo. Ao serem examinadas, parecem se contradizer. No entanto, a genealogia apresentada em Mateus é a de José e a apresentada em Lucas é a de Maria. 30/37 Visto que José descendia de Jeconias, Jesus não tinha o direito de pertencer ao trono (veja Jeremias 22:30; Conias, Jeconias, em 2 Reis 24, e Jeconias, em Mateus 1:11, são a mesma pessoa). No entanto, a linhagem de Maria não inclui Jeconias, e, visto que José não gerou Jesus, Ele tinha direito ao trono como "a semente" da mulher, Maria (Lucas 3:23).
2D. O Testemunho de Marcos, João e Paulo

Um argumento freqüentemente empregado pelos críticos é que, com exceção de Mateus e Lucas, no Novo Testamento não há qualquer referência ao nascimento virginal. Portanto, a conclusão a que freqüentemente se chega é que essa doutrina não era vital à mensagem da igreja do Novo Testamento.

William Childs Robinson, professor emérito de Teologia Histórica no Seminário Teológico Columbia, nos Estados Unidos, assinala que "aquilo que está explícito em Mateus e Lucas, encontra-se implícito em Paulo e João". 38

Robert Gromacki escreve que "é insustentável a posição de querer argumentar em favor da rejeição devido ao silêncio ou em favor da ignorância da doutrina também devido ao silêncio. Os apóstolos não registraram tudo o que ensinaram ou sabiam (cf. João 20:30). Na verdade, o chamado argumento do silêncio, que é empregado pelos liberais, pode ser um tiro que sai pela culatra. Uma vez que Paulo não menciona qualquer pai humano para a pessoa de Jesus, será que isso significa que ele cria que Jesus não teve um pai humano? A maioria considera o silêncio como consentimento. Se Paulo e os outros não acreditavam no nascimento virginal, será que não deveriam ter corrigido as narrativas mais antigas do nascimento? Pode-se usar o argumento do silêncio em favor dos dois lados. Na realidade, jamais se deve basear alguma afirmação ou negação no argumento do silêncio". 12/183

Também pode-se argumentar que "...embora seja verdade que essa questão apareça no início tanto do primeiro como do terceiro evangelho, está ausente no evangelho de Marcos, ou, como se costuma dizer, Marcos 'nada sabia a respeito', embora seu evangelho tenha sido o primeiro a ser escrito e tenha sido utilizado pelos outros dois. O evangelho de Marcos, que consideramos ter grande autoridade, foi o relato daquilo que ouviu da pregação de Pedro. Foi o 'intérprete' do apóstolo. Esse evangelho representa aquilo que Pedro considerava útil ou necessário para a pregação em público, da mesma forma como Paulo pregou no Areópago em Atenas, ou então em Jerusalém, Antioquia e Roma".

"E, por razões óbvias, a questão do nascimento de nosso Senhor não teria sido um assunto a ser tratado em tais ocasiões, especialmente enquanto Sua mãe estava viva, sendo, possivelmente, conhecida pessoalmente por aqueles que ouviam. O tema principal devia ser os ensinamentos dados por Cristo, os sinais operados por Ele, e, acima de tudo, pelo que vemos do lugar que ocupam, os acontecimentos de Sua paixão." 39/99-101

É possível que o escritor do quarto evangelho tenha pressuposto um nascimento miraculoso para Jesus ao usar a palavra "unigênito" em João 3:16.

Como John R. Rice diz, "Jesus repetidamente se referiu a Si mesmo como o 'Filho unigênito' de Deus. Pois a palavra 'gerou' é uma palavra utilizada em genealogias humanas, uma expressão que se refere ao papel do homem na procriação ou na geração de uma criança. Refere-se ao nascimento físico. Jesus insistiu que não foi gerado por José, mas por Deus. A mesma palavra, monogenes, é usada seis vezes no Novo Testamento em relação a Jesus como sendo unigênito, o único gerado de Deus; e duas vezes o próprio Jesus a empregou com referência a Si mesmo! Observe que Jesus não afirma ser simplesmente alguém que foi gerado por Deus. Antes, afirma ser a única pessoa nascida que foi gerada de tal maneira. Ele é o único Filho gerado de Deus. Ninguém mais chegou a nascer de uma virgem. Num sentido espiritual, pode-se afirmar que os cristãos são gerados de novo ('regenerados') para uma esperança viva (1 Pedro 1:3), mas no sentido em que Jesus foi gerado por Deus, ninguém mais chegou a sê-lo. Jesus estava claramente afirmando que Ele fora fisicamente gerado por Deus, e não por um pai humano." 37/22,23

A geneaologia do apóstolo João ocupa-se essencialmente com o "princípio", de modo que não trata do nascimento virginal. "No princípio era o Verbo... e o Verbo se fez carne" (João 1:1, 14).

De modo análogo, em relação a Paulo, este "conhecia Lucas muito bem. Durante um longo período Lucas foi companheiro de Paulo em suas viagens, e esteve com ele em Roma; e Lucas é a principal autoridade que temos sobre a história do nascimento de nosso Senhor. O apóstolo Paulo deve ter conhecido essa história, e é bem natural que, conhecendo-a, falasse de nosso Senhor da maneira como faz quando afirma que 'Deus enviou seu Filho, nascido de mulher' (Clemente F. Rogers)". 39/101


2B. Provas Históricas, Além dos Relatos dos Evangelhos, Acerca do Nascimento Virginal
1C. ÉPOCA
Um fator importante acerca dos relatos dos Evangelhos é a época em que foram escritos. Devido à data remota da composição dos Evangelhos, não houve tempo suficiente para o desenvolvimento de um mito em torno do nascimento de Cristo. Assim, devemos examinar as provas sobre o ensino do nascimento virginal na igreja primitiva. Quanto a isso existem duas questões:
1D. Como a idéia de um acontecimento virginal surgiu tão rapidamente, não estava baseada num fato?
2D. Se os Evangelhos não eram históricos, como foram aceitos tão universalmente numa data tão remota?
Sobre a crença da igreja primitiva no nascimento virginal, Gresham Machen escreve: "Mesmo que... não houvesse uma única palavra sobre o assunto no Novo Testamento, o testemunho do segundo século revalaria que a crença no nascimento virginal teria surgido, na pior das hipóteses, bem antes do término do primeiro século". 25/44

Logo nos primeiros dias da igreja, existia um grupo denominado "os ebionistas". Eles se opunham à maneira como a igreja interpretava a passagem de Isaías que menciona a virgem dando à luz um filho (Isaías 7:14). Eles diziam que esse versículo devia ser traduzido pela frase "uma jovem". 39/105 O ponto importante é que a igreja acreditava no nascimento virginal.

Sobre isso James Orr escreve: "... Além dos ebionitas... e de umas poucas seitas gnósticas, não se sabe da existência de qualquer grupo de cristãos do período inicial que não aceitasse como parte de sua fé o nascimento de Jesus da Virgem Maria; enquanto que... temos as mais amplas provas de que essa crença era parte da fé geral da Igreja". 34/138



Ao falar da igreja primitiva, Aristides afirma que "tudo que sabemos sobre as doutrinas do período inicial do segundo século se harmoniza com a crença de que, naquele período, a virgindade de Maria fazia parte da fé cristã que fora formulada". 2/25
2C. O TESTEMUNHO DOS PRIMEIROS PAIS DA IGREJA
Muito importante na história da crença da igreja primitiva no nascimento virginal é o testemunho dos seus primeiros pais. Em 110 A.D. Ináci-o escreveu na Epístola aos Efésios: "Pois nosso Deus Jesus Cristo... foi concebido no ventre de Maria... pelo Espírito Santo". 55/18:2

"Pois a virgindade de Maria e Aquele que dela nasceu... são os mistérios mais comentados em todo o mundo, embora operados secretamente por Deus." 52/19:1 Inácio recebeu a informação de seu mestre, o apóstolo João.

"Dispomos ainda de outras provas", escreve Clement F. Rogers, "que revelam que essa crença não era uma idéia nova à época de Inácio. Pois sabemos que a crença dos cristãos no nascimento virginal sofria ataques por parte daqueles de fora. Cerinto, por exemplo, foi contemporâneo e adversário de São João. Conta-se que o evangelista, ao encontrar com Cerinto nos banhos públicos, exclamou: 'Fujamos daqui para que não nos sobrevenha de o prédio cair sobre nós, enquanto Cerinto, o inimigo da verdade, está aqui'. Irineu nos conta que ele (Cerinto) ensinava que nosso Senhor havia nascido de José e de Maria como quaisquer outros homens". 39/105

Um outro dos escritores pós-apostólicos, Aristides, em 125 A.D., fala do nascimento virginal: "Ele é o próprio Filho do Deus excelso que se manifestou pelo Espírito Santo, desceu dos céus e, nascido de uma virgem hebréia, se encarnou a partir da virgem... É Ele que, segundo a carne, nasceu pertencendo à raça dos hebreus, por intermédio da virgem Maria que deu à luz Deus". 2/32

Em 150 A.D. Justino Mártir oferece muitas provas a favor da idéia do nascimento milagroso de Jesus. "... Nosso Mestre Jesus Cristo, que é o primogênito de Deus Pai, não nasceu como resultado de relações sexuais... O poder de Deus, descendo sobre a virgem, cobriu-a com sua sombra e fez com que, embora ainda virgem, concebesse... Pois, devido ao poder de Deus, Ele foi concebido por uma virgem... De acordo com a vontade de Deus, Jesus Cristo, Seu Filho, nasceu da Virgem Maria" (Apologia 1:21-33; Diálogo com Trifo, o Judeu ).

"O primeiro grande cristão de fala latina foi o advogado convertido, Tertuliano. Ele nos informa que, em seus dias (ca. 200 A.D.) existia não apenas um credo cristão estabelecido, sobre o qual todas as igrejas concordavam, mas também nos informa que o nome técnico desse credo era tesse-ra. Bem, as coisas só recebem nomes técnicos quando já estão estabelecidas há algum tempo. Ele cita esse credo quatro vezes, o qual inclui as palavras 'ex virgine Maria' (da Virgem Maria)." 39/103
3C. OS ANTIGOS TESTEMUNHOS JUDAICOS
Como seria de esperar, também existem argumentos contrários ao nascimento virginal. Esses argumentos foram levantados pelos judeus. Nosso propósito aqui é demonstrar que bem no início da igreja havia controvérsia vinda de fora, a respeito do nascimento de Jesus e que, para surgir essa controvérsia, a igreja devia vir ensinando o nascimento milagroso de Cristo.

Ethelbert Stauffer diz: "Numa lista genealógica, com data anterior a 70 A. D., Jesus é mencionado como 'o filho bastardo de uma mulher casada'. É evidente que o evangelista Mateus estava familiarizado com essas listas e que estava lutando contra elas. Mais tarde, alguns rabinos chamaram grosseiramente Jesus de filho de uma adúltera. Também afirmaram saber qual era exatamente o 'nome do pai desconhecido: Panthera'. Em antigos textos rabínicos encontramos freqüentes alusões a Jesus ben Panthera, e o platonista eclético Celso, que viveu por volta de 160 A.D., conta em detalhes toda espécie de piada maliciosa sobre Maria e o legioná-rio romano Panthera"47/17



No Toldoth Jeschu, a história de Cristo escrita pelos judeus, ensina-se que Jesus teve "origem ilegítima, através da união de sua mãe com um soldado de nome Panthera". 34/146

Hugh Schonfield, o cético judeu, conta: "O rabino Shimeon ben Azzai disse: 'Encontrei um rolo genealógico em Jerusalém, e nele estava escrito 'fulano, filho bastardo de uma adúltera"'. 42/139s

O rabino Shimeon viveu no final do primeiro e início do segundo séculos A.D. De acordo com Schonfield, esse documento já devia existir à época da captura de Jerusalém em 70 A.D. Nos registros judaicos mais antigos, o nome de Jesus é representado por "fulano".

Schonfield passa, então, a dizer que "não haveria razão para se fazer esse registro genealógico, a menos que a (genealogia) original cristã tivesse feito alguma afirmação de que o nascimento de Jesus não foi normal". 44/139, 140

Devido à citação do rabino Shimeon, Schonfield afirma que a acusação contra Jesus "de que era filho bastardo de uma adúltera remonta a uma data bem antiga". 44/140

Em Contra Celso, Orígenes declara: "Vamos, todavia, voltar às palavras postas na boca do judeu, as quais descrevem a mãe de Jesus como tendo sido despedida pelo carpinteiro de quem estava noiva, pois fora condenada de adultério e tivera uma criança de um certo soldado chamado Panthera. Analisemos se aqueles que inventaram o mito de que a virgem e Panthera cometeram adultério e de que o carpinteiro rompeu o noivado, não estavam cegos quando maquinaram toda essa história para se livrarem da concepção milagrosa pelo Espírito Santo. Pois, com relação à natureza profundamente milagrosa desse acontecimento, poderiam ter deturpado a história em outros aspectos sem admitir que Jesus não nasceu de um casamento comum. Era inevitável que aqueles que não aceitavam o nascimento milagroso de Jesus inventassem alguma mentira. Mas o fato de que não o fizeram de modo convincente, mas mantiveram como parte da história que a virgem não concebeu Jesus de José, faz com que a mentira se torne óbvia às pessoas que são capazes de analisar as histórias fictícias e desmascará-las. Será que é razoável que um homem que se aventurou a fazer tão grandes coisas em favor da humanidade neste universo não tivesse tido um nascimento milagroso, mas um nascimento mais ilegítimo do que qualquer outro?... É, portanto, provável que essa alma, que viveu na terra uma vida mais útil do que muitos homens (dizendo isso para não dar a impressão de querer levantar a questão de ter sido a vida dele mais útil do que a de 'todos' os homens), precisasse de um corpo que não apenas se distin-guia dos corpos humanos, mas que também era superior a todos os demais." 33/1:32, 33

Mesmo nos evangelhos essa controvérsia aparece como em Marcos 6:3: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? e não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele."

"Esse relato", diz Ethelbert Stauffer, "que aparece somente em Marcos, reflete bem a situação. Os judeus possuíam regras bem rígidas para dar nome aos filhos. Um judeu recebia como sobrenome o nome de seu pai (por exemplo, Jochanam ben Sakkai) mesmo que seu pai tivesse morrido antes do nascimento da criança. Ele recebia o nome da mãe só quando o pai era desconhecido." 47/16
4C. O ALCORÃO
1D. No Alcorão encontramos regularmente menções a Jesus como Isa ibn Maryam - isto é, Jesus o filho de Maria. Stauffer escreve que "Abdu-Uah al-Baidawi, o comentarista clássico do Alcorão, assinala com pleno conhecimento o costume semítico de dar nomes: usa-se o nome da mãe quando o pai é desconhecido. Mas aqui esse nome e sua explicação têm um propósito totalmente positivo. No islamismo considera-se Jesus como o Filho da Virgem Maria, o qual foi gerado pela Palavra criadora de Deus. 47/17,18

"Nas Logia lemos que Jesus foi repreendido por ser um 'glutão e bebedor'. Deve ter havido alguma base para essa acusação. Pois ela se harmoniza com tudo o que sabemos sobre a atitude de Jesus e a reação dos grupos farisaicos. Bem, entre os judeus da Palestina esse insulto em particular era dito a uma pessoa, filha de uma união ilegítima, que, devido a seu modo de vida e a sua conduta religiosa, revelava a nódoa de sua origem. Foi nesse sentido que os fariseus e seus seguidores usaram essa expressão contra Jesus. O sentido era: 'ele é um bastardo'." 47/16

Como resultado da repulsa bem antiga (antes de 70 A.D.), por parte dos judeus diante da origem ilégitima de Jesus, temos uma confirmação do fato de que existia dúvida quanto a quem era o pai de Jesus. A igreja cristã, bem no seu início, no máximo quarenta anos depois da morte de Jesus, deve ter ensinado alguma doutrina sobre o Seu nascimento, isto é, o nascimento virginal.
2D. O Alcorão menciona o nascimento de Jesus em Maria 19:20. Quando se anunciou a Maria que ela teria um filho, sua resposta foi: "Como pode ser isso se sou uma virgem e nenhum mortal jamais me tocou?" O relato prossegue dizendo: "É fácil para Mim (o Senhor)". Ele então "soprou o Seu Espírito sobre ela". 4/6
3B. A Conclusão de Vários Autores
Com base nos dados disponíveis, é importante ver o que alguns escritores dizem a respeito:

W. R. Griffith Thomas escreve: "O ponto principal em favor da doutrina é a necessidade de explicar a singularidade da vida de Jesus". 50/125

HenryMorris declara: "É perfeitamente apropriado que Aquele que realizou muitos milagres durante a Sua vida, que Se ofereceu a Si mesmo na Cruz como sacrifício de expiação pelos pecados dos homens e que então ressurgiu corporalmente dentre os mortos, numa confirmação de todas as Suas reivindicações, tivesse iniciado uma vida tão singular por meio de uma entrada singular nessa vida". 30/38

"Se Ele é de fato nosso Salvador, deve ser bem mais do que um simples homem, embora também seja de fato o Filho do homem. Para morrer pelos nossos pecados, Ele mesmo deve estar isento de qualquer pecado pessoal. E para, na prática, estar livre de pecados, deve primeiramente ser uma pessoa sem pecados na sua própria natureza. Ele não poderia participar da natureza humana, preso à maldição e ao domínio do pecado, como acontece com todos os outros filhos dos homens. Portanto, seu nascimento deve ter sido um nascimento milagroso. A 'semente da mulher' foi colocada no ventre da virgem quando, no dizer do anjo, 'descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o ente santo que há de nascer será chamado de Filho de Deus'" (Lucas 1:35). 30/38

"O nascimento virginal é verdadeiro não apenas porque é claramente ensinado na Bíblia, mas também porque é o único tipo de nascimento que faz jus ao caráter e à missão de Jesus Cristo, bem como ao grande plano de Deus para a salvação de um mundo perdido." 30/38

"Afirmar que um milagre assim é impossível de acontecer é negar a existência de Deus ou então negar que Ele possa controlar Sua criação." 30/38

Ao fazer um resumo das provas acerca do nascimento de Jesus, /. Gresham Machen declara: "Assim, acreditamos que existe uma boa razão para se sustentar a posição de que a razão pela qual a igreja Cristã veio a crer no nascimento de Jesus sem a presença de um pai humano foi simplesmente porque Ele foi, sem dúvida alguma, gerado dessa maneira". 25/269



Qement Rogers conclui que "todas as provas existentes provam o nascimento milagroso de Cristo". 39/115
2A. SE DEUS SE TORNOU HOMEM, ENTÃO SERIA DE SE ESPERAR QUE ELE NÃO TIVESSE PECADO

1B. Primeiramente, Examinemos o Testemunho que Ele Dá de Si Mesmo
João 8:46: "Quem dentre vós me convence de pecado?"

Ninguém lhe respondeu. Quando Ele os convidou a que O acusassem, Ele pôde ali ficar e suportar o escrutínio da parte deles. Ele estava sem pecado; assim, era capaz de Se abrir dessa maneira.

Ele também disse: "Eu faço sempre o que lhe agrada" (isto é, o que agrada a Deus) (João 8:29). Ele parece ter vivido em comunhão ininterrupta com Deus.

A pureza auto-consciente de Cristo surpreende por ser totalmente diferente da experiência dos outros crentes. Cada cristão sabe que quanto mais perto se aproxima de Deus, torna-se mais cônscio do seu pecado. Todavia, isso não ocorre com Cristo. Jesus viveu junto a Deus mais intimamente do que qualquer outra pessoa e esteve livre de qualquer sentimento de pecado.



Nesta mesma linha de pensamento, ficamos sabendo das tentações que Jesus sofreu (Lucas 4), mas nunca de Seus pecados. Jamais soubemos que tenha confessado pecados ou pedido perdão por eles, muito embora tenha ensinado os discípulos a fazerem isto. Parece que Ele não teve qualquer sentimento de culpa, que acompanha a natureza pecaminosa.
2B. O Testemunho de Seus Amigos
Por toda a Bíblia se revelam as incoerências de todas as pessoas. Nenhum dos grandes heróis judaicos é apresentado sem alguma mácula, nem mesmo Davi ou Moisés. Mesmo no Novo Testamento, em quase todos os livros escreve-se sobre as faltas dos apóstolos, e, ainda assim, em nenhuma passagem encontramos menção a um único pecado na vida de Cristo.

Em primeiro lugar, devemos nos assegurar das razões pelas quais iríamos estudar os relatos feitos por Seus discípulos. Vemos que se deve estudar o testemunho deles pelas seguintes razões:
1C. ELES VIVERAM EM INTIMO CONTATO COM JESUS POR APROXIMADAMENTE TRÊS ANOS.
2C. ELES ERAM JUDEUS, E, DESDE O NASCIMENTO, FOI-LHES INCULCADA A CONSCIÊNCIA DE SUA PRÓPRIA NATUREZA PECAMINOSA, ASSIM COMO A DOS OUTROS SERES HUMANOS.
3C. O TESTEMUNHO DELES ACERCA DA NATUREZA NÃO-PECAMINOSA DE JESUS É INDIRETO.
Eles não começam querendo provar que Ele não tinha pecado; antes, fazem comentários sobre o assunto de tal modo que reconhecem a natureza não-pecaminosa de Jesus.

Sobre os escritos dos discípulos, A E. Garvie afirma: "... Parece absolutamente inacreditável que algum dos discípulos pudesse ter, primeiramente, inventado e, então, descrito a personalidade de Jesus, tal como aparece nos evangelhos". 10/98

No íntimo contato que tiveram com Ele, jamais enxergaram nEle os pecados que viam em si mesmos. Eles se irritavam mutuamente, queixavam-se e discutiam, mas nunca viram tal coisa em Jesus. Devido à rígida formação judaica, teriam profunda dificuldade em dizer que Jesus não tinha pecado a menos que, de fato, Ele não tivesse pecado.

Seus companheiros mais íntimos, Pedro e João, confirmam que Ele não cometeu pecado.

1 Pedro 1:19: "Mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo".

1 Pedro 2:22: "O qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca".

1 João 3:5: "Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado".

João chegou ao ponto de dizer que se alguém afirma que está sem pecado, é mentiroso e também está chamando Deus de mentiroso. Contudo, João deu testemunho do caráter imaculado de Jesus quando afirmou que "não existe pecado" em Cristo (1 João 3:5).



Até mesmo a pessoa responsável pela morte de Jesus reconheceu Sua inocência e pureza. Depois de trair Jesus, Judas percebeu a Sua retidão e caiu em profundo remorso porque havia traído "sangue inocente" (Mateus 27:3,4).

O apóstolo Paulo, em suas epístolas, também deu testemunho da natureza não - pecaminosa de Jesus (2 Coríntios 5:21).


3B. Mais Importante, talvez, do que o Testemunho dos Seus Amigos É o dos Seus Inimigos
Um dos homens crucificados com Jesus dá testemunho da Sua natureza sem pecado. Em Lucas 23:41 um dos ladrões repreendeu o outro, dizendo: "... este nenhum mal fez".

O próprio testemunho de Pilatos acerca da natureza não-pecaminosa de Jesus foi: "Que mal fez este?" (Lucas 23:22).

Junto à cruz o centurião exclamou: "Verdadeiramente este homem era justo" (Lucas 23:47).

Também é evidente que Seus inimigos iriam tentar apresentar alguma acusação para provar a Sua culpa. No entanto, não conseguiram (Marcos 14:55, 56).

Quanto a isso, Marcos reúne numa só passagem quatro críticas que Seus inimigos haviam feito (em 2:1-3:6). Primeiro, acusaram- nO de blasfêmia porque perdoara os pecados de um homem. Contudo,se Ele era divino, tinha todo o poder para oferecer o perdão. Segundo, eles ficaram atônitos pelas más companhias que Ele tinha — pecadores, publicanos, meretrizes, etc. Os líderes religiosos daquela época acreditavam que o correto era evitar contato com essas pessoas. Diante de tais acusações, Ele se refere a Si mesmo como sendo um médico de pecadores (Marcos 2:17). Terceiro, acusaram-nO de ter uma prática religiosa frívola, pois não jejuava como os fariseus. Entretanto, não há dúvida alguma de que levasse Sua religião a sério. Finalmente, ficaram perturbados por Ele quebrar o sábado (curando, colhendo no campo, etc). Ainda assim ninguém pode duvidar que Ele fosse submisso à lei de Deus. Por ser o "Senhor do Sábado", Ele escolheu destruir falsas tradições e dar à lei de Deus a verdadeira interpretação.


4B. Finalmente, Dispomos do Testemunho da História
O islamismo considera Jesus sem pecado. No Alcorão (Maria 19:19), o anjo Gabriel veio a Maria e lhe disse que seu filho, Jesus, seria "imaculado".

Philip Schaff nos assegura que "aqui está o Santo dos Santos da humanidade..." 42/107

"Jamais viveu um ser mais imaculado sobre a face da terra. Ele não machucou ninguém, não tirou vantagem de ninguém. Nunca falou uma palavra imprópria, nunca realizou uma ação errada." 43/36,, 37

"A primeira impressão que recebemos da vida de Jesus é a de inocência perfeita e de natureza sem pecado no meio de um mundo pecaminoso. Ele e mais ninguém conseguiu manter na juventude e na idade adulta a pureza sem mácula da infância. Por essa razão, o cordeiro e a pomba são os símbolos apropriados para Ele". 43/35

"É, em resumo, a perfeição absoluta, a qual eleva Seu caráter bem acima do alcance de todos os outros homens e faz com que seja uma exceção a uma regra universal, um milagre moral da história". 42/107



"Ele é a encarnação visível do padrão ideal de virtude e santidade, e o supremo modelo para tudo que é puro, bom e nobre diante de Deus e dos homens". 43/44

"Assim era o Jesus de Nazaré - um homem de verdade no corpo, na alma e no espírito, ao mesmo tempo em que diferia de todos os homens; uma personalidade única e original desde a mais tenra infância até a plena maturidade, agindo em comunhão permanente com Deus, transbordando de amor para com os homens, livre de todo e qualquer pecado e erro, inocente e santo, consagrado aos mais nobres objetivos, ensinando e praticando todas as virtudes numa perfeita harmonia, selando a vida mais pura com a morte mais sublime, e reconhecido desde então como o único modelo perfeito de bondade e santidade". 43/73



John W. Stott contribui com um pensamento: "Essa profunda desa-tenção para com o eu no serviço a Deus e aos homens é o que a Bíblia chama de amor. No amor não existe interesse pessoal. A essência do amor é o auto-sacrifício. O pior dos homens é marcado por um lampejo ocasional dessa atitude de nobreza, mas a vida de Jesus irradiou amor com um brilho fulgurante e permanente. Jesus não teve pecado porque não era egoísta. Essa ausência de egoísmo é amor. E Deus é amor". 48/44,45

Um outro escritor, Wilbur Smith, declara: "A característica que se destaca na vida terrena de Jesus é aquela da qual todos nós reconhecemos que estamos distantes, e, ao mesmo tempo, é aquela que todos os homens admitem ser a característica mais valiosa que alguém possa ter, a saber, bondade absoluta, ou, em outras palavras, pureza perfeita, santidade genuína, e, no caso de Jesus, nada menos que ausência de pecado. "46/7



C. E. Jefferson escreve: "A melhor razão que temos para crer na natureza não-pecaminosa de Jesus é o fato de que Ele permitiu que Seus amigos mais chegados pensassem assim sobre Ele. Em tudo o que Ele falou não existe qualquer traço de pedido de desculpas, ou qualquer idéia de problema de consciência, ou qualquer sugestão de estar triste por alguma falta, ou o menor vestígio de remorso. Ele ensinou as outras pessoas a se considerarem pecadoras, Ele asseverou bem claramente que o coração humano é mau, Ele disse a Seus discípulos que toda vez que orassem deviam pedir perdão, mas nunca falou ou agiu como se Ele mesmo tivesse a mais leve idéia de ter feito algo diferente do que aquilo que agradava a Deus". 17/225

Quanto a isso,Philip Schaff afirma: "É um fato inquestionável, tanto do ponto-de-vista de Sua missão e comportamento coerente, como de sua manifesta consagração, que Cristo sabia que Ele estava livre de pecado e culpa. A única explicação racional para esse fato é que Cristo não era pecador". 43/40

Um outro testemunho é o de A. E. Garvie: "Se nEle houvesse qualquer pecado secreto, ou mesmo a lembrança de pecados passados, isso revelaria uma insensibilidade moral em contraste irreconciliável com o discernimento moral que Seus ensinos revelam". 10/97

C. E. Jefferson afirma: "Nada existe na consciência de Jesus que indique ser Ele culpado de algum pecado". 17/328

Como Stott nos mostra, a personalidade de Jesus revelava os Seus pensamentos e convicções: "Fica claro, então, que Jesus acreditava que não tinha pecado, da mesma forma como acreditava que era o Messias e o Filho de Deus". 48/39

Kenneth Scott Latourette, o famoso historiador, assegura: "Uma outra qualidade que freqüentemente se tem assinalado era a ausência de qualquer sentimento de ter cometido pecado ou de possuir um defeito vital... É profundamente significativo que em alguém com tanta sensibilidade moral, como era o caso de Jesus, o qual ensinava Seus seguidores a pedirem perdão pelos pecados, não haja qualquer sugestão de alguma necessidade de perdão para Si mesmo, nem qualquer pedido de desculpas, quer àqueles ao Seu redor, quer a Deus". 21/47

"O Sermão da Montanha é a biografia de Cristo. Tudo o que Ele disse já havia escrito com a própria vida. O sermão apenas traduziu a Sua vida em palavras" (Thomas Wright). 29/60

Henry Morris escreve: "Se o próprio Deus, encarnado em Seu único Filho, não pudesse estar à altura do padrão de Sua própria santidade, então seria totalmente fútil ir a qualquer outro lugar do universo em busca de sentido e salvação". 30/34

Bernard Ramm diz: "... Jesus teve a única vida perfeita de piedade e santidade pessoal pela exclusiva razão de ser o Deus encarnado".

Sobre isso escreve Griffith Thomas: " ... Nem por um só instante surgiu a mais leve sombra entre Ele e Seu Pai celestial. Ele não tinha pecado". 50/17



E Griffith Thomas mais uma vez fala a respeito: "Se a própria vida de Cristo não tivesse sido sem pecado, é óbvio que Ele não poderia ser, para a humanidade, o Redentor dos pecados". 50/17

É Philip Schaff quem diz: "Quanto melhor e mais santo um homem é, mais ele sente a necessidade de perdão, e fica bem aquém de seu próprio e imperfeito padrão de excelência. Mas Jesus, com a mesma natureza que a nossa e tentado tal como nós, jamais sucumbiu à tentação; jamais teve motivo para lamentar algum pensamento, palavra ou ação; nunca precisou de perdão, conversão nem reforma; nunca deixou de estar em harmonia com Seu Pai celestial. Toda a Sua vida foi um ato ininterrupto de consagração de Si mesmo em favor da glória de Deus e em favor do bem-estar eterno de Seus semelhantes". 42/107

"Não conheço qualquer bem verdadeiro e duradouro além da excelência moral que resplandece em Jesus Cristo" (William Ellery Channing). 29/51

Wilbur Smith comenta: "Quinze milhões de minutos de vida sobre a terra, no meio de uma geração ímpia e corrupta — cada pensamento, cada ação, cada propósito, cada atividade, em particular e em público, desde o momento em que, como recém- nascido, abriu os olhos, até o instante em que expirou na cruz, tudo isso foi aprovado por Deus. Nem uma única vez o nosso Senhor teve que confessar algum pecado, pois Ele não teve qualquer pecado" 46/8, 9
5B. Junto Com o Testemunho da História Encontramos as Palavras de Alguns dos Mais Famosos Céticos
Rousseau afirmou: "Quando Platão descreve o homem justo que imaginava, oprimido por todos os castigos de culpa, mas merecendo as mais elevadas recompensas da virtude, ele descreve exatamente o caráter de Jesus Cristo..." 43/134

O famoso escritor John Stuart MUI indaga: "Mas quem dentre seus discípulos ou dentre os prosélitos seria capaz de inventar as palavras atribuídas a Jesus, ou idealizar a vida e o caráter apresentados nos Evangelhos?" 43/145

"Jesus é o mais perfeito de todos os homens que já apareceu" (Ralph Waldo Emerson ). 29/52

O historiador William Lecky afirma que "Ele., tem sido não apenas o mais elevado padrão de virtude, mas também o mais forte incentivo à prática dessa virtude..." 22/8

"Até mesmo David Strauss", escreve Wilbur Smith, "o mais rancoroso de todos os adversários dos elementos sobrenaturais dos Evangelhos, cujas obras ajudaram a destruir a fé em Cristo mais do que os escritos de qualquer outro homem na atualidade - até mesmo Strauss, com todas as suas críticas contundentes, incisivas e maldosas e sua total rejeição de tudo que diga respeito a milagres, já perto do fim da vida foi constrangido a admitir que em Jesus existe perfeição moral. 'Esse Cristo... é histórico, não um mito; é um indivíduo, não apenas um símbolo... Ele continua sendo o mais elevado modelo de religião ao alcance da nossa mente; e nenhuma devoção perfeita é possível sem Sua presença no coração'." 46/11

Finalizando,BernardRamm escreve: '"Perfeição sem pecado e perfeita ausência de pecado é o que seria de se esperar do Deus encarnado, e isso encontramos em Jesus Cristo. A hipótese e os fatos se harmonizam". 36/169
3A. SE DEUS SE TORNOU HOMEM, ENTÃO É DE SE ESPERAR QUE ELE TENHA MANIFESTADO O SOBRENATURAL NA FORMA DE MILAGRES
1B. O Testemunho das Escrituras
"Ide, e anunciai a João o que vistes e ouvistes; os cegos vêem. os coxos andam, os leprosos sao purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres anuncia-se-lhes o evangelho" (Lucas 7:22).

Assim, vemos que Seus milagres demonstraram uma grande variedade de poder: poder sobre a natureza, poder sobre as enfermidades, poder sobre os demônios, poderes de criação e poder sobre a morte. Isso também constituía uma confirmação das profecias e de seu cumprimento messiânico em Cristo.

Uma lista desses milagres inclui:

MILAGRES DE CURA FÍSICA

Um leproso — Mateus 8:2-4; Marcos 1:40-45; Lucas 5:12-15

Um paralítico - Mateus 9:2-8; Marcos 2:3-12; Lucas 5:18-26

Febre (sogra de Pedro) - Mateus 8:14-17; Marcos 1:29-31

O filho do oficial do rei curado - João 4:46-53

Enfermidade física — João 5:1-9

Umamãomirrada -Mateus 12:9-13; Marcos3:1-6: Lucas 6:6-1 i

Surdez e mudez — Marcos 7:31-37

Cegueira, em Betsaida - Marcos 8:22-25: em Jerusalém. João 9: de Bartimeu. Marcos 10:46-52

Dez leprosos - Lucas 17:11-19

A orelha seccionada de Malco - Lucas 22:47-51

Hemorragia - Mateus 9:20-22; Marcos 5:25-34; Lucas 8:43-48

Hidropsia - Lucas 14:2-4

Água transformada em vinho, em Cana — João 2:1-11
MILAGRES NO ÂMBITO DA NATUREZA

Tempestade amainada — Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41; Lucas 8:22-25

Pesca sobrenatural — Lucas 5:1 -11; J oão 21:6

Multiplicação de alimentos: 5.000 alimentados — Mateus 14: 15-21; Marcos 6:34-44; Lucas 9:11-17: João 6:1-14;



    1. alimentados - Mateus 15:32-39; Marcos 8:1-9

Andar sobre a água - Mateus 14:22,23; Marcos 6:45-52; João6:19

Tirar dinheiro de dentro de um peixe — Mateus 17:24-27

Figueira tornada seca — Mateus 21:18-22; Marcos 11:12-14
MILAGRES DE RESSURREIÇÃO

A filha de Jairo — Mateus 9:18-26; Marcos 5:35-43; Lucas 8:41-56

O filho da viúva — Lucas 7:11-15

Lázaro de Betânia - João 11:1 -44 48/500


2B. Comentários e Citações Sobre os Seus Milagres
"Cristo demonstrou poder sobre as forças da natureza, o qual só poderia pertencer a Deus, o criador dessas forças." 24/56

De acordo com isso estão as palavras de C. S. Lewis: "Creio que todos os pontos essenciais do hinduísmo não seriam prejudicados caso se removesse o elemento miraculoso, e o mesmo é quase que igualmente verdadeiro em relação ao islamismo, mas não se pode agir assim com o cristianismo. O cristianismo é precisamente a história de um grande milagre. Um cristianismo naturalista deixa de lado tudo aquilo que é claramente cristão". 23/83

Bernard Ramm apresenta um outro propósito dos milagies: "Nas religiões não-cnstãs, acredita-se em milagres porque já se acredita na religião, mas na religião bíblica são meios para estabelecer a verdadeira religião. Essa distinção tem enorme importância. Israel veio a existir através de uma série de milagres, a lei foi outorgada em meio a manifestações sobrenaturais, e muitos profetas foram identificados como porta-vozes de Deus devido ao poder que tinham para realizar milagres. Jesus veio não apenas pregando, mas operando milagres, e os apóstolos, vez ou outra, realizaram maraviDias. Era o milagre confirmando a religião em todos os aspectos". 37/142s

Philip Schaff afirma que os milagres de Cristo apresentaram um "contraste marcante com os atos enganosos e fraudulentos e com os milagres inúteis e absurdos da ficção apócrifa. Foram realizados sem qualquer ostentação, com tanta simplicidade e facilidade, que foram simplesmente chamados de Suas obras". 42, 105

Nesta mesma linha de pensamento. Griffith Thonias relata. "É digno de nota que. com muita freqüência, é empregada para designar esses milagres nos evangelhos a palavra bem comum 'obras' (erga). As obras são a conseqüência natural e necessária da vida de Jesus. A expressão prática daquilo que Ele mesmo era". 50/50

Os milagres também espelhavam o caráter dAquele que os realizava.

Griffith Thomas prossegue: "A questão se resolve, de um modo simples, com a seguinte pergunta: admitindo-se que Ele fosse uma Pessoa sobrenatural, os Seus feitos sobrenaturais estavam em harmonia com a Sua vida? O caráter das obras atribuídas a Ele, o bem que elas fizeram, as limitações com que foram realizadas, o lugar comparativamente insignificante que ocuparam em Seu ministério e a ênfase constante dada por Cristo â primazia da vida espiritual — tudo isso está em plena harmonia com a manifestação e atuação da Pessoa tão milagrosa e sobrenatural que se vê em Jesus". 50/54

Philip Schaff diz: "Todos os Seus milagres não passam de manifestações naturais de Sua pessoa, pois foram realizados com a mesma facilidade com que desempenhamos nossas atividades comuns e diárias". 43/76, 77

Citando mais uma vez Philip Schaff: "Os Seus milagres foram, sem exceção, motivados pelas razões mais puras, tendo como objetivo a glória de Deus e o benefício dos homens; são milagres de amor e misericórdia, repletos de instrução e significado, e em harmonia com o Seu caráter e missão". 43/91

F. H. Chase declara: "A motivação e o âmbito dos milagres do Senhor, registrados nos Evangelhos, são sempre os mesmos. Os relatos dos milagres encontram-se espalhados por todas as partes dos Evangelhos. Quando os analisamos e os confrontamos, descobrimos que possuem uma unidade não intencional. Juntos eles cobrem toda a esfera da atuação de nosso Senhor como Salvador, renovando cada aspecto do ser complexo que é o homem e restaurando a paz no mundo físico. Os Evangelhos não os apresentam como tendo o objetivo básico de acentuar Sua dignidade e poder. Caso fossem invenção de uma fantasia religiosa, desejosa de apresentar ilustrações com a imposição de histórias acerca da Sua grandeza e da Sua glória, do ponto- de-vista moral seria impossível que essa unidade sutil se tivesse mantido de modo tão coerente e discreto". 6/404

"Os milagres", escrevei. E. Garvie, "estão em harmonia com o caráter e a auto-consciência de Jesus; não são confirmações externas, mas elementos constitutivos internos da revelação do amor, da misericórdia e da graça do Pai celestial, dados por meio dEle, o Filho amado de Deus e Irmão compassivo dos homens". 11/51, 52



Thomas conclui dizendo: "Para nós, hoje em dia, a Pessoa de Cristo é o grande milagre, e a maneira correta de pensar é raciocinar a partir de Cristo, indo então para os milagres, e não partir dos milagres, para chegar a Cristo". 50/49

Até mesmo o islamismo reconhece a Sua capacidade de realizar milagres, conforme vemos no Alcorão (A Mesa Servida 5:110). Ele menciona a cura de cegos, de leprosos e a ressurreição de mortos.
3B. Antigas Testemunhas Judaicas
Escreve Ethelbert Stauffer em Jesus and His Story (Jesus e Sua História): "Encontramos muitas referências aos milagres de Jesus nos livros legais e históricos dos judeus".

"Por volta de 95 A.D., o rabino Eliezer ben Hyrcanus, de Lida, escreveu sobre as habilidades mágicas de Jesus". 47/9

"Por volta do mesmo período (95-110 A.D.) encontramos a acusação: 'Jesus praticou magia e fez Israel se desviar'" (Sanhedrim 43a). 47/10

"Sabemos que por volta de 110 houve uma controvérsia entre os judeus da Palestina sobre se era aceitável ser curado em nome de Jesus". 47/10

"Bem, curas milagrosas em nome de Jesus implicam que o próprio Jesus realizou esses milagres." 47/10



Há também uma referência indireta feita por Juliano o Apóstata, imperador romano em 361 a 363, que foi um dos mais talentosos escritores dentre os antigos adversários do cristianismo. Em seu livro contra o cristianismo ele afirma: "Já faz cerca de trezentos anos que Jesus vem sendo lembrado. Durante sua vida não fez nada digno de fama, a não ser que alguém considere excepcionalmente grande o fato de curar coxos, cegos e exorcisar demônios nas vilas de Betsaida e Betânia." 43/133 Inadvertidamente atribuiu a Cristo o poder de realizar milagres.
4B. Para Silenciar os Críticos
Diz Bernard Ramm: "Caso os milagres estejam ao alcance da percepção sensorial, pode-se testemunhar a respeito deles. Caso se apresente um testemunho adequado dos milagres, então o testemunho escrito tem, como prova das experiências, a mesma validade ao ver os próprios acontecimentos". 36/140

Assim, muitos dos milagres de Jesus foram realizados perante o público para análise e investigação abertas por parte dos céticos. Primeiramente, examinemos o relato bíblico da ressurreição de Lázaro.

Bernard Ramm comenta: "Se a ressurreição de Lázaro foi de fato testemunhada por João e por ele registrada quando ainda estava com o pleno domínio das faculdades mentais e em plena posse da memória, para os propósitos de prova, esse registro reflete a mesma cena que nós teríamos presenciado se estivéssemos ali no momento". 36/140,141

Com relação à ressurreição de Lázaro, é significativo que Seus adversários não negaram o milagre, mas, antes, tentaram matá-lO antes que todos cressem nEle (João 11:48).

Assim sendo, os contemporâneos de Jesus, inclusive Seus inimigos, confirmaram Sua capacidade de realizar milagres. Contudo, esse poder foi atribuído a Satanás por Seus inimigos e a Deus pelos Seus amigos (Mateus 12:24).

Respondendo à acusação, Jesus disse: "Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma, não subsistirá. Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesmo; como, pois, subsistirá o seu reino?" (Mateus 12:25, 26).

Com base nas provas e testemunhos disponíveis, percebemos que não se pode menosprezar os milagres dos Evangelhos devido às afirmações extravagantes e supersticiosas dos milagres pagãos. Apenas porque alguns milagres são falsificados, isso não é prova de que todos sejam fraudulentos.

Os milagres são freqüentemente menosprezados porque vão contra as leis da natureza. Todavia, as leis não podem fazer alguma coisa acontecer. Portanto, quando se discute os milagres de Jesus, deve-se considerá-los como sendo um ato de Deus vir e alterar o rumo normal dos acontecimentos.

Podemos, então, ver que os milagres são uma parte inerente da comunicação de Deus conosco. Assim, a questão toda depende, em última instância, da existência de Deus.

A esse respeito, diz Griffith Thomas: "Portanto, caso permitamos que a doutrina científica da uniformidade e continuidade da natureza se interponha no nosso caminho, inevitavelmente chegaremos à conclusão de que os milagres são impossíveis e, a partir daí, concluiríamos que, como geralmente acontece, um Cristo miraculoso é impossível. Assim, na verdade a questão é decidida numa base a priori, antes mesmo de se examinar as provas". 50/52

Paul Little declara o fato de que "a ciência só tem condições de dizer que os milagres não ocorrem no curso normal da natureza. A ciência não pode 'proibir' milagres porque as leis naturais não podem fazer algo acontecer e, conseqüentemente, também não podem proibir". 24/125

Também em relação às leis naturais, ouvimos o seguinte de Philip Schaff: "Os milagres verdadeiros estão acima da natureza; não são contra a natureza... São a manifestação de uma lei superior, à qual as leis inferiores devem obedecer". 43/92

Para concluir há duas citações, a primeira de John A. Broadus e a outra de A. E. Garvie.

"Considere os evangelhos tal como foram escritos... Se Jesus de Nazaré não realizou feitos sobrenaturais, Ele falou falsamente inúmeras vezes. Ele que falou como nenhum outro homem falou, e contra seu caráter crítica alguma pode apontar um só defeito... ou Ele realizou feitos sobrenaturais, ou então falou falsamente". 10/72

Garvie declara: "... Um Cristo que, sendo o Filho de Deus e buscando Se tornar o Salvador dos homens, não operasse milagre algum, seria mais difícil de compreender e acreditar do que o Jesus relatado tão coerentemente nos Evangelhos". 10/73
4A. SE DEUS SE TORNOU HOMEM, ENTÃO É DE SE ESPERAR QUE ELE TEVE UM PROFUNDO SENTIMENTO DE SER ALGUÉM DIFERENTE DOS OUTROS HOMENS
1B. O Testemunho dos Amigos
Tal é a influência de Jesus que as pessoas têm de "assumir uma posição a favor ou contra Ele. A indiferença tem sido sempre impossível". No Alcorão (A Família de Jesus 3:45), Jesus é mencionado como "o maior de todos neste mundo e no mundo vindouro". Pascal indagou: "Quem teria ensinado aos evangelistas as qualidades de uma alma perfeitamente heróica, as quais eles descrevem de modo tão perfeito na pessoa de Jesus Cristo?" 56/29

"Em todos os aspectos Jesus era verdadeiramente humano, e também mais do que humano". 45/27

Channing, citado por Frank Ballard em The Miracles of Unbelief (Os Milagres da Descrença), afirmou: "Desconheço o que se possa acrescentar para aumentar a admiração, a reverência e o amor que Jesus provoca". 3/252

A. M. Fairbairn, em Philosophy ofthe Christian Religion (Filosofia da Religião Cristã), afirma: "Em resumo, Jesus era a divindade se manifestando na humanidade, e com as limitações decorrentes. Essa idéia é em si mesma algo extraordinário, e se torna ainda mais extraordinária pela maneira maravilhosa como toma corpo numa história pessoal. Nunca houve uma idéia mais suprema do que essa..." 8/326

"Sua vida foi santa; Sua palavra foi verdadeira, todo o Seu caráter foi a personificação da verdade. Jamais houve um homem mais real ou autêntico do que Jesus de Nazaré" (G. Thomas). 50/11



W. R. Gregg afirma que "Jesus teve uma daquelas naturezas raras e privilegiadas, tendo recebido, com mais perfeição do que qualquer outro, a pureza e a harmonia absoluta daqueles cujos aspectos mentais e morais conferem uma lucidez que alcança as raias da profecia". 3/152

Hausrath, citado por Frank Ballard, tem o seguinte pensamento: "A história humana não conhece qualquer outra vida notável que tenha tido pouco daquilo que é terreno, transitório, local; que tenha se dedicado a propósitos tão elevados e universais". 3/252

John Young em Christ ofHistory (O Cristo da História), indaga:"... Como aconteceu que, dentre todos os homens, só ele alcançou a perfeição espiritual? Aquilo que Deus operou em termos de vida piedosa e virtude num determinado momento e num caso específico nesta terra, certamente poderia ter operado em outras épocas e em outros casos. Se Jesus foi apenas homem, Deus poderia ter suscitado em diferentes épocas muitos desses exemplos vivos de uma humanidade santificada, igual a Jesus, para corrigir, instruir e aperfeiçoar o mundo. Mas Ele não o fez..." 57/243

Carnegie Simpson escreveu: "Instintivamente não o colocamos na mesma categoria de outras pessoas. Quando encontramos o Seu nome numa lista que começa com Confúcio e termina com Goethe, achamos que e uma ofensa não tanto contra a ortodoxia como contra a decência. Jesus não é mais um no grupo dos grandes homens do mundo. Caso queira, refira-se a Alexandre o Grande, a Carlos o Grande e a Napoleão o Grande... mas Jesus não está na mesma categoria. Ele não é o Grande; Ele é o único. Ele é simplesmente Jesus. Nada se pode acrescentar a isto... Ele está fora do alcance de nossa investigação. Ele confunde os valores da natureza humana. Ele leva o nosso espírito crítico à inação. Ele enche nossos espíritos de temor e tremor". 98/36 (Citado por John Stott em Cristianismo Básico.).

Sâ"o de Philip Schaff estas palavras: "Seu zelo jamais se degenerou em paixão, nem Sua constância em obstinação; nem Sua benevolência em fraqueza, nem Sua ternura em sentimentalismo. Seu desprendimento das coisas do mundo nada tinha a ver com indiferença ou insociabilidade; Sua dignidade nada tinha a ver com orgulho e presunção; Seu caráter afetuoso nada tinha a ver com uma intimidade imprópria; Sua auto-negação nada tinha a ver com um espírito taciturno; Seu domínio-próprio nada tinha a ver com a austeridade. Nele havia uma combinação de inocência parecida com a das crianças e de força viril, de uma completa devoção a Deus e um interesse incansável pelo bem-estar dos homens, de um amor terno para com o pecador e uma severidade intrasigente com o pecado, de uma dignidade imponente e uma humildade cativante, de uma coragem intrépida e uma cautela prudente, de uma firmeza inflexível e uma bondade amorosa". 43/63

John W. R. Stott cita uma conversa oorrida entre Robert Browning e Charles Lamb. Nessa conversa, Lamb falava sobre a reação que teriam caso alguém, vindo dentre os mortos, entrasse no recinto. Indagado sobre o que faria se Cristo entrasse na sala, Lamb respondeu: "... Se Shakespeare entrasse nesta sala, todos nós nos levantaríamos para cumprimentá-lo, mas se essa Pessoa entrasse aqui, todos nós nos prostraríamos e procuraríamos beijar a orla das suas vestes". 48/36



Griffith Thomas declara: "Ele representa uma intervenção divina e precisa em favor do homem, ocorrida num determinado instante da história do mundo, e sobre esse grande milagre da Pessoa de Cristo nós temos que nos definir..." 50/53

"Ele tem todos os aspectos positivos que caracterizam outros homens, e não é exagero dizer que não lhe falta qualquer característica que os homens consideram desejável no caráter humano." 50/11

Klausner, um erudito judeu, afirma: "Jesus foi o mais judeu dentre os judeus, até mais do que Hillel". 19/1249

"Em todo o mundo se reconhece... que Cristo ensinou o sistema ético mais puro e sublime, que ofusca os preceitos e máximas morais dos homens mais sábios da antigüidade". 43/44

Joseph Parker escreveu em Ecce Deus (Eis o Deus): "Só um Cristo poderia ter idealizado outro Cristo". 25/57

Johann Gottfried von Herder declara: "Jesus Cristo é, no sentido mais perfeito e sublime, a concretização do ideal de humanidade". 29/53

Napoleão Bonaparte disse: "Eu conheço as pessoas e lhes afirmo que Jesus Cristo não é um simples homem. Entre Ele e todas as demais pessoas do mundo não existe termo possível de comparação. Alexandre, César, Carlos Magno e eu fundamos impérios. Mas em que é que se basearam os sustentáculos da nossa capacidade? Na força. Jesus Cristo fundou o Seu império baseado no amor; e neste momento milhões de homens estão dispostos a morrer por Ele." 29/56

Theodore Parker, um famoso unitarista, reconhece que "Cristo harmoniza em Si mesmo os princípios e as mais sublimes práticas mais divinas, de modo que, muito mais do que concretizar o sonho dos profetas e sábios,

Ele surge insento de todos os preconceitos do Seu tempo, do Seu povo e de Seu grupo, e derrama uma doutrina bela como a luz, sublime como o céu e verdadeira como Deus. Dezoito séculos já se passaram desde que o sol da humanidade atingiu o seu auge na pessoa de Jesus. Que homem, que grupo religioso, conseguiu compreender totalmente Seu pensamento, assimilar o Seu método e aplicá-lo completamente à vida?" 3/252



Ralph Waldo Emerson disse: "Jesus deixa atônitas e impotentes as pessoas lascivas. Elas são incapazes de relacioná-lo à história ou de se reconciliarem com Ele". 29/52

"A última edição da Enciclopédia Britânica", escreve Wilbur Smith, "emprega vinte mil palavras para falar de Jesus e não apresenta a menor insinuação de que Ele não existiu. A propósito, são mais palavras do que as utilizadas nos verbetes de Aristóteles, Alexandre, Cícero, Júlio César ou Napoleão Bonaparte". 46/5

Phillips Brooks: "Jesus Cristo, a humilhação voluntária da divindade e a exaltação da humanidade". 29/56
2B. O Que Dizem os Opositores
"E Goethe", cita o historiador Philip Schaff, "uma pessoa respeitada por causa de sua grande capacidade, tendo uma índole bem diferente, mas estando igualmente acima de qualquer suspeita na questão de religião, nos últimos anos de sua vida, ao olhar para o vasto campo da história, foi constrangido a reconhecer que 'se alguma vez Deus apareceu na terra, fê-lo na pessoa de Cristo', e que 'a mente humana, por mais que avance em todos os outros aspectos, jamais superará a estatura e o valor moral do cristianismo, tal como brilha e resplandece nos Evangelhos'". 42/110

"Reputo os Evangelhos como totalmente autênticos, pois ali temos o reflexo do esplendor de algo sublime, que vem da pessoa de Jesus Cristo, e de algo tão divino como jamais se manifestou sobre a terra." 3/251

H. G. Wells, o renomado historiador, escreve um fascinante testemunho acerca de Jesus Cristo: "Ele foi grande demais para seus discípulos. Em vista daquilo que ele afirmou claramente, não é de admirar que os que eram ricos e prósperos tenham tido uma sensação de horror a coisas estranhas, uma ameaça ao seu mundo por causa do Seu ensino. Talvez os sacerdotes, os governantes e os ricos tenham-no compreendido melhor do que seus seguidores.

Ele agia como um terrível caçador moral, fazendo com que a humanidade saísse das confortáveis tocas em que, até então, tinha morado. De acordo com a luz resplendente do seu reino, não deveria haver propriedade, nem privilégios, nem orgulho, nem primazia; na verdade, não deveria haver nenhuma outra motivação ou recompensa além do amor. Não é de surpreender que os homens tenham ficado ofuscados e cegos, e tenham se queixado amargamente. Até os seus discípulos reclamavam quando ele insistia em lançar luz sobre eles. Não é de admirar que os sacerdotes tenham percebido que entre esse homem e eles próprios não havia escolha, senão a de que ou ele ou o sacerdócio devia desaparecer. Não é de admirar que os soldados romanos, pegos de surpresa por algo que estava além da sua compreensão e que ameaçava toda a disciplina militar que possuíam, reagissem com risos descontrolados, coroassem-no com espinhos, vestissem-no de púrpura e dele fizessem um César de brincadeira. Pois levá-lo a sério implicava vir a ter uma vida estranha e perturbadora, abandonar certos costumes, controlar instintos e impulsos, experimentar uma felicidade incrível..."

"Não é de admirar que até hoje esse Galileu seja grande demais para nossos pequenos corações." 52/535, 536

Quando indagaram a Wells qual pessoa deixou o impacto mais duradouro na história, ele respondeu que, a julgar pela grandeza de uma pessoa segundo os padrões históricos, "por esse teste Jesus está em primeiro lugar". 36/163

"Quaisquer que sejam as surpresas que o futuro nos reserva, Jesus jamais será ultrapassado" (Ernest Renan ). 41/146



Thomas Carlyle refere-se a Jesus como "... o nosso símbolo mais divino. O pensamento humano ainda não atingiu um nível mais elevado. Jesus é símbolo de uma personalidade eterna e infinita; cujo significado sempre requer que seja mais uma vez investigado e mais uma vez manifesto". 43/139

Rousseau indaga: "Será que a Pessoa cuja história os Evangelhos relatam pode ser um ser humano? Que doçura, que pureza de procedimento! Que bondade contagiante em Seus ensinos! Que máximas sublimes! Que profunda sabedoria em Seus discursos! Que presença de espírito, que perspicácia de julgamento em Suas respostas! Sim, se a vida e a morte de Sócrates são as de um filósofo, a vida e a morte de Jesus Cristo são as de um Deus". 3/251

Concluindo, citaremos primeiro Bernard Ramm e, então, G. A. Ross:



"Na qualidade de Deus-homem, Jesus Cristo é a maior personalidade que já viveu, e, portanto, o Seu impacto pessoal é o maior que qualquer pessoa já causou". 36/173

"Já paramos para pensar sobre a posição peculiar de Jesus diante das questões de comportamento masculino e feminino? Ninguém jamais ousou chamar Jesus, num sentido negativo, de assexuado; no entanto, de acordo com o Seu caráter, Ele está acima dos sexos e, num certo sentido, entre os sexos. Sua humanidade completa é um depósito real dos padrões de comportamento que associamos a ambos os sexos. Nenhuma mulher chegou a ter uma dificuldade maior do que a que os homens tiveram em descobrir nEle o modelo real. Tudo o que possa existir num homem em termos de força, justiça e sabedoria e tudo o que possa existir numa mulher em termos de sensibilidade, pureza e intuição encontramos em Cristo, porém sem os obstáculos que impedem o desenvolvimento de virtudes opostas numa única pessoa". 41/23
5A. SE DEUS SE TORNOU HOMEM, ENTÃO CERTAMENTE AS SUAS PALAVRAS FORAM AS MAIORES PALAVRAS JÁ PRONUNCIADAS
1B. Jesus mesmo disse: "Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão" (Lucas 2133).
Lucas nos informa que as pessoas "muito se maravilhavam da sua doutrina..."

Da boca dos guardas ouvimos: "Jamais alguém falou como este homem".(João 7:46).
2B. As Maiores Palavras Já Pronunciadas
Muitos dos estudiosos da atualidade crêem que as palavras de Jesus foram as maiores já pronunciadas. Um desses estudiosos é Bernard Ramm. Ele acredita que a grandeza das palavras de Jesus deve-se à maneira com que, com autoridade e clareza, tratam dos maiores fardos e problemas que os homens carregam, a saber, aqueles que dizem respeito ao relacionamento com Deus.

SholemAsh escreveu: "Jesus Cristo é a personalidade de maior destaque de todas as épocas... No mundo em que vivemos nenhum outro mestre — judeu, cristão, budista, muçulmano —ainda continua tendo seus ensinos considerados como diretriz. Outros mestres poderão ter algo de básico para um oriental, um árabe ou um ocidental; mas cada palavra e cada ato de Jesus têm valor para todos nós. Ele se tornou a Luz do mundo. Por que, então, eu, um judeu, não teria orgulho disso?" 29/49

G. J. Romanes nos diz: "Pois quando levamos em consideração o grande número de ditos que Ele pronunciou e que foram registrados - ou pelo menos que se atribuem a Ele - chama muito a atenção o fato de que, literalmente falando, não há razão para que quaisquer de Suas palavras venham algum dia a passar, isto é, a tornar-se obsoletas... Nesse aspecto, compare Jesus Cristo com outros pensadores igualmente antigos. Até mesmo Platão, que esteve muito mais avançado do que Ele no que tange ao pensamento filosófico, embora tenha vivido cerca de quatrocentos anos antes de Cristo, nesta questão não se compara de modo algum com Cristo. Leia os Diálogos e repare como é enorme a diferença para os Evangelhos em relação ao tratamento de erros de todos os tipos, chegando até mesmo a afirmações absurdas quanto à razão, a afirmações que chocam o senso moral. Contudo esse é, reconhecidamente, o mais alto nível da razão humana em matéria de espiritualidade, quando a razão não conta com a ajuda da revelação verbalizada". 41/157

"Durante dois mil anos Ele tem sido a Luz do mundo, e Suas palavras não têm passado" (Morris ). 30/28

De acordo com Ramm, a grande personalidade por detrás de Suas Palavras é a explicação para a grandeza de Suas palavras. 36/173



Escreveu F. J. A. Hort: "Suas palavras eram de tal forma pronunciamentos e parte integrante de Si mesmo que não fariam qualquer sentido se fossem tomadas como afirmações abstratas de verdade ditas por Ele na qualidade de um oráculo ou profeta divino. Faça com que Ele deixe de ser o assunto fundamental (embora possa ser o derradeiro) de cada afirmação e todas elas caem por terra". 13/207

"Todavia, as palavras e obras de Jesus formam um conjunto impressionante, e cremos que aqueles ditos que acreditamos que foram realmente pronunciados por Ele são reveladores da Sua pessoa. Quando Jesus emprega o pronome pessoal 'eu' ('eu, porém, vos digo', 'em verdade eu vos digo'), Ele está por detrás de cada palavra, sendo fiel ao que diz e sempre enunciando as palavras com algum propósito. Se as Suas palavras e obras têm um caráter messiânico, isso ocorre porque Ele quis que fossem, e se Ele quis que fossem, Ele estava pensando sobre Si mesmo em termos messiânicos" (Gruenler ). 13/97

"As palavras de Cristo têm um valor permanente devido à Sua pessoa; elas permanecem porque Ele permanece" (Griffith Thomas). 50/44

Joseph Parker afirma: "Depois de ler as doutrinas de Platão, Sócrates ou Aristóteles, notamos que a diferença exata entre as palavras deles e as de Cristo é a diferença entre uma investigação e uma revelação". 29/57

Nas palavras de Bernard Ramm, "estatisticamente falando, os Evangelhos são o maior texto literário que já se escreveu. São lidos por mais pessoas, citados por mais autores, traduzidos em mais idiomas, representados em mais obras de arte, colocados em mais músicas, do que qualquer outro livro ou conjunto de livros escritos por qualquer pessoa em qualquer século, em qualquer país. Mas as palavras de Cristo não são grandes por terem uma vantagem estatística sobre as palavras de todas as outras pessoas. Elas são mais lidas, mais citadas, mais amadas, mais cridas e mais traduzidas porque são as maiores palavras já pronunciadas. E onde está a sua grandeza? Sua grandeza repousa na espiritualidade absoluta e lúcida que se manifesta ao tratar de maneira clara, definida e com autoridade os maiores problemas que angustiam o coração humano; a saber: Quem é Deus? Ele me ama? Que devo fazer para agradá-lO? Como Ele encara o meu pecado? Como posso ser perdoado? Aonde irei quando morrer? Como devo tratar os outros? As palavras de ninguém mais têm o apelo das palavras de Jesus, porque ninguém mais é capaz de responder a essas indagações humanas fundamentais como Jesus o fez. São o tipo de palavras e o tipo de respostas que esperaríamos que Deus desse, e nós que acreditamos na divindade de Jesus não temos problemas quanto à razão por que essas palavras vieram de Sua boca". 36/170, 171

"Na condição de alguém que ensinava, Jesus jamais pareceu estar mais solitário do que quando pronunciou estas palavras majestosas. Jamais pareceu mais improvável que elas se cumprissem. Mas, ao olharmos através dos séculos, percebemos como essas palavras se concretizaram. Suas palavras passaram a fazer parte de leis, passaram a fazer parte de doutrinas, passaram a fazer parte de provérbios, passaram a fazer parte de palavras de consolo, mas jamais 'passaram'. Que mestre humano chegou a ter a pretensão de que suas palavras eram eternas?" (G. F. Maclean ). 26/149

"Os sistemas de sabedoria humana surgem e desaparecem, os reinos e impérios levantam-se e caem, mas por toda a eternidade Cristo permanecerá sendo 'o caminho, a verdade e a vida" {Philip Schaff). 42/111

Os ensinos de Cristo são completos em todos os aspectos, desde o domínio do pensamento até o controle da vontade. Devido a isso, Thomas assinala que a mensagem de Cristo é "inesgotável". Geração após geração descobre que essa mensagem é nova e motivadora. 50/36

Mark Hopkins afirma: "Nenhuma revolução já ocorrida na sociedade pode ser comparada àquela que tem sido provocada pelas palavras de Jesus Cristo". 29/53

W. S. Peake: "Às vezes se diz: 'Tudo o que Jesus disse já havia sido anteriormente dito por outros'. Suponhamos que isso seja verdade. E daí? A originalidade pode ou não ser um mérito. Se a verdade já foi enunciada, o mérito reside em repeti-la e em dar-lhe uma aplicação nova e mais ampla. Mas existem outros aspectos que se deve ter em mente. Não há qualquer outro mestre que de forma tão completa tenha eliminado o trivial, o temporal e o falso do seu sistema; ninguém que tenha selecionado apenas o eterno e o universal, e os tenha combinado num ensino onde todas essas grandes verdades se revelam de modo harmonioso. Pessoas de todos os cantos procuram reconciliar o ensino de outros com os de Cristo; mas como é que nenhum desses mestres nos apresenta qualquer paralelo com os ensinos de Cristo? Em geral, cada um deles nos oferece as verdades que Ele expressa, embora misturadas com uma porção de coisas triviais e absurdas. Como é que um carpinteiro, sem qualquer instrução especial, desconhece-dor da cultura e da civilização grega, filho de um povo cujos grandes mestres eram legalistas bitolados, amargurados, intolerantes e pedantes — como é que um carpinteiro assim foi o supremo Mestre religioso que o mundo tem conhecido, cuja supremacia torna-o a personagem mais importante da história do mundo?" 35/226, 227

Griffith Thomas conclui: "Embora sem qualquer treinamento rabíni-co formal, Ele não demonstrou qualquer receio ou melindre, nem qualquer hesitação diante do que Ele cria ser a verdade. Sem se importar consigo mesmo ou com o que os Seus ouvintes iriam pensar, Ele falou destemidamente em cada ocasião, não dando atenção alguma às conseqüências que poderia sofrer, tendo como único interesse a verdade e a transmissão da mensagem de Seu Pai. Também sentiu-se profundamente o poder de Seus ensinos. 'A sua palavra tinha autoridade' (Lucas 4:32). A força espiritual de Sua personalidade expressava-se naquilo que dizia e cativava Seus ouvintes. Por essa razão, não nos surpreendemos com o fato de que essa singularidade de Cristo tenha causado impacto. 'Jamais alguém falou como este homem' (João 7:46). A simplicidade e a atração, e ao mesmo tempo a profundidade, a objetividade, a universalidade e a veracidade de Seus ensinos marcaram profundamente Seus ouvintes, e neles despertaram a convicção de que estavam na presença de um Mestre como nunca antes os homens haviam conhecido. De modo que tais foram a grande proporção de ensinos nos Evangelhos e as impressões evidentemente criadas pelo próprio Mestre que não ficamos de modo algum surpresos pelo fato de, anos depois, o grande apóstolo aos gentios recordar essas coisas e dizer: 'É mister... recordar as palavras do próprio Senhor Jesus (Atos 20:35). Em todas as épocas desde os dias de Cristo e de Seus primeiros discípulos tem-se causado a mesma impressão, e, em qualquer análise abrangente que se faça de Sua Pessoa como sendo a substância do cristianismo, deve-se obrigatoriamente dar grande atenção a Seus ensinos". 50/32
6A. SE DEUS SE TORNOU HOMEM, ENTÃO É DE SE ESPERAR QUE ELE TENHA UMA INFLUÊNCIA DURADORA E UNIVERSAL
Na verdade, a personalidade de Jesus Cristo causou um impacto tão forte na humanidade, que mesmo depois de 2.000 anos o impacto ainda não foi amortecido. Diariamente existem pessoas que têm experiências revolucionárias com Jesus.

O grande historiador Kenneth Scott Latourette disse: "Com o transcorrer dos séculos crescem as provas de que, avaliando as conseqüências que Ele provocou na história, Jesus é a vida mais influente que já viveu neste planeta. E parece que essa influência está crescendo". 20/272

Philip Schaff acrescenta: "Esse Jesus de Nazaré, sem dinheiro nem armas, conquistou milhões de pessoas num número muito maior do que Alexandre, César, Maomé e Napoleão; sem o conhecimento e a pesquisa científica ele despejou mais luz sobre assuntos materiais e espirituais do que todos os filósofos e cientistas reunidos; sem a eloqüência dos instruídos ele pronunciou palavras de vida como nunca antes, nem depois, foram ditas, e provocou resultados que o orador e o poeta não conseguem alcançar; sem ter escrito uma única linha ele pôs em ação mais canetas, e forneceu temas para mais sermões, discursos, livros profundos, obras de arte e músicas de louvor do que todo o contingente de grandes homens da antigüidade e da atualidade". 43/33

"A influência de Jesus na humanidade é, hoje, tão forte quanto na época em que Ele vivt-J entre os homens" (Martin Scott). 45/29



"Aquele ministério durou apenas três anos — e, no entanto, nesses três anos encontra-se resumido o mais profundo significado da história das religiões. Nenhuma grande vida jamais transcorreu de modo tão rápido, tão silencioso, tão humilde, tão distante do barulho e da agitação do mundo; e nenhuma vida após seu fim despertou um interesse tão universal e duradouro" (Philip Schaff). 42/103

Escreve Griffith Thomas: "Quando Jesus deixou esta terra, disse a Seus discípulos que eles deveriam fazer obras maiores do que as que Ele havia feito, e os séculos de cristianismo têm revelado a veracidade dessa afirmação. Obras semelhantes às de Jesus, têm sido feitas — estão sendo feitas. Jesus Cristo está realizando mais coisas maravilhosas hoje do que quando esteve na terra. Ele está redimindo almas, transformando vidas, desenvolvendo personalidades, exaltando ideais, inspirando obras filantrópicas e trabalhando pelo melhor, pelo mais autêntico e mais elevado em termos de vida e progresso humanos".



Griffith Thomas prossegue: "Temos, portanto, razão em chamar a atenção para a influência de Cristo através dos séculos como sendo uma das maiores, mais diretas e mais evidentes provas de que o cristianismo é Cristo, e de que é preciso levar Cristo em conta. É impossível analisar essa questão como sendo apenas um assunto de história; em todos os aspectos tem a ver com a vida hoje". 50/121

O cético William Lecki afirma no livro History of European Morais from Augustus to Charlemagne (História da Moral Européia de Augusto a Carlos Magno): "Os platonistas exortavam as pessoas a imitarem a Deus; os estóicos, a obedecerem à razão; os cristãos, a amarem a Cristo. Os novos estóicos freqüentemente reuniram suas idéias de virtude numa saga ideal, e Epicteto chegou até mesmo a instar seus discípulos a pensarem em algum homem de virtudes inigualáveis e a imaginá-lo constantemente junto de si; mas o máximo que o ideal estóico poderia se tornar era um modelo para ser imitado, e a admiração que tal modelo inspirava jamais poderia se aprofundar e se tornar afeição.

Era ao cristianismo que estava destinado apresentar ao mundo um caráter ideal, que, através de todas as mudanças de dezoito séculos, tem inspirado os corações dos homens com um amor dominador; tem demonstrado capacidade de agir em todas as épocas, em todas as nações, em todos os temperamentos e em todas as condições; tem sido não apenas o mais elevado padrão de virtude, mas também o mais forte incentivo à prática desse padrão; e exerceu uma influência tão profunda que verdadeiramente se pode dizer que o simples registro desses três breves anos de vida ativa tem feito mais para regenerar e enternecer a humanidade do que todos os discursos dos filósofos e todos os sermões dos moralistas. Essa tem sido, de fato, fonte de tudo o que há de melhor e mais puro na vida cristã. Em meio a todos os pecados e falhas, em meio a todas as artimanhas da liderança religiosa, e a toda perseguição e fanatismo que têm atingido a Igreja, o cristianismo tem preservado, pelo caráter e exemplo de seu Fundador, um princípio permanente de regeneração". 28/8



"No entanto, milhões de pessoas hoje, da mesma forma como em todas as épocas, estão testemunhando acerca do poder e da glória do cristianismo de tratar o pecado e maldade de cada um. Esses são os fatos que resistem à investigação e que levam consigo suas próprias conclusões a todos aqueles que estão desejosos de aprender" (G. Thomas). 50/119

"... Ele é a maior influência do mundo de hoje. Como já se afirmou com grande felicidade, existe um quinto evangelho sendo escrito: a ação de Jesus Cristo nos corações e nas vidas dos homens e das nações." (G. Thomas). 50/117



Napoleão disse: "Só Cristo chegou ao ponto de dirigir de tal forma a atenção da mente humana para o invisível que ela se torna insensível às barreiras do tempo e do espaço. No transcorrer de mil e oitocentos anos Jesus Cristo faz um pedido que é mais difícil de atender do que qualquer outro. Ele pede aquilo que uma filosofia freqüentemente poderá, em vão, procurar em seus simpatizantes, ou que um pai poderá procurar em seu filho, ou uma jovem em seu esposo, ou um homem em seu irmão. Ele pede o coração humano; Ele quer tê-lo inteiramente para Si; Ele o requer incondicionalmente e quer ser atendido sem demora. E a capacidade e a habilidade dessa pessoa tornam-se uma anexação ao império de Cristo. Todos os que sinceramente crêem nEle experimentam esse amor sobrenatural para com Ele. Esse fenômeno é inexplicável, está totalmente fora do âmbito da capacidade criativa do homem. O tempo, que é o grande destruidor, é incapaz tanto de exaurir suas forças como de pôr limites ao seu alcance". 3/265

Em Why Is Christianity True? (Por que o Cristianismo é Verdadeiro?), E. Y. Mullins afirma o seguinte: "Mas alguém poderá perguntar: 'Será que esta religião imponente pode ser seguida por pessoas de todo o mundo?' Será que, conforme já dissemos, ela representa um apelo às pessoas, não importa qual seja a raça, o temperamento ou as condições? Será que ela alcança tanto o ignorante como o instruído? Será que seus princípios podem ser entendidos por todos os homens de todos os lugares?" 31/407

Onde quer que Ele esteja, Ele é o Senhor. Quando pede aos homens para fazerem sacrifícios, eles fazem. Sua convocação não é a de um fanático. Todavia, ela faz com que homens realizem obras de excepcional qualidade e sacrifício pessoal.

Citando mais uma vezNapoleão: "Reconheço que a natureza da existência de Cristo é misteriosa, mas esse mistério atende aos anseios do homem. Rejeite esse mistério e o mundo se tornará um enigma inexplicável; aceite-o, e a história de nossa raça encontrará explicação satisfatória". 29/56

É impossível "deixar de notar... que desde os dias de Cristo, apesar de todo o progresso do conhecimento humano, o mundo não recebeu um único novo ideal ético" (G. Thomas ). 15/35

R. G. Gruenler diz: "O querigma da comunidade é a proclamação de que Jesus tem relevância universal. Em qualquer lugar e em qualquer hora que Ele seja proclamado, os homens são confrontados por Sua realidade, por Sua humanidade, e são levados à presença de Deus". 13/25

São de Griffith Thomas estas palavras: "Outras religiões têm tido o ideal ético do dever, de aproveitar o momento oportuno e até mesmo do amor, mas de modo algum elas se aproximaram dos ideais de Cristo em termos de devoção, de atração ou de autoridade. É notável a mensagem de Cristo devido à sua adaptação universal. O seu apelo é universal; adapta-se a todos os homens desde os adultos até as crianças; apela a todas as épocas e não apenas à época em que foi entregue pela primeira vez. E a razão disso é que essa mensagem enfatiza uma atitude ética tríplice para com Deus e o homem, a qual constitui um apelo universal como nenhuma outra coisa faz ou pode fazer. Cristo chama ao arrependimento, à confiança e ao amor". 50/35



"A coisa mais maravilhosa e surpreendente em dezenove séculos de história é o poder de Sua vida sobre os membros da Igreja Cristã". 50/104

George Bancroft afirmou: "Vejo o nome de Jesus Cristo escrito no alto de cada página da história moderna". 29/50

"É verdade que têm havido outras religiões com milhões de adeptos, mas também é verdade que a existência e progresso da Igreja é algo singular na história, para não mencionar o fato de que o cristianismo tem atraído a si os mais profundos pensadores da raça humana, e de modo algum tem-lhe sido obstáculo a maré sempre montante do conhecimento humano" (G. Thomas). 50/103

Disse A. M. Fairbairn: "O fato mais notável na história da religião de Cristo é a atividade constante e onipresente da Sua pessoa. Ele tem sido o fator permanente e eficaz no avanço e no progresso da igreja. Em todas as suas formas, em todas as suas épocas e em todas as suas divisões, o princípio básico tanto de lealdade como de unidade tem sido a devoção a Ele". 7/380

Mesmo depois de 1.800 anos, David Strauss foi obrigado a admitir: "Ele continua sendo o supremo modelo de religião ao alcance de nossas mentes; e nenhuma religião perfeita é possível sem a Sua presença no coração". 43/142



William E. Channing disse-o da seguinte maneira: "Os sábios e os heróis da história estão ficando cada vez mais distantes de nós, e a história vai diminuindo cada vez mais o espaço dedicado a eles. Mas o tempo não tem poder algum sobre o nome, os feitos e as palavras de Jesus Cristo". 29/51

São de Ernest Renan as duas citações seguintes: "Jesus foi o maior gênio religioso que já viveu. Sua beleza é eterna e Seu domínio não terá fim. Em todos os aspectos Jesus é único, e nada se lhe pode comparar". 29/57

"Sem Cristo toda a história é incompreensível." 29/57 "Que um carpinteiro galileu viesse a afirmar que era a Luz do mundo e fosse reconhecido como tal depois de tantos séculos é algo que só se explica com base em Sua divindade" {Bernard Ramm ). 36/177

Num artigo aparecido na revista Life, George tíuttrick escreveu: "Jesus deu um novo início para a história. Em todos os países Ele está em casa; em todos os lugares os homens imaginam o Seu semblante como sendo semelhante aos mais belos semblantes de cada povo — e semelhante ao semblante de Deus. Em todo o mundo comemora-se o Seu aniversário. E o dia de Sua morte é lembrado através das cruzes erguidas nos céus de cada cidade. Quem é Ele?" 29/51



A famosa crônica "One Solitary Life" (Uma Vida Solitária) diz: "Eis um homem que nasceu num vilarejo quase desconhecido, filho de uma mulher humilde. Cresceu numa outra vila. Trabalhou numa carpintaria até completar os trinta anos e, então, durante três anos foi um pregador itine-rante. Nunca possuiu um lar. Nunca escreveu um livro. Nunca ocupou uma posição de destaque. Nunca teve uma família. Nunca foi à faculdade. Nunca pisou numa cidade grande. Nunca esteve a mais de trezentos quilômetros distante do lugar onde nasceu. Nunca fez alguma daquelas coisas que geralmente andam juntas com a grandeza. Nada tinha para apresentar como credenciais além de Si mesmo... Embora ainda jovem, a maré da opinião pública se voltou contra Ele. Seus amigos fugiram. Um deles O negou. Foi entregue a Seus inimigos. Passou pelo ridículo de um julgamento. Foi pregado numa cruz entre dois ladrões. Enquanto estava morrendo, Seus executores sortearam entre si a única coisa que Ele possuía na terra — uma capa. Quando morreu, foi tirado da cruz e sepultado no túmulo que um amigo, movido por piedade, lhe cedeu".

"Dezenove longos séculos se passaram, e hoje Ele é a figura central da raça humana e o líder da marcha do progresso. Digo uma grande verdade quando afirmo que todos os exércitos que já se puseram em marcha, todas as esquadras que já se construíram, todos os parlamentos que já existiram e todos os reis que já reinaram, tudo isso junto não tem afetado a vida do homem sobre a terra de um modo tão poderoso como o tem feito aquela única vida solitária."

"The Incomparable Christ" (O Cristo In comparável), uma outra crônica repleta de imagens evocativas, diz: "Mais de mil e novecentos anos atrás houve um Homem que nasceu de modo contrário às leis da vida. Esse homem viveu na pobreza e cresceu desconhecido das pessoas. Não viajou muito. Só uma vez atravessou a fronteira do país em que viveu; isso durante a infância por ocasião do Seu exílio".

"Não possuiu riquezas nem recebeu influências. Seus parentes eram pessoas sem qualquer projeção e não recebeu instrução nem educação formal. Ainda bem pequenino despertou os temores de um rei; na infância confundiu os doutores; na idade adulta controlou o curso da natureza, andou sobre as ondas como alguém anda na calçada e fez o mar sossegar. Curou as multidões sem qualquer remédio e não cobrou nada por esse favor."

"Nunca fundou uma escola, mas todas as escolas do mundo reunidas não podem se orgulhar de ter mais discípulos do que Ele".

"Nunca comandou um exército, nem alistou um só soldado, nem disparou uma arma; e, no entanto, nenhum outro líder chegou a ter mais voluntários que, sob seu comando, tivessem levado mais rebeldes a depor armas e a se render sem um só disparo".

"Nunca praticou a psiquiatria e, no entanto, tem curado mais corações despedaçados do que todos os médicos do mundo. Uma vez por semana param as engrenagens do comércio e as multidões se dirigem a reuniões de adoração com o propósito de prestar-Lhe tributo e manifestar-Lhe respeito."

"Os nomes dos orgulhosos estadistas gregos e romanos do passado surgiram e desapareceram. Os nomes dos cientistas, filósofos e teólogos do passado surgiram e desapareceram. Mas o nome deste Homem é mencionado cada vez mais. Embora teimam se passado mil e novecentos anos entre o momento da sua crucíficação e a geração atual, contudo Ele ainda vive. Herodes não pôde destruí-lo, e o sepulcro não pôde retê-lo."

"Ele se sobressai no mais elevado grau da glória celestial, aclamado por Deus, reconhecido pelos anjos, adorado pelos santos e temido pelos demônios — tudo isso na qualidade do Cristo vivo e pessoal, nosso Senhor e Salvador." 16


7A. SE DEUS SE TORNOU HOMEM, ENTÃO É DE SE ESPERAR QUE ELE SATISFEZ A FOME ESPIRITUAL DA HUMANIDADE
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos" (Mateus 5:6).

"Se alguém tem sede, venha a mim e beba" (João 7:37).

"Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre" (João 4:14).

"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize" (João 14:27).



"Eu sou o pão da vida; o que vem a mim, jamais terá fome; o que crê em mim, jamais terá sede" (João 6:35).

"Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11:28).

"Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância" (João 10:10).

Em Beyond Psychology (Além da Psicologia) Otto Rauk afirma que "o homem necessita estar em contato com algo mais além de si mesmo".

As principais religiões dão testemunho dessa necessidade do homem. As pirâmides do México e os templos da índia são exemplos de busca espiritual do homem.

Sobre o vazio existente no homem Mark Twain escreveu: "... Do berço ao túmulo uma pessoa, antes de mais nada, se preocupa com uma única coisa — conseguir paz interior — o conforto espiritual para si mesma".



O historiador Fisher disse: "... Existe um clamor dentro da alma, que não recebe qualquer resposta do mundo".

Tomás de Aquino exclamou: "A sede interminável da alma é sede de felicidade, que só pode ser satisfeita por Deus".

Bernard Ramm afirma que "somente a experiência cristã dá ao homem uma experiência à altura da sua natureza de espírito livre... A não ser Deus, tudo o mais deixa o espírito do homem sedento, faminto, desassossegado, frustrado e incompleto". 36/251,

Foi Philip Schaff quem disse: "Ele se colocou acima dos preconceitos de grupo e de sentimentos de partidarismo, acima das superstições de Sua época e de Seu povo. Ele Se dirigiu diretamente ao coração humano e tocou a sensibilidade da consciência". 42/104, 105

Em seu testemunho pessoal George Schweitzer diz: "O ser humano tem conseguido transformar o mundo de um modo notável, mas tem sido incapaz de transformar a si mesmo. Uma vez que esse problema é basicamente espiritual e uma vez que, segundo a própria história confirma, o homem tem uma tendência natural para o mal, a única maneira pela qual o homem pode ser transformado é através de Deus. Somente se uma pessoa se entregar a Cristo Jesus e se submeter à orientação do Espírito Santo é que poderá ser transformada. Somente nesta transformação milagrosa é que existe esperança para o mundo atual e seus habitantes, para o mundo amedrontado pelo átomo e ameaçado de desintegração pela radioatividade". 49/s.p.



O Diretor de Intercâmbio Científico dos Laboratórios Abbott, E. J. Matson, escreve: "Não importa quão puxada e cansativa seja a minha vida como cientista, empresário, cidadão, marido ou pai, o melhor que tenho a fazer é novamente me encontrar com Jesus Cristo, demonstrando o Seu poder protetor bem como Seu poder salvador". 49/s.p.

Uma aluna da Universidade de Pittsburg (nos Estados Unidos) disse: "Reunindo todas as alegrias e prazeres que experimentei no passado, nada disso é capaz de se igualar àquele gozo e paz que o Senhor Jesus Cristo me tem dado desde o momento em que entrou em minha vida para governá-la e dirigi-la". 32/s.p.

R. L. Mixter, professor de Zoologia na Faculdade Wheaton, nos Estados Unidos: "Quando um cientista aceita os princípios de sua área de especialização, ele o faz por causa dos indícios e provas que consegue encontrar. Tornei-me cristão porque me vi com uma necessidade que só poderia ser satisfeita por Jesus Cristo. Eu precisava de perdão, Ele me concedeu. Eu precisava de companhia, e Ele era um Amigo. Eu precisava de incentivo, e Ele me deu". 49/s.p.

Paul H. Johnson: "Deus formou um vazio dentro de nós, um vazio com o formato de Deus. Nada preenche esse vazio senão o próprio Deus. Você poderá tentar colocar dinheiro, família, riqueza, fama, poder ou qualquer outra coisa nesse vazio, mas nada disso se encaixará. Somente Deus preenche o vazio, encaixa-se nele e o satisfaz". 18/s.p.

Walter Hearn, da Faculdade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos: "Com freqüência eu me vejo refletindo sobre um tipo de indagação filosófica... conhecer a Cristo significa não só a própria vida para mim, mas um novo tipo de vida, a 'vida abundante' que Ele prometeu". 49/s.p.

Um relações-públicas e publicitário, Frank Allnutt, relata: "Então eu pedi a Jesus que viesse habitar em minha vida. Pela primeira vez em minha vida eu experimentei uma paz completa. Aquele eterno vazio que eu sentia foi removido, e desde então nunca mais me senti sozinho". 1/22

J C. Martin, jogador de beisebol que atuou em times da divisão principal, diz: "Em Jesus Cristo eu descobri a felicidade e a realidade de tudo o que eu desejava". 27/s.p.
8A. SE DEUS SE TORNOU HOMEM, É DE SE ESPERAR QUE ELE MANIFESTOU PODER SOBRE A MORTE

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