Evidência que exige um veredito



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DATAS DOS CONSERVADORES
Cartas de Paulo 50-66 A.D. (Hiebert)

Mateus 70-80 A.D. (Harrison)

Marcos 50-60 A.D. (Harnak)

58-65 A.D. (T. W. Manson)
Lucas início dos anos 60 A.D. (Harrison)

João 80-100 A.D. (Harrison)

DATAS DOS LIBERAIS
Cartas de Paulo 50-100 A.D. (Kümmel)

Mateus 500-100 A.D. (Kümmel)

Marcos 70 A.D. (Kümmel)

Lucas 70-90 A.D. (Kümmel)

João 170 A.D. (Baur)



90-100 A.D. (Kürnmer)

Os dados acima foram extraídos das seguintes fontes: KÜMMEL, Werner Georg, Introduction to the New Testament (Introdução ao Novo Testamento). Traduzido para o inglês por Howald Clark Kee. Abingdon, 1973.

HARRISON, Everett. Introduction to the New Testamento (Introdução ao Novo Testamento). Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans, 1971.

HIEBERT, D. Edmond. Introduction to the New Testament (Introdução ao Novo Testamento), vol. 2. Chicago: Moody, 1977; escritos e conferências por T. W. Manson e F. C. Baur.



William Foxwell Albright, que foi um dos mais destacados arqueólogos de todo o mundo, disse: "Podemos dizer enfaticamente que já não existe qualquer base sólida para atribuir a qualquer livro do Novo Testamento uma data posterior a 80 A.D., isto é, duas gerações inteiras antes do período entre 130 e 150, período calculado pelos críticos mais radicais do Novo Testamento da atualidade". 7/136

Ele reafirma essa posição numa entrevista à revista Christianity Today (Cristianismo Hoje; 18 jan. 1963): "Na minha opinião, cada livro do Novo Testamento foi escrito por um judeu batizado, entre as décadas de quarenta e oitenta do primeiro século de nossa era (bem provavelmente em algum período entre aproximadamente 50 e 75 A.D.)".

Albright conclui: "Graças às descobertas de Qumran, o Novo Testamento comprova que, de fato, é aquilo que anteriormente as pessoas criam que fosse: o ensino de Cristo e de seus seguidores imediatos, no período compreendido entre cerca de 25 e 80 A.D". 5/23

Muitos dos eruditos liberais estão sendo forçados a considerar datas mais remotas para o Novo Testamento. As conclusões do Dr. John A. T. Robinson em seu novo livro, Redating the New Testament (Atribuindo Novas Datas ao Novo Testamento), são surpreendentemente radicais. Sua pesquisa levou-o à convicção de que o Novo Testamento foi escrito antes da Queda de Jerusalém, em 70 A.D. 79


5B. O Teste das Evidências Externas em favor da Credibilidade das Escrituras
1C. CONFIRMANDO A AUTENTICIDADE
"Outros materiais históricos confirmam ou negam o testemunho fornecido pelos próprios documentos?" 64/31

Em outras palavras, que outras fontes existem, além da literatura que está sendo examinada, que confirmam sua exatidão, credibilidade e autenticidade?
2C. PROVAS FAVORÁVEIS DE AUTORES EXTRA-BIBLICOS
Eusébio, em sua obra História Eclesiástica (III. 39), preserva escritores de Papias, bispo de Hierápolis (130 A.D.), os quais Papias recebeu do Ancião (apóstolo João): "O Ancião também costumava dizer o seguinte: 'Marcos, tendo sido o intérprete de Pedro, escreveu fielmente tudo o que ele (Pedro) mencionava, fossem palavras ou obras de Cristo; todavia, não o fez em ordem cronológica. Pois não esteve ouvindo pessoalmente o Senhor nem o esteve acompanhando; mas mais tarde, conforme eu já disse, ele acompanhou Pedro, o qual adaptou os seus ensinos conforme as necessidades, não como se estivesse elaborando uma compilação das palavras do Senhor. Dessa forma, então, Marcos não cometeu qualquer erro, tendo assim escrito algumas coisas à medida que ele (Pedro) as mencionava; pois ele prestava toda atenção a isso, a fim de não omitir qualquer coisa que ouvisse, nem incluir qualquer afirmação falsa no que registrava.'"

Papias também comenta sobre o evangelho de Mateus: "Mateus registrou os oráculos em língua hebraica (isto é, aramaica)".

Irineu, bispo de Lion (180 A.D.), foi aluno de Policarpo, bispo de Esmirna, o qual foi martirizado em 156 A.D., tendo sido cristão por 86 anos e discípulo do apóstolo João. Irineu escreveu:

"Tão firme é a base sobre a qual esses Evangelhos repousam que os próprios hereges dão testemunho a favor desses livros, e, tomando-os por base, cada um deles se esforça por estabelecer sua própria doutrina particular" {Contra Heresias, III).

Os quatro Evangelhos haviam se tornado tão axiomáticos no mundo cristão que Irineu pôde se referir a eles como um fato comprovado e reconhecido tal como os quatro pontos cardeais: "Pois assim como existem os quatro cantos do mundo onde vivemos, e quatro ventos universais, e assim como a Igreja se encontra dispersa por toda a terra, e o evangelho é a coluna e o alicerce da Igreja e o sopro de vida, de igual maneira é natural que o evangelho tenha quatro colunas, soprando imortalidade a partir de cada canto e novamente despertando a vida nos homens. Por essa razão é evidente que o Verbo, o arquiteto de todas as coisas, que está assentado sobre os querubins e sustenta todas as coisas, tendo-se manifestado aos homens, deu-nos o evangelho em forma quádrupla, forma que se mantém coesa por meio de um só Espírito."

"Mateus divulgou seu evangelho", prossegue Irineu, "entre os hebreus (isto é, judeus), na língua deles, enquanto Pedro e Paulo estavam pregando o evangelho em Roma e fundando a igreja ali. Depois de sua partida (isto é, morte, a qual uma forte tradição identifica com a época da perseguição de Nero, em 64), o próprio Marcos, o discípulo e intérprete de Pedro, transmitiu-nos de forma escrita a substância da pregação de Pedro. Lucas, o seguidor de Paulo, pôs num livro o evangelho pregado por seu mestre. Então João, o discípulo do Senhor, e que também reclinou sua cabeça sobre o Seu peito (esta é uma referência a João 13:25 e 21:20), escreveu ele mesmo o seu evangelho, enquanto vivia em Éfeso, na Ásia."

Clemente de Roma (cerca de 95 A.D.) usa as Escrituras como sendo confiáveis e autênticas.

Inácio (70-110 A.D.) foi bispo de Antioquia, tendo sido martirizado por causa de sua fé em Cristo. Conheceu todos os apóstolos e foi discípulo de Policarpo, que foi discípulo do apóstolo João. 59/209

Em Who Was Who in Church History (Quem Foi Quem na História da Igreja), Elgin Moyer escreve que o próprio Inácio "disse: 'Prefiro morrer por Cristo a dominar toda a terra. Entreguem-me às feras para que, por meio delas, eu seja um participante junto com Deus.' Conta-se que ele foi jogado às feras no Coliseu em Roma. Ele escreveu suas epístolas durante a viagem de Antioquia para o martírio". 66/209

Inácio deu crédito às Escrituras pela maneira como depositou fé na fidedignidade da Bíblia. Teve grande quantidade de material e de testemunhas para consultar e, assim, descobrir a credibilidade das Escrituras.

Policarpo (70-156 A.D.) foi discípulo de João e sofreu martírio aos 86 anos de idade por causa de sua incansável devoção a Cristo e às Escrituras. "Por volta de 155, durante o reinado de Antonino Pio, quando uma perseguição a nível local estava acontecendo em Esmirna e vários dos membros da igreja haviam sido martirizados, foi escolhido por ser o líder da igreja e depois destinado ao martírio. Quando instado a renunciar à fé e viver, segundo se sabe, ele disse: 'Durante oitenta e seis anos tenho servido a Ele, e Ele não me tem feito mal algum. Como poderia falar mal do meu Rei que me salvou?' Foi queimado numa fogueira, experimentando a morte heróica de um mártir, por causa de sua fé." 66/337 Certamente ele teve grande número de contatos para conhecer a verdade. Flávio Josefo - historiador judeu.

As diferenças entre o relato de Josefo sobre o batismo de João Batista e o dos evangelhos é que Josefo afirma que o batismo de João não era para remissão de pecados, enquanto que a Bíblia (Marcos 1:4) afirma que era; e que João foi morto por razões políticas e não por censurar publicamente o casamento de Herodes com Herodias. Como Bruce ressalta, é bem possível que Herodes cresse que, aprisionando João, poderia matar dois coelhos com uma cajadada só. Em relação à discrepância sobre o batismo de João, Bruce diz que os Evangelhos oferecem um relato mais provável do ponto-de-vista "histórico-religioso" e que eles são mais antigos do que a obra de Josefo, e, portanto, mais exatos. A questão central, no entanto, é que, em linhas gerais, o relato de Josefo confirma o dos evangelhos. 16/107

Em Antigüidades XVIII 5:2, Josefo menciona João Batista. Pela maneira como essa passagem está escrita, não há base para se suspeitar de uma interpolação cristã. Nessa passagem lemos: "Alguns dos judeus pensaram que o exército de Herodes havia sido destruído por Deus e que esse era um castigo bem justo para vingar a morte de João, cognominado o Batista. Pois, Herodes mandou que o matassem, embora João fosse um homem bom, tendo ensinado os judeus a cultivarem as virtudes, serem justos uns com os outros, piedosos para com Deus e virem juntos para o batismo. Ele ensinava que Deus aceitava o batismo contanto que não se submetessem a esse ato a fim de obter remissão de certos pecados, mas para a purificação do corpo, caso a alma já estivesse purificada pela justiça. E quando os outros se reuniram em torno dele (pois foram profundamente tocados quando ouviram suas palavras), Herodes receou que, sendo tão grande o poder de persuasão que João tinha sobre as pessoas, conduzisse o povo a uma insurreição, pois eles pareciam prontos a seguir seus conselhos, Herodes resolveu prendê-lo e matá-lo antes que provocasse qualquer tumulto, de forma que mais tarde ele tivesse que enfrentar uma revolta. Devido a essa suspeita de Herodes, João foi enviado preso a Maquero, a fortaleza que já mencionamos acima, tendo ali sido morto. Os judeus creram que foi para vingar a morte de João que o desastre se abateu sobre o exército, com Deus querendo infligir mal a Herodes." 16/106

Taciano (cerca de 170 A.D.) organizou as Escrituras a fim de pô-las na primeira "seqüência dos Evangelhos", denominada Diatessarão.

TÓPICO 2 - A CONFIRMAÇÃO PELA ARQUEOLOGIA

3C. PROVAS ARQUEOLÓGICAS


Nelson Glueck, o renomado arqueólogo judeu, escreveu: "Pode-se afirmar categoricamente que até hoje nenhuma descoberta arqueológica contradisse qualquer informação dada pela Bíblia". E prossegue comentando a "incrível fidelidade da memória histórica da Bíblia, especialmente quando corroborada pelas descobertas arqueológicas". 33/31

William F. Albright, conhecido por sua reputação como um dos grandes arqueólogos, afirma: "Não pode haver dúvida alguma de que a arqueologia tem confirmado a historicidade substancial da tradição do Antigo Testamento". 1/176

Albright acrescenta: "Progressivamente o exagerado ceticismo para com a Bíblia foi sendo desacreditado, por parte de importantes sistemas históricos, sendo que alguns aspectos de tais sistemas ainda se manifestam periodicamente. Uma descoberta após a outra tem confirmado a exatidão de incontáveis detalhes e tem feito com que a Bíblia receba um reconhecimento cada vez maior como fonte histórica". 2/127,128



John Warwick Montgomery expõe um problema típico enfrentado por muitos eruditos hoje em dia: "Thomas Drobena, pesquisador do Instituto Norte-Americano de Estudos Sobre a Terra Santa, advertiu que onde a arqueologia e a Bíblia parecem estar em conflito, a questão é quase sempre de datação, a área mais instável na arqueologia contemporânea e a única em que o raciocínio científico a priori e circular freqüentemente substitui uma análise empírica apropriada". 63/47,48

O professor H. H. Rowley (citado por Donald F. Wiseman em Revelation and the Bible (A Revelação e a Bíblia) afirma que "não é porque os estudiosos de hoje principiem com pressuposições mais conservadoras do que as de seus predecessores que eles têm um respeito bem maior pelas histórias dos Patriarcas do que costumava acontecer, mas porque as provas favorecem essas histórias". 104/305

Merrill Unger declara: "O papel que a arqueologia está desempenhando na pesquisa do Novo Testamento (como também na do Antigo Testamento), ao acelerar o estudo científico do Novo Testamento, trazer equilíbrio à teoria crítica, esclarecer por meio de exemplos, elucidar, suplementar e confirmar os contextos histórico e cultural, constituirá um dos pontos altos do futuro da crítica do texto sagrado". 98/25, 26

Millar Burrows, da Universidade de Yale (nos Estados Unidos), comenta: "Em muitos casos a arqueologia tem refutado as opiniões de críticos modernos. Ela tem demonstrado em vários casos que essas opiniões repousam sobre pressuposições falsas e esquemas irreais e artificiais de desenvolvimento da história (AS 1938, p. 182). Essa é uma contribuição real, que não deve ser minimizada". 17/291

F. F. Bruce faz a seguinte observação: "Diante do fato de que algumas vezes suspeitou-se que Lucas apresentasse dados inexatos e de que a exatidão desses dados foi confirmada por documentos escritos, é legítimo afirmar que a arqueologia tem confirmado o relato do Novo Testamento".

14/331


Bruce acrescenta que, "em sua maior parte, o serviço que a arqueologia tem prestado ao estudo do Novo Testamento é completar as lacunas no conhecimento do contexto histórico, social e cultural, com o que poderemos ler o Novo Testamento com uma compreensão e uma apreciação maiores. Esse contexto é um contexto do primeiro século. A narrativa do Novo Testamento simplesmente não se encaixa num contexto do segundo

século". 14/331



Merrill Unger faz um resumo: "A arqueologia do Antigo Testamento tem redescoberto nações inteiras, tem ressurgido povos importantes e, de um modo bem surpreendente, tem preenchido vazios históricos, aumentando imensuravelmente o conhecimento do contexto histórico, social e cultural da Bíblia". 98/15

William Albright prossegue: "Á medida que o estudo crítico da Bíblia for cada vez mais influenciado pela abundância de material recém-descoberto, vindo do antigo Oriente Próximo, observaremos um aumento crescente do respeito para com o significado histórico de passagens e detalhes atualmente negligenciados e menosprezados, tanto do Antigo como do Novo Testamentos".5/81

Burrows explica a causa de tanta e excessiva desconfiança: "O exagerado ceticismo de muitos teólogos liberais não é fruto de uma avaliação cuidadosa dos dados disponíveis, mas de uma forte predisposição contra o sobrenatural". 95/176

A essa sua declaração, o arqueólogo da Universidade de Yale acrescenta: "Contudo, em geral o trabalho arqueológico tem inquestionavelmente fortalecido a confiança na credibilidade dos registros bíblicos. Mais de um arqueólogo descobriu que seu respeito para com a Bíblia aumentou devido à experiência de escavações na Palestina". 17/1

"Em geral, essas provas que até agora a arqueologia tem trazido a lume, especialmente ao descobrir mais manuscritos, inclusive mais antigos, dos livros da Bíblia, fortalecem nossa confiança na exatidão com que o texto tem sido transmitido através dos séculos". 17/42



Sir Frederic Kenyon diz: "Portanto, é legítimo afirmar que, em relação àquela parte do Antigo Testamento contra a qual diretamente se voltou a crítica destruidora da segunda metade do século dezenove, as provas arqueológicas têm restabelecido a autoridade do Antigo Testamento e, mais, têm aumentado o seu valor ao torná-lo mais inteligível através de um conhecimento mais completo de seu contexto e ambiente. A arqueologia ainda não se pronunciou definitivamente a respeito, mas os resultados já alcançados confirmam aquilo que a fé sugere, que a Bíblia só tem a ganhar com o aprofundar do conhecimento". 46/279

A arqueologia tem descoberto uma riqueza de provas de modo a comprovar a exatidão do texto massorético. (Veja capítulo 4, 2C, O Período Massorético.)



Bemard Ramm escreve acerca do Selo de Jeremias: "A arqueologia também tem comprovado a substancial exatidão do texto massorético. O Selo de Jeremias, um sinete empregado para imprimir os selos de betume em jarras de vinho, e datado do primeiro ou segundo século A.D., tem o texto de Jeremias 48:11 em relevo e, de um modo geral, esse texto se conforma ao texto massorético. Esse selo '... confirma a exatidão com que se transmitiu o texto entre a época em que se fez o selo e a época em que se prepararam os manuscritos'. Além do mais, o Papiro Roberts, datado do segundo século a.C, e o Papiro Nash, a que Albright atribui uma data anterior a 100 A.C, confirmam o nosso texto massorético". 71/8-10

William Albright afirma que "podemos estar certos de que o texto consonantal da Bíblia Hebraica, embora não infalível, foi preservado com uma exatidão talvez sem paralelo com qualquer outro texto literário do Oriente Próximo ... Não, o facho de luz que agora está sendo lançado pela literatura ugarística sobre a poesia hebraica bíblica de todos os períodos assegura a relativa antigüidade da composição desses textos bem como a surpreendente exatidão da sua transmissão". 6/25

O arqueólogo Albright escreve acerca da exatidão das Escrituras, e é confirmado pela arqueologia:"Os dados do Pentateuco são, em geral, muito mais antigos do que a época em que foram finalmente compilados; novas descobertas continuam a confirmar a precisão histórica ou a antigüidade do texto em um detalhe após o outro... Dessa maneira, é uma atitude exageradamente crítica negar o caráter substancialmente mosaico da tradição do Pentateuco." 22/224

Albright comenta sobre o que os críticos costumavam dizer: "Até recentemente era moda entre os historiadores bíblicos tratar as sagas patriarcais de Gênesis como se fossem criações artificiais de escribas israelitas da época do reino dividido ou narrativas contadas por rapsodistas imaginativos em conversas ao redor da fogueira, durante os séculos que se seguiram à ocupação da terra. Pode-se citar nomes consagrados entre estudiosos, que consideram cada item de Gênesis 11-50 como o reflexo de uma invenção tardia ou, pelo menos, como a retroprojeção para o passado remoto de acontecimentos e condições experimentados durante a monarquia, passado sobre o qual acreditava-se que nada tinha sido do conhecimento dos escritores de períodos posteriores." 3/1, 2

Agora tudo mudou, diz Albright: "Desde 1925 as descobertas arqueológicas têm mudado tudo isso. Com exceção de uns poucos obstinados dentre os estudiosos mais antigos, dificilmente se encontra um só historiador bíblico que não tenha ficado impressionado com o rápido aumento de dados que apóiam a historicidade substancial da tradição patriarcal. De acordo com as tradições de Gênesis, os ancestrais de Israel eram parentes próximos dos povos seminômades que viveram os últimos séculos do segundo milênio a.C. e os primeiros séculos do primeiro milênio na Trans-jordânia. Síria, bacia do Eufrates e norte da Arábia". 3/1,2

Afiliar Burrows continua: "Para compreender claramente a situação, devemos distinguir entre dois tipos de confirmação: a geral e a específica. A confirmação geral é uma questão de compatibilidade sem que haja uma clara confirmação de pontos específicos. Pode-se também considerar como confirmação geral boa parte do que já tem sido discutido como explicação e ilustração. O quadro se encaixa na moldura e a melodia e o acompanhamento são harmônicos. A força desse tipo de provas é cumulativa. Quanto mais descobrimos que os detalhes do quadro histórico descrito pela Bíblia são compatíveis com aquilo que conhecemos pela arqueologia, embora esta não confirme diretamente aqueles detalhes, maior é a impressão que temos da autenticidade geral da Bíblia. Simples lendas ou ficções inevitavelmente se revelariam por si mesmas devido a anacronismos e incongruências." 17/278
1D. As Provas do Reino de Elba
Um achado arqueológico que diz respeito à crítica bíblica são os tabletes de Ebla, recentemente descobertos. A descoberta foi feita no norte da Síria por dois professores da Universidade de Roma, os doutores Paolo Matthiae, arqueólogo, e Giovanni Petinato, especialista em epigrafia. A escavação do sítio arqueológico, Tell Mardikh, teve início em 1964; em 1968 encontraram uma estátua do rei Ibbit-Lim. A inscrição fazia referência a Istar, a deusa que "resplandece em Ebla". No auge do seu poder, em 2300 a.C, Ebla tinha uma população de 260.000 pessoas. Foi destruída em 2250 a.C. por Naram-Sin, neto de Sargão o Grande.

Desde 1974, têm sido escavados e encontrados 17.000 tabletes do período do reino de Ebla.



Levará algum tempo até que se faça uma pesquisa significativa para estabelecer a relação entre Ebla e o mundo bíblico. No entanto, algumas contribuições valiosas já foram feitas à crítica bíblica.

No passado, os proponentes da "Hipótese Documentaria" ensinaram que o período descrito na narrativa mosaica (1400 a. C, mil anos depois do reino de Ebla) foi uma época anterior a qualquer conhecimento de escrita (veja o livro deste autor More Evidence That Demands a Veredict, p. 63). Mas Elba mostra que mil anos antes de Moisés, leis, costumes e acontecimentos eram registrados em forma escrita na mesma área do mundo em que Moisés e os patriarcas viveram.

Os proponentes da alta crítica não só têm ensinado que aquela foi uma época anterior à existência da escrita, mas também que o código e a legislação sacerdotais registrados no Pentateuco eram avançados demais para terem sido escritos por Moisés. Alegava-se que, àquela época, os israelitas eram demasiadamente primitivos para terem escrito esses textos e que só na primeira metade do período persa (538-331 a.C.) é que se registrou uma legislação tão detalhada.

No entanto, os tabletes que contêm os códigos legais de Ebla têm revelado lei e procedimentos judiciais bastante elaborados. Há várias e profundas semelhanças com o código legal de Deuteronômio (por exemplo, Deuteronômio 22:22-30), a que os críticos têm atribuído uma data bem tardia.

Um exemplo adicional da contribuição da descoberta de Ebla diz respeito a Gênesis 14, texto que durante anos tem sido considerado pouco confiável do ponto-de-vista histórico. A vitória de Abraão sobre Quedor-laomer e os reis mesopotâmicos tem sido descrita como fictícia e as cinco cidades da planície (Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Zoar) como lendárias (opus cit., p. 79/83).

No entanto, os arquivos de Ebla se referem a todas as cinco cidades da planície, e um tablete relaciona as cidades numa seqüência idêntica a de Gênesis 14. O ambiente descrito nos tabletes reflete a cultura do período patriarcal e descreve que, antes da catástrofe registrada em Gênesis 14, a área era uma região florescente, que experimentava prosperidade e progresso, o que também está registrado em Gênesis.
2D. Exemplos de Confirmação Arqueológica do Antigo Testamento

(Para maiores informações, veja More Evidence That Demands a Veredict).


1E. Gênesis diz que os ancestrais de Israel vieram da Mesopotâmia. Com esse fato concordam as descobertas arqueológicas. Albright afirma que "não é razoável duvidar da tradição hebraica, que identifica os patriarcas diretamente com o vale Balikh, no noroeste da Mesopotâmia". As provas baseiam-se na coincidência de dados bíblicos e arqueológicos, que identificam a mobilização dessas pessoas para fora da Mesopotâmia. 3/2
2E. De acordo com as Escrituras, antes da torre de Babel "em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar" (Gênesis 11:1). Depois da edificação da torre e da sua destruição, Deus confundiu a língua de toda a terra (Gênesis 11:9). Muitos filólogos da atualidade atestam a probabilidade de tal origem para as línguas do mundo. Alfredo Trombetti afirma que isto pode identificar e demonstrar a origem comum de todas as línguas. Mas Mueller também fala dessa origem comum. E Otto Jespersen chega ao ponto de dizer que Deus deu a língua diretamente ao primeiro homem. 29/47
3E. Na genealogia de Esaú, mencionam-se os horeus (Gênesis 36:20). Outrora chegou-se a pensar que essas pessoas fossem "moradores de cavernas" devido à semelhança entre a palavra "horeu" e a palavra hebraica para "caverna" — daí a idéia de que morassem em cavernas. Hoje, no entanto, as descobertas têm revelado que os horeus constituíam um proeminente grupo de guerreiros que viviam no Oriente Próximo, à época patriarcal. 29/72
4E. Durante as escavações de Jerico (1930-1936) Garstang descobriu algo tão surpreendente que ele mesmo e dois outros membros da equipe redigiram e assinaram uma declaração do que haviam encontrado. Em relação a esses achados, Garstang diz: "De modo que quanto ao ponto principal, não há dúvida alguma: os muros caíram para fora de modo tão completo que os atacantes poderiam escalar as ruínas do muro e penetrar na cidade". E o que havia de incomum? O fato de que os muros das cidades não caem para fora, mas para dentro. Todavia, em Josué 6:20 lemos: "... o muro caiu rente com o chão, e o povo subiu à cidade, cada qual para o lugar que lhe ficava defronte, e tomaram a cidade" (IBB). Os muros foram construídos para cair para fora. 31/146
5E. Descobrimos que a genealogia de Abraão é, sem dúvida alguma, histórica. Contudo, parece haver alguma indagação sobre se esses nomes representam indivíduos ou antigas cidades. O que se sabe com certeza sobre Abraão é que ele foi um indivíduo e que de fato existiu. Como Burrows afirma: "Tudo indica que aqui temos um indivíduo histórico. Conforme comentou-se acima, ele não é mencionado em qualquer fonte arqueológica conhecida, mas seu nome aparece na Babilônia como um nome pessoal e isso no próprio período a que ele pertence". 17/258, 259
6E. Embora possivelmente não surjam provas arqueológicas das histórias dos patriarcas, os costumes sociais ali narrados harmonizam-se com os da época e região dos patriarcas. 17/278, 279

Muitas dessas provas surgiram com as escavações em Nizi e em Mari. A partir do trabalho em Ugarite, lançou-se luz sobre a poesia e a língua hebraicas. A legislação mosaica foi vista nos códigos hitita, assírio, sumério e de Eshunna. Através disso podemos enxergar a vida dos hebreus em contraste com o mundo que os cercava, e, conforme diz Albright, "essa é uma contribuição diante da qual tudo mais deve-se tornar insignificante". 6/28

Não importa qual seja a convicção religiosa de diversos estudiosos, as descobertas até agora feitas os têm levado a afirmar a natureza histórica das narrativas relacionadas aos patriarcas. 104/305
7E. Julius Wellhausen, um crítico bíblico do século dezenove e bastante conhecido, achou que o registro da pia de bronze com espelhos não fazia parte do texto original do código sacerdotal. Diante disso, ele atribui ao tabernáculo uma data tardia demais para o período de Moisés. Contudo, não existem razões válidas para aceitar a data tardia (500 a.C.) de Wellhausen. Há provas arqueológicas específicas de espelhos de bronze existentes naquilo que é conhecido como sendo o Período Imperial da história egípcia (1500-1400 a.C). Assim, vemos que esse período é contemporâneo ao de Moisés e do Êxodo (1500-1400 a.C). 29/108
8E. Henry M. Morris comenta: "É claro que ainda existem problemas para uma completa harmonização do material arqueológico com a Bíblia, mas nenhum é tão sério a ponto de anular uma perspectiva concreta de solução iminente mediante investigação mais profunda. Deve ser extremamente significativo que, diante do grande volume de provas corroboradoras da história bíblica desses períodos, hoje não exista um único achado arqueológico inquestionável que comprove que a Bíblia está errada em algum ponto". 65/95

3D. Exemplos do Novo Testamento


1E. É inquestionável a credibilidade de Lucas como historiador. Unger nos informa que a arqueologia tem confirmado os relatos dos Evangelhos, especialmente o de Lucas. Nas palavras de Unger, "Hoje é geralmente aceito nos círculos eruditos que Atos dos Apóstolos é uma obra de Lucas, que pertence ao primeiro século e que exigiu a dedicação de um historiador cuidadoso, o qual foi substancialmente fiel no uso de suas fontes". 97/24

Sir William Ramsey é considerado um dos maiores arqueólogos que já existiu. Foi instruído de acordo com os princípios da escola histórica alemã de meados do século dezenove. Em conseqüência dessa formação, ele cria que o Livro de Atos fora composto em meados do século segundo A.D. Cria nisso com grande convicção. Numa pesquisa para fazer um estudo topográfico da Ásia Menor teve que considerar os escritos de Lucas. Como conseqüência, devido às provas surpreendentes que sua pesquisa revelou, viu-se forçado à alteração radical de suas convicções. Sobre isso ele comentou: "Posso afirmar com absoluta certeza que comecei esta investigação sem uma idéia preconcebida em favor da conclusão que procurarei demonstrar ao leitor. Pelo contrário, principiei com uma atitude desfavorável, pois a engenhosidade e a aparente perfeição da teoria de Tubinga haviam, numa certa época, me convencido totalmente. Na ocasião não era meu propósito estudar o assunto minuciosamente; mas mais recentemente eu me vi em contato com o Livro de Atos, tendo-o como uma autoridade sobre a Ásia Menor em questões de topografia, e de usos e costumes da antigüidade. Para mim foi ficando cada vez mais claro que, em inúmeros detalhes, a narrativa revelava ser maravilhosamente verdadeira. Aliás, principiando com uma idéia fixa de que a obra era essencialmente uma composição do segundo século e jamais aceitando que seus dados refletissem as condições do primeiro século, pouco a pouco vim a descobrir nesse livro um útil aliado na investigação de alguns pontos obscuros e difíceis". 13/36 (citado do livro de Ramsey St. Paul the Traveller and the Roman Gtizen).

Acerca da capacidade de Lucas como historiador, Ramsey chegou à conclusão, após trinta anos de estudo, de que "Lucas é um historiador de primeira linha; suas afirmações não são apenas dignas de crédito... mas esse autor deve ser colocado entre os maiores historiadores". 75/222

Ramsey acrescenta: "O relato de Lucas, em termos de fidedignidade, não tem rival". 76/81

O que Ramsey fez de modo conclusivo e definitivo foi eliminar certas possibilidades. Conforme se vê à luz das provas arqueológicas, o Novo Testamento reflete as condições da segunda metade do primeiro século A.D., e não as de qualquer data posterior. Historicamente é da maior importância que isso tenha ficado bem claro. Em todas as questões passíveis de confirmação, percebe-se que o autor de Atos foi de uma precisão e cuidado tão minuciosos como somente um contemporâneo poderia ser.

Em certa época cria-se que Lucas havia errado completamente nos acontecimentos que ele apresentou como ocorridos à mesma época do nascimento de Jesus (Lucas 2:1-3). Os críticos afirmavam que não houve censo algum, que Quirino não era governador da Síria àquela época e que ninguém teve que voltar à terra natal de sua família para se recensear. 24/159, 160; 29/285

Primeiro, as descobertas arqueológicas revelaram que os romanos regularmente promoviam cadastramento de contribuintes de impostos e também realizavam censos a cada 14 anos. Na verdade essa prática começou sob o reinado de Augusto e ocorreu pela primeira vez em 23-22 a.C. ou em 9-8 a.C. Esta última data é provavelmente aquela a que Lucas se

refere.


Segundo, temos indícios de que Quirino foi governador da Síria por volta de 7 a.C. Esta pressuposição baseia-se numa inscrição encontrada em Antioquia, que identifica Quirino com esse posto. Em conseqüência desse achado, atualmente se supõe que ele foi governador duas vezes — a primeira vez em 7 a.C. e a outra em 6 A.D. (a data atribuída por Josefo). 24/160

Finalmente, em relação à prática de alistamento, um papiro encontrado no Egito oferece orientação para a realização de um censo.



Nele se lê: "Devido ao censo que se aproxima, é necessário que todos aqueles que, por alguma razão, residem longe de sua terra de origem, preparem-se imediatamente para retornar à região administrativa de origem, a fim de completarem o cadastramento da família e a fim de que as terras cultivadas retenham aqueles a que elas pertencem". 24/159, 160;

29/285


Inicialmente os arqueólogos acreditavam que Lucas estava errado ao afirmar que Listra e Derbe ficavam na Licaônia, enquanto Icônio não ficava. (Atos 14:6). Baseavam sua crença em escritos de romanos, tais como os de Cícero, que indicavam que Icônio ficava também na Licaônia. Por isso, os arqueólogos diziam que o Livro de Atos não era confiável. Em 1910, contudo, Sir William Ramsey encontrou um monumento que mostrava que Icônio era uma cidade da Frígia. Descobertas posteriores confirmaram essa informação. 29/317

Entre outras referências históricas feitas por Lucas, encontra-se a menção a Lisânias, tetrarca de Abilene (Lucas 3:1), menção que é identificada com o início do ministério de João Batista, em 27 A.D. O único Lisânias conhecido dos historiadores da antigüidade era um que foi morto em 36 a.C. Contudo, uma inscrição encontrada perto de Damasco registra um "liberto de Lisânias, o Tetrarca", a qual é datada do período entre 14 e 29 A.D. 14/321



Na carta aos Romanos, escrita da cidade de Corinto, Paulo menciona o tesoureiro da cidade, Erasto (Romanos 16:23). Em 1929; durante as escavações de Corinto, encontrou-se um trecho calçado com a seguinte inscrição: ERASTVS PRO: AED: S: P: STRAVIT ("Erasto, administrador dos edifícios públicos, fez este calçamento às suas próprias custas"). De acordo com Bruce, muito provavelmente o calçamento foi feito no primeiro século, e o doador e o homem mencionado por Paulo são, com bastante probabilidade, a mesma pessoa. 16/95; 95/185

Também encontrou-se em Corinto um fragmento de inscrição que, acredita-se, continha na íntegra as palavras "Sinagoga dos Hebreus". Pode-se imaginar que essa inscrição ficasse sobre a porta da sinagoga em que Paulo debateu sobre o evangelho (Atos 18:4-7). Uma outra inscrição de Corinto menciona o "mercado de carne" da cidade, ao qual Paulo se refere em 1 Coríntios 10:25.

Assim, graças às inúmeras descobertas arqueológicas, a maioria das antigas cidades mencionadas no livro de Atos tem sido identificada. Como resultado dessas descobertas, hoje é possível identificar com precisão o trajeto percorrido por Paulo em suas viagens. 19/95; 7/118

Lucas escreve sobre o tumulto em Éfeso e descreve a realização de uma assembléia (ecclesia) civil num teatro (Atos 19:23ss). Os fatos são que a assembléia realmente se reunia naquele local, conforme se vê numa inscrição sobre estátuas de prata de Artemis (isto é, Diana), as quais deviam ser colocadas no "teatro durante uma reunião formal da Ecclesia". Feitas as escavações, comprovou-se que o teatro tinha espaço para comportar 25.000 pessoas. 14/236



Lucas também relata um tumulto ocorrido em Jerusalém pelo fato de Paulo levar um gentio ao templo (Atos 21:28). Encontraram-se inscrições em latim e em grego com os seguintes dizeres: "Nenhum estrangeiro tem permissão para atravessar o muro que cerca o templo e a área adjacente. Quem quer que for surpreendido nessa falta será pessoalmente responsável pela morte que lhe advirá". Mais uma vez comprovou-se que Lucas estava certos. 14/236

Também houve dúvida quanto ao uso que Lucas fazia de certas palavras. Lucas se refere a Filipos como uma "parte" ou "distrito" da Macedônia. Ele emprega a palavra grega mera, que é traduzida por "parte" ou "distrito". F. J. A. Hort acreditava que Lucas estava errado no uso dessa palavra. Ele afirmava que meris referia-se a uma "porção", não a um "distrito", surgindo aí a razão de sua discordância. As escavações arqueológicas, no entanto, têm mostrado que essa mesma palavra, meris, era empregada para descrever as divisões de distrito. Dessa forma, mais uma vez a arqueologia comprova a exatidão de Lucas. 29/320

Atribuíram-se a Lucas outros usos inapropriados de palavras. Tecnicamente ele teria sido impreciso ao referir-se aos governantes de Filipos como praetores. De acordo com os "eruditos", dois duumviri (duúnviros) deviam ter governado a cidade. Mas, como sempre, Lucas estava certo. Descobertas têm mostrado que o Título de praetor era usado pelos magistrados de uma colônia romana. 29/321

A escolha que fez da palavra procônsul como título de Gálio (Atos 18:12) está correta, como comprova a inscrição de Delfos, que num trecho diz: "Lúcio Júnio Gálio, meu amigo e procônsul da Acaia..." 95/180



A inscrição de Delfos (52 A.D.) fornece um período definido de tempo para determinar a época do ministério de um ano e meio de Paulo em Corinto. Disso sabemos pelo fato, revelado por outras fontes, de que Gálio assumiu a função em primeiro de julho e que permaneceu no posto por apenas um ano, e que esse um ano na função de procônsul coincidiu parcialmente com o trabalho de Paulo em Corinto. 14/324

Lucas trata Públio, o principal líder em Malta, pelo título de "homem principal da ilha" (Atos 28:7). Através de escavações descobriram-se inscrições que lhe conferem o título de "homem principal". 14/325

Mais um caso é o do uso da palavra politarxas para designar as autoridades civis de Tessalônica (Atos 17:6). Uma vez que a palavra politarxes não é encontrada na literatura clássica, mais uma vez pressupôs-se que Lucas estivesse errado. No entanto, foram encontradas cerca de dezenove inscrições que empregam o título. Curiosamente, cinco dessas inscrições referem-se às autoridades de Tessalônica. 14/325

Em 1945, foram encontrados nos arredores de Jerusalém dois ossuários na forma de caixas de ossos. Esses ossuários exibiam inscrições que o descobridor, Eleazar L. Sukenik, afirmou serem "os mais antigos registros do cristianismo". Esses receptáculos fúnebres foram encontrados num túmulo usado antes de 50 A.D. As inscrições traziam dos dizeres Iesous iou e Iesous aloth Também havia quatro cruzes. É provável que a primeira inscrição seja uma oração a Jesus pedindo ajuda, e a segunda, uma oração pela ressurreição da pessoa, cujos ossos se encontravam no ossuário. 14/327, 328

Não é de admirar que E. M. Blaiklock, professor de Literatura Clássica na Universidade de Auckland, chegue à conclusão de que "Lucas é um historiador da mais alta capacidade, com todo o direito de ser colocado entre os grandes escritores gregos". 12/98
2E. O Pavimento. Durante séculos não se soube de qualquer registro acerca do pátio onde Jesus foi julgado por Pilatos (local denominado ábata, ou Pavimento, João 19:13).

Em The Archaeology of Palestine (A Arqueologia da Palestina), William F. Albright mostra que esse pátio ficava na Torre de Antônia, que era o quartel-general dos romanos em Jerusalém. Quando da reconstrução da cidade, à época de Adriano, a torre permaneceu soterrada, e só foi descoberta recentemente. 2/141
3E. O Poço de Betesda, outro local sem qualquer registro a não ser no Novo Testamento, pode agora ser localizado "com uma boa dose de certeza, na zona nordeste da cidade velha (a área denominada Bezeta, ou 'Novo Gramado'), no primeiro século A.D., onde, em 1888, durante escavações próximas à Igreja de Santa Ana, descobriram-se vestígios desse poço". 14/329

CONCLUSÃO

Depois de tentar refutar a historicidade e a validade das Escrituras, cheguei à conclusão de que elas são historicamente confiáveis. Se alguém rejeitar a Bíblia alegando não poder confiar nela, terá então, que rejeitar quase toda a literatura da antigüidade.

Um problema com que constantemente me defronto é o desejo de muitas pessoas de aplicarem um tipo de teste à literatura secular, e outro tipo à Bíblia. É preciso aplicar o mesmo teste, quer seja a literatura examinada secular quer seja religiosa. Feito isto, creio que se pode segurar as Escrituras nas mãos e dizer: "Pode-se acreditar na Bíblia; ela é historicamente confiável".



As palavras de Sir Walter Scott em relação às Escrituras podem, com propriedade, servir de resumo para esta seção:
"Repousa nesse volume sério

Dos mistérios o mistério.

Felizes aqueles dentre a humana raça

A quem Deus concedeu a graça

De ler, temer, ter esperança, orar,

Abrir passagem e o caminho forçar;

E que jamais tivessem nascido melhor seria

Aqueles que lêem para duvidar ou para zombaria".

84/140
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SEGUNDA PARTE:


SE JESUS NÃO

ERA DEUS, ENTÃO

MERECIA O

PRÊMIO DE

MELHOR ATOR...

Esta parte do livro é extremamente importante porque trata da pessoa de Jesus Cristo. Quem Ele é? É o Filho de Deus? A resposta é crucial, pois se Ele é de fato quem Ele afirmava ser, o Messias, o Filho de Deus, então o relacionamento eterno de uma pessoa com Deus dependerá do relacionamento que tiver, nesta vida, com Cristo. Estas anotações mostrarão que Jesus foi um Super-Salvador, e não um Super-homem, um Superartista ou um Superstar.


capítulo 5:
Jesus - Um Homem

da Historia...
1A. JESUS É UM HOMEM DA HISTÓRIA
Num debate promovido pelo diretório central de estudantes de uma universidade no meio-oeste dos Estados Unidos, minha oponente, uma candidata de Nova Iorque ao Congresso Americano, pelo Partido Trabalhista Progressista (marxista), disse em seus comentários iniciais: "Os historiadores de hoje têm agido muito bem, rejeitando a historicidade de Jesus..." Eu não podia acreditar no que estava ouvindo (mas felizmente ela disse aquilo, pois logo depois os estudantes iriam perceber que ela não tinha se preparado para falar sobre história). Aconteceu de justamente naquela ocasião eu ter comigo as anotações e dados apresentados a seguir, de modo que pude usá-los em minha refutação. Certamente não são os historiadores (talvez sejam uns poucos economistas) que propagam a teoria do "mito de Cristo" acerca de Jesus.

Conforme F. F. Bruce, professor Catedrático de Crítica e Exegese da Bíblia, na Universidade de Manchester, corretamente afirmou: "Alguns escritores podem brincar com a idéia fantasiosa de um 'mito de Cristo', mas não podem fazê-lo com base nos dados históricos. A historicidade de Cristo é tão axiomática para um historiador desprovido de preconceitos como é a historicidade de Júlio César. Não são os historiadores que propagam as teorias a respeito de um 'mito de Cristo'". 2/119

Otto Betz conclui que "nenhum pesquisador sério se aventurou a postular a não historicidade de Jesus". 1/9


1B. Fontes Cristãs que Favorecem a Historicidade de Jesus
1C. VINTE E SETE DOCUMENTOS DONOVO TESTAMENTO (Veja p. 49ss).
John Montgomery indaga "Oque, então, um historiador sabe a respeito de Jesus Cristo? Antes de mais nada, ele sabe que os documentos do Novo Testamento são confiáveis, podendo oferecer uma descrição fidedigna de Jesus. Também sabe que não pode se desfazer de maneira racionalista dessa descrição, seja por um raciocínio tendencioso, por pressuposições que refletem uma tendência filosófica, ou por manipulação literária". 6/40
2C. OS PAIS DA IGREJA
Policarpo, Eusébio, Irineu, Inácio, Justino, Orígenes, etc. (Veja p. 64.)

2B. Fontes Não-bíblicas que Favorecem a Historicidade de Jesus
1C. CORNÈLIO TÁCITO (nascido em 52-54 A.C.)
Historiador romano, governador da \sia em 112 A.D., genro de Júlio Agrícola, que foi governador da Grã-Bretanha em 80-84 A.D., ao escrever sobre o reinado de Nero, Tácito refere-se à morte de Cristo e à existência de cristãos em Roma: "Mas nem todo o socorro que uma pessoa poderia ter prestado, nem todas as recompensas que um príncipe poderia ter dado, nem todos os sacrifícios que puderam ser feitos aos deuses, permitiram que Nero se visse livre da infâmia da suspeita de ter ordenado o grande incêndio, o incêndio de Roma. De modo que, para acabar com os rumores, acusou falsamente as pessoas comumente chamadas de cristãs, que eram odiadas por suas atrocidades, e as puniu com as mais terríveis torturas. Christus, o que deu origem ao nome cristão, foi condenado à morte por Pôncio Pilatos, durante o reinado de Tibério; mas, reprimida por algum tempo, a superstição perniciosa irrompeu novamente, não apenas em toda a Judéia, onde o problema teve início, mas também em toda a cidade de Roma" (Anais XV.44).

Sulpício Severo (Crôn. ii. 30.6) preservou um pequeno trecho das Histórias, de Tácito, onde este, ao tratar da destruição por fogo do templo de Jerusalém em 70 A.D., faz uma outra referencia ao cristianismo.
2C. LUCIANO DE SAMOSATA
Foi um escritor satírico do século segundo, tendo zombado de Cristo e dos cristãos. Luciano relacionou os cristãos com as sinagogas da Palestina e referiu-se a Cristo como "...o homem que foi crucificado na Palestina porque introduziu uma nova seita no mundo... Além disso, o primeiro legislador dos cristãos os persuadiu de que todos eles seriam irmãos uns dos outros, após terem finalmente cometido o pecado de negar os deuses gregos, adorar o sofista crucificado e viver de acordo com as leis que ele deixou" (O Peregrino Passageiro).

Luciano também menciona várias vezes os cristãos em Alexandre, o Falso Profeta, seções 25 e 29.
3C. FLÁVTO JOSEFO (nascido em 37 A.D.)
Historiador judeu, Josefo tornou-se fariseu aos 19 anos de idade; no ano 66 estava comandando as forças judaicas na Galiléia. Num texto de autenticidade bastante questionada, ele afirma: "Por essa época surgiu Jesus, um homem sábio, se é que é correto chamá-lo de homem, pois operava obras maravilhosas, e era um mestre que fazia as pessoas receberem a verdade com prazer. Ele congregou junto a si muitos judeus e muitos gentios. Ele era o Cristo, e quando Pilatos, por sugestão dos principais líderes dentre nós, condenou-o à cruz, aqueles que desde o início o amavam não o largaram; pois ele tornou a aparecer-lhes vivo ao terceiro dia, tal como os profetas de Deus haviam predito essas e mais dez mil outras coisas a seu respeito. E a tribo dos cristãos, que tem esse nome devido a ele, existe até hoje" (Antigüidades xviii.33 início do segundo século).

O texto em árabe dessa mesma passagem é o seguinte: "Nessa época havia um homem sábio chamado Jesus. Seu comportamento era bom, e sabia-se que era uma pessoa de virtudes. Muitos dentre os judeus e de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos condenou-o à crucificação e à morte. E aqueles que haviam sido seus discípulos não deixaram de segui-lo. Eles relataram que Ele lhes havia aparecido três dias depois da crucificação e que Ele estava vivo; dessa feita, talvez Ele fosse o Messias, sobre o qual os profetas relatam maravilhas".

“O trecho acima encontra-se no manuscrito em árabe que tem o título 'Kitab Al-Unwan Al-Mukallal Bi-Fadail Al-Hikma Al Mutawwaj Bi-Anwa Al Falsafa Al-Manduh Bi-Haqaq Al-Marifa". Uma tradução aproximada desse título é : "Livro da História Dirigida por Todas as Virtudes. Coroada com Várias Filosofias e Bendita pela Verdade do Conhecimento".



Esse manuscrito, de autoria do bispo Apápio (século décimo), possui uma seção que assim começa: "Temos descoberto em muitos livros dos filósofos que eles se referem ao dia da crucificação de Cristo". Ele então apresenta uma lista, bem como cita trechos, das obras antigas. Algumas obras são conhecidas dos estudiosos modernos, outras não. 8/s. p.

Também encontramos em Josefo uma alusão a Tiago, o irmão de Jesus. Em Antigüidades XX 9:1 ele descreve a conduta do sumo-sacerdote Anano: "Mas o jovem Anano, que, como já dissemos, assumia a função de sumo-sacerdote, era uma pessoa de grande coragem e excepcional ousadia; era seguidor do partido dos saduceus, os quais, como já demonstramos, eram rígidos no julgamento de todos os judeus. Com esse temperamento, Anano concluiu que o momento lhe oferecia uma boa oportunidade, pois Festo havia morrido, e Albino ainda estava a caminho. Assim, reuniu um conselho de juizes, perante o qual trouxe Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, junto com alguns outros, e, tendo-os acusado de infração à lei, entregou-os para serem apedrejados". 2/107

4C. SUETÔNIO (120A.D.)
Um outro historiador romano, oficial da corte de Adriano, escritor dos anais da Casa Imperial, diz: "Como os judeus, por instigação de Chrestus (uma outra forma de escrever Christus), estivessem constantemente provocando distúrbios, ele os expulsou de Roma" (Vida de Cláudio, 25.4).

Escreve também: "Nero infligiu castigo aos cristãos, um grupo de pessoas dadas a uma superstição nova e maléfica" (Vidas dos Césares, 26.2).


5C. PLÍNIO SEGUNDO, PLÍNIO O JOVEM
Governador da Bitínia, na Ásia Menor (112 A.D.), Plínio escreveu ao imperador Trajano, solicitando orientação sobre como tratar os cristãos.

Na carta ele explicava que vinha matando homens e mulheres, meninos e meninas. Eram tantos os que estavam sendo mortos que tinha dúvidas se deveria continuar matando todos os que se descobrisse serem cristãos ou apenas determinados cristãos. Ele explicou que fizera os cristãos se curvarem perante as estátuas de Trajano. Prossegue dizendo que ele também "os fez amaldiçoarem a Cristo, o que não se consegue obrigar um cristão verdadeiro a fazer". Na mesma carta ele fala das pessoas que estavam sendo julgadas: "Eles afirmavam, no entanto, que sua única culpa, seu único erro, era terem o costume de se reunirem antes do amanhecer num certo dia determinado, quando então cantavam responsivamente os versos de um hino a Cristo, tratando-o como Deus, e prometiam solenemente uns aos outros a não cometerem maldade alguma, não defraudarem, não roubarem, não adulterarem, nunca mentirem, e a não negar a fé quando fossem instados a fazê-lo" (Epístolas X.96).
6C. TERTULIANO
Jurista e teólogo de Cartago, ao fazer em 197 A.D. uma defesa do cristianismo perante as autoridades romanas na África, Tertuliano menciona a correspondência trocada entre Tibérío e Pôncio Pilatos: "Portanto, naqueles dias em que o nome cristão começou a se tornar conhecido no mundo, Tibério, tendo ele mesmo recebido informações sobre a verdade da divindade de Cristo, trouxe a questão perante o Senado, tendo já se decidido a favor de Cristo. O Senado, por não haver dado ele próprio a aprovação, rejeitou a proposta. César manteve sua opinião, fazendo ameaças contra todos os acusadores dos cristãos" (Apologia, V.2). Alguns historiadores questionam a historicidade dessa passagem. (Veja também Justino Mártir, Apologia, 1.35.)
7C. TALO, 0 HISTORIADOR SAMARITANO
Talo, que escreveu em 52 A.D. é um dos primeiros escritores gentios a mencionar Cristo. No entanto, seus escritos se perderam, e deles temos conhecimento só através de pequenas citações feitas por outros escritores. Um destes é Júlio Africano, um escritor cristão que viveu por volta de 220 A.D. Um trecho bem interessante diz respeito a um comentário feito por Talo. Júlio Africano escreve: "Talo, no terceiro dos livros que escreveu sobre a história, explica essa escuridão como um eclipse do sol — o que me parece ilógico' (é claro que é ilógico, pois um eclipse solar não poderia acontecer em época de lua cheia, e foi na época da lua cheia da Páscoa que Cristo morreu)."

Assim, a partir dessa citação percebemos que o relato dos Evangelhos acerca das trevas que se abateram sobre a terra por ocasião da crucificação de Cristo era bem conhecido, e exigia uma explicação naturalista por parte daqueles não-crentes que haviam testemunhado o acontecimento. 2/113
8C. FLÊGÃO, UM HISTORIADOR DO PRIMEIRO SÉCULO
Suas Crônicas se perderam, mas um pequeno trecho dessa obra, que confirma a escuridão sobre a terra na hora da crucificação, também é mencionado por Júlio Africano. Depois de comentar a opinião ilógica de Talo sobre a escuridão, Júlio Africano cita Flêgão: "Durante o tempo de Tibério César, ocorreu um eclipse do sol durante a lua cheia" (7/IIB, seção 256fl6,p. 1165).

Flêgão também é mencionado por Orígenes em Contra Celso (Livro 2, seções 14, 33, 59).

Filôpão (De opif. mund. II 21) diz: "E sobre essas trevas... Flêgão menciona-as em Olimpíadas (o título do livro que escreveu)". Ele diz que "Flêgão mencionou o eclipse que aconteceu durante a crucificação do Senhor Cristo e não algum outro eclipse; está claro que ele não tinha conhecimento, a partir de suas fontes, de qualquer eclipse (semelhante) que tivesse anteriormente ocorrido... e isso se vê nos próprios relatos históricos sobre Tibério César" (4/IIB, seção 257 fl6, c, p. 1165).
9C. A CARTA DE MARA BAR-SERAPIÃO
F. F. Bruce assinala que existe: "...no Museu Britânico um interessante manuscrito que preserva o texto de uma carta escrita um pouco depois de 73 A.D., embora não possamos precisar a data. Essa carta foi enviada por um sírio de nome Mara Bar-Serapião a seu filho Serapião. Na época Mara Bar-Serapião estava preso, mas escreveu para incentivar o filho na busca da sabedoria, tendo ressaltado que os que perseguiram homens sábios foram alcançados pela desgraça. Ele dá o exemplo de Sócrates, Pitágoras e Cristo: 'Que vantagem os atenienses obtiveram em condenar Sócrates à morte? Fome e peste lhes sobrevieram como castigo pelo crime que cometeram. Que vantagem os habitantes de Samos obtiveram ao pôr fogo em Pitágoras? Logo depois sua terra ficou coberta de areia. Que vantagem os judeus obtiveram com a execução de seu sábio Rei? Foi logo após esse acontecimento que o reino dos judeus foi aniquilado. Com justiça Deus vingou a morte desses três sábios: os atenienses morreram de fome; os habitantes de Samos foram surpreendidos pelo mar; os judeus, arruinados e expulsos de sua terra, vivem completamente dispersos. Mas Sócrates não está morto; ele sobrevive nos ensinos de Platão. Pitágoras não está morto; ele sobrevive na estátua de Hera. Nem o sábio Rei está morto; Ele sobrevive nos ensinos que deixou'". 2/114
10C. JUSTINO MÁRTIR
Por volta de 150 A.D., Justino Mártir, ao escrever a Defesa do Cristianismo, enviada ao imperador Antônio Pio, sugere ao imperador que consulte o relato de Pilatos, o qual Justino supunha que devia estar guardado nos arquivos imperiais. Ele diz que as palavras "'transpassaram meus pés e mãos" são uma descrição dos cravos que prenderam suas mãos e pés na cruz; e depois de o crucificarem, aqueles que o crucificaram sortearam suas roupas e dividiram-nas entre si. E se tais coisas assim aconteceram, poderás verificar nos 'Atos' que foram escritos no governo de Pôncio Pilatos". Posteriormente ele diz: "Poderás facilmente conferir nos 'Atos' de Pôncio Pilatos que Ele realizou esses milagres" (Apologia 1.48).

Elgin Moyer, em Who Was Who in Church History (Quem foi Quem na História da Igreja), descreve Justino Mártir como um: "... filósofo, mártir, apologeta, nascido em Flávia Neápolis. Com boa formação, parece ter tido recursos suficientes para levar uma vida de estudos e viagens. Sendo um ávido inquiridor da verdade, bateu sucessivamente às portas do estoicismo, aristotelismo, pitagorismo e platonismo, mas detestou o epicurismo. No inicio teve algum contato com os judeus, mas não se interessou pela religião seguida por eles. O platonismo foi o que mais exerceu atração sobre ele, e ele imaginava que estava em vias de atingir o alvo de sua filosofia - a visão de Deus - quando, num certo dia, numa caminhada solitária à beira-mar, o jovem filósofo encontrou um idoso e venerável cristão, pessoa de semblante agradável e de uma serena dignidade. Esse humilde cristão abalou a confiança de Justino na sabedoria humana e mostrou-lhe os profetas hebreus, 'homens que viveram antes do que todos aqueles filósofos de renome, homens cujos escritos e ensinos predisseram a vinda de Cristo...' Seguindo o conselho daquele senhor idoso, esse zeloso platonista tornou-se um cristão de verdade. Ele afirmou: 'Descobri que só esta filosofia é segura e proveitosa'. Depois da conversão, ocorrida no início da idade adulta, ele se consagrou de coração à defesa e à divulgação da religião cristã". 7/227


11C. OS TALMUDES JUDEUS (Veja p. 38)
ToVdoth Yeshu. Há referência a Jesus como "Ben Pandera".

Talmude Babilônico. Diz: "... e penduraram-no na véspera da Páscoa".

O título que o Talmude dá a Jesus: "Ben Pandera (ou 'Ben Pantere')" e "Jeshu ben Pandera". Muitos estudiosos afirmam que "pandera" é um jogo de palavras, um trocadilho com a palavra grega panthenos, que significa "virgem" chamando-o de "filho de uma virgem". Joseph Klausner. um judeu, afirma que "o nascimento ilegítimo de Jesus era uma idéia corrente entre os judeus..."



Os comentários na Baraila são de grande valor histórico: "Na véspera da Páscoa eles penduraram Yeshu (de Nazaré) e antes disso, durante quarenta dias o arauto proclamou que (Yeshu de Nazaré) ia ser apedrejado 'por prática de magia e por enganar Israel e fazê-lo se desviar. Quem quer que saiba algo em sua defesa venha e interceda por ele'. Mas ninguém veio em sua defesa e eles o penduraram na véspera da Páscoa" (Talmude Babilônico, Sanhedrim 43a)".

O Amoa 'W/a'("Ulla" foi um discípulo do rabino Youchanan e viveu na Palestina no final do século terceiro) acrescenta: "E acreditas que em favor de Yeshu de Nazaré houvesse qualquer direito de apelação? Ele era um enganador, e o Misericordioso disse: 'Não o pouparás nem o esconderás'. Não foi assim, pois que Jesus tinha o apoio da autoridade civil".

As autoridades judaicas não negavam que Jesus operasse sinais e milagres (Mateus 9:34; 12:24; Marcos 3:22), mas atribuíam-nos a atos de magia. 5/23



O pesquisador judeu Joseph Klausner escreve que "o Talmude fala de enforcamento em vez de crucificação, pois essa terrível forma de execução utilizada pelos romanos só era conhecida dos estudiosos judeus através de julgamentos efetuados pelos romanos, sendo desconhecida no sistema legal judeu. Até mesmo Paulo, o apóstolo, (Gálatas 3.13) explica que a passagem bíblica 'maldito todo aquele que for pendurado', isto é, enforcado (Deuteronômio 21:23), é aplicável a Jesus". 5/28

Sanhedrim 43a também menciona os discípulos de Jesus.

Yeb. IV 3;49a: "O rabino Shimeon ben Azzai disse (acerca de Jesus): 'Encontrei um rolo genealógico, em Jerusalém, no qual estava registrado: Fulano é bastardo de uma adúltera."

A isso Klausner acrescenta: "As edições atuais da Misná trazem o acréscimo: 'Em apoio às palavras do rabino Yehoshua' (o qual, na mesma Misná, diz: 'O que é um bastardo? Todo aquele cujos pais podem ser condenados à morte pelo Beth Din'). Parece não haver dúvida de que essa é uma referência a Jesus..." 5/35

Uma antiga Baraita, em que o rabino Eliezer é a personagem central, menciona Jesus pelo nome. As palavras entre colchetes pertencem à citação. E Eliezer quem fala: "Ele respondeu: Akiba, você me lembrou! Certa vez eu estava caminhando pelo mercado de cima (a Tosefta traz 'rua') de Sefôris e encontrei um (dos discípulos de Jesus de Nazaré); seu nome era Jacó, proveniente de Kefar Sekanya (a Tosefta traz 'Sakkanin'). Ele me disse: Está escrito na tua Lei - 'Não trarás a paga de uma prostituta, etc' O que se devia fazer com essa paga - uma latrina para o Sumo Sacerdote? Mas nada respondi. Ele me disse: Assim (Jesus de Nazaré) me ensinou (a Tosefta traz 'Yeshu ben Pantere'): 'Pela paga de uma prostituta ela os chama a si, e pela paga de uma prostituta eles voltarão'; do lugar de imundície eles vêm. e para o lugar de imundície eles irão. E essa frase me agradou, e, por causa disso, fui preso, acusado de Minuth. E eu transgredi o que está escrito na Lei; 'mantém o teu caminho longe daqui' - isto é de Minuth - "e não te aproximes da porta da residência dela' - isto é, do governo civil". 5/38

Esses parênteses encontram-se em Dikduke Sofrim para Abada Zara (manuscrito de munique, edição de Rabinovitz).

Sobre o texto acima, Klausner comenta: "Não resta dúvida de que as palavras 'um dos discípulos de Jesus de Nazaré' e 'assim Jesus de Nazaré me ensinou' são, nesta passagem, de uma data bem antiga e também são fundamentais no contexto da história relatada; e não se pode questionar a antigüidade dessas palavras por causa de ligeiras variações nas passagens paralelas; as variantes ('Yeshu ben Pantere' ou 'Yeshu ben Pandera', em vez de 'Yeshu de Nazaré') se devem simplesmente ao fato de que, desde uma data bem antiga, o nome 'Pantere' ou 'Pandera' se tornou largamente conhecido entre os judeus como sendo o nome do suposto pai de Jesus." 5/38
12C. A ENCICLOPÉDIA BRITÂNICA

A mais recente edição da Enciclopédia Britânica emprega 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Tal descrição ocupa mais espaço do que o que foi dado a Aristóteles, Cícero, Alexandre, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte.

Acerca do testemunho de muitos relatos seculares independentes sobre Jesus de Nazaré, essa enciclopédia registra que: "Esses relatos independentes comprovam que nos tempos antigos até mesmo os adversários do cristianismo jamais duvidaram da historicidade de Jesus, a qual, pela primeira vez e em bases inadequadas, veio a ser questionada por vários autores do fim do século dezoito, do século dezenove e do início do século vinte". 3/145
BIBLIOGRAFIA
1. BETZ, Otto. What Do We Know About Jesus? (O que Sabemos a Respeito de Jesus?). Londres: SCM Press, 1968.

2. BRUCE, F. F. The New Testament Documents: Are They Reliable?

(Os Documentos do Novo Testamento São Confiáveis?). 5. ed. Downers Grove: Inter-Versity, 1972. Usado com permissão.



3. ENCYCLOPAEDIA Britannica (Enciclopédia Britânica) 15. ed. 1974.

4. JACOBB, Felix. Die Fragmente der Griegrischen Historiker (Os Fragmentos dos Historiadores Gregos). Berlim: Wiedmann, 1923.

5. KLAUSNER, Josep. Jesus of Nazareth (Jesus de Nazaré). Nova Iorque: The Macmillan Company, 1925.

6. MONTGOMERY, John Warwick. History and Christianity (História e Cristianismo). Downers Grove: Inter-Varsity, 1964. Usado com permissão.

7. MOYER, Elgin. Who Was Wno in Church History (Quem Foi Quem na História da Igreja). Chicago: Moody, 1968.

8. PINES, Shlomo (professor de Filosofia na Universidade Hebraica, em Jerusalém) ! FLUSSER, David (professor na mesma universidade). Conforme artigo intitulado "CHRIST DOCUMENTA TI ON: Israeli Israeli Scholars Find Ancient Documents That Confirm the Existence of Jesus" (DOCUMENTAÇÃO ACERCA DE CRISTO: Pesquisadores Israelenses Descobrem Documentos Antigos que Acreditam Confirmar a Existência de Jesus); artigo este difundido em 12 fev. 1972 pelo serviço de divulgação do jornal New York Times e publicado em (domingo) 13 fev. 1972 pelo jornal Palm Beach Post-Times

capítulo 6:
Jesus -

O Filho de Deus...

A seguir você tem um esboço preparado para ajudá-lo a usar com eficácia este material.
1A. DECLARAÇÕES EXPLICITAS DE JESUS DE QUE ELE ERA DEUS


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