Evidência que exige um veredito



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16. ESCRITORA
"Com trinta e três anos de idade eu tinha perdido quase todo interesse em tentar saber por que estou aqui. Estudar as filosofias existentes havia estimulado minha mente, mas também havia deixado meu coração vazio. Estudar as muitas religiões do mundo deixou-me exausta. Eu sabia que, de alguma forma, eu não tinha suficiente desejo de 'conhecer a verdade' para poder passar pelas complicadas etapas de desenvolvimento intelectual e espiritual que essas religiões exigiam para se 'chegar a Deus'.

Fui ganha por Ellen Riley, uma amiga de infância com quem encontrei novamente em Charleston, depois daqueles dezoito anos. Ellen se tornara uma cristã dinâmica. Para ela Cristo era uma Pessoa. Ela tinha vindo de Nova Iorque, de férias, até sua cidade natal, Chicago. Ao me rever ficou horrorizada ao notar que a garota que ela tinha conhecido como uma adolescente alegre e vibrante era agora uma pessoa cansada, entediada, com aparência de intelectualizada. Ela disse que eu parecia como se estivesse me defendendo de um golpe".

'...O que é que você realmente acredita sobre Deus?', perguntei a ela. 'Creio que Deus veio à terra na Pessoa de Jesus Cristo para nos mostrar como Ele é de verdade e para nos salvar do pecado'.

...E assim, na manhã dominical de 2 de outubro de 1949, depois de bastante resistência de minha parte, eu de repente olhei para ela e disse: 'Está bem. Presumo que você está certa'. E foi assim. Deus não exige nenhuma apresentação pomposa e formal.

"A partir de então, dia após dia, a vida com Cristo tem sido uma experiência contínua de novas descobertas uma após outra. Agora gosto de me levantar de manhã. Ele é a razão para eu despertar! " 37

Eugenia Price



17. HOMEM DE NEGÓCIOS

"Existe um conceito fundamental que aprendi bem claramente devido a minha experiência nos negócios. Há necessidade de um roteiro claro e bem compreensível para a realização de operações empresariais. Uma vez definido o roteiro, há necessidade de se crer completamente no programa que ele apresenta.



Na vida cristã a Bíblia é o nosso roteiro. É a autoridade suprema sobre nossas vidas e é suficiente para nossas necessidades. Creio que uma exigência de suprema importância é que Cristo seja o Senhor de nossa vida toda, e que nossa lealdade a Ele jamais seja uma lealdade parcial.

... Mediante Jesus Cristo Ele preparou o caminho para que, pela nossa entrega a Ele, satisfaçamos as exigências de Deus e possamos ser aceitos.

... A relação com Deus e com Jesus Cristo é uma relação estritamente pessoal... É impossível permanecer neutro diante dEle." 11

O dr. Elmer W. Engstrom é presidente do Comitê Executivo da RCA norte-americana. Formou-se pela Universidade de Minnesota, estado de Minnesota, e recebeu títulos honorários de Doutor em Ciências, Doutor em Direito e Doutor em Engenharia, por parte de dez faculdades

diferentes.

Elmer Engstrom

18. MÉDICO
"Depois da guerra comecei a clinicar na região de Harrisburg, estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Fui convidado a participar de uma vida social que eu achava necessária para ser bem sucedido. Isso incluía participar de freqüentes coquetéis bem como bailes no clube-de-campo. Eu achava que isso era ótimo, porque nesses breves momentos eu me desligava dos problemas do dia e fugia da realidade.

Por volta de 1952 tive oportunidade de me desligar ainda mais ao freqüentar festas duas a três vezes por semana. Antes disso eu teria me considerado um bom bebedor, mas agora eu não conseguia me controlar na bebida.

Senti que meu trabalho médico estava ficando prejudicado e, pior de tudo, senti a perda do respeito de minha esposa e minha família. Finalmente reconheci que precisava desesperadamente de ajuda.



... Um irmão meu havia confiado em Cristo como seu Salvador um ano antes. Ele me convidou certo dia a ir com ele a um jantar promovido pelo Comitê de Homens de Negócios Cristãos. Naquele encontro ouvi testemunhos em que homens contaram como suas vidas haviam sido transformadas. Um homem tinha tido uma vida bem parecida com a minha até que Cristo o transformou.

... Esses homens eram diferentes daqueles com quem me relacionava, e queriam me ajudar por eu estar com sérios problemas. Melhor do que tudo, disseram-me que a minha necessidade era conhecer o Senhor Jesus Cristo.

... Em 21 de maio de 1959, numa viagem a serviço, enquanto dirigia pela estrada fui tomado de uma profunda convicção. Orei a Deus para que me salvasse. Percebi que estava perdido e que precisava da ajuda de Deus. Mas só quando eu disse: 'Senhor, qualquer coisa que queira que eu faça eu farei' é que consegui crer. E aconteceu aquela experiência indescritível. Lagrimas de alegria escorriam pela minha face enquanto era removido o enorme peso do pecado. Deus me deu a certeza de que eu era uma nova criatura em Cristo Jesus. Desde então não tive tentações de voltar a beber um só copo de bebida. Meu principal problema não era o alcoolismo, mas o fato de que eu não conhecia Jesus Cristo". 12/65-69

Vernon R. Phillips

19. FAZENDEIRO
"Quando jovem, minha ambição era ser um fazendeiro bem sucedido. Decidi não ir para a faculdade porque gostava muitíssimo do trabalho na fazendo e porque era necessário ficar ali.

Não importa a maneira como você encare a questão, o fato é que eu achava que estava indo muito bem. Na verdade eu achava que não enfrentava qualquer tipo de problema. Não estava bem consciente de que eu tinha uma enfermidade que ninguém poderia curar à base de remédio — a doença do pecado.

Não estava consciente disso até que ouvi as palavras bíblicas de Romanos 3:23. Foi quando percebi que todas as freqüentes idas à igreja e toda a respeitabilidade que tinha diante da comunidade não poderiam me livrar das conseqüências do pecado. Aquele versículo diz: 'Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus'. Não há justo, nem sequer um (Romanos 3:10).



Isso tornou a questão bem clara. Eu precisava de algo mais do que já podia fazer por mim mesmo. Precisava ser purificado pelo poder de Deus. Isso só pôde acontecer quando confiei em Jesus Cristo.

Sem duvida, desde então tenho voltado a ser contaminado pela doença do pecado, mas que homem não experimentou isso também? Mas agradeço ao Senhor porque posso procurá-lo para receber a cura. Cristo, ao me perdoar a cada vez, leva embora a doença do pecado.

E assim como eu fico animado com minha criação de porcos de raça Yorkshire, e livres de moléstias específicas, também fico animado em contar a outros homens a respeito de Jesus Cristo. É por isso que faço parte do Comitê de Homens de Negócios Cristãos da cidade de Barde. Desejo ser capaz de convidar outros homens a experimentarem o poder que Jesus Cristo tem para libertar da enfermidade". 16

Murray G. Faris



20. EX-CONSELHEIRO DA CASA BRANCA
"Tive uma estranha sensação de indiferença quando deixei a Casa Branca. Eu devia ter sido aplaudido porque sempre fiz todas as coisas que comecei, e sempre com rapidez. Fiz faculdade de Direito à noite, trabalhei de dia, ganhei bolsas de estudo, fui o mais jovem comandante de companhia dos Fuzileiros Navais e o mais jovem assistente administrativo do Congresso norte-americano. Cheguei ao topo da montanha e não consegui-a imaginar nenhuma outra montanha.

Então me encontrei com Tom Philips, um velho amigo. É alguém em muitos aspectos parecido comigo: filho de imigrantes, fez faculdade à noite, tornou-se engenheiro da empresa Raytheon com vinte e cinco anos de idade, e aos trinta e seis já era vice-presidente executivo. Aos quarenta chegou a presidente - a história de um tremendo sucesso. Bem ocupado e elétrico, trabalhava gritando ordens, bem agressivo e dinâmico.

Quando eu o vi na primavera de 73 pareceu-me totalmente diferente. Estava sorrindo, estava radiante, estava preocupado comigo. Perguntei-lhe o que havia acontecido. Disse-me que havia dedicado sua vida a Jesus Cristo.

Eu havia aprendido a ver Jesus Cristo como sendo uma personagem histórica, um profeta, alguém avançado demais para seu próprio tempo. Mas essa idéia de um homem de negócios inteligente, de boa educação e bem sucedido dizer que aceitou e dedicou a vida a Ele me surpreendeu. Pensei que Tom tinha tido alguma espécie de experiência estranha — e mudei de assunto.

Passaram-se os meses, meses bem difíceis em Washington. E tudo aquilo que Tom significava Washington não tinha. Fiquei maravilhado com o que Tom representava e quis descobrir por mim mesmo, de maneira que telefonei para ele e ficamos até tarde da noite na varanda de sua casa. Do livro de C. S. Lewis^l Razão do Cristianismo ele me leu o capítulo sobre o orgulho. Foi um torpedo. Eu podia ver claramente minha vida toda ali. Senti-me sujo. Então Tom me disse que ele mesmo havia experimentado uma profunda necessidade e desejo espirituais até que foi a uma cruzada de Billy Graham, em Nova Iorque, e aceitou a Cristo.

Era uma história tão linda, mas eu não queria admitir isso para ele. Eu era o mais famoso advogado de Washington.

Naquela noite eu não conseguia pôr a chave na ignição porque estava chorando aos soluços. Eu não gostava de chorar porque nunca gostei de demonstrar fraqueza. Orei no carro e pensei. Causava uma espécie de sensação de perigo ficar sentado sozinho à beira da estrada, mas agora já não estava mais sozinho. Naquela noite experimentei uma tremenda sensação de purificação. Então passei uma semana no litoral do estado do Maine, e no final daquela semana tornaram-se óbvias para mim as alegações a favor de Cristo.

Meu maior problema sempre foram as barreiras intelectuais. Eu sabia que existia um Deus, mas nunca conseguia perceber como o homem poderia ter um relacionamento pessoal com Ele. Mas a defesa intelectual do cristianismo se tornou muito forte para mim depois de ler A Razão do Cristianismo. No final daquela semana eu não conseguia imaginar como se pode deixar de crer em Jesus Cristo".45

Charles Colson



21. SENADOR NORTE-AMERICANO

"Creio que a menos que nós, como americanos, comecemos a seguir a Cristo e a amá-lo em todos os aspectos de nossa vida, jamais conseguiremos enfrentar os sérios desafios do nosso tempo. Pois é impossível equacionar mediocridade com as coisas de Jesus Cristo. Pessoalmente eu gostaria de estar cada vez mais na situação em que tudo o que eu faço é para Ele.

Percebi que durante 31 anos eu tinha vivido para mim mesmo. Decidi que desejava viver o resto da minha vida para Jesus Cristo somente. Pedi a Deus que me perdoasse e que tomasse conta de minha vida. A Palavra de Deus me garantiu: 'Se alguém está em Cristo é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas'.

Nestes dias de incerteza precisamos de paz para o indivíduo, para cada família, cada cidade, cada estado, cada nação e para o mundo. O fato de que 'Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo', ainda permanece válido. Servir a Cristo é o método divino para termos paz e propósito e para permitir que sejamos Seus embaixadores.

Seguir a Cristo tem sido uma experiência de desafio, aventura e felicidade cada vez maiores. Vale totalmente a pena nos dedicarmos a Ele. Quão verdadeiras são suas palavras: 'Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância'.

Cristo não nos chama a uma vida fácil e medíocre, mas à vida de discípulo, vida com o poder de Cristo. Não importa qual seja nossa missão nesta vida, somos chamados a ser inteiramente leais e dedicados a Ele. Ele se torna nosso padrão de excelência. Nenhuma causa, por mais nobre que seja, é capaz de satisfazer ou de transmitir propósito sem a direção pessoal de Jesus Cristo. Posso afirmar com toda sinceridade que se dedicar a Ele é algo verdadeiramente recompensador". 19

Mark Hatfield, senador pelo estado do Óregon



22. EX-PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS

"Tendo plena consciência de que o mundo inteiro encontra-se como que se desintegrando diante de nossos próprios olhos, é impossível fazer perguntas de maior envergadura do que estas três: O que é então que está surgindo? Onde Cristo fica nisso? E que diferença nós estamos provocando em tudo isso?



Em resumo: a vida do espírito é a vida em Jesus Cristo. NEle e através dEle podemos levantar essas três questões fundamentais e respondê-las. NEle e através dEle podemos ser salvos da desintegração universal do mundo.

Os dias atuais são dias importantes e o que está sendo decidido nestes dias á algo absolutamente histórico. Mas todas essas coisas irão passar, e, junto com elas, a própria vida. O que, então, vem a ser a vida que não passa? O que, então, é a vida que é eterna? Essa é a primeira e última pergunta. Eu creio que 'a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste' (João 17:3)... A fé em Jesus Cristo é o significado inicial e final de nossas vidas. Para mim não é importante quem você é ou o que você faz. Apenas coloco uma pergunta diante de você: Você crê em Jesus Cristo?" 30

O dr. Charles Malik foi em 1959 o presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas. Atualmente leciona na Universidade Americana, em Beirute, no Líbano.

23. URBANISTA

'Tive uma educação muito boa. Bem cedo na vida eu tinha uma segurança econômica. Quando criança, o ambiente em casa era excelente. Contudo, eu tinha um problema com o meu ego. Eu pensava que eu era melhor em tudo.

... Parecia como se tudo em que eu me envolvesse se tornasse um sucesso no final.



... Na verdade eu passara a ter mania de grandeza e me tornara alguém que bebia 'socialmente'.

... Ganhei uma bolsa de estudos da faculdade por jogar no time de basquete... Meu nome sempre era cogitado para participar de congressos.



... Durante os dez anos seguintes fui um pária social. Durante esse período tive todos os tipos de emprego. Devido ao uso excessivo de álcool, geralmente eu pedia demissão antes de ser despedido por ausência continuada no serviço. Também me lembro muito bem do primeiro ataque que tive de delirium tremens (DT). Pensei que estava ficando louco. Durante rápidos intervalos de sono eu tinha visões do céu ou do inferno. Ao me recuperar do primeiro ataque, comecei a pesquisar nos livros que tratavam de alcoolismo. Quando descobri que na verdade eu não estava louco, comecei a beber novamente. Depois de cada ataque de DT aumentava a quantidade de álcool que eu ingeria. Subseqüentemente abandonei minha família.

Certa noite um velho amigo parou para me ver. Era evidente que havia ocorrido uma transformação em sua vida. Então participei com ele de algumas reuniões matinais de oração e de um jantar anual do Comitê de Homens de Negócio Cristãos.

... Ele me enviou um folheto intitulado 'Manna from Heaven' (Maná Celestial). Isso me deixou furioso. Quem era esse que achava que era melhor do que os outros?

... O folheto me colocou no caminho que conduzia a um 'encontro pessoal' e final com Cristo.



... Desde então tenho tido muitas oportunidades de falar a respeito de cidades modelos. Essas ocasiões oferecem uma maravilhosa oportunidade de falar umas poucas palavras sobre Cristo, que mudou minha vida controlada pelo ego. 36

Charles H.Penn


24. FILÓSOFO

"O dr. Cyril E. M Joad, chefe do Departamento de Filosofia da Universidade de Londres... cria que Jesus era apenas um homem, que Deus era uma parte do universo e que, caso o universo fosse destruído, Deus seria destruído. Acreditava que não existe uma coisa dessas chamada pecado, que o homem está destinado a uma utopia, onde, em pouco tempo, o homem construiria o céu na terra.



Em 1948, no suplemento do jornal Los Angeles Times, apareceu uma fotografia desse venerável e idoso erudito, e junto dela havia uma declaração acerca da impressionante mudança ocorrida em sua vida. Ele contou como durante muitos anos tinha tido uma atitude negativa diante do cristianismo. Agora ele tinha passado a crer que o pecado era uma realidade.

Para ele, duas guerras mundiais e a iminência de uma outra haviam demonstrado de um modo conclusivo que o homem era pecador. Agora acreditava que a única explicação para o pecado encontrava-se na Palavra de Deus, e que a única solução encontrava-se na cruz de Jesus Cristo. Antes de morrer, o dr. Joad tornou-se um seguidor zeloso do Salvador. 4/2,3

Cyril E.M. Joad



25. PSICÓLOGO

"O professor era educado demais para dizer que o proprietário do apartamento já havia advertido sobre seu vizinho protestante. 'É um protestante bem zeloso', o dono do prédio havia dito. 'Irá tentar converter você'.



O rosto do professor Ruda então revelou um misto de sorriso e tranqüilidade, característico dos povos latinos. 'Deixe que venha. Vamos ver quem é o melhor. Talvez eu consiga convertê-lo para ser um livre-pensador como eu. Não acha?'

0 professor sentiu que não tinha nada a temer do zeloso protestante. Ele tinha algum conhecimento pessoal de religião e psicologia. Não tinha sido criado na fé católica, ainda que não mais aceitasse os velhos dogmas? Era doutor em Psicologia e professor de Lógica, e pesquisador na área de Psicologia na Universidade do Sul, na Argentina. Sua principal área de estudo e ensino era desenvolvimento da personalidade. Pensou que talvez fosse aprender alguma coisa ao analisar a personalidade de um missionário protestante.



Depois de assistir a reuniões na igreja do missionário e depois de trocar idéias, esperando mostrar-lhe os erros, Ruda finalmente tomou a decisão ao lado de Cristo. Assim ele explica sua decisão:

'Como um pesquisador no campo do desenvolvimento da personalidade, analisei centenas de pessoas. Procurava descobrir a motivação interior que orienta as atitudes básicas da vida.

Mas quando me encontrei com Charles Campbell vi que ali estava alguém cuja personalidade eu não conseguia explicar racionalmente. Então, quando me tornei cristão, compreendi que, em sua vida, o ingrediante transformador de vida era Cristo. Para mim, hoje a mais importante prova do cristianismo é a surpreendente mudança que se produziu em minha própria vida. A paz e a confiança em Deus tomaram o lugar da ansiedade e da preocupação. Meus problemas aumentaram quando me tornei um cristão, mas Cristo me deu forças para ter vitória sobre todos eles'." 20/59-64

26. PROFESSOR UNIVERSITÁRIO

"Desde o início de meu tempo de escola tive muito interesse em religião. Li muitos dos principais escritos religiosos da humanidade, inclusive a Bíblia, o Alcorão, a Bhagavad-Gita (dos hindus) e o Tao te Ching (dos taoístas), desejando chegar às minhas próprias conclusões, formar a partir de um ponto-de-vista intelectual, minha opinião pessoal quanto ao que eu iria crer.

Em 1966 Billy Graham realizou uma Cruzada em Berlim e, junto com outras dez a quinze mil pessoas, sentei-me ali num grande auditório e ouvi enquanto explicava o Jesus Cristo da Bíblia. À medida que falava, percebi que todas as minhas tentativas de formar uma opinião pessoal eram uma preparação para esse exato momento, quando precisei confessar meus pecados e me entregar a Cristo. A partir de minhas próprias leituras e da mensagem de Billy Graham, pude julgar que o evangelho de Jesus Cristo era a verdade real para mim.

A princípio não considerei as outras religiões como falsas, crendo que elas poderiam ter parte da verdade ou ter uma outra maneira de expressar a verdade. Mas, posteriormente, enquanto prosseguia meus estudos em literatura comparada nas universidades de Berlim e Genebra, percebi que não há qualquer alternativa para a verdade histórica da ressurreição de Jesus Cristo. Realizando a mais cuidadosa investigação, nenhum cientista, nenhum historiador, nenhum crítico literário, caso seja honesto com o seu próprio campo de conhecimento, será capaz de negar a verdade básica do evangelho do Novo Testamento. Nenhuma outra religião ou filosofia da humanidade pode reivindicar esse tipo de confirmação histórica.

É claro que o cristianismo envolve não apenas o intelecto, mas também o espírito e as emoções. É um estilo de vida, e um estilo de vida implica ocupar todo seu ser e todo seu tempo. Minha crença é um assunto pessoal — algo dentro de mim mesmo. Mas quando converso com outra pessoa sobre minha fé, tenho de fazê-lo a nível intelectual, racional, pois a base da crença de uma pessoa é a historicidade da ressurreição.



Hoje são raras as universidades onde a verdadeira fé cristã é ensinada. Os modernos teólogos e filósofos alemães afirmam empregar métodos objetivos de análise literária para determinar o quanto do Novo Testamento é lendário. Mas ao comparar os escritos desses críticos, vejo que estão agindo com base em preconceitos que tinham antes de iniciar a crítica, ignorando qualquer verdade histórica que contradiga suas próprias crenças.

Creio que é possível demonstrar que tudo que está escrito no Novo Testamento dispõe de provas históricas e literárias que lhe dão apoio. Desejo apresentar um método cristão de analisar a literatura, principalmente para fornecer aos estudantes uma alternativa aos métodos comuns de interpretar a literatura (positivismo, estruturalismo, nova crítica, existencialismo, etc). Parece uma tarefa gigantesca, mas eu não estou sozinho tentando realizá-la, Cristo age em mim, dando-me as idéias.

Através dos anos tenho crescido e me fortalecido na fé, e estou com mais certeza acerca de minhas crenças. Meu desejo de encontrar a verdade através do exame de várias religiões e filosofias foi satisfeito nas palavras e na pessoa de Jesus Cristo. Dentro de mim mesmo estou seguro de que minha fé baseia-se em fatos que jamais poderão ser provados como sendo falsos". 48/11



Carsten Thiede é professor assistente de Literatura Alemã e Comparada, na Universidade de Genebra.

Carsten Thiede


27. EX-CHEFE DE QUADRILHA
Este texto extraído da autobiografia de Nicky Cruz, Foge, Nicky, Foge, conta a história de sua conversão:

"Wilkerson falava outra vez. Disse algo sobre arrependimento de pecados. Eu me achava sob a influência de um poder um milhão de vezes mais forte do que qualquer droga. Não era responsável por meus movimentos, minhas ações ou palavras. Era como se eu tivesse sido apanhado por uma correnteza selvagem, em um rio turbulento. Não tinha forças para resistir. Não compreendia o que estava acontecendo dentro de mim. Só sabia que o medo desaparecera".



"Wilkerson dizia: 'Ele está aqui! Ele está nesta sala. Ele veio especialmente para vocês. Se querem que suas vidas sejam transformadas, este é o momento exato'. Exclamou então com autoridade: 'Levantem-se! Os que desejam receber Jesus Cristo e ser transformados, levantem-se! Venham à frente!'

Percebi que Israel ficou de pé. 'Rapazes, eu estou indo. Quem vai comigo?'

Eu estava de pé. Virei-me para a minha quadrilha e acenei com o braço: 'Vamos'. Houve um movimento espontâneo: levantaram-se e foram à frente. Mais de 25 dos Mau-maus atenderam ao apelo. Atrás de nós, cerca de 30 rapazes de outras quadrilhas seguiram o nosso exemplo".

"... Eu desejava ser um seguidor de Jesus Cristo."



"... Eu me sentia feliz, mas chorava. Algo estava acontecendo em minha vida, sobre o qual eu não tinha controle ... e aquilo me trazia felicidade."

Desde sua conversão e posterior estudo na faculdade, Nicky tem passado quase todo final de semana atravessando os Estados Unidos, compartilhando sua fé em Jesus Cristo com os jovens norte-americanos.

Num determinado ano, em cruzadas realizadas em cidades, em cultos em igrejas, em reuniões em colégios e faculdades, e em outros encontros, Nicky Cruz falou a mais de 200.000 jovens. 9/147, 148

28. PRESIDIÁRIO
"Sou negro. Tenho apenas 23 anos de idade, mas estou pronto para ir, como você pode perceber. Bem, se eu fosse chamado exatamente neste momento, estaria pronto para me encontrar com Deus. Estou de fato feliz. Nesta semana tive um sonho que vou levar comigo quando for para a cadeira. Eu estava indo para o céu. Jesus estava comigo. Mas eu dava quatro passos enquanto ele dava dois. Perguntou-me porque ia tão rápido. Disse-lhe que tinha uma grande vontade de chegar lá. Então cheguei, e fui cercado por um número enorme de anjos.

Algumas pessoas podem pensar que esse é um papo estranho vindo da parte de um homem que chegou à prisão sendo ateu. Mas é assim mesmo que eu me sinto. Você compreenderá melhor quando eu lhe contar como me encontrei com Deus certa madrugada.

Não muito depois de ser preso, o que aconteceu no último dia 23 de março, uma mulher negra como eu, sra. Flora Jones, da Igreja Batista Oliver, me convidou a participar de um culto evangélico para os presos. Na hora eu estava jogando cartas com alguns companheiros de prisão e ri dela. 'Por que eu iria? Nem mesmo creio que existe um Deus', disse com orgulho, e continuei jogando cartas, com a mulher ainda insistindo comigo. Na verdade eu me sentia tão pecador que não queria saber nada a respeito de Deus, mesmo que Ele existisse. Por isso ignorei a mulher.

De repente uma coisa que ela estava dizendo prendeu minha atenção. 'Se você não acredita em Deus', ela disse do lado de fora da cela, 'faça apenas esta pequena experiência. Esta noite, antes de dormir, peça-Lhe que o acorde a qualquer hora que você queira. Então peça-Lhe que perdoe os seus pecados.' Ela tinha fé de verdade. E aquilo me pegou.

Não fui ao culto, mas me lembrei da experiência. Ali deitado na cama, murmurei: 'Deus, se você é real, me acorde às duas e quarenta e cinco'.

Lá fora estava muito frio. As janelas tinham crostas de gelo do lado de dentro. Durante as primeiras horas dormi profundamente, então meu sono se tornou agitado. Finalmente estava bem acordado. Eu estava quente e suando, embora a cela estivesse bem fria. Tudo estava quieto excetuando a respiração pesada de alguns presos e o ronco de alguém ali ao lado. Então ouvi passos fora de minha cela. Era um guarda fazendo a inspeção rotineira. Ao passar eu o parei. 'Que horas são?', indaguei.

Olhou para seu relógio de bolso. 'Quinze para as três...' 'É a mesma coisa que duas e quarenta e cinco, não é?', perguntei com o coração de repente batendo mais rápido.

O guarda afirmou com um murmúrio e se afastou. Ele não me viu descer da cama e cair de joelhos. Eu não me lembro exatamente o que disse a Deus, mas pedi-Lhe que fosse misericordioso comigo, um assassino mau e pecador. Sei que me salvou naquela noite. Desde então tenho crido em Seu Filho Jesus.



Eu havia prometido que, no dia seguinte, ia dar uma surra num outro presidiário. Naquela manhã fui até ele. Ele recuou. 'Não quero lutar com você. Você costumava lutar box', ele disse.

'Não quero lutar', respondi. 'Vim apenas ver você.' Alguns presos haviam feito uma rodinha para ver a luta e ficaram desapontados.



'Mas Deus me salvou de meus pecados — por que eu ia querer brigar? Logo espalharam que eu estava tentando dar uma de bem comportado para ver se conseguia escapar da cadeira elétrica'.

Mais tarde meu caso chegou até a Suprema Corte do estado de Illinois, mas eles mantiveram a pena de morte. Sem dúvida isso me abalou um pouco, mas não perdi a fé em Deus. Sei que Ele irá comigo. Como você pode ver, realmente não estou com medo".

(Pete Tannis, que então realizava um trabalho de capelania penitenciária, estando ligado à Missão Pacific Garden, de Chicago, passa a contar a história a partir daqui e descreve as últimas horas de Ernest Gaither na terra.)

"Pude entrar na cela de Ernest cerca de uma hora antes da meia-noite. A atmosfera parecia carregada e os guardas que estavam ali de pé, perto da cela, ficavam falando para manter a mente de Ernest longe de pensar na viagem da meia-noite. Mas as coisas que diziam eram forçadas e sem sentido, como as coisas que você diz quando não sabe o que dizer.

Quando entrei, Ernest sorriu e me cumprimentou. Um capelão negro estava lendo a Bíblia com ele. Passou-me o Livro e pediu-me que lesse. Escolhi o primeiro capítulo de Filipenses. Ernest se inclinou para a frente e atentamente ouviu enquanto lia:

'Porquanto, para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro... Ora, de um e de outro lado estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor'.

... Um instante depois um capuz foi colocado em sua cabeça e ele começou a dar sua última caminhada. De cada lado havia um guarda, ambos visivelmente nervosos. Ernest percebeu e disse: 'Por que é que vocês estão tremendo? Eu não estou com medo'.



... Finalmente, aos três minutos da madrugada, três descargas elétricas atravessaram o seu corpo.

À meia-noite e quinze cinco médicos já haviam, um a um, examinado Ernest e confirmado sua morte.

Mas eu sabia que o verdadeiro Ernest Gaither ainda estava vivo — só que seu corpo estava morto. Ao deixar a prisão lembrei-me do versículo que ele tanto gostava: 'Para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro'. 1/149-155
DIFERENTES NACIONALIDADES
29. HONG KONG
"Nasci numa família que adorava ídolos, de maneira que eu também os adorava. Por essa razão, o que eu mais gostava de fazer era ficar zombando dos meus colegas de escola que eram cristãos.

Certa noite recebi um folheto evangelístico da Cruzada Mundial de Literatura. O título do folheto era 'O Todo- Poderoso'. Ao ler o folheto senti-me bastante tocado, de modo que escrevi meu nome e endereço no cartão de decisão e o enviei à Cruzada.

Conheço Jesus e agora sou um cristão." 44


30. JAPÃO
Formado em Física pela Universidade de Tóquio, Kosuke Maki recebeu o cobiçado prêmio oferecido pelo governo para quem se destacasse em pesquisas. Depois disso ele estudou em algumas universidades e seminários. Mais tarde passou a fazer parte do corpo docente da famosa Universidade de Tóquio.

Seu tutor, o general comandante da guerra russo-japonesa, o havia educado para levar uma vida extremamente frugal e disciplinada.

"Recebi Jesus Cristo em minha vida quando ainda criança. Mais tarde fui enviado para a guerra, para lutar contra a Rússia. Depois que o Japão perdeu a guerra perdi meu título de nobreza e meus bens. Viver tornou-se muito difícil. Tornei-me cético para com Deus".

"Dois anos depois meu melhor amigo estava à beira da morte. Ele me disse: 'Maki! Não tenho esperanças, não tenho paz. Estudei medicina, mas o conhecimento e o dinheiro não são tudo. Por favor, me ajude!' Como eu fiquei me culpando! Eu não era capaz de ajudar em coisa alguma. Profundamente arrependido, recebi o maravilhoso perdão de Deus. A única Pessoa com a resposta que, lá no íntimo, ansiamos é Jesus Cristo. Cristo é a única esperança real em que podemos basear nossa vida e nossa morte". 22
31. BRASIL
"Chamava-se Papa e até 1954 nunca tinha visto um homem branco.

De amigos da tribo xavante ele ouviu histórias a respeito de intrusos vindos do estranho mundo lá de fora, mas Papa nunca acreditou muito nelas. Eles lhe falaram de pessoas com rostos pálidos. Um grupo que havia saído para caçar havia surpreendido os homens brancos à margem do rio Coluene e os havia chamado de deuses. Flechas que eram capazes de matar um periquito a vinte metros de distância por alguma maneira não atingiram os missionários quando os xavantes dispararam diretamente neles.

Com um impulso de coragem, Papa foi até Batovi acompanhado de dois outros indígenas para ver pessoalmente aquelas estranhas criaturas. Com coragem vinda de algum lugar desconhecido, ele ousou tocar o braço de Tom Young e, de uma vez por todas, chegou à conclusão de que o branco era um ser humano de carne e osso.



Pouco a pouco se rompeu a barreira da língua. Papa ajudou Young e a esposa a aprenderem o complicado idioma xavante — e com todo orgulho aprendeu algumas palavras simples do português. E mais do que isso, ele ouvia com atenção.

Então certo dia Papa calmamente falou em língua xavante ao Filho de Deus e disse: 'Jesus, você é bom. Eu sou mau. Entre em meu coração e faça com que eu também seja bom'.

Papa se tornou o primeiro pregador xavante — o primeiro de sua tribo as falar a outros a respeito de Jesus Cristo.

Seu rosto radiante é um testemunho eloqüente da obra da graça operada em seu coração. Muitos xavantes seguiram as pisadas de Papa. Mais de 300 de seus companheiros de tribo são crentes em Jesus Cristo" 49


32. ZAIRE (CONGO)
"Certa noite eu me meti numa briga por causa de um problema de infidelidade. Fui parar na prisão por causa disso... Eu fiquei tão cego de ódio com um amigo bem chegado, por ter ele traído a esposa, que eu apanhei um pedaço de pau e bati nele com tanta força que o matei instantaneamente. Fui condenado à prisão perpétua e fiquei preso junto com outro homem, também condenado por assassinato. A noite ele me contava sobre o seu Salvador. Depois de dez meses foi transferido para outro lugar. Comprei uma Bíblia, mas ela foi encontrada e queimada... Dois outros prisioneiros que tinham ficado interessados em conhecer mais sobre Cristo me ajudavam todos os dias, levando seus pedaços de Bíblia sob os uniformes, Togo abaixo do cinto... Eu me entreguei a Ele. Paulo começou a ser meu exemplo... Tudo o que me resta fazer é servi-lO e louvá-lO, pois dEle sou, com todo desejo, prisioneiro para sempre". 23/90, 91

Appollo Maweja


33. INDÍGENA NORTE-AMERICANA
"Nascida na reserva indígena de Klamath, no sul do estado do Õre-gon, June Wright Poitras pouco se importava com a vida indígena e não tinha orgulho algum de sua herança racial.

Ela ia batizar o Modoc Point, um navio de carga da classe Liberdade, que foi lançado em Portland, estado do Òregon. Ela recebeu de presente uma gravação daquela festa, e à medida que, repetidas vezes, punha a gravação para tocar, ficava impressionada com a oração de dedicação, feita por um pastor de Portland, rev. Kenneth Dulkenberger... Ela veio a aceitar Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor.

A alegria de conhecer Jesus Cristo não apenas como Salvador mas também como Amigo tem dado a ela uma nova apreciação pelo estilo de vida e tradições indígenas". 21

34. TCHECOSLOVÁQUIA

"Aos 16 anos de idade eu era um ateu. Aos 18, eu organizava células da Juventude Comunista em nossa fábrica. Agora eu tinha acabado de ser eleito presidente nacional da Juventude Comunista. Fui, então, dormir e sonhei.



... Ouvi uma voz vinda do céu; 'Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo... então... verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens com poder e muita glória'.

... Acordei assustado. Meu coração batia disparado. Tentei me convencer de que aquilo não passava de um sonho. Mas a presença de Deus era real naquele quarto. Ajoelhando-me ao lado da cama, orei: 'Qh! Senhor. Perdoa-me. Aceita-me'.

Passei orando o resto da noite. Então às primeiras luzes do dia ouvi uma outra voz falando dentro de mim: 'O que é que você fez? Você terá de abandonar tudo aquilo pelo que você lutou. Seus velhos amigos irão zombar de você, fazer pouco caso de você, perseguir você. Desista dessa idéia antes que seja tarde demais'.



Eu estava cheio de temores, mas dentro de mim Deus me disse: 'Não tema; o meu Espírito dará testemunho em seu lugar'.

'... Estou renunciando às minhas funções como líder de vocês pois eu não posso mais ser um comunista', foi o que eu disse.

'Você está louco!', responderam. 'Por que quer fazer uma tolice dessas?'



'Não posso mais seguir os ensinos de Marx e Lênin', eu disse, 'porque agora sigo a Jesus Cristo'.

... Atualmente pastoreio uma pequena igreja próxima à fronteira com a Rüssia. Se for mandado para a prisão, não me importo, pois onde quer que eu estiver eu O sirvo, e Ele me fortalece.



Lênin ensinou que você transforma o homem ao transformar a sociedade. Jesus, contudo, ensina que você transforma a sociedade ao transformar o homem. Sirvo na 'nova ordem mundial' de Deus, que teve início com o maior revolucionário de todos os tempos — Jesus Cristo." 7

Jan Chelcicky


35. VIETNÃ
"Uma comitiva de líderes da tribo halang recentemente esteve na capital da província de Kontum, no planalto vietnamita. Estavam à procura de um pastor vietnamita e explicaram o propósito de sua ida à capital. Disseram que haviam observado que o caminho cristão proporcionava uma maneira de viver mais feliz e melhor. De modo que eles solicitavam que algum professor os acompanhasse.

Din... era o chefe do vilarejo halang, onde o casal Jim e Nancy Cooper, da Associação Wycliffe de Tradutores da Bíblia, se instalou em 1963, para aprender o idioma halang. Os Coopers aprenderam a maior parte do que sabiam sobre aquela língua através das histórias que Din lhes contava.



A maioria das histórias contadas por Din eram sobre sacrifícios aos espíritos e tabus que as pessoas tinham que aceitar. Parecia que não existia nada que se pudesse fazer para apaziguar os espíritos. O próprio Din tinha uma profunda consciência disso. Sua esposa ficou doente e depois perdeu a casa num incêndio. As pessoas começaram a dizer que os espíritos estavam com raiva dele porque ele estava revelando costumes dos halangs ao casal Cooper. Ainda assim continuou trabalhando com os missionários.

Não se passou muito tempo e Din começou a demonstrar um interesse pelo evangelho que estava ajudando a traduzir. Ele tinha o costume de escrever bilhetes para o missionário e deixá-los na escrivaninha ou máquina de escrever. Geralmente os bilhetes só tratavam de coisas como sair mais cedo na sexta-feira ou talvez um adiantamento do salário. Mas numa determinada manhã o bilhete dizia: 'Ensine-me sobre a sua religião'.

Jim Cooper explicou que a religião cristã está na Palavra de Deus, que está na Bíblia. Din já havia ajudado a traduzir a história de Jesus morrer pelos homens para que ficassem livres do pecado e pudessem se tornar filhos de Deus. Ainda havia uma porção de perguntas para se responder, mas aconteceu uma transformação fundamental na vida de Din. Passou a dedicar todas as suas energias e tempo disponíveis para conhecer Deus e Sua Palavra. Certa vez estava sentado num jipe, num campo de aviação, tão absorto em ler a Palavra de Deus que nem mesmo a ameaça de um acidente de avião que aconteceu bem à sua frente conseguiu distraí-lo.

Então, num determinado dia, apareceu um bilhete na máquina de escrever do missionário. Dessa vez dizia: 'O que me deixa feliz? Jesus me deixa feliz.' E bem ali está a explicação para a comitiva de líderes tribais que vieram a Kontum pedir um professor." 51



ESTUDANTES DE TODO O MUNDO
36. CANADÁ
"Quando eu estava no segundo grau eu achava que era o tipo de gente que todo mundo manda para o vestiário para limpar o chão. A imagem que eu tinha de mim mesmo não mudou quando cheguei à faculdade.

Por volta do segundo ano de faculdade eu havia passado a depender de tranqüilizantes, porque eu não conseguia levar a vida sem isso.

... Então entreguei a Ele todas as partes de mim mesmo — o meu intelecto, a minha vontade, as minhas emoções.

... Comecei a perceber o quanto Deus estava me transformando. Descobri que eu estava liderando as pessoas em vez de ir atrás de outras. Descobri que podia ter confiança, não em mim mesmo, mas na ação de Deus em minha vida. Isso me deu condições de encarar os meus estudos com uma nova atitude.

Eu era uma pessoa totalmente derrotada, mas Deus me transformou

em alguém que O serve e que confiança na capacidade que Ele tem de

dirigir a vida." 8/10

David Cale



37. TAILÂNDIA
"Embora criado numa família budista, eu cria que em algum lugar do universo existia um ser supremo, só que eu não sabia quem Ele era.

... Medo, solidão e um vazio ainda dominavam meu coração.

._ Eu O convidei para vir ao meu coração e à minha vida, para ser o meu Salvador e Senhor.

... Meu patrão me fez uma pergunta. Olhou para mim e disse: 'O que é que aconteceu com você?'

Cristo também mudou minha atitude para com minha família. Eu sempre tinha me preocupado com eles, mas depois de confiar em Cristo eu os entreguei a Deus.

_. Deus me deu um novo coração e uma nova vida". 8/21

38.QUÊNIA
"Deve ser óbvio que existe uma grande diferença entre uma pessoa e uma atividade. No entanto, eu nunca considerei Jesus como uma pessoa, mas como algo ao redor do qual existiam muitas atividades.

.„ Pela primeira vez vi claramente que apenas estar ativo nas coisas cristãs não era o suficiente. Para conhecer Deus de verdade eu precisava pedir a Jesus Cristo para entrar em meu coração.

... Cristo fez várias mudanças importantes em minha vida. Encontrei mais sentido para a vida. Deus mudou minha maneira de agir. Deixei de dar mais valor às atividades para passar a conhecer melhor a Jesus. 8/17

Samson Nginyo Karugo


39. CANADÁ
"Eu não gostava de ser egoísta, mas eu não conseguia resolver esse meu problema.

... Fui estudar numa faculdade numa outra cidade. Comecei a experimentar muitas coisas diferentes. Comecei a duvidar da existência de Deus. Fui a uma reunião religiosa só para agradar meus pais.

... Quando cheguei ao local da reunião fiquei realmente bem impressionada com a felicidade demonstrada pelas pessoas e pelo amor que tinham umas pelas outras, pois a maioria das pessoas que eu conhecia estava tentando ser feliz, mas não conseguia.

._ Eu apenas tive que aceitá-lO ali na hora.

... Desde então minha vida nunca mais foi a mesma. Encontrei tanta alegria que quero falar a todo mundo sobre Cristo.

Deus também mudou a atitude que eu tinha para com a minha família.



„. Em vez de fazer tudo o que eu posso para, de um modo egoísta, me satisfazer a mim mesma, eu desejo ir até os outros e ajudá-los". 8/10, 11

Beth Cale


40. FINLÂNDIA

"A certa altura da minha vida eu realmente não tinha qualquer idéia específica acerca de Deus.

Na universidade aonde fui estudar encontrei um grupo de estudantes tão entusiasmado com o relacionamento pessoal que tinham com Deus que eu me perguntei por que não poderia ter o mesmo tipo de certeza que eles tinham. Quando me disseram que tudo o que eu tinha que fazer para conhecer pessoalmente a Deus era pedir a Jesus Cristo que entrasse em meu coração como o Senhor e Salvador, eu imediatamente me entreguei ao Seu controle amoroso".



... Talvez a maior mudança que Deus operou em minha vida seja na atitude para com os outros. Agora a coisa mais importante que posso fazer pelos outros é dizer-lhes como podem ter um relacionamento pessoal com Deus através de Seu Filho, Jesus Cristo, porque as pessoas em todos os lugares estão prontas, apenas esperando ouvir as boas novas a respeito do amor que Deus tem para com cada uma delas". 8/5

Olli Valtonen


41. PANAMÁ
"Eu não conseguia pôr as minhas idéias em ordem. Eram tão abstratas e vazias.

... Recebi a Cristo em minha vida.



Comecei a perceber que minha vida estava mudando. Uma das primeiras provas da presença de Deus em minha vida foi que, no momento em que recebi a Cristo, senti que, com a ajuda de Deus, eu poderia me tornar uma boa enfermeira". 8/29

Maria Rodriguez


42. INGLATERRA

"Esqueça Deus. Foi essa a atitude que desenvolvi quando tinha 14 anos de idade.



... Mas quando cheguei à faculdade, senti que a vida não era nada mais do que envelhecer e morrer.

... Certa noite comecei a ler o Novo Testamento.



... Naquela noite eu orei: 'Jesus, se você está aí e se essa é a sua história, venha até mim porque eu quero conhecer você.'

... É difícil descrever a paz e a alegria que invadiram minha vida naquela hora. Deus começou a me transformar.



Sei pelas mudanças grandes e pequenas que encontrei a realidade de Deus. Estou em contato com Ele". 8/4

David Taylor



43. ÍNDIA
"Minha vida estava sendo uma vida de preocupação com os problemas sociais e econômicos e com a sua solução. Eu estava frustrado e aborrecido com quase tudo.

... Cheguei à conclusão de que Deus era um produto da imaginação e escravo de pessoas anormais.

... Tornei-me um marxista radical. Tive oportunidade de assistir a uma reunião promovida pela entidade College Life (Vida Universitária).

... O conferencista apresentou as reivindicações que Jesus de Nazaré fazia a toda a raça humana. Senti que ele havia demonstrado que as filosofias em que eu havia crido estavam erradas.

... Desde que Jesus Cristo entrou em minha vida, encontrei propósito e significado para a minha vida. A frustração foi embora.

... Era época de eleições na faculdade, quando me tornei cristão. Os candidatos à eleição tinham permissão para falar cinco minutos a cada classe.

De maneira que fui às classes e disse: 'Quero apresentar um dos maiores candidatos em que você pode votar'. Então eu falava sobre a singularidade dessa pessoa e finalmente eu dizia: 'Ele é o único que merece o seu voto. O seu nome é Jesus de Nazaré'." 8/20

Charlie Abero



44. GUATEMALA

"Pode-se definir uma idéia errada como sendo uma compreensão errada. Isso descreve muito bem o problema que eu tinha com Deus.

... Alguns amigos e eu começamos a estudar livros de filosofia e psicologia.

... Cheguei à seguinte conclusão: os problemas do mundo são culpa de Deus.

... Um obreiro da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo me contou como eu poderia conhecer a Deus melhor ao pedir a Cristo que viesse habitar em minha vida como meu Salvador pessoal. E assim fiz.

Agora vejo como Deus realmente é amor". 8/29

Arturo Jimenez



45. BERLIM, ALEMAHHA

"O suicídio parecia ser a única solução. Quando começaram a surgir grandes problemas, eu não conseguia resolvê-los. Minha vida ficou tão sem sentido, que cheguei à conclusão de que das duas uma: ou Deus não existia ou Ele estava fazendo troça de mim. No meu desespero comecei a ler Nietzche, Sartre e outros filósofos que acreditavam que Deus está morto, mas isso também não me satisfez".

Uma amiga começou a me falar de um novo relacionamento que ela passara a experimentar com Jesus Cristo.

... Através da oração eu O convidei a entrar em meu coração e tomar conta de minha vida.

... Cristo realmente veio para a minha vida. Minha vida tem sentido. Eu ainda enfrento os mesmos problemas, mas através de Cristo posso encará-los e resolvê-los.

... Estou feliz por ter entregado minha vida a Ele". 8/4,5



CONVERTIDOS DE OUTRAS RELIGIÕES
46. JUDAÍSMO

"Mas enquanto eu ia à sinagoga tinha outras indagações...

Será que realmente importa para Deus o tipo de alimento que eu como? E se eu jejuar e observar certas tradições, será que essa questão de alimentos não será menos importante? Será que tudo o que há na vida é dinheiro, materialismo, sexo e popularidade?

... Li nas Escrituras que Deus iria enviar um sacrifício perfeito para fazer expiação pelos meus pecados, um sacrifício chamado Messias.



Mas como eu poderia saber quem seria esse Messias? Então, na Bíblia judaica, vi todas as profecias que O identificavam, tais como que nasceria em Belém da Judéia, nasceria de uma jovem virgem, morreria crucificado e ressuscitaria dos mortos!

Eu sabia que, em toda a história da humanidade, só uma única Pessoa poderia ser seriamente considerada — Yeshua, conhecido pelos gentios como Jesus!

E eu, um judeu, ainda rapazinho, não sendo muito religioso, estando sozinho ali no meu quarto, orei... 'Messias, se você está aí, ENTRE NO MEU CORAÇÃO E NA MINHA VIDA, E PURIFIQUE-ME COM O SEU PRECIOSO SANGUE DE EXPIAÇÃO! '

Foi como se eu estivesse num quarto às escuras e de repente alguém acendesse as luzes!

Deus, que tinha estado a milhões de quilômetros de distância, repentinamente passou a estar mais perto de mim do que minha própria mãe, minha irmã, minhas mãos ou até mesmo meu próprio fôlego! FINALMENTE ENCONTREI A PAZ, O PROPÓSITO DE VIDA, A ALEGRIA E A REALIDADE QUE EU VINHA PROCURANDO!! !"5

Manny Brotman

Presidente do Movimento Internacional

dos Judeus Messiânicos



47. ISLAMISMO
"O bispo John A. Subhan, da Igreja Metodista Episcopal em Hyderabad, Paquistão, foi alguém que se converteu do islamismo. Nascido em Calcutá, na Índia, pertencia a uma próspera família muçulmana, cujos ancestrais eram da raça mongólica e tinham servido na corte do império mongol.

A nova etapa em sua vida teve início com um acontecimento bem simples: um amigo muçulmano deu-lhe uma cópia do Evangelho. Quando a mesma coisa havia acontecido alguns anos antes, ele havia rasgado o livro em pedaços, apesar de um grande desejo não satisfeito. Esse desejo, o de conhecer e compreender a revelação dada em Jesus, nunca diminuiu. Pelo contrário, o conhecimento íntimo que tinha do sufismo só fez aumentar esse desejo. Dessa vez ele decidiu estudar o livro. Ele ainda considerava o livro como tendo sofrido corrupções, mas raciocinava que devia conter pelo menos algumas partes da revelação original. Quanto às partes blasfemas, certamente poderiam ser facilmente detectadas e rejeitadas como interpolações ou invenções feitas por maus cristãos!



O resultado da leitura inicial foi surpreendente. Primeiro, não encontrou uma única frase ou expressão blasfema ou satânica, embora houvesse lido com bastante atenção. Segundo, o bom senso lhe dizia que a corrupção deliberada de livros sagrados deve ter boas razões para tanto. O exame cuidadoso que fez do Evangelho não apresentou motivos razoáveis que indicassem uma possível corrupção do texto. O elevado ensino ético do Evangelho, por exemplo, não revelava qualquer sinal de deturpação; ali não havia qualquer ética baseada na conveniência. Chegou também à mesma conclusão ao estudar as narrativas do Evangelho. Nenhum discípulo teria inventado a história da crucificação com todo aquele tratamento vergonhoso dado ao fundador do cristianismo. Mesmo que fosse um fato real, a crucificação teria sido a primeira coisa a ser retirada ou modificada. Como a crucificação refutava tão claramente a afirmação de que Jesus era o Filho de Deus! É revelador o conflito do jovem muçulmano com suas idéias preconcebidas sobre o Novo Testamento".

A segunda leitura que fez do Evangelho deixou-o com a profunda convicção de que aquele era o verdadeiro Injil, de que era a palavra de Deus e Sua revelação. O resultado de ler o Evangelho era visivelmente diferente daquele produzido pelo recitar do Alcorão.

Ao fazer a segunda leitura Subhan decidiu tornar-se cristão. Estava convencido de que o cristianismo era a única religião verdadeira. Essa convicção e a decisão que tomou são notáveis, pois, além do Evangelho que recebera, não tinha conhecimento algum da fé cristã. Durante todo esse tempo sua vida vinha girando em torno do islamismo, ele não tinha qualquer amigo cristão. O Evangelho foi-lhe dado por um muçulmano.

Subhan assim resume sua experiência de cristianismo: 'Não é uma mera aceitação de crenças e dogmas, embora sejam necessários, mas em essência é viver em íntima comunhão com Cristo. Não é apenas uma religião para se praticar, mas também uma vida para viver'." 14/51-61



48. HINDUÍSMO
"Anath Nath Sen nasceu em Calcutá, na Índia...

Ainda jovem, Anath Nath levava a religião de seus ancestrais muito a sério. Observava estritamente todas as leis, costumes e tradições da sociedade hindu. Tornou-se um hindu zeloso e era especialmente consagrado a Krishna. Esse zelo era acompanhado de um ódio impressionante contra o cristianismo, porque achava que era uma religião estrangeira. Junto com outros rapazes, Anath Nath costumava realizar certas atividades com o propósito de atrapalhar as reuniões dos cristãos. Algumas vezes faziam um barulho terrível, algumas vezes atiravam objetos. Quando essas tentativas falhavam, Anath Nath organizava bandos de rapazes para comprarem porções dos evangelhos, folhas de hinos e também folhetos, e então os queimavam na frente dos missionários.



Num determinado ano Anath Nath e seus companheiros planejaram incendiar a casinha de sapé que os missionários utilizavam como sala de leitura e livraria. Na noite anterior Anath Nath entrou furtivamente na sala de leitura e, por curiosidade, roubou uma Bíblia. Já em seu quarto, sozinho, começou a lê-la. Primeiro leu o Sermão do Monte, então relatos sobre o chamado de Cristo aos pecadores, e, finalmente, depois da meia-noite, a descrição que São Lucas faz da crucificação. Os princípios de não-violência e não-resistência ensinados e praticados por Cristo mexeram com a consciência de Anath Nath. Em conseqüência disso, ele cancelou o plano de incêndio, para grande surpresa de seus colegas de conspiração. Estes acharam-no covarde, mas não tiveram coragem de contestá-lo.

No entanto, ele ainda esperava encontrar na religião de seus ancestrais a verdade que tanto almejava. Fez peregrinações a Benares, Prayag, Gaya, Brindaban, Hardwar, Rishikesh e a vários outros lugares. Esteve junto de sanyases, ou ascetas, e de faquires, mas a paz interior parecia fugir dele. Um missionário fez amizade com Anath Nath. Através desse missionário ele percebeu que Jesus era uma pessoa histórica, real, 'o verdadeiro Salvador do mundo'.

Ele já estava a caminho de uma entrega total a Cristo. Ele mesmo descreve com detalhes a experiência que teve na época. 'Ouvi Jesus dizer: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.' Não está bem claro se foi uma voz audível ou interior a que ouviu, mas ele comenta: 'Para mim foi uma revelação maravilhosa, e a partir daquele momento compreendi que Jesus Cristo era o Mestre do mundo e decidi procurá-lo, encontrá-lo e adorar o Seu Pai como o verdadeiro Deus'." 14/4145



49. HINDUISMO

"Nasci numa família que era considerada de casta sikh e na qual o ensino do hinduísmo era considerado profundamente essencial. Minha querida mãe era um exemplo vivo e uma expoente fiel desse ensino. Ela costumava levantar-se todos os dias antes do alvorecer e, depois de banhar--se, costumava ler a Bhagavad Gita.



Com freqüência eu costumava ler as escrituras hindus até à meia-noite a fim de satisfazer de alguma maneira a sede de paz que existia em minha alma.

Freqüentemente pedia ao pândita que me explicasse as dificuldades espirituais que experimentava.

'Você não conseguirá de uma só vez alcançar esse grau de espiritualidade. Para alcançá-lo é essencial que transcorra um longo período de tempo. Por que você está tão apressado? Se você não satisfizer essa fome durante esta sua vida, você irá satisfazê-la nos seus próximos renascimentos, contanto que você continue buscando-a', foi o que disse.

Num intervalo de poucos meses perdi minha mãe e meu irmão mais velho. Isso foi um choque muito grande para mim. A idéia de que nunca mais devia vê-los de novo lançou-me no desespero e no abatimento, pois eu jamais poderia saber em que forma eles tinham renascido, e nem mesmo poderia saber o que eu provavelmente seria nos próximos renascimentos.

Na religião hindu, o único consolo para um coração partido como o meu era que eu deveria me submeter à minha religião e me curvar diante da inexorável lei do karma, que é a lei de obras e retribuição.

Então ocorreu uma outra mudança em minha vida. Para receber educação secular, fui enviado a uma pequena escola primária que fora aberta pela Missão Presbiteriana Norte-Americana no vilarejo de Rampur, onde morávamos. Naquela época eu tinha tantos preconceitos contra o cristianismo que não aceitava ler a Bíblia nas aulas diárias de religião. Meus professores insistiam comigo para que eu freqüentasse as aulas, mas eu me opunha tanto que no ano seguinte deixei aquela escola e fui estudar numa escola do governo em Sanewal, cerca de cinco quilômetros de distância, e ali estudei durante alguns meses.

Até certo ponto os ensinamentos do Evangelho acerca do amor de Deus me atraíram, mas eu ainda achava que era algo falso. Eu estava tão convicto de minhas opiniões que certo dia, na presença de meu pai e outras pessoas, piquei um Evangelho e o queimei.



Pela minha maneira de pensar, eu achava que tinha feito algo bom ao queimar o Evangelho, no entanto minha insatisfação íntima aumentou e, nos dois dias seguintes, eu me senti um miserável. No terceiro dia, quando senti que não ia conseguir agüentar mais aquela depressão, levantei-me às três da manhã e, depois de lavar-me , orei para que se houvesse um Deus de verdade Ele se revelasse para mim, me mostrasse o caminho da salvação e acabasse com aquela agitação da minha alma. Tomei a firme decisão de que, se essa oração não fosse ouvida, antes do raiar do sol eu desceria até a linha da estrada de ferro e colocaria minha cabeça sobre o trilho antes de passar o expresso de Ludhiana.

Até as quatro e meia continuei orando, esperando e aguardando ver Krishna, Buda ou algum outro avatar da religião hindu, mas eles não apareceram. Parecia haver uma luz brilhando no quarto, e abri a porta para ver de onde ela vinha, mas lá fora estava tudo escuro. Voltei para dentro e parecia que a esfera de luz aumentou em intensidade. Nessa luz apareceu não a forma que eu esperava, mas o Cristo vivo que eu considerava morto.

Por toda a eternidade jamais esquecerei Seu rosto glorioso e amoroso, nem as poucas palavras que falou: 'Por que me persegue? Veja, morri na cruz por você e pelo mundo inteiro'. Essas palavras incendiaram meu coração como se eu tivesse sido atingido por um relâmpago, e caí ao chão perante Ele. Meu coração estava cheio de alegria e paz indizíveis, e minha vida inteira foi totalmente transformada. Então o velho Sundar Singh morreu e um novo Sundar Singh nasceu para servir ao Cristo vivo.

Uma das características dessa nova vida é o constrangimento a levar outras pessoas a Cristo. Constrangimento não por obrigação, mas pelo desejo de deixar outros experimentarem a alegria dessa experiência maravilhosa. Durante as férias de verão fui a Subathu e a Simla, e, em vez de voltar à escola, fui batizado e comecei a viajar como um sadhu e a pregar o Evangelho.

Sem Cristo eu tinha estado sem esperança e cheio de medo quanto à vida futura. Agora, com a Sua presença, Ele tem transformado medo em amor, e desesperança em clara compreensão das verdades espirituais. O medo é passageiro, o amor é eterno. A fé e o amor podem ser comparados às gavinhas de uma trepadeira, as quais se agarram fixamente à coluna. De modo que a fé e o amor, recebendo a luz e o calor do sol de Deus, crescem em direção ao céu, e se apegam em torno do Senhor de amor; mas sem Ele, estando sem esperança e em trevas, pouco a pouco enfraquecem e morrem".



Sundar Singh, provavelmente o cristão de origem hindu que teve a conversão mais incomum, a partir daí pregou o evangelho salvador de Jesus Cristo entre seu povo. Empreendeu algumas perigosas viagens missionárias ao Tibete, sendo que da última jamais voltou. 40

50. SATANISMO

"Meus pais eram membros de igreja e eu tinha freqüentado a igreja regularmente junto com eles. Mas isso era uma coisa vazia. Jesus Cristo era uma personagem um tanto quanto vaga e distante, com quase nenhum significado para mim. Quando fazia perguntas sobre Deus a meus pais, eles se esquivavam de responder. 'Você só sabe fazer perguntas', diziam. 'Faça como a gente. Simplesmente aceite.' Mas eu era incapaz de simplesmente aceitar e, quanto a mim, a igreja não tinha nada a oferecer.

Entretanto, eu estava constantemente em busca de alguma coisa que preenchesse o vazio em minha vida. Com a idade de 17 anos encontrei uma médium espírita.

'A única maneira de viver', disse a minha nova amiga, 'é através do que dizem as cartas e o horóscopo. Venha, quero lhe mostrar como funcionam'.

Fiquei fascinada. Ela parecia controlada por um espírito estranho, e numa visão, como que em transe, ela pôs as cartas sobre a mesa e me falou de acontecimentos passados da minha vida com uma exatidão impressionante. Também demonstrou uma estranha capacidade para curar enfermidades. Com freqüência médicos enviavam pacientes para ela.



'Aqui está um baralho', ela me ofereceu certo dia. 'Você sempre deve começar o seu dia lendo as cartas.' Com bastante agilidade abriu as minhas cartas e me ensinou a interpretá-las. Aprendi as diferentes combinações e o significado delas. Logo já era capaz de prever acontecimentos futuros, ou pelo menos assim parecia'.

Nos meses seguintes eu me vi mais e mais controlada por essa misteriosa mulher. Passo a passo ela me conduziu ao mundo dos espíritos até que certo dia ela declarou: 'Agora você é como nós. Quer fazer o juramento?'

Incapaz de dizer não, balancei a cabeça afirmativamente. Quase sem saber o que estava fazendo, cortei o meu dedo e com o meu próprio sangue escrevi: 'Eu te entrego, ó Satanás, meu coração, meu corpo e minha alma.'

Minha vida passou a ser totalmente controlada pelas cartas e pelo horóscopo. Eu nem tinha coragem de respirar sem primeiramente consultá-los.

O demônio, que agora possuía controle sobre minha alma, me atormentava sem parar. Eu fazia coisas que não podem ser contadas em público. Aos 19 anos de idade eu estava totalmente desmoralizada.



A melancolia e a depressão tomaram conta de mim. Eu tinha ataques nervosos. Eu não conseguia me dedicar ao meu trabalho de enfermeira por causa da agitação que enfrentava no íntimo e o meu trabalho, por causa disso, ficava prejudicado.

Em março de 1960 assinei o mapa astrológico que previa que eu iria tirar a minha própria vida no dia 26 de julho. De acordo com o horóscopo, minha vida já não tinha qualquer valor. E foi assim que na noite de 25 de julho eu fiquei perambulando pelas ruas escuras à procura de uma saída. Eu estava apavorada com a idéia de morrer.

Uma musica muito bonita penetrou na minha alma agitada e fui atraída até uma reunião religiosa que estava sendo realizada numa grande tenda. Disfarçadamente entrei na tenda. A música terminou e o conferencista, Leander Penner, da Missão à Grande Europa, ficou de pé. 'Esta noite vou lhes falar acerca do maravilhoso poder do Evangelho', ele disse.

Eu queria correr dali, mas não tinha força alguma. Em todos os meus anos em que freqüentara a igreja jamais tinha ouvido desse Cristo — um Salvador pessoal que havia morrido pessoalmente por mim. Ah! como eu gostaria de me libertar de Satanás.

'Só Cristo pode quebrar o poder de Satanás', disse o pregador. Ele convidou os ouvintes a irem à frente e confessarem a Cristo. Com esforço fui até a frente e indaguei: 'Existe esperança para uma pecadora como eu? Pregador, se aquilo que você diz é verdade, eu quero libertação. Ore por mim'.



O evangelista orou e então me assegurou que Cristo podia e iria perdoar o maior dos pecadores se ele apenas Lhe pedisse. 'O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora', disse, citando João 6:37.

Mas eu não consegui pedir ajuda a Cristo. A cada vez que eu tentava, sentia uma mão invisível estrangulando minha garganta.

Eu queria gritar: 'Mas amanhã será tarde demais!' Fui para casa amedrontada.

A longa noite de terror passou. Não consegui dormir. Só pude ficar mais apavorada com o dia que se aproximava. Lentamente a luz do dia foi invadindo meu quarto e eu mecanicamente abri as cartas e me aprontei para ir trabalhar.



Eu me estremeci toda ao cruzar o rio a caminho do hospital. Logo eu estaria lá embaixo. Cheguei ao trabalho e mais uma vez tentei escapar de meu atormentador. Apanhei o telefone e, com o dedo trêmulo, disquei para o evangelista. 'Pode vir agora aqui?', perguntei. 'É uma questão de vida ou de morte.'

Quando chegou correndo, perguntei exigindo uma resposta: 'O seu Cristo realmente tem poder sobre Satanás?'

'É claro que sim', ele me assegurou.

'Entreguei-lhe a caixa contendo o meu horóscopo e a promessa de morte cuidadosamente dobrada. 'Leia', implorei. 'Se o seu Cristo não puder me resgatar agora, terei de pular no rio esta tarde. A hora, o local e o método já foram determinados para mim'.



Orou fervorosamente e senti como se estivesse sendo rasgada ao meio. Eu me contraía e tremia incontrolavelmente. Lágrimas esfriaram o meu rosto. Em vão eu tentava alcançar Cristo. Tentei orar, mas um poder invisível me sufocava, tal como antes. 'Não adianta. Não consigo', gritei.

'Você não consegue, mas Cristo consegue', foi a resposta sincera que ouvi. Durante meia hora o pregador orou e dentro de mim travava-se uma batalha. Com uma violenta contorção atirei-me de joelhos e implorei ao Senhor que tirasse de mim essa terrível obsessão demoníaca. O poder de Cristo saiu ganhando, e um sentimento de paz inundou minha alma. Eu sabia que poderia viver.

Durante uma semana, após esse acontecimento, lutei para ter a coragem de viver sem as muletas do ocultismo. Por fim, bastante apreensiva, coloquei tudo aquilo numa sacola e entreguei-a ao Senhor Penner. Então comecei a subir a longa estrada rumo à estabilidade e serenidade espirituais. Ao longo do caminho tenho experimentado retrocessos, e algumas vezes sinto uma presença sinistra, mas a força de Cristo é sempre suficiente quando suplico por ela.



Hoje, pela graça de Deus estou trabalhando num centro de orientação bíblica, ajudando a imprimir e a distribuir folhetos evangelísticos. Minha oração diária é: 'Senhor, por favor, deixa-me ser uma bênção para alguém que ainda esteja preso a Satanás'." 2/68-71

Anônimo
CÉTICOS CONVERTIDOS


51. FRANK MORISON
Frank Morison foi um jornalista inglês que se lançou a provar que a história da ressurreição de Cristo não passava de um mito. No entanto, suas investigações o levaram ao ponto de pôr sua fé no Cristo ressurreto. Morison passou a escrever um livro em que narra suas descobertas, livro que leva o título de Who Moved the Stone? (Quem Moveu a Pedra?).

"Eu desejava apanhar essa última etapa da vida de Jesus, com todo seu drama movimentado e vibrante, com seu contexto bem antigo e claramente definido, e com seu enorme interesse psicológico e humano — e desvencilhá-la dessas crenças primitivas e suposições dogmáticas que tomaram conta da história, para então poder enxergar essa pessoa supremamente grande tal como era.

Não é preciso descrever aqui como, depois de mais de dez anos, surgiu a oportunidade de estudar a vida de Cristo tal como, havia muito tempo, eu desejava fazer; investigar as origens da literatura que trata dessa história, examinar pessoalmente algumas provas e formar meu próprio juízo sobre o problema que a vida de Cristo apresenta. Apenas direi que esse estudo operou uma revolução em minhas idéias. Daquela história muito antiga surgiram coisas que anteriormente eu julgara impossíveis. Lenta mas bem claramente cresceu dentro de mim a convicção de que o drama daquelas semanas inesquecíveis da história humana era mais estranho e de significado mais profundo do que parecia. Foi a singularidade de muitas coisas notáveis na história que primeiramente atraiu e manteve meu interesse. Somente mais tarde foi que a lógica irresistível do significado dessas coisas veio a aparecer". 33/11,12

52. C. S. LEWIS

C.S.Lewis, escritor britânico e professor renomado por sua perspicácia, imaginação e clareza de expressão, foi um cético até se converter em 1931. Os trechos seguintes, extraídos de The Letters of C. S. Lewis (As Cartas de C. S. Lewis) contam a história.



De uma carta escrita por C. S. Lewis ao pai, em 31 de março de 1928: "Está ocorrendo um reavivamento religioso entre os alunos de nossa faculdade... Esse reavivamento está sendo conduzido por um tal de dr. Buchman. Ele reúne um grupo de jovens (algumas informações dizem que há inclusive mulheres, mas não creio nisso) e eles confessam seus pecados uns aos outros. Engraçado, não acha? Mas o que é que se pode fazer? Se você tentar acabar com isso apenas criará mártires..." 29/126

Carta a Owen Barfield, 1930: "Coisas terríveis estão acontecendo comigo. O 'Espírito' ou o 'Eu Verdadeiro', está revelando uma tendência alarmante de se tornar muito mais pessoal e está tomando a iniciativa e se comportando exatamente como Deus. É melhor você vir o mais tardar na segunda-feira, caso contrário é possível que eu entre para um mosteiro". 25/141

Seu irmão conta acerca da decisão: "Lembro-me muito bem daquele dia em 1931, quando fomos visitar o Zoológico de Whipsnade... Foi durante aquele passeio que ele tomou a decisão de voltar para a Igreja. Para mim isso não pareceu um repentino mergulho numa nova vida, mas, ao contrário, uma lenta e progressiva recuperação de uma enfermidade espiritual séria e prolongada..." 29/19

Carta a Owen Barfield, 1933: "Desde que comecei a orar, descobri que minhas idéias radicais sobre a personalidade estão mudando. O meu próprio eu empírico está se tornando mais importante, e isso é exatamente o oposto a uma elevada auto-estima. Você não ensina uma semente a crescer até ser árvore feita jogando-a ao fogo: e ela tem de tornar-se uma boa semente antes de valer a pena enterrá-la..." 29/155



Antes de morrer, o que ocorreu em 1963, Lewis escreveu vários livros cristãos, Milagres (São Paulo; Ed. Mundo Cristão, 1983), O Problema do Sofrimento (São Paulo Ed. Mundo Cristão, 1984), e A Razão do Cristianismo (São Paulo: Ed. Vida Nova, 1964).

Em A Razão do Cristianismo C. S. Lewis faz a seguinte afirmação: "Um homem que fosse um simples homem e dissesse o tipo de coisas que Jesus disse não seria um grande mestre de ensinos éticos. Seria um lunático — estando em pé de igualdade com o homem que diz que é Napoleão — ou, então, seria o Diabo vindo do inferno. Você tem que tomar a sua decisão. Ou esse homem era e é o Filho de Deus, ou, então, era um louco ou algo pior. Você pode fazê-lO se calar, se tomá-lO por tolo; você pode cuspir nEle e matá-lO, tendo-O por um demônio; ou você pode cair a Seus pés e chamá-lO de Senhor e Deus. Mas que ninguém apareça com algum tipo de insensatez paternalista, afirmando que Ele foi um grande mestre humano. Ele não deixou conosco a responsabilidade de decidir a respeito. Não pretendeu fazê-lO". 39/40,41

53. LEW WALLACE

Lew Wallace convenceu-se da divindade de Cristo depois de estudar a Bíblia, enquanto se preparava para escrever Ben-Hur, uma obra que teve no início o propósito de apresentar Cristo como um simples homem.

Não é de estranhar que ele considerasse Ben-Hur como a sua melhor obra. Ela foi o marco de uma crise em sua própria experiência espiritual. Tornou-se cristão através do estudo que fez da vida de Cristo, enquanto se preparava para escrever a história. Tem-se contado que um amigo ateu, certa vez conversando com ele, predisse que em poucos anos as pequenas igrejas da região rural do estado de Indiana, nos Estados Unidos, região que Wallace tanto apreciava, seriam apenas uma vaga lembrança sepultada no colapso geral de toda a religião. Wallace era ignorante demais para responder com argumentos cristãos àquela afirmação. Não tinha convicção a respeito de Deus e de Cristo. No relato fascinante de como veio a escrever Ben-Hur, ele nos conta que era terrivelmente ignorante acerca do assunto daquele debate com seu amigo, 'assuntos tão elementares como Deus, a vida vindoura, Jesus Cristo e sua divindade'. Ali mesmo decidiu estudar a questão até que tivesse convicções próprias a respeito. Tomou a própria Bíblia como fonte de informações. Confiaria em sua formação no campo da lógica, formação recebida no curso de Direito, para levá-lo às conclusões corretas e iria tornar mais atraente aquilo que pensava que seria um estudo um tanto quanto árido, incorporando numa história do Cristo o material análogo que conseguisse encontrar. Contudo, estava lidando com fatores sobrenaturais dos quais não tinha idéia. Ninguém é capaz de, com mente aberta, ler a Bíblia, desejando conhecer a verdade em relação a Jesus Cristo, sem ficar convencido de Sua divindade. À medida que estudava o contexto histórico da situação do mundo na época de Cristo, os males da sociedade e a própria necessidade que os homens têm de um Salvador divino pareceram um argumento em favor de aceitar o Salvador que tinha vindo. O propósito em escrever a história dos anos transcorridos entre Belém e o Calvário foi fazer os leitores perceberem esse argumento a favor de Cristo". 13/116,117

54. GIOVANNI PAPINI

"Embora Giovanni Papini fosse um dos mais destacados homens de letras da Itália, a publicação em 1921 de sua obra A Vida de Cristo causou uma comoção em muitos de seus amigos e admiradores. Pois Papini tinha sido um ateu, um inimigo da Igreja que dizia o que pensava e que nomeara a si mesmo zombador de qualquer manifestação de misticismo. Dificilmente se conseguiria imaginar uma fonte mais improvável para uma reverente descrição de Jesus.

O que provocou sua repentina conversão — que tanto fazia lembrar a de Saulo no caminho de Damasco? Tal como muitos céticos, ele era, no seu íntimo, uma alma atormentada, desencantado com a humanidade que pôde aceitar a primeira guerra mundial, incapaz de ter esperança de coisas melhores a menos que, de alguma maneira, fosse possível transformar os corações dos homens. E, conforme disse mais tarde, ele ansiava ter 'uma migalha de esperança'.

Durante a guerra levou a família para morar num vilarejo nas montanhas. Ali, vivendo próximo a lavradores, observando seus atos de devoção, algo começou a lhe acontecer. Algumas noites pediram-lhe que lesse em voz alta histórias do Novo Testamento. Essa redescoberta da Bíblia, em contraste com o contexto de suas próprias incertezas, tornou-se uma revelação para ele, e logo decidiu-se a escrever sua própria versão da vida de Cristo. Não muito depois ele se convenceu de que o único poder capaz de transformar os corações dos homens era o ensino de Jesus.

Essa convicção permeia A Vida de Cristo, um livro que, nas palavras de um crítico de renome, 'por muitos anos permanecerá sendo um símbolo de rejuvenescimento para milhares que, com sofrimento, lutam por um mundo menos desumano, porque é possível um mundo mais parecido com Cristo'." 15/8



EXEMPLOS DE SOFRIMENTO PELO EVANGELHO

55. REV. RICHARD WURMBRAND

"O Rev. Richard Wurmbrand é um pastor evangélico que passou 14 anos preso e sendo torturado pelos comunistas em sua terra natal, a Romênia. Dentre os líderes, escritores e educadores cristãos romenos ele é um dos mais conhecidos. Poucos nomes são mais conhecidos em sua terra.

Em 1945, quando os comunistas tomaram o poder na Romênia e tentaram controlar as igrejas com propósito de manipulação, imediatamente Richard Wurmbrand iniciou um ministério 'subterrâneo' eficaz e vigoroso junto a seu povo escravizado e junto aos soldados russos invasores. Finalmente, em 1948, foi preso juntamente com sua esposa, Sabina. Durante três anos ela foi uma trabalhadora-escrava. Richard Wurmbrand passou três anos na solitária — não vendo ninguém além dos comunistas que o torturavam. Em seguida foi transferido para uma cela coletiva, onde ficou mais cinco anos, período em que as torturas continuaram.

Por ser um líder cristão conhecido internacionalmente, diplomatas de países livres indagaram ao governo comunista acerca de sua segurança. Foram informados de que ele havia fugido da Romênia. Elementos da polícia secreta, fazendo-se passar de companheiros de prisão recém-libertados, disseram a sua esposa que haviam assistido a seu sepultamento no cemitério da prisão. Disseram a sua família na Romênia e seus amigos no estrangeiro que o esquecessem, pois agora estava morto.

Depois de oito anos foi liberto, e imediatamente retomou o trabalho junto à Igreja Subterrânea. Dois anos depois, em 1959, foi novamente preso e condenado a 25 anos de prisão.

Em 1964 Wurmbrand foi liberto por ocasião de um indulto geral, e mais uma vez continuou realizando seu ministério subterrâneo. Percebendo o grande perigo que representaria para ele, uma terceira prisão, cristãos da Noruega negociaram com as autoridades comunistas uma autorização para que saísse da Romênia. O governo comunista havia começado a 'vender' seus prisioneiros políticos. O 'preço usual' de um prisioneiro era de 1.900 dólares. O preço pago por Wurmbrand foi 10.000 dólares.

Em maio de 1966 ele testemunhou em Washington, capital dos Estados Unidos, perante o Subcomitê de Segurança Interna do Senado daquele país, e tirou a camisa para mostrar 18 feridas profundas, provocadas pela tortura, e que cobriam seu corpo. A história de Wurmbrand foi divulgada pelo mundo através de jornais nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia. Em setembro de 1966 foi advertido que o regime comunista da Romênia tinha tomado a decisão de assassiná-lo. No entanto, ele não se calou diante dessas ameaças de morte. Tem sido chamado de 'a voz da Igreja Subterrânea'. Líderes cristãos têm-no chamado de 'um mártir vivo' e de 'Paulo da cortina de ferro'." 54/5,6



O que segue é um pequeno trecho do livro de Wurmbrand Tortured for Christ (Torturado por causa de Cristo).

"Um pastor chamado Florescu foi torturado com tiçoeiros de ferro incandescente e com facas. Foi surrado violentamente. Então através de um cano largo, mandaram ratos famintos para sua cela. Não podia dormir, mas tinha de ficar se defendendo o tempo inteiro. Se descansasse um só instante, os ratos iriam atacá-lo.

"Foi obrigado a ficar de pé durante duas semanas, dia e noite. Os comunistas queriam forçá-lo a trair seus irmãos em Cristo, mas resistiu firmemente. No fim, trouxeram seu filho de 14 anos de idade e começaram a chicotear o rapazinho na frente do pai, dizendo que iriam continuar batendo no menino até que o pastor dissesse o que desejavam. O pobre homem estava quase louco. Suportou o máximo que conseguiu.

Quando nã"o agüentava mais ver aquela cena, gritou para o filho: 'Alexander, tenho de dizer o que eles querem! Não suporto mais ver você apanhar! O filho respondeu: 'Pai, não cometa a injustiça de me fazer ter um pai traidor. Fique firme! Se me matarem, morrerei com as palavras: Jesus é a minha pátria.' Os comunistas, enraivecidos, caíram sobre a criança e bateram nela até morrer, com sangue espirrando pelas paredes da cela. Morreu louvando a Deus. O nosso querido irmão Florescu nunca mais foi o mesmo depois de presenciar essa cena." 54/36

56. MÁRTIR NO VIETNÃ

"Gaspar Makil, missionário da Associação Wycliffe de Tradutores da Bíblia, foi alvejado em 4 de março de 1963 por guerrilheiros comunistas, diante de sua esposa, Josephine, que a tudo presenciou. No mesmo instante também foram mortos a filhinha de quatro meses de idade, Janie, um outro missionário e um soldado vietnamita. Tommy, de três anos de idade filho de Gaspar e Josephine, foi gravemente ferido. A família Makil e uma outra família de missionários estavam viajando num jipe pela estrada mais movimentada do Vietnã do Sul, a Rodovia 20. Foram parados por guerrilheiros comunistas, cerca de 20 em número. Quando um caminhão do exército apareceu na estrada, os guerrilheiros do Vietcong abriram fogo com suas metralhadoras. Gaspar era filipino e se converteu enquanto estudava engenharia nos Estados Unidos. Poucos dias antes de ambarcar de navio para o Vietnã do Sul, escreveu: 'Não sabemos o que nos aguarda no Vietnã do Sul, mas sabemos que o Senhor vai conosco, tendo-nos nomeado para este ministério. O tempo de cada um de nós está nas mãos de Deus e Ele faz todas as coisas acontecerem no Seu próprio tempo, que é o tempo certo. O Senhor está interessado em cada detalhe em particular de nossas vidas.'" 32

57. MISSIONÁRIOS ENTRE OS ÍNDIOS AUCAS

"Em 8 de janeiro de 1956 o mundo inteiro foi surpreendido pela notícia de que um grupo de índios aucas, os mais cruéis e violentos aborígines do Equador, haviam atingido fatalmente com suas lanças um piloto missionário norte-americano, Nate Saint, e seus quatro colegas de trabalho, Jim Elliot, Roger Youderian , Ed McCuliy e Peter Fleming. Depois que investigações oficiais confirmaram a tragédia, tropas equatorianas e missionários que serviam em tribos vizinhas realizaram uma expedição rio acima para sepultar as vítimas. Encontraram o avião desmantelado, sua estrutura em pedaços.
O piloto era meu irmão. Ele e seus colegas estavam envolvidos naquilo que, a partir de então, passou a ser conhecido como 'Operação Auca', uma missão para levar o Evangelho de Jesus Cristo a essa tribo rude, da idade da pedra, localizada na vastidão da Amazônia.

Através de um milagre após outro, conforme se conta em The Dayuma Story (A História de Dayuma), todos os cinco assassinos confessaram a Cristo como Salvador. Creio que é significativo que, dentre os aucas, os primeiros a crerem em Cristo foram os cinco assassinos ainda vivos - Kimo, Minkayi, Gikita, Dyuwi e Nimonga. Quando se realizou o primeiro culto de batismos em Tiwaeno, pouco mais de dois anos depois de nossa entrada na tribo, quatro dos cinco foram batizados. O quinto foi batizado na vez seguinte. Nesta segunda vez meu irmão Phil realizou os batismos. Cada uma das esposas dos cinco também abriu o coração para o Senhor Jesus Cristo e foi batizada." 41



58. REV. JOON GON KIM

O Rev. Joon Gon Kim é diretor da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo na Coréia.

"O dr. Kim teve uma experiência pessoal e trágica com os comunistas. Quando, em 1950, irromperam greves nas universidades coreanas, os comunistas se apoderaram de todas as faculdades com exceção de uma universidade cristã. Bem mais de 70% dos estudantes estavam a favor do comunismo. Milhões deles eram sustentados financeiramente na universidade pelos comunistas russos. Esses alunos passaram a ser os líderes ativos durante a Guerra da Coréia.

Conta o dr. Kim: 'Certa noite fui acordado pelo barulho de homens me chamando pelo nome. Minha família e eu fomos levados a um lugar onde 60 pessoas, inclusive velhos, mulheres e crianças, estavam sendo mortos. Dez policiais, todos moradores conhecidos em nosso vilarejo, receberam a tarefa de executar minha família. Minha esposa e meu pai foram mortos diante dos meus olhos. Eu fui espancado e dado como morto.'



Kim sobreviveu ao selvagem espancamento dos comunistas e pediu a Deus que lhe desse um amor pelas almas dos seus inimigos. Kim conduziu a Cristo 30 dos comunistas, inclusive o líder responsável pela morte de seus entes queridos.

"O dr. Kim sabe por experiência própria que Jesus Cristo é a resposta ao comunismo, assim como é a resposta para todos os outros problemas da vida." 24

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