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VELHA JERUSALÉM (Branco)

E SUBÚRBIOS (Sombreados)


"e virar-se-á para Goa. "

"Todo o vale dos cadáveres"

"e da cinza,"

"e todos os campos até ao ribeiro Cedrom"

"até à esquina da Porta dos Cavalos para o oriente,"

"serão consagrados ao Senhor. Esta Jerusalém jamais será desarraigada ou destruída" (Jeremias 31:38-40).
"O crescimento inicial da cidade", escreve Stoner, "abrange os itens 1 e 2 (veja o mapa); essas áreas estão dentro do muro de Suleimã. Cinqüenta anos atrás Jerusalém passou pelo muro e começou a crescer em direção do ponto número 3" .53/88

"Assim, são citados nove itens sobre o crescimento da cidade de Jerusalém. Primeiramente, foi profetizado que a cidade cresceria, então foi apresentada a seqüência em que esse crescimento se daria". 53/88

Peter Stoner apresenta o seguinte cálculo de probabilidades do cumprimento dessa'profecia:

"É bem fácil encontrar o número de caminhos pelos quais a cidade de Jerusalém poderia ter crescido em seus primeiros nove passos ou etapas. A cidade velha possui seis esquinas facilmente visíveis. Certamente o crescimento poderia ter começado por qualquer uma dessas esquinas, para não se falar das laterais da cidade. Digamos, então, que o início do crescimento poderia ter ocorrido em qualquer uma dessas seis esquinas. Tendo a área do ponto número 1 ficando povoada, a cidade poderia ter tido em seguida um crescimento junto de qualquer uma das outras esquinas, ou crescido em qualquer um desses locais numerados a partir do número 2; assim, a segunda fase de crescimento poderia ter ocorrido em qualquer um dos oito lugares. Continuando nesse raciocínio pelos nove locais e multiplicando os resultados entre si, chegamos à conclusão de que, com base no conhecimento humano, Jeremias teria tido uma chance em 8 x I010 de escrever essa profecia e de que ela se tornasse realidade". 53/88

A chance é de 1 em 80 bilhões.


12. PALESTINA IA. TEXTO BÍBLICO E DATAÇÃO

Levítico 26 (1520-1400 a.C):


31. "Reduzirei as vossas cidades a deserto, e assolarei os vossos santuários, e não aspirarei o vosso aroma agradável".

32. "Assolarei a terra, e se espantarão disso os vossos inimigos que nela morarem".

33. "Espalhar-vos-ei por entre as nações, e desembainharei a



espada atrás de vós; a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serio desertas".
Ezequiel 36 (592-570 a.C):
33. Assim diz o Senhor Deus: "No dia em que eu vos purificar de todas as vossas iniqüidades, então farei que sejam habitadas as cidades e sejam edificados os lugares desertos."

34. "Levantar-se-á a terra deserta, em vez de estar desolada aos olhos de todos os que passavam".

35. "Dir-se-á: 'Esta terra desolada ficou como jardim do Éden; as cidades desertas, desoladas e em ruínas, estão fortificadas e habitadas'".


O último tema de profecia que analisaremos é a Palestina. Essa é uma área em que a documentação é virtualmente desnecessária pelo fato de a profecia estar se cumprindo diante dos nossos olhos. No entanto, quanto mais a pessoa se aprofunda neste tema, mais intrigada fica. No que diz respeito à questão de datação, Levítico faz parte do Pentateuco, que são os cinco livros de Moisés. OUnger'se Bible Dictionary (Dicionário Bíblico de Unger)diz que o livro de Levítico foi escrito numa data dentro do período que vai de 1520 a 1400 a.C.(a duração da vida de Moisés). O último texto bíblico, de Ezequiel, tem data de 592 a 570 a.C. Contudo, ao examinar-se o cumprimento dessas profecias é ridículo tentar pós-datá-las.
2A. PREDIÇÕES
1B. As cidades na Palestina ficarão desertas (Levítico 26:31, 33).
2B. Os santuários experimentarão assolações (Levítico 26:31).
3B. A terra experimentará assolações (Levítico 26:32, 33).
4B. A Palestina será habitada por inimigos (Levítico 26:32).
5B. O povo de Israel será disperso (Levítico 26:33).
6B. Os judeus serão perseguidos (Levítico 26:33).
7B. A Palestina voltará a ser habitada pelos judeus, as cidades reviverão e a terra será cultivada (Ezequiel 36:33-35).

3A. CUMPRIMENTO
O cumprimento dessas profecias não começou senão depois de Cristo. John Urquhart é uma fonte de informações excepcionalmente boa. Em The Wonders of Prophecy (As Maravilhas da Profecia), ele se aprofunda no estudo do destino da Palestina e dos israelitas.

John Urquhart começa dizendo que os judeus já sabiam da advertência desde que, pela primeira vez, tinham entrado na Terra Prometida. No livro de Levítico, Moisés advertiu que se pecassem contra o plano divino, um destino horrível os acometeria, conforme mencionado em Levítico 26:21-33.

Isso se tornou realidade quando, em 70 A D., as legiões romanas invadiram, despedaçaram e esmigalharam as regiões vitais daquela terra, e os habitantes resistiram fanaticamente aos invasores. Conseqüentemente, os romanos demonstraram ainda menos piedade, e tudo aquilo que tinha ligação com o judaísmo foi destruído (Predição 2B). O templo foi arrasado e queimado. A imagem abominável de um porco foi posta sobre a Porta de Belém. Desde então os judeus nunca mais sacrificaram e a antiga prática de sacrifícios foi abruptamente interrompida (Predição 2B). A dispersão dos judeus é um fato histórico bem conhecido. Foram desarraigados e expulsos, mas isso não aconteceu com todos os judeus por ocasião da primeira destruição da Palestina pelos romanos. Nessa oportunidade os judeus foram derrotados e experimentaram grandes sofrimentos, mas não foram realmente dispersos. Essa predição cumpriu-se totalmente em 135 A D., quando o imperador Adriano confiscou toda a terra e vendeu-a aos gentios. A partir de então os gentios, os inimigos dos judeus, têm tido o controle da Palestina e, embora a terra freqüentemente tenha mudado de dono, os proprietários têm sido gente com duas características em comum: origem gentílica e hostilidade perante os judeus (Predições 4B, 5B).

Entretanto, o cumprimento da predição sobre a dispersão dos judeus parecia prejudicar o cumprimento a respeito da assolação das cidades. Os novos moradores reconstruíram as cidades e a terra não se encontrava nada devastada. Com Constantino no trono, surgiram novas igrejas em lugares famosos da história bíblica. A região se tornou tão poderosa e forte que chegou a deter a invasão persa (século sétimo), sob o comando de Cósroas. Mais tarde, Jerusalém resistiu quatro meses de ataques dos árabes. Os cruzados (século onze) ainda tiveram oportunidade de ver o vigor das cidades da Palestina, embora a profecia sobre as cidades não fosse uma ameaça em vão, e já faz tempo que se reconheceu que ela está cumprida (Predição 1B).55/114-119

Werner Keller entra em detalhes sobre o acontecimento de 70 AD).:

"Os arqueólogos não têm encontrado qualquer prova material da presença de judeus na Palestina depois do ano 70, nem mesmo uma lápide com uma inscrição judaica. As sinagogas foram destruídas, até mesmo a casa de Deus na silenciosa Cafarnaum foi reduzida a ruínas. A mão inexorável do destino havia eliminado Israel do pacto das nações" (Predições 1B, 2B, 5B). 28/408

Samuel L. Clemens, de pseudônimo Mark Twain, cita a Palestina no livro Innocents Abroad (Inocentes em Viagem) e claramente descreve a maneira como a viu em 1869: "Não há sequer um vilarejo em toda essa área — não há nada assim por 50 quilômetros em ambas as direções. Existem dois ou três pequenos acampamentos de beduínos, mas nenhuma única habitação permanente. Pode-se cavalgar quinze quilômetros pela redondeza sem encontrar nem mesmo dez seres humanos" (Predição 3B). 9/213

Existem alguns escritores que tentam apresentar uma bela descrição de uma cena desoladora. Sobre isso Clemens comenta: "Classifiquei basicamente em dois grupos o tipo de testemunho dado pela maioria dos escritores que visita a região. Um diz: 'Não encontro palavras para descrever a beleza do cenário', e passa a cobrir com um manto de afirmações bombásticas uma coisa que, examinada mais de perto, revela ser apenas uma insignificante bacia fluvial, um terreno montanhoso e desolado e uma árvore. O outro tipo de escritor, depois de um esforço consciencioso de fazer um paraíso terrestre a partir do mesmo material, com o acréscimo de 'uma cegonha altiva e imponente', põe tudo a perder ao, inconscientemente, revelar no final a desagradável verdade... A veneração e o carinho que alguns desses homens tinham para com o cenário que descreviam estimulou suas fantasias e interferiu na apreciação que faziam; mas, de qualquer maneira, as agradáveis falsidades que escreveram estavam repletas de sinceridade". 9/242



Clemens apresenta uma descrição de um inimigo traiçoeiro: "Descansamos e almoçamos, e viemos a este lugar, Ain Mellahah (que os rapazinhos chamam de Baldwinsville). Para um dia de viagem foi um trajeto bem curto, mas o guia não quis prosseguir, e inventou uma mentira plausível sobre a região estar além desta área infestada de ferozes árabes, que fariam com que dormir no meio deles se tornasse um passatempo perigoso. Bem, os árabes devem ser perigosos. Eles carregam uma velha espingarda de pederneira, enferrujada e surrada pelo tempo, a qual tem um cano maior do que eles; ela não tem mira; não atira mais longe do que uma pedra atirada à mão, e não é uma arma tão segura. E na grande faixa enrolada várias vezes ao redor da cintura carregam duas ou três ridículas pistolas de cavalaria, enferrujadas por nunca terem sido usadas — armas que para disparar demorariam tempo suficiente para você sair do seu alcance, e então explodiriam e decepariam a cabeça do árabe. Esses filhos do deserto são excessivamente perigosos" (Predição 4B). 9/210

Esse velho e rústico escritor foi levado a citar o texto de Levítico 26:32-34, e então confessou que ninguém poderia visitar Ain Mellahah em 1869 e deixar de reconhecer que a profecia tinha-se cumprido. 9/214

John Urquhart cita o rabino Nowitz, que inspecionou a região com vistas a um possível repovoamento por judeus: "Nesse ínterim, contudo, a condenação permanece de pé.O rabino Nowitz, que em 1882 foi à Palestina com o propósito de decidir se as 'tribos dos pés errantes e corações exaustos' eventualmente poderiam encontrar refúgio na sua antiga terra, teve que abandonar a idéia. Teve que admitir que o solo pobre e a opressão pelo governo turco inviabilizavam o retorno". 55/116,117

Mesmo numa data tão recente quanto 1927, a Palestina era uma "terra em ruínas".

"De acordo com aquela profecia", escreve Floyd Hamilton, "as cidades da terra deveriam se tornar desertas, e o país deveria estar assolado. Hoje a Palestina é uma terra em ruínas. Em quase nenhum outro país ou região as ruínas das cidades e vilas são tão numerosas como na Palestina de hoje. A terra que, no passado, sustentava uma população tão grande, na atualidade está estéril e consegue sustentar apenas uma pequena fração da antiga população". 20/316



Por fim, conforme George Davis assinala: "O retorno de mais de um milhão de judeus à terra de Israel, depois de terem estado fora de sua pátria por quase 2.000 anos, é um dos milagres mais surpreendentes e notáveis de todos os tempos. E o que nos deixa atônitos diante desse retorno dos judeus á sua terra nos tempos modernos é que há 2500 anos isso foi predito com detalhes pelo profeta Jeremias" (Predição 7B). 11/1

A terra será cultivada: "Durante muitas gerações, o Negueve, na região sul de Israel, foi em grande parte um deserto seco e isolado. Ali existiam algumas cidades e vilarejos, mas uma grande parte dos habitantes eram grupos nômades de beduínos. Hoje em dia, áreas do Negueve, durante longo tempo estéreis, estão sendo cultivadas e, pouco a pouco, vão sendo transformadas de desertos em regiões férteis e frutíferas". 11/80



E as cidades serão reconstruídas: "Durante anos", escreve Davis, "Berseba foi uma pacata cidade árabe, com edificações e habitações rústicas. Mas não muito depois de os judeus se apoderarem do Negueve, por ocasião da guerra árabe-israelense, começou a acontecer uma transformação em Berseba. No início a transformação foi lenta. Quando visitei Berseba em 1950, dois anos depois da guerra, havia pouquíssimos sinais de progresso. Três anos mais tarde, quando estive novamente em Berseba, a transformação estava em pleno desenvolvimento. Residências modernas estavam substituindo as velhas habitações que foram derrubadas, à medida que grande número de judeus começou a morar em Berseba. Mostraram-me uma área fora da cidade velha que iria ser o centro empresarial de Berseba, e um distrito que seria designado para a instalação de fábricas. A população da cidade já ultrapassou os 20,000 e ainda está crescendo e se expandindo". 11/85
4A. CUMPRIMENTOS ESPECÍFICOS E PROBABILIDADES
A Palestina é uma região bem movimentada. E está crescendo. Depois de 1900 anos de opressão, é notável como repentinamente, só a partir de 48, os judeus construíram sua nação. Antes disso eles peregrinavam de um lugar para outro; mas dê-lhos um lugar para ficar e mesmo assim ali "ao se fixarão. Peter Stoner calcula em uma chance em 20.000 as probabilidades deste conjunto de predições sobre a Palestina se cumprir. Segue-se um breve resumo das profecias cumpridas bem como uma análise item por item das probabilidades. 53/90,91

1B. As cidades ficaram desertas (1 chance em 10).
2B. Os santuários foram assolados (1 em 2).
3B. A terra ficou deserta (1 em 10).
4B. Inimigos habitaram a Palestina (1 em 2).
5B. Os judeus foram dispersos (1 em 5).
6B. Os judeus foram perseguidos (1 em 10).
7B. Os judeus estão voltando a se reunir, a construir e a cultivar (1 em 10).
Em seguida temos uma paráfrase dé um texto do livro The Wonders of Prophecy (As Maravilhas da Profecia), escrito por John Urquhart, texto este que motivou a escolha desta profecia para encerrar o estado de doze diferentes profecias. Esse texto diz respeito à Predição 6B, "desembainharei a espada atrás de vós" (Levítico 26:33). 55/233-235

A perseguição dos judeus é, sem dúvida alguma, uma demonstração do que o homem é capaz de fazer em seus piores momentos. No século segundo houve revoltas de judeus em Chipre, no Egito, na Babilônia e em Cirene, as quais foram cruelmente esmagadas. Foram expulsos de Chipre sob ameaça de pena de morte, sendo que até mesmo a hipótese de um eventual naufrágio na ilha não era aceito como justificativa ou desculpa. O Egito os esmagou de maneira tão inclemente que alguns crêem que um menor número deles escapou do Egito junto com Moisés, do que os que ali foram mortos (600.000 homens).



A história dos judeus é sinônimo de perseguição. Mas a violência com que foram tratados era também, num certo sentido, causada pela brutalidade deles próprios. Ajudaram os persas a capturarem Jerusalém (século sétimo) e massacraram os prisioneiros cristãos, bem como cristãos persas que estavam cativos. Isso foi o estopim. Não se passou muito tempo até que Pedro o Eremita deu início à primeira Cruzada - início ocorrido não na Terra Santa, mas na Alemanha, onde, para proteger sua pátria "cristã" os gentios furiosamente assassinaram todos os judeus que viam pelo caminho. Ninguém aprendeu nada com esse acontecimento porque cinqüenta anos depois a mesma loucura varreu a Renânia. Os judeus sofreram muito em cada levante acontecido naquele lugar.

Em History of the Jews (História dos Judeus; p. 222, 223), Milman destaca que parece que esses períodos de loucura não eram caracterizados por qualquer acontecimento especial, mas que pareciam emergir à superfície, frutos de um ódio oculto e profundo que não conhece limites. Milman então diz que os judeus foram acusados de serem os responsáveis pela peste negra. Também os flageladores, um insano movimento de entusiastas, marchavam atrás de um crucifixo e se torturavam por causa de seus pecados, e, como fazem as pessoas cegas pelo fanatismo, chegaram à absurda conclusão de que, para a glória de Deus e para a expiação dos pecados, deviam atacar e massacrar os judeus de Francfurte e outros locais, o que fizeram. Espalharam-se histórias de "fontes envenenadas, crianças crucificadas, hóstias roubadas e profanadas". As leis não proporcionavam aos judeus uma justa proteção. Eles se espalharam e vaguearam de um lugar para outro: Alemanha, Braunschweig, Áustria, Francônia, Renânia, Silésia, Brandemburgo-Prússia, Boêmia, Lituânia e Polônia. Os judeus eram estrangeiros odiados num mundo cheio de pecado.

Por meio de Milman, Urquhart fica sabendo da habilidade que mesmo um déspota esclarecido como Frederico o Grande tinha de infligir um tratamento vergonhoso aos judeus.

Na Inglaterra a situação não foi muito melhor. Roubados e ridicularizados pela nobreza e pelo povo em geral, entre 500 e 1.500 judeus morreram num incidente em York. No final do século treze todos os seus bens foram tomados, e eles foram brutalmente expulsos do reino, só sendo permitida sua volta no reinado de Carlos II.

Durante algum tempo a França foi para eles um paraíso. Ocuparam postos no governo, inclusive alguns de destaque, tinham muito boa educação e cultura. No entanto, essa posição elevada fez com que experimentassem uma opressão e um roubo maiores do que quando em posição mais humilde. Foram escravizados e tiveram seus bens roubados pelos herdeiros dos nobres a quem originalmente serviam de conselheiros. Filipe Augusto baniu-os depois de roubá-los. Obtiveram permissão de, pagando uma taxa, retornarem; mas, tarde demais, descobriram que essas era uma armadilha. Luís VIII cancelou todos os juros de dívidas devidas a eles e os condenou à escravidão feudal. Em 1239, em Paris, surgiram grupos de desordeiros para atacá-los, os quais agiram de modo bem parecido com aos alemães. Entre 1400 e 1794 os judeus estiveram banidos de toda a França.

A história dos judeus na Espanha é pior ainda. É bem conhecido o ódio enfrentado por eles em outros países não mencionados.

"0 desprezo e o ódio com que os judeus ainda são tratados ali e em outros lugares da Europa continental são bem conhecidos, e o coração tremente de que falou o profeta ainda é uma realidade". 55/235, 236



A esta altura talvez alguém lembre o que um judeu farisaico escreveu antes da queda de Jerusalém: "... pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23).

Parece que, fora de todo este mundo de ódio e injustiça, em algum lugar deve haver um Deus que conheça o amor e a justiça, que vá trazer equilíbrio às coisas e acabar com o ódio; em resumo, deve haver um Deus justo que dê um fim a toda injustiça humana. Graças a Deus que existe!


PROBABILIDADE PROFÉTICA

Uma excelente fonte para este estudo é o livro de Peter Stoner Science Speaks (A Ciência Fala). 53/95-98

As probabilidades de cumprimento das oito profecias que analisamos e de três outras analisadas por Stoner, são:

Tiro




1 em 7,5 x 107

Samaria




1 em 4 x 104

Gaza e Ascalom




1 em l,2 x l04

Jerico




1 em 2 x 105

A Porta Dourada




1 em 103

Sião Trilhada




1em l02

Jerusalém Ampliada




1em 8 xl010 1 em 2 x 105

Palestina




Moabe e Amom




1 em 103

Edom




1 em 104

Babilônia




1 em 5 x 109

Caso escritas com base no conhecimento humano, calculam-se as chances dessas 11 profecias se tornarem realidade da seguinte maneira: Deve-se multiplicar todos esses números, uns pelos outros e o resultado encontrado será 1 chance em 5,76 x 10 .



Alguns dirão que as estimativas feitas em algumas dessas profecias são grandes demais e que devem ser diminuídas. Outros poderão dizer que algumas das profecias estão relacionadas entre si, de modo que as estimativas devem ser menores. Talvez estejam certos. Por isso quero fazer uma sugestão: que alguém que tenha problemas com esses números que apresentei volte a analisar as profecias e faça o seu próprio cálculo. Os números que serão encontrados ainda assim serão suficientemente grandes para serem conclusivos. Outra sugestão é que também analise outras profecias e calcule as probabilidades de elas se cumprirem. Analise, por exemplo, profecias como aquelas que se referem à cidade de Sidom (Ezequiel 28:20 -23); Cafarnaume Betsaida (Lucas 10:13, 15); a desolação do Egito (Ezequiel 29:12-14; 30:13); etc. Estou certo de que existe um número suficiente de profecias cumpridas para se chegar ao número acima apresentado, mesmo quando os cálculos são feitos por um crítico conservador.

Outros poderão alegar que esses relatos da Bíblia não são profecias, mas relatos históricos escritos depois que os acontecimentos ocorreram. Isso é absurdo, pois todas essas profecias encontram-se no Antigo Testamento e todo mundo reconhece que o Antigo Testamento foi escrito antes de Cristo. Uma dessas profecias cumpriu-se totalmente antes de Cristo. Pequenas partes de duas outras cumpriram-se antes de Cristo e as partes restantes depois. Todas as outras profecias analisadas se cumpriram totalmente depois de Cristo. Caso eliminássemos todas as estimativas feitas para partes de profecias cumpridas antes de Cristo, ainda assim o cálculo de probabilidade indicaria um número tão grande que não se poderia deixar de aceitar a força do argumento.

Tentemos visualizar o que significa uma chance em 5,76 x 1059 Vamos arredondar esse número para 5 x 1059. Suponhamos que tivéssemos esse número de dólares de prata. Qual seria o tamanho de uma pilha dessas?

O volume do sol é mais de 1.000.000 de vezes maior do que o da terra. Entretanto, com esses 5x10 moedas de prata de um dólar daria para se fazer 10 bolas de prata maciça do tamanho do sol.



O grupo de estrelas, que chamamos de nossa galáxia, abrange todas as estrelas que pertencem a esse único grupo. É uma quantidade extremamente grande, de pelo menos 100.000.000.000 estrelas, sendo que cada estrela tem em média o tamanho do nosso sol. A grandes distâncias de nossa galáxia existem outras galáxias parecidas com a nossa, e que contêm aproximadamente o mesmo número de estrelas. Se você fosse contar os 100.000.000.000 de estrelas e as contasse à velocidade de 250 por minuto, você levaria 750 anos, contando dia e noite, e no final você teria contado apenas as estrelas de uma única galáxia.

(Nota: Todos os cálculos são aproximados, e todos os números são expressos com apenas um ou dois dígitos significativos.)

Estima-se que o universo todo tenha cerca de dois trilhões de galáxias, cada uma tendo aproximadamente 100 bilhões de estrelas. Com as nossas 5 x 10 moedas de prata de um dólar poderíamos fazer todas as estrelas de todas as galáxias não apenas uma vez, mas 2 x 905 vezes.

Suponha que tivéssemos marcado uma dessas moedas e a tivéssemos lançado no meio de toda a pilha de moedas, antes de delas fazermos bolas do tamanho do sol. Suponha então que tivéssemos colocado uma venda nos olhos de um homem e lhe tivéssemos dito para ir em todas essas bolas apanhar o dólar que ele achasse ser o dólar certo. Que chance ele teria de achar a moeda certa? Seria uma enorme tarefa olhar em toda essa massa de dólares. Se o nosso homem vendado fosse viajar à velocidade de 100 quilômetros por hora, levaria cinco anos para dar uma única volta ao redor de uma estrela. Isso lhe daria uma diminuta chance de escolher o que poderia ser a moeda marcada, mas, se o tempo gasto nessa estrela fosse de cinco anos, ele gastaria 500 bilhões de anos em cada galáxia. Mas suponhamos que nosso homem fosse extremamente rápido, capaz de passar por todos os dólares existentes em 100 bilhões de estrelas a cada segundo (em vez de 500 bilhões de anos); ainda assim ele levaria aproximadamente 3 x IO9 anos (três bilhões de anos) para passar por toda a massa de moedas. É absurdo imaginar que ele teria alguma probabilidade de apanhar o dólar certo.

A probabilidade dessas onze profecias terem sido escritas com base na sabedoria humana e de terem se tornado realidade é parecida com a possibilidade desse homem, com uma venda nos olhos, apanhar o dólar certo. Mas essas profecias, e muitas outras, tornaram-se realidade. Só podemos então tirar uma única conclusão: Deus inspirou a redação de cada uma dessas profecias. Que prova melhor alguém poderá pedir da inspiração da Bíblia?

Em Isaías 42:23 o profeta externou o desafio aos deuses pagãos:



"Anunciai-nos as cousas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses".

Deus aceitou esse desafio. Predisse um grande número de acontecimentos que iriam ocorrer no futuro. Esses eventos aconteceram exatamente como foram preditos, muito embora em alguns casos houvesse um espaço de milhões de anos até o cumprimento. Deus demonstrou pela sua sabedoria que é o nosso Deus sobrenatural. Não temos alternativa senão crer.
CONCLUSÃO
O que pareceu ser um grande golpe contra a fé cristã, a invasão da Terra Santa pelos muçulmanos e o fracasso militar que as Cruzadas experimentaram no final, é na realidade uma grande vitória para o cristão. Os muçulmanos precipitaram o cumprimento final de muitas profecias. Só neste estudo quantas cidades que eram objeto de condenação caíram durante as cruzadas e as invasões muçulmanas? Ou caíram diretamente como conseqüência desses eventos? (Tiro, Petra, Samaria, Ascalom). É bem irônico que o aparente inimigo do cristianismo, após uma análise mais minuciosa, seja o principal fantoche utilizado pelo Senhor para completar seus objetivos na Era da Igreja.

A surpreendente verdade, que está se tornando clara como conseqüência direta deste estudo, é que a mão de Deus está mexendo diretamente na história. Esses profetas não tinham controle algum sobre o cumprimento do que diziam, e jamais afirmaram falar por sua própria autoridade. Afirmaram ser profetas do Deus vivo e, conseqüentemente, o Deus vivo é diretamente responsável pelo cumprimento desses juízos.



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60. YOUNG, E. J. htroduction to the Old Testament. Grand Rapids,

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capítulo 12 :
A Singularidade

da Experiência

Cristã...

A seguir você tem um esboço preparado para ajudá-lo a usar com eficácia este material


1A. INTRODUÇÃO

1B. Definição da Experiência Cristã

2B. Necessidade da Experiência Cristã
2A. O SIGNIFICADO IMPAR DA EXPERIÊNCIA CRISTÃ

1B. Seu Ponto de Convergência — Jesus Cristo

2B. Sua Realidade Objetiva

3B. Sua Universalidade
3A. TESTEMUNHOS DE EXPERIÊNCIA CRISTÃ
1A. INTRODUÇÃO
1B. O que é a Experiência Cristã?
A experiência cristã é o estado ou condição operado na natureza mental, moral e espiritual do homem, através do poder do Espírito Santo, como resultado do estabelecimento de um relacionamento pessoal com o Cristo ressurreto.
2B. A Necessidade da Experiência Cristã
A experiência cristã tem que ser relevante em todas as fases da vida humana. Em Protestam Christian Evidences (Provas Cristãs Protestantes), Bernard Ramm afirma que "o que quer que seja aceito como verdade deve ter relação direta com a vida e a experiência... É de se duvidar se o cristianismo teria tido a influência que teve e tem em milhões de pessoas caso lhe faltasse uma relação direta com a vida e a experiência, muito embora tivesse erigido um edifício teológico e filosófico tão imponente. Por ser verdadeiro, o cristianismo deve ser relevante para cada aspecto significativo do universo e da experiência humana. Deve não apenas fornecer o material para a elaboração de uma grande filosofia — o teísmo trinitário cristão — e de uma grande teologia, mas também ser relevante para a experiência, isto é, ter relação com ela". 38/208

O cristianismo fracassa se não puder ser aplicado à vida na terra. Por outro lado, a experiência cristã não tem significado algum caso a vida morte e ressurreição de Cristo não sejam fatos históricos. As duas coisas são interdependentes e inseparáveis. No entanto, as provas favoráveis à validade de ambas são surpreendentes. Conforme afirma Kenneth Scott Latourette, renomado historiador da universidade de Yale, "nunca Jesus teve uma influência tão vasta e tão profunda na humanidade como nas últimas três ou quatro gerações. Através dEle milhões de indivíduos têm sido transformados e têm começado a viver o tipo de vida que Ele exemplificou". 26/227

Kenneth Scott Latourette prossegue dizendo: "Através dEle têm surgido movimentos na sociedade, os quais têm tornado possível aquilo que a humanidade crê que é o melhor para ela — com reflexos na transformação interior das vidas humanas, na ordem política, na produção e distribuição de bens que atendam às necessidades físicas dos homens, na cura de enfermidades físicas, nas relações entre as raças e entre as nações, nas artes, na religião e nas conquistas da inteligência humana. Medido pelas conseqüências que se seguiram, o nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus têm sido os acontecimentos mais importantes da história do homem. Medido pela Sua influência, Jesus é essencial à vida humana". 26/227


2A. O SIGNIFICADO IMPAR DA EXPERIÊNCIA CRISTÃ
1B. O Ponto de Convergência da Experiência Cristã — Jesus Cristo
Muitas pessoas têm a idéia de que a conversão cristã é uma experiência psicologicamente induzida, provocada por uma lavagem cerebral no indivíduo, mediante o emprego de palavras persuasivas e apresentações emotivas de "mitos cristãos".Um evangelista é visto como um psicólogo que manipula mentes fracas e desamparadas, fazendo-as se conformarem aos seus pontos-de-vista.

Alguns até chegaram a sugerir que se pode explicar a experiência cristã com base nos reflexos condicionados. Tais pessoas afirmam que qualquer um, depois de ficar repetidas vezes exposto ao pensamento cristão, pode ser apanhado numa espécie de "hipnose espiritual" em que reagira mecanicamente, isto é, de determinadas maneiras, em determinadas

condições.



Em Você Pode Explicar Sua Fé? Paul Little conclui que "tentar explicar toda experiência cristã a partir da psicologia é algo que não se ajusta aos fatos". Ele acrescenta que "se pode descrever psicologicamente a experiência cristã, mas isso não explica por que ela ocorre nem nega sua realidade". 29/178

A "razão" da experiência cristã é a pessoa de Jesus Cristo. Esse fato distingue o cristianismo de todas as demais religiões, pois é somente o cristianismo que proporciona uma fonte inteiramente nova de poder para viver.

Robert O. Ferm comenta acerca da singularidade da conversão cristã: "Para o cristão esse novo centro de energia é a pessoa de Cristo. A diferença entre o cristão e o não-cristão passa então a ser, não a diferença de sintomas psicológicos, mas o objeto em torno do qual se integra a nova personalidade. O que, então, torna diferente a conversão cristã é Cristo". 16/225

Além do mais, esse "objeto" de nossa fé não é alguma invenção filosófica produzida pela mente humana, mas uma realidade histórica e física. Os capítulos anteriores apresentaram provas surpreendentes em favor disso.

O Deus do cristianismo não é um Deus imperceptível, desconhecido, mas um que possui atributos e características específicos, os quais estão revelados nas Escrituras. Ao contrário de algumas religiões que se dedicam a um deus místico, os cristãos põem sua fé num Deus que pode ser identificado e que se revelou na história ao enviar Seu Filho, Jesus Cristo. Os cristãos podem crer que seus pecados foram perdoados, porque o perdão foi alcançado e registrado na história mediante o derramamento do sangue de Cristo na cruz. Os cristãos podem crer que Cristo vive agora dentro deles porque Ele ressuscitou dos mortos na história.


2B. A Importância de uma Realidade Objetiva por detrás da Experiência Subjetiva.
Recentemente eu estava apresentando meu testemunho durante um debate numa aula de História e, quando eu estava quase terminando, o professor daquela turma se dirigiu a mim e comentou: "Veja, McDowell, estamos interessados em fatos, não em testemunhos. É que eu já tive contato com dezenas de pessoas de todo o mundo que têm sido transformadas por Cristo". Eu o interrompi e disse: "Obrigado pela sua observação . Deixe-me apenas concluir o que estou compartilhando e então farei comentários sobre suas colocações".

Depois de dar meu testemunho de como Cristo transformou minha ^da, desenvolvi o seguinte raciocínio perante a classe: "Muitos de vocês estão dizendo: 'Cristo transformou a sua vida, e daí?' Uma coisa que para mim tem confirmado a realidade da ressurreição de Jesus Cristo dois mil anos atrás é a transformação das vidas de milhões de pessoas quando, pela '^> passam a se relacionar com a pessoa de Jesus. Embora oriundas de todos os níveis e procedentes de todas as nações do mundo, são transformadas de maneiras impressionantemente parecidas. Desde o professor mais brilhante até o selvagem mais ignorante, quando alguém confia em Cristo sua vida começa a mudar".



"Alguns dizem que isso não passa de força do pensamento, ou simplesmente se recusam a analisar a questão dizendo que isso não prova nada. Para um cristão, por detrás de sua experiência subjetiva existe uma realidade objetiva servindo de base. Essa realidade objetiva é a pessoa de Jesus Cristo e Sua Ressurreição".

"Por exemplo, digamos que um aluno entre nesta sala e diga: 'Gente, tenho um tomate refogado dentro do meu tênis direito. Este tomate transformou a minha vida. Deu-me paz e amor e alegria como eu nunca experimentei antes, mas não é só isso. Agora eu consigo correr os 100 metros em 11 segundos marcados"'.

"É difícil argumentar com um aluno desses se a vida dele sustenta o que afirma (especialmente se, na pista de atletismo, ele consegue dar muito mais voltas que você). Um testemunho pessoal é, com freqüência, um argumento subjetivo em favor da realidade de alguma coisa. Portanto, não faça pouco caso de uma experiência subjetiva, achando que é irrelevante."



"Existem duas perguntas ou testes que faço a uma experiência subjetiva. Primeiro, qual é a realidade objetiva por trás da experiência subjetiva? E, segundo, quantas outras pessoas têm tido a mesma experiência subjetiva como resultado de se identificarem com essa realidade objetiva? Quero agora aplicar essas perguntas ao aluno com o 'tomate refogado' dentro do tênis direito."

"À primeira pergunta ele daria a seguinte resposta: 'Um tomate refogado dentro do meu tênis direito'. Então a segunda pergunta seria expressa da seguinte maneira: 'Quantas pessoas nesta sala, universidade, neste país e neste continente, etc, têm experimentado o mesmo amor, paz e alegria, e um aumento na sua velocidade na pista de atletismo, como resultado de um tomate refogado dentro de seu tênis direito?'"

A essa altura, a maioria dos alunos de História caiu na gargalhada. Eu não os culpei, porque era óbvio que a resposta à segunda pergunta era: 'Nenhum!'

Bem, eu tive de aplicar essas mesmas duas perguntas à minha própria experiência subjetiva:
1. Qual é a base ou realidade objetiva para minha experiência subje tiva — uma vida transformada?

Resposta: a pessoa de Cristo e Sua ressurreição.

2. Quantas outras pessoas têm tido esta mesma experiência como resultado de se identificarem com a realidade objetiva, Jesus Cristo?
Conforme se vê nas páginas seguintes são surpreendentes as provas de que, verdadeiramente, milhões de pessoas de todas as origens, nacionalidades e profissões tenham visto suas vidas experimentarem novos níveis de paz e alegria pelo fato de as entregarem a Cristo. De fato, o professor de História confirmou isso ao dizer: "Eu já tive contato com dezenas de pessoas de todo o mundo que têm sido transformadas por Cristo".

Àqueles que dizem que isso não passa de uma ilusão só resta dizer: Mas que ilusão mais poderosa! E. Y. Mullins escreve: "Um alcoólatra que aceitou a Cristo, tendo lembranças marcantes de um passado sem esperança e cheio de derrotas e tendo uma nova sensação de poder através de Cristo, estava respondendo à acusação de que 'sua religião era uma ilusão'. Ele disse: 'Graças a Deus pela ilusão. Essa ilusão deu roupas para os meus filhos, e pôs sapatos em seus pés e comida em suas bocas. Transformou-me num homem e trouxe alegria e paz ao meu lar, que vinha sendo um inferno. Se é uma ilusão, espero que Deus a envie aos que estão, em todos os lugares, escravizados pela bebida, pois a escravidão que experimentam é uma terrível realidade'".34/294, 295



Para uma análise mais detalhada do argumento subjetivo, veja o excelente capítulo "É Válida a Experiência Cristã", no livro Você Pode explicar sua Fé? de autoria de Paul Little.
3B. A Universalidade da Experiência Cristã
As afirmações de grande número de pessoas que confessam a Cristo são surpreendentemente parecidas, não importa qual o local, a época, o ambiente ou a formação de cada uma delas. Elas confirmam que Cristo satisfaz as mais profundas necessidades mentais e espirituais de todas as mentalidades, idades, raças e nacionalidades. As seguintes citações vêm em apoio a estas afirmações.

Bernard Ramm: "Nós, cristãos, sentimos que temos tido as mesmas experiências básicas... Nós não apenas dizemos as mesmas coisas, mas temos os mesmos sentimentos em relação a elas e a mesma consideração. É espírito dando testemunho a espírito. A razão básica é que temos sido salvos pelo mesmo Deus, através do mesmo Salvador e pelo mesmo Evangelho". 38/214

K Y. Mullins: "Pelo menos para mim, possuo provas irrefutáveis da existência objetiva da Pessoa que está me impulsionando. Quando acrescento a esta experiência pessoal a de milhões de cristãos ainda vivos e de uma seqüência ininterrupta de cristãos que já faleceram, seqüência que chega até Cristo, e quando encontro no Novo Testamento o registro de várias experiências iguais, junto com uma explicação clara sobre a origem e a causa dessas experiências todas, minha certeza se torna absoluta. Uma das mais urgentes dentre todas as responsabilidades que tem o cristão moderno é afirmar clara e vigorosamente as certezas da experiência cristã". 34/284, 285

Gordon Allport: O cristianismo "..tem tudo. Para a mente mais teórica, o cristianismo permite acomodar tudo o que a ciência consegue descobrir e ainda desafia a ciência a se aprofundar mais e mais. Para a mente Preocupada com o aspecto social, o cristianismo oferece um excelente Caminho para a justiça em todas as relações sociais, até mesmo uma solução para os problemas de guerra. Para a mente estética, proporciona uma c°ncepção absolutamente satisfatória de harmonia e beleza. Para os que se Preocupam com política e economia traz sentido para as questões relativas à produção e ao poder, e apresenta um guia de conduta".

Allport prossegue dizendo que "os alvos e ideais do cristianismo estão sempre além daquilo que qualquer ser humano consegue atingir plenamente. 0 cristianismo jamais é capaz de saturar porque até para os mais santos, a perfeição cristã está mais adiante. Os objetivos cristãos são elevados demais para que se possa alcançá-los completamente. Tendo experimentado a bênção da certeza, e mesmo que seja por um só momento, você jamais ficará satisfeito, mas será levado a tentar recuperar e ampliar essa experiência para a sua vida inteira". 3/20, 21

Em resumo, fica claro que é o conteúdo da fé cristã que a torna diferente de qualquer outra. Robert O.Ferm conclui: "É por essa razão que é preciso insistir que se deve estudar todo o fenômeno da conversão, não do ponto-de-vista do psicólogo, mas daquele que estuda as Escrituras, pois o psicólogo não tem meio algum para julgar a autenticidade dessa experiência. Por essa razão ele deve passar a estudar pessoalmente as Escrituras, estar plenamente informado a respeito, nascer de novo pelo Espírito de Deus, caso queira estar preparado para estudar o fenômeno da conversão dos evangélicos". 17/225
3A. UM NÚMERO ENORME DE CONVERSÕES E VIDAS TRANSFORMADAS
Os testemunhos apresentados a seguir, dados por homens e mulheres dos mais diferentes contextos, demonstram a unidade da experiência cristã. Embora cada um tenha uma formação, uma profissão ou uma cultura diferente, ainda assim cada um aponta para o mesmo objeto como a fonte de um novo poder que transforma vidas — Jesus Cristo. Multiplique esses testemunhos pelos de outros milhões e você começará a ter uma idéia aproximada do impacto que Cristo tem tido no mundo nestes últimos dois mil anos.

É válida a experiência cristã? As pessoas mencionadas a seguir e milhões de outras acreditam que sim, e têm vidas novas confirmando o que

dizem.


Ao ler estes 58 testemunhos, você descobrirá que Deus Se revelou ao homem de muitas e diferentes maneiras. Deus Se revela da maneira certa a cada pessoa.


DIFERENTES PROFISSÕES



  1. ESPECIALISTA EM COMPUTAÇÃO


"Quando acontece a conversão a Cristo, Deus se esquece de nossos pecados, mas Ele não os apaga de nossa memória. Continuamos em condições de sermos 'lidos'. Mas através de Jesus Cristo ganhamos a capacidade de dizer para Deus: 'Assuma a operação'. Isso implica o bloqueio de certas informações e a liberação de outras. Homens e computadores não são a mesma coisa, pois o computador não tem amor, nem pecado. Mas somos parecidos em que as instruções são resultado de decisões. Somos controlados por instruções, mas essas instruções humanas, que controlam o comportamento humano e os padrões de reação, são condicionadas por decisões anteriormente experimentadas. O jogo de golfe, por exemplo, não se torna parte integrante de nós até que comecemos a balançar o taco, preparando-o para a jogada. As decisões que tomamos abrem perspectivas de atividades, que antes não nos eram disponíveis.

É um verdadeiro milagre quando acontece um renascimento espiritual. Um acontecimento desses ocorreu em minha vida. Bem, mesmo o computador mais perfeito tem um mau desempenho, caso, sem que saibamos, haja informações imprestáveis armazenadas em determinadas áreas. A maioria dos programas complexos de computador tem de ser depurada. As instruções humanas formam-se ao longo da vida através das experiências tidas e das decisões tomadas (o que é muito complexo). Um ser humano é incapaz de intencionalmente apagar quaisquer decisões anteriores, não importa o quanto ele deseje fazê-lo, da mesma forma como um computador é incapaz de depurar o seu próprio programa. A fim de tornar o sistema operacional, antigas instruções erradas têm que ser canceladas e deve-se armazenar novos padrões de instrução. E é isso o que exatamente aconteceu em minha vida quando pedi a Jesus Cristo que viesse habitar em mim e evitasse que eu fizesse o que Ele não desejava". 43/8,9



O dr. Gerhard Dirks foi consultor administrativo na área de pesquisa e desenvolvimento da IBM. Nascido em Herbsleben, na Alemanha, o dr. Dirks é doutorado em Direito pela Universidade de Leipzig, na Alemanha. Atualmente ele detém várias importantes patentes de estruturas de memória dos modernos computadores eletrônicos.

2. POLICIAL
"Já estive dos dois lados da cerca: já fui membro de quadrilha e também policial. Tenho visto tragédias, pessoas deformadas permanentemente no seu físico, prejuízos causados à propriedade, vidas desperdiçadas, e tenho visto a morte como resultado do pecado.

Toda a minha maneira de encarar a vida mudou desde que Cristo veio habitar em minha vida e, sendo um policial cristão, enxergo as coisas de um modo bem diferente. Em todos os meus serviços eu estou constantemente cônscio de que devo compartilhar o maravilhoso plano divino de salvação com os outros enquanto continuo 'patrulhando para Deus'."

Melvin Floyd foi eleito pela organização Nacional Jaycees como um dos "Dez Jovens de Destaque nos Estados Unidos" no ano de 1969.




3. EX-PROSTITUTA
Esta é uma citação do livro de Arthur Blessitt Tumed On To Jesus (Ligado em Jesus):

"Certa noite, quando os negócios iam mal, encontrei Linda vestida num biquíni e toda contorcida numa cadeira reclinável, ali no bar do Al.

'As coisas vão indo muito bem', disse ela puxando conversa. 'Está tudo bem, não tenho mais problema nenhum'.

'Você está mentindo e você sabe disso', disse eu. 'Você não é feliz. Você é uma pobre infeliz. Se você fosse realmente feliz, você não precisaria ficar tomando todas essas drogas para ficar dopada e tentar se livrar da culpa.'



'Arthur Blessitt, consigo lidar com todas as pessoas, menos com você. Você está certo. Sou uma pobre infeliz. Hoje eu tentei pular do carro do Al enquanto estávamos na auto-estrada. Ele me segurou firme pelo braço e me puxou para dentro.'

Compartilhei Cristo com Linda por mais de uma hora.



Funcionou! Foi uma das mudanças mais inesperadas com que eu já me defrontei. Linda se ajoelhou junto comigo e orou, lágrimas lavavam sua maquiagem, deixando marcas pelo rosto. Depois que oramos ela olhou para cima e seus olhos brilhavam.

'Estou salva!",disse ela com muita alegria. 'Jesus me encontrou e eu vou voltar para cuidar do meu filhinho.'



Ainda ajoelhados, ouvimos tocar a campainha. Levantei-me e fiu até a porta.

'Já estão funcionando?', indagou o cliente, um cinqüentão com cabelo cortado rente e óculos de aro de tartaruga.

'Sim, pode entrar.'



Ao entrar, entreguei-lhe um dos meus folhetos sobre a Grande Pergunta. Aproximou o folheto para perto do rosto e pareceu perturbado enquanto lia. Então olhou para Linda, ainda ajoelhada. Começou a voltar para a porta. 'Devo estar no lugar errado'".3/128

4. PILOTO NAZISTA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
"Moelders foi um coronel da Luftwaffe, o ás dentre todos os ases da Alemanha, premiado com a mais alta condecoração dada por seu país aos seus combatentes — Cavaleiro da Cruz de Ferro, com Folhas de Carvalho e Diamantes.

Desceu do avião todo perfurado de tiros. Seus olhos estavam fixos. As mãos geladas tremiam; o corpo ainda tomado de emoção. Werner Moelders havia visto o rosto da Morte, e estava transformado. Naqueles momentos terríveis, quase sem o perceber, ele havia cochichado: 'Deus, Deus Todo-poderoso que estás nos céus - livra-me desta situação. Só TU podes me salvar!' Suas palavras ecoaram na carlinga do avião — 'Só Deus pode salvar...'

De volta ao alojamento, Moelders trancou-se a sós. Ele precisava de tempo para pensar. Era óbvio que a fé em Hitler e no nazismo era incapaz de dar-lhe forças. Em sua mente ele voou de volta ao lar em Stettin, aos seus pais bastante religiosos, ao seu bondoso pastor. Ele se lembrou da história da Cruz e do amor redentor de Deus em Cristo Jesus, que havia morrido por pecadores como ele. E ele sabia que jamais teria conseguido sobreviver àquele terrível perigo, caso não tivesse clamado ao Deus eterno. O medo havia lhe ensinado a fé.

Agora, liberto para sempre do pesadelo do nazismo, sentiu-se aliviado, feliz; uma sensação da realidade de Deus encheu seu coração de paz. Sentou-se e pôs seus pensamentos no papel, numa carta ao pastor em Stettin...

Dia após dia Moelders falava a seus colegas a respeito da fé que tinha e a respeito do amor de Deus em Cristo Jesus. Mas isso não agradou seus superiores. Num misterioso acidente, morreu o mais famoso ás da Alemanha — silenciado para sempre; pelo menos é o que criam os líderes nazistas...

A Gestapo entrou em ação contra os fiéis amigos de Moelders que copiaram e distribuíram sua carta. Foi oferecida uma recompensa de 40.000 dólares a quem quer que denunciasse alguém que cresse naquilo que Moelders cria e estivesse passando adiante aquela carta. 10/22-25
5. EX-CRIMINOSO
"Andando de um lado para outro na cela da prisão, Leo D'Arcangelo estava profundamente perturbado. E quem é que não estaria se estivesse no lugar dele, tendo de enfrentar o que vinha pela frente?

Menino ainda, com apenas onze anos, havia apanhado a bolsa de uma senhora dentro de um bonde lotado. Foi o começo.

Passaram-se cinco anos roubando até que, aos dezesseis, fosse preso pela primeira vez numa loja de departamentos, na Filadélfia.



Pouco depois de ser solto começou a tomar heroína na veia. Tem início a seqüência aparentemente interminável de prisões: novembro de 1954 por uso e porte de drogas, janeiro de 1955 por bater carteiras. Pouco depois, foi preso em Los Angeles por ter deixado de se apresentar durante a condicional.

...Enquanto caminhava pela cela, percebeu umas poucas palavras rabiscadas ali na parede.

'Quando você chegar ao fim da sua viagem e este problema estiver torturando a sua cabeça, e parecer que não existe nenhuma outra saída senão apenas chorar, volte-se para Jesus, pois é Ele que você tem que encontrar'.

Essa frase fez com que começasse a pensar.

Este é o fim da minha viagem. E o que é que eu consegui com isso? Nada além de um passado péssimo e um futuro ainda pior.

Jesus, preciso da sua ajuda. Tornei a minha vida um lixo e este é o fim da viagem, e todo o meu choro não vai mudar o meu passado. Jesus, se puder mudar a minha vida, por favor, faça isso. Ajude-me a fazer o amanhã diferente.

Pela primeira vez Leo sentiu alguma coisa além de desespero.

... Libertado da prisão em setembro de 1958, Leo recebeu o diploma de segundo grau e foi estudar numa faculdade, a Faculdade Estadual de West Chester, e em seguida num seminário, o Seminário Episcopal Reformado, localizado na Filadélfia.

Atualmente trabalha ativamente em capelania penitenciária e atua como conferencista em reuniões de igrejas e de mocidade". 25


6. MINISTRO
"Nas duas primeiras igrejas que pastoreei preguei tudo sobre o que eu sabia: honestidade, fé (sem saber o que significava), bons hábitos, freqüência à igreja, honra e uma constante exortação a ser 'bom', a servir a Deus. Eu falava a respeito dos frutos desconhecendo suas raízes. Naquela época o entusiasmo me impulsionava — o entusiasmo e o vigor da juventude. Mas essas duas coisas não foram suficientes.

A religião de minha esposa consistia de uma crença em Deus, adoração do que é belo, uma ética social e pessoal, estética, música agradável, pores-do-sol e uma apreciação pela natureza. Eu cria em conversão, pregava conversão, mas não sabia o seu significado.

Nosso casamento estava começando a enfrentar dificuldades.



Minha esposa cria numa coisa. E eu noutra. Decidimos estudar a respeito de Jesus, sem qualquer tipo de ajuda e isso fizemos com um pequeno grupo no Canadá, durante o espaço de sete semanas... Começou a ficar claro para mim que se eu entregasse minha vontade nas mãos de Deus... isso seria a mesma coisa que fazer a vontade de Deus... Eu estava me dedicando a Deus, a tudo de Deus que eu conseguia ver em Jesus, mais a tudo de Deus que seria revelado no dia seguinte e no outro dia e no outro... A luz irrompeu dentro de mim. Chorei como uma criança dizendo para minha esposa: 'Eu tenho estado errado. Eu tenho estado profundamente errado'. Todos esses anos havia pregado apenas ética, ética social e pessoal, mas não o evangelho... O evangelho era o Cristo vivo que veio habitar em mim. Ele me libertou. Ele me deu a certeza de que meus pecados foram perdoados... Surgiu um novo centro que atriu todas as minhas preocupações sociais — agora elas não estavam mais centralizadas no espaço humano — estavam centralizadas em Cristo... Passei a experimentar uma certa medida de força interior". 23/125-127
7. JOGADOR DE BEISEBOL DO TIME 'DALLAS COWBOYS"

"Santo Agostinho disse: 'Tu nos fizeste para Ti mesmo, ó Deus, e nossos corações não encontram descanso enquanto não descansarem em Ti'.



Pois eu descobri essa verdade com a idade de 33 anos. Creio que o fato maiá desapontador da minha vida é que eu esperei tanto tempo para descobrir a comunhão com Jesus Cristo. Como a minha vida teria sido muito mais maravilhosa se eu tivesse dado esse passo muitos anos antes!”

Tom Landry



8. JOGADOR DE GOLFE
Em 1974 Rick Massengale, um jogador profissional de golfe, estava pronto a trocar os tacos pelo chapéu de fazendeiro. Igual ao seu jogo de golfe, a vida tinha perdido a vibração. Massengale estava pensando em abandonar o esporte para se dedicar ao ramo dos laticínios.

Magro devido ao esforço físico despendido pelo circuito da Associação de Golfistas Profissionais dos Estados Unidos, com o casamento começando a afundar, Massengale passou por muitos sofrimentos durante a sua quinta temporada como profissional, num ano em que seus ganhos caíram para 14.193 dólares por ano.



Certa noite, porém, estava em casa com sua mulher, Cindy, e começou a assistir ao filme The Greatest Story Ever Told (A Maior História Já Contada), que fala da vida de Cristo, A vida do casal - e o jogo vacilante de Rick - experimentou a partir daí uma transformação impressionante.

"Começamos fazendo perguntas e decidimos participar do estudo bíblico realizado por pessoas envolvidas com o circuito de tênis", recorda-se Massengale, que no passado havia sido um esportista de destaque na Universidade do Texas, O evangelista Billy Graham era o orador convidado naquela primeira noite em que participaram.



"Percebi em seguida que, intelectualmente, eu sempre tinha crido que Cristo era o Filho de Deus. Naquela semana, depois de ouvir Billy Graham falar, pedi a Cristo que viesse morar em minha vida."

Com uma nova maneira de ver a vida, Massengale começou a jogar como se fosse um outro golfista. "Quando eu cometia um erro, eu ficava estraçalhado por dentro. Hoje Cristo me deu domínio próprio e tranqüilidade. Um mau desempenho já não é mais o fim do mundo."



Desde essa transformação que Massengale experimentou na sua vida espiritual e mental, ele conquistou alguns campeonatos, inclusive, em 1977, o famoso Bob Hope Desert Classic. A vitória colocou-o numa posição destacada na lista dos que mais ganharam dinheiro naquela temporada. 31/28

Rik Massengale



9. TENISTA
Recordando-se de uma partida de tênis, Stan Smith diz: "Eu estava tentando descobrir onde tinha ido parar a minha confiança. Afinal, não era verdade que eu sempre tinha tido confiança em meu jogo?"

"Nem sempre. Pelo menos não até chegar ao segundo ano da faculdade. Naquele ano comecei a me reunir com um grupo de atletas na Universidade do Sul da Califórnia. Eram pessoas diferentes de todas as que eu já tinha conhecido — e me falaram a respeito de uma pessoa inteiramente nova e estimulante para mim — Jesus Cristo. Já perto do fim daquele ano entreguei minha vida nas mãos dEle. Pedi-Lhe que desse mais sentido â minha vida. Ele me ajudou a me encontrar e me deu autoconfiança.

Minha frustração pareceu desaparecer. Experimentei confiança de novo.

Cristo me ajudou a vencer a mim mesmo. Agora é muito claro para mim que em todas as coisas devo ser um espelho dos ensinamentos dEle". 46

Stan Srnith


10. JOGADOR DE FUTEBOL AMERICANO
"O meu futuro, sem dúvida, vai muito além do futebol, e é exatamente isso que me deixa animado. O cristianismo é a parte mais importante da minha vida e eu sempre irei falar sobre ele. Eu tenho a felicidade de ter sido abençoado com certos talentos e habilidades, e eles são a razão de ter me tornado uma pessoa conhecida, ocupando uma posição que atrai a atenção e que faz com que os outros me ouçam. Eu estaria rejeitando o amor e as bênçãos de Deus caso não aproveitasse ao máximo as oportunidades de falar sobre minha fé, sobre por que é tão preciosa para mim. Para desfrutar ao máximo algo tão belo como isso, é preciso partilhar isso com os outros...

Nosso mundo é bem dinâmico, andando a passos rápidos. Ele pode se tornar terrivelmente agitado. Algumas vezes parece que sua cabeça vai fundir quando começa a pensar em tudo o que está acontecendo. Parece que as coisas estão acontecendo uma atrás da outra, sem parar, de maneira que você simplesmente não consegue desfrutar uma paz íntima. Para mim existe uma solução bem simples para esses problemas. Se você tiver um relacionamento com Cristo, Ele lhe dará paz interior. Se tentarmos viver sem pensarmos apenas na vida terrena em que estamos diariamente envolvidos, não haverá problemas como Watergate, guerras, adultérios, preconceitos e crimes. Se olharmos para além desta vida, poderemos suportar qualquer coisa em nossas vidas porque, estaremos vivendo para Deus e não para nós mesmos..." 47/274, 275, 279
11. M1SS AMÉRICA 1973
"Desde quando era bem pequena, eu sonhava em ser uma cantora profissional e uma atriz, e ver o meu nome na marquise de um teatro. Depois de um ano na faculdade, tive minha primeira oportunidade de cantar junto com um pequeno grupo em cabarés, no meio-oeste dos Estados Unidos. Foi quando eu fui pega de surpresa por uma porção de coisas para as quais eu não estava preparada: alcoolismo, péssimos casamentos e um monte de gente que estava tentando fugir da realidade.

Então, em 1970, me uni ao conjunto New Christy Minstrels. Mas também me desiludi com essa experiência, pois fizemos apresentações em 50 semanas durante o ano, enfrentando todos os tipos de dificuldades. Assim mesmo eu estava cada vez mais decidida a fazer qualquer coisa que fosse preciso para chegar lá em cima.

Tudo isso mudou depois de uma apresentação numa universidade batista em Kansas. Durante a apresentação o pessoal batia palmas todas as vezes que mencionávamos qualquer coisa sobre Deus ou Jesus Cristo. Naquela hora pensei que estavam malucos, mas, depois, enquanto eu estava num automóvel, uma das alunas cristãs se aproximou e começou a conversar comigo.

Por alguns momentos falamos de trivialidades sobre a vida artística e a vida na estrada, viajando sempre. Então ela me fez uma pergunta que ninguém antes me havia feito em todos os meus 22 anos de vida: 'Você é cristã?' Quando respondi que cria em Deus, ela disse: 'Não, você não compreendeu,' e rapidamente me explicou a respeito do amor de Deus e do desejo que Ele tinha de ter um relacionamento comigo através de Jesus Cristo.

Ela me deu um livreto das Quatro Leis Espirituais e me disse para que o lesse aquela noite de modo que, no dia seguinte, pudéssemos conversar a respeito na hora do café da manhã. Fiquei com vontade de fazer o que ela dizia, pois vi que ela tinha uma paz que eu não tinha, a paz que eu estava procurando. Comecei a apenas folhear o folheto até que percebi como era curto e objetivo. Antes de me dar conta do que acontecia, estava lendo a oração sugerida no fim do folheto e pedindo a Deus que me perdoasse e me desse a paz que nunca tinha encontrado na vida artística.

No dia seguinte aquela moça cristã demonstrou uma alegria genuína acerca de minha decisão e manifestou ainda mais amor por mim como fazia muito tempo eu não experimentava pessoalmente. E quando nosso grupo estava para partir, deu-me uma Bíblia e disse: 'Não importa se você estiver muito ocupada — se você ler apenas um capítulo por dia, prometo-lhe que sua vida mudará'.

E mudou. Comecei a perceber que Jesus era alguém que compreendia a mim e as minhas inseguranças e incertezas a respeito da vida artística. Coisas bem específicas também mudaram em minha vida. Eu estava bem gorda e naquela época fumava um maço e meio de cigarros por dia. Isso mudou, e com isso também mudou a auto-imagem negativa que sempre tive de mim mesma.

Logo depois que deixei aquele conjunto, vi-me de novo em minha casa, em DePere, estado de Wisconsin, sem qualquer dinheiro e sem qualquer meio de conseguir a preparação profissional para ser cantora e atriz. Foi quando uma amiga minha me incentivou a participar do concurso Miss América — embora eu me sentisse Velha' aos 22 anos de idade. Ela argumentou dizendo que, por ser um concurso limpo e sem apelação, eu não teria de transigir a minha crença e talvez até ganhasse a bolsa de estudos que eu precisava.

A partir daquele ponto, Deus começou a abrir as portas, fazendo acontecer o Seu plano para minha vida. Esse plano incluía eu me tornar Miss América 1973. Então, durante meu reinado, Deus operou mais mudanças — em minha maneira de ver minha carneira e meu futuro. Percebi que, embora estivesse orando a Deus, pedindo-lhe orientação para minha carreira, na verdade eu não estava prestando atenção às Suas respostas. Agora entendo que, antes de mais nada, minha responsabilidade é para com Deus, em segundo lugar é para com meu marido (Tom) e os filhos que vieram. Depois disso posso começar a pensar numa carreira.

É engraçado como Deus também me deu um desejo de me conformar à Sua vontade. Talvez Ele ainda me leve a ter uma ocupação de tempo integral — assim como me levou a produzir um álbum de disco com músicas evangélicas e a começar a escrever um livro. Só que agora minha motivação é diferente. Já não me importo em querer estar no palco, sendo o centro das atenções de todos — porque descobri que as únicas coisas duradouras são aquelas que fazemos para Cristo". 6/15, 16

Terry Meeuwsen Camburn



12. BILIONÁRIA

"Vestida de um jeito bem simples que quase chega a chamar a atenção, June está cercada pelo império de seu pai, com sede em Dallas, estado do Texas, nos Estados Unidos. Esse império possui bens calculados em bilhões de dólares. São petróleo, indústria eletrônica, imóveis, investimentos, indústria farmacêutica e indústria de cosméticos.

O que é ser a filha de um dos homens mais ricos do mundo? June responde com seu jeito sulista de falar arrastado e macio: 'Para mim a minha fase de crescimento representou a oportunidade de fazer muitas coisas. Agora tenho a oportunidade de fazer as coisas para as quais tenho mais capacidade'.

June identifica o início de sua vida cristã ativa com um certo dia durante a adolescência, quando veio a conhecer o Senhor. Ela explica: 'Fui educada numa denominação que não explicava o verdadeiro sentido da salvação. Então meu pai nos levou para freqüentar uma igreja que cria na Bíblia. Aos quinze anos de idade notei que algumas pessoas na igreja tinham um tipo de vida que era diferente, e tentei descobrir o que era. Pensei que seria capaz de imitá-las em seu estilo de vida simplesmente observando-as. Quando me indagaram se eu era cristã, respondi que sim, sem perceber a enorme diferença entre religião e um relacionamento com Jesus Cristo. O fato de você ir a uma garagem não torna você um automóvel. Minhas idas a uma igreja cristã não me tornavam cristã'.

'Alguém explicou Apocalipse 3:20 para mim: Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei...! Sou uma pessoa que analisa tudo, de modo que pesei os prós e os contras de me tornar cristã: o que eu ganharia e o que eu perderia. Cheguei à conclusão de que valia a pena correr todos os riscos, caso Ele pudesse me dar a qualidade de vida que eu estava procurando, de modo que com quinze anos de idade convidei Cristo para entrar em minha vida'.

Naquele momento, June nem se deu conta de que esse era apenas o primeiro passo para o seu atual objetivo de servir ao Senhor.

Cantar músicas com mensagens sobre Cristo é o que a violonista de Dallas realmente gosta de fazer, e cantar é o que ela faz em convenções, cruzadas, reuniões de mocidade e grupos de mulheres cristãs.

'Desejo compartilhar a vida abundante que Jesus Cristo oferece a cada um que O aceita'.

E isso vale muito mais que um bilhão de dólares." 50

June Hunt

13. DESENHISTA DE HISTÓRIA EM QUADRINHOS

"Sou filho único. Minha mãe morreu na mesma semana em que eu nasci.

Antes de prestar o serviço militar conheci um pastor de uma igreja local... Comecei a freqüentar os cultos daquela igreja.

... Quanto mais eu pensava sobre a questão durante aqueles estudos bíblicos, mais eu percebia que eu realmente amava a Deus.

... Não consigo indicar um momento específico de entrega a Cristo; foi tão de repente que cheguei 'ali', que não sei quando exatamente aconteceu de eu chegar até ele.

Tenho uma constante gratidão a Deus pela paciência que tem comigo e com todos nós. Não consigo deixar de me emocionar cada vez que leio as coisas que Jesus disse, e estou cada vez mais convencido da necessidade de segui-lO.Para mim Jesus significa o seguinte: nEle somos capazes de ver a Deus e de compreender os Seus sentimentos para conosco".42

Charles Schultz



14. ARTISTA DE CINEMA
'"Atingi muitos dos meus objetivos. Tinha uma linda esposa que me amava, três filhos maravilhosos, uma Ferrari no valor de 23.000 dólares, uma garagem com quatro motocicletas de corrida, uma fazenda na Califórnia com plantação de abacate, e ganhava de 15.000 a 20.000 dólares por semana quando estava fazendo algum filme. No entanto, não havia qualquer sentimento de realização.

Devido à frustração que sentia, certa noite cheguei a dirigir minha Ferrari a mais de 160 quilômetros por hora pelas estradas sinuosas do Canyon de Malibu, não com algum desejo de me matar, mas com um sentimento de que, se perdesse o controle do carro, que diferença faria? Não seria uma grande perda. Brinquei de ficar seguindo a faixa demarcatória central da estrada, com o que o carro conseguia não sair da pista em todas aquelas curvas.'



'Certa vez realizei uma viagem de motocicleta, junto com dois amigos, até a Península de Baja, no México, a quilômetros de distância da civilização. Pararam para comprar cerveja de uma família mexicana impressionantemente pobre. Dean deu um facão para um velho e uma calça jeans a um dos homens mais moço. Mas o que realmente o deixou chocado foi ver uma menininha com feridas abertas no rosto. Moscas estavam ao redor de toda a menina, pousando nas feridas.

Fiquei tão indignado com o que vi que pulei na minha moto e acelerei muito - acelerei demais para o terreno irregular. Dominado pela emoção, amaldiçoei a Deus e gritei para o vento: Deus, se você existe, o que eu duvido, por que é que você deixa criancinhas experimentarem esse tipo de miséria?



Lágrimas me cegaram os olhos. A última coisa de que me recordo era uma pequena valeta bem à minha frente. Ao ver a valeta, tive o pensamento: Gire o acelerador e empine o pneu dianteiro.

Não girei. Quando acordei, um dos meus amigos estava com uma das mãos no meu quadril, tentando estancar uma hemorragia que me seria fatal. O pedal traseiro da motocicleta havia batido violentamente na bacia, fraturando a pélvis em 13 lugares diferentes. Sofri uma concussão cerebral (com amnésia parcial) e um deslocamento do ombro direito. Além disso, quase cada centímetro do meu corpo estava esfolado pelo chão do deserto. Fiquei ali em estado de choque por um dia e meio até que se conseguiu providenciar transporte para um hospital em Burbank, nos Estados Unidos'.

Todo esse estado de desespero chegou ao clímax no verão de 1973, quando ele estava em Cherry Hill, estado de Nova Jersey, participando da produção do filme 1776.

'Eu me sentia tão vazio que certa noite fui para o alojamento e fiquei de pé junto à janela observando o belíssimo cenário natural lá fora.

Percebi que em toda minha vida eu tinha tido uma motivação egoísta. E eu tinha chegado ao ponto em que a preocupação só comigo mesmo já não seria capaz de me fazer viver. Ia chegar a hora em que eu já não teria motivação suficiente para continuar vivendo. Talvez até mesmo desse um tiro na cabeça, como fez Ernest Hemingway. Afastei-me da janela, fui para a beira da cama, me ajoelhei e comecei a orar.

Deus, provavelmente você não existe. Provavelmente eu estou apenas falando com as paredes daqui, mas... Comecei a despejar diante de Deus minhas dúvidas, fraquezas e fracassos, chorei como uma criança.

Finalmente disse qualquer coisa assim: Se Você de fato existe, se Você é real, e se Você quer se revelar para mim de alguma maneira, eu O servirei pelo resto da vida. Foi uma entrega total.

De repente minha alma ficou cheia de uma paz que não dá para entender. Encheu aquele vazio. Foi como se Bambi, aquele veadinho da floresta, percebesse que tudo tinha ficado em silêncio. Os passarinhos pararam de cantar, os grilos pararam de trilar e todos os outros sons simplesmente acabaram. Houve um silêncio tal que se tornou algo que eu ouvia. Eu ouvia a tranqüilidade. No meu íntimo não havia agitação nem ansiedade'.

Naquela época Dean não tinha entendido totalmente o que lhe acontecera, mas ele e a esposa, Lory... começaram a procurar uma igreja. Finalmente Deus os levou a uma igreja no vale de San Fernando, e em 10 de fevereiro de 1974, tanto ele como a esposa confessaram publicamente a fé em Jesus Cristo".52/16ss

Dean Jones



15. CANTOR

"... Em 1970 ele já havia ganho 13 milhões de dólares. Em 1976, apesar do sucesso em vender mais de 32 milhões de discos, inclusive o grande sucesso 'Raindrops Keep Falling On My Head', B. J. Thomas devia mais de 800.000 dólares.



Não era apenas na área financeira que sua vida estava falida. Apesar da carreira bem sucedida de cantor, durante anos B. J. Thomas sentia-se uma pessoa profundamente angustiada. Era viciado em drogas, gastando três mil dólares por semana em cocaína. Além disso, estava tão dependente de estimulantes e tranqüilizantes que tomava de 40 a 50 comprimidos de cada vez, apenas para se manter.

'Com quinze anos de idade comecei a mexer com música e quase imediatamente me meti com drogas,' disse Thomas.

'Onze anos depois eu era um viciado. Não conseguia ir dormir sem ingerir as drogas. Não conseguia fazer nada sem elas'.



Estava tão dopado que mal se lembra da gravação do seu grande sucesso de 1969, 'Raindrops'. E o sucesso o ajudou a atirar-se a drogas ainda mais pesadas. A cocaína estava dirigindo sua vida. Seu casamento estava aos pedaços e mal conseguia se relacionar fisicamente com a esposa.

Certa vez tomou 80 pílulas e foi retirado inconsciente de um avião no Hawaí, estado norte-americano. Foi levado às pressas a um hospital. Quase morreu por excesso de drogas, e naquela época pouco se importava se tivesse ou não morrido.

Quando recuperou os sentidos perguntou á freira que cuidava dele no hospital católico se ele 'tinha chegado perto'. Ao que ela respondeu: 'Bem perto'. E lhe contou que tinha estado ligado ao aparelho por uma hora e quarenta minutos, o que era a única razão para ele ter recuperado os sentidos. 'Não entendo por que fiz isso', disse à enfermeira. 'Realmente não queria fazer'. A enfermeira pediu que abaixasse a cabeça e ela orou por ele. Depois disse: 'Deus deve ter alguma coisa que queira fazer em sua vida'.

Numa outra excursão artística, percebeu que estava perdendo a cabeça. Enquanto seu irmão e seu companheiro de viagens, justamente as pessoas que o amavam, olhavam com piedade para ele, ele os odiava. 'Eu queria matá-los. Na verdade eu tinha medo de chegar a fazê-lo'.



B. J. Thomas ficou tão intoxicado com drogas que passava dias sem conseguir dormir. Não conseguia ficar alto. Não havia nada que pudesse fazer para voltar a ter aquela sensação de euforia. Desesperado, telefonou para sua esposa, Glória. Pensou que talvez, se fosse para casa, conseguiria dormir um pouco ali.

'Ao longo dos anos nós já tínhamos nos separado algumas vezes', Thomas explicou. 'A razão é que eu estava me comportando de modo muito louco'. Mas ultimamente, quando havia telefonado para ela, tinha sentido uma paz e uma tranqüilidade que Glória estava transmitindo para ele pelo telefone. Ela havia pedido para que viesse para casa, dizendo: 'Existe ajuda aqui', mas não explicava que tipo de ajuda era aquela...



Quando chegou, descobriu que sua esposa se tornara cristã e que havia uma porção de pessoas orando por ele e querendo falar-lhe sobre o Senhor.

'Essa era a última coisa que eu queria fazer', Thomas se recorda. Mas certa noite sua esposa levou-o para fazer uma visita casual ao lar dos amigos que a tinham levado ao Senhor.

O marido, Jim Reeves, estava fora, mas a esposa os convidou para ficarem para jantar. 'Senti tanta paz naquele lar', disse B. J. Thomas, 'que eu sabia que deviam conhecer Deus. Quando Jim chegou em casa perguntei-lhe a respeito, e ele começou a me falar sobre o Senhor'.

'Jim Reeves me contou que enquanto conversava comigo havia algo a meu respeito, ou a respeito de meu rosto ou de meus olhos que o assustava. Ele notou que eu desejava ouvir, mas num minuto eu estava receptivo, e já no minuto seguinte não estava mais. Esse fato estranho chamou sua atenção. Perguntou se ele podia orar por um instante. Curvou a cabeça bem ali na mesa da sala de jantar e pediu para que, caso houvesse naquela sala quaisquer forças ou qualquer poder de Satanás que estivessem atrapalhando B. J. Thomas de ouvir a palavra de Deus, que essas forças fossem expulsas pelo sangue que Jesus Cristo derramou'.

'Enquanto orava', conta B. J. Thomas, 'senti uma perturbação em meu peito. Durante um minuto senti uma forte dor e pensei que estivesse com uma costela quebrada. Então tive a sensação de que algo estava 'simplesmente indo' e uma paz me invadiu. Tive então uma atitude receptiva e ouvi atentamente tudo o que me diziam. Então abaixei minha cabeça e comecei a orar. Orei durante aproximadamente vinte minutos. E orei dizendo todas as boas coisas que haviam me dito que eu devia dizer.

Quando ergui a cabeça esses amigos estavam chorando, eu estava tão feliz que eu só pulava de um lado para outro. Aquela experiência de conversão era para mim uma coisa bem milagrosa. Pois eu tinha sido uma pessoa bem ruim'.

O que aconteceu naquela noite provocou uma mudança mental e uma mudança física em B. J. Thomas. Ele tinha um pouco de maconha, mas foi para casa e jogou aquilo fora. Durante anos ele era dependente de Valium. Precisava desse remédio mais do que todos os outros comprimidos. Mas naquela mesma noite parou de tomar Valium.



B. J. Thomas esperava que fosse enfrentar dores terríveis como resultado de abandonar as drogas. Estava disposto a passar por isso. Já tinha passado por isso antes, só que sempre tinha voltado às drogas. Mas dessa vez ele superou o problema sem nenhum sintoma de dependência de drogas: nada de tremores, nada de sensações ou sonhos ruins. Sua libertação das drogas foi algo tão maravilhoso quanto sua salvação, e a partir daquele dia (29 de janeiro de 1976) até hoje, nunca duvidou da experiência que teve com o Senhor nem de que a salvação que recebeu é real " 53/1,34

B. J. Thomas




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