Evidência que exige um veredito



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4A. FUNDO HISTÓRICO
Conforme uma análise mais aprofundada irá revelar, os rios que cercam Nínive desempenham um papel importante na história.

Escreve Walter A. Mair: "Senaqueribe, avô de Assurbanípal, reclamou que o rio não apenas vinha transbordando repetidas vezes através dos séculos, mas que também minava os alicerces de alguns palácios e provavelmente foi a causa de sua destruição. Nos dias de Senaqueribe o rio constituía uma ameaça tal que ele desviou o curso do rio, talvez eliminando algumas curvas a fim de aumentar sua vazão. Também fortaleceu os alicerces do templo com o emprego de 'grandes blocos de pedra calcária', a fim de que 'a parte alevada do piso do templo não cedesse quando o rio transbordasse'". 34/124

Eram muito impressionantes as defesas de Nínive. A partir de algumas fontes (Deodoro Sículo 12.1.26-27; 12.2.2.3; 12.2.3.2 (12); International Standard Bible Encydopaedia (Enciclopédia Bíblica Modelar Internacional), p. 2148-2151 (20)) podemos ter uma boa idéia das especificações de Nínive, inigualada em tamanho por qualquer das cidades da antigüidade

muralha interna: 30 metros de altura (igual a um prédio de

10 andares)

15 metros de largura (6 a 7 automóveis lado a lado)

capacidade para circularem três carruagens lado a lado

torres de 60 metros de altura (prédio de 20 andares)

15 portas

fosso de 45 metros de largura

circunferência de 11 quilômetros
Austen H. Layard, que se especializou no estudo de Nínive e Babilônia, fez o seguinte comentário no livro Discoveries Among the Ruins of Niniveh and Babylon (Descobertas em Meio às Ruínas de Nínive e Babilônia): "Um inimigo que se aproximasse pelo lado oriental, o lado da fortificação mais sujeito a ataques, tinha que, primeiramente, vencer uma enorme muralha que era fortalecida por postos avançados. Dois fossos profundos e mais duas muralhas, em que a interior era pouco menor em tamanho do que a exterior, tinham então de ser ultrapassados antes que se pudesse tomar a cidade.

(De acordo com Rich, a distância entre o lado interno da muralha interior e o lado interno da muralha exterior era de 600 metros. Somados aos 60 metros da muralha exterior, a largura de todas as fortificações seria de aproximadamente 660 metros, ou bem mais de meio quilômetro.)

"As ruínas remanescentes dessas fortificações praticamente confirmam as afirmações de Deodoro Sículo de que as muralhas tinham sessenta metros de altura e que três carruagens podiam andar lado a lado em cima do muro e fazem concluir que os historiadores antigos, ao descreverem as plataformas elevadas que circundavam a cidade toda, estavam fazendo confusão entre essas plataformas e aquelas que incluíam apenas um conjunto de edifícios ou uma residência real, erro que também cometeram ao descrever a Babilônia. Enquanto os muros internos foram construídos de pedra e alvenaria, parece que os muros externos foram feitos de pouco mais do que terra, seixos rolados e pedregulhos retirados dos fossos, que foram feitos com muito trabalho, escavando-se em rocha sólida". 32/660
5A. HISTORIA
Principiaremos com uma impressionante análise feita por George Meisinger (The Fali of Niniveh (A Queda de Nínive). Dissertação de mestrado apresentada em 1986 ao corpo docente do Seminário Teológico de Dallas): "Psamêtico (um revolucionário egípcio que lutou contra o domínio assírio) logo deu início a uma pequena insurreição que, de uma vez por todas, acabou com as aspirações assírias sobre o Egito. Os assírios perderam o território elamita antes da morte de Assurbanípal. Embora fossem perdas pequenas, da mesma forma como tinham sido conquistas pequenas, elas apontavam para o fato de que a providência divina se voltava agora contra a Assíria. Ela estava em vias de realizar seu último papel no palco da história. Um dos mais difíceis enigmas da história é o fato de 'que essa nação — tendo experimentado o seu apogeu em 663 a.C. — tenha caído no esquecimento apenas cinqüenta e um anos depois, para dela nunca mais se ouvir falar". 37/65

A Assíria parecia se desintegrar, muito embora as muralhas de Nínive estivessem em boas condições.

"No verão de 614 a.C", prossegue Meisinger, "Ciaxares marchou contra a própria Nínive e, embora o texto disponível esteja defeituoso exatamente nesse ponto, fica claro que ele não conseguiu irromper pelas muralhas. Ele então se voltou para pastagens mais verdejantes. Tarbis, que ficava a poucos quilômetros a noroeste de Nínive foi saqueada. Então Ciaxares marchou para o sul. Ninrode foi saqueada. (MALLOWAN, M. E. L. Nimrude andIts Remains (Ninrode e suas Ruínas). Londres: Collins St. James Place, 1966. voL 2, p. 388, 389, 391.)" 37/82



Diz mais ainda Meisinger: "Ainda que se aceite que os revezes nacionais e/ou militares experimentados nos últimos anos tivessem causado uma queda no moral das tropas, ainda assim é impossível atribuir a isso o pavor generalizado exibido pelo exército assírio no colapso definitivo de 612. Algo extraordinário tem que explicar a reação emocional de Nínive". 37/88

Meisinger desenvolve seu raciocínio: "Um inimigo do ponto-de-vista militar surpreendentemente forte não é algo suficiente para se harmonizar com a descrição de Naum. Aceitando-se que a aliança dos inimigos de Nínive possuísse todas as mais avançadas técnicas, estratégias e armamentos da época, ainda assim não teria conseguido penetrar com 'facilidade' pelas muralhas de Nínive. Muralhas com trinta metros de altura, com torres tripuladas por um exército veterano, mais um fosso de quarenta e cinco metros de largura, não sucumbem assim facilmente num prazo de três meses". 37/88

E então, o golpe final. "No final do reinado de Assurbanípal os medos e as tribos confederadas de Umman-Manda 'estavam se reunindo rapidamente... como urubus esperando a morte da vítima (HALL, H. R. The Ancient History of the Near East (A História Antiga do Oriente Próximo). Londres: Methuen and Co., 1932. p. 511)'. Em 612 a.C. os urubus avançaram sobre sua vítima e devoraram-na totalmente." 37/87

Um cerco de apenas três meses é algo incrível. "Quando se leva em conta que Psamêtico sitiou Asdode por vinte e nove anos (Heródoto, 2,157, (Azoto = Asdode), uma cidade de dimensões consideravelmente menores do que Nínive, é surpreendente que Nínive tenha caído em apenas três meses. Contudo, o profeta Naum predisse que essa grande cidade cairia com facilidade. Ele profetizou que assim como um figo maduro cai da figueira quando esta é sacudida, assim seria a queda de Nínive" (Naum 3:12). 37/87

Agora deixemos Meisinger para citar Gleason Archer (Merece Confiança o Antigo Testamento? São Paulo. Vida Nova, 1974); "Naum 2:6 contém uma predição notavelmente exata, pois a história subseqüente registra que uma parte vital das muralhas da cidade de Nínive foi levada embora por uma grande inundação e que esse colapso do sistema de defesa permitiu aos medos e caldeus que sitiavam a cidade que irrompessem dentro da cidade sem dificuldade" (Predição 2B). 1/341

Nínive levou um grande tombo. O que segue é uma paráfrase de Deodoro da Sicilia, 2.26 e 2.27.50.

Acampado do lado de fora das muralhas da cidade, o rei da Assíria, que não estava consciente da deterioração de sua situação do ponto-de-vista militar e que estava confiante devido às suas vitórias sobre o inimigo, relaxou na vigilância e, junto com seus soldados, começou a indulgir num banquete em que se comiam muitos animais e bebiam-se muito vinho e outras bebidas (Predição 1B). Esse fato, da deterioração das defesas assírias chegou aos ouvidos do general inimigo, Arbaces, através de desertores. Foi realizado então um ataque noturno. Com grande sucesso, as tropas disciplinares de Arbaces derrotaram de modo surpreendente o acampamento desorganizado dos assírios e, lutando, fê-los recuar à cidade, inflingindo-lhes pesadas perdas. Essa batalha, aparentemente decidida sobretudo pela embriaguez e desorganização dos assírios, foi a cena final antes que se travasse a verdadeira batalha pela cidade: o cerco. Percebendo a situação precária em que se encontrava, o líder assírio, Sardanápalo, fez preparativos para a defesa da cidade bem como de seu reino. Na terra existia uma ofecia que dizia: "Nenhum inimigo jamais tomará Nimus de surpresa a enos que o rio se torne primeiro o inimigo da cidade". Sardanápalo decidiu que isso nunca aconteceria e, portanto, sentiu-se seguro.

O inimigo dos assírios sentia-se muito feliz com as vitórias alcançadas até esse momento, mas não conseguia vencer as fortes muralhas da cidade. Os habitantes possuíam grande quantidade de comida armazenada e, conseqüentemente, a cidade permaneceu resistindo aos atacantes por três anos' mas depois de três anos e fortes chuvas, o rio, transbordando, rompeu uma boa parte dos muros e inundou uma área da cidade. O rei entrou em pânico, crendo que a profecia mencionada há pouco tinha se cumprido. Perdeu todas as esperanças e ordenou que seus bens reais, bem como suas concubinas, etc. fossem colocados numa área do palácio, e, lacrando o palácio, pôs fogo nele e o destruiu totalmente (Predição 3B). Os que sitiavam a cidade, ouvindo a respeito da brecha no muro, atacaram esse ponto, forçando a entrada na cidade, e se apoderaram da cidade inteira na qualidade de vencedores. Arbaces foi coroado rei de Nínive e recebeu autoridade absoluta sobre a cidade.

"Grandes vestígios de cinzas, que indicam o saque da cidade pelos babilônios, citas e medos em 612 a.C, foram encontrados em muitas partes da Acrópole. Depois disso a cidade deixou de ser importante".

Chegamos agora ao presente.



Joseph P. Free afirma: "Um século atrás essas cidades bíblicas com nomes que nos soam familiares, tais como... Nínive... e muitas outras, eram morros informes, sendo que em alguns casos desconhecia-se a própria identidade de tais morros" (Predição 4B). 18/5

Edward Chiera acrescenta: "Se o turista de hoje, depois de tudo o que se escreveu sobre as antigas civilizações da Babilônia e da Assíria, não consegue ter uma idéia exata de como foi o passado, poderá facilmente imaginar que os primeiros viajantes atravessaram inúmeras vezes a região sem suspeitar que estavam próximos de locais históricos como Babilônia e Nínive. Mesmo exploradores com uma mentalidade científica, que pela Bíblia sabiam da existência dessas duas cidades e que estavam tentando achá-las, passaram algumas vezes pelas suas próprias ruínas sem o saberem" (Predição 4B). 8/40

Merrill Unger registra a devastação de Nínive: "Em 612 a.C. a antiga e esplêndida cidade e capital do império assírio foi tão completamente destruída, de acordo com a dizimação profetizada pelos profetas hebreus, que se tornou quase que um mito até que, no século XIX, veio a ser redescoberta por Sir Austen Layard e outros. Atualmente o local já tem sido amplamente escavado". 54/795

George Meisinger se dirige aos críticos que zombavam até mesmo da idéia da existência de Nínive na antigüidade: "Os registros valiosíssimos acerca desse outrora destemido império estiveram fora dos anais da história mundial até que, no século XIX, Sir Henry Layard, aquele infatigável arqueólogo pioneiro inglês, foi o primeiro a desvendar os mistérios dessa nação - uma nação que por tanto tempo se recusou a revelar seus segredos à humanidade. Contudo, quase desde a primeira vez que a pá de Layard escavou o local, a cidade (Nínive) começou a fornecer centenas e então milhões de dados informativos sobre o passado. Durante séculos as únicas informações de que esse império existiu se encontravam em declarações diretas e indiretas existentes na Bíblia. Com o passar dos séculos e como não surgiam quaisquer descobertas arqueológicas que 'confirmassem' os registros bíblicos, começou a haver dúvidas sobre se esse povo chegou a existir. A extinção da Assíria foi tão completa que o historiador duvidava e o cético zombava dos relatos bíblicos! " 37/4, 5

Os arqueólogos se vêem numa situação difícil, escreve Merrill Unger: "Nínive é um lugar tão imenso que talvez jamais venha a ser totalmente escavado. Um vilarejo moderno está em cima de um dos maiores palácios. Cemitérios que não podem ser tocados cobrem outras áreas. Escavadores têm de fazer poços medindo entre 15 e 22 metros de profundidade, perfurando-os através do entulho, para alcançarem o estrato assírio". 54/796

M. E. L. Mallawan faz uma descrição marcante de destruição da Assíria: "A condição em que a encontramos (a sala do trono do palácio de Salmaneser) era um exemplo impressionante do saque final: O reboco da parede se tornara amarelo devido ao fogo e então enegrecera com a fuligem que nele penetrou. O calor intenso fez a parede do lado sul se inclinar perigosamente para dentro e o chão da própria câmara se queimou sob uma grande pilha de entulho queimado, de mais de um metro e meio de altura, cheia de cinzas, carvão, pequenos objetos... Também havia centenas de fragmentos de objetos esculpidos em marfim que tomaram uma cor negra e cinza devida ao fogo, algumas vezes chegando a ficar com uma aparência bem lustrosa. Esse entulho estava misturado com cereais inflamáveis: painço, cevada e trigo. Já tive oportunidade de ver pessoalmente o entulho de muitos incêndios antigos — em Ur dos Caldeus, em Nínive, em Arpaquias, em locais nos vales de Habur e de Bali — mas nunca vi um exemplo tão perfeito de uma fogueira motivada pela vingança, em que o material queimado ainda estava fofo como em todas as fogueiras, e em que a fuligem ainda pairava no ar enquanto nos aproximávamos. Depois desse grande holocausto, partes das paredes desabaram sobre a câmara, que, com aqueles destroços de alvenaria, chegou a formar uma pilha com um total de três metros de altura. Somando mais um metro e meio de entulho sobre o entulho da fogueira; essa coberta rígida finalmente selou o conteúdo que permaneceu intocado até que chegamos a ele em 1958". 35/ v.2, p.434
6A. CUMPRIMENTOS ESPECÍFICOS
A profecia mencionava uma inundação. A citação seguinte, de autoria de Walter Maier, é uma forte prova em favor da inundação. "Três vezes Naum prediz que Nínive será destruída por uma inundação... (1:8)... (2:7)... (2:9). Essa ênfase tríplice numa inundação é mais do que uma figura de linguagem, e as expressões 'comportas dos rios', 'inundação transbordante' e 'açude de água' não podem ser explicadas como simples imagem poética". 34/118

George Meisinger diz: "Além disso demonstrou-se que até mesmo a aliança de inimigos de Nínive não conseguiu dar uma explicação para todos os detalhes envolvidos na queda da cidade. Por essa razão, os estudiosos rejeitaram a tradição que atribui a uma inundação a queda da cidade. No entanto, nesta dissertação defendo que há provas suficientes para demonstrar que uma inundação, como explicação para o colapso de Nínive é a única solução satisfatória que leva em conta todos os detalhes. Uma inundação que destruiu parte do sistema defensivo de Nínive permitiu à aliança inimiga saquear Nínive e lançar sua vingança sobre ela". 37/96

Walter Maier declara: "Por inferência, o tablete babilônico apresenta um contexto aceitável para o cumprimento da profecia de Naum. De acordo com a cronologia do tablete, Nínive caiu no mês de Ab. Em Nínive a época de chuvas pesadas ocorre geralmente em março, enquanto que os rios atingem o nível mais alto em abril e maio, período que eqüivale aproximadamente ao mês de Ab". 34/118, 119

Meisinger cita Gadd (The Fali of Niniveh: The Newly Discovered Babylonian Oironicle (A Queda e Nínive: A Crônica Babilônica Recém-Descoberta). Londres: Oxford University Press, 1923, pp. 27-30), quando diz: "O mais famoso dentre os relatos antigos sobre a queda de Nínive é o de Deodoro, que cita o muito mais antigo Ctesias. Ele contou que continuamente se tentou tomar a cidade de assalto, atacando suas muralhas, mas não houve sucesso. Entretanto, no terceiro ano (esta é evidentemente uma contagem a partir do ano 614 a.C, quando Ciaxares empreendeu uma tentativa fracassada de fazer uma brecha nos muros de Nínive. Não foi um cerco ininterrupto de três anos, pois a Crônica Babilônica é clara ao dizer que os medos não estavam presentes na Assíria em 613 e que o exército assírio participava de manobras ofensivas contra o exército babilônico naquele mesmo ano) uma série de chuvas pesadas aumentou o nível do Eufrates (sic), inundou parte da cidade e fez desabar o muro da cidade num comprimento de 20 estádios". 37/89, 90

George Badger registra: "O evento (da inudação) aqui registrado cumpre literalmente a profecia de Naum (1:8; 2:7) e oferece explicação para um estrato de seixos e areia, encontrado poucos metros abaixo da superfície do rio na altura das localidades de Coiuniuque e Ninrode". 3/1, 78,79

Alguns estudiosos crêem que o rio Tigre nem mesmo passava pela antiga Nínive uma vez que não o faz atualmente.

Walter Maier responde a essas críticas e apresenta referências para consultas mais aprofundadas: "... a maioria dos estudiosos tem sustentado que o Tigre passava pelo lado oeste da cidade (RITTER, Karl, Die Erdkun-de (Geografia). 1822-1859, p. 224; LAYARD, Sir Austin Henry. Niniveh and Babylon (Nínive e Babilônia), 1875, p. 77; JONES, Felix. Niniveh's Location (A Localização de Nínive), Journal of Royal Asiatic Society (Revista da Real Sociedade Asiática), (15): 316, 323, 1855;PEISER, F. E. Tigris to the East of Niniveh (O rio Tigre a leste de Nínive), Mitteilungen der Vorderasiatischen Geselkchaft (Boletim Informativo da Sociedade de Estudos da Ásia Menor), (3): 277, 278; LEHMANN, C. F. e HAUPT, Paul.

Israel, seine Entwickelung im Rahmen der Weltgeschichte (Israel, seu desenvolvimento no contexto da história mundial), 1911, p 149; HER-MANN, Claude & JOHNS, Walter. Location of Tigris (A Localização do Tigre), In: Encyclopaedia Britannica (Enciclopédia Britânica), 11 ed. 1911,vol. 19, p. 421)". 34/120

Meisinger acrescenta: "Vem diminuindo o debate a respeito, havendo a conclusão de que esse rio (o Tigre), em condições de cheia, não seria capaz de provocar destruição". 37/93

Mas não apenas o rio Tigre seria capaz de fazê-lo, como também existem duas outras possibilidades. Walter Maier prossegue:

"O segundo rio que poderia ter provocado a inundação transbordante era o Khosr... Em ambas as barragens (para impedir o transbordamento do Khosr), construídas segundo o típico estilo assírio, os investigadores crêem que existia originalmente uma comporta ou eclusa para regular o fluxo da água. Quão fácil, então, teria sido para o exército que sitiava a cidade represar o rio Khors nesse lugar, fechar as eclusas do agammu, cortar essa fonte de suprimento de água (a água do Tigre não era potável) e, então, abrir as comportas, deixar que a massa de água represada fosse avançada até a cidade condenada, arrebentasse as comportas da cidade, inundasse as regiões mais baixas de Nínive e assim ajudasse a pronunciar o início do fim de Nínive! Ainda hoje, no suposto local da comporta Ninlil, junto aos muros da cidade, o Khosr se alarga, fazendo lembrar as palavras do profeta: Wnive é como um açude de águas'" (2:9). 34/121, 122

"O terceiro rio, cujas comportas poderiam ter sido abertas ou cujas águas poderiam ter provocado a inundação destruidora é o Tebiltu. Como o próprio nome indica (muito significativamente Tebiltu se origina do verbo assírio tabalu, 'tirar', 'despedaçar'), o rio poderia se tornar uma corrente violenta". 34/123

Em resumo, as predições se cumpriram:
1. Nínive caiu num estado de embriaguez.

Bernard Ramm afirma: "Parte do sucesso da vitória dos medos se deveu ao otimismo dos ninivitas, que presumiram que sempre seria possível fazer o inimigo retroceder e se entregaram a beber e a banquetear". 48/107

Com toda honestidade podemos presumir que:
2. Nínive foi destruída numa inundação.
3. Nínive foi queimada.
4. Nínive foi totalmente destruída e se tornou deserta.
Em The Road toNiniveh (A Estrada para Nínive), Kubie escreve: "Ali em Nínive — se é que isto foi Nínive — não encontramos nenhuma daquelas graciosas colunas, nem daquelas esculturas e inscrições legíveis... Ali, na Terra entre os Rios, não havia quaisquer árvores nem quaisquer videiras floridas entre as ruínas, não havia correntes d'água nem aquedutos... Uma terra cruel, de aspecto abandonado mesmo na primavera... Ali não havia nada que indicasse o que poderia existir sob aquelas colinas feitas pelo homem, que se elevavam abruptamente no meio da planície. Laylard não conseguia imaginar o formato dos edifícios — se é que havia algum edifício. Ele estava um tanto seguro de que devia haver: 'acreditava-se que os grandes edifícios e monumentos que haviam feito de Nínive uma das cidades mais famosas e imponentes do mundo haviam sido destruídos com o seu povo, e, tal como o povo, não haviam deixado qualquer vestígio. Mas assim mesmo, à medida que eu vagueava por cima e por entre as grandes elevações, estava convencido de que elas deviam estar cobrindo os vestígios dos palácios da grande capital, e senti um forte desejo de escavá-las'". 30/56

9. BABILÔNIA

A misteriosa cidade de Babilônia, capital do mundo antigo, cabeça do império babilônico, o centro de comércio, cultura, educação e de uma dezena de outras atividades, foi também o centro de certas profecias.
1A. TEXTO BÍBLICO E DATAÇÃO
Isaías 13 (783-704 a.C):
19. "Babilônia, a jóia dos reinos, glória e orgulho dos cal-deus, será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou".

20. "Nunca jamais será habitada, ninguém morará nela de geração em geração; o arábio não armará ali a sua tenda, nem tão pouco pastores farão ali deitar os seus rebanhos".

21. "Porém nela as feras do deserto repousarão, e as suas casas se encherão de corujas; ali habitarão as avestruzes, e os sátiros pularão ali".



22. "As hienas uivarão nos seus castelos, os chacais nos seus palácios de prazer; está prestes a chegar o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão" .

Isaías 14:



23. "Reduzi-la-ei a possessão de ouriços e a lagoas de águas; varrê-la-ei com a vassoura da destruição", diz o Senhor dos Exércitos. Jeremias 51 (626-586 a.C)

26. "De ti não se tirarão pedras, nem para o ângulo nem para

fundamentos, porque te tornarás em desolação perpétua", diz o Senhor.



43. "Tornaram-se as suas cidades em desolação, terra seca e

deserta, terra em que ninguém habita, nem passa por ela homem algum".


2A. PREDIÇÕES
1B. A Babilônia será como Sodoma e Gomorra (Isaías 13:19).
2B. Jamais tornará a ser habitada (Jeremias 51:26; Isaías 13:20).
3B. Os árabes não armarão tendas ali (Isaías 13:20).
4B. Não haverá rebanhos de ovelhas no local (Isaías 13:20).
5B. Animais do deserto infestarão as ruínas (Isaías 13:21).
6B. As pedras das ruínas não serão utilizadas em outras construções (Jeremias 51:26).
7B. A antiga cidade não será visitada com freqüência (Jeremias 51:43). 8B. Estará coberta de pântanos

(Isaías 14:23).
3A. A HISTORIA
Quanto à história do local, lemos na Enciclopédia Britânica que "até o século XIX o conhecimento a respeito da Babilônia e da Assíria baseava-se no Antigo Testamento e em uns poucos escritores gregos. Só após a descoberta nos dois países de monumentos antigos e de documentos escritos, e especialmente após a decifração da escrita cuneiforme e das línguas que utilizavam essa escrita, é que a história e a civilização da Babilônia e da Assíria tornaram-se conhecidas" (Predição 1B, 2B). 15/ v. 2, p. 950

Babilônia era uma cidade rica "Muito antes de Babilônia derrotar sua rival Nínive", escreve Austen Layard, "já era famosa pela amplitude e importância do seu comércio. À época, para manter comércio com todas as regiões do mundo conhecido, nenhuma posição geográfica poderia ser mais favorável do que a de Babilônia. Ela ficava junto a um rio navegável que... a certa altura do seu curso ficava a quase cento e sessenta quilômetros do mar mediterrâneo e que desembocava num golfo do oceano Indico. Paralelamente a esse rio corria um outro pouco menor em tamanho e importância. O rio Tigre... atravessava os férteis distritos da Assíria e transportava seus diversos produtos para as cidades babilônicas. Com um pouco de habilidade e empreendimento, facilmente a Babilônia se tornou não apenas o mercado abastecedor do mundo oriental, mas o principal elo no intercâmbio comercial entre o oriente e o ocidente". 32/455

A Babilônia era uma cidade movimentada. Joseph Free fala a respeito dos grandes edifícios: "As escavações arqueológicas feitas na Babilônia revelaram inscrições que mencionam as grandes atividades de construção empreendidas por Nabucodonosor. A inscrição da Casa da índia Oriental, atualmente em Londres, tem seis colunas em escrita babilônica contando as impressionantes operações de construção, as quais o rei realizou para ampliar e embelezar a Babilônia". 18/228

Tudo isso teve início com Nabopolassar. Em The Prophecy of Ezekiel (A Profecia de Ezequiel), Charles Feinberg acrescenta: "No fim do século sétimo e no início do século sexto a.C, Nabopolassar e seu filho Nabucodonosor reconstruíram a cidade, cujos restos existem até hoje; e foi nessa época que a Babilônia atingiu o auge da fama". 15/ v. 2, p. 948

Era cercada de pântanos. Escreve Austen Layard: "De acordo com o testemunho unânime de autores da antigüidade, a cidade era dividida em duas partes pelo rio Eufrates. As principais ruínas remanescentes localizam-se a leste do rio; há bem poucas ruínas no lado oeste, entre Hillah e Birs Ninrode. Aliás, em algumas partes da planície não há ruína alguma. Até certo ponto esse fato é explicável da seguinte maneira. Até hoje o Eufrates tende a alterar o seu curso e a ficar meio perdido em meio aos pântanos a oeste do leito atual. Notamos que, desde os períodos mais antigos, a região baixa do lado oeste era sujeita a constantes inundações e ficamos sabendo, com base numa tradição existente, que Semíramis construiu aterros para controlar o rio, enquanto parece que mais tarde uma rainha quis tirar vantagem do transbordamento do rio para fazer um grande lago do lado de fora das muralhas (Heródoto l.i.c. 184, 185). Com base no que Arriano escreveu (Lib. vii. c.17. e Deodoro Sículo ii. 7.) também ficamos sabendo que o lado oeste da cidade era cercado e defendido por enormes pântanos, que impediam qualquer acesso à cidade. A água para esses charcos vinha do Eufrates". 34/420

Com base em dados fornecidos por International Standard Bible Encyclopaedia (Enciclopédia Bíblica Modelar Internacional) e por Heródoto (1. 178-181), podemos ver que as medidas da Babilônia são bem impressionantes:

484 quilômetros quadrados

22 quilômetros de lado

90 quilômetros de circunferência



cercada por um fosso de 9 metros de largura

muralhas duplas

muralha externa: 93 metros de altura — aproximadamente a altura de um prédio de 30 andares; 26 metros de largura — o que daria para estacionar 11 automóveis, um ao lado do outro.

100 portões e respectivas dobradiças e vergas, tudo de bronze maciço 250 torres de vigia, 30 metros mais altas do que as muralhas externas 44/350; 18
Muitos estudiosos acreditam que as medidas apresentadas por Heródo-to são exageradas, e que se deve ser mais conservador no cálculo das dimensões de Babilônia. Heródoto e especialmente Xenofonte, na obra Cyropaedia (Traduzida para o inglês por Walter Miller. In: PAGE, T. E. e ROUSE, W. H. Loeb Classical Library (Biblioteca Clássica de Loeb). The Macmillan Co., 1914. pp. 261-285) fazem a seguinte descrição da queda da Babilônia a Grande. Os persas, depois de sitiarem a cidade, viram que de modo algum iriam conseguir romper as enormes muralhas ou pôr os portões abaixo. Mas eles contavam com dois desertores babilônios, que passaram para o lado deles, Gobrias e Gádatas. A essa altura, Crisantas, um conselheiro de Ciro, observou que o rio Eufrates passava por baixo dessas gigantescas muralhas e que era suficientemente fundo e largo para que um exército passasse ali, debaixo das muralhas. Ciro ordenou que suas tropas cavassem valas enormes e que os dois desertores planejassem o ataque à Babilônia a partir de dentro de suas muralhas. Enquanto os persas estavam construindo canais para desviar o curso do rio, os babilônios riam e zombavam do inimigo que estava do lado de fora das muralhas, aparentemente sem saber o que fazer. Os babilônios estavam se embebedando numa festa anual em homenagem aos seus deuses e comemorando a vitória sobre os persas (conforme está registrado em Daniel 8), sem perceber que Ciro havia desviado o rio Eufrates, de modo que este já não passava por debaixo das muralhas da cidade, e estava entrando na cidade naquele exato momento junto com suas tropas. Pode-se dizer que a cidade foi tomada sem luta alguma, graças a dois desertores e à embriaguez dos babilônios. (Veja também Isaías 21:5; 44:27; Jeremias 51:36. Sobre a morte de Belsazar vejalsaías 14:18-20; Jeremias 51:57).

Assim, Babilônia a Grande caiu pacificamente, conforme o registra Merrill Unger em Unger's Bible Dictionary (Dicionário Bíblico de Unger): "Em 13 de outubro de 539 a.C. a Babilônia caiu diante de Ciro da Pérsia, e a partir daquele momento teve início a decadência da cidade. Xerxes a saqueou. Alexandre o Grande pensou em restaurar o seu grande templo, que estava em ruínas em seus dias, mas viu-se impedido de fazê-lo diante do custo proibitivo. Durante o período dos sucessores de Alexandre a área experimentou uma rápida decadência e logo se tornou um deserto" (Predi-ção 1B). 54/116

(Nota: a obra International Standard Bible Encyclopaedia (Enciclopédia Bíblica Modelar International; p. 3.126) indica que o reinado de Xerxes ocorreu de 485 a 456 a.C.)

A morte de Alexandre foi lamentável. Gerald A. Larue escreve: "Imediatamente começou a luta entre os generais de Alexandre pela partilha do império. A Babilônia ficou arrasada com as lutas políticas e militares pelo seu controle e com os saques realizados pelas tropas que lutavam entre si. A posse da cidade passava de um lado para outro até que finalmente a Babilônia se tornou propriedade dos selêucidas. Tão destruída e arrasada estava a outrora bela cidade que era visível que a reconstrução sairia tão cara quanto a construção de uma nova cidade, e os selêucidas decidiram então por esta última possibilidade. A cidade de Selêucia foi construída às margens do rio Tigre num local a sessenta quilômetros ao norte de Babilônia, e, um a um, os estabelecimentos comerciais e aqueles que dirigiam o comércio mudaram-se da Babilônia para Selêucia". 31/79

Babilônia experimentou uma morte lenta. Prossegue Larue: "Durante o reinado de Augusto (27 a.C. a 14 A.D.) Estrabão visitou o local e comentou: 'A grande cidade tornou-se um deserto'" (xvi:i). 31/79, 80



"Durante a campanha que empreendeu contra os partos, Trajano visitou a Babilônia em 116 A.D. e, de acordo com Dio Cássio, encontrou 'montes e lendas acerca dos montes'" (68.30). 31/80

"Em 363 A.D., o imperador Juliano envolveu-se numa guerra contra os governantes sassânidas da Pérsia e numa das campanhas destruiu os muros de Babilônia, que haviam sido parcialmente restaurados pelos sassânidas, que utilizavam a área cercada como uma reserva de caça" 31/80 (Predição 5B).



"Oitenta e seis quilômetros ao sul da moderna Bagdá encontram-se as minas abandonadas, tomadas pela areia, da outrora orgulhosa cidade de Babilônia." 31/11 (Predições 1B, 2B; veja ilustrações no final do item sobre Babilônia.)

Os cientistas modernos revelam surpresa. George Davis registra: "O professor Kerman Killprect, conhecido arqueólogo, diz no livro Explora-tions in Bible Lands in the Nineteenth Century (Explorações das Terras Bíblicas no Século Dezenove): '... Que diferença entre a civilização antiga e a atual degradação! (Predição 1B). Animais selvagens, javalis, hienas, chacais, lobos e um ou outro leão infestam a selva*" (Predição 5B). 11/78, 79

Os escavadores se surpreendem diante da gigantesca tarefa de escavação.



Robert Koldeway, autor de The Excavation at Babylon (A Escavação na Babilônia), é bem conhecido pelas suas descobertas na Babilônia. Ele diz que "os muros da cidade... que em outras cidades da antigüidade tinham 3 metros, ou no máximo 6 ou 7 metros de espessura, na Babilônia têm entre 17 e 22 metros. Em muitos sítios arqueológicos o monte formado pela área soterrada não tem mais do que 2 ou 3 ou quem sabe 6 metros de altura, enquanto aqui temos de trabalhar em montes que têm de 12 a 24 metros, e a enorme área que outrora foi habitada se reflete na grande quantidade de minas". 29/v

No livro The Bible as History (A Bíblia como História) Werner Keller explica: "Os arqueólogos alemães tiveram de remover mais de 27.000 metros cúbicos de entulho antes que atingissem uma parte do templo de Marduk, às margens do Eufrates, que fora reconstruído no reinado de Nabucodonosor. Incluindo os anexos, a estrutura media aproximadamente 450 por 540 metros. Bem de frente ao templo se erguia o figurante, a torre do santuário de Marduk". 28/299, 300




O tamanho significa que o templo media o equivalente ao comprimento de quatro campos de futebol (100 metros) pelo comprimento de cinco campos de futebol:


4A. CUMPRIMENTOS ESPECÍFICOS
A partir da história da Babilônia, que acabamos de ver, podemos ver os cumprimentos específicos de profecias: a predição 1B diz que a Babilônia seria destruída e se tornaria como Sodoma e Gomorra (Isaías 13:19). Note que não é uma predição de destruição da mesma maneira como aconteceu com Sodoma e Gomorra.

Austen H. Layard, em Discoveries Among the Ruins of Ninive and Babylon (Descobertas entre as Ruínas de Nínive e da Babilônia), descreve de modo marcante o que restou da destruição da Babilônia, em comparação com Sodoma e Gomorra. Também aborda os cumprimentos específicos das predições 2B, 3B, 4B e 5B (nenhuma tenda árabe, nenhum rebanho de ovelhas, cidade habitada por animais do deserto): "... A área da Babilônia é um terreno totalmente deserto e assustador. Corujas levantam vôo a partir de umas poucas moitas existentes e chacais mal-cheirosos movimentam-se furtivamente pelas reentrâncias existentes no chão. Verdadeiramente, 'a jóia dos reinos, glória e orguiho dos caldeus, é como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou. Nela as feras do deserto repousam, e as suas casas se enchem de corujas; ali habitam as avestruzes, e os sátiros pulam ali. As hienas uivam nos seus castelos, os chacais nos seus palácios de prazer', pois chegou o seu tempo". (Isaías 13:19-22) 32/413

Layard acrescenta: "Uma coruja de uma espécie grande e cinzenta é encontrada em grande quantidade, freqüentemente em grupos de quase uma centena, nos pequenos arbustos existentes no meio das ruínas da Babilônia". 32/414

A referência aos animais parece ser uma das principais observações feitas por viajantes e arqueólogos que, em tempos recentes, têm estado na Babilônia.

Floyd Hamilton esclarece a respeito: "Viajantes contam que não há ninguém morando na cidade, nem mesmo beduínos. Existem inúmeras superstições que circulam entre os árabes, as quais fazem com que eles não armem suas tendas no local, enquanto a natureza do solo impede o crescimento de vegetação apropriada para a pastagem de rebanhos". 20/310

Peter Stoner diz: "Não há rebanhos de ovelhas ao redor de Babilônia". 53/93, 94

Enquanto estava no local da antiga Babilônia, Edward Chiera escreveu uma carta:

"O Sol acabou de desaparecer, e o céu cor de púrpura parece sorrir, sem se importar com o cenário de abandono...

Uma cidade morta! Visitei Pompéia e Ostra, mas essas cidades não estão mortas: estão apenas temporariamente abandonadas. Ainda se ouve o sonido da vida nessas cidades, e nelas a vida viceja por todos os lados... Aqui só existe morte, morte real...

Eu gostaria de encontrar uma explicação para todo este estado de abandono. Por que uma cidade florescente, capital de um império, iria desaparecer completamente? Será que foi o cumprimento de uma maldição profetizada que transformou um templo esplêndido num covil de chacais?" 7/xii-xiv

Nora B. Kubie escreve: "Ainda se ouve o gemido da coruja e o rugido do leão nas ruínas da Babilônia". 30/272

Kubie prossegue, dizendo que os empregados de Austen Layard "se recusavam a armar acampamento perto das ruínas abandonadas da Babilônia. Uma sensação de mistério e medo pairava sobre a massa informe de pedras e areia". 30/272

Stoner faz uma exposição sobre a predição de que "as pedras não seriam levadas embora" (Predição 6B): "Tijolos e materiais de construção de vários tipos têm sido recuperados das minas para serem usados em cidades ao redor, mas as rochas, que foram importadas para a Babilônia a um preço bem elevado, jamais foram removidas". 53/94

A sexta predição (6B) é complicada. Em Jeremias 51:26 temos um caso de sujeito indeterminado, de modo que a referência pode ser ao conquistador. Neste caso, então Ciro o Grande, o conquistador da Babilônia, cumpriu as profecias conforme já vimos. O fato é que se têm encontrado pedras de construção da Babilônia em outros locais. Uma pergunta a ter em mente é se uma pedra de construção, um tijolo, pode ser entendida como o tipo de pedra de que Jeremias fala, ou se o profeta está se referindo especificamente a pedras literalmente usadas como fundamento, isto é, alicerces.

A predição 7B, de que "homem algum passará pelas ruínas" é explicada por Peter Stoner: "Embora quase todas as cidades da antigüidade estejam em importantes rotas turísticas, isso não acontece com a Babilônia, que tem bem poucos visitantes". 53/94

Lemos na Enciclopédia Britânica acerca do cumprimento da predição °B. de que a cidade estaria "coberta de pântanos": "Uma grande parte da cidade, sepultada sob uma grossa camada de lodo. ainda aguarda ser encontrada, e a Babilônia de Hamurábi, da qual se encontraram apenas os menores vestígios, agora jaz sob o espelho d'água". 15/ v.2, p. 950

Austen Layard prossegue: "Grande parte da região abaixo da antiga Babilônia já faz séculos que é um grande pântano... Os diques de contenção dos rios, totalmente negligenciados, romperam-se e as águas se espalharam pela superfície da terra" (veja Isaías 21:1). 32/480

Kubie comenta a respeito de parte da Babilônia estar sob água: "Nem uma só folhinha de grama é capaz de crescer naquele terreno, que está como que envenenado, e os pântanos ao redor, cheios de juncos, produzem emanações de febre" (referindo-se às explorações de Layard ao redor da área da Babilônia).

"... Layard olhou para o terreno pantanoso e marcado pela malária, que os árabes chamam de 'o deserto das águas' ... Depois da queda da cidade, as grandes obras de engenharia da Babilônia foram negligenciadas, os canais de irrigação ficaram obstruídos e os rios transbordaram". 30/ 272, 274-275


5A. CONCLUSÃO E PROBABILIDADES
Todas as oito predições se cumpriram. Floyd Hamilton nos desafia a "repararmos na diferença entre as profecias sobre a Babilônia e o Egito! A nação babilônica estava destinada a desaparecer, o Egito a continuar como uma nação e de fato continuou a existir basicamente como uma nação. Como é que esses dois acontecimentos improváveis vieram a ocorrer exatamente de acordo com a maneira como a profecia foi dita, e que os nomes dos países não foram trocados"? 20/311

Werner Keller faz uma observação interessante: "A Babilônia não era apenas uma metrópole comercial, mas também religiosa, conforme se percebe a partir de uma inscrição: 'No total existem na Babilônia 53 templos dos principais deuses, 55 santuários de Marduk, 300 santuários para adoração de divindades terrenas, 600 santuários para adoração de divindades celestiais, 180 altares à deusa Istar, 180 aos deuses Nergal e Asdade, e 12 outros altares a diferentes deuses7". 28/299

No mundo antigo houve muitos centros de adoração religiosa, dentre os quais citamos Mênfis-Tebas, Babilônia, Nínive e Jerusalém. As divindades pagas que, segundo os homens, afirmavam estar em pé de igualdade com o único Deus, Iavé, nunca duraram, especialmente depois de Jesus Cristo. Iavé recusou-se a até mesmo se considerar em bases iguais com esses deuses pagãos, e, mais do que isso, chegou a condenar as cidades onde esses deuses eram adorados. Uma coisa é fazer ameaças, outra é cumpri-las. Por isso, o importante é olhar para a história. Dentre as cidades acima mencionadas qual continuou a existir?



Peter Stoner faz um cálculo a respeito das primeiras sete predições e chega a um número incrivelmente alto de uma chance em cinco bilhões de todas as predições se cumprirem: "O provável cumprimento de cada um dos itens da profecia sobre a Babilônia foi assim calculado: (1) 1 em 10 (será destruída);(2) 1 em 100 (jamais voltará a ser habitada); (3) 1 em 200 (os árabes não armarão suas tendas no local); (4) 1 em 4 (não haverá rebanhos de ovelhas ali); (5) 1 em 5 (animais selvagens tomarão conta das ruínas); (6) 1 em 100 (pedras não serão tiradas para serem usadas em outras construções); (7) 1 em 10 (os homens não passarão pelas ruínas). Isso faz com que a probabilidade de toda a profecia se cumprir seja de 1 em 5 x 109 Isto é 1 em 5.000.000.000. 53/95

É preciso fazer dois breves comentários sobre o par de profecias sobre Nínive e Babilônia. O primeiro envolve a questão de defesas. Mesmo durante a primeira guerra mundial, defesas do porte que tinham essas duas cidades teriam conseguido parar a marcha de todo um exército. Só após o aperfeiçoamento dos aviões e o desenvolvimento do arsenal de artilharia é que a técnica de defesa das cidades por meio de muros se tornou totalmente ultrapassada.
Babilônia

36 km fosso ao redor de toda a cidade muralhas duplas 93 metros de altura (prédio de 30 andares) 26 metros de largura (11 automóveis lado a lado) 100 portões de bronze maciço área dentro da cidade com espaço suficiente para cultivo
Nínive

fosso com 45 metros de largura

torre com 60 metros de altura (prédio de 20 andares)

30 metros de altura (10 andares)

15 metros de largura (6 automóveis)

3 carruagens circulando em cima da muralha lado a lado


Há uma conclusão que podemos tirar disso. Não há uma só muralha suficientemente alta, nem suficientemente grossa, nem um só fosso suficientemente fundo, nem uma defesa suficientemente forte para manter Deus ou Seu juízo à distância. É impossível ignorar Deus mediante muralhas, assim como é impossível fazê-lo mediante o racionalismo ou qualquer outra coisa.

O segundo comentário envolve a probabilidade das duas cidades caírem. Embora Nínive e Babilônia fossem semelhantes em alguns aspectos, em outros eram diferentes, da mesma forma como quaisquer duas cidades dos dias de hoje. Se hoje perguntassem a alguém qual cidade seria destruída, São Paulo ou Rio de Janeiro, a pessoa, responderia que nenhuma, ou talvez escolhesse uma das duas, mas nunca escolheria as duas. O completo estado de abandono das antigas Nínive e Babilônia representou na época algo sobrenatural, da mesma forma como a destruição de São Paulo e Rio de Janeiro junto com os seus arredores, seria sobrenatural nos dias de hoje. Contudo as duas cidades morreram lentamente — para nunca mais virem a ser habitadas.
6A. CONCLUSÃO

O texto a seguir é uma conclusão apropriada para este segmento de estudos sobre as profecias. Inclui parte de uma carta de Edward Chiera, publicada no prólogo do livro They Wrote on Clay: The Babylonian Ta-blets Speak Today (Escreveram em Argila: Os Tabletes Babilônios Falam Hoje). Chiera escreveu essa carta a sua mulher enquanto fazia escavações em Kish, uma antiga cidade bem próxima da Babilônia, mais precisamente treze quilômetros a leste. Este é o enfoque pessoal do arqueólogo: "Nesta tarde fiz minha costumeira peregrinação ao monte que cobre a torre do antigo templo..."

"Vista debaixo, não parece tão alta como seria de se esperar de uma torre de um templo babilônico. Não foi da Babilônia que pretenderam chegar ao céu? Tem-se a resposta depois de chegar lá em cima. Embora bem baixa (dificilmente tem mais de 150 metros de altura), ainda assim, do alto da torre, pode-se enxergar a uma enorme distância a planície interminável... As ruínas da Babilônia estão mais perto. Por todo o redor da torre pequenas elevações de poeira representam tudo o que restou de Kish, uma das mais antigas cidades da Mesopotâmia".

"... A vasta rede de canais, que nos tempos antigos distribuía as águas do Eufrates por toda esta terra, agora é representada por uma série de pequenos montículos de poeira, que se espalham por todas as direções. Até mesmo o Eufrates abandonou esta terra, tendo mudado o seu curso..."

"Uma cidade morta! Visitei Pompéia e Ostra, e caminhei pelos corredores vazios do palatino. Mas essas cidades não estão mortas: estão apenas temporariamente abandonadas. Ainda se ouve o sonido da vida nessas cidades, e nelas a vida viceja por todos os lados. Elas são apenas um passo rumo ao progresso, passo dado por aquela civilização, a que elas contribuíram com todo seu vigor e que prossegue avançando diante dos seus próprios olhos".

"Aqui só existe morte, morte real. Nem uma só coluna ou arco permanece em pé para demonstrar a perpetuidade da obra humana. Tudo se desintegrou, virando poeira. A própria torre do templo, a mais imponente de todas essas construções antigas, perdeu completamente o seu formato original. Onde estão agora os sete níveis do templo? Onde está a larga escada que conduzia ao topo? Onde está o santuário que coroava o templo? Não vemos nada além de uma elevação de terra — tudo o que resta dos milhões de seus tijolos. Bem no topo existem alguns vestígios de paredes. Mas são informes: o tempo e o abandono concluíram seu trabalho".

"Sob meus pés existem alguns buracos, feitos por raposas e chacais para lhes servirem de tocas. À noite saem furtivamente de suas habitações para a difícil tarefa de encontrar comida. E pode-se ver a silhueta deles contra o céu. Esta noite parecem estar sentindo minha presença e permanecem escondidos, ^talvez surpresos diante desse estranho que veio perturbar a paz que desfrutam. A elevação de terra está coberta de ossos brancos, provas que se acumularam das caçadas feitas por eles".

"... Nada quebra o silêncio mortal..."

"Agora um chacal está uivando, uivo que é meio choro e meio ameaça. Todos os cachorros do vilarejo árabe imediatamente aceitam o seu desafio, e por um instante a paz é perturbada por uivos e latidos".

"... Mas uma certa fascinação me prende a isto aqui. Eu gostaria de encontrar uma explicação para todo este estado de abandono. Por que uma cidade florescente, capital de um império, iria desaparecer completamente? Será que foi o cumprimento de uma maldição profetizada que transformou um templo esplêndido num covil de chacais? Será que o procedimento das pessoas que aqui viveram tem alguma coisa a ver com isto, ou será que o destino fatal da humanidade é que todas as suas civilizações têm que se desintegrar quando atingem o ápice? E o que é que estamos fazendo aqui, tentando arrancar os segredos que o passado guarda consigo, quando provavelmente nós mesmos e nossas realizações talvez nos tornemos objeto de pesquisa para povos que venham a existir?" 8/xi-xiv
10. CORAZIM, BETSAIDA, CAFARNAUM
Uma profecia do Novo Testamento já cumprida é algo de fato singular, mas é isso o que iremos analisar agora. À guisa de introdução, citaremos George T. B. Davis: "Lemos no Novo Testamento a respeito de quatro cidades antigas que tinham uma localização privilegiada perto do mar da Galiléia, ou às suas margens. Essas quatro cidades eram Cafarnaum, Corazim, Betsaida e Tiberíades. Três dessas cidades desapareceram. Somente a última continua a existir hoje em dia". 11/33

A profecia, registrada em Mateus, foi dita por Jesus de Nazaré.


1A. TEXTO BÍBLICO E DATAÇÃO
Mateus 11 (50 A.D.):

"Passou, então, Jesus, a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido".

"Ai de ti, Corazim! ai de ti, Betsaida! porque se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza".

"E contudo vos digo: No dia do juízo haverá menos rigor para Tiro e Sidom, do que para vós outros."

"Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje".

24. "Digo-vos, porém, que menos rigor haverá no dia do

juízo para com a terra de Sodoma, do que para contigo."



Embora não se tenha o registro de qualquer profecia específica que dissesse como as cidades seriam destruídas, a marca inconfundível do juízo e insatisfação divinos é visível na história dessas três cidades. A história registra algo diferente em relação a essas cidades.
2A. HISTORIA
A Enciclopédia Britânica faz um breve menção a Cafarnaum: "... uma antiga cidade, na margem noroeste do mar da Galiléia, em Israel, identificada com o local que se encontra em ruínas em Tell Hum... A fama da cidade não impediu que desaparecesse completamente e que houvesse um prolongado debate acerca de sua localização". 15/ v. 4, p. 826

Em Bible Prophecies Fulfilled Today (Profecias Bíblicas Cumpridas na Atualidade), George Davis registra que, "por volta de 400 A.D., um terremoto destruiu Cafarnaum e, sem dúvida alguma, Corazim e Betsaida desapareceram na mesma época". 11/36

Davis se aprofunda na questão: "A localização da antiga Betsaida, às margens do mar da Galiléia, era tão privilegiada que por volta de 700 A.D. o rei Albalid I, de Damasco, decidiu construir um magnífico palácio de verão no local da cidade destruída. Durante quinze anos seus operários trabalharam na edificação do palácio. Então o rei Albalid morreu e o palácio nunca foi concluído. Com o passar dos séculos o palácio se transformou em simples ruínas. Hoje tudo que resta de seu antigo esplendor são algumas pedras dos alicerces e alguns pisos, ainda não terminados, com desenhos em mosaico. Os arqueólogos cobriram com areia esses mosaicos, para que também não fossem roubados por vândalos e assim se perdessem todos os vestígios do palácio". 11/36, 37

Samuel Clemens (Mark Twain) apresenta no livro Innocents Abroad (Inocentes em Viagem) uma descrição do lago Tahoe, situado nos Estados Unidos. "O lago é um local ermo, apenas com peixes, além de pássaros e esquilos nas margens. Na água do lago se encontram todas as criaturas que poderiam fazer com que ele deixasse de ser um local ermo. Mas essa não é a espécie de solidão que deixa alguém amedrontado. Para experimentar isso é só vir à Galiléia. Se esses desertos desabitados, essas elevações avermelhadas, sem qualquer vegetação, que nunca, nunca mudam de aparência, permanecendo com aquele jeito enauseante, essas tristes ruínas de Cafarnaum, esse entediante vilarejo de Tiberíades..." 9/238s

Davis explica a situação de Cafarnaum: "Durante séculos, à semelhança do restante da cidade destruída, a sinagoga permaneceu sepultada debaixo da terra... Um homem teve a idéia de, partindo das ruínas existentes, restaurar a antiga sinagoga. Depois de longo tempo parte dos muros da construção foram novamente levantados, e várias colunas foram erigidas".

"Então aconteceu o inesperado. O arquiteto da sinagoga parcialmente restaurada morreu repentinamente — assim como séculos antes e rei Albalid havia morrido antes que o seu palácio em Betsaida ficasse pronto". 11/38

O Unger's Bible Dictionary (O Dicionário Bíblico de Unger) resume a situação desfavorável das três cidades objeto de condenação: "O juízo pronunciado contra Cafarnaum e as outras cidades incrédulas (Mateus 11:32) cumpriu-se de modo notável, Tell Hum, que hoje em dia geralmente se aceita como sendo o local de Cafarnaum, é um monte de ruínas, próximo a Betsaida e Tabga, e, ao ser escavado, revelou uma sinagoga do século terceiro A.D.". 54/180

Davis conclui a profecia tecendo comentários acerca de Tiberíades: "Nem uma só palavra de juízo foi pronunciada por nosso Senhor contra a cidade de Tiberíades. Já foi parcialmente destruída algumas vezes, mas sempre foi reconstruída". 11/40

Davis acrescenta: "A cada vez que temos visitado Tiberíades e a ragião ao redor do mar da Galiléia temos mais uma vez ficado impressionados com a veracidade e a inspiração sobrenatural da Palavra de Deus. Ali estão as ruínas de três cidades, destruídas exatamente como nosso Senhor predisse, e ali está uma cidade, Tiberíades, contra a qual não se pronunciou qualquer palavra de juízo, ainda de pé e florescente, depois de dezenove longos séculos". 11/41

11. CRESCIMENTO DE JERUSALÉM
Jeremias, que viveu em 626 até depois de 586 a.C, fez uma surpreendente predição em 31:38-40. Ele fez um mapa em que descrevia o futuro crescimento da cidade de Jerusalém.
1A. TEXTO BÍBLICO E DATAÇÃO
Jeremias 31(626-586 a.C):
38. "Eis que vêm dias", diz o Senhor, "em que esta cidade será reedificada para o Senhor, desde a torre de Hananeel até à Porta da Esquina".

39. "O cordel de medir estender-se-á para diante, até ao outeiro de Garebe, e virar-se-á para Goa".



40. "Todo o vale dos cadáveres e da cinza, e todos os campos até ao ribeiro Cedrom até à esquina da Porta dos Cavalos para o oriente, serão consagrados ao Senhor. Esta Jerusalém jamais será desarraigada ou destruída".
2A. CUMPRIMENTO
Esta profecia poderá parecer um tanto quanto vaga a menos que se verifique o mapa no final deste segmento. O livro de George T. B. Davis Fulfilled Prophecies That Prove the Bible (Profecias Cumpridas que Provam a Bíblia) baseia-se num livreto escrito por G. Olaf Matson, "The American Colony Palestine Guide" (Guia da Palestina para a Colônia Americana), para falar do cumprimento dessa profecia. O que se tem a seguir é uma paráfrase e citações do livro de Davis. 12/88-104

"Seria difícil citar uma profecia bíblica que seja mais explícita e visualizável do que a da predição feita por Jeremias sobre a cidade tantas vezes destruída de Jerusalém". 12/90

Jeremias utiliza pontos de referência bem claros para indicar a direção do crescimento incomum da cidade. Esses pontos de referência têm existido durante muitos séculos até que alguns deles foram destruídos devido ao crescimento da cidade, isto é, ao cumprimento da profecia.

Zacarias tem uma outra passagem que desenvolve um dos aspectos tratados por Jeremias. Zacarias 14:10 diz o seguinte: "Toda a terra se tornará como a planície de Geba à Rimom ao sul de Jerusalém; esta será exaltada e habitada no seu lugar, desde a porta de Benjamim até ao lugar da primeira porta, até à porta da esquina, e desde a torre de Hananeel até aos lagares do rei".

O que se fará em seguida é um acompanhamento do cumprimento de cada ponto da profecia. Nomes atuais serão utilizados para se referir a alguns dos pontos de referência de Jerusalém e deve-se ter em mente o devido contexto da antiga Jerusalém. A Jerusalém de Jeremias ficava nem no sul da atual cidade. A maioria dos mapas mostra que a cidade vem crescendo principalmente para o lado norte.

O canto noroeste da área contígua à mesquita de Omar é onde ficava a Torre de Hananeel e a atual porta de Jafa é onde ficava a antiga "Porta da Esquina". A área entre esses dois pontos fica dentro dos muros e foi construída antes desta geração, mas algum tempo depois de Jeremias. Passamos em seguida para fora dos muros da cidade, para a colina de Garebe, que fica a nordeste da porta da Esquina. Esta área de terra foi vendida nesta geração, tendo sido comprada em grande parte por judeus. O outeiro de Garebe é onde mora atualmente grande parte dos judeus russos. E o atual crescimento da cidade tem acompanhado a seqüência ditada por Jeremias.

O Orfanato de Schneller, uma escola industrial alemã, está localizado no outeiro de Goa. Aí tem início a virada do crescimento da cidade para o lado norte, local que é assinalado com o número 4 no mapa preparado por Stoner, que se encontra no final deste segmento. Até recentemente este era o limite dos subúrbios a noroeste de Jerusalém. A cidade cresceu facilmente ao longo desse sentido desde que a Estrada de Jafa se tornou uma importante via de acesso. Esse é o ponto 3 no mapa de Stoner, a área povoada antes do crescimento da região da colina de Goa.

O "Vale dos Cadáveres", local do viveiro de árvores governamental, está assinalado com o número 5 no mapa. Antigamente esse vale era um cemitério. É aí que a profecia de Zacarias se encaixa. Os lagares do rei encontram-se ao norte do vale dos Cadáveres. Bem recentemente, desde aproximadamente 1925, um novo grupo de judeus iemenitas se instalou na área. O mapa de Stoner não traz isto assinalado com um número. Mas prossigamos com a profecia de Jeremias. Caso tivéssemos estado por ali, até recentemente teríamos visto "montes de cinza" a sudeste de Goa Mas entre 1900 e 1930 as cinzas foram pouco a pouco desaparecendo devido à construção. Eram cinzas de verdade, supostamente restos dos sacrifícios no templo. Essa cinza era um bom ingrediente para a preparação de argamassa, de maneira que foi pouco a pouco retirada do local. Essa área foi povoada, enchendo assim a área em forma de gancho que é assinalada nos mapas. No mapa de Stoner a área das cinzas recebe o número 6.

Durante algum tempo o crescimento parou por aí. Os pontos 7, 8 e 9 eram os "campos" junto ao ribeiro Cedrom, no vale do Cedrom. Esta é, sem dúvida alguma, a área para onde a cidade crescerá, visto que em 1931 (data do copirraite do livro de Davis) muitas novas casas estavam surgindo por toda essa área. A "Porta dos Cavalos" ficava junto ao muro oriental da velha cidade e desapareceu, mas não é longe da Porta Dourada, que foi fechada com muros.

O crescimento da cidade não significou que as áreas foram totalmente ocupadas na seqüência prescrita, mas esse crescimento tem acompanhado, ponto por ponto, a ordem estabelecida em Jeremias. O profeta contou passo a passo o progresso e crescimento de Jerusalém, e esse processo tem se concretizado em obediência à profecia. Existem outras profecias que falam de áreas de crescimento ao sul, as quais também sistematicamente têm-se cumprido.

Jeremias 31:40 assim resumiu a profecia que, entre aproximadamente 1880 e 1935, teve seu cumprimento: "... serão consagrados ao Senhor. Esta Jerusalém jamais será desarraigada ou destruída".



Davis resume essa passagem no livro de sua autoria (lembre que o livro foi escrito antes de 1948, data do copirraite) da seguinte maneira:

"Quanto a esta parte final do versículo, isto é, quando serão consagrados ao Senhor, ou apenas como isso acontecerá, é uma pergunta mais fácil de ser feita do que respondida nesta época de animosidades e lutas políticas e raciais. Mas, sem sombra de dúvida, isso acontecerá na hora certa, assim como o aspecto mais material da profecia já aconteceu; e quando isso ocorrer, será de uma maneira tão natural quanto no caso do cumprimento da primeira parte". 12/104

No livro Israel: An Uncommon Guide (Israel: Um Guia Diferente), Joan Comay escreve: "Nada do ambiente sereno da Jerusalém atual faz lembrar seus 33 séculos de história turbulenta, que incluiu terremotos, dezenove cercos militares, duas destruições totais por conquistadores inimigos e muitas reconstruções. A existência e a teimosa sobrevivência de



uma cidade importante nesse local parecem desafiar a razão. Está situada longe do litoral ou de qualquer bacia fluvial, e também está distante das importantes rotas de caravanas das eras antigas. Cercada de colinas desertas, está num local de difícil acesso e, no passado, tinha poucas fontes de água..."

"Mas durante o transcorrer de todos esses milhares de anos existe uma constante: essa singular dedicação do povo judeu a Jerusalém... Durante todos os séculos de dispersão, mesmo estando nos recantos mais longínquos da terra, os judeus têm orado pela sua volta a Sião... Na história não se encontra qualquer paralelo com essa união mística; sem ela não existiria o Estado de Israel".

Abaixo há um mapa que inclui certos pontos de referência mencionados nas profecias. (Repare também que o texto bíblico foi dividido em frases, mostrando assim os passos da profecia.)

"Eis que vêm dias", diz o Senhor, "em que esta cidade será reedificada para o Senhor, desde a torre de Hanneel até à Porta da Esquina ."

"O cordel de medir estender-se-á para diante, até ao outeiro de Garebe."




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