Evidência que exige um veredito



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3A. O CUMPRIMENTO
Uma fonte não religiosa traz o seguinte comentário: "A denúncia feita por Ezequiel (especialmente em 27:27) revela quão importante era Tiro aos olhos do profeta hebreu e como o seu comércio era variado e enriquecia as pessoas". 24/1
1B. Nabucodonosor
Nabucodonosor veio a sitiar a cidade de Tiro, localizada no continente, três anos depois da profecia. Na Enciclopédia Britânica, lemos: "Depois de treze anos de cerco (585-570 a.C.) por Nabucodonosor II, capitulou e reconheceu a soberania babilônica. Em 538 a.C. Tiro, com o restante da Fenícia, passou para a soberania da Pérsia aquemênida". 15/ v. 22, p. 452

Quando Nabucodonosor pôs abaixo as portas da cidade, encontrou-a quase vazia. A maioria das pessoas havia se transferido em embarcações para uma ilha distante cerca de oitocentos metros da costa e ali fortificaram uma cidade. A cidade continental de Tiro foi destruída em 573 (Predição 1B), mas a cidade insular de Tiro continuou sendo uma cidade poderosa durante algumas centenas de anos.
2B. Alexandre o Grande
O aspecto seguinte da profecia envolve Alexandre o Grande.

"Na guerra contra os persas," diz a Enciclopédia Britânica, "Alexandre III, depois de derrotar Dario III na batalha de Issos (333 a.C.X marchou para o sul rumo ao Egito, conclamando as cidades fenícias a lhe abrirem as portas, pois parte da sua estratégia era impedir que a frota persa utilizasse os portos fenícios. Os cidadãos de Tiro não aceitaram e Alexandre estabeleceu cerco à cidade. Não tendo uma frota de guerra, demoliu a velha Tiro, localizada no continente, e com o entulho construiu um molhe de 60 metros de largura, atravessando o estreito que separava a antiga e a nova cidade, edificando torres e engenhos de guerra na ponta do molhe" (Predição 5B). 15/ v. 22, p.452

Cúrcio, um escritor antigo (Loeb Classical Library (Biblioteca Clássica de Loeb): Quintius Curtius, 4.2.18-19), escreveu a respeito da construção daquele caminho por Alexandre. Diz que muito material veio do Monte Líbano (madeira para a construção) e que a velha cidade de Tiro forneceu pedras e entulho (Predição 5B).

A partir da obra de Arriano, um historiador grego, intitulada História de Alexandre e Indica (2.18-209, cuja versão em inglês foi publicada em 1954 pela Harvard University Press), vemos bem claramente como se deu esse grande feito da conquista de Tiro. Era uma cidade dividida entre o continente e uma fortaleza insular parecida com a da ilha de Alcatraz. Nabucodonosor conquistou a parte continental da cidade, mas não tocou na parte insular. Conforme relata Arriano, Alexandre planejou conquistar Tiro inteira. E óbvio que seria um empreendimento tremendo. A ilha era toda cercada de fortes muralhas que chegavam a ficar bem junto ao mar. Os moradores de Tiro e os inimigos de Alexandre, os persas comandados por Dario, tinham o controle do mar, mas esse general grego decidiu construir um istmo de terra até a ilha. No início o trabalho foi bem, mas a profundidade do mar foi aumentando â medida que avançavam, assim como também foram aumentando os maus tratos por parte dos moradores de Tiro. A partir dos muros altos os insulares podiam provocar muitos danos, especialmente se levarmos em conta que os que trabalhavam na construção estavam preparados para trabalhar e não para lutar. Eles utilizavam roupas de trabalho, não armaduras. Às vezes os moradores de Tiro lançavam ataques à construção, que retardavam bastante o seu término. Arriano prossegue dizendo que os gregos reagiram a esses ataques construindo e instalando no molhe duas torres altas para proteção.

Os habitantes de Tiro reagiram com um ataque em grande escala contra toda a construção, que foi muito bem sucedido. Eles utilizaram balsas de fogo para incendiar as torres e então invadiram em massa o molhe depois que os gregos foram expulsos. Dentro das suas possibilidades o grupo atacante causou uma grande destruição no molhe. Arriano fala então da luta pelo domínio do mar. Alexandre percebeu que necessitava de navios. Começou a pressionar e a convocar os povos conquistados que lhe eram súditos a pôr embarcações à disposição dessa operação. A marinha de Alexandre formou-se cgm a contribuição de cidades e regiões, conforme vemos a seguir: Sidom, Arado, Biblo (essas contribuíram com 80 navios à vela), 10 de Rodes, 3 de Solos e Maios, 10 de Lícia, um bem grande da Macedônia, e 120 de Chipre (Predição 2B).



Dispondo Alexandre de uma força naval superior, a conquista de Tiro, mediante o término da construção da ponte de terra, era simplesmente uma questão de tempo. Quanto tempo ainda levaria? Dario III, o inimigo persa de Alexandre, não estava de braços cruzados, mas finalmente aquela passagem ficou pronta, as muralhas foram derrubadas e procedeu-se a eliminação das forças inimigas.

Escreve Philip Myers que "a passagem ainda existe, unindo a penha ao continente. Quando a cidade foi finalmente conquistada, depois de um sítio de sete semanas, foram mortos oitocentos habitantes e trinta mil foram vendidos como escravos". 40/153

Os moradores de Tiro deram bons motivos para provocar o ódio dos gregos. Os defensores da cidade tentaram todas as táticas éticas e não éticas para romper o cerco. A respeito da derrota de Tiro, John C. Beck diz: "Foi lamentável que Tiro tivesse resistido e sofrido uma derrota tão completa nas mãos do conquistador grego". 4/13

Philip Myers faz aqui uma declaração interessante; ele é um historiador secular (não um teólogo e o trecho seguinte se encontra no livro de texto de história) que escreveu:

"Alexandre o Grande... reduziu a cidade a ruínas (332 a.C). Ela se recuperou um pouco desse golpe, mas nunca voltou a ocupar o lugar que anteriormente tivera no mundo. A parte maior do local onde outrora havia a grande cidade é hoje em dia um local plano como o alto de uma penha (Predição 3B) — um lugar onde os pescadores que ainda estão por ali espalham suas redes para secarem" (Predição 4B). 40/55

John C. Beck analisa a história da cidade insular de Tiro a partir de uma perspectiva correta: "A história de Tiro não termina depois da conquista de Alexandre. Os homens continuam a reconstruí-la e os exércitos continuam a cercar seus muros até que, finalmente, depois de mil e seiscen-tos anos, ela cai para nunca mais ser reconstruída." 4/41


3B. Antígono
"Voltando de guerras vitoriosas na Babilônia", comenta Nina Jidejian (Tyre Through the Ages (Tiro Através dos Séculos), Dar El-Mashreq Publishers, 1969), "Antígono rapidamente subjugou as cidades da Fenícia, mas encontrou forte resistência da parte de Tiro. Já haviam se passado dezoito anos desde que Alexandre tomara a cidade e a cidade havia se recuperado rapidamente... Depois de um cerco de quinze meses Tiro foi conquistada por Antígono". 24/80,81

Calcula-se que Antígono viveu por volta de 314 a.C. De acordo com a International Standard Bible Encyclopedia (Enciclopédia Bíblica Modelar Internacional; p. 2499), Ptomeu II (isto é, Ptolomeu Filadelfo) reinou de 285 a 247 a.C.

"Contudo, quando Ptolomeu Filadelfo construiu o porto de Berenice, as margens do mar Vermelho, fez uma estrada para Coptos, estrada que dispunha de postos para descanso e locais para abastecimento de água, e reabriu o canal que ligava o braço Pelusíaco do Nilo ao Golfo de Suez, Tiro sofreu um abalo grande e permanente. As rotas comerciais do mar Vermelho e do Oceano Indico, que outrora eram transportadas pelo porto de Eilate até Rinocolura, na Fenícia, passando por Petra, e daí indo a todas as partes do Mediterrâneo através das naus de Tiro, agora eram transportadas pelo canal que ia à Alexandria. A riqueza que outrora fluíra para Tiro, agora transitava para a Alexandria". 24/81, 82

Jidejian conta a respeito da visita feita pelo viajante persa Nasir-i-Khusrau a Tiro, e cita a descrição que fez da cidade. 22/122. "Construíram a cidade sobre uma penha (que está no mar) de tal maneira que o prédio da administração da cidade em apenas noventa metros está sobre terra seca e o restante está erguido sobre a própria água. Os muros são feitos de pedras lavradas, e as juntas são betumadas, a fim de não deixar entrar água. Calculei a área da cidade como sendo aproximadamente um quadrado de mil arxes (450 metros) de cada lado, e suas estalagens para caravanas têm de cinco a seis andares, um sobre o outro. Existem várias fontes de água, os bazares são muito limpos; também é grande a quantidade de bens expostos. De fato, a cidade de Tiro é renomada devido à riqueza e poder entre todas as cidades marítimas da Síria. Construíram um mashad (um altar ou local de martírio) à porta da cidade, onde se pode ver grande quantidade de tapetes, obras de artesanato e lampiões e lamparinas de ouro e prata. A própria cidade fica numa posição de destaque. A água é trazida da montanha; eles construíram arcos (para o aqueduto), que conduzem a água desde os portões até o interior da cidade". 41/11,12
4B. Os Muçulmanos
Lamentavelmente a cidade foi capturada pelos muçulmanos, que levaram os cruzados a lutarem por ela, o que fizeram, tendo reocupado a ilha com sucesso. Esse local tornou-se uma importante base durante as Cruzadas, mas, de acordo com Joseph Michaud, foi retomada. Michaud descreve o acontecimento:

"Ao estilo da tomada e destruição infligida pelos ptolomeus, o sultão enviou um de seus emires com tropas para tomar a cidade de Tiro. A cidade, tomada de medo, abriu as portas sem resistência alguma... Essas cidades, que na última grande batalha não haviam acorrido em socorro dos ptolomeus, e que acreditavam estar sob a proteção de uma trégua, viram a população ser massacrada, dispersada e escravizada; a fúria dos muçulmanos atingiu até mesmo as pedras — parecia que desejavam destruir até a própria terra que os cristãos haviam pisado; suas casas, templos, monumentos religiosos, coragem e destreza na fabricação artesanal, tudo isso estava condenado a desaparecer com eles à espada ou pelo fogo" (Predição 6B) 38/213.

LeStrange cita Abu'l fiela, que em 1321 (A.D.) escreveu: "A cidade foi reconquistada pelos muçulmanos em 690 (1291), à mesma época da reconquista de Acre e de outras cidades litorâneas, e foi deixada em ruínas, conforme permanece até hoje" (isto é, 1321 AT)); 24/139

LeStrange (p. 345) cita Ibn Batutah como alguém que visitou as ruínas e comentou (1355): "Antigamente a força de Tiro se tornara um provérbio, devido à sua localização, cercada em três lados pelo mar. Há vestígios dos muros antigos e do porto, e de antigo encontrei uma corrente fechando a entrada do porto" (Predição 6B). 24/139

Plínio o Velho apresenta uma grande conclusão, citada aqui a partir do livro de Jidejían (p. 17): "Tiro... outrora famosa por ter sido a cidade de onde surgiram outras cidades, a saber, Leptis, Utica e a grande rival do império romano na cobiça do domínio mundial, Cartago, e também Cádiz, que Tiro fundou nos confins do mundo; mas hoje toda a reputação de Tiro se limita ao nome de um molusco e de um corante de cor púrpura" (Predição 7B). 24/5, 17, 76


5B. A Situação Atual
Veremos agora a situação atual de Tiro, conforme descrita por Nina Jidejian: "O porto 'sidônio' de Tiro ainda é usado hoje em dia. Pequenos barcos pesqueiros ancoram ali. Uma investigação dos alicerces mostrará colunas de granito, do período romano, que foram aproveitadas como colunas para apoio dos muros, pelos cruzados. O porto tornou-se um ancoradouro seguro para barcos pesqueiros e um lugar para estender as redes". 24/139

"De acordo com o profeta, o destino de Tiro seria o de ser um lugar onde os pescadores estenderiam suas redes. A existência de uma pequena vila de pescadores no local onde antigamente se erguia a cidade Tiro não significa que a profecia não se cumpriu, mas é a derradeira confirmação de que a profecia está cumprida. Existe uma cidade de Tiro hoje, mas não é a mesma cidade, porém encontrando-se construída no litoral, ao sul de onde originalmente ficava Tiro. Tiro, a rainha dos mares, durante séculos o centro de negócios e comércio do mundo, acabou para nunca mais se levantar (isto é, para nunca mais ser reconstruída). Os pescadores secando as redes sobre as pedras que no passado constituíam os alicerces da antiga metrópole são o último elo da corrente profética que Ezequiel pronunciou mais de vinte e cinco séculos atrás" (Predição 4B), 4/47,48



Em seu excelente livro, Jidejian chega à conclusão de que é possível encontrar pedras de Tiro "em lugares tão distantes quanto Acre e Beirute. No entanto, são abundantes as provas de que houve um grande passado e escavações recentes revelaram sucessivos estratos nesse orgulhoso porto fenício... (22/ xvi). A grande e antiga cidade de Tiro encontra-se sepultada sob entulho acumulado. As ruínas de um aqueduto, umas poucas colunas dispersas e as ruínas de uma basílica cristã são as únicas coisas que permaneceram de pé... (22/2). Olhando para dentro da água pode-se ver uma grande quantidade de colunas de granito e blocos de pedras espalhados pelo fundo do mar. Até recentemente eram poucas as ruínas de Tiro acima da água". 24/xvi
4A. CUMPRIMENTO ESPECIFICO
Essa foi a história da antiga cidade de Tiro. Analisemos agora o cumprimento específico da profecia.
1B. Nabucodonosor destruir a velha cidade de Tiro (a que ficava no continente).
2B. Muitas nações lutaram contra Tiro.

Pode-se ver tal fato até mesmo neste breve relato histórico feito por John C. Beck: "Pelo fato de uma das características das ondas ser que vêm uma após a outra, sendo que a força destrutiva se deve justamente a essa repetição e a estarem avançando continuamente, este autor entende que Ezequiel se refere a levas sucessivas de invasores que se estendem por um prolongado período de tempo".



"Por essa interpretação, esse resumo apresentado por Ezequiel (versículo 3 a 6) desdobra-se em alguns pontos. Primeiramente 'elas destruirão os muros de Tiro, e deitarão abaixo as suas torres' (cerco e tomada da cidade por Nabucodonosor). Em seguida, 'varrerei o seu pó, e farei dela penha descalvada' (cerco e tomada por Alexandre). E finalmente, 'ela servirá de despojo para as nações' (história que se seguiu ao cerco e tomada por Alexandre)". 4/11, 12 '
3B. Alexandre retirou o entulho da antiga Tiro quando construiu a passagem para a ilha, deixando o local como que limpo, uma "penha descalvada".
4B. Inúmeras referências já foram feitas (algumas por observadores seculares) às redes serem estendidas no local. Nina Nelson fez o seguinte comentário numa visita a Tiro: "Redes de pesca de um azul-turquesa pálido estavam secando à beira-mar..." 42/220
Hans-Wolf Rackl, ao descrever a situação atual do local da antiga Tiro, escreve: "Hoje dificilmente alguém encontrará intacta uma única pedra da antiga Tiro... Tiro se tornou um 'enxugadouro de redes', conforme o profeta havia predito". 47/179
5B. Alexandre jogou o entulho na água a fim de construir a passagem para a ilha.
Escreve Joseph Free: "A profecia de Ezequiel a respeito do lançamento 'no meio das águas' das pedras, das madeiras e do pó (Ezequiel 26:12b) especialmente se cumpriu quando os engenheiros de Alexandre construíram o molhe e usaram o que restou da antiga cidade de Tiro, jogando-o no meio da água". 18/263,264

Nina Nelson, em Your Guide toLebanon (O Seu Guia para o Líbano), escreve: "As ruínas da antiga Tiro são diferentes de todas as outras — estão localizadas... no coração do mar".
6B. Tiro Jamais Seria Reconstruída.
Quanto à profecia 6B, "jamais será reconstruída", no livro The Basis of the Christian Faith (A Base da Fé Cristã), Floyd Hamilton afirma: "Também está escrito 'jamais serás edificada' (26:14). Outras cidades destruídas pelos inimigos foram reconstruídas; Jerusalém foi destruída muitas vezes, mas sempre se reergueu das ruínas; que razão havia para dizer que a velha Tiro não poderia ser reconstruída? Mas vinte e cinco séculos atrás um judeu exilado na Babilônia, dirigido por Deus, olhou para o futuro e escreveu as palavras 'jamais serás edificada.' A voz de Deus soou e hoje a velha Tiro continua na mesma situação em que tem estado por vinte e cinco séculos, uma penha descalvada, não habitada pelo homem. Hoje quem quer que queira ver o local da velha cidade poderá contar com a ajuda de alguém que aponte para o local â beira-mar onde no passado existiu a cidade, mas ali não se vêem ruínas marcando o lugar. O entulho foi tirado do local, que ficou limpo e a cidade jamais foi reconstruída". 20/299

"As grandes fontes de água potável de Reselain ficam na área da Tiro continental e, sem dúvida alguma, supriam a cidade com água fresca em abundância. Essas fontes ainda estão lá e ainda jorram, mas a água corre para o mar. Um engenheiro mediu a vazão da água das fontes e descobriu que elas fornecem aproximadamente 40.000 metros cúbicos de água por dia. Ainda é um ótimo lugar para uma cidade e teria disponível água suficiente para uma grande cidade moderna. Apesar disso, nunca foi reconstruída. De modo que o item 6B da profecia tem permanecido válido por mais de 2.500 anos". 53/76, 77
7B. A cidade jamais voltaria a ser encontrada.
A maioria dos comentaristas diz ser possível que o verdadeiro local da antiga cidade esteja perdido devido à destruição. Uma interpretação melhor desse versículo é que "os homens procurariam recuperar a antiga posição de riqueza e esplendor da cidade, mas não o conseguiriam. É difícil crer que a verdadeira localização da cidade poderia estar perdida quando, outrora, ela ocupava totalmente a ilha, com paredes construídas à beira do mar". 4/47

Algumas pessoas talvez ainda tenham dificuldade em aceitar o cumprimento da predição de que nunca seria reconstruída pelo fato da existência da vila de pescadores que agora ocupa o local da antiga Tiro. Não se deve negar a realidade da vila da mesma forma como não se deve negar a realidade da profecia preditiva, mas, caso você queira, recorde-se da profecia toda. O lugar seria usado para estender redes, o que acontece hoje. É preciso haver pescadores para que haja redes para que elas sejam estendidas. Os pescadores têm que morar em algum lugar, e se elas estendem as redes no local da antiga cidade (o que a profecia diz que deve acontecer), eles não vão morar à beira- mar, uns quinze quilômetros ao sul; irão morar onde estão as suas redes.

Tiro foi destruída em 1291 e então deixou de existir para sempre, e nunca foi reconstruída. Alguma coisa surgiu no mesmo local, mas já era a antiga cidade de Tiro.

Nina Nelson comenta: "Fui visitar Tiro num dia de verão. A cidade estava silenciosa, o porto parado. Barcos de pesca estavam saindo para o mar. Redes de pescar de um azul-turquesa pálido estavam secando à beira-mar". 42/220

Hans-Wolf Rackl, em Archaeology Underwater (Arqueologia Sub aquática), faz a seguinte observação: "Hoje dificilmente alguém encontrará intacta uma única pedra da antiga Tiro... Pessoas que mais tarde se instalaram no local usaram as pedras de construção que sobraram para erguer suas próprias e humildes habitações. Tiro se tornou um 'enxugadouro de redes', conforme o profeta havia predito." 47/179



Em TouringLebanon (Viajando pelo Líbano), Philip Ward reconhece que "desde então (1261), a agricultura e a pesca, atividades gêmeas de homens pacíficos e simples, tornaram Tiro, pela primeira vez, num lugar bucólico e estagnado". 57/68

As sete predições deste milagre, analisadas por Peter Stoner, são as mesmas analisadas aqui, excetuada a última predição que comento, a qual ele não citou, e incluída uma predição que ele comenta e eu omito. Stoner assim avalia o milagre:

"Se Ezequiel tivesse em sua época olhado para Tiro e tivesse feito essas sete predições pela sabedoria humana, essas estimativas indicam que as chances de todas elas se concretizarem seria de apenas uma em 75.000.000. Todas se concretizaram nos mínimos detalhes". 53/80





2. SIDOM

1A. TEXTO BIBLICO E DATAÇÃO
Ezequiel fez uma outra profecia, agora a respeito da cidade- irmã de Tiro, Sidom.
Ezequiel 28:(592-570a.C):
22. E dize: Assim diz o Senhor Deus: 'Eis-me contra ti, ó Sidom, e serei glorificado no meio de ti; saberão que eu sou o Senhor, quando nela executar juízos e nela me santificar'.
23. 'Pois enviarei contra ela a peste, e o sangue nas suas ruas, e os traspassados cairão no meio dela, pela espada contra ela por todos os lados; e saberão que eu sou o Senhor'.
2A. EXPLICAÇÕES E PREDIÇÕES
Existem três predições que serão analisadas.
1B. Nenhuma menção de destruição.
2B. Sangue nas ruas (28:23).
3B. Espada por todos os lados (28:23).
No livro Fulfllled Prophecies that Prove the Bible (Profecias Cumpridas que Provam a Bíblia), George Davis estabelece um bom contraste entre Tiro e Sidom. Diz que "a profecia contra Sidom é bem diferente da que foi feita contra Tiro. Foi predito que Tiro seria destruída, feita como uma penha descalvada e não mais edificada. A predição contra Sidom é de que sangue correrá pelas ruas, os feridos cairão no meio dela e a espada estará em todos os lados. Mas, diferentemente de Tiro, não se pronuncia contra ela uma condenação de extinção". 12/16, 18

É bem compreendida a posição política que Tiro e Sidom ocuparam ao longo de muitos séculos. Em General History for Colleges and High Schools (História Geral para Faculdades e Colégios), Philip Van Ness Myers afirma que "do século onze ao século quarto antes de Cristo, Tiro controlava, quase sem disputa por parte de Sidom, os negócios da Fenícia. Durante esse período os empreendimentos marítimos e as energias dos mercadores de Tiro espalharam por todo o mundo a fama da pequena capital insular. Ela era a rainha e soberana do Mediterrâneo". 40/55

Floyd Hamilton explica o que aconteceu no século quarto a.C, quando, "em 351 a.C, os moradores de Sidom, que haviam sido vassalos do rei persa, se rebelaram e conseguiram defender a cidade dos ataques daquele rei. Finalmente, o próprio rei de Sidom, para salvar a própria vida, traiu a cidade, entregando-a aos inimigos. Sabendo muito bem qual seria a vingança do rei persa, 40.000 dos moradores das cidades trancaram-se em suas casas, onde atearam fogo e pereceram nas chamas, para não terem de enfrentar as torturas de seus inimigos! De fato o sangue correu pelas ruas" (Predição 3B). 20/300

Davis explica que "não apenas uma vez, mas muitas o sangue esteve nas ruas de Sidom, os feridos caíram no meio da cidade e a espada esteve 'por todos os lados'" (Predições 2B, 3B). 12/19

Em The Basis of the Christian Faith (A Base da Fé Cristã) Floyd Hamilton cita uma outra ocasião em que Sidom foi destruída. Ele diz que, no entanto, a cidade "logo foi reconstruída e, embora repetidas vezes tenha sido capturada, seus cidadãos massacrados e as casas arrasadas, a cidade sempre foi reconstruída; hoje (1927) a cidade tem cerca de 15.000 habitantes. Vez após vez o sangue tem corrido pelas ruas, mas a cidade continuou a existir e é hoje um monumento à profecia cumprida". 20/300

George Davis registra o seguinte: "Nos dias das Cruzadas a cidade foi capturada e recapiturada repetidas vezes pelas forças que se digladiavam.


Três vezes foi tomada pelos cruzados e três vezes caiu diante dos exércitos muçulmanos". 10/18, 19

Além disso, ele comenta que "mesmo nos tempos modernos a tribulação continuou a atingir a cidade. Tem sido o cenário de conflitos entre os drusos e os turcos, e entre os turcos e os franceses. Em 1840 Sidom 'foi bombardeada pelas forças navais conjuntas da Inglaterra, França e Turquia'". 12/19

Morris explica: "Quanto a Sidom não houve qualquer predição de que estava destinada à extinção e mesmo hoje (1956) é uma cidade com cerca de 20.000 habitantes. Contudo, tem tido uma das mais sangrentas histórias que uma cidade já chegou a ter" (Predição 1B, 2B). 39/113
4A. CONCLUSÕES
George Davis conclui com uma análise quase insensível: "Nenhuma mente humana seria capaz de predizer 2.500 anos atrás que Tiro desapareceria e que Sidom continuaria existindo, só que em meio a tribulações, nos séculos seguintes, e não que o oposto aconteceria, isto é, que Tiro enfrentaria muitos sofrimentos e que Sidom ficaria desolada e deserta durante esse longo período". 12/19, 20

A conclusão parece desnecessária. A questão está clara. Ezequiel demonstrou tanta segurança, foi tão claro em precisar qual cidade continuaria a existir e qual cairia. Talvez possamos fazer uma comparação com duas cidades localizadas em regiões para onde se prevê grandes terremotos, Los Angeles e São Francisco. Qual cairá? Qual permanecerá? Ou será que ambas cairão? Ou ambas permanecerão? No entanto, Ezequiel declarou com a firmeza e a segurança de um profeta de Deus que Tiro cairia e que Sidom teria uma história sangrenta (reveja a citação de Morris, acima).

3. S AM ARI A
1A. TEXTO BÍBLICO E DATAÇÃO
Os profetas Oséias e Miquéias profetizaram contra a cidade de Samaria.

Oséias 13(748-690 a.C):


16. "Samaria levará sobre si a sua culpa, porque se rebelou

contra o seu Deus; cairá à espada, seus filhos serão despedaçados, e as suas mulheres

grávidas serão abertas pelo meio."

Miquéias l (738-690a.C):


6 "Por isso farei de Samaria um montão

de pedras do campo, uma terra de plantar vinhas; farei rebolar as suas pedras para o vale, e descobrirei os seus fundamentos".
2A. PREDIÇÕES
1B. Queda violenta (Oséias).
2B. Tomar-se "um montão de pedras no campo" (Miquéias).
3B. Vinhas serão plantadas no lugar (Miquéias).
4B. As pedras de Samaria rolarão para o vale (Miquéias).
5B. Os fundamentos da cidade ficarão à mostra (Miquéias).
3A. HISTORIA
A história de Samaria é relativamente curta e bem turbulenta. Samaria foi a capital do reino de Israel, o reino que os hebreus estabeleceram ao norte de Judá e que representou o seu afastamento de Deus. Conforme mostra Joseph Free, Samaria foi capturada por Sargom, o qual, "em alguns dos seus documentos que ainda existem, indica que capturou Samaria. Escritores mais recentes têm aceito essa afirmação de Sargom, e têm sustentado que, embora Salmaneser tenha iniciado e mantido o cerco de Samaria, foi Sargom quem completou a tomada da cidade" (Predição 1B). 18/19

De acordo com a International Standard Bible Encyclopedia (Enciclopédia Bíblica Modelar Internacional), Sargom tomou Samaria em 722 a.C. Samaria caiu à espada não apenas em 722, mas também em 331 a.C. diante de Alexandre e uma terceira vez, em 120 a.C, diante de João Hircano, tendo todos os conquistadores provocado grandes danos e infligido grande número de mortes aos cidadãos de Samaria. Mesmo o cético que argumente que a destruição de Samaria ocorreu depois desses acontecimentos não tem como discordar das demais implicações (Predição 1B). 44/2672

John Urquhart relata a reação que Henry Maundrell teve em 1697 diante do que viu: " 'Sebaste é a antiga Samaria, a cidade imperial das dez tribos depois que elas se revoltaram contra a casa de Davi... Essa grande cidade agora está toda transformada em jardins, e todos os vestígios que ainda restam para testemunhar que já houve um lugar como esse limitam-* a uma grande praça quadrada, cercada de colunas, no lado norte da cidade, e a algumas poucas ruínas de uma grande igreja, no lado leste"' (Predição 3B). 55/127, 128



Urquhart prossegue com um outro relato, mais recente: "Tal como foi encontrada, assim tem permanecido. 'Toda a colina de Sebaste', diz Robin-son, 'tem um solo bem fértil; atualmente encontra-se cultivada até o topo, havendo muitas oliveiras e figueiras. O terreno tem sido arado durante séculos, de modo que hoje é em vão que se procuram as fundações e as pedras da antiga cidade" (Predições 2B, 3B). 55/128

Os fatos que representam o cumprimento das predições 4B e 5B são descritos por Van de Velde, que chama Samaria de "um vilarejo de dar dó, consistindo de uns poucos casebres, habitados por um bando de saqueadores... Umas poucas colunas apenas continuam em pé para indicar a localização das colunatas... Samaria, montão de pedras! Com os fundamentos expostos, as ruas aradas e coberta de milharais e olivais... Samaria foi destruída, mas os destroços foram jogados no vale. As pedras que serviam de alicerce, aquelas pedras antigas e cinzentas, de formato quadrangular, da época de Onri e Acabe, encontram-s? expostas, e estão espalhadas pela encosta da colina" (Predições 4B, 5B). 55/128

Floyd Hamilton também descreve a cena: "Hoje, no alto da colina onde ficava Samaria existe um campo cultivado, com as bases das colunas assinalando o lugar onde havia palácios e mansões. No sopé da colina, no vale, encontram-se as pedras dos alicerces da cidade..." (Predições 4B, 5B). 23/316


4A. CUMPRIMENTO E PROBABILIDADE
John Urquhart apresenta uma última descrição, assinalando o cumprimento das predições: "Já faz muito tempo que a condeção foi feita, e a predição da qual tantas eras pareciam zombar tornou-se a mais exata de todas as descrições de Samaria". 55/127

Também destaca especificamente o cumprimento da terceira, quarta e quinta predições: "As pedras das grandes cidades foram retiradas pelos lavradores e empilhadas ou jogadas nas encostas da colina, para que o local pudesse ser transformado em campos cultiváveis e em vinhas". 55/128, 129

No livro Israel: An Uncommon Guide (Israel: Um Guia Diferente), de autoria de Joan Comay (Nova Iorque: Random House, 1969), lemos: "Os restos de magníficas construções daquela época, bem como grandes torres circulares... podem ser facilmente identificados hoje em dia".

Em Science Speaks (A Ciência Fala), Peter Stoner faz a seguinte avaliação de probabilidades: "Caso Miquéias tivesse considerado a cidade de Samaria e, com base na sabedoria humana, tivesse feito essas cinco predições sobre ela, as chances de que tais predições se tornassem realidade seriam de aproximadamente 1 em 4 (chances de predizer a destruição) x 5 (chances de permanecer como um montão no campo em vez de ser reconstruída) x 100 (chances de se tornar um local cultivado) x 10 (chances das pedras serem lançadas colina abaixo) x 2 (chances das pedras de alicerces serem retiradas). Isso dá uma chance em 40.000, ou 1 em 4 x 104 ". 53/82. O verbete "Samaria" em International Standard Bible Encyclopedia (Enciclopédia Bíblica Modelar Internacional) é muito bom na detalhada descrição de como era Samaria. Embora de origem judaica, era má, idolatra e envolvida numa rebelião pecaminosa contra Deus. A condenação que foi lançada contra a cidade foi esmagadora, assim como foi seu cumprimento. 44/2671


  1. GAZA-ASCALOM

Existem duas cidades no litoral do Mediterrâneo, à altura do mar Morto, Gaza e Ascalom, que foram mencionadas na profecia.


1A. TEXTO BÍBLICO E DATAÇÃO
Amos 1 (775-750 a.C):
8. "Eliminarei o morador de Asdode, e o que tem o cetro

de Ascalom, e volverei a minha mão contra Ecrom; e o resto dos filisteus perecerá," diz o Senhor.


Jeremias 47 (626-586 a.C):
5. "Sobreveio calvície a Gaza, Ascalom está reduzida a silêncio, com o resto do seu vale; até quando vos retalhareis?"
Sofonias 2 (640-621 a.C):
4. "Porque Gaza será desamparada, e Ascalom ficará deserta; Asdode ao meio-dia será expulsa,

e Ecrom desarraigada".

"O litoral será de pastagens, com refúgios para os pastores, e currais para os rebanhos".

"O litoral pertencerá aos restantes da casa de Judá; nele apascentarão os seus rebanhos, e à tarde se deitarão nas casas de Ascalom; porque o Senhor seu Deus atentará para eles e lhes mudará a sorte".

(Observe que Asdode não é a mesma cidade que Ascalom, estando localizada litoral acima a cerca de 16 quilômetros de Ascalom.)


2A. PREDIÇÕES
1B. Os filisteus desaparecerão (Amos 1:8).
2B. Virá calvície sobre Gaza (Jeremias 47:5).
3B. Ascalom será desolada (Sofonias 2:4).
4B. Pastores e ovelhas habitarão na área ao redor de Ascalom (Sofonias 2:6).
SB. O remanescente da casa de Judá passará a habitar em Ascalom (Sofonias 2:7).
3A. HISTÓRIA
George Davis, em Bible Prophecies Fulfilled Today (Profecias Bíblicas Cumpridas na Atualidade), sobre a história de Ascalom começa dizendo que "o juízo caiu sobre os filisteus exatamente como foi predito. O sultão Bibars destruiu Ascalom em 1270 e encheu o estuário do porto com pedras. Desde então, por aproximadamente 700 anos, a outrora poderosa cidade de Ascalom tem permanecido deserta e desolada" (Predição 3B). 11/46

PeterStoner entra em detalhes a respeito: "Mas em 1270 A.D. o sultão Bibars a destruiu, e ela se tornou o local de pastagem para muitos rebanhos de ovelhas. Está cheia de cabanas de pastores e de apriscos" (Predição 4B). 53/83



George Davis prossegue: "E não apenas aconteceu de Ascalom ser destruída, mas toda a nação dos filisteus foi 'eliminada' exatamente como o profeta Ezequiel predisse há 2.500 anos. Os filisteus foram destruídos de uma forma tão arrasadora que não existe um único filisteu vivo no mundo hoje" (Predição IB). 11/46 (Observe que a referência feita por Ezequiel alcança toda a nação dos filisteus, de maneira que a predição de Ezequiel não foi incluída para estudo neste capítulo; está registrada em Ezequiel 25:15-17).

Floyd Hamilton retoma a história de Ascalom: "Havia um posto militar turco em Ascalom até o século XVII, mas desde então a cidade ficou deserta. Ainda se vêem trechos da muralha, com as torres e ameias em parte destruídas, embora, dentre todas as cidades da planície, Ascalom seja a única que tenha os muros ainda em pé" (Predição 3B). 20/314

Hamilton prossegue e comenta acerca da quinta predição: "As paredes das casas ainda estão parcialmente em pé, de modo que, embora o local esteja atualmente deserto (até mesmo aqueles que possuem pomares e hortas dentro dos muros não vivem ali), em alguma época no futuro, quando os judeus retornarem a seu país, é bem possível que Ascalom seja construída uma vez mais no antigo local". 20/314

George Davis faz uma boa descrição da atual Ascalom: "Após a fundação do estado de Israel, os judeus reconheceram a esplêndida localização da antiga cidade de Ascalom no litoral do país. Ali decidiram construir uma bela cidade do novo estado de Israel. O jornal Jerusalém Post (Correio de Jerusalém) diz que a nova cidade de Ascalom foi 'projetada nos moldes de uma Cidade Jardim"'. 11/48

Davis acrescenta que hoje, "depois de séculos em que a poderosa Ascalom esteve deserta e desolada, está sendo transformada numa cidade jardim. O litoral do mediterrâneo pertence de fato à 'casa de Judá', e 'à tarde se deitarão nas casas de Ascalom"' (Predição 5B). 11/48



Eugene Fodor escreve: "Hoje a maior parte da população de Israel concentra-se ao longo do litoral do Mediterrâneo. Tel Aviv e Haifa abrigam pelo menos 1/4 do total. Muitas outras cidades, pequenas e grandes, têm sido construídas ou reconstruídas em diversos locais". 17/322

Fodor descreve como Ascalom se tornou pouco a pouco uma pastagem (Predição 4): "Fontes de águas subterrâneas, totalmente indiferentes às indas e vindas dos homens, continuaram jorrando a água, tão essencial à vida, transformando gradualmente as ruínas numa floresta virgem de vegetação luxuriante". 17/322

Davis conclui com bastante felicidade: "Ascalom foi destruída exatamente como havia sido predito! Os filisteus foram 'eliminados' da face da terra até que nem um único filisteu restou em todo o mundo! (Predição 3B). E, finalmente, Ascalom, durante tanto tempo desolada (Predição 3B), reviveu dentre suas ruínas centenárias e está se tornando uma Cidade Jardim. E Deus visitou Seu povo Israel e libertou-os do cativeiro e os fez habitar na outrora desolada e agora restaurada cidade de Ascalom! " 11/49

Parece que as profecias foram bem explícitas e também se harmonizam com os dados históricos existentes sobre as cidades. A cidade de Gaza, no entanto, possui uma história mais misteriosa.



Diz Peter Stoner: "Ainda existe uma cidade de Gaza, de maneira que por muito tempo pensou-se que a profecia sobre Gaza era incorreta. Finalmente se realizou um estudo cuidadoso acerca da exata localização de Gaza, conforme indicado pela Bíblia, e descobriu-se que a nova cidade de Gaza estava no lugar errado. Procurou-se a velha cidade e descobriu-se que estava enterrada debaixo de dunas de areia. De fato a cidade se tornara calva. Que descrição melhor existe para uma cidade sepultada sob dunas de areia do que a de que ela se tornou calva?" (Predição 2B) 53/83

John Urquhart entra em detalhes a respeito do desaparecimento completo de Gaza.



"... Mas nesse ínterim, as profecias se cumpriram de modo tão completo que a antiga cidade de Gaza não pôde protestar contra o erro que estava sendo feito. Como mais tarde o dr. Keith descobriu, a moderna cidade de Gaza não está edificada sobre a área da antiga Gaza, e, portanto, não é objeto das profecias. A grande Gaza dos filisteus fica três quilômetros mais perto do mar e é, atualmente, uma porção de colinas de areia. É um local tão abandonado que ali não há uma só cabana. É tão calvo que não há uma so coluna ou pedra em pé, marcando o local onde ficava a cidade, nem há um só local onde haja grama, onde a vista cansada possa encontrar descanso". 55/105

"A Gaza histórica", escreve Comay {Israel: An Uncommon Guide -Israel: Um Guia Diferente, p. 121), "permanece soterrada, esperando a realização de escavações arqueológicas sérias. Acima da superfície, a visão da areia, do solo vermelho, das cidades e acampamentos cheios de gente se torna possível devido à luz do sol..."
4A. PROBABILIDADE
Peter Stoner conclui: "Assim, a probabilidade, do ponto de vista humano, de essas quatro profecias (sobre Gaza e Ascalom) se realizarem é de 1 em 5 (chances dos fílisteus desaparecerem) x 100 (chances de Gaza ficar coberta de areia) x 5 (chances de Ascalom ficar desolada) x 5 (chances de Ascalom ser pasto para ovelhas) ou 1, 2 x 104 ". 53/84

Em outras palavras, 1 em 12.000.




  1. MOABE-AMOM

Dois pequenos reinos, Moabe, localizado a leste do mar Morto , e Amom, situado ao norte de Moabe, também são objetos do juízo divino.


1A. TEXTO BÍBLICO E DATAÇÃO
Ezequias 25 (592-570 a.C):
3. Dize aos filhos de Amom: "Ouvi a palavra do Senhor Deus: Assim diz o Senhor Deus: Visto que tu disseste: Bem feito, acerca do meu santuário, quando foi profanado; acerca da terra de Israel, quando foi assolada, e da casa de Judá, quando foi para o exílio",

4. "eis que te entregarei ao poder dos filhos do Oriente, e estabelecerão em ti os seus acampamentos e porão em ti as suas moradas; eles comerão os teus frutos, e beberão o teu leite".
Jeremias 48 (626-586 a.C).
47. "Contudo mudarei a sorte de Moabe, nos últimos dias",

diz o Senhor. Até aqui o juízo contra Moabe


Jeremias 49:

6. "Mas depois disto mudarei a sorte dos filhos de

Amom", diz o Senhor.


2A. PREDIÇÕES
1B Serão invadidos por pessoas do oriente, que viverão dos frutos da terra (Ezequiel 25:4).
2B. "Homens do oriente" farão de Amom um local para seus palácios (Ezequiel 25:4).
3B. Os povos da antiga Moabe e da antiga Amom voltarão a habitar em sua terra (Jeremias 48:47; 49:6).
3A. HISTÓRIA
Com essas predições em mente, estudaremos a geopolítica e a história dessas terras. Howard Vos escreve: "Um estudo da topografia da região revela que as montanhas possuíam fontes naturais invencíveis. E um indício da grande capacidade militar se vê no fato de que Baasa, rei amonita, enviou 10.000 soldados a Quargar, em 854 a.C, para lutar contra Salmaneser da Assíria. Tão rica e poderosa era essa nação que, quando Jeremias escreveu que 'Rabá (Amom)... tornar-se-á num montão de ruínas', pareceu bem improvável que uma catástrofe dessas chegasse um dia a acontecer" (Predição 1B). 56/131

A primeira e a segunda predições cumpriram-se conforme foi predito. Sobre isso diz Howard Vos: "O Emir Abdullah, originário de regiões mais ao oriente, governante da Transjordânia, construiu ali o seu palácio, cumprindo uma outra profecia, a de que os homens do oriente possuirão Rabá e estabelecerão palácios e moradas na cidade. Recentemente o emir se destacou como comandante da Legião Árabe, que tomou parte ativa na luta contra os judeus na Palestina. Hoje a cidade de Amman (Amom) tem uma população de mais de 20.000 pessoas, é um ponto de parada da Estrada de Ferro Damasco-Hedjaz, e tem funcionários de outros países que ali moram. O tamanho da cidade é significativo quando se verifica que apenas uns duzentos moradores residiam na cidade, em 1920". 56/136

Vos resume a questão de um modo simples e afirma que "homens vindos do oriente moram atualmente ali (em Moabe)..."

Contudo, na atualidade Moabe e Amom estão se despertando. Tenha em mente a terceira predição enquanto lê a seguinte cituação, de autoria de Davis.

Escrevendo em 1931 sobre Moabe e Amom, George Davis diz: "Ambas as terras estão progredindo rapidamente, depois de longos séculos de inação. Amman (Amom), a capital da Transjordânia, é a antiga Rabá dos amonitas, que foi capturada por Joabe e os israelitas, os quais agiam sob as ordens do rei Davi. Há apenas uns doze anos Amman era um simples vilarejo de duzentas ou trezentas pessoas. Hoje é uma cidade próspera, com uma População de 20.000 pessoas, e é a residência do governante da Transjordânia, o emir Abdullah". 12/60, 62

Possivelmente as pessoas que habitam as terras de Moabe e Amom não são os antigos moabitas e amonitas, mas mesmo que se tenha de aceitar essa possibilidade, será que é um esforço demasiado da imaginação ver isso acontecer no futuro?

Howard Vos diz: "O impacto de tudo isso tem sido tão grande que numa enciclopédia de enorme circulação, a qual tem uma posição totalmente secular, o escritor de um verbete disse: 'Mas Israel continuou sendo uma grande potência, enquanto que Moabe desapareceu. É verdade que Moabe continuamente enfrentou a pressão das hordas vindas do deserto; a natureza sem defesa da terra fica realçada diante da série de fortes e castelos em ruínas, que até mesmo os romanos foram forçados a construir. Mas a explicação deve ser encontrada dentro do próprio Israel, e especialmente na obra dos profetas"'. 56/215



Peter Stoner calcula em 1 por mil as probabilidades dessa profecia se cumprir.

"As estimativas acerca do provável cumprimento das profecias sobre Moabe e Amom foram as seguintes: (1) 1 em 5 para a invasão por homens do oriente; (2) 1 em 10 para palácios em Amman; (3) 1 em 20 para o retorno dos moabitas e amonitas. Isso significa uma probabilidade de uma chance em mil para que toda a profecia se cumpra". 53/92
6. PETRA E EDOM
1A. INTRODUÇÃO
As profecias acerca do reino de Edom (a sudeste do mar Morto) e de sua capital, Petra, pareciam algo tão simples quanto aos dois grupos de profecias que acabamos de tratar, Gaza-Ascalom e Moabe-Amom. Este estudo começou com três simples predições feitas por Isaías e Jeremias, mas quanto mais se estudava a respeito, maior era o número de fontes que tratavam dos assuntos e mais fascinante se tornava a profecia toda. Petra é uma das mais misteriosas cidades sobre a face da terra; deve sê-lo por causa da maneira como as pessoas se referem a ela. Quando, finalmente, terminaram as pesquisas neste tema, as predições tinham aumentado de três para sete e encontrou-se a seguinte frase:

"Ao todo, seis profetas lançam condenações sobre a nação de Edom: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Joel, Amos e Obadias." 56/173

Diante disso conclui-se que Edom foi uma nação muito má.

"As profecias que fazem acerca de Edom", escreve George Smith, "são em número tão grande, têm uma linguagem tão rica, tão variada, magnífica e minuciosa, que poderíamos gastar páginas e mais páginas só para citá-las, e muitas mais para mostrar o cumprimento exato e total das profecias". 51/217, 218


2A. TEXTO BÍBLICO E DATAÇÃO
Isaías 34 (783-704 a.C):
6 "A espada do Senhor está cheia de sangue, engrossada

da gordura e do sangue de cordeiros e de bodes, da gordura dos rins de carneiros; porque o Senhor tem sacrifício em Bozra, e grande matança na terra de Edom".



7. "Os bois selvagens cairão com eles, e os novilhos com os touros; a sua terra se embriagará de sangue, e o seu pó se tornará fértil com a gordura".

8. "Nem de noite nem de dia se apagará; subirá para sempre a sua fumaça; de geração em geração será assolada, e para todo o sempre ninguém passará por ela".


13. "Nos seus palácios crescerão espinhos, urtigas e cardos nas suas fortalezas; será uma habitação de chacais, e morada de avestruzes".

14. "As feras do deserto se encontrarão com as hienas, e os sátiros clamarão uns para os outros; fantasmas ali pousarão e acharão para si lugar de repouso".

15. "Aninhar-se-á ali a coruja, porá os seus ovos e os chocará, e na sombra abrigará os seus filhotes; também ali os abutres se ajuntarão um com o outro".
Jeremias 49 (626-586 a.C):
17. "Assim será Edom objeto de espanto; todos aquele que passar por ela se espantará, e assobiará por causa de todas as suas pragas".

18. "Como na destruição de Sodoma e Gomorra, e das suas cidades vizinhas", diz o Senhor, "assim não habitará ninguém ali, nem morará nela homem algum".
Ezequiel 25 (592-570 a.C):
13. Assim diz o Senhor Deus: "Também estenderei a minha

mão contra Edom, e eliminarei dele homens e animais; torná-lo-ão deserto, e desde Tema até Dedã cairão à espada".

14. "Exercerei a minha vingança contra Edom, por intermédio

do meu povo de Israel; este fará em Edom segundo a minha ira e segundo o meu furor; e eles conhecerão a minha vingança", diz o Senhor Deus.
Ezequiel 35:
5. "Pois guardaste inimizade perpétua, e abandonaste os filhos de Israel à violência da espada no tempo da calamidade e do castigo final".

6. "Por isso", diz o Senhor Deus, "tão certo como eu vivo, eu te fiz sangrar, e sangue te perseguirá..."

7. "Farei do monte Seir extrema desolação, e eliminarei dele o que por ele passa, e o que por ele volta".



3A. PREDIÇÕES E EXPLICAÇÃO
1B. Tornar-se-á um local desolado (Isaías 34:13).
2B. Nunca mais será habitado (Jeremias 49:18).
3B. Será conquistado por povos pagãos (Ezequiel 25:14).
4B. Será conquistado por Israel (Ezequiel 25:14).
5B. Terá uma história sangrenta (Ezequiel 35:5, 6; Isaías 34:6, 7).
6B. Edom em toda sua extensão, até Tema, ficará deserta (Ezequiel 25:13).
7B. Animais selvagens habitarão a região (Isaías 34:13-15).
8B. Cessará o comércio (Isaías 34:10; Ezequiel 35:7).
9B. Os espectadores ficarão pasmados (Jeremias 49:17).
Existem muitos comentários adicionais a respeito dos edomitas. Dentre esses comentários citamos:

"O destino terrível de Edom, e a causa disso", diz David Higgins, "são claros. Edom iria se tornar um deserto assolado porque havia tratado mal a Israel. (Em contraste. Joel 3:20 prediz a perpetuidade de Judá e de Jerusalém.) Todas as demais palavras que foram posteriormente pronunciadas contra Edom são um simples desenvolvimento das idéias desses dois versículos de Joel" (Joel 3:19, 20). 22/47

Higgins prossegue: "Isaías 34 prediz que no local onde outrora os homens e seus palácios e fortalezas reinavam imponentes, animais selvagens e o mato tomariam conta. Viajantes que têm passado por Edom têm ficado maravilhados diante do cumprimento dessa profecia até os mínimos detalhes". 22/57


4A. HISTÓRIA
1B. O Período Anterior à Profecia
A história de Edom principia de modo turbulento, e assim continua no transcorrer dos anos. Para melhor compreensão do assunto, o que se tem a seguir é uma história pré-profética de Edom, isto é, a história de Edom antes que as profecias fossem declaradas. No livro Sareophagus of an Ancient Civiliization; Petra, Edom and the Edomites (Sarcófago de uma Antiga Civilização: Petra, Edom e os Edomitas), George L. Robinson diz que "depois da morte de Saul, na primeira oportunidade que tiveram, os edomitas demonstraram o ódio que sentiam contra Israel. Enquanto Davi estava ocupado no norte da Síria, derrotando Hadadezer, rei de Zobá, parece que Edom invadiu a região sul de Judá, chegando a ameaçar Jerusalém. Mas com a volta de Davi, o reino muito mais antigo de Edom foi arrasado pelo reino mais jovem de Israel; sendo que dezoito mil edomitas foram mortos no vale do Sal, na parte sul do mar Morto". 49/348

"Davi conquistou Edom, que passou a ser vassalo de Judá, continuando nessa situação mesmo durante a época da monarquia dividida, até o reinado de Jorão". 56/179

(Nota: The International Standard Bible Encyclopedia (A Enciclopédia Bíblica Modelar Internacional) calcula que o reino de Jorão ocorreu entre 853 e 841 a.C, que é um período anterior ao da maioria dos profetas.) 44/1580

Escreve David Higgins: "Cerca de cinqüenta anos depois da morte de Jorão, Amazias (ca. 800-785 a.C), rei de Judá, invadiu Edom e capturou a fortaleza de Sela." (Sela é a palavra hebraica que designa rocha, enquanto que Petra é a palavra grega que faz essa designação.) 22/36

H. Vos diz: "A liberdade que Edom obteve de Judá revelou ser apenas a preparação para mais escravidão - agora para a Assíria". 56/179

Howard Vos prossegue dizendo que "com a diminuição do poder assino, hordas caldéias, vindas da Transjordânia, dominaram Edom junto com as nações restantes". 56/180
2B. O Período Posterior à Profecia
A queda da Assíria marcou o período aproximado em que acabaram as profecias contra Edom. A Seguir tem-se a história depois que as profecias acabaram de ser pronunciadas. "Os nabeus são provavelmente 'os filhos do oriente' mencionados em Ezequiel 25:4. Em alguma época durante o século sexto a.C. os nabateus conseguiram expulsar os edomitas de suas fortalezas nas rochas e conquistar a cidade de Petra" (Predição 3B). 22/40

Ao discutir o cumprimento da Predição 4B, Bernard Ramm explica a conquista de Petra e Edom pelos judeus. "A conquista de Edom pelos judeus está provada por dois textos: 1 Macabeus 5:3 e Antigüidades (livro escrito por Josefo) 12.18.1. Foram os edomitas atacados primeiramente por João Hircano e depois por Simão de Gerasa. Portanto, cumpriu-se a predição de que os judeus também iriam conquistá-las". 48/103

A época do nascimento de Cristo, Petra era uma cidade próspera. Citando Estrabão, que viveu àquela época, George Davis explica: "Petra também era uma cidade bastante próspera. Estrabão conta que ela ficava numa das extremidades das grandes rotas comerciais da Ásia. Era o mercado onde os árabes vendiam suas especiarias e incenso". 11/52

O Unger's Bible Dictionary (Dicionário Bíblico de Unger), ao tratar de Edom durante a época romana, registra: "Os edomitas estavam agora incorporados à nação judaica, e escritores gregos e romanos freqüentemente designavam a província pelo nome deldwnaea (Idumêia). Imediatamente antes do cerco de Jerusalém por Tito, 20.000 idumeus entraram na Cidade Santa, perpetrando muitos roubos e realizando muitos atos de violência. A partir de então os edomitas, como um povo distinto, desaparecem das páginas da história". 54/286

Quando os judeus mais precisaram de ajuda, durante o cerco romano em 70 A.D., foi aí então que os edomitas mais atacaram os judeus. "Depois do massacre dos judeus", escreve David Higgins, "os idumeus retornaram à sua terra. Mas, com a queda de Jerusalém em 70 A.D., já não há mais registros históricos dos filhos de Esaú como um povo distinto" (Predição 5B). 22/44, 45



A fortaleza de Petra, construída nas rochas, sobreviveu. Lemos na Enciclopédia Britânica que Petra "já estava em decadência à época da invasão islâmica, no século sétimo (Predição 3B). No século doze os cruzados ali construíram um castelo, a que deram o nome de Sei. Fora isso, o local esteve ocupado apenas por tribos nômades, e se encontrava nessa condição quando, em 1812, a cidade foi redescoberta para o mundo ocidental pelo viajante suíço J. L. Burckhardt" (Predição 8B). 15/ v. 17. p. 751

George L. Robinson diz: "Desde que, em 1812, Burckhardt descobriu essa metrópole deserta e inóspita, apenas exploradores ocasionais e um número relativamente pequeno de turistas se aventuraram a correr o risco de visitar suas ruínas". 49/4

A respeito do ceticismo quanto à existência de Edom, Henry Morris explica que "Edom e os edomitas são mencionados repetidas vezes na Bíblia, mas estiveram totalmente esquecidos pela história secular até o século XIX, quando se encontraram referências a eles em monumentos egípcios e assírios. Finalmente foram descobertos os restos esplendidamente conservados da capital edomita, Petra, 'a cidade de rocha'. Assim, mais uma vez os críticos, que haviam sustentado que os edomitas não passavam de uma lenda, tiveram que se calar" (grifo nosso). 39/93

A isso Davis acrescenta: "Petra, a capital da terra de Edom, era uma das maravilhas do mundo antigo. Foi construída no meio de uma montanha de rocha. Muitos de seus edifícios foram escavados na rocha sólida. Petra proporciona uma visão estupenda devido aos edifícios em pedra lavrada, escavados no próprio lado da montanha, que era de uma rocha de uma cor entre o vermelho e o rosa. Era praticamente invencível ao assalto inimigo. Havia somente uma garganta estreita e comprida que servia de entrada. Nesse local uma pequena força de soldados era capaz de evitar a tomada da cidade por um grande exército". 11/50-52

Mas com que é que Petra se parece hoje? A descrição faz lembrar alguns dos mais assustadores contos de Edgar Allan Poe, mas é totalmente fiel à realidade. George Smith apresenta uma descrição bem marcante de Edom, citando vários autores:

"E igualmente total o cumprimento dessas profecias, e tão minuciosamente exato como no caso da profecia precedente. O capitão Mangles, que visitou essas ruínas, diz que quando estava admirando o cenário de Petra, 'os gritos das águias, falcões e corujas, que em grande número voavam acima de nossas cabeças, aparentemente aborrecidos com a aproximação de uma pessoa para perto de suas habitações solitárias, tornaram aquela cena ainda mais singular'. O dr. Shaw descreveu a terra de Edom e o deserto do qual atualmente faz parte como uma região 'abundante de diversas espécies de lagartos e víboras, existentes em grande número e que preocupam bastante'. E Volney conta que 'os árabes, em geral, evitam as ruínas das cidades da Iduméia devido aos enormes escorpiões que infestam o local'. Conforme observou Cory, é tão grande o número de escorpiões 'em Petra que, embora estivesse frio e houvesse neve, nós os encontrávamos sob as pedras, algumas vezes dois deles debaixo de uma única pedra!' O xeque e seu irmão, que acompanhavam Cory, lhe asseguraram que 'freqüentemente se vêem tanto leões como leopardos em Petra e nas colinas imediatamente atrás da cidade, mas que nunca descem até a planície ali perto'. Como se sabe que o termo 'sátiro' geralmente se emprega para designar um animal mitológico, o uso da palavra nas Escrituras tem provocado alguma surpresa e indagação. A palavra significa 'ser cabeludo', e é bem possível que tenha sido utilizada para designar a cabra selvagem, que se encontra em grandes rebanhos nessas montanhas". (Predições 1B, 2B, 7B, 9B). 51/221, 222

Higgins relaciona a profecia com os cumprimentos: "Vez após vez é predita a desolação de Edom. A época dos profetas parecia bem improvável o cumprimento de uma predição como essa. Mesmo depois que os edomitas haviam sido expulsos, os nabateus desenvolveram uma civilização florescente que durou séculos. Mas Deus havia dito que iria tornar desertas as cidades de Edom. Hoje a terra está abandonada, um testemunho silencioso acerca da Palavra do Senhor, que não erra. Petra é um exemplo notável do cumprimento literal dessa profecia. Essa grande e antiga capital, com um teatro para 4.000 pessoas sentadas, templos, altares e monumentos, encontra-se agora silenciosa e solitária, deteriorando-se com a passagem do tempo" (Predições 1B, 2B, 8B). 22/55

Herbert Stewart apresenta uma descrição mais detalhada: "0 chão está coberto de colunas quebradas e pisos arrebentados, montões de pedras lavradas e muitas outras ruínas. Existe uma grande quantidade de escorpiões e corujas entre as ruínas. Burckhardt, um dos mais ousados e corajosos dentre os exploradores, diz que nunca conheceu o que era o medo até que chegou perto de Petra. Ao cair da noite ouve-se o uivo do chacal, vindo do alto das rochas, respondido por outro uivo mais distante, vindo do lado da nascente do Wadi. A pedra em que o viajante sente talvez esteja cercada de urtigas e cardos podendo estar no que foi a área interna de belíssimos templos ou palácios ou outras edificações. E tudo o que é mencionado nos trechos citados (Isaías 34:10-14; Jeremias 49:16) encontrou, nestes últimos séculos, um lugar de descanso na cidade abandonada" (Predições 1B, 7B, 8B). 52/71, 72

George L. Robinson elucida os sentimentos de estar em Petra hoje: "Petra é um lugar que causa surpresa e perplexidade, mas que, acima de tudo, fascina. A primeira visita que você faz ao local é um acontecimento sem precedentes em sua vida. Você têm uma sensação da atuação de Deus através do homem e também sem o homem. Se você nunca teve essa sensação antes, é em Petra que você sentirá a influência do sobrenatural. O lugar parece tão remoto, sem qualquer relação com o ambiente ao seu redor ... um lugar que não foi descoberto e ao mesmo tempo impossível de ser descoberto. Que outra cidade esteve perdida por um milhar de anos e, finalmente, quando encontrada por acidente, ainda revelava manter tanto do seu esplendor a ponto de deixar surpreso o atônito explorador?" 49/9

Uma outra descrição bem marcante de Petra é feita por Alexandre Keith no livro Evidence of the Truth of the Christian Religion (Provas da Verdade da Religião Cristã): "Eu gostaria que o cético pudesse ficar como eu fiquei no meio das ruínas dessa cidade entre as rochas, e ali abrir o livro sagrado e ler as palavras do escritor inspirado, escritas quando esse lugar desolado era uma das maiores cidades do mundo. Posso ver o zombeteiro imóvel, rosto pálido, lábios trêmulos e coração palpitando por causa do temor, enquanto a cidade em ruínas clama a ele numa voz alta e forte como a voz de alguém que ressurgiu dos mortos — embora prefira não crer em Moisés e nos profetas, ele crê que Deus escreveu com o próprio punho na desolação e nas ruínas eternas que o cercam". 27/339


5A. CUMPRIMENTOS ESPECÍFICOS
Analisaremos agora uma a uma cada predição. A primeira já foi vista de modo bem claro: não há dúvida de que Edom é um local abandonado. Já foi igualmente demonstrado o cumprimento da segunda predição. Pode-se com toda segurança identificar a conquista de Edom pelos muçulmanos, no século sexto A.D., com a conquista pelos "pagãos", que é a terceira predição. A quarta predição é que Edom seria conquistada por Israel: "Em Ezequiel 25:14 encontramos a predição de que Deus usaria

Israel para se vingar de Edom. Considerando o fato de que à época da entrega da profecia Israel se encontrava cativo na Babilônia, uma profecia dessas provavelmente pareceria ridícula. No entanto, aproximadamente quatro séculos depois a predição se cumpre nas pessoas de Judas Macabeu e João Hircano. Milhares de edomitas foram mortos e a nação foi obrigada a se submeter à circuncisão judaica, e, para todos os propósitos práticos, os edomitas tornaram-se judeus". 22/58, 89



A quinta predição, a de uma história sangrenta, vem em seguida: "Um estudo da história de Edom já revelou esse aspecto. A Assíria invadiu a terra e obrigou Edom à servidão. A vinda de Nabucodonosor representou um preço elevado pago pelos edomitas. A migração dos nabateus diminuiu o seu número. Quarenta mil edomitas morreram às mãos de Judas Macabeu". 22/55

Floyd Hamilton descreve o cumprimento da sexta predição, a que menciona Tema: "E por estranho que pareça, Tema, ou Ma'an, como é chamada hoje, continua sendo uma cidade próspera, na fronteira oriental da terra de Edom, e a única cidade em toda a terra que não está abandonada! Será que se poderia achar um cumprimento de profecia mais maravilhoso que esse? Reflita sobre a ínfima chance que um simples homem teria em escolher apenas uma em todo o país como a única que continuaria a existir através dos séculos, enquanto todas as demais cidades teriam o destino comum de destruição e abandono! Só Deus poderia prever um resultado desses, e, logicamente, o livro que contém tais profecias deve ser o Seu livro!" 20/312, 313

Raphael Patai explica que "Petra era a principal cidade da malha de rotas de caravana que ia da África à Ásia menor... Seria possível imaginar a cidade no auge de sua prosperidade... No entanto, apesar de toda sua importância, é bem estranho que Petra tenha sido literalmente uma cidade perdida por cerca de seiscentos anos. Absolutamente nada se sabe da cidade entre 1200 e 1812 A.D., quando foi redescoberta... Mesmo hoje, embora sua fama tenha se espalhado por todo o mundo, o número de pessoas que chegaram de fato a ver a cidade é insignificante. Permanece escondida e perdida, sendo um dos mais estranhos e ao mesmo tempo mais belos cenários do mundo; uma necrópole enorme e colorida, vigiada por águias". 45/121, 122

A sétima predição, que diz respeito aos animais selvagens, já foi enfocada.



Sobre a oitava predição, término do comércio, lemos: "Inclui-se na profecia das desolações de Edom", diz D. Higgins, "o fato do término do comércio. Isaías disse que 'para todo o sempre ninguém passará por ela' (34:10); ao que Ezequiel acrescenta: 'eliminarei dele o que por ele passa' (35:7). Era algo impensável que o comércio de Edom viesse a acabar, pois as rotas de comércio se cruzavam naquela terra. Mas a profecia cumpriu-se literalmente..." 22/56

Em A Manuel of Bible History (Um Manual de História Bíblica), de autoria de William G. Blaikie, lemos, a respeito da profecia de que "ninguém passará por ela", que "a objeção de que a profecia... não se cumpriu literalmente, pelo fato de que viajantes têm passado por Edom é evidentemente leviana. Quando se repara que o grande volume de tráfego comercial que costumava passar por Edom já não circula ali, de tal modo que nunca mais se viu uma única caravana percorrendo aquelas rotas, certamente a profecia tem dado abundantes provas de confirmação". 5/141

A nona predição, a de que os que vissem os acontecimentos ficariam atônitos, também foi totalmente analisada. Higgins faz um bom resumo a respeito: "Jeremias mencionou que aqueles que passassem por Edom ficariam surpresos diante de sua devastação... As imponentes cidades de Edom ficaram desertas e os curiosos viajantes que passam por lá nunca deixam de manifestar surpresa diante das fortalezas abandonadas, nas montanhas" (Predição 9B). 22/59

Iain Browning assinala que "... os que visitam Petra não se surpreendem tanto pelos maravilhosos cenários, frutos da ação do tempo, como pela devastação que faz crer que Deus operou". 61/72

"Para o viajante, antigamente uma visita a Petra era uma das grandes experiências que poderia ter ... O que surpreende é que, muito embora hoje seja bem simples e seguro fazer uma visita a essa cidade que esteve perdida por tanto tempo, o mesmo sentimento de excitação e encantamento ainda domina a expedição e os visitantes ainda experimentam aquela mesma sensação de suspense e clímax de que nossos antepassados escreveram". 61/78
6A. PROBABILIDADE E CONCLUSÃO
Peter Stoner chega a um número elevado no cálculo da probabilidade de se cumprirem minuciosamente apenas três das predições sobre Edom: "Assim se calculou a probabilidade do cumprimento desses três diferentes pontos (acerca das profecias sobre Edom): (1) 1 chance em 10 (de Edom ser conquistado); (2) 1 em 10 (de subseqüentemente ficar devastado); (3) 1 em 100 (de nunca voltar a ser habitado). Isso dá a profecia uma probabilidade de 1 em 104 ". 47/93

Em outras palavras, 1 em 10.000.



"Muitos provavelmente percebam que é difícil compreender esse cálculo de probabilidade da profecia. Diante disso, a melhor opção é fazer uma comparação com algo a que estejamos familiarizados. Edom tinha aproximadamente 100 quilômetros de largura e 180 quilômetros de comprimento. Esse reino, cuja área tinha um formato retangular, tinha cerca de 18.000 quilômetros quadrados. O Rio de Janeiro tem cerca de 44.000 quilômetros quadrados. Imagine uma predição assim: (1) Rio de Janeiro será devastado; (2) após ser conquistado nunca voltará a ser habitado; (3) será invadido por homens do oriente, vindos do outro lado do oceano; (4) também será conquistado por homens do nordeste; (5) terá um futuro ainda mais sangrento e corrupto do que qualquer outra parte da República Federativa do Brasil; (6) será inteiramente destruído até suas fronteiras; (7) a área do antigo reino estará infestada de animais selvagens.

Se alguém fizesse tal predição hoje em dia, ou seria ridicularizado, ou ignorado, ou internado num hospício. Soa algo simplesmente absurdo. Uma chance em 300.000.000 parece um número conservador, no entanto, é aproximadamente o que aconteceu a Edom na vida real. Edom tinha uma grande população e era poderoso; Israel se encontrava destroçado e cativo na Babilônia, e foi Ezequiel que fez profecias fantásticas demais para serem verdades — no entanto, elas se tornaram verdade. A dura realidade está bem diante de nós. A profecia é real. A ira de Deus é real. Ezequiel é real. As ruínas de Petra são bem reais.
7. TEBAS E MÊNFIS
Parecem existir poucas terras mais encantadoras e fascinantes do que o antigo Egito. Ezequiel profetizou a respeito de muitas cidades desse país, mas trataremos de apenas duas: Tebas (a antiga "No") e Mênfis (a antiga "Noph"). O livro The Wonders of Prophecy (As Maravilhas da Profecia) constitui uma fonte valiosíssima para este estudo sobre o Egito.
1A. TEXTO BÍBLICO E DATAÇÃO

Ezequiel 30 (592-570 a.C):



13. Assim diz o Senhor:

'Também destruirei os ídolos e darei cabo das imagens em Mênfis; já não haverá príncipe na terra do Egito, onde implantarei o terror".

14. "Farei desolada a Patros. Porei fogo a Zoã e executarei juízo em Nô".

15. "Derramei o meu furor sobre Sim (ou Pelusa), fortaleza do Egito, e exterminarei a multidão de Nô".




2A. PREDIÇÕES
1B. Destruição dos ídolos de Mênfis (Ezequiel 30:13).
2B. Tebas será destruída,"dividida" e incendiada (Ezequiel 30:14).

Tebas: Exterminarei a multidão de... (Ezequiel 30:15)


4B. Já não haverá príncipe natural do Egito (Ezequiel 30:13).
3A. HISTÓRIA
Primeiramente veremos a história de Mênfis. John Urquhart nos fornece as informações iniciais: "Esse nome preserva a designação Pa-Nouf, com que os egípcios chamavam a antiga cidade que conhecemos como Mênfis. Ela teria sido fundada por Menes, e teria sido nela que se elaboraram os primeiros regulamentos para a adoração dos deuses e o culto nos templos. É certo que o nome era tido na mais profunda veneração". 55/45

Podemos notar o grande valor dado a imagens e ídolos no início da história de Mênfis. O texto que temos em seguida encontra-se na obra A Commentary: Criticai, Experiential and Practical on the Old and New Testament. (Um Comentário Crítico, Experimental e Prático sobre o Antigo e o Novo Testamentos): "Mênfis, capital do Médio Egito e fortaleza de 'ídolos'. Embora não haja registros que indiquem a destruição desses ídolos por Nabucodonosor, Heródoto nos informa que Cambises tomou Pelusa, o principal ponto estratégico do Egito, ao colocar cachorros, gatos e outros animais na frente do seu exército, animais que eram considerados sagrados pelos egípcios, de modo que nenhum egípcio usaria qualquer arma contra eles. Cambises destruiu violentamente Apis, o boi sagrado, e queimou outros ídolos do Egito" 23/ v. 4, p. 318 (Predição 1B; Urquhart calcula que essa invasão ocorreu em 525 a.C, bem depois da profecia ser dada).

Visto que Iavé se opunha fortemente à idolatria, parece especialmente irônico que a queda de uma cidade idolatra ocorresse por causa desse pecado. Temos em seguida uma paráfrase da parte do livro de J ohn Urquhart em que ele trata do Egito.

Olhar para Mênfis à época de Cristo e, então, examinar as profecias faz com que as predições se tornem ainda mais improváveis. Estrabão calculou que Mênfis só ficava atrás de Alexandria em tamanho. No entanto, com a fundação do Cairo ali nas proximidades, por volta do século sétimo A.D. começou a decadência de Mênfis. Partes de Mênfis começaram a ser transferidas para o Cairo, muito embora parecesse que a cidade nunca chegaria a desaparecer totalmente. Um viajante do século treze, Abdul-Latif, afirmou que uma parte importante de Mênfis ainda continuava no local e continuava agradando à vista. A frase que esse viajante usou para descrever o local foi "uma coleção de obras maravilhosas". 55/46

Urquhart prossegue com uma explicação sobre o presente. Ele diz que um século atrás havia dúvida até mesmo sobre o verdadeiro local da cidade. Com o surgimento dessa dúvida confirma-se o cumprimento da profecia. 55/46

Muitos outros viajantes têm feito comentários sobre Mênfis. John Urquhart cita Wilkinson, que ficou surpreso com o fato de ter restado tão pouco da outrora enorme cidade. Também temos o caso de Amélia B. Edwards, que em seu livrou ThousandMiles Up the Nile (Mil Milhas Nilo Acima; pp. 97-99) menciona a existência de umas poucas e dispersas peças e objetos de antigo esplendor. Quase não vale a pena o esforço de ver grande parte do que sobrou. O que restou é tão pouco que facilmente se pode fazer uma lista de tais peças e objetos. "É difícil crer que uma grande cidade tenha florescido nesse local". 55/47, 48

A história de Tebas foi diferente. De acordo com Urquhart os juízos pronunciados contra Tebas foram tão duros que os historiadores, sem o notarem, apresentaram o cumprimento de tais juízos. Dois golpes iriam derrubar Tebas ao chão, sendo que nenhum deles ocorreu antes de feitas as predições. Urquhart assinala que Ezequiel viveu durante o reinado de Nabucodonozor, e que treze anos depois que esse rei tinha morrido e os persas eram o império dominantes, Cambises (525 a.C.) invadiu o Egito e infligiu uma destruição tão grande à parte alta de Tebas que só uma pessoa tão obcecada assim o faria. Queimou os templos e tentou destruir as enormes estátuas. Tebas recuperou-se rapidamente desse golpe, mas carregou consigo uma cicatriz da qual nunca se livraria. 55/26, 27

Urquhart registra que o segundo golpe foi desferido no século que antecedeu ao nascimento de Cristo. Até então, Tebas continuava sendo uma das principais cidades da região do ponto-de-vista financeiro. Contudo, por volta de 89 a.C, foi imposto um cerco à cidade, que durou três anos, quando finalmente Tebas caiu em esquecimento para sempre. Foi virtualmente aplainada, cumprindo assim Ezequiel 30:14, 15. A grande multidão de moradores foi exterminada, e os que sobraram nunca voltaram ao local. 55/27

Urquhart cita que Deodoro Sículo, que viveu por volta de 50 a.C,. viu Tebas depois da queda e admirava a cidade devido à sua importância religiosa. Mesmo depois da queda, Deodoro pôde ver a grandeza e a beleza da cidade: sua circunferência tinha sido de 2,8 quilômetros, seus muros tinham tido 7 metros de largura e 20 metros de altura, e suas riquezas eram o produto das habilidades dos melhores operários e artesãos que viveram durante inúmeros reinados. 55/25

Diz-se que Estrabão observou Tebas em 25 a.C. e que afirmou que a cidade estava dividida em inúmeras vilas, forma em que a cidade tem permanecido até os tempos modernos — dividida e desunida. É assombroso notar que a profecia estipulou até mesmo a condição em que a cidade permaneceria para sempre. 55/28

Para fazer uma comparação entre as duas cidades devemos nos lembrar de que Tebas seria dividida e o povo exterminado, e que Mênfis teria os ídolos destruídos, o que significava a destruição da cidade inteira. Floyd Hamilton explica a respeito: "Se compararmos Mênfis com Tebas, onde os ídolos ainda existem em grande número e onde ainda se vêem imagens nas paredes dos templos, é ainda maior o impacto da maravilha da profecia cumprida. Como é que aconteceu que as profecias a respeito das duas cidades não foram trocadas? Como foi que aconteceu que não foi Tebas que teve os ídolos destruídos e que não foi Mênfis que sobreviveu embora dividida? Como foi que aconteceu que, dentre todas as cidades devastadas do Egito, Mênfis foi escolhida para o destino específico de ter os ídolos destruídos?" 20/308

Urquhart também encontrou uma bela comparação feita por Brugsch Bey no livro Egypt Under the Pharaohs (O Egito dos Faraós), em que Bey considera Mênfis como a cidade dos deuses. É compreensível que o Deus que não suporta a idolatria se colocasse contra Mênfis — embora à época a queda dessa cidade parecesse algo quase impossível. Em outros lugares, por exemplo, em Tebas, que foi devastada à época do auge de Mênfis, os ídolos permaneceram. Por outro lado, o juízo sobre Mênfis também permanece. 55/45

A predição final tem sido ignorada, mas se aplica ainda hoje. A profecia a respeito da ausência de um príncipe nativo do Egito tem-se cumprido totalmente. Obviamente, a predição não era de que haveria permanentemente uma anarquia, mas que o governo do Egito estaria em mãos estrangeiras. Os persas se apoderaram do Fgito em 525 a.C, mas ela se manteve em estado de rebelião durante 170 anos. Em 350 a.C. Okhos finalmente esmagou o Egito e a partir de então estrangeiros têm controlado o governo. 55/42

Finalmente, John Urquhart mostra que quando não se tiram essas profecias do seu contexto, elas nos ensinam a respeito do juízo de Deus por causa do pecado e do orgulho. Deus é soberano e jamais esquece Suas advertências ou Suas promessas. 55/42




8. NÍNIVE

Devemos nos lembrar em conjunto dos próximos dois temas proféticos pois não são bem semelhantes. As duas principais cidades do mundo antigo eram Nínive e Babilônia. As duas eram cidades incrivelmente fortes, como logo teremos oportunidade de ver. Eram bem populosas e com uma forte índole militarista — eram centros de impérios militares extremamente fortes. No entanto, à época do auge do poder e influência de cada uma, profecias de condenação foram atiradas contra seus meios e logo depois elas foram conquistadas — Nínive, depois de um sítio de três meses (o que é um período muito curto) e a Babilônia, sem qualquer luta.

A primeira cidade a ser analisada será Nínive, a ímpia capital do império assírio. Naum foi enviado a pregar arrependimento — mas não houve qualquer arrependimento — e então profetizar a vontade do Senhor.


1A. TEXTO BÍBLICO


Naum (661 a antes de 612 a.C.)
1:8 "Mas com inundação transbordante acabará duma vez o

lugar desta cidade; com trevas perseguirá o Senhor os seus inimigos".

1-10 "Porque, ainda que eles se entrelaçam com os espinhos,

e se saturam de vinho como bêbados, serão inteiramente consumidos como palha seca".

2-6 "As comportas dos rios se abrem, e o palácio é destruí-

do".


3:10 "Todavia ela foi levada ao exílio, foi para o cativeiro;

também os seus filhos foram despedaçados nas esquinas de todas as ruas; sobre os seus nobres lançaram sortes, e todos os seus grandes foram presos com grilhões".

3:13 "Eis que as tuas tropas no meio de ti são como mulheres;

as portas do teu país estão abertas de par em par aos teus inimigos; o fogo consome os teus ferrolhos".

3:19 "Não há remédio para a tua ferida; a tua chaga é incurável;

todos os que ouvirem a tua fama baterão palmas sobre ti; porque, sobre quem não passou continuamente atua maldade?"

2A. PREDIÇÕES E EXPLICAÇÃO
1B. Será destruída num estado de embriaguez (Naum 1:10).
2B. Será destruída "com inundação transbordante" (Naum 1:8; 2:6).
3B. Será queimada (Naum 3:13).
4B. Será totalmente destruída ("a tua chaga é incurável") e ficará devastada (Naum 3:19).
3A. DATAÇÃO

Acerca da data de Naum, George E. Meisinger escreveu: "As datas mais antigas e mais recentes que se pode atribuir ao profeta Naum são dadas pelo próprio profeta. A data mais antiga está indicada em 3:8, onde o profeta vê a conquista de No-Amom (Tebas) como um acontecimento passado. Pelos Anais Assírios fica-se sabendo que Assurbanípal saqueou Tebas em 663 a.C. (BRIGHT, John. A History of Israel (Uma História de krael). Filadélfia: Westminster Press, 1960. p. 289).



A data mais recente possível fica estabelecida pela natureza do conteúdo do livro; isto é, olha para a queda de Nínive como um acontecimento futuro. A Crônica Babilônica indica a data da queda de Nínive como sendo 612 a.C. (WISEMAN, D. J. Chronicles of Chaldean Kings (685-556 a. C.) In the British Museum (Crônicas dos Reis Caldeus - 685 a 556 a.C. - Existentes no Museu Britânico). Londres: Trustees of the British Museum, 1956. p. 24-26.)". 37/12

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