Evidência que exige um veredito



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3B. A Teoria da Alucinação
1C. A TEORIA - TODAS AS APARIÇÕES DE CRISTO APÓS A RESSURREIÇÃO FORAM NA VERDADE APARIÇÕES IRREAIS. O QUE DE FATO ACONTECEU FOI QUE AS PESSOAS TIVERAM ALUCINAÇÕES.
2C. A REFUTAÇÃO
1D. As aparições de Cristo foram assim tão importantes?

C. S. Lewis diz: "No início do cristianismo um 'apóstolo' era antes de mais nada um homem que afirmava ser uma testemunha ocular da Ressurreição. Apenas uns poucos dias depois da Crucificação, quando foram indicados dois candidatos para a vaga criada pela traição de Judas, a qualificação de ambos era que haviam conhecido Jesus pessoalmente tanto antes como depois da Sua morte e, assim, ao se dirigirem ao mundo não-cristão, poderiam apresentar testemunhos de primeira mão em favor da Ressurreição (Atos 1:22). Poucos dias depois, Pedro, pregando o primeiro sermão cristão, faz a mesma afirmação: 'A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós cristãos somos testemunhas' (Atos 2:32). Na Primeira Carta aos Coríntios, Paulo fundamenta sua reivindicação ao apostolado batendo na mesma tecla: 'Não sou apóstolo? não vi a Jesus, nosso Senhor?'" 37/148
2D. Faria diferença se as aparições de Cristo após a ressurreição fossem

visões?

Considerando a definição dada por Lewis, se fosse verdadeira a teoria que considera todas as aparições de Cristo como simples alucinações, então seria nulo o valor da função apostólica.

Se a teoria é verdadeira, significa, nas palavras de Gresham Machen, "... que a Igreja Cristã encontra-se alicerçada numa experiência patológica de certas pessoas, ocorrida no primeiro século de nossa era. Significa que, caso tivesse havido um bom neurologista para tratar de Pedro e dos outros, jamais teria existido uma Igreja Cristã". 32/10,11

J. N. D. Anderson, ao falar da "credibilidade do testemunho apostólico...", diz que ele "permanecerá de pé ou cairá por terra em função da validade do testemunho deles..." 4/100
3D. O que é uma visão?

O professor Wübur Smith diz: "A definição mais satisfatória que eu já encontrei para a palavra 'visão' é uma que foi feita por Weiss: 'O significado científico desse termo é que ocorre um ato aparente de visão, para o qual não existe um objeto externo correspondente. O nervo ótico não foi estimulado por raios de luz ou ondas do éter vindos de fora, mas por uma causa fisiológica puramente interna. Ao mesmo tempo a impressão sensorial da visão é plenamente aceita por aqueles que experimentam a visão como se fosse algo totalmente objetivo. Ele não tem qualquer dúvida de que o objeto da sua visão está realmente diante dele'". 60/581
4D. As aparições de Cristo após a ressurreição foram visões?

A experiência dos discípulos não foi a de simples visões; o testemunho do Novo Testamento se opõe totalmente a uma hipótese dessas.

Conforme Hillyer Straton disse, "... homens sujeitos a alucinações jamais se tornam heróis morais. O efeito da ressurreição de Jesus em vidas transformadas era contínuo, e a maioria dessas primeiras testemunhas enfrentou a morte por proclamar essa verdade". 64/4


5D. A teoria da alucinação não é plausível porque contradiz certas leis

e princípios a que, segundo os psiquiatras, as visões devem se conformar.
1E. Em geral, apenas determinados tipos de pessoas experimentam alucinações. 3/4-9; 38/67-69; 51/97-99

São aquelas pessoas que descreveríamos como "hiper-sensíveis", de elevada imaginação e muito nervosas.

As aparições de Cristo não se restringiram a pessoas de qualquer perfil psicológico específico.

John R. W. Stott diz: "...Havia diferentes estados psicológicos...."

"Maria Madalena estava chorando..."

"... as mulheres estavam temerosas e perplexas..."

"... Pedro estava tomado de remorsos..."

"... e Tome, de incredulidade".

"Os dois discípulos de Emaús encontravam-se atônitos diante dos acontecimentos da semana ..."

"... e os discípulos na Galiléia, diante da sua pesca ..."

"É impossível rejeitar essas manifestações do divino Senhor como sendo alucinações de mentes perturbadas". 63/57

2E. No subconsciente de um indivíduo, as alucinações estão ligadas a suas experiências pessoais do passado. 3/4-9; 38/67- 69; 51/97-99



1F. São experiências muito individuais e extremamente subjetivas.

Heinrich Kluerer em Psychopathology of Perception (Psicopatologia da Percepção), cita um famoso neurobiólogo (Raoul): "Mourgue, no tratado fundamental que escreveu sobre a neurobiologia das alucinações, chegou à conclusão de que variabilidade e inconstância representam os aspectos mais constantes nos fenômenos alucinatórios e afins. Para ele a alucinação não é um fenômeno estático, mas um processo essencialmente dinâmico, cuja instabilidade reflete a própria instabilidade dos fatores e condições associados à sua origem". 27/18

De modo que é extremamente improvável que duas pessoas viessem a ter a mesma alucinação ao mesmo tempo.
2F. Muitas pessoas viram as aparições de Cristo.

Thomas J. Thorburn faz a seguinte asserção: "É totalmente inconcebível que um número tão grande, como digamos quinhentas pessoas, em diversas condições mentais, com diferentes temperamentos, em vários números, em toda espécie de horas do dia e em situações sensoriais — visuais, auditivas e táteis — e que todas essas experiências, ricas em detalhes, se devessem inteiramente a alucinações subjetivas. Dizemos que é incrível porque, caso se aplicasse essa teoria a qualquer acontecimento histórico que não fosse 'sobrenatural', seria repudiada como uma explicação ridiculamente insatisfatória". 68/158, 159

Theodore Christlieb, citado por Wübur Smith, diz: "Não negamos que a ciência possa nos contar casos em que todo um ajuntamento de pessoas teve visões simultaneamente. Mas nas vezes em que isso ocorreu, a visão sempre foi acompanhada por uma excitação mórbida da vida mental, bem como um estado físico mórbido, especialmente em termos de doenças nervosas. Bem, mesmo que um ou mais discípulos tenham estado nessa condição de morbidez, de modo algum temos razão para concluir que isso aconteceu com todos. Com toda certeza eram homens com temperamento e constituições os mais variados. E, no entanto, afirma-se que um discípulo atrás do outro caiu nesse estado mórbido; não apenas as mulheres que estavam excitadas, mas até mesmo Pedro, aquele pescador forte e robusto que, seguramente, mais do que qualquer outro, estava longe de experimentar um estado de nervosismo, Tiago e aqueles dois no caminho de Emaús e assim por diante, inclusive o sereno e questionador Tome. Sim, e todos os onze simultaneamente, e até mesmo mais de quinhentos irmãos que estavam reunidos. Afirma-se que todos de repente caíram em alguma espécie de auto-alucinação e observe-se que isso ocorreu nos momentos e lugares mais diferentes e durante as mais variadas atividades (de manhã junto ao túmulo; na conversa pela estrada; no círculo íntimo de amigos que trabalhavam no lago). Em todas essas ocasiões, com toda certeza devem ter estado com diferentes estados mentais e deve ter sido variada a tendência interior de cada um para ter visões. E será que todos eles poderiam ter concordado entre si em anunciar ao mundo essas visões como aparições corpóreas do Cristo ressuscitado? Ou, caso tivessem concordado nisso, será que poderia ter sido pura auto-ilusão ou engano intencional? Certamente, mais tarde um ou outro deles deve ter perguntado a si mesmo se a imagem que tinha visto era real. Schleiermacher diz com grande acerto: 'Quem quer que suponha que os discípulos se enganaram e que confundiram o interior com o exterior, acusa-os de uma tal fraqueza mental, que logicamente invalida todo o testemunho que dão acerca de Cristo, dando a impressão de que o próprio Cristo, quando escolheu essas testemunhas, não conhecia a natureza humana. Ou, caso Ele mesmo tivesse desejado e determinado que confundissem aparições interiores com percepções exteriores, Ele teria sido o autor do erro, e todos os valores morais estariam misturados, caso isso fosse compatível com Sua sublime dignidade'". 60/396, 397
3E. De acordo com dois renomados psiquiatras, L. E. Hinisie e J. Shatsky, uma ilusão "é uma percepção errônea, uma resposta errada a um estímulo sensorial..."

"... Mas num indivíduo normal essa crença errada geralmente desperta o desejo de verificar e, freqüentemente, um ou mais dentre os outros sentidos poder vir em auxílio e convence a pessoa de que aquilo é apenas uma ilusão". 26/280

É impossível que as aparições de Cristo tenham sido percepções "errôneas".

Wübur Smith escreve sobre os detalhes observados por Lucas. Descreve Lucas como "um homem acostumado a considerar cientificamente qualquer assunto que estivesse estudando. No início de seu segundo livro, os Atos dos Apóstolos, Lucas diz que nosso Senhor, 'depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis', ou mais literalmente, 'com muitas provas'". 60/400

Smith prossegue: "...o próprio tipo de provas em que a ciência moderna e até mesmo os psicólogos tanto insistem para poder determinar a realidade de qualquer objeto sob exame é o tipo de prova que os Evangelhos nos apresentam em relação à ressurreição do Senhor Jesus, a saber, as coisas que se pode ver com a vista humana, tocar com as mãos humanas e ouvir com o ouvido humano. É isso que chamamos de provas empíricas". 60/389, 390

W. J. Sparrow-Sitnpson diz que as "aparições do Mestre Ressurreto podem ser analisadas de acordo com os sentidos humanos aos quais elas apelam, seja o sentido da visão, ou da audição, ou do tato. É possível agrupar convenientemente os diferentes fenômenos nessas três classes". 62/83

Sparrow-Simpson continua: "Primeiramente analisemos as manifestações que apelaram ao sentido da visão. Naturalmente elas vêm em primeiro lugar, por serem a forma inicial de obterem a atenção deles. Os Evangelhos as descrevem através de várias expressões:


'Jesus veio ao encontro delas'.

'(Eles) o viram', mas este ato

de ver incluiu aqueles que duvidavam'.

'(Eles) o reconheceram'.

'Eles... acreditavam estarem

vendo um espírito'.

'Vede as minhas mãos e os meus pés,

que sou eu mesmo; apalpai-me e

verificai, porque um espírito não tem

carne nem ossos, como vedes que eu

tenho. Dizendo isto, mostrou-lhe

as mãos e os pés'.

Semelhante encontramos no

quarto Evangelho:

'Vi o Senhor!'.

'E... lhes mostrou as mãos e o lado'.

'Alegraram-se... ao verem o Senhor'.

'Se eu não vir nas suas mãos o

sinal dos cravos'.

'Porque me viste'.

'Nenhum dos discípulos ousava

perguntar-lhe: Quem és tu?

porque sabiam que era o Senhor'.

'Aparecendo-lhes durante quarenta dias'.

O Senhor Ressurreto chama, nessas

aparições, a atenção para os sinais das

feridas que sofreu durante sua paixão.

São Lucas fala das mãos e dos pés.

São Mateus não menciona

nenhum nem outro.

São João menciona

'as mãos e o lado'. 62/183, 184

As aparições o Cristo ressurreto

são também relatadas como tendo

apelado ao sentido do tato.

Nesse aspecto, de longe as palavras

mais enfáticas são as de São Lucas:

'Apalpai-me e verificai, porque um

espírito não tem carne nem ossos,

como vedes que eu tenho...'

Então lhe apresentaram um

pedaço de peixe assado. E ele

comeu na presença deles'. 62/92,93



O professor Thomas Thorbum

diz: "...A visão 'alucinatória'junto

ao túmulo, narrada por Marcos

implica uma experiência auditiva:

o anjo disse às mulheres para que



fossem anunciar o fato aos discípulos'.

Semelhantemente, em Mateus

(que se baseou em grande parte

nas mesmas fontes de Marcos) as

mulheres tanto vêem como ouvem

Jesus, e também tocam nele." 68/133



Mateus 28:9
Mateus 28:17

Lucas 24:31


Lucas 24:37
Lucas 24:39

João 20:18

João 20:20

João 20:20


João 20:25

João 20:29

João 21:12

Atos 1:3

Lucas 24:29-40

João 20:20-25, 27


Lucas 24:39

Lucas 24:42,43
Mateus 28:9, 10

Marcos 16.5-7



4E. A ocorrência de alucinações geralmente se restringe a determinados locais e horas. 3/4-9; 38/67-69; 51/97-99 Geralmente essas experiências ocorrem:

num local de ambiente nostálgico;

ou numa hora do dia que faz a pessoa especialmente assumir uma atitude de ficar lembrando acontecimentos passados.

As horas e os locais em que ocorreram as aparições de Cristo não levaram as testemunhas a terem alucinações. Não houve caso de acontecimentos imaginários provocados pelo ambiente familiar.

John R. W. Stott comenta que "...faltavam as circunstâncias externas favoráveis à ocorrência de alucinações..." 63/57

Stott prossegue: "Se todas as aparições tivessem ocorrido em um ou dois lugares especialmente sagrados, os quais tivessem tido um significado especial devido às lembranças de Jesus..." e se "... a atitude dos discípulos tivesse sido de expectativa..." então "...nossas suspeitas bem que poderiam ser despertadas". 63/57



Stott conclui: "Se tivéssemos apenas o relato das aparições no cenáculo, teríamos motivo para duvidar e questionar. Caso os onze tivessem estado reunidos naquele lugar especial onde Jesus passara com eles algumas das suas últimas horas na terra, e caso tivessem mantido vago aquele local, e estivessem tendo recordações sentimentalistas dos maravilhosos dias passados com Jesus, e tivessem se lembrado de suas promessas de voltar, e tivessem começado a imaginar se ele poderia voltar e a esperar que ele o fizesse, até que o entusiasmo dessa expectativa se consumasse, com sua repentina aparição, caso tudo isso tivesse acontecido então haveria razões para temermos que tivessem sido enganados por uma terrível ilusão". 63/57

W. Robertson Nicoll, citado por Kevan, diz: "É preciso lembrar que os discípulos diziam que não apenas tinham visto a Cristo, mas que haviam conversado com ele, que esses encontros ocorreram em circunstâncias variadas e que havia muitas testemunhas". 30/10

James Orr analisa o fator tempo, dizendo que as aparições "não foram rápidas visões de Cristo, mas encontros demorados", em The Ressurrection of Jesus (A Ressurreição de Jesus), p 145 (citado por Ramm). 52/186

Pense na grande variedade de horas e locais das aparições:

Mateus 28.9, 10 — Bem de manhãzinha, às mulheres junto ao túmulo.

Lucas 24:13-33 — na estrada de Emaús, numa tarde.

Lucas 24:34; 1 Coríntios 15:7 — Dois encontros particulares a plena luz do dia.

João 21 :l-23 — Bem de manhã num certo dia, junto ao lago. 1 Coríntios 15:6 — Numa montanha da Galíléia a mais de 500 fiéis. (Para uma lista completa das aparições de Cristo após a ressurreição, veja páginas 281 ss.)

Na realidade, quase parece algo permitido essa variedade nas horas e locais das aparições de Cristo — uma diversidade que desafia a hipótese de que foram simples visões.
5E. As alucinações exigem que, em seu íntimo, as pessoas tenham a expectativa que faz com que o desejo que elas têm produza o pensamento. 3/4-9; 38/67-69; 51/97-99
1F. Os princípios seguintes são característicos das alucinações. O professor William Millígan afirma que o tema da visão tem como característica a "crença na idéia que ela expressa, a forte expectativa de que, de alguma forma, essa idéia se concretizará". 43/93-95
1G. "A fim de ter uma experiência como essa, a pessoa deve ter um desejo tão intenso de crer, que passa a projetar algo que na verdade não existe e a unir a realidade à sua imaginação". 38/68
2G. O professor E. H. Day observa que "... o ato de ter visões, a percepção subjetiva de fenômenos excepcionais por um grande número de pessoas ao mesmo tempo, requer uma certa quantidade de 'preparo psicológico', que se estende por um período consideravelmente longo". 13/51-53
3G. Paul Little escreve: "Por exemplo, uma mãe que perdeu o filho na guerra se lembra como ele costumava diariamente chegar em casa, vindo do trabalho, às cinco e meia da tarde. Todas as tardes ela fica sentada em sua cadeira de balanço, refletindo e meditando. Por fim, ela pensa que o vê chegar pela porta, e conversa com ele. Nesse momento ela perdeu o contato com a realidade". 36/68
2F. No caso das aparições de Cristo após a ressurreição, seus seguidores foram levados a crer contra a sua vontade.

W. J. Sparrow-Simpson escreve: "Os fenômenos sugerem, portanto, que, vindas de fora, as aparições chamaram a atenção da mente, em vez de terem sido criadas no interior da mente". 62/88



Alfred Edersheim diz que "... tais visões pressupõem uma prévia expectativa do acontecimento, o que, como sabemos, é o oposto do que aconteceu". 15/626

O professor E. H. Day apresenta a seguinte objeção à teoria da alucinação: "... Podemos notar a lentidão com que os discípulos chegam à convicção a que somente a lógica inexorável dos fatos os conduziu". 13/53,54

Quanto à ausência de "preparo psicológico", Day faz a observação seguinte:

'A primeira aparição do Senhor encontrou os vários discípulos com atitudes mentais bem variadas, mas os estados mentais de expectativa, antecipação, ou de preparo para vê-lo estão fortemente ausentes".

"... A fé de todos havia sido abalada pela morte vergonhosa, uma morte que fazia lembrar de modo tão marcante as palavras da Lei judaica: 'o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus' (Deuteronômio 21:23). A teoria das visões subjetivas poderia ser plausível, caso os discípulos tivessem se recusado a crer no pior. Mas as esperanças dos discípulos tinham sido tão aniquiladas que a recuperação era muito lenta". 13/53, 54

Paul Little explica que a disposição geral dos seguidores de Cristo não era igual à que se costuma encontrar em vítimas de uma experiência alucinatória: "Maria foi ao túmulo, na manhã daquele domingo, levando especiarias consigo. Por quê? Para ungir o corpo morto do Senhor que ela amava. Obviamente ela não estava esperando encontrá-lo ressurreto dentre os mortos. Aliás, quando ela o viu pela primeira vez ela o confundiu com o jardineiro! Quando o Senhor finalmente apareceu aos discípulos, estes ficaram assustados e pensaram que estavam vendo um espírito! " 38/68,

69

AlfredEdersheim comenta: "... Um relato como esse escrito por São Lucas parece quase que idealizado para tornar inviável a 'hipótese de visão'. Está expressamente escrito que a aparição do Cristo ressuscitado, longe de concretizar seus anelos, os havia assustado, e eles pensaram que fosse um fantasma, pelo que Cristo lhes garantiu que era Ele mesmo e forçou-os a apalpá-lo, pois 'um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho'". 15/268

Prosseguindo, Edersheim afirma: "É com propriedade que Reuss observa que se este dogma fundamental da Igreja é fruto da imaginação, ter-se-ia providenciado para que as narrativas a respeito concordassem entre si do modo mais estrito e literal". 15/628

C. S. Lewis diz que "...qualquer teoria de alucinação desmorona diante do fato de que em três ocasiões distintas as pessoas não perceberam imediatamente que a pessoa era Jesus (Lucas 24:13-31; João 20:15; 21:4). Aliás, se é imaginação, é a mais estranha imaginação que já dominou a mente humana. Mesmo que se aceite que Deus enviou uma alucinação sagrada para ensinar verdades que já eram largamente aceitas e que seriam bem mais facilmente ensinadas por outros métodos, além de, certamente, não serem obscurecidas pela alucinação, será que não seria de esperar que ele pelo menos fizesse as coisas acontecerem direito? Será que Aquele que criou todos os rostos é tão desajeitado que é incapaz de até mesmo reproduzir uma imagem parecida com o Homem que era Ele mesmo?" 37/153

Escrevendo sobre a aparição de Jesus a seus discípulos, T. J. Thorburn relata: "... Se tivesse sido um simples caso subjetivo de imaginação, que tivesse originado em outras pessoas uma seqüência semelhante de idéias também irreais, com certeza a tradição teria nos legado um relato bem mais elaborado a respeito..." 68/29-31
6E. As alucinações geralmente se repetem durante um longo período de tempo com uma regularidade perceptível. 3/4-9; 38/67-69; 51/97-99
Elas tornam a acontecer mais freqüentemente até que se chegue a um ponto de crise, ou então acontecem com freqüência cada vez menor até que desaparecem.

Repare nas seguintes observações feitas acerca das aparições de Cristo:



O professor CS. Lewis escreveu: "Todas as narrativas sugerem que as aparições do Corpo Ressurreto tiveram um fim; algumas descrevem um fim abrupto seis semanas após a morte... A um fantasma é possível simplesmente desaparecer, mas uma entidade real tem de ir a algum lugar — algo tem de lhe acontecer". 37/153, 154

Ele conclui: "Se foi uma visão, então foi a mais sistematicamente enganadora e mentirosa visão que já se registrou. Mas se o acontecimento foi real, então algo aconteceu depois que cessaram as aparições. É impossível desfazer-se da Ascensão sem colocar alguma outra coisa em seu lugar". 37/154

A obra Dictionary of the Apostolic Church (Dicionário da Igreja Apostólica), editada por Hastings, registra que "a teoria choca-se com o fato de que as visões terminaram repentinamente. Depois de quarenta dias não se encontra registro de qualquer aparição do Senhor Ressurreto, com exceção daquela a São Paulo, em que as circunstâncias e o objetivo foram inteiramente excepcionais. Não é assim que a imaginação opera. Como diz Keim, 'os espíritos que os homens despertam não se vão tão rapidamente"'. 24/360



O professor Kevan indaga: "Mas se as visões do Salvador ressurreto foram alucinações, por que elas acabaram tão de repente? Por que, depois da Ascensão, não vemos outras pessoas ainda tendo a cobiçada visão? De acordo com a lei da progressão, diz o dr. Mullins, 'as alucinações teriam de ter se tornado crônicas depois de quinhentos indivíduos terem estado sob sua influência. Mas o que acontece é que as alucinações cedem lugar a um programa claro e progressivo de evangelização"'. 32/11
3C. QUE CONCLUSÕES PODEMOS TIRAR?
John R. W. Stott escreve: "Os discípulos não eram pessoas facilmente enganáveis, mas cautelosos, céticos e 'tardios de coração para crer'. Não eram suscetíveis a alucinações. Nem visões estranhas os teriam satisfeito. A fé que tinham baseava-se nos fatos concretos de experiências palpáveis". 63/57

Diz T. J. Thorburn que as alucinações jamais "estimularam as pessoas a assumirem uma tarefa de tamanha magnitude, e, ao se desincumbirem de tal tarefa, jamais as estimularam a viver de acordo com os padrões mais rígidos e constantes de auto-negação e até mesmo de sofrimento. Em resumo... somos levados a concordar com o dr. Sanday quando diz que 'até agora nenhuma aparição, nenhuma simples alucinação dos sentidos, chegou a transformar o mundo'". 68/136
4B. A Teoria de que as Mulheres, e Subseqüentemente Todos os Demais, Estiveram no Túmulo Errado.
1C. A TEORIA
O professor Lake diz: "É de se duvidar seriamente se as mulheres estavam de fato em condições de ter certeza de que o túmulo que visitavam era aquele em que haviam visto José de Arimatéia sepultar o corpo do Senhor. As redondezas de Jerusalém estão repletas de túmulos escavados nas rochas, e não seria fácil distinguir um do outro sem que se tomasse bastante cuidado... E bem duvidoso que elas tenham estado próximas ao túmulo no momento do sepultamento... É provável que estivessem observando à distância e que José de Arimatéia fosse um representante dos judeus, em vez de dos discípulos. Nesse caso, elas teriam tido poucas condições de distinguir entre um túmulo na rocha e outro existente ao lado. Portanto, deve-se reconhecer a possibilidade de que estiveram no túmulo errado, e isso é importante porque fornece uma explicação natural para o fato de que, embora tenham visto o túmulo ser fechado, encontraram-no aberto..."

"Se não foi o mesmo túmulo, parece que todos os detalhes se encaixam no devido lugar. As mulheres vieram bem de manhã a um túmulo que pensavam ser aquele em que haviam visto sepultarem ao Senhor. Esperavam encontrar um túmulo fechado, mas encontraram um aberto; e um jovem... percebeu o erro delas, tentou explicar-lhes que haviam errado de lugar. 'Não está aqui', disse o jovem, 'vede o lugar onde o puseram', e provavelmente apontou para o túmulo ao lado. Mas as mulheres se assustaram ao perceberem seu próprio erro e fugiram..." (LAKE, Kirsopp. The Historical Evidence for the Resurrection of Jesus Christ -As Provas Históricas da Ressurreição de Jesus Cristo).


2C. A REFUTA ÇÃO
A visita das mulheres ao túmulo na manhã de domingo é um dos acontecimentos do Novo Testamento mais confirmados. A teoria de Kirsopp Lake presume a historicidade das narrativas do Novo Testamento.

O advogado britânico Frank Morison diz: "O relato da aventura das mulheres se encontra no mais antigo dos documentos fidedignos que possuímos, o Evangelho de São Marcos. A história é repetida em São Mateus e São Lucas, é confirmada por São João, que menciona apenas Maria Madalena, e é contada num livro apócrifo, o Evangelho de Pedro; e, talvez de um significado ainda maior, encontra-se naquele fragmento antiqüíssimo e independente, que foi preservado por São Lucas no capítulo 24, versículo 13 a 34 - a viagem a Emaús". 46/98

O professor Lake aceita a visita ao túmulo como histórica, mas erra nas especulações sobre o que teria acontecido no túmulo.
1 D. Aquelas mulheres repararam com muita atenção onde o corpo de Jesus fora enterrado menos de 72 horas antes:

"Achavam-se ali, sentadas em frente da sepultura, Maria Madalena e a outra Maria" (Mateus 27:61).

"Ora, Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto" (Marcos 15:47).

"As mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado" (Lucas 23:55).

Você acredita que você, ou eu, ou essas mulheres, ou qualquer outro ser racional, esqueceria tão rapidamente o lugar onde um ente querido fora sepultado apenas 72 horas antes?
2D. As mulheres relataram aos discípulos o que tinham experimentado, e posteriormente Pedro e João também encontraram o túmulo vazio.

"Então correu e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo a quem Jesus amava, e disse-lhes: 'Tiraram do sepulcro o Senhor e não sabemos onde o puseram'. Saiu, pois, Pedro e o outro discípulo, e foram ao sepulcro. Ambos corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro; e, abaixando-se, viu os lençóis de linho; todavia não entrou. Então Simão Pedro, seguindo-o, chegou e entrou no sepulcro. Ele também viu os lençóis, e viu o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu e creu" (João 20:2-8).

Será que Pedro e João também estiveram no túmulo errado?

Paul Little comenta que "é inconcebível que Pedro e João tenham incorrido no mesmo erro..." 38/65
3D. Além do mais, um anjo, sentado na pedra, disse: "Vinde ver onde ele jazia" (Mateus 28:6).

Será que o anjo também se enganou?



Wübur Smith diz: "Alguém sugeriu, tentando impingir essa teoria do túmulo errado, que na verdade o sentido das palavras dos anjos era: 'Vocês estão no lugar errado, venham ver onde o corpo do Senhor foi colocado'".

"Pois em mil e novecentos anos de estudo do Novo Testamento foi preciso que chegássemos à nossa era moderna e intelectualizada para descobrir isso nas narrativas dos Evangelhos, e nenhum comentário sério e confiável de qualquer um dos Evangelhos trata de uma interpretação tola como essa." 60/381, 382
4D. Se as mulheres tivessem estado no túmulo errado (um sepulcro vazio), então o Sinédrio poderia ter ido ao túmulo certo e apresentado o corpo de Jesus (se é que ele não ressuscitou). Isso teria calado os discípulos para sempre!

Com certeza os sumo-sacerdotes e os demais inimigos de Cristo teriam ido ao túmulo certo!
5D. Mesmo que as mulheres, os discípulos, os romanos e os judeus tenham todos eles ido ao túmulo errado, uma coisa é certa, como Paul Little diz: "...Certamente José de Arimatéia, proprietário do túmulo, teria resolvido o problema". 38/65
6D. O texto de Marcos diz: "Entrando no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram surpreendidas e atemorizadas. Ele porém, lhes disse: 'Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto" (Marcos 16:5, 6).

A citação que o professor Lake faz de Marcos 16:6 é incompleta. Cita somente parte do que disse o jovem e ignora a parte principal da narrativa. A frase "ele ressuscitou" encontra-se flagrantemente ausente da citação que Lake faz do versículo. Repare na seguinte comparação:

Versão de Lake

"...Ele não está aqui; vede o lugar onde o puseram..."

Versão Real

"... Ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto."

Sobre o erro de citação de Lake, J.N. D. Anderson diz: "...Não consigo encontrar qualquer justificativa lógica e plausível para isso". 3/7



Se o texto for citado corretamente, então é impossível que a teoria de Lake permaneça em pé!
7D. Anderson aponta para um problema daqueles que se apegam á teoria de Lake: quando as mulheres voltaram para falar aos discípulos, esses homens teriam feito das duas uma: teriam ido ao túmulo para verificar o que as mulheres tinham contado; ou teriam começado a proclamar imediatamente a ressurreição. 3/7

Essa pregação, no entanto, não acontece senão sete semanas depois.

Anderson diz: "Não consigo ver qualquer motivo possível para os escritos cristãos terem inventado esse intervalo de sete semanas. De modo que querem que acreditemos que as mulheres deixaram passar um bom tempo antes de contarem essa história aos apóstolos. Por que isso aconteceu? Porque supostamente os apóstolos haviam fugido para a Galiléia". 3/7

Sobre essa questão, Frank Morison diz que "a interdependência entre as ações das mulheres e as dos homens cria um sério embaraço para a teoria do professor Lake naquilo que é o seu ponto vital". Morison resume os principais problemas:

"O professor Lake é forçado a manter as mulheres em Jerusalém até a manhã de domingo, porque acredita firmemente que elas realmente foram ao túmulo".

"Também é forçado a retirar os discípulos de Jerusalém antes do nascer do sol de domingo, porque sustenta que as mulheres guardaram silêncio a respeito do ocorrido."



Finalmente, para harmonizar essas afirmações com o fato de que, subseqüentemente, elas contaram a história, com todas as conseqüências lógicas e inevitáveis, Lake acha necessário manter as mulheres em Jerusalém por algumas semanas, enquanto os discípulos voltaram para seus lares, tiveram determinadas experiências e retornaram à capital". 46/110
8D. John R. W. Stott menciona a atitude das mulheres. Elas não estavam cegas por causa de lágrimas de remorso, mas tinham um propósito bem prático naquela visita ao túmulo bem de manhã.

Diz Stott: "Elas haviam comprado especiarias e estavam indo terminar a unção do corpo do seu Senhor, visto que a aproximação do sábado fez com que o trabalho de unção fosse feito às pressas dois dias antes. Essas mulheres devotadas e de mentalidade prática não eram o tipo de gente que é facilmente iludida ou que desiste daquilo que se propõe a fazer". 63/48
9D. Esse não era um cemitério público, mas um terreno particular para sepultamento. Ali não havia qualquer outro túmulo que propiciasse oportunidade de cometerem um erro desses. Comentando a respeito, Wil-burSmith diz: "Toda essa teoria é tão fantástica que A. E. J. Rawlinson, um professor nada conservador, no célebre comentário sobre o Evangelho de São Marcos, sentiu-se forçado a dizer o seguinte acerca da sugestão de Lake: 'A afirmação de que as mulheres se enganaram, indo ao túmulo errado, e de que elas entenderam erroneamente a tentativa de alguém que se encontrava no local de mostrar-lhes o túmulo certo é uma racionalização totalmente estranha ao espírito da narrativa'". 60/382
10D. Merrill Tenney diz: "Lake deixa de explicar por que o 'jovem' (Marcos 16:5) estaria, seja num cemitério público, seja num particular, em plena manhã". 66/115, 116

Ele indaga: "Que motivo concebível teria levado um estranho àquele local?"

"Se não era um estranho, mas um dos discípulos fazendo uma investigação pessoal, por que sua presença teria assustado as mulheres?" 66/115, 116

Tenney, além disso, comenta que "a narrativa de Marcos, em que Lake se baseia, declara que o jovem estava sentado dentro do túmulo (v. 5), de modo que dificilmente o sentido de suas palavras seria de que elas estavam no lugar errado... mas sim que Jesus já não estava ali; elas podiam ver onde ele fora sepultado, mas o corpo desaparecera". 66/115, 116
11 D. Alguns identificam o "jovem" com algum jardineiro. Frank Morison, no entanto, diz que "... essa teoria, apesar de sua aparente racionalidade, tem uma fraqueza peculiar". 46/97

"... Se ainda estava tão escuro, de maneira que as mulheres foram ao túmulo errado, é extremamente improvável que o jardineiro já estivesse trabalhando. Mas se já não era tão cedo e já houvesse claridade suficiente para o jardineiro estar trabalhando, então é improvável que as mulheres tivessem se enganado. A teoria se baseia exclusivamente na sincronização de dois acontecimentos bem duvidosos. Esta sincronização é, no entanto, apenas parte da improbabilidade e dificuldade intelectual que gira em torno da teoria". 46/97

Além disso, se conforme alguns afirmam, o "jovem" era o jardineiro, por que os sacerdotes não tomaram o seu testemunho como prova de que o corpo de Cristo ainda estava no túmulo? 46/101,102

Ele não era o jardineiro, mas um anjo vindo do céu (Mateus 28:1-10).



Todos sabiam que o túmulo de Cristo estava vazio — a verdadeira questão era como ficou vazio.
12D. O que devemos pensar sobre a teoria do professor Lake de que as pessoas foram ao túmulo errado?

George Hanson diz: "Se eu tivesse alguma dúvida acerca da ressurreição, o livro do professor Lake representaria um argumento forte e salutar contra o meu ceticismo. Depois de lê-lo concordo ainda mais com a opinião expressa por De Wette no livro Histórica! Criticism of the Evangelical History (Crítica Histórica da História Evangélica; p. 229): 'Embora haja uma nuvem escura, que não se pode dissipar, em torno de detalhes da ressurreição, não há como duvidar desse fato '". 22/8

Wilbur Smith cita a conclusão do pesquisador britânico professor Morse: "A teoria que apresentam de que as mulheres estiveram no túmulo errado não é fruto de quaisquer provas existentes, mas de descrença na possibilidade de uma ação sobrenatural de esvaziar o túmulo de nosso Senhor". 60/382
6A. CONCLUSÃO: ELE RESSUSCITOU, REALMENTE RESSUSCITOU
John Warwick Montgomery diz: "Os mais antigos registros que temos acerca da vida e ministério de Jesus causam a impressão marcante de que esse homem ia de um lugar para outro não tanto 'fazendo o bem' mas decididamente irritando os outros com suas críticas".

"Neste aspecto o paralelo com Sócrates é bem grande: ambos enfureceram a tal ponto seus contemporâneos que finalmente foram mortos. Mas enquanto Sócrates irritou a assembléia dos atenienses, à qual faltava representatividade, exigindo que seus ouvintes conhecessem 'a si mesmos', isto é, examinassem suas próprias vidas, o que ainda não tinham feito, Jesus fez seus contemporâneos sentirem-se continuadamente hostilizados ao forçá-los a examinarem a atitude pessoal que tinham para com Ele: 'Quem diz o povo ser o Filho do homem? ...Quem dizeis que eu sou?' 'Que pensais vós do Cristo? de quem é filho?' Essas eram as perguntas que Jesus fazia". 45/12

Cristo deixou bem claro quem era Ele. Ele disse a Tome: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (João 14:6).

O apóstolo Paulo diz que Cristo "... foi designado Filho de Deus com poder... pela ressurreição dos mortos..." (Romanos 1:4) :

Simon Greenleaf, renomado professor de Direito na Universidade de Harvard, diz: "Tudo o que o cristianismo pede das pessoas... é que sejam coerentes consigo mesmas; que tratem as provas que favorecem o cristianismo da mesma forma como tratam as provas acerca de outros assuntos; e que examinem e julguem as pessoas e testemunhas envolvidas da mesma maneira como fazem com as pessoas que, nos tribunais humanos, dão testemunho a respeito de assuntos e ações humanos. Confrontemos as testemunhas umas com as outras e com os fatos e circunstâncias em que estiveram envolvidas; e examinemos minuciosamente o testemunho que dão, examinemo-lo tal como, sendo a parte contrária, o faríamos num tribunal, submetendo o testemunho a um exame bem rigoroso. Crê-se com toda a certeza que o resultado será uma convicção firme acerca da integridade, capacidade e veracidade de tais testemunhos". 20/46

Conforme disse G. B. Hardy, "aqui está o relatório final:

Túmulo de Confúcioocupado;

Túmulo de Budaocupado;

Túmulo de Maoméocupado;

Túmulo de Jesus - VAZIO". 23
Compete a você tomar a decisão. As provas falam por si mesmas. Elas dizem de modo bem claro:
CRISTO REALMENTE RESSUSCITOU

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TERCEIRA PARTE:

DEUS AGINDO NA

HISTÓRIA E NAS

VIDAS HUMANAS...

Se Deus existe e está vivo hoje, então deve ser possível perceber sua influência no curso da história bem como nas vidas dos indivíduos. Percebe-se a influência ininterrupta de Deus nas profecias cumpridas e nas vidas transformadas através dos séculos.


capítulo 11 :

Profecias Cumpridas

na Historia...
O principal propósito desta seção (profecias cumpridas do ponto-de-vista histórico e geográfico) é ilustrar o poder de Deus através do cumprimento de predições aparentemente impossíveis de se cumprir e que estão diretamente ligadas ao rumo dos acontecimentos da história humana.

Raramente um pesquisador tem a oportunidade de investigar algo tão fascinante. Percebe-se claramente que a mão de Deus repousa sobre os ombros daqueles profetas, à medida que apresentam a Palavra aos seus ouvintes. As profecias apresentam a todos nós claras e práticas lições sobre a onisciência e onipotência de Deus, bem como nos fornecem material para reflexão em áreas como a inspiração das Escrituras, etc.

Nesta seção as profecias estão divididas em 12 áreas ou setores. Cada área ou setor abrange um tema profético específico (isto é, certas vilas, cidades, nações, etc).

Existe algum material básico preliminar que devemos examinar antes de passarmos para as profecias específicas.

A seguir você tem um esboço preparado para ajudá-lo a usar com eficácia este material.




1A. INTRODUÇÃO

1B. Definição de Profecia

2B. Testes de um Profeta

3B. Objeção a Profecias Preditivas

4B. Cumprimento Específico de Profecias
2A. AS PROFECIAS

Tiro

Sidom

Samaria

Gaza-Ascalom

Moabe-Amom

Petra-Edom

Tebas-Mênfis

Nínive

Babilônia

Corazim-Betsaida-Cafarnaum

Crescimento de Jerusalém

Palestina
3A. PROBABILIDADE PROFÉTICA




1B. Definição de Profecia
1C. DEFINIÇÃO DE FONTES NÃO-BIBLICAS
Na Enciclopédia Britânica lemos: "Os registros escritos da profecia de Isaías deixam claro que, antes de mais nada, profecia é uma palavra ou mensagem falada, que proclama através de um mensageiro escolhido a vontade de Deus àqueles a quem se dirige. O elemento preditivo de ameaça ou promessa está condicionado à resposta dos ouvintes (1:18-20), ou é apresentado como um 'sinal' do que virá (7:14), porque, em última instância, tudo o que acontece está sujeito ao propósito da vontade de Deus". 15/vol. 12, p. 656, 657

A Enciclopédia Britânica prossegue, dizendo que "Isaías enfatiza a importância dos deuses da Babilônia, em contraste com Iavé, com o propósito de dizer antecipadamente o que Deus pretende e o que irá fazer (12: 21-24; 48:3). As predições dos profetas são anúncios do propósito de um Deus vivo em vez do anúncio do destino predeterminado do homem". 15/v. 12, p. 656, 657
2C. DEFINIÇÃO BÍBLICA
A definição de "profeta" é alguém que, conduzido por inspiração divina, anuncia às pessoas a vontade de Deus e o futuro. 54/890

Na obra Unger's Bible Dictionary (Dicionário Bíblico de Unger) lemos: "Além da declaração da vontade de Deus, da proclamação de Seus juízos, da defesa da verdade e da vida correta, e dando testemunho da superioridade do moral sobre o ritual, a profecia tinha íntima relação com o propósito gracioso de Deus para com Israel" (Miquéias 5:4; 7:20; Isaías 60:3;65:25). 54/891

Além de apresentar predições, o propósito dos profetas era moral, o que, segundo Charles Elliot, revela a existência de Deus como Ele realmente é e mostra que Ele age "segundo o seu beneplácito". Em resumo, isto revela Deus ao homem e, com essa revelação, a vontade de Deus e suas operações. 54/892

Todos os escritores, inclusive os profetas, possuem um estilo próprio de escrever, da mesma forma como têm uma maneira de falar e de agir. Portanto, cada pessoa mantém a individualidade através de seu próprio estilo, embora em certos aspectos esses homens fossem bem distintos dos escritores não-bíblicos. E ainda que eles retenham a sua individualidade, as noções de tempo e de percepção da realidade parecem desaparecer à medida que o Espírito passa a controlar totalmente. 54/893



A idéia que a maioria das pessoas faz de um profeta é que ele é uma pessoa que apresenta profecias preditivas. Não há dúvida de que esta é uma grande parte da mensagem do profeta, mas os grandes profetas foram ativos reformadores nas áreas social e política, ao mesmo tempo em que constantemente proclamavam a retidão e o despertamento espiritual, bem como prediziam juízos e recompensas. O profeta sempre se expressava de uma maneira espiritual, refletindo a vontade de Deus e conclamando à obediência. 54/893

Embora às vezes surgisse um elemento predicativo na mensagem, seu objetivo não era sensacionalismo (cf. Deuteronômio 18:22). As profecias foram dadas devido às (e não apesar das) condições ao redor do profeta. Virtualmente, cada capítulo que anuncia juízo tem um capítulo explicando precisamente por que foi pronunciada a mensagem de destruição. 54/863

A primeira profecia remonta a Adão e Eva, com a prediçao e promessa de um Redentor Divino, em Gênesis 3:15, 16. A partir daquele momento podemos e iremos acompanhar todas as palavras dadas por Deus até o Apocalipse. Alguns dos primeiros profetas foram Enoque, Abraão e Moisés (Números 12:6-8; Deuteronòmio 18:18; João 6:14; 7:40). 54/893

Além disso, as profecias tinham "origem divina", conforme 1 Samuel 9:9 e 2 Samuel 24:11 mostram. 54/893

A Bíblia é muito clara ao dizer que as profecias preditivas são um sinal do poder e glória divinos, e apresentam a condição sobrenatural da palavra dada por Deus. Não é apenas uma demonstração do poder de Deus, como também da resposta que Ele dá diante das orações e necessidades do homem. Uma vez que Deus revela o futuro, uma tarefa que homem algum é capaz de fazer, podemos saber que Ele enxerga o futuro e enxerga todas as coisas antes mesmo que cheguem ao presente. Os cristãos de todos os lugares devem estar descansados e seguros de que nada que o Pai não previu irá acontecer. 54/894
2B. Testes de um Profeta
De acordo com o verbete "profecia, profetas", escrito por J. A. Motyer, vice-diretor da Faculdade Teológica Clifton, em Bristol, na Inglaterra (verbete que se encontra em O Novo Dicionário da Bíblia), é possível fazer determinadas colocações sobre a questão de profetas verdadeiros e falsos.

Na Bíblia houve vários episódios que despertaram celeuma quanto a quem era um verdadeiro profeta e quem era um falso profeta (1 Reis 22; Jeremias 28; 1 Reis 13:18-22). Mais do que simplesmente acadêmica, a solução desse impasse é bem prática e importante. Existem determinadas características que podemos examinar e verificar para determinarmos a falsidade ou autenticidade de um profeta. 14/1041

Uma área que devemos examinar para identificarmos falsos profetas é a que o professor Motyer denominou de "êxtase profético". Esse estado de êxtase parecia ocorrer sem prévio aviso ou era provocado por determinadas condições, especialmente determinadas formas de música. Essas condições incomuns e suspeitas representavam uma repressão a tudo aquilo que está no nível de auto-consciência, e não havia qualquer indício de a pessoa ter percepção do que ocorria nem de que tinha medo da dor. Isso era muito comum em Canaã, especialmente no culto a Baal. Naturalmente essa não era a única razão para se chegar a uma conclusão desfavorável. Também é preciso reconhecer que essa característica não estava totalmente ausente dos verdadeiros profetas. Tanto Isaías (em sua experiência no templo) como Ezequiel (em muitas oportunidades) tiveram em certas ocasiões experiências extáticas. 14/1041

Outro aspecto a se observar é o da questão da condição social. Geralmente os falsos profetas faziam parte de uma equipe remunerada, subordinada ao rei. Esses homens "profetizavam" aquilo que o rei desejava ouvir. Esse também não é um teste definitivo. Samuel, Nata (subordinado a Davi) e até mesmo Amos foram considerados, em maior ou menor grau, profetas profissionais, embora seja claro que não foram falsos profetas. De modo bem semelhante aos profetas extáticos, esses que faziam parte de uma equipe remunerada, em geral, eram encontrados em grupos (veja Daniel 2:2). 14/1041

O Antigo Testamento registra três passagens dignas de nota sobre esse aspecto (Deuteronômio 13 e 18; Jeremias 23; Ezequiel 12:21-14:11). Deuteronômio 18 afirma que aquilo que não se cumpre não é profecia verdadeira. É necessário lembrar que esse é um critério negativo, de modo que aquilo que de fato se cumpre ainda não é obrigatoriamente algo vindo de Deus. Quando um falso profeta faz uma predição e ela se cumpre, pode ser um teste para o povo de Deus. Deuteronômio 13 analisa a questão do ponto-de-vista teológico e assenta um golpe claro e certeiro: se o profeta tem outros deuses além do Deus verdadeiro (13:2), então é óbvio que ele não procede de Iavé. Com Moisés, a questão foi decidida em relação a todas as profecias futuras, ao se estabelecer a norma teológica pela qual todos os futuros profetas deveriam ser aceitos. Se o profeta fizesse uma profecia preditiva que viesse a se cumprir, mas ele mesmo apresentasse uma teologia que não se harmonizasse com a norma estabelecida por Moisés, o povo tinha um falso profeta. 14/1041, 1042

Jeremias 23, a segunda passagem que trata dos falsos profetas, desenvolve o ensino de Deuteronômio 13, ao descrever o falso profeta como alguém imoral (23:10-14) e que não reprova a imoralidade dos outros (23:17); alguém que prega a paz, não uma paz que procede de Deus, mas uma paz artificial, fabricada pelos homens. O verdadeiro profeta apresenta uma mensagem de convicção e arrependimento (23:29) e chama o povo â retidão e á obediência (23:22). 14/1042

É, contudo, muito importante lembrar a razão das severas palavras dos profetas. Uma das razões pelas quais os livros dos profetas têm sido analisados de modo tão negativo pelos críticos é a idéia errônea de que os verdadeiros profetas só têm uma mensagem: juízo divino. Mas não é bem isso. A razão pela qual esses profetas não principiam com uma mensagem de paz é porque a paz verdadeira, a paz de Deus, vem somente através de santidade, retidão e arrependimento. As principais questões que envolvem o profeta foram tratadas por Moisés; em outras palavras, estão na própria Lei de Deus. De acordo com Jeremias, os falsos profetas usurpam o nome do Senhor falam em nome de Deus sem terem a autoridade que procede dEle (23:18,'21, 22, 28, 32). 14/1042

A terceira passagem sobre o assunto encontra-se em Ezequiel (12:21-14:11), que em vários aspectos é semelhante à de Jeremias. Ezequiel é bem claro ao dizer que os falsos profetas tomam conta de seu próprio caminho e se esforçam por criar suas próprias profecias (13:2, 3). Conseqüentemente, dirigem o povo com uma falsa sensação de segurança (13:4-7). A marca pessoal que imprimem em suas mensagens é (mais uma vez) de uma paz falsa e um otimismo frágil (13:10-16), sem a edificante santidade de uma vida espiritual e correta. O verdadeiro profeta se dirige diretamente à alma e desafia seus ouvintes a, corajosamente, se examinarem a si mesmos (14: 4-5) a respeito da qualidade de vida que já sabem que Deus exige (14:7, 8). "Vemos novamente que o verdadeiro profeta é o profeta mosaico". Ele não fala timidamente, mas com toda a ousadia do Deus do Exílio, repetindo de maneira nova as verdades que jamais foram modificadas. 14/1042
3B. Objeção às Profecias Preditivas Pós-datação
1C. DATAÇÃO DE PROFECIAS
No que diz respeito à questão de datação de profecias, muitas pessoas combaterão a idéia de profecia preditiva por pressuporem uma pós-datação, isto é, por atribuírem a entrega da profecia a uma data posterior, em vez de anterior, ao acontecimento cumprido. Infelizmente para o crítico, esses profetas deixam bem claras suas profecias — os tempos verbais são bem óbvios. Eles afirmam estarem realizando o milagre da profecia preditiva.

Na obra Unger's Bible Dictionary (Dicionário Bíblico de Unger) encontramos as seguintes datas apara os ministérios dos vários profetas ou para os diversos livros dos profetas:
Amos segundo quartel do século VIII a.C.

Daniel 605-538 a.C.

Ezequiel 592-570 a.C.

Isaías 783-738 a.C,

735-719 a.C, 2º

719-704 a.C, 3º

Jeremias 626 - depois de 586 a.C.

Joel antes de 300 a.C.



Levítico (Moisés) 1520-1400 a.C.

Mateus 50 A.D.


Miquéias cerca de 738-690 a.C



Naum depois de 661 - antes de 612 a. C

Obadias antes de 300 a.C.

Oséias 748-690 a.C.

Sofonias entre 640 e 621 a.C.



Em alguns casos essas datas são incertas. Isso ocorre porque Unger utiliza o conteúdo daquilo que os próprios profetas escreveram para determinar a data dos diversos livros. Algumas vezes o profeta não indicava claramente a data exata em que escreveu o livro. Joel e Obadias são os únicos livros da lista em que os autores simplesmente não fornecem informações concretas para se determinar uma data segura de composição.

Por volta de 280 a 250 a.C. todos os profetas do Antigo Testamento foram traduzidos para o grego, na versão conhecida como Septuaginta. De maneira que podemos presumir que todos os profetas (inclusive Joel e Obadias) foram escritos antes daquele período.
2C. A DATAÇÃO DE EZEQUIEL
Neste livro Ezequiel será citado mais do que qualquer outro profeta, e por essa razão veremos rapidamentea razão de lhe atribuirmos a data de 570 a.C. Começaremos pela obra A Enciclopédia Britânica.

"São bem variadas as opiniões a respeito da unidade e da data do Livro de Ezequiel. De acordo com o próprio livro, a carreira do profeta estendeu-se de 592 a 570, mas um erudito (James Smith) coloca-o no século sétimo, à época de Manasses, e um outro (N. Messel) coloca-o depois de Neemias, por volta de 400 a.C. No entanto, a maioria aceita a cronologia geral do livro". 15/ vol. 9, p. 17

"Foram encontrados dois fragmentos do texto de Ezequiel 4:16 entre os Rolos do Mar Morto, na caverna número 1 de Qumrã, e foi anunciada a descoberta de dois fragmentos de manuscritos de Ezequiel na caverna 4". 15/v. 9, p. 16

"Palavras e frases características, freqüentemente repetidas causam uma forte impressão de o livro possuir uma unidade literária: 'Então saberão que eu sou o Senhor' (50 vezes), 'Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus' (13 vezes), 'meus sábados' (12 vezes), 'nações' (24 vezes), 'ídolos' (cerca de 40 vezes), 'andar nos meus estatutos' (11 vezes), etc." 15/v.9,

P17.

No livro Archaeology and Bible History (A Arqueologia e a História da Bíblia), Joseph P. Free diz: "quando estudei Crítica Bíblica na Faculdade pela primeira vez... foi dito que os críticos não tinham atacado o livro de Ezequiel e que era aceita a validade do livro... No entanto, em anos recentes o livro tem sido atacado... mas, conforme W. F. Albright assinalou, essa atitude crítica não é nada justificada e, de acordo com sua maneira de pensar, parece existir um número muito grande de razões para se retornar a uma atitude mais conservadora". 18/226

Free prossegue: "Um dos principais argumentos de C. C. Torrey (professor na Universidade de Yale) contra a autenticidade do livro baseia-se no sistema incomum de datar os acontecimentos a partir dos anos 'de cativeiro do rei Joaquim' (AOTA, 164). Esse método de datação, entretanto, passou a ser um 'argumento irrefutável' (AOTA, 164) a favor da genui-nidade de Ezequiel, conforme mostram descobertas arqueológicas. Foram encontradas três jarras, cujas asas continham uma inscrição que mencionava 'Eliaquim, mordomo de Joaquim'. (Para uma descrição das asas dessas jarras, veja no livro de Free, a seção intitulada 'Archaeological Confirm-ation of Jehoiachin's Exile in Babylon' (A Confirmaão Arqueológica do Exílio de Joaquim na Babilônia). Com base nessa descoberta, deduziu-se que Eliaquim fosse o administrador dos bens reais que ainda pertenciam a Joaquim enquanto estava exilado. Evidentemente o povo de Judá ainda considerava Joaquim como rei, e Zedequias era visto como rei apenas no sentido de ser o regente no lugar do sobrinho que estava cativo, Joaquim. De modo que, pela maneira do povo judeu pensar, era perfeitamente normal que Ezequiel datasse os acontecimentos com base no reinado de Joaquim, muito embora o rei estivesse exilado". 18/226

A conclusão é surpreendente. Joseph P. Free resume-a nas seguintes palavras: "De maneira que o sistema incomum de datação encontrado no livro de Ezequiel não é uma prova de falta de autenticidade, mas, à luz das descobertas arqueológicas, 'ele comprova sua autenticidade de um modo bem marcante'" (AOTA, 165). 18/227

E. J. Young, um pesquisador respeitadíssimo, fez os seguintes comentários a respeito de Ezequiel: "A pesquisa já mencionada revelará quão variados são os pontos-de-vista da crítica negativa que recentemente se fez ao livro de Ezequiel. Os supostos problemas do livro são melhor solucionados com base no ponto-de-vista tradicional, de que Ezequiel escreveu o livro inteiro". 60/237

Young prossegue e menciona H. H. Rowley e S. R. Driver: "Em 1953 H. H. Rowley defendeu que o livro possuía uma unidade intrínseca e ressaltou de modo bem convincente que as '...teorias que atribuem ao próprio profeta ou ao compilador da sua mensagem uma data pós-exílica não são convincentes'(p. 182). Essa obra de Rowley é uma introdução excelente ao estudo da crítica moderna de Ezequiel". 60/237

"E Driver", acrescenta E. J. Young, "escreveu: 'Não há debate algum a respeito da autoria do livro, que do princípio ao fim, carregue todo ele a marca inconfundível de uma única mente'. De fato, as razões para se sustentar que o livro todo é da autoria de Ezequiel são bastante fortes. O livro é de natureza autobiográfica — em todo ele encontramos o uso da primeira pessoa do singular. O livro causa a forte impressão de que é obra de uma única personalidade. Além disso, muitas profecias trazem indicação de sua data e do local ao qual se dirigem. As semelhanças de pensamento e de esboço das profecias deixam claro que o livro inteiro é obra de uma mente. Por essa razão, podemos, confiadamente, sustentar o ponto-de-vista de que o autor foi Ezequiel. E é bem interesante observar que um dos mais recentes comentários, o que foi escrito por Cooke, sustenta que Ezequiel é o autor básico do livro". 60/234


3C. PROFECIAS DE LUGARES ESPECÍFICOS
Em Science Speaks (A Ciência Fala) Peter Stoner fez os seguintes comentários sobre as profecias acerca de Tiro, Samaria, Gaza-Ascalom, o crescimento de Jerusalém, Palestina, Moabe-Amom, Petra-Edom, Babilônia:

"Nenhum ser humano jamais chegou a fazer predições que se comparem com aquelas que temos analisado, e muito menos as fez literalmente se cumprirem. O hiato entre a redação dessas profecias e seu cumprimento é tão grande que o crítico mais severo é incapaz de afirmar que as predições foram feitas após a ocorrêcia dos acontecimentos". 53/115 E, ainda mais, "outros poderão dizer que esses relatos da Bíblia não são profecias, mas relatos históricos escritos depois que os acontecimentos ocorreram. Isso é absurdo, pois todas essas profecias encontram-se no Antigo Testamento e todo mundo reconhece que o Antigo Testamento foi escrito antes de Cristo. Uma dessas profecias cumpriu-se totalmente antes de Cristo. Pequenas partes de duas outras cumpriram-se antes de Cristo e as partes restantes depois. Todas as outras profecias analisadas se cumpriram totalmente depois de Cristo. Caso eliminássemos todas as estimativas feitas para partes de profecias cumpridas antes de Cristo, ainda assim o cálculo de probabilidade indicaria um número tão grande que não se poderia deixar de aceitar a força do argumento." 53/96

O dr. H. Harold Hartzler, secretário-tesoureiro da Sociedade Científica Norte-Americana e professor na Faculdade de Goshen, localizada no estado de Indiana, nos Estados Unidos, escreve o seguinte no prefácio ao livro de Peter Stoner:

"O manuscrito de Science Speaks (A Ciência Fala) foi cuidadosamente examinado por um comitê de membros da Sociedade Científica e pelo conselho executivo da mesma entidade, e chegou-se à conclusão de que, em geral, o livro é confiável e cuidadoso no trato do material científico apresentado. A análise matemática incluída baseia-se em princípios de probabilidade que são plenamente corretos, e o professor Stoner aplicou esses princípios de um modo apropriado e convincente". 53/4

Bernard Ramm, em Protestam Christian Evidences (Provas Cristãs Protestantes), fez o seguinte comentário sobre as profecias:

"Além do mais, praticamente em todos os casos temos retribuído aos críticos radicais as conseqüências positivas das suas dúvidas quanto às datas das profecias, de modo que os exemplos de predições cumpridas estão fora do alcance das críticas feitas por radicais quanto à data de trechos das Escrituras". 48/96
4C. PRESSUPOSIÇÕES DOS CRÍTICOS
O problema da maioria daqueles que atacam a profecia preditiva é a pressuposição de que vivemos num sistema fechado, de que não há Deus, de que milagres são impossíveis e de que, conseqüentemente, não pode existir profecia preditiva. De modo que o que acontece é que lêem um livro contendo mensagens proféticas e vêem o cumprimento numa data bem posterior, e assim concluem que a então chamada mensagem profética foi entregue mais tarde. A conclusão que leva alguns a fazerem coincidir a profecia com o seu cumprimento é fruto das pressuposições e não das descobertas arqueológicas ou dos fatos históricos.

James Davis, um ex-aluno do Instituto Politécnico de Louisiana, nos Estados Unidos, que realizou pesquisas sobre o assunto para estas anotações de palestras, fala a respeito de muitos críticos da profecia: "...costumava cogitar se o que esses homens dizem de fato é verdade. Mas já não cogito mais. Não cogito mais desde que comecei a ver como essas acusações foram refutadas uma após outra pela arqueologia e pela ciência. Finalmente percebi que os céticos são os verdadeiros inimigos da verdade. São eles que têm atitudes preconcebidas e pressuposições dogmáticas. Começaram fazendo todas as acusações e nunca pararam de repeti-las. Contudo, uma a uma as acusações começaram a enfraquecer em número e em força, à medida que a arqueologia continuava a, objetivamente, procurar e encontrar dados. Por fim, recusei-me até mesmo a reconhecer a validade da dúvida dos críticos e abandonei totalmente a confiança que tinha neles".
4B. Cumprimento Específico de Profecias
Para cada profecia analisada, esta seção irá citar suas respectivas localizações na Bíblia, junto com comentários acerca de seu cumprimento histórico a fim de ajudar o leitor a perceber o impacto da profecia preditiva. Em Wonders of Prophecy (Maravilhas da Profecias; C.C. Cook, s.d.), Thomas Urquhart afirma de modo sucinto: "Aquele que está em busca da certeza em assuntos religiosos ficará grato pela multiplicidade, bem como pela minuciosidade e clareza, da profecia bíblica". 55/93

Diz Urquhart que as profecias:



"...Contêm o que posso chamar de descrições proféticas: Elas não se limitam a indicar um aspecto dentre muitos que mais tarde viriam a caracterizar povos e nações; mas descrevem um aspecto após outro até que a descrição da condição desse país ou povo esteja completa. Com o cumprimento de um, ou quem sabe dois, desses aspectos, poder-se-ia imaginar que isso tudo era obra do acaso, mas à medida que se vê o cumprimento de um aspecto após outro, a dúvida se torna cada vez menos razoável, até que diante das provas acumuladas ela desaparece completa e definitivamente". 55/44

Henry Morris, em The Bible and Modem Science (A Bíblia e a Ciência Moderna), faz uma excelente colocação acerca de problemas com os achados arqueológicos:

'E claro que ainda existem problemas para uma completa harmonização do material arqueológico com a Bíblia, mas nenhum é tão sério a ponto de não ter a perspectiva concreta de uma solução iminente mediante investigações mais aprofundadas". 39/95

Em Protestam Christian Evidences (Provas Cristãs Protestantes) Bernard Ramm faz uma análise muito boa da posição em que se encontra o apologeta cristão, quando apresenta a defesa da fé com base na profecia cumprida: "O inimigo do cristianismo tem de silenciar todas as nossas armas; de nossa parte só precisamos disparar uma delas. Portanto, todas as profecias potencialmente cumpridas tem de ser explicadas nessa base ou então a objeção não é válida". 48/88


  1. TIRO


1A. INTRODUÇÃO E TEXTO BÍBLICO
Uma das profecias mais incomuns na Bíblia é a que trata da antiga cidade de Tiro. Provavelmente todos os livros que defendem o cristianismo devem usar esse exemplo, e não sem boas razões. Logo essas razões ficarão claras.

Ezequiel 26 (592-570 a.C ):



Assim diz o Senhor Deus: 'Eis que eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações, como faz o mar subir as suas ondas.'

'Elas destruirão os muros de Tiro, e deitarão abaixo as suas torres; e eu varrerei o seu pó, e farei dela penha descalvada.


Porque assim diz o Senhor Deus: 'Eis que eu trarei contra Tiro a Nabucodonosor, rei de Babilônia, desde o norte, o rei dos reis, com cavalos, carros e cavalheiros e com multidão de muitos povos'.

'As tuas filhas que estão no continente, ele as matará à espada; levantará baluarte contra ti; contra ti levantará terrapleno e um telhado de paveses' .

12. 'Roubarão as tuas riquezas, saquearão as tuas mercado-

rias, derribarão os teus muros e arrasarão as tuas casas preciosas; as tuas pedras, as tuas madeiras e o teu pó lançarão no meio das águas'.

14. 'Farei de ti uma penha descalvada; virás a ser um enxugadouro

de redes, jamais serás edificada; porque eu, o Senhor o falei, diz o Senhor Deus.'

21. 'Farei de ti um grande espanto, e já não serás; quando te

buscarem, jamais serás achada', diz o Senhor Deus.


2A. PREDIÇÕES
1B. Nabucodonosor destruirá a cidade de Tiro localizada no continente (26:8).
2B. Muitas nações lutarão contra Tiro (26:3).
3B. Será feita como uma penha descalvada; plana como o topo de uma penha (26:4).
4B. Pescadores espalharão suas redes no local (26:5).
5B. Lançarão o entulho na água (26:12)
6B. Jamais será reconstruída (26:14)
7B. Jamais voltará a ser encontrada (26:21)
As predições acima mencionadas parecem explicar-se a si mesmas. Esse é o tipo de profecia que parece contraditório — felizmente a história não é contraditória, de maneira que tudo o que se tem de fazer é examinar a história de Tiro e então compará-la com as profecias.


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