Estudo Bíblico



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G 12 – A Última do Inferno para a Igreja – Judas 3,4.

Rev. José Kleber Fernandes Calixto.



Estudo Bíblico

Texto: Mateus 24: 22-26

Tema: G 12 -

Introdução:

Meus irmãos, a partir de hoje nós iremos estudar sobre o movimento chamado G 12. O nosso estudo que tem a duração de cerca 1 h. e ½. Será dividido em três terças-feiras. Nosso estudo está dividido em quatro partes: 1) Definição e história do G 12; 2)Estrutura 3) Fundamento teológico; 4) Hermenêutica do G 12;

Definição e história do G 12


Então, o que é o G 12? É um movimento de evangelização e crescimento da igreja cujos, métodos, colidem e comprometem com as verdades da Palavra de Deus.

Por que G 12? Este nome tem haver com sua proposta e com sua metodologia.

G 12 quer dizer grupo de 12. Baseado no modelo da igreja em células criada por Paul Yonggi Cho, pastor da Igreja do Evangelho Pleno na Coréia do Sul.



Paul Yonggi Cho, buscando o crescimento mais rápido de sua igreja decidiu dividir sua igreja em grupo de células de 10 pessoas. E cada grupo de 10 tinha um líder responsável. Acima deste líder tinha o supervisor que supervisionava o trabalho de cinco células. E o pastor tinha sua atenção voltada para todos os supervisores e lideres.

Ate aqui, tudo bem não tem problema nenhum. Isto não fere nenhum principio bíblico e tem sua base em Êxodo 18:13-27, nas orientações dadas por Jetro a Moisés.

Agora, um dos pastores que aplicou o método do Paul Yonggi Cho foi um pastor da Colômbia chamado César Castellanos Dominguez, da Missão Carismática Internacional. Ele implantou esse modelo entre 1983-1991.

Agora, a partir de 1992, Esse pastor, César Castellanos Dominguez cria um novo método de crescimento com uma estrutura parecida com a do Dr. Paul Yonggi Cho, mas diferente em seus fundamentos, chamado de G 12.

E como foi essa transição? Dominguez, conta em uma de suas apostilas que teve uma revelação, e que nesta revelação ele recebeu a visão do modelo dos 12.

Vejam o que ele diz desta suposta revelação que ele diz ter tido de Deus:


foi, então, quando obtive com clareza o modelo que agora revoluciona o mundo quanto ao conceito mais eficaz, para a multiplicação da igreja: os doze. Deus o justificou, recordando-me o modo como Jesus havia trabalhado com doze discípulos. Jesus não preparou, nem onze, nem treze. Ele reproduziu Seu caráter em doze e eles, por sua vez, deveriam reproduzir a visão do Senhor ao mundo inteiro. Ainda que as multidões O seguissem, Ele sempre centrou Sua atenção nos doze. Nesta ocasião, escutei ao Senhor dizendo-me: ‘vais reproduzir a visão que te tenho dado em doze homens, e estes devem fazê-lo com outros doze, estes por sua vez, em outros doze!’ Quando Deus me mostrou esta projeção de crescimento, maravilhei-me.
Um ano depois, ele reestruturou sua liderança em torno deste principio do G 12. foi assim que teve inicio o movimento chamado de G 12. No Brasil, este movimento tem sido desenvolvido por vários pastores.os dois, que têm mais conhecidos no Brasil são: Pastor René de Araújo Terra Nova - Igreja Ministério Internacional da Restauração; e a Pra Valnice Milhomens – Ministério Palavra da fé.

Estrutura Eclesiológica do G 12.

O método de crescimento do G 12 sustenta uma estrutura que propõe uma substituição do modelo bíblico de igreja que fora estabelecido pelos apóstolos. A estrutura do G 12 violenta a eclesiologia bíblica do Novo Testamento.

Ao contrario do modelo de Paul yonggi Cho, o G 12, propõe que a célula uma vida independente da igreja. Todo membro da igreja tem que fazer parte de uma célula, através das quais terá acesso aos sacramentos e meios de graça.

Todas as tarefas e atividades que são responsabilidades da igreja passam a ser realizadas pelas células.

Vejam esta afirmação de um dos defensores do movimento:



Tudo aquilo que a igreja precisa fazer – treinamento, preparo, discipulado, evangelismo, oração, adoração – é feito por meio da célula. Nosso culto dominical é somente uma celebração coletiva.

O que significa isso? significa que a igreja fica reduzida a um mero ponto de encontro semanal. Já que tudo mais que caracteriza a igreja e suas missão fica transferido para a célula.

No modelo de igreja em células, até a celebração da ceia do Senhor, os batismos e a consagração dos dízimos são realizados na própria célula” 1.

Quais são as conseqüências desse tipo de igreja?



  • A igreja fica reduzida ao segundo plano.

  • A célula se torna a porta de entrada da igreja. A pessoa só pode participar da igreja se participar e for membro de alguma célula.

  • Promove a descaracterização da igreja que é indivisível, é una e nós somos todos membros não de células, mas de um corpo que é o de Cristo.

Outro problema na eclesiologia do G 12 está na dinâmica do movimento.

Cada membro da igreja é obrigado se engajar em uma célula, e posteriormente criar a sua própria célula. E para a pessoa participar da célula, a pessoa é obrigada a participar de um pré-encontro e de um encontro o qual é a porta de entrada da célula. Como a célula é a porta de entrada para a igreja, o encontro é a porta de entrada da célula.

E aqui está o ponto culminante do movimento G 12 - o encontro. É ele que determina toda a teologia e a hermenêutica do movimento.

O que é o encontro? “O ENCONTRO É TREMENDO”. Todos que participam do encontro é orientado a dizer isso.

Este encontro é um acampamento de fim-de-semana que visa originalmente o novo convertido, pra que este compreenda os “processos espirituais nos quais está envolvido agora que aceitou a Jesus2.

Antes de passar pelo encontro, é necessário passar pelo pré-encontro. O pré-encontro se dá em quatro reuniões de uma hora cada.

Depois de participar do pré-encontro, o novo convertido está pronto para participar do encontro. O novo convertido é chamado de encontrista. Quem trabalha promovendo o encontro é chamado de encontreiro.

O pregador é chamado de ministrador e o local de adoratório.

O local do encontro é mantido em segredo absoluto, bem como o conteúdo da programação e palestras. Ninguém pode falar com ninguém, não pode fazer comentários sobre as palestras, ninguém pode fazer questionamentos nem discutir o que se estar ensinando. E a comunicação entre os participantes é totalmente proibida. Que, segundo eles, é para que o Espírito Santo possa ministrar ao coração através do silencio.

Nem na oração eles podem falar. Quando alguém está orando, a pessoa só pode dizer “hum, hum”.

PROCESSUAL DO ENCONTRO

1o) – A Chegada:

Ao chegar no local do encontro, geralmente de ônibus, os encontristas são recebidos com fogos de artifício e imediatamente dirigidos ao adoratório.
2o) – Palestras:

As palestras são repletas de doutrina neopentecostal onde o encontreiro é incentivado a quebrar maldições, participar de regressão, liberar perdão, em alguns casos, participar das orações em que o indivíduo cai, e a ser liberto de demônios, como nos diz um dos lideres do encontro: “até mesmo alguns de nossos lideres foram libertos de demônios”.

As ministrações são o grande momento do Encontro. Durante as palestras, eles mantêm uma música lenta tocando ao fundo . e no momento da regressão o Manual até sugere ao ministrador o tipo de música, que deve ser “orquestrada e não conter uma letra, para que a atenção não se volte para a mensagem da letra. Sugere-se usar uma música clássica lenta, suave, ou que contenha ruído de mar ou de passarinhos”.

3o) – encerramento:

E por fim, antes de encerrar o Encontro, é firmado o voto de Compromisso, onde o ministrador é orientado a levar os encontristas a ficarem de pé e repetirem o seguinte compromisso:

Eu comprometo-me a não mencionar nada do que aconteceu no Encontro. Terei a responsabilidade de incentivar outros a fazerem o Encontro e a experimentar como o Encontro é tremendo3.
Texto: Judas 3:4

Tema: Os Ensinamentos heréticos do G 12.

INTRODUÇÃO:

Na semana passada, nós iniciamos o estudo sobre G 12, fazendo uma análise de sua proposta eclesiológica. Estudamos a eclesiologia do G 12.

Vimos então, que o G 12, em sua visão eclesiológica, desqualifica a igreja, como sendo a irrelevante para a expansão do reino de Deus aqui no mundo – sua proposta é substituir a igreja neotestamentária por grupos de células que substituiriam a igreja em sua missão e em suas funções eclesiológicas.

Hoje , nós iremos analisar, à luz das Escrituras Sagradas, toda a teologia do movimento G 12. Toda a nossa análise, tem como base epistemológica – ponto de apoio, a Palavra de Deus.


I – Visões e Revelações:

E a primeira questão que temos que analisar na teologia do G 12, é a base de suas afirmações doutrinarias. Qual é a base, o fundamento do qual o G 12 tira todas as suas afirmações doutrinarias? Qual o alicerce no qual o G 12, ergue o seu arcabouço doutrinário e no qual ele ergue a sua fé?

Todos as afirmações que o G 12 sustenta, estão calcadas em VISÕES E REVELAÇÕES PARTICULARES. Como o seu fundador, Dominguez, mesmo afirma em seus livros. Vejam, como ele descreve o momento em que ele concebeu a idéia do G 12:
Depois de quinze minutos, o quarto se encheu de uma luz gloriosa, que se colocou diante de mim; era como se o céu e a terra não existissem e só dois seres ocupassem o universo: Deus em sua magnificência e eu em minha diminuta pequenez.4
Permaneço sendo sensível à visão recebida numa praia da costa norte colombiano: os grãos de areia convertendo-se em milhares e milhares de pessoas, num numero quase impossível de contar de acordo com a promessa do Senhor.5.
Então , vejam que conforme o próprio Dominguez nos fala, o G 12 não é fruto de uma analise bíblica ou de um estudo sério de sistemático das escrituras – da Bíblia Sagrada, mas de visões e revelações subjetivas que ele e sua esposa tiveram. E eles chegam a afirmar que eles recebem revelações diretas de Deus e que Deus fala de maneira audível. Vejam outras afirmações que Dominguez e sua esposa de fazem:

Recordo-me de situações tão concretas como a revelação do dia em que ela se converteria à vida cristã e o momento em que, depois de pedir outros sinais, o Senhor me disse com voz audível (...).6




Desde aí, tive o convencimento de que realmente Deus lhe (a César) falava, que era realmente um homem de fé, a quem o Espírito Santo comunicava as coisas de forma direta (...), (...) sempre desejei escutar a voz de Deus, da mesma maneira que meu esposo conseguia (...).
Então vejam, irmãos, que o método usado por Dominguez e os seguidores do G 12 conhecer e cumprir a vontade de Deus são revelações e visões que eles afirmam ter tido diretamente de Deus.

E eles chegam a afirmar que todas as decisões são tomadas por meio de revelações, ao que Cláudia (esposa de Dominguez) chama de “Dimensões transcendentais”. Vejam o que ela diz:


Deus trabalha com visões. Onde não há visão, não há obra. Todas as realizações começam com visões. 7
A Missão Carismática Internacional é uma igreja eminentemente profética. Teria que sê-lo, por duas razoes: a primeira, seu início foi determinado por uma palavra profética dada diretamente por Deus a este Seu servo (...)8
Agora, o que isto significa? Significa que o alicerce da igreja foi removido. Qual o alicerce da igreja? A Bíblia Sagrada. No G 12, a Bíblia deixa de ser a única regra de fé e prática. A Bíblia é colocada no mesmo nível ou até abaixo, na maioria das vezes, da palavra do homem. Eles chegam de chamar as revelações recebidas por seus adeptos de Palavra de Deus.

Com isso, o G 12 mina a autoridade suprema das Escrituras que segundo ela mesma afirma, é a única forma de Deus revelar ao homem a sua vontade.



Vejam o que a Palavra de Deus diz sobre essas revelações extras acerca da Palavra de Deus e sua vontade:
1. Somos proibidos de adicionar novos ensinos que vão além do que a palavra de Deus ensina:


  • 1 Cor 4:6 - "Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito...

  • 2 João 1:9 - "Todo aquele que vai além do ensino de Cristo e não permanece nele, não tem a Deus"

  • Deut 4:2 - "Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando."

  • Prov 30:5-6 - "Toda palavra de Deus é pura; ele é um escudo para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, para que ele não te repreenda e tu sejas achado mentiroso."

  • Apoc. 22:18 - "Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro"



  1. Deus nos advertiu aqueles que falsos profetas virão a nós: Nós fomos preparados para os reconhecer?

  • Marcos 13:22-23 - "Porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão sinais e prodígios para enganar, se possível, até os escolhidos. Ficai vós, pois, de sobreaviso; eis que de antemão vos tenho dito tudo."



  1. O ofício de 'Profeta' e 'Apóstolo' foi para os tempos prévios:

    • Heb. 1:1-2 - " Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho..."

    • Efe. 2:19-22 - "…sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, [tendo sido] edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas"

    • 1 Cor 4:9 - "Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens.

  2. A palavra de Deus é superior às profecias novas; é completamente confiável e satisfaz toda necessidade:

  • 2 Tim 3:13-17 - "Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus. Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra."

Portanto, podemos ver que a doutrina do G 12 sobre a revelação da vontade de Deus é totalmente inconsistente com a Bíblia Sagrada.


II. O Modo como o G 12 usa a Bíblia:

Outro problema básico do G 12, é a forma abusiva e casuística como ele usa a Bíblia, praticando uma hermenêutica arbitrária, subjetiva e de conveniência. Por não dizer, a bem da verdade, a forma pueril como ele (o movimento G 12) usa para descobrir a vontade de Deus nas Escrituras (abrindo a Bíblia aleatoriamente). Vejam alguns exemplos – o exemplo mais claro encontramos nas palavras de Cláudia I(esposa de Dominguez):


Nesta ocasião fui sensível à voz de Deus, quando me disse que fosse ao Jordão para ser batizada novamente e, inclusive, me mostrou quem havia de faze-lo: um missionário mexicano que logo me compartilhou que, quando sua mãe estava grávida dele, um profeta orou mostrando: “este menino, que vai nascer, terá o ministério de João Batista!
Quando eu saí das águas, senti literalmente no espírito que os céus se abriram e que Deus enviava Seu Espírito Santo;9.



Comparem essa afirmação com Mateus 3:13 –16. está claro que essa forma do G 12 de usar a Bíblia e de interpreta-la, anula a perspectiva histórica da Bíblia, e a submete à vontade e caprichos do intérprete.

Por esse caminho não há limites para a imaginação humana. E qualquer texto pode ser aplicado a qualquer circunstancia e pessoa. Eu posso pegar uma passagem que fala de uma experiência de Paulo de dizer que aquilo foi escrito exclusivamente para mim.

Quando chegarmos ao estudo da hermenêutica do G 12, nós daremos os princípios hermenêuticos reformados para uma interpretação sadia da Bíblia. Mas um princípio elementar da interpretação seria e coerente é que um texto nunca quer dizer algo para nós hoje, o que ele o que ele não quis dizer para os primeiros leitores. Quer dizer, um texto nunca vai dizer algo hoje, que ele não quis dizer no passado. Ele nunca vai dizer uma coisa para mim que não disse para os primeiros leitores para quem foi endereçado.

Então quando eu leio um texto da Bíblia, a primeira coisa que eu tenho que fazer para dar uma interpretação sadia é perguntar: o que este texto significou para os primeiros leitores. O que eles entenderam quando leram este texto?
III. Experiências místicas:

Outro ponto inconsistente da doutrina do G 12 são as suas experiências místicas. Todo o escopo doutrinário do G 12 aponta para o misticismo ocultista.

Dominguez descreve o que nos parecem ser duas ressurreições de si mesmo. E inúmeras saídas de seu corpo – seu espírito desprende de seu corpo. O mesmo se dá com Valnice Milhomens, que tira conclusões de cada detalhe das experiências de seus adeptos. Não importa quão irracionais, quão surrealistas, quão primarias, quão simplórias pareçam..., as experiências são a pedra de toque do G 12.

Para o G 12 as experiências místicas têm mais valor do que qualquer outro fator epistemológico. Quer seja a razão, quer seja a REVELAÇÃO DE DEUS – que é a Bíblia Sagrada.

E o G 12 levou isso até as últimas conseqüências ao ponto de ver a fé em oposição com a razão. Vejam o que diz Valnice Milhomens, avaliando uma visão recebida por ela mesma sobre duas igrejas – uma de Jerusalém e a outra de Roma:
Jerusalém representa o lugar onde a Palavra de Deus é integralmente obedecida, sem questionar, e o Espírito e o Senhor absoluto na Igreja. Roma é o lugar da lógica, da razão, aonde a filosofia vai construindo uma estrutura de raciocínio que leva ao questionamento da Palavra de Deus.10
O que resulta disso, é uma fé burra – que não analisa, que não pensa, que desemboca num suicídio intelectual da razão. O que importa é a experiência. Mesmo que para aceitar estas experiências místicas, sejam necessário o abandono da razão, e sermos reduzidos a seres irracionais.

A fé que a Palavra de Deus ensina é bem diferente. Ela não extirpa a razão, ela não violenta a razão – faz dela uma aliada. Ambas andam de mãos dadas. Leiam o que diz Rm 12: 1, 2; 1a Pe 3:15.

Ao contrario disso. O G 12, proíbe questionamento das experiências provindas de seus adeptos, principalmente de seus lideres. Experiências como arrebatamento, Sinais de re-confirmação, visões, sonhos e revelações diretas são normas e não exceção no movimento.
IV. Concepção de Deus e do homem:

Outro erro crasso na teologia do G 12, está na sua concepção de Deus e do homem. Ambas concepções estão entrelaçadas uma na outra. Uma compromete a outra.

Segundo Calvino, quando há falha em nossa concepção sobre Deus, nossa concepção sobre nós mesmos fica comprometida. E quando há falha na nossa concepção sobre nós mesmos, a nossa concepção sobre Deus fica prejudicada. A forma como eu vejo Deus vai determinar a forma como eu vejo o homem e a mim mesmo. E a forma como eu vejo o homem e a mim mesmo, vai determinar a forma como eu vejo Deus.

No caso do G 12, ambas visões estão distorcidas. Vejam quatro aspectos da concepção que o G 12 tem de Deus e do homem.
1. Para o G 12, Deus depende do Homem:

Em suas orações, Dominguez deixa claro que a onipotência de Deus não faz parte de sua teologia. Vejam suas afirmações sobre uma de suas ressurreições:
Experimentei meu espírito se desprendendo do corpo. Lutei, porem uma força invisível manejava minha alma. De repente, veio à minha mente a prova do mês anterior e recordei-me das palavras ‘não é hora!’ apropriei-me delas e disse: Senhor, não é possível que Tu permitas esta morte, não é hora, tu precisas de mim na terra, dá-me forças para regressar ao meu corpo e poder levanta-lo em teu nome!11
Em outra ocasião, Dominguez ouve a voz do Espírito Santo lhe dizer:
E por que tardaste tanto para decidi-lo? Porque até agora tu eras o pastor e Eu o teu colaborador? Tu me dizias Espírito Santo abençoa esta pessoa e esta obra, abençoa o que vou pregar, abençoa a igreja, e Eu tinha que faze-lo12
Agora, como conciliar tais palavras com a Independência, auto-suficiência e soberania de Deus? como conciliar tais afirmações com a Bíblia, onde a soberania e onipotência de Deus são fartamente afirmadas em textos como Dt. 10: 14-17; 1a Cr 29:11-15; 2a Cr. 20: 6; Sl 8; e especialmente At. 17: 24-26. onde lemos:

O Deus que fez o mundo e tudo que nele existe, (....) não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem e servido por mãos humanas, como se de alguma cousa precisasse (...)


2. O homem pode resistir a Deus:

outra conseqüência da concepção errada que o G12 tem sobre Deus e sobre o homem é que ele prega que o homem pode resistir a Deus. o homem tem poder de resistir ou impedir a ação de Deus. veja o que Dominguez diz em seu livro:
pode-se dizer que um pastor que não entre nesta dimensão está matando o progresso do evangelho em sua área.
Quem não reproduz está afetando a possibilidade de conversão de milhares de vidas.

Mas como fica essa visão diante de Isaías 43:13: “agindo eu quem impedira?”, diante de Romanos 9:19: “pois quem jamais resistiu a sua vontade?”.


3. Dualismo:

o terceiro aspecto deste conceito distorcido que o G 12 tem acerca de Deus é a sua visão dualística do universo. O G 12, é basicamente um retorno ao Dualismo-cristão do primeiro século da igreja sustentado por um herege do terceiro século chamado Mani – de onde vem o nome maniqueísmo.

O que é o Dualismo? O dualismo é uma concepção filosófica persa que afirma a coexistência de dois princípios eternos, opostos e de iguais poder que guerreiam entre si. Um é o Deus do bem, e o outro é o Deus do mal. O Senhor Deus seria o Deus do Bem. E o diabo seria o deus do mal.

E segundo o dualismo, ou o maniqueísmo, estas forças, esses deuses vão se sucedendo um ao outro em vitória neste conflito. Uma hora, um ganha, outra hora, o outro. uma hora o bem, outra hora, o mal. Uma hora Deus ganha e uma hora o Diabo ganha. Isto quer dizer uma hora Deus ganha e outra hora, Deus perde para o Diabo. O Diabo derrota Deus. E a terra, os seres humanos seria o palco desta guerra sem vencedores.

Essa concepção grosseira de Mani, pode ser achada com facilidade nos ensinamentos do G 12 expostos por Valnice Milhomens no seu livro Plano Estratégico de Redenção da Nação, no qual ela apresenta o projeto “palácio da Rainha”, que visa destronar a “Rainha dos Céus” de Éfeso.

O que significa isso? segundo Valnice, João destronou a rainha dos céus – a deusa Diana, e conquistou Éfeso para Cristo. E com isso, o domínio de Deus em Éfeso durou 200 anos. Num momento posterior, veio a vitória e o domínio mulçumano naquela região de Éfeso que hoje é a Turquia. Então, para explicar a vitória e posterior domínio do islamismo em Éfeso , o que ela fez? ela lança mão do dualismo maniqueísta do primeiro século. Vejam:


Hoje Éfeso fica na Turquia, um país mulçumano. Há apenas de 500 cristãos nascido de novo naquele país. O que teria acontecido? Diana reconquistou seu trono.13

O que significa isso na prática? Na pratica quer dizer que o domínio de Éfeso foi retomado das mãos de Deus por satanás. Satanás, venceu a Deus. Esta aberração doutrinaria do G 12, de um Deus que pode ser derrotado, mostra claramente o pensamento maniqueísta-dualístico de seus líderes que crêem num Deus que é igual a satanás em força e, não só pode, como tem sido derrotado por satanás em varias fazes da história.


4. Deus é falível:

e o quarto aspecto da concepção errada sobre Deus que o G 12 propõe é a idéia de que Deus é falível. No G 12, Deus é um ser passível de falhas. Vejam o que o ministrador propõe para o participante do encontro nas sessões de cura interior:


Em cada faixa etária, desde a infância até a vida adulta, o ministrador deverá instruir os encontristas a se lembrarem de momentos difíceis, amargos, traumatizantes, etc. Eles precisam liberar perdão às pessoas envolvidas em cada fase e até mesmo a Deus.14

Precisa dizer alguma coisa? Esta doutrina especiosa do G 12 ignora a natureza santa e perfeita de Deus 1a Jo 1:5; obscurece o caráter meritório do sofrimento humano (Sl 51:4); e se esquece que “toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do pai das luzes, em que não pode existir variação ou sombra de mudança”, (Tg 1:17).

V. O que é a Igreja.


Outro problema doutrinário do G 12, como nós já podemos apresentar no primeiro estudo, está relacionado com a sua visão da igreja. O G 12 moveu a igreja do seu eixo, do seu centro que é ser a Glória de Deus. A igreja existe, é e faz para a glória de Deus, por causa da glória de Deus. mas não é essa a visão que o G 12 tem da igreja. Qual a visão que o G 12 tem da igreja?
1. A igreja é uma Empresa:

segundo a visão de Dominguez a igreja não passa de uma empresa, cujo único objetivo e razão de existir é o seu próprio crescimento. Vejam como ele descreve a igreja de sua visão:


A igreja é uma empresa mais importante de uma nação, pelo que o mesmo crescimento exigirá que haja dois setores no interior da igreja: um de caráter administrativo, e outro relacionado ao ministério pastoral15
O QUE ISSO SIGNIFICA? Na concepção de Dominguez a igreja não é o corpo de cristo, não é mais organismo vivo de Jesus – a igreja é tirada de sua esfera natural e transferida para uma categoria diferente – categoria de empresa. E qual a diferença? Qual a conseqüência dessa nova visão de igreja?

Mudando-se a natureza da igreja, mudam-se os objetivos e mudam os relacionamentos. Como corpo de cristo, o objetivo da igreja é a unidade, santidade, e a gloria de Deus, sua meta é o céu, e o seu alvo é agradar a Deus.

Como empresa, o objetivo passa a ser o seu crescimento, o desempenho; sua meta é o mercado, e o seu alvo é agradar o cliente.

Mas mudando-se a natureza da igreja, nós mudamos também os relacionamentos. Na empresa a relação sempre é uma relação patrão-empregado-cliente. Nesta relação, quem manda, quem determina o que é certo ou errado sempre é o CLIENTE. O cliente não gostou muda-se o empregado, muda-se o gerente, muda-se a ética da empresa, os métodos da empresa, muda-se até o nome da empresa. Porque o que importa numa empresa neste mundo mercadológico, é conquistar o cliente.

Na igreja corpo de cristo, os relacionamentos são Deus-servo-pecador. Nesta relação sempre quem manda é Deus. tudo é feito para agradar a Deus, os métodos são os de Deus, a ética quem determina é Deus, porque o objetivo não é arranjar novos clientes, o objetivo é agradar e glorificar a Deus, porque na igreja Corpo de Cristo, é conseqüência porque quem dá o crescimento é Deus.

Na igreja empresa, o crescimento vem de baixo para cima – quem determina é o cliente – se ele ficar satisfeito ou não. Na igreja corpo de Cristo, o crescimento vem de cima. Quem determina é Deus. se ele ficar satisfeito ou não.

E neste propósito de tornar a igreja uma empresa, Dominguez faz uso de técnicas empresariais para alcançar os seus objetivos..., seu conceito é empresarial, seu discipulado é marketing de rede, sua metodologia se chama escada para o sucesso.
2. Igreja personalista:

Outro erro capital do G 12 em sua doutrina sobre a igreja está no seu modelo personalista. O que quer dizer isso? é uma igreja que centraliza o poder na pessoa do líder – embora como o G 12 preconize a plenos pulmões, que o seu modelo é uma volta ao modelo bíblico.

Qual é o modelo bíblico de administração, o qual o G 12 diz ser ultrapassado e pretende substituir? É o método presbiteriano. De conselho de presbíteros e assembléia como nós encontramos em Atos 15. Mas Longe disto, o modelo que o G 12 adotou foi o método personalista de centralização de poder na pessoa do líder – a quem compete tomar todas as decisões importantes para a vida da igreja. Vejam o que Dominguez diz:
A época das assembléias e dos comitês de anciãos para dar passos importantes na igreja, já passou na historia; estou convencido de que Deus dá visão ao pastor e nessa medida é a ele que o Espírito Santo fala, indicando-lhe até onde deve mover-se16

E aqui cabe dizer qual o conceito que o G 12 tem de discipulado. Para o G 12, discipulado é uma implantação do caráter do discipulador no discípulo. Cada discipulador deve reproduzir o seu caráter em seu discípulo. E o pastor principal é o padrão. Vejam o que ele diz:


Quem deve montar o esquema dos doze é o pastor principal. Não é para os diáconos. Porque não é um programa para a igreja. É o programa da igreja. Os doze têm que ser processados em seu caráter.17
Ora , o nosso objetivo no discipulado bíblico nunca é reproduzir o nosso caráter no nosso discípulo. O nosso objetivo é reproduzir o caráter de Cristo em nosso discípulo. Mas isso acontece no G 12 porque ele é um movimento personalista.
3. Igreja sobrenatural:

Outra discrepância do G 12 em sua doutrina da igreja está na sua perspectiva escatologia da igreja. Ou seja, como a igreja dos últimos dias será. Para eles, a igreja deste próximo milênio será totalmente sobrenatural. Será um palco de milagres e prodígios que guiaram a igreja rumo à verdade. Eles chegam a afirmar que será nos últimos dias como nos primeiros dias dos apóstolos.



Creio que brevemente seremos revestidos com a unção dos grandes e maravilhosos prodígios do Espírito Santo e a nossa sombra curará como a de Pedro, e pela nossa palavra de ordem, mortos ressuscitarão e grandes fenômenos ocorrerão pela fé, em nome de Jesus18
Também nisto o G 12 erra grosseiramente. Porque sua perspectiva escatológica de igreja verdadeira, não passa de uma digressão histórica dos fatos.

A igreja apostólica era uma igreja marcada por grandes sinais e prodígios. Essa era uma marca distintiva daqueles dias da igreja. Mas a igreja dos últimos dias é marcada não por sinais e milagres, mas pela firmeza na Palavra de Deus e pelo seu amor. Os sinais e prodígios dos últimos dias fica por conta dos falsos profetas, e pela igreja apostata que vai atrás desses sinais. Vejam Mateus 24:22-28

VI. O encontro.

Obviamente, não poderíamos deixar de falar por último, nesta analise doutrinaria do G 12, a respeito do encontro. e eu quero faze-lo de modo breve.

Lembrando aquilo que já falamos no início, é importante salientar que o encontro como uma mera programação ou apenas um método utilizado pelo G 12.

Na verdade, ele é o ponto central é o eixo em torno toda a estrutura e a ideologia do G 12 orbita. É por isso que é necessário falar também do encontro nesta parte do estudo da doutrina deste movimento.

Na verdade, para se traçar um perfil mais acurado do G 12, seria necessário uma analise psicológica e sociologia do encontro. Mas nossa intenção não é descrever os desvios psicopáticos, das pessoas que atuam e fazem o G 12, embora isso fosse de grande valia, mas o nosso interesse é apresentar o desvio doutrinário – bíblico.

E quais são esses desvios? O encontro é dividido em 12 palestras. Destas 12, 7 palestras são usadas para a implantação da visão do movimento. As outras 5, são ministrações de cunho teológico neopentescostal. Vejam:



  • A primeira, é chamada de Peniel (que trata do pecado e arrependimento).

  • A segunda, Libertação (trata da Quebra de Maldições, maldições hereditárias e guerra espiritual)

  • A terceira, Cura Interior (perdão e maldições);

  • A quarta, Cruz (que trata da libertação de culpas)

  • E por último, a quinta, Batismo com o Espírito Santo (que é levar o participante a falar em línguas)

É obvio, que nós não iremos estudar exaustivamente as doutrinas do G 12 hoje, o que requereria mais tempo, além do que temos. Mas queremos dar algumas citações do encontro que revelam o seu conteúdo e fundamentação teológica.


Quando peco, abro uma porta de legalidade para satanás entrar em minha vida, satanás entra com seu propósito, MATAR, ROUBAR E DESTRUIR.19
A maldição repousa na 1a, 2a, 3a e 4a geração. A maldição se instala no tempo e no espaço, mas ela se encerra na 4a geração. A maldição se infiltra por uma legalidade e abre portas para que demônios venham sobre a vida da pessoa.20
Todo pecado é uma quebra de comunhão com Deus. Cada nível de pecado libera uma quantidade de demônios, cada pecado atrai uma maldição. 21
Os demônios agem por territórios. Satanás se apodera dos territórios ou por consagração ou pela legalidade do pecado... maldição hereditária se instala através dos pais ou antepassados que abriram legalidades.22
Libere perdão a: Pai, mãe, irmãos, familiares, Deus.23

Isto deixa-nos bem claro, que a teologia do G 12 é totalmente estranha ao Evangelho que, dentre as suas muitas gloriosas afirmações, declara tacitamente que:



  • O Diabo não toca e nem entra na vida do crente que é salvo, lavado pelo sangue de Jesus e é templo do ESPÍRITO SANTO.

  • Que diz que Cristo levou todas as nossas maldicoes na cruz do calvário.

  • Que nós fomos batizados pelo Espírito Santo em nossa conversão quando o Espírito Santo veio habitar em nós e de uma vez para sempre. O batismo com o Espírito Santo é uma experiência única e para sempre.

  • Que Deus é perfeito e nós não precisamos perdoá-lo; pelo contrario, nós é que precisamos do seu perdão.

3. A HERMENÊUTICA.

Agora, vocês me perguntam como é que o G 12, (Dominguez e os outros proponentes) conseguiram se afastar tanto da Palavra de Deus? a resposta a esta pergunta está na hermenêutica.

A causa única de todo esse desvio, de toda falácia teológica do G 12 é a sua hermenêutica. O que é hermenêutica? Hermenêutica de uma forma bem simples, é a arte de interpretar corretamente. O que? tudo. Os fatos, o que é dito, os escritos, as leis. Tudo na vida depende da hermenêutica. Quando a nossa hermenêutica é ruim tudo mais fica comprometido.

É através das leis da hermenêutica, é que conseguimos chegar a mensagem verdadeira das coisas. E a Bíblia não é uma exceção a hermenêutica. Para que possamos a mensagem correta da Bíblia se faz necessário o auxilio da hermenêutica. Por que? porque a tendência a sua explicação e a sua própria interpretação para todas as coisas. Ex. um acidente. Cada um interpreta de um modo diferente, o mesmo fato. Por que? porque cada um vê o fato do seu ponto de vista, dentro de sua realidade. Firmado em seus pré-conceitos.

A hermenêutica é a ciência que impede que nós possamos fazer isso com a Bíblia. Ela age como um filtro que retêm todos esses fatores que podem influenciar na interpretação do texto.

Quais são as regras básicas de uma boa interpretação? Deixa eu passar os princípios hermenêuticos reformados de interpretação. Estes princípios estao no meu livro “Escatogia Reformada”.

Podemos portanto, resumir a hermenêutica reformada com os seguintes princípios:




  1. A única regra de fé infalível de interpretação é a própria Escritura. Ou seja, quando houver dúvida sobre o sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto deve ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente;24

  2. O texto não pode ser estudado isoladamente, mas dentro do seu contexto bíblico geral;

  3. Se o texto for obscuro, não deve ser usado como matéria de fé;

  4. Toda alegorização deve ser rejeitada como método de interpretação das Escrituras, exceto em caso que o próprio autor afirma se tratar de uma alegoria (Gl 4:24-26);

  5. Toda interpretação deve ser dada levando-se em consideração o contexto histórico (a situação para a qual o autor está falando); a análise literária (a natureza, a redação e a estrutura do texto); a análise canônica (citações inter-bíblicas e comparação canônica) e o propósito do autor no contexto da obra.

  6. Toda abordagem literal (literalismo) que não se justificar pelo contexto deve ser rejeitada;

  7. Nenhuma interpretação deve ser tida como legítima se coloca a Escritura em contradição com a própria Escritura.

  8. Nunca valorize uma afirmativa às expensas da interpretação correta.

Fazendo uso destas leis da hermenêutica, vamos analisar a forma como o G 12 faz uso das Escrituras.


1. O G12 erra em valorizar afirmativas às expensas, as custas da interpretação correta. O que significa isso? eles usam afirmativas da Bíblia para defender a sua visão, mesmo o texto não dizendo nada sobre eles. Por exemplo – Amós 412b: “...e porque isso te farei, prepara-te,ó Israel, para te encontrares com Deus”.

segundo o G 12, essa passagem é uma referencia ao “encontro” que eles promovem, e às bênçãos que Deus realiza na vida daqueles que fazem o encontro.25

Agora, aplicando a regra n. 5 da hermenêutica reformada, podemos perceber que este texto jamais está se referindo ao encontro do G12, e muito menos a promessa de grandes bênçãos a serem derramadas.

Lendo o contexto percebemos que este é um texto de juízo e não de bênçãos. A partir do capitulo 3 em diante, Amós nos dá a expectativa que Deus estava dando para o seu povo participaria da experiência deste encontro com Ele – Fome, miséria, enfermidade, derrotas diante dos inimigos.

            Uma pergunta que deve ser feita ao texto é: a quem  é dirigida essa palavra? O povo descrito aqui é um povo duro de coração que não quer saber de Deus e nem de converter-se. Sentiam prazer em profanar o culto  a Deus  simulando culto a Ele (4:1-5). Não se arrependem da opressão, não estão buscando ao Senhor, são idólatras e cínicos. Será que os participantes do G 12 querem ser vistos como  o  alvo desta profecia?

Por que eles cometem esse erro? porque eles tentam aproveitar o verbo “encontrar” da afirmativa do texto buscando relaciona-lo ao encontro do G 12, em prejuízo do sentido real do texto.

Um segundo exemplo que eu gostaria de dar mostra um dos métodos principais do G 12 interpretar a Bíblia é o alegórico. Eles alegorizam tudo para tentar provar que o G 12 tem fundamentação bíblica.

Vejam: “saíram, pois da cidade e foram encontrar com Jesus”. O G 12 toma esse texto para provar que para ter um encontro com Jesus é preciso sair da cidade. Obviamente aludindo ao encontro promovido por eles. Assim eles explicam esse texto:


É necessário sair da cidade para encontrar-se com Jesus. Abraão, Moisés, Jesus... saíram da cidade. Nós também precisamos sair da agitação para encontrarmos com Jesus... temos muitas preocupações no mundo. Por isso nestes dias estamos sem celular, sem telefone, etc. É preciso um esvaziar de nós mesmos para encontrarmos com Deus.26
Se aplicarmos este princípio a outros textos concluiremos que só encontraremos Jesus quando subimos num árvore (Lc 19). Ou então, que aquele, Jesus que o cego de Jericó encontrou, Zaqueu, o leproso de Lc 5:12, a viúva de Naim, Mateus e tantos outros era um falso Jesus. Porque nenhum destes tiveram que sair para encontrar com Jesus.

A verdade é que não precisamos sair da cidade e nem é isso que João está ensinando. Tudo o que precisamos para encontra-lo é que ele queira ser encontrado. E nós desejamos de todo coração (Jr 29:13).




1 G 12 – Historia & Avaliação.

2 Manual de Realização do Encontro. p. 10

3 Idem, p. 99

4 César Castellanos Dominguez, Sonha e ganharás o mundo.

5 Idem.

6 Idem.

7 Idem.

8 Idem.

9 Idem.

10 Valnice Milhomens, Plano Estratégico de Redenção da Nação.

11 Dominguez, Sonha e Ganharás o mundo.

12 Idem.

13 Valnice Milhomens, Plano Estratégico de Redenção da Nação. pg. 31

14 Manual de Realização do Encontro. pg. 98

15 César Castellanos Dominguez. pg. 146

17 Valnice Milhomens, pg. 99

18 Antonio Lisboa, em Convergência 2000.

19 Manual de Realização do Encontro. pg. 46

20 Idem. pg. 49

21 Idem, pg. 66

22 Idem pg. 70

23 Idem. pg. 98

24 Angllada, pp.117

25 Manual, pg. 8

26 Idem, pg. 56




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