"este sistema se apóia todo na razãO, na religião e na amorevolezza"



Baixar 70,08 Kb.
Encontro26.05.2017
Tamanho70,08 Kb.

Capítulo 14
“ESTE SISTEMA SE APÓIA TODO NA RAZÃO, NA RELIGIÃO E NA AMOREVOLEZZA”

Depois de ter percorrido as grandes linhas da “metodologia educativa” do “sistema preventivo” de Dom Bosco, tentaremos nos capítulos que seguem, aprofundar suas temáticas mais significativas. Primeiramente serão ilustrado os traços principais que estão na base da mesma metodologia, dando-lhe um “estilo” específico. Em um capítulo sucessível será individuada o ambiente e o clima comunitário que caracterizam os “lugares” nos quais a assistência e a educação preventiva se desenvolvem. Outros dois capítulos são dedicados a elementos que evidenciam dois típicos aspectos integrativos do “sistema”: a festa, a alegria, o “tempo livre”, de uma parte; da outra, a seriedade da “regra” de vida, que o preventivo, em certo sentido, condivide com o repressivo”. Cada capítulo, por isso, não pode se considerado isoladamente. Cada um ilumina e amplia o conteúdo dos outros, os quais, por sua vez, impedem que o conjunto seja limitado pela consideração setorial.

Isto vale sobretudo para a relevância pedagógica da comunidade educativa concebida e vivida como família. A solícita “pressão” afetiva, racional, religiosa dos educadores é ampliada por uma comunidade, vivida como convivência de jovens, amigos e irmãos, antes entre eles do que com os “superiores”. Mesmo se Dom Bosco diz que “o diretor é tudo”, e analogamente os educadores, na realidade o todo é representado por eles para e com os jovens, que reivindicam, em alguma medida, seu indispensável co-protagonismo.

O ambiente da festa e da alegria deveria, depois, fazer ir aos ares todo o esquema metodológico que leve ao “fazer a cabeça”, individual e comunitário. Todavia, por sua vez, o clima de alegria não dará lugar a uma comunidade festeira, família carente de objetivos seriamente envolventes. Pensa nisto um capítulo sobre o “amor exigente” com tudo aquilo que pode implicar também de vínculos e sofrimentos.

No presente capítulo é esclarecida a vertente “metodológica” que dom Bosco declara vigas mestras do sistema: “este sistema se apóia todo na razão, na religião e na amorevolezza”1.

Para uma análise mais atenta, sem dúvida, os três termos definem antes de tudo os conteúdos da mensagem “preventiva”. Compreendidos em sua extensão mais completa, ele indicam as dimensões capitais de uma plena humanidade cristã: os valores temporais, o sentido “religioso” da vida, o mundo da afetividade sensível, espiritual, sobrenatural. Isto foi feito nos três capítulos precedentes.

Mas, no discurso pedagógico explícito de dom Bosco, é posto em evidência sobretudo o significado metodológico da três “palavras” fundamentais. Elas prefiguram um conjunto orgânico e articulado de iniciativa, de intervenções, de meios destinados unitariamente a promover o desenvolvimento do jovem, que se pretende envolver na obra da própria maturação humana e cristã com o método da persuasão e do coração.

Seu caráter “motivante” e dinâmico é ulteriormente reforçado pelo “fundamento” ao qual Dom Bosco se apóia, a verdadeira “rainha das virtudes”, a caridade: “A prática deste sistema está toda baseada nas palavras de São Paulo que diz: A caridade é benigna, é paciente; tudo sofre, tudo espera, suporta tudo. Com ela, “Razão e Religião são os instrumentos do qual deve constantemente se servir o educador, ensina-los, ele mesmo praticá-lo se quiser ser obedecido e obter o seu fim”2.

Em substância, com as suas afirmações Dom Bosco pretende indicar aos educadores quais devem ser suas qualidades, suas “virtudes”. Elas se reduzem a uma: a caridade educativa, expressa metodologicamente na tríplice forma da razão, da fé, da “amorevolezza”.
1. O educador, ele e a comunidade protagonista no processo pedagógico
A metodologia preventiva é toda confiada ao educador. Na descrição dos “dois sistemas sempre usados na educação da juventude” pode-se perceber um peso diferente do educador na constelação das três principais forças em campo: a lei, as prescrições, os regulamentos – o superior, diretor, assistentes – os dependentes, os sujeitos, os alunos. Paradoxalmente, resulta que no sistema repressivo a responsabilidade executiva é quase toda do aluno; o superior – educador exercita, além da função de vigilância, sobretudo um poder judiciário-punitivo. No sistema preventivo, todavia, o absoluto protagonista é o educador, detentor da plenitude dos poderes, executivo, judiciário, punitivo, enquanto o aluno é chamado a uma essencial execução cooperativa, um co-protagonismo subordinado.

Dom Bosco escreve e fala de “sistema preventivo” a operadores adultos. As duas cartas datadas de Roma, redigidas por Padre Lemoyne sob inspiração do superior, distinguem-se precisamente porque da substancia dos ônus e das obrigações “preventiva” poder-se-ia e dever-se-ia tratar somente em uma delas, a que foi reservada, justamente aos salesianos de Valdocco. O “sistema” é todo baseado neles, funciona ou não funciona se eles carregam todo o seu peso e dele garantem a fecundidade.

Por isso ele são chamados a ser totalmente “consagrados” aos alunos, seus “pais, irmãos, amigos”, em uma compartilha devida, idêntica à dos membros adulto da família. Eles são pais/mães, irmãos e, a mais, amigos, com um acréscimo emotivo que ultrapassa a própria família com ulteriores relações de superior qualidade, que atingem a interioridade das consciências. Elas atingem o máximo nível na pessoa do diretor-pai-confessor.

O sistema, é, definitivamente, fundado sobre a razão, sobre a religião e sobre a amorevolezza do educador – indivíduo e comunidade – e, através dele de todos os elementos pedagógicos dos quais é cooperador ou mediador. Não se constrói sujeitos maduros – nos valores de razão, religião e afetividade – se o educador não for, ele mesmo, fim-valor e método segundo a razão, a religião e a afetividade. O educador é chamado a apresentar-se operativamente como modelo, vivente e ativo de tudo aquilo que segundo razão, religião, amorevolezza é válido em si e ao mesmo tempo é por ele tornado amável e “atraente”, motivante, envolvente para o aluno. O educador tem para apresentar em forma dinâmica com relação a todos os possíveis fins educativos, aquilo que Dom Bosco afirma dele como “modelo de moralidade”. “Pode-se portanto estabelecer como princípio invariável, que a moralidade dos alunos depende de quem os instrui, assiste, dirigi. Quem não tem, não pode dar, diz o provérbio. Um saco não pode dar trigo, nem uma garrafa de água suja pode dar bom vinho. Daí, antes de propor-nos como mestres para os outros, é indispensável que nós possuamos aquilo que queremos ensinar aos outros”3.

É natural portanto, que Dom Bosco fale do repressivo como sistema “fácil, menos trabalhoso”. Do preventivo, ao contrário afirma “que da parte dos alunos é bastante mais fácil, mais gratificante, mais vantajoso”, em quanto “da parte dos educadores encerrar algumas dificuldades, que porém se tornam mais leves, se o educador se dedica com zelo à sua obra”, todo “consagrado ao bem dos seus alunos”4.

Exigem-se portanto, educadores ricos de valores humanos, religiosos, afetivos, que sejam para eles modelos, testemunhos, comunicadores com a vida, palavras, e obras. É contínuo desgaste de energias ilimitadas, mas ao mesmo tempo “assédio” benévolo e envolvente, do qual é difícil para o aluno escapar.


2. A unidade relacional do tríplice fundamento
Razão, religião, amorevolezza não são realidades contíguas, mas interrelacionais, ainda mais interpenetradas uma na outra. E isto acontece tanto em nível de fins e de conteúdos quanto de meios e métodos. No primeiro nível, eles constituem uma síntese original dos elementos necessários para o desenvolvimento completo do jovem: físico, intelectual, moral, social, religioso, afetivo. Em nível metodológico, põem em ação um conjunto orgânico de intervenções apropriadas para envolver um jovem aluno nas suas mais significativa potencialidades, mente, coração, vontade, fé, interativamente co-presentes.

A seriedade do compromisso moral e religioso – dever, “piedade”, viver na graça, fugir do pecado – é proposta e promovida com base em relacionamentos e processos racionais e amoráveis.

Por outro lado, a doçura da amorevolezza não é fraqueza, sentimentalismo, esquisita sensibilidade, mas envolvimento emotivo constantemente iluminado e purificado pela razão e pela fé.

Por sua vez o equilíbrio, a medida, a racionalidade dos regulamentos, das prescrições das relações interpessoais são constantemente motivado e integrado pela sinceridade da piedade religiosa e pela participação empática do educador ativamente presente.

Se depois, em nível metodológico, se quisesse determinar qual dos três fatores deve ser considerado principal, não pode haver dúvida sobre o primado da amorevolezza. Naturalmente isso se refere aos significados que ela exprime, com este ou com outros termos tais como mansidão, doçura, caridade, paciência, afeição. Efetivamente, a amorevolezza é o princípio supremo e a alma do “método em preventivo”, como a religião é, indiscutivelmente, o primeiro princípio e a alma do sistema, entendido como complexo de fins, conteúdos, meios e métodos.

Sobre a centralidade do amor educativo concordam os estudiosos. Ele é caridade inteligente e dedicação amorosa5; é autoridade do pai “que tem nas mãos o coração dos filhos”, é “compenetração de almas”6. “Método do amor” definiu-o o pedagogista católico, Mário Casotti7. O salesiano alemão Nicolau Endres individuava no amor o fator capital do método como relação fundamental entre educador e educando, força criativa exemplar, guia eficaz ao mundo dos valores8.

A amorevolezza é “amor demonstrado”9, por isso amor afetivo e efetivo, testado pelos fatos, perceptível e “percebido”. Na carta aos salesianos de Valdocco de 10 d maio de 1884, Padre Lemoyne interpretava felizmente as idéias de Dom Bosco. O amor é o fundamento. “Mas isto não basta”. Falta alguma coisa educativamente decisiva: “que os jovens não só sejam amados mais que eles mesmo saibam que são amados”. Não é ainda suficiente. Este conhecimento será finalmente persuasivo, se se sentirem “amados naquelas coisas que lhes agradam participando das suas inclinações”: estarão então disponíveis a condividir com amor aquilo que o educador propõe, a disciplina, o estudo, em uma palavra “os deveres”10.
3. A amorevolezza termo de muitos significados
No vocabulário italiano, familiar a Dom Bosco, a palavra amorevolezza não se identifica com amor, nem indica a virtude teologal da caridade, pertencente ao mundo da revelação cristã. O termo indica mais um cacho de pequenas virtudes relacionais ou atitudes ou comportamentos entre pessoas, que se demonstram em palavras, gestos, ajudas, dons, sentimentos de amor, de graça, e de cordial disponibilidade. É afeto, benevolência, benignidade, solicitude de pais e mães, também espirituais para com os filhos; de homens e mulheres reciprocamente: cônjuges, noivos, namorados, amantes, amigos; de protetores para protegidos, benfeitores para com os beneficiados, com “amorevolezzas”; e semelhantes.

Na linguagem religiosa a “amorevolezza”, indica o visível amor misericordioso e aconchegante humano-divino de Cristo.

No uso do termo Dom Bosco assume, de fato, mais significados do vocabulário corrente. Explicitamente ou com sinônimos, ele o entende e propõe em chave formalmente pedagógica cristã, dentro do quadro da sua mentalidade e estilo inspirados no amor assistencial-educativo, que é indissoluvelmente afetivo e efetivo. O educador, com as palavras e mais ainda com os fatos, fará conhecer que a sua solicitudes são dirigidas exclusivamente para vantagem espiritual e temporal de seus alunos”; “na assistência poucas palavras, muitos fatos”11.

Amorevolezza indica em Dom Bosco “um complexo código de símbolos, sinais, comportamentos”. É “o traço mediante o qual manifesta-se a própria simpatia, o próprio afeto, a compreensão e compaixão, a co-participação na vida dos outros”12.

Ele resumia a riqueza deste significados na reinterpretação da lição que ele faz acontecer no sonho dos nove anos: “Não com pancadas mas com a mansidão e com a caridade deverás conquistar este teus amigos”13.

Ao redor do tema da amorevolezza entrelaçam-se, as “variações” do escrito sobre o sistema preventivo. Fala-se de diretores e assistentes “que como pais amorosos falem, sirvam de guia em qualquer oportunidade, dêem conselhos e amoravelmente corrijam”. “O sistema preventivo torna amigo o aluno”, “afeiçoa de tal modo o aluno, que o educador poderá de ora em diante falar com a linguagem do coração, tanto durante o tempo da educação, quanto durante todo o processo posterior. O educador, uma vez conquistado o coração de seu aluno, poderá exercer sobre ele um grande ascendente”. Por isso, “toda noite, depois das orações ordinárias, e antes que os alunos vão dormir, o diretor, ou quem por ele, dirija algumas palavras afetuosas em público”. Os êxitos corresponderão às promessas: “O aluno será sempre amigo do educador, e lembrará sempre com prazer a orientação recebida, considerando sempre seus mestres e superiores como pais e irmãos”14.

Mas antes e depois o termo está presente nas mais significativas situações: o encontro15, o perdão16, a confissão17, a relação educativa18, o “sistema”19, a didática20, a pastoral21, a convivência “familiar”22.

Ao termo “amorevolezza” há outros paralelos que ajudam a compreender seu valor afetivo e efetivo, bem como sua manifestação: amor declarado23, coração, benevolência24, afeição25, doçura, paciência26.


4. Religião e caridade, razão e amizade, fundamentos da amorevolezza
As “pequenas virtudes” que caem sob o termo amorevolezza – fazer conhecer que se ama, condividir sinceramente as inclinações dos jovens – assumem dignidade e consistência, moral e pedagógica, graça às “grandes virtudes” que dela são o fundamento e a animam. Com estas, é superado também o intimismo do simples relacionamento dual, garantindo ao sistema a indissolúvel característica de sociabilidade e de universalidade já em nível formalmente pedagógico.

Aparecem mais importantes do que todas, a virtude teologal da caridade e a virtude moral da justiça, da alteridade, raízes de toda forma de “amizade” e da autêntica “piedade”.

O sistema supõe, antes de tudo, um educador humanamente equilibrado e integrado: portanto, capaz de generosa disponibilidade para a sociabilidade, sensível às necessidades dos outros e aos problemas da vida associada em todos os níveis, local e planetário; portanto extremamente “relacional”, de um modo privilegiado para com os jovens, sobretudo se “pobres e abandonados”. Homem de grande controle interior e exterior, “temperante” e “prudente”, ele ama co contato participativo com as necessidades juvenis e sabe promover sabiamente a solidariedade de colaboradores, amigos e benfeitores.

A amorevolezza, nas várias acepções, supõe e exige a ajuda da razão, que comporta inteligência, vontade de entender, tato, “racionalidade”. Esta se traduz em adaptação às exigências tanto dos jovens quanto do “mundo” pátrio, nacional, supranacional, eclesial, no qual eles aprendem quotidianamente a inserção na ação.

Ela da a capacidade de despertar seu consenso racional. “Deixa-te guiar sempre pela razão, e não pela paixão”, sugeria a um assistente27. Graças ao sistema do amor, o aluno “nunca fica com raiva por causa da correção feita ou do castigo ameaçado ou mesmo infligido, porque nele a sempre uma advertência amiga e preventiva que o leva a raciocinar, e na maior parte das vezes consegue ganhar o coração, de tal modo que o aluno conhece a necessidade do castigo e quase o deseja” . Este, por outro lado, teria evitado uma falta, “se uma voz amiga o tivesse admoestado”. concluindo, “o sistema preventivo torna amigo o aluno, que vê no assistente um bem feitor que o avisa, quer torna-lo bom, livra-lo dos desgostos, dos castigos, da desonra”28.

Geradores de seres racionais, os educadores não deverão ser nem ameaçadores, nem sentimentais dengosos. Sobretudo deverão dizer com clareza o que querem dos meninos, evitando superestruturas complicadas, apelando somente para o que é essencial e funcional para seu pleno desenvolvimento pessoal e social.29

Em regime cristão, enfim, todo o sistema da “amorevolezza” é fundado sobre a caridade, solicitada pela fé, junto com essa, dom e graça. É uma evidencia na consciência de Dom Bosco cristão e sacerdote. Isto ele confessa francamente em uma carta endereçada aos alunos das oficinas de Turim-Valdocco no dia 20 de janeiro de 1874.

“Sendo os artesãos a pupila dos meus olhos, (...) creio dar-lhes prazer, satisfazendo meu coração com uma carta. Que eu tenha por vocês muita afeição não precisa dizê-lo, porque vocês têm claras provas disso. Que vocês gostam de min, não é preciso dizer, porque vocês sempre o demonstraram. Mas esta nossa afeição recíproca em que se baseia ? No bolso ? No meu não, porque eu o esvazio para vocês; no de vocês também não porque, desculpem-me, estão vazios. Logo a minha afeição está fundada no desejo que tenho de salvar as almas de vocês, que foram todas remidas pelo sangue precioso de Jesus Cristo, e vocês me amam porque procuro conduzi-los pelo caminho da salvação eterna. Por tanto o bem das nossas almas é o fundamento da nossa afeição”30

Uma outra carta ao superiores e aos alunos de Lanzo põe em maior evidencia o intimo nexo entre as duas realidades, humana e teologal, o fruto e a árvore.
“Quando eu estive em Milanzo, vocês encantaram-me com sua benevolência e amorevolezza, iluminaram a minha mente com a piedade de vocês; ficava ainda este pobre coração, cujos afetos vocês me roubaram todos. Agora esta carta assinada por duzentas mãos amigas e muito caras roubaram o resto do coração, não ficou mais nada, a não ser um vivo desejo de amá-los no Senhor, de fazer-lhes bem, salvar a alma de todos”31.
Efetivamente, a amorevolezza em todas as suas formas, estruturada graças à plenitude e maturidade da afetividade humana e à lucidez racional da amizade, sustentada e alimentada pela virtude infusa da caridade, para a consecução do fim último, a “salvação das almas”, põe em movimento os mais variados recursos humanos e divinos. Incessantemente criativa, é inexaurível na beneficência – “fazer o bem” - , tradução operativa da benevolência – “querer bem” - . Caridade fraterna em ato a favor dos mais fracos e pequenos, em comunhão de vida com Deus, estimula a amar, querer e fazer aquilo que Deus ama, em total participação com o “sentir de Cristo”32. Ama-se a Deus sem medida, amam-se os irmãos com as medidas sugeridas pela razão e pela sabedoria, humana e divina.
5. A riqueza educativa da “amorevolezza”
As diversas expressões da amorevolezza são sinal de “superabundância” . Ela assume diversas nuances com relação à variedade das situações de pobreza e abandono a que corresponde a exuberância de qualidades humanas e divinas do educador nas suas diversas funções: “pai, irmão, amigo”, e além disso, benfeitor, mestre, sustentáculo isto foi Dom Bosco. O sistema preventivo move-se neste horizonte.

“Efeito” interior da caridade, certamente somado à “amorevolezza” para com os jovens “pobres e abandonados”, é o sentimento da misericórdia. Na raiz dela está a pena pelos males e desventuras dos jovens irmãos, encontrados no cárcere ou vistos espalhados pelas ruas da cidade. A pena se torna compaixão e piedade; regida pela razão moral, está é virtude natural, inspirada no motivo que têm o próprio Deus de ser misericordioso, é misericórdia teologal brotada da caridade. É compaixão, antes de tudo, pelo perigo que os “pobres e abandonados” correm de serem privados de Deus, afastados dele, da salvação, mas também pelos males temporais que os atormentam: a ignorância, a solidão, o ócio, a corrupção. A misericórdia vê o próximo sobre o aspecto das necessidades que pedem para ser socorridas. O misericordioso é cooperador de Deus, representante da sua bondade.

A amorevolezza, de coração, palavras e fatos, torna-se, por humano e divino impulso, beneficência, a misericórdia colocada em prática. Ela se manifesta nas “beneficências”, naquelas que a antiga tradição vocabular italiana chamava “amorevolezzas”.33

A ela se une aquele amor, que se demonstra com “poucas palavras” e “muitos fatos”, com aquelas obras de “misericórdia espiritual e corporal”, que Dom Bosco tinha aprendido muito bem do catecismo e do seu mundo familiar e religioso. A obra assistencial e educativa do “sistema preventivo” é uma grandiosa organização de pesquisa, coleta e redistribuição de esmolas, pão, aula, aprendizado.

É, ao mesmo tempo, mais interior e respeitosa “obra de misericórdia espiritual”. Mais importante de todas foi sempre considerada, com base no evangelho34, a correção fraterna. Ela, será visto no capítulo 17, é uma das expressões mais características da educação “preventiva”. É seu dever, de fato, afastar das imperfeições da idade e dos preconceitos, propor novas e melhores idéias, induzir a condutas mais corretas e fecundas para o tempo e para a eternidade.

“Esmola” material espiritual, educação e reeducação, respondem a uma aguda sensibilidade para o conjunto das mais variadas formas de pobreza, as misérias do corpo e do espírito, com a solicitude de enfrenta-las, com amor e “amorevolezza”: correr atrás de alimento, roupa, moradia, instrução; avisar, aconselhar, corrigir, consolar, dirigir.

A ainda outros detalhes, pelos quais a ligação educativa é vivida como exigência profundamente moral: a piedade e a afabilidade.

A piedade tem uma extensão quase ilimitada, a partir “dos pais”, parentes, e da “pátria” até atingir todos aqueles que são unidos pelos vínculos do sangue e da amizade” social: e entre estes os filhos com relação aos pais e à parentela. Pela “piedade”, não considerada somente no seu termo altíssimo, Deus, os filhos carnais ou adotivos honram o pai e os discípulos os mestres e os educadores, enquanto estes socorrem as necessidades e os pedidos dos filhos e dos alunos, imediatamente e para o futuro, tornando-se efetivamente pais “amoráveis”, irmãos e amigos de seus beneficiados.

A afabilidade germina em um grande fundo de humanidade de sociabilidade, de bondade natural, além da caridade teologal, enriquecendo a “justiça” com uma bela nota de amabilidade, de cortesia, de fineza. É aquela forma mais simples de amizade, que tem certa afinidade com a grande amizade que é “caridade” e estabelece ordem, espontaneidade e graça entre aqueles que vibram em estar juntos ela reproduz, tal vez melhor do que as outras, o “rosto” da “amorevolezza”, da qual escreve e fala Dom Bosco: faça com que nos fatos e com as palavras seja criada simpática sintonia entre as recíprocas esperadas com vivencias da vida cotidiana. Com “palavras” e “fatos”, segundo Dom Bosco ela da o último toque ao “amor demonstrado”.

É insistente e repetido o apelo ao coração, ao amor tornado visível em obras e “sinais”, testemunha efetivamente educativa. “Recomende a todos os nossos dirigir seus esforços a dois pontos cardeais: fazer-se amar e não fazer-se temer”35. “Se quiser ser amado, seja amável”36. “Para ter êxito com os jovens, esforcem-se por usar com eles boas maneiras; façam-se amar e não temer”37.

Com a amorevolezza tocam-se cordas e provocam-se vibrações que envolvem toda a personalidade dos destinatários, jovens e adultos, tornados sensíveis para todo o conjunto de “interesses” vitais, materiais e espirituais. “Ganhar o coração” não significa ter atingido seu mundo emotivo; e a sua resposta não é somente “afeição”, mas também reconhecimento, estima, respeito, desejo de correspondência, compromisso, colaboração.

A consideração se ajunta com o sentido que Dom Bosco dava ao “coração” “em um contexto propriamente religioso e teológico” e com interpretação dada às típicas expressões “falar a linguagem do coração” e, portanto, “ganhar o coração do aluno”: isto é despertar nele todas as potencialidades pessoais, vontade, mente, braço, operosidade38.


6.A conversão da amorevolezza no “espírito salesiano”
Nos últimos anos, pelas relações entre salesianos religiosos e educadores entre eles, com os jovens, com todos, a amorevolezza foi entendida e formulada por Dom Bosco em relação ao pensamento do “doutor da caridade”, São Francisco de Salles. Ela acaba sendo englobada no “espírito de caridade e de doçura de São Francisco de Salles”, “verdadeiro espírito de doçura e de caridade”39.

Em 1880, Dom Bosco resumia nesta expressão o espírito da congregação, de todo o seu ser e agir, sobre tudo educativo – preventivo, nascido do segundo capítulo geral: “A nossa paciência, caridade, e mansidão brilhem nas palavras e nas obras de modo que se verifiquem em nós as palavras de Cristo: Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo40. Os dois termos “sal” e “luz” entravam em composição para produzir a denominação “salesiano”: “Não se esqueçam que somos Salesianos. Sal et Lux. Sal da doçura, da paciência, da caridade. Luz em todas as ações externas, para que todos vendo vossas boas obras, glorifiquem nosso Pai que está nos céus41. “Caridade, paciência, doçura, nunca repreensões humilhantes, nunca castigos, fazer o bem a quem se pode, mal a ninguém”42. “A doçura no falar, no agir, no avisar ganha tudo e todos”43. “Insista” sobre a caridade e doçura de São Francisco de Sales que nós devemos imitar”44. À madre Catarina Daghero, eleita superiora geral das Filhas de Maria Auxiliadora, em 12 de agosto de 1882, dava de presente uma caixa de chocolates com um cartãozinho de votos: “Ai vão algumas balas para distribuir para suas filhas. Lembre sempre que deve praticar a doçura com todos; mas fique sempre pronta para receber as pílulas amargas, que Deus pode mandar-lhe”45 .

A amorevolezza, na sua mais forte realidade, acabava identificando-se com o “espírito salesiano”, com explicitas referências a São Francisco de Sales e à sua teologia do amor, impregnadas pelas intenções, atividades, sonhos, propostas, em uma palavra, do “estilo de vida e de ação” de Dom Bosco.
7. Da assistência vital à assistência educativa
Mesmo não constituindo objeto especifico da presente análise, à assistência, antes que “pedagógica”, é, na experiência concreta do sistema preventivo de Dom Bosco, ajuda benéfica aos jovens “pobres e abandonados”. Prover as necessidades, antes de tudo materiais, marcou o inicio do interesse do educador piemontês pelos jovens, absorvendo-o até o fim dos seus dias. A “salvação” dos jovens, religiosa, moral, cultural, foi, principalmente para as instituições mais pobres, - casas de acolhida, orfanatos, oratórios em bairros pobres da cidade – sempre precedida e acompanhada pelo zelo em assegurar os meios de “subsistência”, casa, alimento, roupa, apetrechos para escolas e oficinas.

As duas “dimensões” social – humanitária e pedagógica – educativa e reeducativa – moral e religiosa, foram sempre atuadas e pensadas juntas. Por outra parte, na mentalidade católica a “delinqüência” real ou potencial estava associada à falta do fundamento religioso. A defasagem religiosa, a deficiente prática cristã era considerada ao mesmo tempo causa e sintoma de certa corrupção moral e da inevitável periculosidade social. Socorro material e ação educativa acabavam, necessariamente, integrando-se. Dom Bosco põe isto em evidência em cartas, circulares, apelos, “sermões de caridade” e o põe em prática com as suas obras. O sistema preventivo é, ao mesmo tempo sistema benéfico, assistencial, social, e sistema de educação moral e religiosa46 .

A assistência tem depois, uma função metodológica capital na ação educativa, tanto que no sistema preventivo, enquanto tal, educador e assistente identificam-se.

É, por isso, evidente que a assistência praticada e proposta por Dom Bosco não deve ser entendida somente dentro da prospectiva oferecida nas páginas de 1877 e em documentos que se referem a ambientes fortemente estruturados como os “colégios” e os internatos, que tinham a finalidade de gerir por longos períodos toda a vida dos jovens. A experiência, os escritos, os discursos de Dom Bosco induzem a entende-la em um significado mais vasto e flexível, como acontece, por exemplo, nas escolas para externos, nos oratórios, nos ambientes da pastoral, na própria atividade publicitária, editorial e livresca.

No plano do comportamento tal inspiração de fundo leva a algumas conseqüências imediatas, que envolvem toda a existência do operador preventivo, onde quer que se desenvolva. Alguns textos podem dar esta idéia, mesmo se é mais significativa a referência à experiência vivida e querida “sistematicamente” por Dom Bosco. É fundamental o que ele fixa naquela que se pode considerar uma “definição” do “sistema preventivo” contida nas páginas de 1877: diretores e assistentes estão sempre entre os alunos, falam, guiam, aconselham, corrigem47.

A assistência não é policial nem fiscal, mas “presença” amiga, promocional, animadora de toda a vida do sujeito a quem se quer ajudar. Ela é ostensivamente realizada em formas extremamente diferentes no oratório, no internato, na escola, no grupo, no trabalho. “O Superior [= educador] seja tudo para todos, pronto para ouvir sempre qualquer duvida ou queixa dos jovens, todo olhos para vigiar paternalmente sua conduta, todo coração para procurar o bem espiritual e temporal daqueles que a providencia lhes confiou”48 .

Certamente na idéia e na prática do sistema de Dom Bosco a assistência comporta um essencial aspecto de vigilância assim como o conceito de preventivo inclui um prévio aspecto de defesa, prevenção, proteção e relativo isolamento, quando possível. Isto é particularmente perceptivo no colégio – internato, onde é introduzida a prática secular da leitura periódica dos Regulamentos, que informava e pré-avisava os meninos vivos e “levianos” antes que maus. Ao diretor de um colégio – pequeno seminário, Padre Rua escrevia em 1863: “reúne alguma vez os professores, os assistentes, os chefes de dormitório e a todos dirás que se esforcem por impedir as más conversas, afastar qualquer livro escrito, imagens, quadros (aqui está o problema) e qualquer coisa que possa colocar em perigo a rainha das virtudes, a pureza. Dêem conselhos, usem caridade com todos”49.

É impossível não pensar em influências de idéias teológicas rigoristas ou próximas do jansenismo, sobre as conseqüências do pecado original e de convicções conformes, a respeito da fragilidade psicológica e moral juvenil. O jovem inclinado ao mal, vulnerável, ameaçados pelos maus companheiros, exposto aos escândalos, “em perigo”, não podia salvar-se se não com a assistência assídua, protetora, solicita, dos educadores50.



Mas é, sobretudo, clara, repetida, a idéia de uma assistência inclinada à promoção e à animação. O educador, sempre presente, participa totalmente da vida dos alunos, ouve, intervem, provoca interesses, acolhe iniciativas, inspira atividades. Como já foi visto o sistema preventivo exige isto desde a sua “definição”, tornando-o autenticamente “educativo”51.

O “pôr os alunos na impossibilidade de cometer faltas”, que segue no texto, não é, certamente para se entender como “impossibilidade material de pecar”52. Neste sentido a presença ininterrupta, ostensiva ou psicológica, de Dom Bosco entre os jovens e destes com ele é, não retoricamente, a melhor e mais típica representação do conceito pedagógico da assistência preventiva53. Ainda uma vez e sobretudo neste ponto nevrálgico o sistema é confiado à pessoa do educador. Equilíbrio, tato, tratamento humano, afeição paterna e fraterna, vivacidade, saber igualar-se como amigo e outros são ainda elementos indispensáveis para uma atuação correta e válida.


1 O sistema preventivo (1877), página 46, OE XXVIII 424.

2 O sistema preventivo (1877), página 52, OE XXVIII 424.


3 Circular, já citada de 5 de fevereiro de 1874, E II 347.

4 O sistema preventivo (1877), páginas 46, 60, OE XXVIII 424, 438.

5 V. G. GALATI, São João Bosco. O sistema educativo. Milão- Varese. Instituto Editorial Cisalpino 1943, página 152.

6 A. AUFFRAY, A pedagogia de São João Bosco. Turim, SEI 1942, páginas 83-84.

7 JOAO BOSCO, O método preventivo. Com testemunhas e outros escritos educativos inéditos. Introdução e notas de Mário Casotti. Brescia, La Scuola 1958, páginas 49-59.

8 N. ENDRES, Dom Bosco educador e psicólogo. Munique, Editora Dom Bosco 1961, páginas 72-97.

9 PEDRO STELLA, Dom Bosco na história da religiosidade católica, volume II, páginas 461-462, 471-472.

10 PEDRO BRAIDO, Duas cartas datadas de Roma..., em PEDRO BRAIDO, Dom Bosco educador..., páginas 364-365, 368-369, 381-382. Os textos tirados da redação definitiva (páginas 381-382), longe do maio romano, são idênticos àqueles já presentes nos dois manuscritos preparatório, redigidos na capital entre fim de abril e início de maio de 1884.

11 Regulamento para as casas...,Artigos gerais, artigo 2 e 3, página 15, OE XXIX 111.

12 PEDRO STELLA, Dom Bosco e as transformações sociais e religiosas do seu tempo, no volume A família salesiana reflete sobre sua vocação na Igreja de hoje.Turim-Leumanm, LDC 1973, página 162.

13 MO (1991) 35.

14 O sistema preventivo (1877), página 46, 50, 56, 60, OE XXVIII 424, 428, 438.

15 Escrevendo sobre o jovem ameaçado de ser posto fora da sacristia da igreja de São Francisco de Assis, Dom Bosco diz: “O outro se aproximou tremendo e chorando por causa da surra recebida. Você já ouviu a missa? disse-lhe eu com a amorevolezza que me foi possível” MO (1991) 121.

16 Exercício de devoção à misericórdia de Deus. Turim, tipografia Eredi Botta 1846/1847, página 75, OE II 145.

17 JOÃO BOSCO, Esboço biográfico sobre o jovem Miguel Magone..., página 27 OE XIII 181.

18 JÚLIO BARBERIS, Crônica, caderno 14 bis, conferência aos diretores, 4 de fevereiro de 1876, página 45.

19 Carta ao príncipe Gabrielli, junho de 1879, E III 482. Relembrando a parada em Marselha, na casa dos Irmãos das Escolas Cristãs em março de 1877, Dom Bosco contava ao Padre Barberis o que havia respondido aos Irmãos que lhe perguntavam como fazia para atrair “a benevolência e a amizade de todos”: “Eu expliquei a eles um pouco do nosso sistema preventivo, da amorevolezza etc., quando nos colégios se usa só o sistema repressivo, com superiores sérios, carrancudos”(JÚLIO BARBERIS, Crônica, caderno 11, página 69).

20 Carta ao Padre José Bertello, 9 de abril de 1875, E II 471.

21 Cfr. por exemplo, o discurso a sacerdotes ex-alunos, BS 4 (1800) número 9, setembro, página 11.

22 Carta ao bispo de Biella, 4 de março de 1852, Em I 156; JOÃO BOSCO, A força da boa educação...,página 74, OE VI 348; carta aos alunos de Lanzo, 3 de janeiro de 1876, E III 5.

23 Por exemplo, em cartas a educadores e jovens, E II 6, 53, 128 (1876), 447 (1879); IV 138 (1882).

24 E III 379 e 425 (1878), 525 (1879), 550 e 641 (1880).

25 Cfr. por exemplo, E II 328-329, 329-330, 331, 339, 343, 359, 361-362, 377, 378, 379 (1874); E III 5, 9, 42, 64, (1876); 380 (1878); IV 9, 35, 40, 55, 59 (1881), 248-249 (1883), 283 (1884).

26 F. X. EGGERSDORFER, Educação da juventude (Munique, Kösel 1962), a interpreta como “benevolência afetiva” (páginas 239-241). Sobre a amorevolezza, cfr. ZAVALLONI, Educar-se para a responsabilidade. Milão, Edições Paulinas 1986, páginas 95-105, Significado de uma pedagogia da amorevolezza; XAVIER THÉVENOT, Dom Bosco, educador e o “sistema preventivo”, no volume Educação e pedagogia em Dom Bosco. Colóquio interuniversitário, Lyon, 4-7 de abril de 1988. Paris, Edições Fleurus 1989, páginas 95-133, O lugar da amorevolezza e do amor, páginas 116-124; IDEM A afetividade na educação, Ibidem, páginas 233-254.

27 MB X 1023.

28 O sistema preventivo (1877), página 48-50, OE XXVIII 426 e 428. Grifo nosso.

29 Método do amor, o sistema preventivo poderia com igual titulo definir-se método da razão e da persuasão: Cfr. MINIMUS, Método da razão, em “Salesianum” 9 (1947) 273-277; M.PELLEREY, O método da razão, “Orientamenti Pedagogici” 35 (1988) 383-396.

30Carta de Roma aos artesãos do Oratório

31 Carta de 3 de janeiro de 1876, E III 5.

32 Jo 13, 14-15 e Gal 2, 20.

33 O termo é usado freqüentemente por irmã Celeste, a filha mais velha de Galileu Galilei, quando nas suas cartas agradece ao pai suas “amorevolezzas”, os presentes por ele feitos ao mosteiro, pela “amorevolezza” que ele nutre pela filha (cfr. M.C.GALILEI, Cartas ao pai, cuidada por Juliana Morandini. Turim Edições La Rosa 1983).

34 Mt 18, 15-17.

35 Carta a Monsenhor João Cagliero, 10 de fevereiro de 1885, E IV 313.

36 MB X 1022.

37 MB XIV 513.

38 Cfr. PEDRO STELLA, Dom Bosco na história da religiosidade católica, volume II, páginas 37-41.

39 JULIO BARBERIS, Atas,caderno I, capítulo geral II, 4 de setembro de 1880, páginas 16-17.

40 Circular aos salesianos de 29 de novembro de 1880, E III 638.

41 Carta ao Padre Costamagna, 31 de janeiro de 1881, E IV 7.

42 Carta a Monsenhor Cagliero 6 de agosto de 1885, E IV 328.

43 Carta ao Padre Costamagna, 10 de agosto 1885, E IV 332.

44 Carta a Dom Lasagna, 30 de setembro de 1885, E IV 340.

45 E IV 76.

46 Cfr.PEDRO BRAIDO, “Pobres e abandonados, em perigo e perigosos”: pedagogia, assistência, sociabilidade na “experiência preventiva” de Dom Bosco, em “Anais de história da educação e das instituições escolares” 3 (1996) 183-326.

47 O sistema preventivo (1877), página 46 OE XXVIII 424.

48 Duas cartas datadas de Roma..., em PEDRO BRAIDO, Dom Bosco educador..., página 386.

49 FRANCISCO MOTTO, As “Lembranças confidencias aos diretores”..., página 153.

50 Um exemplo de interpretação severa da assistência é oferecido pelo breve escrito de MINIMUS, Método da vigilância, em “Salesianum” 9 (1947) 122-128. São numerosos os avisos, públicos e em particular, sobre o perigo, sobretudo no internato, de “jovens já corrompidos”, sobre “desordens” que aconteciam ou já tinham acontecido: cfr. PEDRO BRAIDO, O sistema preventivo de Dom Bosco. Zurique, PAZ – Verlag 1964, páginas 208-210.

51 O sistema preventivo (1877), página 46 OE XXVIII 424.

52 A.AUFFRAY, A pedagogia de São João Bosco, página 44.

53 Uma síntese feliz de “prevenir” e de “assistir” entendido como “conviver com os jovens” é feita por H.HENZ, Manual de pedagogia sistemática, páginas 230-232. Uma boa analise da assistência como presença de promoção e de animação é feita por JUVENAL DHO, A assistência como “presença” e relacionamento pessoal, no volume O sistema educativo de Dom Bosco entre pedagogia antiga e nova. Turim-Leumann, LDC 1974, páginas 104-125; e por F.WÖSS, Assistência salesiana: o educador como animador. Colônia, Kölner Kreis 1966, 31 páginas.




©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal