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ousamos fazer.

Leroy explodiu:

- Falcon, a sua estupidez me irrita. Onde você acha que está? Num


~rn?Tente entender que, para avançar, é preciso agirem silêncio. Esse
te e suas aspirações suicidas comprometem o sucesso do Delta. Por
ele marca seus mortos com um sinal flagrante. Insisti para que a
transformasse esses crimes em suicídio. Se ela não conseguir aba

será um jogo de criança incriminar Greene, mas depois de 20 membro. Depois de sua última perfusão.

O Quinto Paciente

f Seleções de duros

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O

Seleções de duros 217



_ ]fie Montreal, mas eu...

_ Limite-se a responder, Sr. Corr. Por que razão veio a São Francisco? - Por razões profissionais. Tenho um encontro em São Rafael, na sede ~ laboratório para o

qual trabalho.

_ Está transportando medicamentos?

_ Não, por Deus!

O policial inclinou-se para ele, ameaçador.

_ Sua agressividade pode complicar as coisas e nos fazer perder tempo. O senhor vai ser submetido a um exame anatômico e então voltaremos a conversar.

_ Quero telefonar para o meu advogado.

- O senhor não está preso, Sr. Corr. É apenas um controle, nada demais. Acalme-se.

Os dois homens cederam o lugar a um jovem agente uniformizado, que pousou sobre a mesa uma bandeja com um par de luvas de látex, um tubo de vaselina, uma lanterna

de bolso e um abaixados de língua.

Eydan o encarou, estupefato.

- O que você vai fazer exatamente?

- Dispa-se. Completamente.

ERAM meio-dia e meia quando Robes reapareceu. Eydan estava lívido. - É um absurdo! Vocês não têm o direito de me tratar como trataram. -Tenho todos os direitos.

O senhor colocou o pé em solo norte-ame

ricano, logo está submetido à jurisdição do pais. A única coisa que o

autorizo a fazer, agora, é telefonar.

Eydan precipitou-se para o aparelho pousado sobre a mesa. - Quero falar com a Sra. Villeneuve.

- Ela está em reunião. Vou pegar suas coordenadas, senhor...? - Diga a ela que é Eydan Corr. Preciso falar com ela ágora.

A espera pareceu-lhe interminável. Ele reconheceu, enfim, a voz de

wa amiga.

-Joanne, não tenho muito tempo. Estou no aeroporto de São Francisco, ido pelo serviço de imigração.

Que história é essa?

-Telefone para Benoit, para que ele tome alguma providência.

#218


O Quinto Paciente

Seleções de duros

Eydan desligou e o policial deixou a sala sem uma palavr,~ mente vinte minutos mais tarde.

- Pegue suas coisas e me siga - disse Robes.

Eydan entrou em pânico.

- Espere! Isso é um mal-entendido; de que estão me a

- Dr. Corr, o senhor foi retido pelo tempo, se entendi mais a fazer do que perder o meu. Cale a boca e me siga.

Eydan o seguiu através de um longo corredor que delem porta corta-fogo. Robes digitou um código e empurrou a se abriu para o hall do aeroporto.

- Se quiser evitar aborrecimentos, não procure come aconteceu. Faça o que veio fazer em São Francisco, e estiver em Montreal, dê meus cumprimentos a Berro?t V"

Eydan ficou parado, oprimido pela multidão de viaj acabava de viver era tão inverossímil, que seguiu os co precipitou-se para o ponto de táxis.


EYDAN saltou do veículo, ajeitou a gravata e deu direção da sede do Starlab. Parou para contemplar o vasto imensos edifícios retangulares estavam ligados por uma

sobre a qual se íia, em letras azul-escuras, o nome do marca de ostentação, um helicóptero estava pousado so6n de cada prédio.

Eydan revelou sua identidade diante de uma câmera de.de ferro deslizou sobre seus trilhos. Desceu as escadas euay` emergiam de um terraço envidraçado e descobriu

o " cepção. Uma multidão de pessoas se cruzavam, finte ciam, deslizando sobre o tecido estrelado do carpete aproximou-se da mesa das recepcionistas, no centro da

- Dr. Corr. Tenho um encontro com Ruben Weinbcr$~-

- Muito bem, vamos acompanhá-lo, doutor.

Alguns minutos mais tarde, ele bateu à porta da

abriu e revelou um homem gordo, de cerca de cinqüenta los grisalhos, espessos e ondulados davam-lhe o ar de urrs lutado. O sujeito esboçou um sorriso.

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_ prazer, Ruben Weinberg. Entre. Tenho inteira confiança em Arrete



Fo~~rg, É uma razão suficiente, ainda que a única, para ajudá-lo. Estou

lutando.


- Preciso conhecer os verdadeiros critérios de recrutamento do Delta.

_ Eles são muito simples, na realidade, e o plano de pesquisa que o $tarlab forneceu a seus parceiros os enumera com fidelidade. Esclerose ~ placas comprovada em

paciente de menos de sessenta anos, sem distinção de sexo, não tendo sido submetido a tratamento de base durante os seis meses que precedem a inclusão no estudo.

Última exigência, que também não é segredo: a data limite para a inclusão foi fixada em 30 de setembro.

Eydan relembrou as palavras de Falcon: ele não havia falado de inclusao, mas da última perfusão, que deveria ser administrada antes dessa data. Uma tentativa de

desencorajá-lo, certamente. Por outro lado, nenhum dos critérios permitia distinguir Greene dos outros pacientes e explicar a obstinação do laboratório.

-Arrete me explicou que você reagrupou as tarefas de organização em alguns centros. Poderia me falar mais sobre esse assunto?

- Noventa e oito centros estudam o resultado do Interferon Delta em quase mil casos de esclerose na Europa e na América. Você pode imaginar a dificuldade de articular

todos os centros, em matéria de recrutamento, de adiamentos e sobretudo de análise de resultados. Foi por essa razão que decidi centralizar as tarefas. Dois centros

foram designados pata recolher as informações.

-Você está querendo dizer que duas antenas principais geram a logísLca de todos os outros centros no mundo?

- Exato. Por ser a sede, São Francisco é uma das antenas. Os centros

periféricos nos comunicam a cada dia os resultados obtidos por cada pa

e+ente ao fim das três perfusões, segundo um protocolo de reavaliação

tico no mundo inteiro. Ele se baseia essencialmente na melhora ana

~a: se 80% das lesões tiverem desaparecido nas imagens por ressomagnética, o tratamento é considerado eficaz.

einberg pronunciara aquelas palavras com evidente emoção: ele vi

~ febrilmente essa última etapa. Eydan sentiu-se, ele mesmo,

° naquele jogo,

#220


O Quinto Paciente

Se)eções de ~~ivros

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- E onde está a segunda antena? - Você está vindo de lá. - Montreal?



- É o outro pólo-piloto, cuja missão não é menos impo pervisiona o recrutamento da totalidade dos pacientes incluídos"

Weinberg acabava de confirmar as palavras de Anete. mencionara esse papel, e parecera mesmo desconcertado dias do de seu colega, duas semanas atrás. Beno2t não se

enganara de sua transparência.

- Cada hospital, nos 21 países cobertos pelo Delta, recebeu `

no sentido de transmitir ao centro canadense o dossiê finfo

doentes indicados, por suspeita de esclerose em placas. - Tudo chegava ao Saint-Amofine, não? - Sim.

- Conseqüentemente, foi Montreal que designou os mil foram beneficiados pelo Interferon?

- Novecentos e trinta e dois, para ser preciso. A seleção foi }o cil, pois a maioria das pessoas propostas não respondia aos er" sitados. Para muitos dentre eles,

na verdade, a ixNt inicialdiagnóstico de esclerose em placas.

Assim, Greene fora triado pela equipe de Montreal, como Como todos os outros, refletiu Eydan. Mais uma vez, Beno?t razão: talvez a solução daquilo tudo residisse

mais na didatos selecionados do que na do caso de Greene.

- É preciso reconhecer que Montreal fez um esforço ti Weinberg. - Um trabalho de formiga. Mas Leroy obteve s Estado que completaram a participação do Starlab, já

co

- Leroy?


Weinberg o encarou, incrédulo.

- Você não conhece realmente nada nem ninguém! I-et~`,

dente do Starlab Canadá. Suas palavras e suas decisóes

tanto em Montreal como aqui na sede. - Por quê?

- Porque o laboratório resulta de uma fusão complicada, a título privado, possui participações importantes. Voltanc&~

~ucamento, ele insistiu muito para que fosse sua equipe a encarregada da tarefa.


- Suponho que as expectativas do Starlab tenham a mesma medida dos esforços e dos investimentos realizados.
Weinberg sorriu.

- Digamos que os primeiros resultados ultrapassam todas as nossas esperanças. A imprensa especializada sabe disso. Felizmente, já que é preciso justificar o custo

de tal tratamento.
- O dos tratamentos anteriores já é colossal.

- O Delta vai querer o dobro: vinte mil dólares americanos, por paciente e por ano. Não faça essa cara. É caro, está certo, mas o jogo vale a pena. Pense nos pacientes.


- Estou pensando também no Starlab...

- Laboratórios não são obras filantrópicas, doutor. Tudo se paga, e isto é normal.

- Você conseguiria obter a autorização para colocar o projeto no mercado com tal custo?

- No Canadá será fácil: Leroy tem muita influência no seio da comissão de atribuição, todo mundo sabe. Aqui o problema é mais grave. A barreira é fixada para o paciente

diretamente e nós entramos em contato com ele. É preciso convencer os organismos privados de se encarregarem do tratamento para seus segurados. Eles não poderão

recusar, se os resultados forem de fato comprovadores. Teriam a opinião pública contra eles. Acredite, tudo pode depender de um único paciente. Cada caso.

Até mesmo Greene. Estariam eles submetidos a tal exigência de precisão? - Se entendi bem, estamos a dois passos de ultrapassar a famosa barreira?
Weinberg deu-lhe as costas, com o olhar perdido nas montanhas. APtOximou-se da janela e Eydan acreditou perceber traços de inquietação ~ reflexo de seu rosto.

- Quase. Estamos quase lá. Só falta você, Corr. Talvez Saint-Amofine a diferença.


Ele lançou um olhar para seu relógio. A entrevista já havia durado Ote.

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O Quinta Paciente

r Seleções de duros

No nvrÃO, o neurologista pôde, por fim, fazer um balanço. O ramo canadense gozava de uma posição privilegiada no seio Seu poderoso presidente,. Leroy, estava forçosamente

moti enormes pressões econômicas geradas pelo Delta. Gozava cio altas esferas e não hesitaria em usá-lo. Até que ponto? Q atores na sombra, naquele negócio? E por

que o Starlab questão de reter Greene?

BOING 737 da Air Canada proveniente de Sáa

pousou na manhâ seguinte, às 5:50h. Eyciast

no primeiro táxi disponível., Quando

apartamento, consultou as mensagens telefônicas.

- Eydan, é Gaël Lipz. Quando chegar, passe no laboratório. A mensagem fora deixada na véspera. Eram 7:45h. Lipz era madrugador. Eydan saiu em seguida e partiu de

carro para o Saint-Ant "


QUa,ivDO CHEGOU, o médico localizou Lipz concentrado"

preparado e rodeado de assistentes de laboratório.

- Recebi sua mensagem, então...

Lipz despediu os jalecos brancos que o contornavam.

- Sinto muito, talvez eu tenha gerado falsas esperanças: - Sem problemas. Em matéria de decepção, estou bem

momento.


- Eu... Digamos que queria ajudá-lo. Quando vi a po anteontem, e o tamanho de sua preocupação, pensei que vez fosse bem-vinda. Está meio chinfrim, mas...

- Gaël, pare de se desculpar.

- Entrei em contato com hospitais importantes da ci

se eles tinham registrado novos casos de esclerose em pl~ atender aos critérios do Delta.

Q rosto do biólogo tornou-se púrpura. Seu embaraço era comovente.

_ E o resultado da pesquisa?

_ Nada de importante. Mas descobri um elemento no qual você talvez tenha interesse. Todas essas instituições participaram do recrutamento, mas o conjunto dos prontuários

convergia para o Saint-Antoine, que escava encarregado de estabelecer a lista definitiva de pacientes incluídos no estudo. Sabia disso?

Eydan não respondeu. Lipz só fazia confirmar as palavras de Anete e de Weinberg, mas seu esforço era louvável.

_ Esses hospitais não detectaram novos casos?

- Tiveram um na semana passada, mas deram tntcto ao tratamento clássico. Sinto muito. Você terá de se contentar com os dois nomes que forneci.

Lipz nãoo parecia estar a par das mortes ocorridas na véspera. Certamente náo folheara os obituários. Eydan julgou desnecessário tocar no assunto.

- Gaël, você me falou de uma terceira paciente.

- Pensei nisso antes de me lançar nas minhas tentativas inúteis, mas eu já disse: lembro-me de uma dúvida no diagnóstico. No entanto, se for conveniente, podemos

fazer uma pesquisa. Não esqueci seu nome: Doris Shell.

Lipz instalou-se diante do computador e deu entrada no nome da paciente para examinar seu prontuário.

- Curioso, não estou encontrando nada. Claro! Ela não figura no arquivo dos pacientes Delta, já que não foi integrada à seleção inicial. Por outro lado, podemos

encontrar seu prontuário no arquivo geral do hospttal. Ah, está aqui: Shell, Doris, nascida em 20/O1/58. - Lipz abriu o prontuário e ficou surpreso. - Vazio! Que

história é essa? É impossível. Pdo menos os resultados dos exames biológicos deveriam estar aí. - Ele x levantou. - Uenha.

Os dois atravessaram o hospital com passos rápidos e tocaram a camP~hha na entrada do setor de arquivos. Uma jovem veio lhes abrir a Pita.

-A Sra. Rivière não está? - perguntou Lipz.

Não, está em treinamento. Eu a estou substituindo esta manhã.

parecia perdido sem seus pontos de referência habituais.

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#224


- Você poderia... procurar um prontuário? Doris Shell." radiológico, biológico e consulta. - Vou tentar.

Ela desapareceu atrás de imensas estantes, antes de voltar ~ - Sinto muito, nãoo encontrei nada com esse nome. Eydan achou a situação divertida. Teria sido muito

fácil,

são imaginar que seus adversários não teriam a mesma "



Talvez esse fosse até mesmo um esquecimento voluntário na "

teria de se explicar, um dia desses.

- Será que alguém o pegou emprestado?

- Quem? Por que razão? Não, não consigo compreender.

isso novamente com a Sra. Rivière. Nada escapa a ela, nestas "

Ela tem um registro preciso das entradas e saídas do menor


Os dois homens se separaram diante do laboratório.

- Farei isso esta tarde - disse Lipz. - Se conseguir

nesse prontuário, vou tratar de anexá-lo ao arquivo no copa

o caso de você querer utilizá-lo. Mas... onde posso enco Eydan rabiscou o número de seu celular num pedaço de


NO INSTANTE EM QUE entrou no serviço de cirurgia, preendido por vozes acaloradas provenientes do quarto 1212-

- Quando me disseram que você era enfermeira nãoo causaria tantos problemas - rugiu a supervisora.

Diante dela, Lorine tentava ficar de pé, sustentada por Estava extremamente pálida. Assim que avistou Eydan, tentou sorrir.

- Boa nova: tenho o direito de partir!

- Mentirosa! Esta jovem quer deixar o serviço sem reco

ca. Menos de 48 horas depois da cirurgia. Está sendo

- Ainda posso cuidar de um ferimento e refazer um

mais...


- Seu noivo é médico, eu sei, é a terceira vez que você assine esta liberação e vá embora, garota teimosa.

Eydan instalou a jovem com cuidado no banco traseiro se sentou ao volante.

225

Bem, onde vivem as enfermeiras obstinadas?



Moro em Dollars-des-Ormeaux.

_ Temo que seja um pouco distante.

- Está desanimado? - ela perguntou, magoada.

_ Não. Mas antes de administrar a perfusão em nosso amiguinho

ur,anhã, tenho alguns detalhes a resolver. Tentar salvar minha pele, por

exemplo.


A voz de Lorine se tornou sombria.

- Será que desta vez você poderia me comunicar suas intenções? - Vou fazer uma última tentativa de substituir Greene. - Desistiu de tratá-lo, não foi?

- Não tenho vontade de morrer, confesso. Entenda minha posição,

Lorine.


Ela passou a mão pela nuca de Eydan.

- Acho que fizemos tudo o que podíamos por ele.

-Talvez não. Já que quer conhecer meus projetos, proponho uma visi

ta à brigada antientorpecentes. Que tal?

AhRESENTARAM-SE à recepção e um instante depois Benoft juntou-se a

eles. Interrogou discretamente seu amigo com o olhar.

- Ela pode ficar, Benoft. Confie em mim.

Benoit os fez entrar em seu escritório e liberou uma poltrona mais

confortável para a jovem.

- E então, essa escapada a São Francisco?

-Obrigado pela ajuda. Sem sua intervenção, acho que eu ainda estaria lá. - Não foi fácil dessa vez. Eles estavam alerta: alguém avisou da chega~ de um traficante

de produtos químicos proibidos.

- Alguém avisou?

_ O Serviço Canadense de Investigação e Segurança. Não me perguna de onde tiraram essa informação; não sei de nada. Em vez disso, me ~ ~ que você conseguiu.

A princípio, o Starlab tem interesse em refinar os resultados do

~ Cada paciente incluído conta, inclusive Greene. Há um mercado

Pelo menos dez bilhões de dólares por ano.

Não sabia que minha coxa valia tanto dinheiro - disse Lorine.

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Seleções de ~"ivros

#22G

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O Quinto Paciente

Seleções de duros

- O laboratório é resultado de uma fusão na qual o ramo tem uma forte participação - continuou Eydan. - O pres" certo Leroy, conta com apoio ministerial importante.

Mas" explica por que eles têm tanto interesse em reter Greene. Fal o prazo para inclusão acaba em 30 de setembro. Fez isso paracorajar a substituir Greene mas também

nesse caso voltamc~", questão.

- A resposta para ela está aqui, Eydan. Está tudo dentro tadores do Saint-Antoine. É preciso pesquisar, destrinchar os e pôr a descoberto Greene e os demais pacientes

incluídos,uma pista, crianças. Um sujeito muito quente. Trabalhou aqui` período, mas nunca fica muito tempo no mesmo lugar. O Defesa o despacha regularmente em missão,

tanto no setor p no privado.

- Está me procurando, patrão?

A cabeça de Goujon apareceu no enquadramento da porta. lhe sinal para entrar.

- Acho que conheço o nome que você quer saber: trata-se

Royer. É ele mesmo?

- Exato - respondeu Benoft. - Deixou a brigada antien

dois meses, mais ou menos.

- Ele está em missão para a Saúde, por exigência expressa

parece. E quando Vaugan exige, Vaugan obtém.

- Sabe onde Royer se encontra neste momento?

- Numa grande operação na área de informática para

Espere, vou encontrar o nome...

O inspetor procurou num maço de papéis.

- Deixe-me adivinhar - cortou seu superior. - No Saint - É isso - disse o jovem.
GERARD LEROY vüou a cabeça devagar e exarninou Manon Lassalle. Ele achava, como todo mundo, que ela muito, não valorizava seus atributos físicos. Mas era bot~s~-.

quele momento, em que a exasperação congestionava seu gritava, plantada no meio do escritório de Falcon:

Eles deviam segurá-lo na fronteira por 24 horas e depois enviá-lo de volta ao Canadá. E você nos diz que eles o liberaram uma hora mais pude?
- Para deixá-lo seguir até a sede, em San Rafael! - declarou Falcon.

Ele lançou um fax sobre a mesa com movimentos nervosos; Manon Iassalle o pegou.

_ O que é isso?
- Foi enviado de Oslo. Forsberg é a médica que coordena o Delta na Europa. Recomendou Corr junto a Weinberg, segundo este fax. Curto e grosso, presidente. Vaugan

é muito hábil. Ele vai longe, em política.

Leroy suspirou. Como era penoso avançar num ambiente assim desprezível, cercado de gente sem envergadura!

- Acalme-se. Essa viagem a São Francisco não vai nos trazer conseqüências. Corr voltou esta manhã e está em ponto-morto.

- Você está de brincadeira - disse Lassalle. - Weinberg conhece tudo do Delta. Corr certamente colheu informações suficientes para escrever a biografia de cada um

de nós e a história do Starlab.


- Weinberg não sabe nada além do que eu quis que ele soubesse.
Falcon estava cético.
- Devem ter dito a Corr que a inclusão era possível até 30 de setembro, em todo caso.

- Não há mais ninguém a incluir; Cartier fez o necessário para atrasar o percurso desse médico miserável. Greene vai se apresentar ao serviço de neurologia do Saint-Antoine.

Corr não vai ter outra escolha a não ser administrar-lhe a terceira e última perfusão.

- E se ele decidir matá-lo? - perguntou Manon Lassalle. - Se ele ~i~e por fim, praticar a eutanásia nesse sujeito?

- Impossível. Corr tem tido muito medo, nestes últimos dias. Vinte e Qwztro horas. Depois disso, tudo ficará calmo. Tratem de se controlar. Leroy observou seus dois

assistentes uma última vez, depois tornou a


a porta. Também ele devia dar provas de paciência. Não teria de ~~-los por muito tempo mais. Vinte e quatro horas.

P~çols ROl"ER tinha a cada dia um novo motivo para se aborrecer aquela missão.

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O Quznto Paciente

Seleções de duros

Ele rapidamente compreendera seu papel, quando lhe an supervisionaria a implantação do sistema de informática.: algtufs treinamento num local importante, para constatar

a incom guns burocratas e de três cientistas aturdidos diante de um Era a velha história de afixar o selo de segurança de sua uni sobre a instalação informática

em questão. O excelente Royer

a maneira ideal de impor respeito a todo tipo de comissões de ~`

E ele nunca pudera recusar. Porque também ele estava p dívida. Uma dívida antiga, mas pesada. O Estado não esq predileto de François Royer, pobre estudante de segundo

grau;; da pirataria nos anos 90: penetrar no sistema de informática do de Defesa e substituir os fichários confidenciais sobre armam por uma série de fotografias

pornográficas. Aquilo havia semana, mobilizara a metade do pessoal e custara ao governo a. de cinqüenta milhões de dólares canadenses.

Transido de frio, enroscado dentro de um casaco muito peq reaquecia o espírito com a perspectiva de uma bela gratificação ano, quando o automóvel de Beno2t Villeneuve

surgiu no esta "

- Boa noite, Royer. Gentileza sua me esperar. Estou obri " fazer serão.

- A esta hora, está tudo deserto. Não seremos perturbados estivermos procurando aquilo de que você precisa.

Os dois homens subiram ao segundo andar. Royer inseria em uma leitora e digitou um código.

- Pode rir - disse ele. - Isso aqui é mais bem guardado quea É o caso de se perguntar por quê. Estas máquinas arm prontuários médicos para os quais ninguém dá a

mínima.


- Você tem um ar desconsolado, Royer. O que está exatamente?

- Oficialmente, nada demais.

- Quando alguém chama um sujeito como você para a mente para resolver um problema dito insolúvel.

- Na verdade, o hospital sonhava com um sistema o


lucionário, que permitisse a todas as estruturas terem acesso
dossiê médico, e a se comunicar entre si. Foi o Starlab que

ónanciamento do setor de informática do Saint-Antoine. Em troca, o hospital aceitou ser um centro de estudos de maior peso no Delta, e coloprsua novíssima estrutura

tecnológica a serviço da fase de recrutamento. E para que essa parceria financeira não prejudicasse a credibilidade do estudo, o Estado solicitou meus serviços.
As palavras do cientista em computação confirmavam as dúvidas de $eno2t. A conexão entre o laboratório e certas esferas do poder era evidente. Eles tinham necessidade

da cobertura de Royer. Por quê? O que tinham a esconder?



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