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PF – 4o




H14/SP




M




B




10.11.2010










Esta prova contém um total de

10

questões.











































PF - INSTRUÇÕES:

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01) (FUVEST) A invasão da Península Ibérica pelas forças de Napoleão Bonaparte levou a Coroa portuguesa, apoiada pela Inglaterra, a deixar Lisboa e instalar-se no Rio de Janeiro. Tal decisão teve desdobramentos notáveis para o Brasil. Entre eles,


a) a chegada ao Brasil do futuro líder da independência, a extinção do tráfico negreiro e a criação das primeiras escolas primárias.

b) o surgimento das primeiras indústrias, muitas transformações arquitetônicas no Rio de Janeiro e a primeira Constituição do Brasil.

c) o fim dos privilégios mercantilistas portugueses, o nascimento das universidades e algumas mudanças nas relações entre senhores e escravos.

d) a abertura dos portos brasileiros a outras nações, a assinatura de acordos comerciais favoráveis aos ingleses e a instalação da Imprensa Régia.

e) a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido, a abertura de estradas de ferro ligando o litoral fluminense ao porto do Rio e a introdução do plantio do café.
02) (FUVEST) Em 1694, uma expedição chefiada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho foi encarregada pelo governo metropolitano de destruir o quilombo de Palmares. Isto se deu porque:
a) os paulistas, excluídos do circuito da produção colonial centrada no Nordeste, queriam aí estabelecer pontos de comércio, sendo impedidos pelos quilombos.

b) os paulistas tinham prática na perseguição de índios, os quais aliados aos negros de Palmares ameaçavam o governo com movimentos milenaristas.

c) o quilombo desestabilizava o grande contingente escravo existente no Nordeste, ameaçando a continuidade da produção açucareira e da dominação colonial.

d) os senhores de engenhos temiam que os quilombolas, que haviam atraídos brancos e mestiços pobres, organizassem um movimento de independência da colônia.

e) os aldeamentos de escravos rebeldes incitavam os colonos à revolta contra a metrópole visando trazer novamente o Nordeste para o domínio holandês.

03) (PUC-PR) A Conjuração Baiana (1798) diferenciou-se da Conjuração Mineira (1789), entre outros aspectos, porque aquela:


a) envolveu a alta burguesia da sociedade do Nordeste.

b) pretendia a revogação da política fiscal do Marquês de Pombal.

c) aglutinou a oficialidade brasileira insatisfeita com seu soldo.

d) teve um caráter popular, com preocupações sobretudo sociais.

e) ficou também conhecida como “revolta dos marinheiros”.
04) (FUVEST) “(...) quando o príncipe regente português, D. João, chegou de malas e bagagens para residir no Brasil, houve um grande alvoroço na cidade do Rio de Janeiro. Afinal era a própria encarnação do rei (...) que aqui desembarcava. D. João não precisou, porém, caminhar muito para alojar-se. Logo em frente ao cais estava localizado o Palácio dos Vice-Reis.” (Lilia Schwarcz. As barbas do imperador)

O significado da chegada de D. João ao Rio de Janeiro pode ser resumido como:


a) decorrência da loucura da rainha Dona Maria I, que não conseguia se impor no contexto político europeu.

b) fruto das derrotas militares sofridas pelos portugueses ante os exércitos britânicos e de Napoleão Bonaparte.

c) inversão da relação entre metrópole e colônia, já que a sede política do império passaria do centro para a periferia.

d) alteração da relação política entre monarcas e vice-reis, pois estes passaram a controlar o mando a partir das colônias.

e) imposição do comércio britânico, que precisava do deslocamento do eixo político para conseguir isenções alfandegárias.
05) Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços do texto abaixo:


De maneira geral, as doutrinas protestantes prevaleceram no norte da Europa: em vários estados no interior do ............................. , Holanda, Suíça, Dinamarca, Suécia e Inglaterra. Além do luteranismo e do calvinismo, desenvolveu-se ainda o ............................... , perspectiva bastante singular da Reforma, que criou uma igreja híbrida – mescla de ............... católico e .............. protestante. Assim, apesar do impacto reformador inicial, a ..................... dos estados europeus permaneceu fiel ao catolicismo e à autoridade do papa.

a) Império Otomano / presbiterianismo / clero / Bíblia / minoria;

b) Sacro Império / anglicanismo / ritual / moral / maioria;

c) Império Russo / metodismo / clero / Bíblia / maioria;

d) Sacro Império / jansenismo / ritual / moral / minoria;

e) Sacro Império / anglicanismo / ritual / moral / minoria;


Utilize o texto abaixo para responder a questão 06:


Os decretos De reformatione proibiram a acumulação de vários benefícios eclesiásticos nas mãos do mesmo clérigo; impuseram a residência aos bispos e condenaram a simonia. O casamento dos sacerdotes, encarado favoravelmente pelos delegados franceses, continuou a ser proibido, assim como a vida mundana dos eclesiásticos. Um decreto muito importante confiou a seminários diocesanos a formação dos padres seculares, até então a cargo das universidades, das escolas capitulares, dos conventos e de um ou outro eclesiástico. O papa foi, por outro lado, encarregado de preparar a edição dos livros sagrados e do Index dos livros proibidos.

Graças à reforma católica, a Igreja romana conseguiu quebrar o avanço protestante e extirpar a heresia em certos países, designadamente na Polônia e na Alemanha meridional. Mais segura de sua doutrina, expandiu-se também nos territórios recém-descobertos. Acompanhou passo a passo a descoberta dos novos territórios.
CARL GRIMBERG História Universal Santiago: Editora Azul, 1989 (volume IX)


06) De acordo com o texto, podemos associar às iniciativas da Contra-Reforma:
a) medidas diversas que, em seu conjunto, procuravam reafirmar a autoridade da Igreja e os seus dogmas, reforçando ainda a disciplina do clero;

b) a ruptura do monopólio da salvação pela Igreja – reconhecendo uma relação direta do fiel com Deus, sem os clérigos como intermediários;

c) a suspensão dos julgamentos da Inquisição, demonstrando aos fiéis uma nova postura de tolerância por parte do clero católico;

d) a defesa da livre interpretação da Bíblia, procurando recuperar os fiéis perdidos;

e) a adoção de princípios da doutrina protestante combinados ao antigo ritual católico, formulando um novo catolicismo que teve nas igrejas inglesas seu principal modelo;

07) Sobre as Guerras de Religião na Europa (séculos XVI-XVII), podemos afirmar:
a) tiveram causas exclusivamente religiosas, não envolvendo questões políticas ou sociais;

b) seus episódios mais graves (e sangrentos) ocorreram na Itália, na Polônia e na Suécia;

c) com a Paz de Augsburgo (1555), o imperador Carlos V Habsburgo concedeu a todos os súditos do Sacro Império o direito de escolher sua própria igreja;

d) representaram também um conflito de caráter político, opondo os principais estados europeus ao poderio da França dos Bourbon;

e) no caso inglês, as crises relacionadas às contradições do anglicanismo combinaram-se às disputas entre os reis da dinastia Stuart e o Parlamento, levando às Revoluções Inglesas;

08) (UEL). De acordo com Darci Ribeiro: “[...] o primeiro processo civilizatório humano fundado na Revolução Industrial vai impondo tamanhas alterações nos modos de ser das sociedades humanas que acaba por integrá-las todas num só sistema interativo e por configurar uma nova formação sócio-cultural, também bipartida em dois complexos tecnologicamente defasados e economicamente contrapostos, mas complementares: o superior, constituído pela aceleração evolutiva de algumas nações capitalistas-mercantis à condição de centros de dominação imperialista industrial; o inferior, constituído através de movimentos de atualização histórica que provocam tanto a redistribuição de áreas coloniais entre as novas potências como o surgimento de uma nova forma de dependência: o Neocolonialismo”. Fonte: RIBEIRO, D. O processo civilizatório. Petrópolis: Vozes, 1978, p. 152-153.

São exemplos de países pertencentes ao primeiro grupo citado pelo autor:
a) Inglaterra e França.

b) Brasil e África do Sul.

c) Portugal e Espanha.

d) Alemanha e Japão.

e) Estados Unidos e Rússia.

09) “A legislação penal do fim do século XIX determinava: a ociosidade era considerada ‘crime’ e, como tal, punida. Reconhecida e legitimada abertamente, a prática da repressão aos desempregados e subempregados – os pobres – ficava clara no discurso dos responsáveis pela segurança pública e pela ordem nas cidades. O controle social dessas camadas deveria ser realizado de forma rígida. Sidney Chalhoub afirma que os legisladores brasileiros utilizam o termo ‘classes perigosas’ como sinônimo de ‘classes pobres’, e isso significa dizer que o fato de ser pobre o torna automaticamente perigoso à sociedade [...]. A existência do crime, da vagabundagem e da ociosidade justificava o discurso de exclusão e perseguição policial às camadas pobres e despossuídas”. (PEDROSO, Regina Célia. Violência e cidadania no Brasil: 500 anos de exclusão. São Paulo: Ática, 2002. p. 24.).

O texto acima discute a configuração das classes sociais no Brasil, tomando como referência as questões da cidadania e da violência. Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que, no final do século XIX, no Brasil:
a) A repressão policial restringia-se aos desempregados e subempregados, pois os trabalhadores assalariados eram protegidos por uma legislação trabalhista que garantia, por exemplo, aposentadoria e descanso remunerado.

b) A ação dos poderes públicos no trato da questão social estava centrada na supressão dos desníveis entre as classes sociais, condição básica para a emergência do Brasil industrializado.

c) A herança colonial da estrutura social brasileira conduzia o poder estatal a reconhecer como legítimas as lutas das classes populares no questionamento da estrutura política oligárquica vigente.

d) O combate às “classes perigosas” obrigava os poderes públicos à implementação de políticas de geração e distribuição de renda, reduzindo, assim, a influência do Partido Comunista Brasileiro junto aos pobres.

e) O desemprego e a criminalidade referidos às classes populares, eram vistos pelos poderes públicos, menos como questão social e mais como questão de polícia, dentro de uma concepção restritiva de cidadania.

10) (UEL). Em relação ao processo de formação social no Brasil, o sociólogo Florestan Fernandes escreveu: “Lembremo-nos de que da vinda da Família Real, em 1808, da abertura dos portos e da Independência, à Abolição em 1888, à Proclamação da República e à “revolução liberal”, em 1930, decorrem 122 anos, um processo de longa duração, que atesta claramente como as coisas se passaram. Esse quadro sugere, desde logo, a resposta à pergunta: a quem beneficia a mudança social?” Fonte: FERNANDES, F. As Mudanças Sociais no Brasil. In IANNI, Octavio (org) Florestan Fernandes: coleção grandes cientistas sociais. São Paulo: Ática, 1986, p. 155-156.

De acordo com o texto e os conhecimentos sobre o tema, em relação à indagação feita pelo autor, é correto afirmar que a mudança social beneficiou:
a) Os grupos sociais marginalizados ou excluídos, pois, em decorrência deste processo, passaram a fazer parte do processo produtivo.

b) Fundamentalmente os trabalhadores, uma vez que as liberdades políticas e as novas formas de trabalho aumentaram a renda.

c) Os grupos sociais que dispunham de capacidade econômica e poder político para absorver os efeitos construtivos das alterações ocorridas na estrutura social.

d) A população negra, uma vez que a alteração na estrutura da sociedade criou novas oportunidades de inserção social.



e) A elite monárquica, pois ao monopolizar o poder político impediu que outros grupos sociais pudessem surgir e ter acesso aos efeitos construtivos das alterações na estrutura social.



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