Escola estadual padre anchieta ensino fundamental



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5 – MARCO CONCEITUAL

5.1 – História da Infância e Adolescência

No Brasil, desde o começo de nossa história, temos a forte tradição de uma escola para poucos. Este quadro passou por transformações no século XX e, ainda, ela exerce uma função social excludente.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, é considerada criança até os doze anos incompletos e adolescente entre doze anos completos e dezoito incompletos. Mas, este documento é vigente a partir de 1990. Entretanto, crianças, adolescentes e adultos sempre existiram e não eram vistas como tal em outras épocas. Na era medieval de acordo com Philippe Àries a criança era vista como adulto em escala reduzida, mal se via a criança e tampouco o adolescente. A separação da criança e do adulto no contexto brasileiro, século XVII, é realizada, na diferenciação de trajes, dos jogos e brinquedos das brincadeiras de caráter sexual, das festas sociais. Do ano de 1500 a meados de 1800, todo o período do Brasil Colônia, a criança era vista como propriedade dos pais e serviam como força de trabalho. A partir de 1850 a 1960 o bem-estar das crianças foi associado ao filantropismo religioso e leigo vigorando quase que de forma hegemônica. Posteriormente, o estado adquire poderes sobre as crianças e adolescentes e o bem-estar da criança é equiparado ao bem estar da sociedade. A criança passa a ser vista como capital humano.

Ao observarmos a história da infância é notório que a preocupação com esta fase da vida é muito recente em termos de história, não apenas no Brasil, mas em todo o planeta. Na constituição de 1988 é instituído os direitos das crianças e a Lei 8069/90 Estatuto da Criança e do Adolescente veio complementar e fazer cumprir o que a Constituição determinou.

Hoje a humanidade conhece que o maior patrimônio que uma nação pode ter é o seu povo, e que esse bem precioso deve ser cuidado antes mesmo do nascimento, na infância e adolescência e é isto que o ECA assegura a proteção integral do nascituro até os 18 anos de idade. Sabe-se ainda que apesar dessas leis temos crianças, adolescentes que sofrem com a exploração do trabalho infantil, violência física, violência psicológica e negligência. Entretanto, já estamos trilhando há 21 anos o caminho da proteção.

A Escola para crianças e jovens tem presença recente na história da humanidade. A compreensão do que significa educação, assim como a função social da escola é conceito que se modificou ao longo do tempo.

A diferença das escolas do passado e as de hoje é que as escolas públicas estão repletas de alunos de todas as origens, pois atendem a maioria das crianças brasileiras. Este acesso da grande massa populacional à educação é garantido na Constituição Brasileira, no seu art. 205, onde diz: “ a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”.

Portanto, se a lei assegura, compete à escola contribuir para o pleno desenvolvimento da pessoa, preparando-a para o exercício da cidadania, priorizando no seu discurso pedagógico a busca pela melhoria da qualidade de ensino, tendo em vista as mudanças que se processam na civilização mundial e brasileira.

A educação desempenha importante papel ao propiciar à criança e ao adolescente, o acesso aos conhecimentos sistemáticos e acumulados, que colaboram na ampliação dos significados dos conceitos.

O processo do conhecimento desenvolve-se um movimento não de continuísmo, de repetição de fatos, mas de rupturas e de transformações. O conhecimento numa concepção histórico-social, que se constituiu em captar o significado da realidade pelas suas relações econômicas, políticas e ideológicas, tem a possibilidade de compreender as contradições que se encontram na sociedade e, permitem ao sujeito lidar com o real modo crítico.

Vivemos na era da tecnologia e da informática. Pensar a escola e a sua função social nesse novo contexto significa pensar também sua relação com esses equipamentos e meios de comunicação. Na medida que for necessário pesquisarmos sobre determinados assuntos, principalmente no que condiz aos projetos, a escola não dispõe de todos os materiais para realizar tais trabalhos de forma que contemplem os conteúdos atualizados. Para tanto, é fundamental que se disponibilize acesso a estes meios.

A criação de novos conhecimentos nunca foi tão acelerada como hoje, provocando a necessidade de rever e reorganizar continuamente o saber acumulado. A sociedade atual clama por uma qualidade de ensino e pela garantia do conhecimento. Nessa perspectiva, o Papa João Paulo II assim se pronunciou na encíclica Centesimus Annus de 1991: “Se antes a terra e depois o capital eram os fatores decisivos da produção, (…) hoje o fator decisivo é, cada vez mais, o homem em si, ou seja, seu conhecimento”.

O conhecimento hoje é entendido como um valor especial. Compete a escola uma proposta mais ampla e consistente, capaz de contribuir para encontrar respostas aos desafios que o processo educacional enfrenta para auxiliar a sociedade onde a justiça seja direito de todos. Há necessidade de a escola repensar profundamente a respeito de sua organização, sua maneira de definir os tempos, os espaços, os meios e as formas de ensinar, ou seja, o seu jeito de fazer escola.

Nesta concepção a comunidade escolar adotou a Pedagogia Histórico-crítica por estar voltada à análise crítica da realidade histórico-social, voltada para suas raízes históricas, onde os conteúdos trabalhados não podem ser abstratos, mas vivos, concretos e, portanto, indissociáveis das realidades sociais. Ou seja, o saber sistematizado, elaborado, erudito e não simplesmente o conhecimento espontâneo, fragmentado ou popular. É a exigência de apropriação do conhecimento sistematizado por parte das novas gerações que torna necessária a existência da escola.

Conhecimento é uma atividade humana que busca explicitar as relações entre os homens e a natureza. Desta forma, o conhecimento é produzido nas relações sociais mediadas pelo trabalho e pressupõe as concepções de homem, de mundo e das condições sociais que o geram, configurando as dinâmicas históricas que representam as necessidades do homem a cada momento, implicando necessariamente nova forma de ver a realidade, novo modo de atuação para a obtenção do conhecimento, mudando então a forma de interferir na realidade.

O conhecimento escolar é dinâmico e não uma mera simplificação do conhecimento científico, que se adequaria à faixa etária e aos interesses dos alunos. Dessa forma, o conhecimento escolar é resultado de fatos, conceitos e generalizações, tornando-se o objeto de trabalho do professor.

O objetivo da escola é preparar os alunos para o pleno exercício da cidadania, procurando despertar o seu senso crítico, reconhecer os seus direitos, deveres e levá-lo a compreender o mundo presente, agindo e transformando a realidade efetiva no seu contexto social, criando e incentivando alternativas de condições de vida mais dignas para a população.

Para que estas metas sejam alcançadas, torna-se necessário que toda a comunidade escolar possa estar inserida neste trabalho de forma organizada, participativa e consciente de sua importante contribuição em conscientizar o aluno do seu papel enquanto aluno e também, de indivíduo no contexto social.

Para adquirir conhecimentos, sabemos que é fundamental ler bastante. Como já citado no marco situacional, à escola possui um projeto de leitura permanente e por essa razão, ele deve estar contemplado em nosso Projeto Político-Pedagógico. A leitura é algo imprescindível na vida de qualquer ser humano, principalmente durante o período escolar. É através da leitura que é descoberto o que as pessoas pensam, as ideias que elas possuem estão registradas na forma da escrita. Entretanto, por vários motivos, as pessoas, principalmente as crianças e adolescentes não cultivam o hábito de ler. Pode ser elencado vários motivos para a falta de costume: os pais e ou família não incentivam os filhos, os meios de comunicação de massa, como a televisão, aparelho de som, jogos online, “distraem “ os nossos jovens, o produto pronto como novela televisiva, filme, parece ser mais simples e digerível para as pessoas. Devido a todos estes motivos, no momento, resta a escola difundir mais esse saudável hábito para os educandos.

Com o advento da escrita e leitura há uma nova fase, inicia de fato, o período da História do ser humano, o que antes de conhecermos os códigos escritos vivíamos na pré-história. Depois da invenção da escrita, o homem passou a construir a sua História, a expressar-se e dessa forma, podemos conhecer o patrimônio histórico e cultural herdado pela humanidade – o conhecimento. Sendo o conhecimento a função precípua da escola pública conhecemos a devida importância que a leitura possui tanto para os alunos como para os professores. É necessário lermos bastante e com o tempo, adquirindo esta habilidade compreendermos e interpretarmos aquilo que lemos e assim sucessivamente melhorar a produção escrita.

Nesse sentido, a direção, o corpo docente, as funcionárias, o conselho escolar, a APMF, as famílias e o corpo discente deverão trabalhar juntos e caminhar em direção aos mesmos objetivos, para que se garanta o bom andamento da escola e a qualidade do ensino. Procurar-se-á, então, esclarecer para toda a comunidade escolar sobre o funcionamento da escola, suas necessidades, problemas e apresentar projetos e alternativas para melhorar as condições físicas da escola, o trabalho pedagógico, a prática educacional e o relacionamento entre alunos, professores, funcionários, direção e pais.

O currículo escolar é entendido como uma ferramenta imprescindível para se compreender os interesses que atuam e estão em permanente jogo na escola e na sociedade. O currículo é como um conjunto de ações que cooperam para a formação humana em suas múltiplas dimensões constitutivas. Atribui uma identidade à escola e aos que dela participam. Permite um trabalho de conhecimento que extrapola os limites de seus muros, uma vez que impulsiona o movimento dialético de recriação de um conhecimento escolar para a sociedade, mediante a ação dos que compartilham a vida escolar, apropriando-se dos conhecimentos sociais.

Uma proposta educativa capaz de formar cidadãos atuantes, esclarecidos e autônomos precisa interferir sobre a avaliação, mudar de enfoque e agir de maneira a torná-la favorável ao crescimento do aluno. A avaliação deve ser um ato acolhedor, integrativo e inclusivo, que auxilie o educando no processo de ensino-aprendizagem e responda à sociedade pela qualidade do trabalho educativo realizado.

É através da avaliação que garantimos a qualidade do resultado que estamos construindo. O processo de avaliação não pode ser seletivo e destinado à exclusão, mas sim, uma forma de se analisar o aprendizado do aluno e a qualidade do trabalho do professor, a fim de repensar sua própria prática pedagógica e estar aberto a inovações.

A avaliação deve ser contínua, qualitativa, diagnóstica e dinâmica, levando em consideração o desempenho e o progresso dos alunos em todos os momentos em sala de aula e não somente através das notas obtidas em prova.

A recuperação paralela é um direito de todos os alunos e pode ser realizada de formas diversas, desde que o professor retome conteúdos já trabalhados e posteriormente, possa fazer outras avaliações.
6 – MARCO OPERACIONAL

Pretendemos, o mais seriamente possível, atingir todos os importantes objetivos traçados pelo Artigo 32 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996) em seus itens I, II, III e IV, ou seja:

Desenvolver no aluno a capacidade de aprender, a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes, dos valores da sociedade, formando atitudes, criando e respeitando valores, além de aproveitar todas as oportunidades possíveis no sentido de fortalecer os vínculos da família, os laços de solidariedade humana e de respeito entre as pessoas.

A partir daqui, serão descritas as ações planejadas por esta instituição de ensino, que serão desenvolvidas durante o ano letivo e orientarão todo o processo educacional.

A organização de projetos visando o aprimoramento das atividades educativas, sendo que a escola terá a finalidade de realizar somente os projetos que considerar viáveis e condizentes com a realidade. Dentre eles, destacamos os Projetos:



  • Leitura, objetivando fazer que o aluno sinta o prazer pela leitura, enriqueça seu vocabulário, amplie seus conhecimentos, fazendo assim viagens pelo desconhecido... Envolverá toda comunidade. Para o seu desenvolvimento utilizaremos como recurso: palestras, vídeos, músicas e pesquisas;

  • Fica Comigo, objetiva garantir o acesso e permanência dos alunos na escola. Envolverá toda a comunidade e será desenvolvido através de palestras, visitas, vídeos e pesquisas.

Além dos projetos, acima citados, trabalharemos outros que considerarmos de suma relevância para o bom andamento da escola.

A diversidade cultural, racial, social e econômica, a formação de atitudes, posturas e valores presente em nossa sociedade, será um tema trabalhado e voltado a valorização dos direitos humanos, a promoção eu bem de todos, sem preconceitos de origem, raça , sexo, cor, idade, deficiência ou ausência dela. Acontecerá de forma a educar, cidadãos orgulhosos de seu pertencimento, étnico-racial, descendentes de africanos, povos indígenas, europeus ou asiáticos, para interagirem na construção de uma nação democrática, em que todos, igualmente, tenham seus direitos garantidos e sua identidade valorizada, manifestando com autonomia, individual e coletiva, seus pensamentos. Será um trabalho coletivo, entre educadores e educandos, em todas as áreas do conhecimento. Para tanto, utilizaremos, pesquisas, músicas, esportes, danças, palestras, visitas, vídeos, teatros, jogos e brincadeiras, etc. Em virtude da lei 10.639/03 que aborda o trabalho com a cultura africana e brasileira Atualmente este estabelecimento de ensino apresenta uma Equipe Multidisciplinar composta por dez membros, onde participam professoras, funcionárias e outros membros da comunidade escolar. Esta equipe está registrada com as respectivas atas que a oficializam e durante o ano letivo de 2011 realiza um curso que contemplam as diversas discussões principalmente cultura africana e indígena.

O trabalho de orientação sexual terá como objetivo fazer o aluno entender a sexualidade como algo inerente à vida e à saúde que se expressa no ser humano, do nascimento até a morte. Englobará as relações de gênero, o respeito a si mesmo e ao outro e à diversidade de crenças, valores e expressões culturais numa sociedade democrática e pluralista, incluirá a importância de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e da gravidez indesejada na adolescência, entre outras questões polêmicas. Utilizaremos como recursos: palestras, teatros, músicas, pesquisas e vídeos.

O desafio Educação Fiscal será trabalhado nas disciplinas que o conteúdo for pertinente, objetivando levar o educando a entender que seu compromisso como cidadão, está também ligado com o meio social e político, onde vive e convive, e que como cidadão atuante precisa conscientizar-se da importância de pedir “Nota Fiscal” para que seu direito de consumidor seja respeitado. Além de exigência da notal fiscal, é necessário que os alunos saibam para que servem os impostos, estejam cientes da onerosa carga tributária de nosso país, também é fundamental que compreendam o sentido de coletividade e de patrimônio público. Dessa forma, participarão e contribuirão de maneira correta, para que benefícios em todos os sentidos sejam concretizados. Para tal utilizaremos cartilhas, palestras, vídeos, pesquisas, visitas.

A preservação do meio ambiente também é tema importante para nós, já que nossos recursos naturais vem sendo dizimados e usados sem responsabilidade e sem preocupação com o futuro. Através de pesquisas, palestras, vídeos e visitas, faremos com que os alunos reconheçam os desgastes ambientais estão ligados ao desenvolvimento econômico, e que estes estão relacionados a fatores políticos e sociais. Para oportunizar meios para um desenvolvimento consciente e sustentável, analisando soluções tecnológicas possíveis na agricultura, no manejo florestal na diminuição do lixo, na reciclagem de materiais, na ampliação do saneamento básico e no controle de poluição.

Consideramos o planejamento um dos instrumentos de maior importância no contexto escolar porque é através dele que norteamos nossas atividades e por ele podemos avaliar em que nível conseguimos sucessos em nossas atividades. Não sendo um instrumento rígido, permite com flexibilidade, o seu replanejar observando ao longo do processo de sua execução a validade do caminho escolhido. Seguindo orientações das Diretrizes Curriculares Estaduais, os professores farão, em suas respectivas disciplinas do Plano de Trabalho Docente, que será desenvolvido na escola com o apoio da equipe pedagógica. Usarão além dos dias previstos no calendário escolar para planejamento, as horas atividades.

O calendário escolar será construído anualmente com base voltada aos princípios estabelecidos pela Secretaria de Estado da Educação, sendo que as adaptações admitidas deverão envolver a participação dos professores, Conselho
Escolar, APMF e Prefeitura Municipal, devido ao transporte escolar e às demais determinações relativas ao número de dias letivos, carga horária e outros dispositivos previstos em leis específicas.

As transferências de alunos com dependência em até três disciplinas serão aceitas e deverão ser cumpridas mediante plano especial de estudos. Esse plano deverá recuperar o aluno quanto ao conhecimento, tornando-o apto a frequentar a série sem problemas de conteúdos.

As atividades que exigem a frequência dos alunos sob efetiva orientação dos professores, e que podem ser realizadas em sala de aula e/ou em outros locais adequados à efetivação do processo ensino-aprendizagem poderão ser contados como dias letivos, pois são consideradas atividades de cunho pedagógico, dentre elas: palestras, abordando temas emergentes; feiras, atividades culturais e/ou esportivas com a comunidade escolar; teatro e exibição; datas comemorativas, Dia dos Pais, das mães, da criança, entre outras.

O currículo da nossa escola é composto da Base nacional Comum e da Parte Diversificada, e estão organizados por disciplinas, em conformidade com as Diretrizes Nacionais e Estaduais.

A matriz curricular adotada e a respectiva carga horária está anexada a este Projeto Político-Pedagógico.

A avaliação é uma prática pedagógica intrínseca ao processo ensino-aprendizagem, com a função de diagnosticar o nível de apropriação do conhecimento pelo aluno. É contínua, cumulativa e processual devendo refletir o desenvolvimento global do aluno e considerar as características individuais deste no conjunto dos componentes curriculares cursados, prevalecendo os aspectos qualitativos sobre os quantitativos.

Para a avaliação serão utilizados procedimentos que assegurem o acompanhamento do pleno desenvolvimento do aluno, evitando-se a comparação dos alunos entre si.

O Sistema de Avaliação Bimestral será limitado aos conteúdos desenvolvidos ao respectivo bimestre e será resultante de mais de um instrumento de avaliação. A média será obtida por Somatória, garantindo aos alunos o mínimo de três instrumentos avaliativos diversificados. O valor de notas de cada instrumento fica a critério do professor.

A recuperação de estudos é direito dos alunos, independentemente do nível de apropriação dos conhecimentos básicos. Dar-se-á de forma permanente e concomitante ao processo de ensino e aprendizagem . Será organizada com atividades significativas, por meio de procedimentos didático-metodológicos diversificados.

A recuperação de estudos será efetivada por blocos de conteúdos durante o bimestre, sendo que a nota de recuperação, quando superior a das avaliações, será substituída, prevalecendo a nota mais alta.

Nossos alunos ainda são carentes afetivos e economicamente, nesse sentido, sentimos a necessidade de atuar em sala de aula, não somente como professores, mas como amigos, procurando amenizar estas dificuldades, e, isso tem apresentado resultados positivos, principalmente no processo ensino-aprendizagem.

O Conselho de Classe será entendido como momento e espaço de uma avaliação diagnóstica conjunto da ação pedagógico-educativa, envolvendo a direção e professores. Poderão também, ter um momento de participação no Conselho de Classe, os alunos representantes de cada turma.

São atribuições do conselho de classe:


  • Propor medidas que viabilizem uma boa aprendizagem e um melhor relacionamento entre professores e alunos;

  • Estabelecer planos viáveis de recuperação paralela dos conteúdos que não foram muito bem assimilados, para que o aluno possa ter um bom rendimento;

  • Decidir coletivamente sobre a aprovação e a reprovação do aluno, levando em consideração a evolução e o desempenho do aluno no decorrer do ano, sem esquecer de analisar o aluno dentro de suas limitações, pois cada aluno apresenta um desenvolvimento diferente.

O Conselho Escolar e a APMF também são órgãos deliberativos de fundamental importância para a educação. A APMF (composta por pais, professores, funcionários e outros segmentos da comunidade) colabora no desenvolvimento das atividades escolares através da manutenção e da conservação do prédio escolar, visando uma escola pública de qualidade. A associação de pais, mestres e funcionários terá as seguintes funções:

  • Representar os interesses da comunidade e dos pais junto à direção do Estabelecimento;

  • Contribuir para melhorias e conservação do Estabelecimento Escolar.

O Conselho Escolar da escola é formado por professores, pais, alunos, direção, funcionários e membros da comunidade. É um colegiado de caráter consultivo, normativo, deliberativo e avaliativo e representa todas as pessoas ligadas à escola, podendo decidir sobre algumas questões administrativas, financeiras e pedagógicas. Além disso, representa uma oportunidade para que os pais contribuam no processo educacional.

É necessário que a escola promova a presença dos pais e o envolvimento deles na vida escolar de seus filhos, valorizando-os e cativando-os. Um dos meios utilizados será ciclo permanente de palestras com os pais e alunos enfocando os seguintes temas: alcoolismo; drogas; sexualidade transmissíveis; relação entre pais e filhos, entre outros.

Preocupada com dados levantados na pesquisa, para subsistência familiar, a escola encaminha, quando necessário, algumas famílias para serem atendidas por programas sociais como Bolsa- família.

A escola ainda não oferece aos pais a escolaridade que necessitam para superar os dados levantados na pesquisa, mas oferece na modalidade de EJA ( Educação de Jovens e Adultos) o programa Paraná-Alfabetizado e ainda podemos incentivar estas famílias a procurarem a EJA Fase II e Ensino Médio, na cidade, para completarem seus estudos. Este incentivo ocorrerá através de palestras, reuniões realizadas por essa escola, para que haja uma consciência coletiva, pautada na concepção de cidadania.

Propõe-se a valorizar a presença dos pais no ambiente escolar, realizando estudos com temas de educação familiar, para que estes consigam responder as necessidades educacionais de seus filhos, sendo assim concederá à família os seguintes direitos:



  • Receber o boletim do filho, sempre que a escola efetuar o registro de avaliações;

  • Participar de qualquer associação, de seu segmento, com igualdade de direito;

  • Ter acesso à escola, quando julgar conveniente, para opinar, acompanhar ou solicitar informações relativas ao processo educativo do filho.

A escola procurará oferecer condições adequadas aos funcionários, para que estes continuem exercendo bem suas funções, que é a manutenção, preservação, segurança e alimentação, bem como promover a integração dos mesmos com toda a comunidade escolar.

Consciente de que não se consegue solucionar os problemas atuais através de receitas prontas ou medidas isoladas e que há urgência de mudanças em vários aspectos do sistema de ensino atual, a fim de oferecer uma educação mais concreta e eficaz, voltada ao desenvolvimento do aluno como um todo, torna-se necessário repensar a educação, reformulando conceitos, métodos de ensino, de avaliação e de organização escolar.

Para atingir seus propósitos, a escola discute a elaboração do Projeto Político-Pedagógico de forma coletiva e contínua em busca de novos rumos para a educação, procurando encontrar as deficiências e as falhas em nossa prática pedagógica com o intuito de melhorar a qualidade de ensino.

7 – AVALIAÇÃO DO PROJETO
Somos conscientes de que o Projeto Político-Pedagógico não está pronto e acabado, pois trata de um processo contínuo.

A elaboração do mesmo nos proporcionou um conhecimento mais amplo de nossa escola e inúmeras reflexões coletivas perante os problemas pedagógicos e administrativos que nos são apresentados no cotidiano escolar.

O projeto será avaliado por todos os segmentos da comunidade escolar, uma vez ao ano. Nesta oportunidade serão analisadas metas propostas, verificando o que foi possível realizar, que resultados apresentaram; e também as não realizadas, detectando os motivos. Acrescentar novas metas, caso necessário; levar o projeto ao conhecimento de possíveis novos professores, funcionários e pais.


8 – REFERÊNCIAS
ABREU, Mariza Vasques de. Progestão: Como desenvolver a gestão dos servidores na escola? Módulo VIII. Brasília: CONSED, 2001.
BRASIL, Constituição. Constituição da República Federativa do Brasil, Brasília, 1988.
BRASIL, Leis, Decretos etc. Lei nº 9394/96. Brasília, 1996.
CERVI, Rejane de Medeiros. Perspectivas e contextos da avaliação e de aprendizagem. Curitiba: IBPEX, 2003;
PAULO, João II. Encíclica Centesimus Annus. 1991
MOSER, Alvino. Tendências pedagógicas no mundo contemporâneo.

Curitiba: FACINTER, 2003;


PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Cadernos Temáticos – A inserção dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares. Curitiba, 2005.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Cadernos Temáticos – Educação Fiscal no Paraná, Vivências Pedagógicas: Oficina e Teatro. VII, Curitiba, 2005.
SAVIANI, Demerval. Pedagogia Histórico-crítica. Primeiras aproximações, 8ª Ed.2003. Autores Associados, Campinas – SP.

INTRODUÇÃO

A Escola Padre Anchieta - Ensino Fundamental, está localizada na Linha São José interior do município de Barracão – PR. Funciona no período matutino com Ensino Fundamental de 6º ao 9º ano, contando com quatro turmas, que por sua vez somam 37 alunos. Estes são provenientes da própria comunidade, bem como de diversas comunidades vizinhas e 90% aproximadamente dos educandos utilizam-se do transporte escolar.

Os educandos são provenientes de famílias carentes economicamente, sendo que 70% recebem auxilio de programas do Governo Federal.

É incluído para a fundamentação do trabalho dos professores os cadernos Temáticos sobre Educação do Campo como subsídios no preparo Plano de Trabalho Docente. Esse caderno traz uma publicação da Secretária de Estado da Educação do Paraná, 2005, foi produzido para subsidiar a prática educacional prioritariamente no âmbito das escolas da Rede Pública de Ensino, onde oferecem informações sistematizadas, análises críticas e indicações bibliográficas para sustentação teórica ao professor das escolas estaduais.

Na nossa escola há alunos de diferentes culturas, para trabalhar essas diferenças e assim inclui-las, o primeiro passo que damos é apresentar as principais características sobre as culturas, dando maior ênfase a Cultura Afro-brasileira e indígena, na busca de levar o conhecimento para o aluno, o qual perceberá que não existe uma cultura superior ou inferior, e sim uma diversidade étnica que precisa ser valorizada, respeitada e preservada pelos seus descendentes.

Assim sendo, sobre a Cultura Afro, a Lei 9394/96, em seus artigos 26-A; 79-B, torna o estudo da Cultura Afro-Brasileira e Africana, obrigatórias nos Currículos escolares, onde recebemos Cadernos Temáticos, para as disciplinas curriculares que devem estabelecer relações com estas temáticas, sempre que os conteúdos específicos proporcionarem. Nessa perspectiva, busca-se um trabalho coletivo, entre educadores e educandos.

Além da mudança na LDB, citado acima, as leis que tratam estes estudos são Lei 10639/03 e Lei 11645/08, em 2008 foi acrescido sobre a Cultura Afro Brasileira e Africana, a cultura Indígena.Para a diversidade cultural, racial, social e econômica, a formação de atitudes, posturas e valores entre todos os envolvidos nesse processo de aprendizagem, acontecerá de forma a educar, cidadãos orgulhosos de seu pertencimento, étnico racial, descendentes de africanos, povos indígenas, descendentes de europeus e asiáticos, para interagirem na construção de uma nação democrática, em que todos, igualmente, tenham seus direitos garantidos e sua identidade valorizada, manifestando com autonomia, individual e coletiva seus pensamentos.

Quando trabalhamos a inclusão na escola, temos em mente que aluno especial não é somente aquele que apresenta dificuldades visíveis, sendo assim procuramos trabalhar individualmente com alunos que tem dificuldades de aprendizagem e de afetividade. Para isso, os profissionais da educação estão em constante formação continuada para melhor atender esses alunos. O Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, que tem na sua essência a busca dos princípios da dignidade humana, respeitando os diferentes sujeitos de direito e fomentando maior justiça social.

A inserção da temática Educação Fiscal, tem como objetivo estimular a mudança de valores, crenças e culturas do indivíduo propiciando o exercício da cidadania e a transformação social.

Nossa escola trabalha de forma que o educando entenda o seu compromisso como cidadão, tendo consciência tributária, sabendo diferenciar o público do privado e relacionando o pagamento de impostos com os serviços públicos, exercendo o ato de pedir “Nota Fiscal”, para que nosso direito como consumidor seja respeitado.

Assim estaremos participando e contribuindo de forma correta, pois vivemos num mundo camuflado e cheio de injustiças, uma delas seria a sonegação de impostos.

Para que o trabalho dos professores seja mais eficaz recebemos os cadernos de Coleção Educação Fiscal do Paraná, 2005, o V.1 aborda: Experiências e Possibilidades e o V.2 aborda: Vivências Pedagógicas- Oficina e Teatro. Um Programa de Educação Fiscal do Paraná, voltado para estimular as mudanças, valores, crenças e culturas do indivíduo, tornando-o consciente, com espírito crítico e participativo, onde haja compromisso com o exercício da cidadania.

Os professores trabalharão em diferentes formas de abordagem, nos conteúdos das disciplinas contemplando reflexões acerca da função socioeconômica dos tributos, possibilitando o conhecimento da administração pública, bem como, incentivando o acompanhamento pela sociedade, da aplicação dos recursos púbicos, criando assim, condições para uma relação democrática entre o estado e o cidadão.

Com relação a “Educação Ambiental, os cadernos temáticos da Diversidade V1, 2008”, vem oferecer aos professores da rede pública estadual de ensino e demais profissionais da educação subsídios para o trabalho sobre a “Educação Ambiental” e dá a oportunidade de ampliar seus conhecimentos, sendo que a Educação Ambiental constitui um processo de aprendizagem continua, de assimilação de novos conceitos e de abordagem crítica do problema, orienta para uma leitura interdisciplinar no âmbito escolar.

A escola sente a necessidade de realizar um trabalho voltado para a prevenção ao uso indevido de drogas, pois a prevenção ocorre através do conhecimento, por isso a escola precisa proporcionar aos seus educandos espaços de pesquisa e debates sobre o assunto. Neste sentido, o caderno temático sobre “Prevenção ao Uso Indevido de Drogas” apresenta subsídio teóricos-metodológicos para a concretização deste trabalho.

Sobre o tema “Enfrentamento a Violência na Escola”, os Cadernos Temáticos dos Desafios Educacionais Contemporâneos, V4, 2008, propõe uma discussão para definir meios de enfrentamento à violência na rede estadual de ensino, esse material vem subsidiar o coletivo da escola na complexa tarefa de enfrentar e superar situações concretas de violência vivenciada dentro e fora dos muros escolares, pois vivemos em uma sociedade marcada pela desigualdade, resultante de uma economia capitalista.



O tema “Sexualidade Humana” trás conteúdos fundamentais para a formação integral do educando, pois cada vez mais a família está deixando muitos assuntos relacionados a educação dos filhos para escola. Neste sentido, temos o material da “Formação continuada ofertada nos Grupos de estudos aos sábados: Sexualidade”, além de outros subsídios buscados pela escola e professores para auxiliar nas suas práticas pedagógicas escolares, sendo que a sexualidade influência os pensamentos, os sentimentos, as ações e a saúde física e mental de cada ser humano, é nessa perspectiva que os profissionais da educação vem sendo preparados.

A atualidade exige da educação e dos professores uma nova postura frente aos conteúdos, incluindo no seu trabalho os Desafios Educacionais Contemporâneos (Cidadania e Educação Fiscal; Educação em/para os Direitos Humanos; Educação Ambiental-Lei, 9795/99; Enfrentamento à Violência na Escola; Prevenção ao Uso Indevido de Drogas; Educação do Campo). Bem como os Temas da Diversidade, entre eles, priorizamos, a Historia da Cultura Afro Brasileira Africana e Indígena – Lei, 10639/03 e Lei, 11645/08 e a Sexualidade Humana.

Assim sendo, os Desafios Educacionais Contemporâneos e os Temas da Diversidade citados, devem ser trabalhados não de forma estanque e fragmentada, mas como conteúdos que atendam a diversidade social, cultural, étnica de gênero da população paranaense nos âmbitos escolares. Contudo não podemos esquecer dos conteúdos programáticos, pois são fundamentais na formação que a escola deve oferecer, com o objetivo de formar cidadãos críticos, sujeitos ativos e atuantes na sociedade em que vivem.

1 - PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DE ARTE NO ENSINO FUNDAMENTAL
1.1 - APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
A necessidade de manifestação artística acompanha a evolução humana desde a pré-história, quando as primeiras manifestações estéticas ainda se relacionavam apenas a uma necessidade de cumprir um ritual de conquistas. A partir de então o homem constantemente utiliza a arte para se manifestar expressivamente e também registrar sua vida, em todos os seus aspectos. Em geral, todas as atividades humanas foram em algum momento elementos de representação artística, na suas mais diversas linguagens.

A aprendizagem e o ensino da arte acompanham e se transformam, ao longo da história, de acordo com as normas e valores estabelecidos, em diferentes ambientes culturais.

No Brasil, durante o período colonial, nas vilas e reduções jesuíticas, inclusive onde hoje se situa o estado do Paraná, ocorreu o registro de arte na educação. Esse trabalho educacional foi muito importante, pois influenciou na constituição da matriz cultural brasileira.

Em 1.808, com a vinda da família real de Portugal para o Brasil, iniciou-se uma série de obras e ações para acomodar, em termos materiais e culturais, a corte portuguesa. Entre essas ações, destacou-se a chegada ao Brasil de um grupo de artistas franceses (Missão Francesa), encarregado da fundação da Academia de Belas-Artes, na qual os alunos poderiam aprender as artes e ofícios artísticos.

Um marco importante para a arte brasileira e os movimentos nacionalistas foi a Semana de Arte Moderna de 1922, que influenciou artistas brasileiros, que valorizavam e direcionavam seus trabalhos para a pesquisa e produção de obras a partir das raízes nacionais.

Com enfoque na expressividade, espontaneidade e criatividade no ensino da arte, essa valorização encontrou espaço na pedagogia da Nova Escola.

A área da arte no decorrer dos tempos acompanha e se fundamenta nos processos de transformações educacionais, artísticas, estéticas e culturais. No Paraná, houve reflexos desses vários processos pelos quais passou o ensino de Arte até tornar-se disciplina obrigatória, os quais se acentuam a partir do final do século XIX com o movimento imigratório.

No final da década de 1980 e na década seguinte professores de Arte das escolas de educação básica, das universidades e profissionais da área se organizaram em seminários, simpósios, visando propor novas formas de ensino de Arte nas escolas. Principalmente nas escolas públicas esses profissionais mobilizaram-se pela manutenção da obrigatoriedade do ensino da Arte no texto da LDB promulgada em 1996.

O ensino de Arte contempla as diferenças de raça, etnia, religião, classe social, gênero e um olhar mais sistemático sobre outras culturas. Portanto, o ensino de arte no sistema educacional passa a se preocupar com o desenvolvimento do sujeito frente a uma sociedade construída históricamente e em constante transformação.

Desta forma, a construção do conhecimento em Arte se efetiva na inter-relação de saberes que se concretiza na experienciação estética por meio da percepção, da análise, da criação/produção e da contextualização histórica.

A partir das concepções da Arte e de seu ensino já abordadas, esta proposta considera alguns campos conceituais que contribuem para as reflexões a respeito do objeto de estudo desta disciplina:

O conhecimento estético está relacionado à apreensão do objeto artístico em seus aspectos sensíveis e cognitivos. O pensamento, a sensibilidade e a percepção articulam-se numa organização que expressa esses pensamentos e sentimentos, sob a forma de representações artísticas como, por exemplo, palavras na poesia; sons melódicos na música; expressões corporais na dança ou no teatro; cores; linhas e formas nas artes visuais.

O conhecimento artístico está relacionado com o fazer e com o processo criativo. Considera desde o imaginário, a elaboração e a formalização do objeto artístico até o contato com o público. Durante esse processo, as formas resultantes das sínteses emocionais e cognitivas expressam saberes específicos a partir da experiência com materiais, com técnicas e com os elementos formais básicos constitutivos das Artes Visuais, da Dança, da Música e do Teatro.

O conhecimento contextualizado envolve o contexto histórico político econômico e sociocultural) dos objetos artísticos e contribui para a compreensão de seus conteúdos explícitos e implícitos, possibilitando um aprofundamento na investigação desse objeto.

Mediante o ensino de Arte, os educandos, poderão desenvolver seus conhecimentos estéticos e artísticos nas diversas linguagens de Arte, tanto para produzir trabalhos pessoais e grupais para que possa, progressivamente, apreciar, desfrutar, valorizar e julgar os bens artísticos, de distintos povos e culturas, produzidos ao longo da história e na contemporaneidade. Assim como, valorizar o repertório cultural e as manifestações artísticas que produzem significados de vida (tanto na produção como na fruição); Compreender e saber identificar a arte como fato histórico contextualizado nas diversas culturas, conhecendo, respeitando e podendo observar as produções presentes no entorno, assim como as demais do patrimônio cultural e do universo natural, identificando a existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos; Estabelecer relações com as produções/manifestações historicamente produzidas sobre arte; Compreender e conhecer as formas de como a arte é produzida e disseminada na sociedade contemporânea (o sistema de arte, a arte popular e a indústria cultural); Possibilitar o acesso e mediar à apreciação e o conhecimento sobre arte, familiarizando-os com as diversas formas de produção artística; Preservar o acesso ao conhecimento sistematizado de arte.
1.2 CONTEÚDOS
Os conteúdos estruturantes da disciplina de Arte para o Ensino Fundamental:


  • Elementos Formais;

  • Composição;

  • Movimentos e Períodos.

Conforme as DCEs de Arte, os elementos formais, são elementos da cultura presentes nas produções humanas e na natureza; são matéria-prima para a produção artística e o conhecimento em arte. Esses elementos são usados para organizar todas as áreas artísticas e são diferentes em cada uma delas. Composição é o processo de organização e desdobramento dos elementos formais que constituem uma produção artística. Com a organização dos elementos formais, por meio dos conhecimentos de composição de cada área de Arte, formulam-se todas as obras, sejam elas visuais, teatrais, musicais ou da dança, na imensa variedade de técnicas e estilos.

O conteúdo estruturante movimentos e períodos se caracteriza pelo contexto histórico relacionado ao conhecimento em Arte. Esse conteúdo revela aspectos sociais, culturais e econômicos presentes numa composição artística e explicita as relações internas ou externas de um movimento artístico em suas especificidades, gêneros, estilos e correntes artísticas.
Conteúdos Estruturantes

6º Ano

Música

Elementos Formais


  • Altura.

  • Duração.

  • Timbre.

  • Intensidade.

  • Densidade.

Composição

_ Ritmo.

_ Melodia.

_ Escalas: diatônica, pentatônica, cromática e Improvisação.

Movimentos e Períodos

_ Greco-Romana.

_ Oriental.

_Ocidental.

_Africana.


7º ano

Música

Elementos Formais

_ Altura.

_ Duração.

_ Timbre.

_ Intensidade.

_ Densidade
Composição

_ Ritmo.


_ Melodia.

_Escalas.

_Gêneros: folclórico, indígena, popular e étnico.
Movimentos e Períodos:

_ Música popular e étnica (ocidental e oriental).
8º Ano

Música

Elementos Formais

_ Altura.

_ Duração.

_ Timbre.

_ Intensidade

_ Densidade.


Composição

_ Ritmo.


_ Melodia.

_ Harmonia.

_ Tonal, modal e a fusão de ambos.

_ Técnicas: vocal, instrumental e mista.



Movimentos e Períodos:

_ Indústria Cultural.

_ Eletrônica.

_ Minimalista.

_ Rap, Rock, Tecno.

9º Ano

Música

Elementos Formais

_ Altura.

_ Duração.

_Timbre.


_ Intensidade.

_ Densidade.


Composição

_ Ritmo.


_ Melodia.

_ Harmonia: Técnicas: vocal, instrumental e mista.

_ Gêneros: popular, folclórico e étnico.
Movimentos e Períodos

_ Música Engajada.

_ Música Popular Brasileira.

_ Música Contemporânea.


Artes Visuais

6º Ano

Conteúdos Estruturantes

Elementos Formais

Conteúdos Básicos:

_ Ponto.


_ Linha.

_ Textura.



  • Forma.

  • Superfície.

  • Volume.

  • Cor.

  • Luz

Artes Visuais

7º Ano

Conteúdo Estruturante

Composição

Conteúdos Básicos

  • Bidimensional.

  • Figurativa.

  • Geométrica.

  • Técnicas: Pintura, escultura, arquitetura...

  • Gêneros: cenas da mitologia.

Artes Visuais.

Conteúdo Estruturante

Movimentos e Períodos

Conteúdos Básicos

  • Arte Greco-Romana.

  • Arte Africana.

  • Arte Oriental.

  • Arte Pré-Histórica.


7º Ano

Artes Visuais

Conteúdo Estruturante

Elementos Formais

Conteúdos Básicos

  • Ponto.

  • Linha.

  • Forma.

  • Textura.

  • Superfície.

  • Cor .

  • Luz.

Artes Visuais

Conteúdo Estruturante

Composição

Conteúdos Básicos

  • Proporção.

  • Tridimensional.

  • Figura e fundo.

  • Abstrata.

  • Perspectiva.

  • Técnicas: Pintura, escultura, modelagem, gravura...

Artes Visuais

Conteúdo Estruturante

Movimentos e Períodos

Conteúdos Básicos

  • Arte Indígena.

  • Arte Popular.

  • Brasileira e Paranaense.

  • Renascimento.

  • Barroco.

8º Ano.

Artes Visuais

Conteúdo Estruturante

Elementos Formais

Conteúdos Básicos

  • Linha.

  • Forma.

  • Textura.

  • Superfície.

  • Volume.

  • Cor.

  • Luz.

8º Ano

Artes Visuais

Conteúdo Estruturante

Composição.

Conteúdos Básicos


  • Semelhanças.

  • Contrastes.

  • Ritmo Visual.

  • Estilização.

  • Deformação.

  • Técnicas: desenho, fotografia, audio-visual e mista...

8º Ano

Artes Visuais

Conteúdo Estruturante

Movimentos e Períodos

Conteúdos Básicos


  • Indústria Cultural.

  • Arte no Séc. XX.

  • Arte Contemporânea.

9º Ano

Artes Visuais

Conteúdo Estruturante

Elementos Formais

Conteúdos Básicos


  • Linha.

  • Forma.

  • Textura.

  • Superfície.

  • Volume.

  • Cor.

  • Luz.

9º Ano

Artes Visuais

Conteúdo Estruturante

Composição

Conteúdos Básicos

  • Bidimensional.

  • Tridimensional.

  • Figura-fundo.

  • Ritmo Visual.

  • Técnica: Pintura, grafitte, performance...

  • Gêneros: Paisagem urbana, cenas do cotidiano...

9º Ano

Artes Visuais

Conteúdo Estruturante

Movimentos e Períodos

Conteúdos Básicos

  • Realismo.

  • Vanguardas.

  • Muralismo e Arte Latino-Americana.

  • Hip Hop.

6º Ano

Teatro

Conteúdo Estruturante

Elementos Formais

Conteúdos Básicos


  • Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais e faciais

  • Ação.

  • Espaço.




  • Personagem;

  • Expressão corporal, vocal, gestual e facial;

  • Improvisação

  • Jogos teatrais;

6º Ano

Teatro

Conteúdo Estruturante

Composição

Conteúdos Básicos


  • Enredo, roteiro.

  • Espaço Cênico, adereços.

  • Técnicas: jogos teatrais, teatro indireto e direto, improvisação, manipulação, máscara...

  • Gênero: Tragédia, Comédia e Circo.


6º Ano

Teatro

Conteúdo Estruturante

Movimentos e Períodos

Conteúdos Básicos

  • Greco-Romana.

  • Teatro Oriental.

  • Teatro Medieval.

  • Renascimento.


7º Ano

Teatro

Conteúdo Estruturante.

Elementos Formais

Conteúdos Básicos


  • Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais e faciais.

  • Ação.

  • Espaço.



7º Ano

Teatro

Conteúdo Estruturante.

Composição

Conteúdos Básicos

  • Representação, Leitura dramática, Cenografia.

  • Técnicas: jogos teatrais, mímica, improvisação, formas animadas...

  • Gêneros: Ruas e arena, Caracterização.

7º Ano

Teatro

Conteúdo Estruturante.

Movimentos e Períodos

Conteúdos Básicos

  • Comédia dell' arte

  • Teatro popular.

  • Brasileiro e Paranaense.

  • Teatro Africano.

8º Ano

Teatro

Conteúdos Estruturantes

Elementos Formais

  • Personagem: expressões corporais, vocais, gestuais e faciais.

  • Ação.

  • Espaço.


8º Ano

Teatro

Conteúdos Estruturantes

Composição

  • Representação no Cinema e Mídias.

  • Teatro dramático.

  • Maquiagem.

  • Sonoplastia.

  • Roteiro.

  • Técnicas: jogos teatrais, sombra, adaptação cênica.

8º Ano

Teatro

Conteúdos Estruturantes

Movimentos e Períodos

  • Indústria Cultural.

  • Realismo.

  • Expressionismo.

  • Cinema Novo.

9º Ano

Teatro

Conteúdo Estruturante.

Conteúdos Básicos

Elementos Formais:

  • Personagem.

  • Expressões corporais, vocais.

  • Gestuais e faciais.

  • Ação.

  • Espaço.

9º Ano

Teatro

Conteúdo Estruturante.

Conteúdos Básicos

Composição

  • Técnicas: Monólogo, jogos teatrais, direção, ensaio, Teatro-fórum...

  • Dramaturgia;

  • Cenografia;

  • Sonoplastia;

  • Iluminação;

  • Figurino


9º Ano

Teatro

Conteúdo Estruturante.

Conteúdos Básicos

Movimentos e Períodos

  • Teatro Engajado.

  • Teatro do Oprimido.

  • Teatro Pobre.

  • Teatro do Absurdo.

  • Vanguardas.

6º Ano

Dança

Conteúdo Estruturante

Conteúdos Básicos

Elementos Formais

  • Movimento Corporal.

  • Tempo.

  • Espaço


6º Ano

Dança

Conteúdo Estruturante

Conteúdos Básicos

Composição

  • Kinesfera.

  • Eixo.

  • Ponto de Apoio.

  • Movimentos articulares e fluxo (livre e interrompido).

  • Rápido e lento.

  • Formação Níveis (alto, médio e baixo).

  • Deslocamento (direto e indireto).

  • Dimensões (pequeno e grande).

  • Técnica: Improvisação.

  • Gênero: Circular.

  • Danças folclóricas;

  • Movimento e expressão corporal.



8º Ano
Movimentos e Períodos

  • Renascimento;

  • Pós-impressionismo;

  • Cubismo;

  • Arte Brasileira;

  • Impressionismo;

  • Op Art;

  • Abstracionismo;

  • Arte Africana e Afro-brasileira;

  • Temas Contemporâneos- História da Cultura Afro-brasileira;


Artes Visuais

  • Cor: circulo cromático;

  • Escala: monocromática e policromática;

  • Desenho: figurativo, geométrico e abstrato;

  • Luz: contraste, claro/escuro e sombra;

  • Volume: dimensões e profundidade, sobreposição, justaposição e introdução à perspectiva;

  • Gênero: Natureza-Morta; Retrato;

  • Estudo da figura humana (partindo da linha);

  • Leitura e interpretação de imagens bidimensionais: desenho, pintura, cartazes, fotografia e gravura;

  • Imagens tridimensionais;



Música

  • Qualidades do Som: intensidade, duração, altura, timbre;

  • Produção/Manifestação Artística;

  • Gêneros musicais: popular, folclórico e erudito;

  • Relações identitárias locais, regionais, globais;


Teatro

  • Personagem;

  • Jogos de improvisação;

  • Gestualidade: expressão gestual;

  • Ação Cênica: narrativa/enredo.


Dança

  • Movimento corporal ;

  • Coreografia;

  • Dança no contexto cultural;

  • Dinâmica;


9º Ano
Movimentos e Períodos

  • Pop Art;

  • Arte Naif;

  • Cubismo;

  • Arte Contemporânea;

  • Indústria Cultural;

  • Surrealismo;

  • Arte Africana e afro-brasileira;

  • Arte Paranaense;

  • Temas Contemporâneos – Sexualidade Humana;


Artes Visuais

  • Imagem bidimensional e tridimensional;

  • Cor; luz; volume;

  • Contrastes e Graduações;

  • Linha e Ponto;

  • Expressividade da linha e as composições;

  • Perspectiva;

  • Gênero: figura humana, retrato; paisagem;

  • Publicidade;

  • Leitura e Releitura de imagens;


Teatro

  • Representação;

  • Personagem;

  • Jogo teatral;

  • Produções/manifestações artísticas do teatro;

  • Improvisação Cênica;

  • Linguagem gestual;

  • Contextualização histórica;

  • Relações identitárias locais, regionais, globais;


Música

  • Gêneros musicas: popular, folclórico e erudito;

  • Formas musicais populares brasileiras: sertaneja, marcha, samba, rock, funk, etc.



Dança

  • Movimentos corporais;

  • Técnica: Improvisação coreográfica;

  • Relações Identitárias locais, regionais e globais.



1.3 ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO
Conforme as Diretrizes Curriculares de Artes, precisamos considerar para quem as aulas serão ministradas, como, por que e o que será trabalhado, tomando-se a escola como espaço de conhecimento. Dessa forma, devem-se contemplar, na metodologia do ensino da Arte, três momentos da organização pedagógica:

  • Teorizar: fundamenta e possibilita ao aluno que perceba e aproprie a obra artística, bem como, desenvolva um trabalho artístico para formar conceitos artísticos

  • Sentir e perceber: são as formas de apreciação, fruição, leitura e acesso à obra de arte

  • Trabalho artístico: é a prática criativa, o exercício com os elementos que compõe uma obra de arte

Espera-se que o aluno vivencie cada um destes conhecimentos, sendo que estes podem ser ministrados simultaneamente ou em qualquer momento.

Considerando-se que os encaminhamentos metodológicos devem ser significativos e progressivos, permitindo aos alunos adquirir clareza do modo de construção, através de pesquisas, observações, análises críticas que possibilitem entender a sua instauração dentro de um contexto histórico-cultural.

Busca-se fundamentar a concepção de criação, fruição, leitura, produção artística e contextualização nas diferentes linguagens artísticas: artes visuais, danças, teatro e música, a partir da realidade constatada do educando, intensificando o processo de transformação e construção.

Para podermos compreender o sentido da arte em nossa vida, tanto no presente quanto no passado, precisamos ter conhecimento dos saberes que se constituem fundamentais a formação dos sentidos humanos. Para isso trabalharemos: a contextualização, a leitura das obras artísticas e a prática artística.

Nas Artes Visuais procura-se explorar a bidimensionalidade (desenhos, pinturas, gravuras, fotografia, propaganda visual...), tridimensionalidade (esculturas, instalações, produções arquitetônicas...) e virtual, podendo trabalhar as características específicas contidas na estrutura, na cor, nas superfícies, nas formas e na disposição desses elementos no espaço.

O professor pode considerar artistas, produções artísticas e bens culturais da região, bem como outras produções de caráter universal. Os conteúdos devem estar relacionados com a realidade do aluno e do seu entorno.

É importante, relacionar as Artes Visuais com as outras áreas artísticas.

Na Dança, os elementos a serem estudados e explorados são: o movimento a expressão corporal, formas e estilos de diferentes épocas, compreendendo esse processo corporal e mentalmente, podendo assim diferenciar a dança do simples mover-se. Através de criação de coreografias, apreciação de vídeos, clipe musical, etc. A partir do seu desenvolvimento em tempo, espaço, o professor poderá explorar as possibilidades de improvisação com os alunos. As aulas de Dança poderão também abordar questões acerca das relações entre o movimento e os conceitos a respeito do corpo e da dança, uma vez que refletem esteticamente a realidade vivida.

Na Música, a simples percepção e memorização dos sons presentes no cotidiano não se caracterizam como conhecimento musical. Há que se priorizar no tratamento escolar dessa linguagem, a escuta consciente dos sons percebidos, bem como a identificação das suas propriedades, variações e as maneiras intencionais de como esses sons são distribuídos numa estrutura musical. Essa escuta atenta, propiciará o reconhecimento da organização desses elementos nos repertórios pessoais e culturais propostos durante as aulas. surgem propostas como: criação musical e audição de músicas a partir de paisagens sonoras de diferentes épocas e espaços.

No Teatro poderão ser explorados como conteúdo, assim como na Dança, as possibilidades de improvisação e composição no trabalho com as personagens, com o espaço da cena e com o desenvolvimento de temáticas que partam tanto de textos literários ou dramáticos clássicos, quanto de narrativas orais e cotidianas. O desenvolvimento da linguagem do teatro na escola também estará se ocupando de tratar da montagem do espetáculo, a reflexão sobre cada um dos seus elementos formadores pelo conjunto de signos presentes nessa linguagem, como construídos de forma a proporcionar ao aluno em seu processo de aprendizagem, o conhecimento por meio do ato de dramatizar.

Os Temas Contemporâneos, serão trabalhados no decorrer do ano. Tais como: Sexualidade Humana, História da Cultura Afro Brasileira e Africana.
1.4 - AVALIAÇÃO

A avaliação na disciplina de Arte, proposta Nas Diretrizes Curriculares de Arte é diagnóstica e processual. É diagnóstica por ser referência do professor para planejar as aulas e avaliar os alunos; é processual por pertencer a todos os momentos da prática pedagógica. Inclui a avaliação do professor, da classe, sobre o desenvolvimento das aulas e a auto-avaliação do aluno.

De acordo com a LDB (n.9.394/96, art.24, incisoV) a avaliação é “contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais”. Na deliberação 07/99 do Conselho Estadual de Educação (Capítulo I, art.8o), avaliação almeja “ o desenvolvimento formativo e cultural do aluno” e de “levar em consideração a capacidade individual, o desempenho do aluno e sua participação nasatividades realizadas”.

De fato, a avaliação requer parâmetros para o redimensionamento das práticas pedagógicas, pois o professor participa do processo e compartilha a produção do aluno. Ou seja, a avaliação permite que se saia do lugar comum, dos gostos pessoais, de modo que se desvincula de uma prática pedagógica pragmatista, caracterizada pela produção de resultados e valorização tão-somente do espontaneísmo. Ao centrar-se no conhecimento, a avaliação gera critérios que dialogam com os limites do gosto e das afinidades, uma vez que o conhecimento permite objetivar o subjetivo.

A avaliação em Arte supera o papel de mero instrumento de medição da apreensão de conteúdos e busca propiciar aprendizagem socialmente significativas para o aluno. Ao ser processual e não estabelecer parâmetros comparativos entre os alunos, discute dificuldades e progressos de cada uma partir da própria produção. Assim, verifica-se o pensamento estético e leva-se em conta a sistematização dos conhecimentos para a leitura da realidade.

O método de avaliação proposta inclui a observação e o registro do processo de aprendizagem, com os avanços e dificuldades percebidos em suas criações. O professor deve avaliar como o aluno soluciona os problemas apresentados e como ele se relaciona com os colegas nas discussões em grupo. Como sujeito desse processo, o aluno também deve elaborar seus registros de forma sistematizada. As propostas podem ser socializadas em sala, com oportunidades para o aluno apresentar, refletir e discutir sua produção e a dos colegas, sem perder de vista a dimensão sensível contida na aprendizagem dos conteúdos da Arte.

Para se tratar da avaliação em Arte no Ensino Fundamental, é preciso referir-se ao conhecimento específico da linguagem artística, tanto em seus aspectos práticos quanto conceituais e teóricos, pois uma avaliação consistente permite ao aluno posicionar-se em relação aos trabalhos artísticos estudados e produzidos. Ainda , é preciso que o professor conheça a linguagem artística em questão.

Esse diagnóstico é a base para planejar futuras aulas, pois, ainda que sejam definidos os conteúdos a serem trabalhados, a forma e a profundidade de sua abordagem dependem do conhecimento que os alunos trazem consigo.

Na relação homem-mundo, a arte inserida e evidenciada como um instrumento de registro de uma trajetória de evolução humana e de um entendimento de mundo. Os alunos devem aprender a valorizar o trabalho dos profissionais das linguagens artísticas (artes visuais, teatro, música e dança).

Desta forma, o ser humano que não conhece arte tem uma experiência limitada, escapa-lhe a dimensão do sonho, a força comunicativa dos objetos a sua volta, da sonoridade, das criações musicais das cores e formas.

A construção do conhecimento em arte, com suas diferentes e múltiplas dimensões, torna-se mais significativa e realmente desafiadora quando também se pensa sobre o processo da avaliação em arte, que não é um ato neutro, tem suas implicações pedagógicas, sociais e políticas.

Percebemos que, para pensar a avaliação não basta somente dominar os conteúdos específicos da disciplina de arte, é preciso também o aprofundamento de conceitos, critérios e processos que levam o educando a dominar a linguagem da arte.

Os critérios da avaliação possibilitam um olhar diferente, considerando e valorizando conhecimentos mínimos necessários para o aprendizado. Diversificando e ampliando as observações sobre o desempenho dos alunos (atividades propostas, interesse, assiduidade e a produção desenvolvida dentro de um processo participativo e contínuo, sendo o educando estimulado a observar, comentar, comparar, analisar, etc.) permitindo a análise e a interpretação do resultado das ações e reações, do aluno e do professor.

A fim de se obter uma avaliação efetiva individual e do grupo, são necessários vários instrumentos de verificação tais como:



  • trabalhos artísticos individuais e em grupo;

  • pesquisas bibliográfica e de campo;

  • debates em forma de seminários e simpósios;

  • provas teóricas e práticas;

  • registros em forma de relatórios, gráficos, portfólio, áudio-visual e outros.

Por meio desses instrumentos, o professor obterá o diagnóstico necessário para o planejamento e o acompanhamento da aprendizagem durante o ano letivo, visando às seguintes expectativas de aprendizagem:

  • A compreensão dos elementos que estruturam e organizam a arte e sua relação com a sociedade contemporânea;

  • A produção de trabalhos de arte visando à atuação do sujeito em sua realidade singular e social;

  • A apropriação prática e teórica dos modos de composição da arte nas diversas culturas e mídias, relacionadas à produção, divulgação e consumo.

A recuperação paralela será no decorrer das aulas com metodologias diferenciadas, sempre que o aluno apresentar dificuldades de compreensão/assimilação dos conteúdos/atividades.




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