Escola de ensino fundamental fortunato tarnowski



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PLANO POLÍTICO PEDAGÓGICO

ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL

FORTUNATO TARNOWSKI

2007


... E todo o saber é vão, salvo quando há trabalho.

E todo trabalho é vazio, salvo quando há amor.

E, quando trabalhais com amor, estais unidos convosco mesmos,

com os outros e com Deus.
(Khalil Gibran)

INTRODUÇÃO

Nossa experiência no dia-a-dia tem mostrado como é importante todos os segmentos da escola (gestores, professores, alunos, funcionários, pais...) caminharem juntos, procurando resolver os problemas que aparecem e criando novas alternativas para a melhoria da educação oferecida à comunidade. Nesse sentido, o trabalho realizado pelos vários segmentos da escola tem se mostrado uma aspecto fundamental.

Trabalhar coletivamente, apesar de ser muito mais vantajoso para a escola como um todo, não é uma tarefa sempre fácil. Mas, é pela ação coletiva que a escola se fortalece, revelando sua capacidade de se organizar e produzir um trabalho pedagógico condizente às demandas da sociedade.

Este trabalho pedagógico pautado no comprometimento da realização de ações educacionais voltadas para o pleno desenvolvimento do ser humano, dá-nos condições para compreender o que realmente uma escola de qualidade necessita para atender as suas finalidades.

Nesse contexto, a escola precisa preocupar-se em atender às necessidades específicas do meio no qual está inserida, planejando seu trabalho a médio e a longo prazo, com a finalidade de construir sua “identidade própria”. – Essa identidade tem um nome; Projeto Político Pedagógico.

1 JUSTIFICATIVA

O Projeto Político Pedagógico torna-se fundamental para a escola por ser o elemento norteador da organização de suas ações, visando ao sucesso na aprendizagem dos alunos – finalidade maior da escola como instituição social.

Nessas perspectivas, é importante considerar o Projeto Político Pedagógico como um instrumento valioso para assegurar não só o sucesso da aprendizagem dos alunos, mas também, como as suas presenças e participações numa escola prazerosa e de qualidade.

É importante ter em mente também, que o Projeto Político pedagógico não é apenas uma obrigação legal que a escola deve atender, mas, uma conquista que revela o seu poder de organização, procurando cada vez mais ter autonomia em suas decisões.

Nesse sentido, o nosso Projeto Político pedagógico orientará o trabalho pedagógico e as ações da escola por meio de diversas formas de planejamentos, todas integradas no diálogo e na busca de soluções dos problemas, com base na ação coletiva.

2 COMPROMISSO DA ESCOLA

Nossa escola tem por missão assegurar um ensino de qualidade, garantindo o acesso, o sucesso e a permanência dos alunos, formando cidadãos críticos e participantes, capazes de agir na transformação de uma sociedade mais justa e igualitária.



3 DESAFIO

O quê e como ensinar de forma que as mentes alcancem os objetivos, que reflitam não só o conhecimento, mas sabedorias e felicidade.

Art. 6º da L.D.B o Ensino Fundamental tem por objetivo geral proporcionar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de auto-realização, qualificação para o trabalho e preparo para o exercício consciente de cidadania.

4 ENSINO FUNDAMENTAL - UMA PRIORIDADE

O Ensino Fundamental compõe, juntamente com a Educação Infantil e o Ensino Médio, o que a Lei Federal nº 9.394, de 1996 - nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - nomeia como educação básica e que tem por finalidade: “Desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.

A LDB determina, ainda, que a educação dos alunos que apresentam necessidades especiais deva ocorrer, preferencialmente, na rede regular de ensino. Assim sendo, os serviços de educação especial se inserem nos diferentes níveis de formação escolar (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação superior) e na interatividade com as demais modalidades da educação escolar, favorecendo alunos e professores, dentro dos princípios da escola inclusiva, entendida como aquela que, além de acolher todas as crianças, garante uma dinâmica curricular que contemple mudar o caráter discriminatório do fazer pedagógico, a partir das necessidades dos alunos.

De acordo com a LDB, o ensino fundamental no Brasil tem por objetivo a formação básica do cidadão mediante:

I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidade e a formação de atitudes e valores;

IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

Pela nova Lei de Diretrizes e Bases, os estados e municípios incumbem-se de definir formas de colaboração na oferta do ensino fundamental, o que pode trazer grandes benefícios, pois ações conjuntas-bem planejadas, renovadas em seu espírito e reforçadas em seus meios, podem permitir uma recuperação do nosso sistema educativo.

A Lei destaca o papel importante que a escola desempenha no processo educacional e lhe confere uma grande autonomia de organização. Também incentiva os sistemas de ensino a desenvolverem projetos que possibilitem a aceleração de estudos para alunos com atraso escolar.

Assim, a escola pode se organizar em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados com base na idade, competência e em outros critérios, sempre que for interesse do processo de aprendizagem.

Também os calendários escolares podem ser estabelecidos de forma a adequar-se às peculiaridades locais.



5 OBJETIVOS DO ENSINO FUNDAMENTAL


  • Compreender, construir e vivenciar nas relações escolares a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;

  • Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;

  • Conhecer características fundamentais da comunidade familiar, escolar e do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao país;

  • Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sócio-cultural da comunidade familiar e escolar, bem como aspectos sócio-culturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais;

  • Perceber-se integrante dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;

  • Garantir o desenvolvimento do conhecimento de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania;

  • Conhecer o próprio corpo e dele cuidar, valorizando e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação a sua saúde e à saúde coletiva;

  • Utilizar as diferentes linguagens - verbal, musical, matemática, gráfica, plástica e corporal como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir as produções culturais, em contextos públicos e privados atendendo diferentes intenções e situações de comunicação;

  • Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos;

  • Questionar a realidade formulando-se problemas e resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.

6 OBJETIVO GERAL DA ESCOLA

Garantir ao educando situações de construção do conhecimento promovendo o seu crescimento pessoal, social de forma consciente, solidária, responsável, participativa e crítica, visando a sua integração e atuação no meio sócio-cultural.





    1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS



  • Formar cidadãos participativos, responsáveis, compromissados, críticos e criativos;

  • Propiciar a vivência democrática para a participação de todos os membros da comunidade e o exercício da cidadania;

  • Instaurar formas de organização do trabalho pedagógico que supere os conflitos, buscando eliminar as relações competitivas mais justas;

  • Fortalecer a escola como espaço público, lugar de debates, do diálogo fundado na reflexão coletiva, buscando a cooperação da APP e líderes comunitários no trabalho educativo, bem como dos pais na escola.

  • Estimular inovações e coordenar as ações pedagógicas planejadas e organizadas pela própria escola;

  • Propiciar aos professores situações que lhes permitam a prática pedagógica coerente entre o pensar e o fazer;

  • Evitar de todas as maneiras possíveis a repetência e a evasão escolar, garantindo um desempenho satisfatório;

  • Investir na melhoria da qualidade do ensino;

  • Oferecer ao educando, oportunidades de desenvolvimento em todos os aspectos;

  • Incentivar a qualificação de professores e demais funcionários;

  • Ampliar e renovar os materiais e equipamentos didáticos;

  • Desenvolver a avaliação institucional na escola;

  • Criar e implementar um sistema continuo de acompanhamento de avaliação dos alunos com dificuldades de aprendizagem;

  • Criar alternativas de estudo de reforço aos alunos com baixo rendimento escolar;


7 METAS


  • Em parceria com as diversas secretarias municipais e a comunidade rural, enriquecer o currículo escolar com técnicas agropecuárias, hortifrutigranjeiros e ecológicas;

  • Construção e ampliação do acervo da biblioteca da unidade escolar;

  • Construção de um ginásio de esporte;

  • Propor iniciativas culturais;

  • Promover reuniões com os pais dos alunos com menor freqüência na escola;

  • Através do projeto APÓIA intervir junto às famílias, em casos de alunos que faltam à escola por 05 (cinco) dias consecutivos, sem justificativa.

  • Entrada e saída do transporte escolar nos fundos da escola.

  • Carteiras e cadeiras novas.

  • Portões para área coberta.

  • Xerocadora para a escola.

  • Aquisição de mais terrenos para ampliação da construção.


8 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O papel do educador é colocar-se junto ao aluno, problematizando-o no mundo real e imaginário, contribuindo para que ele possa compreendê-lo e reinventá-lo, crescendo e aprendendo junto com o aluno, tentando vivenciar, juntamente com ele seus conflitos, invenções, curiosidades e desejos, respeitando-o como um ser que pensa diferente respeitando a sua individualidade.

Permitir que o aluno se reconheça como sujeito histórico, com clareza de que é um elemento de um todo maior, posicionando-se de uma maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas.

Utilizar de meios que propiciam a ele continuidade de seu saber cotidiano, relacionando o senso comum com conhecimentos científicos, ou seja, uso de código alfabético e construção social, permitindo sempre a leitura de códigos individuais ligados à leitura global, e assim, ler o mundo e trazer o individual.

O professor, como mediador desempenha papel fundamental nesse processo, pela significação que sua figura tem para os alunos, principalmente nas séries iniciais, isso poderá contribuir de maneira decisiva para que construa positivamente seu autoconceito. No entanto, para que isso seja possível é desejável que o professor compreenda seus próprios valores, e avalie até que ponto sua figura também influencia no comportamento dos alunos.

Sabendo que nossas escolas muitas vezes são enfadonhas aos alunos, mas necessárias, como educadores, precisamos assumir uma prática pedagógica voltada a realidade, onde escola e comunidade andam juntas, resgatando a necessidade de conhecer o aluno – suas angústias e questões, de acordo com o momento vivido por ele.

O sucesso de uma escola depende da forma como ela se relaciona com o aluno. O bom relacionamento humano é a solução para tornar a escola um pouco mais atrativa, é a ponte para realizar insatisfação em prazer.

Relacionar-se bem interfere positivamente no dia-a-dia de professor e aluno, onde um se interessa pelo outro, e ambos se interessem pelo currículo com um raciocínio lógico que seja buscar o diálogo como solução para os problemas encontrados, assim floresce a educação, uma educação que prepara o aluno para a vida.

Como diz Beatriz Scoz:

“ Motivar os alunos a aprender é fundamental ainda que o professor tenha competência para conhecer suas necessidades, propondo desafios adequados, levando a construir conhecimentos, a experimentar o sucesso e adquirir uma auto-imagem positiva, a fim de que o prazer venha da própria aprendizagem, do sentimento de aptidão e da segurança para resolver problemas” (Psicopedagogia e a Realidade Escolar, Beatriz Scoz. Pág.72)


Fazendo assim da escola, um ambiente onde aconteça a socialização do conhecimento de forma intensiva e extensiva, desenvolvendo assim, intenso comprometimento ético com a pluralidade, individualidade e potencialidade humana e competência científico-reflexiva, comprometida com a mudança pessoal, institucional e coletiva.

A mediação social é interessante para o educando, pois o ajuda a compreender essa pluralidade, e na vivência em sociedade vai compreendendo suas necessidades e aprendendo a fazer as críticas necessárias e, como cidadãos lutando pelas transformações.

Como diz o Caderno Pedagógico de Didática: “É função social da escola possibilitar que os alunos adquiram, elaborem e reelaborem conhecimentos no campo da ciência e da tecnologia, assim como desenvolvam as competências necessárias para operar, rever, recriar, redirecionar tais conhecimentos no universo coletivo, na perspectiva da cooperação da solidariedade e da ética, tendo sempre como horizonte, colocar os avanços dos conhecimentos a serviço da humanização da sociedade” (C.P. Didática, pág 61).

Por isso, pensamos em nossa proposta de trabalho no processo sócio-histórico-cultural, ou seja, sócio-interacionista, onde o professor é mediador do conhecimento, aquele que planeja atividades produtivas para estabelecer a aprendizagem do educando, podendo assim, acontecer a ação do sujeito sobre o objeto, e mediada socialmente, pelo outro e pelos signos.

Na leitura que fizemos da teoria Vygotskyana, a construção do indivíduo não ocorre somente devido os processos de maturação orgânica, mas principalmente através de trocas estabelecidas entre o sujeito.

Portanto, o desenvolvimento das funções psíquicas humanas está vinculado ao aprendizado, ou seja, apropriação por intermédio da linguagem do patrimônio cultural do grupo, que é constituído pelos valores, conhecimentos, formas de pensar e de se comportar, que a humanidade construiu ao longo de seu desenvolvimento histórico e cultural.

Compreende-se assim que, a apropriação do conhecimento pelo educando dar-se-á fundamentalmente pela mediação de indivíduos, sobretudo dos mais experientes do grupo cultural no qual ele faz parte.

Para Vygotsky, o conhecimento humano acontece na direção do social para o individual, ou seja, a construção do conhecimento depende da ação partilhada, uma vez que é através dos outros que as relações entre sujeito e objeto de conhecimento são estabelecidas.

Ele completa esse pensamento quando diz:

“Este processo de mediação gerido pelo adulto ou por outras pessoas, permite que o educando desfrute de uma consciência imprópria de uma memória, atenção, categorias e inteligências interpretadas pelo adulto que suplementam e conformam particularmente sua visão do mundo e constrói pouco a pouco sua mente social, que funciona em seu exterior e com apoio instrumentais e sociais externos”. (Vygotsky, 1996)

Esses pensadores teóricos: Vygotsky, Wallon, Call, Beatriz Scoz, escritora psicopedagoga, nos fezem refletir que a nossa prática pedagógica deve permitir o diálogo, a cooperação e troca de informações (murais), o confronto de pontos de vistas divergentes, a responsabilidade de cada um, que somados resultarão no alcance de um objetivo comum.

Adotar essa perspectiva em sala de aula implica em mudar a concepção tradicional de que o educando é apenas um ser receptivo do saber e compreendê-lo como agente ativo e imperativo no processo de construção do seu conhecimento.

Uma prática educativa que considere a importância da mediação social implica não apenas numa valorização de conteúdos e dos mediadores instrumentais, mas também dos agentes sociais e suas particularidades.

Wallon completa a idéia de Vygotsky quando afirma que o desenvolvimento humano, envolve as disposições dos sujeitos e as diferentes situações com que se depara, e que lhe exige uma resposta. Para Wallon: “ A mediação de uma pessoas mais experiente influência na construção do pensamento e da consciência que vai aflorando a partir dos conflitos que estabelecem com o meio a cada momento” (Caderno de Psicologia II, pág. 54, 55, 56).

O educando é influenciado a cada instante por tudo o que está ao seu redor e é o que lhe proporciona o que chamamos de educação. Essa acontece de acordo com a cultura vigente do grupo.

Sendo assim, podemos também pegar a contribuição de Paulo Freire, que nos mostrou idéias inovadoras que partiam de uma análise crítica da escola e da sociedade brasileira. Freire afirma que educando e educadores são sujeitos na prática educativa. Dizia que os analfabetos faziam cultura tanto quanto os que passavam pela escola. Enfatizava que o conhecimento não era algo pronto, capaz de ser “desejado” na cabeça de quem não sabia, mas sim algo a ser conquistado.

Paulo Freire, também afirma que entre professores e educandos sempre existiu um diferença essencial para o desenvolvimento da tarefa educativa. Porém, essa diferença não justificava a desigualdade. O professor não é mais que o educando, por saber coisas que o educando não sabe, mesmo porque o educando sabe coisas que o educador não sabe. O fato de que alguns conhecimentos do professor seja socialmente mais valorizados, não implica que o professor seja superior aos alunos.

Podemos aqui pensar a avaliação como instrumento de aprendizagem entre professor e educando, quando somos capazes de analisar as diferenças como nos ensina Paulo Freire.

As relações que estabelecemos com o mundo formam um verdadeiro mosaico já que as relações sociais se dão a partir da interação entre as pessoas.

9 CONCEPÇÕES

9.1 DE HOMEM:


Um Ser que constrói sua própria existência. Um Ser sociável, transformador e responsável pela evolução e características da sociedade, com capacidade de interferir de forma benéfica ou maléfica na vida do próximo.

Como elemento de transformação devemos formar um homem:


  • CRÍTICO: que aprenda a questionar sua própria realidade social;

  • PARTICIPATIVO: que participa na construção de sua história e dos outros;

  • PESQUISADOR: capaz de apropriar-se do conhecimento erudito e científico e compartilhá-los;

  • POLÍTICO: capaz de participar com responsabilidade e seriedade das mudanças da sociedade;

  • REFLEXIVO E COLETIVO: capaz de relacionar-se com os demais, dando prioridade aos interesses comuns, através de pensamentos lógicos.

Se antes a terra e depois o capital eram os fatores decisivos da produção, hoje o fator decisivo é, cada vez mais o homem em si, ou seja, seu conhecimento”. ( Papa João Paulo II)



    1. DE SOCIEDADE:



Lugar onde o homem busca resgatar os direitos e deveres de forma coletiva, com o objetivo de garantir valores fundamentais para o seu crescimento e evolução.

Desejamos construir uma sociedade com igualdade de oportunidades, na qual todos são respeitados nos seus direitos e cobrados nos seus deveres. Uma sociedade mais democrática onde a veiculação do saber científico e crítico possam superar as relações de dominação e exploração no contexto social, no sentido de superar a pobreza política, econômica, cultural ecientífica, alcançando os ideais de igualdade, reciprocidade, ajuda mútua, justiça e dignidade.
9.3 DE EDUCAÇÃO:

... Nascer significa ver-se submetido à obrigação de aprender. Aprender para construir-se, em um triplo processo de hominização, de singularização, de socialização. Aprender para viver com outros homens com quem o mundo é partilhado. Aprender para apropriar-se do mundo, e para participar da construção de um mundo pré-existente. Aprender em uma história que é, ao mesmo tempo, profundamente minha, no que tem de única, mas que me escapa por toda à parte. Nascer, aprender é entrar em um conjunto de relações e processos que constituem um sistema de sentido, onde se diz quem eu sou, quem é o mundo, quem são os outros.

Esse sistema se elabora no próprio movimento através do qual eu me construo e sou construído pelos outros, esse movimento longo, complexo, nunca completamente acabado, que é chamado Educação.

A Educação é uma produção de si por si mesmo, mas essa auto produção só é possível pela mediação do outro e com sua ajuda. A Educação é produção de si por si mesmo; é o processo através do qual a criança que nasce inacabada se constrói enquanto ser humano, social e singular. Ninguém poderá educar-me se eu não consentir, de alguma maneira, se eu não colaborar; uma Educação é impossível se o sujeito a ser educado não investe pessoalmente no processo que o educa. Inversamente, porém, eu só posso educar-me numa troca com os outros e com o mundo, a educação é impossível, se a criança não encontra no mundo o que lhe permite construir-se. Toda educação supõe o desejo, como força propulsionadora que alimenta o processo. Mas, só há força de propulsão porque há força de atração: o desejo sempre é desejo de; a criança só pode construir-se porque o outro e o mundo são humanos e, portanto, desejáveis. (Charlot, p.53 e 54).



10 FUNDAMENTOS DIDÁTICOS-PEDAGÓGICOS

Educação – processo de auto-construção do ser humano que se torna capaz de impulsionar as transformações na sociedade, de modo livre e responsável. A verdadeira educação cristã visa à promoção do homem, ao exercer corajosamente a sua função conscientizadora e crítica de despertadora da vida e da esperança, bem como ao animar a pessoa para o exercício de sua própria dignidade em seus direitos e deveres. (CNBB, doc. 47, nº 71).

Através da educação, temos a missão de resgatar as reservas inesgotáveis de potencialidades de transformação que todas as pessoas têm, promovendo a verdadeira prosperidade do ser humano, da nossa nação e de todo o mundo. “O ensinar é um amplo momento de vida entre o educador e o educando”. (Morais, 1986,p.5)

A contextualização de projetos e idéias é o meio mais seguro de alcançarmos o aperfeiçoamento e concretização de transformações.

10.1 COMPORTAMENTALISMO

Essa abordagem metodológica tem, na sua marca característica, uma origem empirista, pois considera o conhecimento como resultado direto da experiência ou experimentação. O aprendiz conhece por “descoberta” algo novo para ele, mas que já existia na realidade exterior.

Ensinar consiste na organização e planejamento de contingência de reforço sob as quais os estudantes aprendem e é de responsabilidade do professor assegurar as modificações de comportamento.

“ O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso, os educadores antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor, interpretes de sonhos.” Rubens Alves


O educador ou o coordenador de um grupo é como um maestro que rege uma orquestra. Da coordenação sintonizada com cada diferente instrumento, ele rege a música de todos. Um maestro sabe e conhece o conteúdo das partituras de cada instrumento e o que cada um pode oferecer. A sintonia de cada um com o outro, a sintonia de cada um com o maestro, a sintonia do maestro com cada um e com todos é o que possibilita a execução da peça pedagógica. Essa é a arte de reger as diferenças, socializando os saberes individuais na construção do conhecimento generalizável e para construção do processo democrático. (Freire, in: Aguiar, 1999, p.115).


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