Erich von Dániken



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Erich von Däniken


Somos todos filhos

dos deuses

Se os Túmulos Pudessem Falar..

Edição integral Título do original: "Wir alie sind Kinder der Götter — Wenn Gräber reden könnten"


Copyright © Erich von Däniken
Tradução: Airton Gandolfi

CIRCULO DO LIVRO LTDA. Caixa postal 7413 01065-970 São Paulo, Brasil

Licença editorial para o Círculo do Livro por cortesia da Cia Melhoramentos de São Paulo

mediante acordo com C. Bertelsmann Verlag GmbH Venda permitida apenas aos sócios do Círculo

Composição cedida pela Cia Melhoramentos de São Paulo Impressão e acabamento: Gráfica Círculo
ISBN 85-332-0257-1

Sumário


Capítulo 1

Era uma vez dois príncipes ...................................................................... 4

Viagem de reconhecimento ao Iêmen — Acontecimentos de 1951 — 36 anos depois — A misteriosa rainha de Sabá — O que foi e permaneceu — O prodígio de Marib — Hoje, petróleo — ontem, incenso — A surpresa e a admiração são o começo da compreensão — Ortega y Gasset (1883-1955) — Datação do local — Jogo de adivinhação com a rainha de Sabá — O louco trono real totalmente mecanizado — O presente de Salomão: um veículo aéreo — A viagem celeste do filho do rei — Um castelo pode desaparecer? — As lendas amam o maravilhoso — Por que os deuses foram eliminados? — As viagens do "Columbia" confirmam as lendas — O misterioso Senhor D. do Alcorão — Em busca do túnel de Bainun — A hora do "kat" — Viagem por uma estranha estrada — Bainun fica em algum lugar — Nosso destino, finalmente: o castelo de Bainun — Bilocação com indícios — Banho de amor nas alturas iluminadas — Par amoroso ambulante — Saber perguntar...
Capítulo 2

E a Bíblia não tinha razão.................................................................... 69

A avassaladora descoberta — O que aconteceu ? — No local da prova — Conseqüências — Como um espinho na carne — Mandado de busca de Salomão — Enganos eruditos — Fios vermelhos com nós! — Lágrimas para Jerusalém — O eterno Ezequiel.
Capítulo 3

Deuses, túmulos e vigarices ........................................................................ 95

Diga-me onde estão os túmulos... — Abraão, o patriarca, deixa muitos indícios, e nenhum — Túmulos: de quem? — No bar do Rei Davi — A caminho do túmulo de Aarão — O objetivo: Petra! — 22 de agosto de 1812 — Aarão, irmão e rival de Moisés — Quem foi Aarão? — Ebet de co-piloto — Na região montanhosa de Petra — A caminho com Machmud — Um tesouro para Alá — Próximo à montanha de Aarão — Meditação em Petra — Genealogia, topografia, história de Petra — Cavalgando até o túmulo de Aarão — O túmulo de Aarão? — Reminiscências.
Capítulo 4

Filhos da Terra, Filhos dos Deuses ............................................................. 149

O homem não tem uma pátria de origem? — 25 linhas que agitaram o mundo — Os acontecimentos — O inteligente Diodoro da Sicília — Muito mais que ficção científica — O novo caminho — Filhos, como o tempo passa — Eva — uma jovem mulher? — O código genético e a criação — O oitavo dia da criação — O espaço de nossa liberdade — Perguntas não respondidas — Darwinismo — um engano.
Capítulo 5

Eternos contatos de terceiro grau.........................................................176

A coragem de admitir novas possibilidades — O túmulo da giganta Eva — Trânsito intenso no céu — Repressão coletiva — OVNI filmado — Tudo já existiu — Processo de transformação do pensamento — As visões de Fátima.

Bibliografia................................................................................................ 201

Capítulo 1

ERA UMA VEZ DOIS PRÍNCIPES


VIAGEM DE RECONHECIMENTO AO IÊMEN

Uma fábula é uma ponte que leva à verdade.



Ditado árabe.
Roma antiga deve ter sido fundada em 733 a.O, a cidade maia de Tikal 100 anos antes. A fundação de Atenas data de aproximadamente 1500 a.O, e supõe-se que Jerico foi construída por volta de 6000 a.C. Existem cidades ainda mais antigas em nosso planeta? É possível, pois todos os cronistas árabes garantem que Sanaa, sobre o planalto do maciço iemenita, 2.500 m acima do nível do mar, era a cidade mais antiga do mundo, construída antes mesmo do Dilúvio.

Conheço Roma, Atenas, Tikal e Jerico. Precisava conhecer Sanaa. Ela não fica exatamente na rota, e o caminho que me levou até aí dá muitas voltas e é cheio de aventuras. Vamos percorrê-lo.

O Iêmen fica ao sul da Península Arábica. A região é habitada desde tempos imemoriais, tendo presenciado culturas altamente desenvolvidas como a do reino de Sabá, por volta de 1200 a.C.

Era uma terra rica, pois possuía — como se pode constatar em qualquer obra de referência — um impressionante sistema de irrigação para seus oásis, sendo grande exportadora de incenso, artigo bastante procurado até hoje.


Acontecimentos de 1951

"Descarregamos completamente nosso caminhão, tirando tudo o que estava dentro dele, e partimos diretamente através do Hadi. Lá atrás, as pessoas que ficaram no carro estavam com garras e dentes preparados, espreitando por sobre o terreno plano à procura de algum sinal da caravana de camelos que vinha de Harib ... enquanto Chester, que agora se dava conta da dimensão do perigo ... repentinamente desviava para a esquerda, escapando por pouco dos iemenitas e mantendo seu caminhão fora do alcance dos tiros." ¹

O jovem paleontólogo americano Wendell Phillips, de 36 anos, sofreu esse ataque quando, com seu colega William Frank Albright, fazia algumas escavações 180 km a leste de Sanaa.

A autorização para esse empreendimento fora concedida pelo rei Imã Achmed, do Iêmen, à American Foundation for the Study of Man, a Fundação Americana para o Estudo do Homem.

Através de relatos dos estudiosos alemães Carl Rathjens e Hermann von Wissmann, do ano de 1928, os americanos sabiam da existência de um templo próximo a Marib. Devia tratar-se, portanto, do misterioso templo da rainha de Sabá.

Apesar dos soldados e funcionários que o Imã tinha colocado à disposição da expedição, após alguns meses de bom trabalho começaram a surgir dificuldades consideráveis: os iemenitas não gostaram que infiéis — nessa terra, quem não acredita em Alá é infiel — estivessem desenterrando tesouros escondidos em seu país.

As ordens dos arqueólogos não eram cumpridas por causa das contra-ordens dadas pelos funcionários reais. Um infortúnio levou à primeira revolta: um trabalhador esbarrou inadvertidamente em um balcão de proteção de madeira, que arrastou consigo seis colunas antigas; um trabalhador egípcio e um rapaz iemenita sofreram ferimentos leves. Imediatamente os funcionários do Imã exigiram que lhes fossem entregues todos os moldes de látex* que até então tinham sido feitos das antigas inscrições do templo, um trabalho cansativo que já durava meses.

* Arqueólogos empregam borracha de látex para fazer cópia de textos e figuras em relevo. O látex úmido é pressionado contra o original, e então retirado da pedra: obtém-se assim um negativo exato.


Tendo voltado de uma breve viagem à América, onde havia levantado dinheiro para a continuação dos trabalhos, Phillips encontrou no local uma situação tão delicada emocionalmente, que os trabalhos não puderam prosseguir. Após uma reunião secreta, realizada à noite, os arqueólogos decidiram fugir imediatamente. Eles espalharam a notícia de que no dia seguinte iriam até as colinas para filmar a região. O engodo foi bem sucedido pois, ao embarcar nos dois caminhões com seus auxiliares egípcios, os arqueólogos estavam deixando para trás os equipamentos da expedição, avaliados em mais de 200.000 dólares. Os soldados e funcionários ficaram bastante contentes, pois podiam agora fazer, sem ser observados, o que vinham fazendo o tempo todo: roubar.

36 anos depois

Hoje o lugar que Phillips abandonou em fuga é uma atração turística, pois Marib foi ligada à capital Sanaa por uma estrada asfaltada. Meu colaborador Ralf Lange e eu desfrutamos o panorama, uma extensão de 175 km, do assento traseiro de um Land-Cruiser. No assento dianteiro um jovem iemenita nos servia de motorista, com a adaga curva (Dschambia) obrigatória, presa sobre a barriga por um cinto de um palmo de largura. Assim que um jovem iemenita faz 14 anos, recebe a adaga curva para atestar sua virilidade a partir de então. Ela pende do cinturão, de onde sobressai a lâmina, grande e larga ou mais modesta, com o cabo de prata trabalhado ou simplesmente de madeira ou outro metal menos valioso, a bainha de couro bordada com fios de prata ou bem rústica. O importante é que se trata de uma adaga! Ao lado do motorista, nosso guia meditava, de paletó e gravata, o que o caracterizava como arrivista. Conhecimento e inteligência não faziam parte de seus predicados, como tivemos de constatar, infelizmente.

O funcionário da agência de turismo no centro da cidade havia recomendado que eu contratasse o motorista iemenita; é lá que os estrangeiros conseguem autorização para viajar pelo interior. Foi um bom conselho. Não se deve alugar um cano a uma pessoa para que ela própria o dirija, pois isso pode ser uma forma tranqüila de suicídio. Neste país não importa absolutamente se em um acidente você é ou não culpado, pois a legislação do trânsito ainda é influenciada pelos direitos de religião e descendência: ferimentos físicos são encarados como homicídios. Ainda que não tendo nenhuma culpa pelas regras de trânsito ocidentais, segundo o direito islâmico, aquele que causou o acidente deve pagar à família do ferido ou morto um "dinheiro de sangue". Em 1986 os valores eram os seguintes: por um homem morto em um acidente de trânsito pagava-se cerca de 50.000 marcos alemães, e a metade dessa quantia caso se tratasse de uma mulher; durante o mês de jejum e peregrinação, o Ramadã, o "dinheiro de sangue" dobra. E a coisa pode ser pior: os familiares podem exigir vingança. Para nós isso seria pura e simplesmente assassinato. Mas lá vigora a justiça familiar ou de descendência, e o executor pratica um ato honroso. E se, como passageiro, não seria necessário recorrer à minha carteira, graças a Deus tampouco precisei comprová-lo.



Um segundo bom conselho me foi dado pelo porteiro do hotel. Ele me aconselhou a fazer várias cópias da autorização para viajar. Como ele estava certo! Já no primeiro controle na estrada, feito por jovens armados, fiquei sem meu original. O sentinela o levou para os arquivos. No próximo controle eu seria mandado de volta.


Apreciamos o panorama ao longo dos 175 km de estrada.



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