Entrevista Britto Velho



Baixar 98,35 Kb.
Encontro12.09.2017
Tamanho98,35 Kb.

Currículo

Carlos Carrion de Britto Velho

NOME ARTÍSTICO: Britto Velho
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO: Porto Alegre, 01/06/1946

ENDEREÇO RESIDENCIAL:Rua Alcides Cruz 465 ap: 06 _ Santa Cecília- Porto Alegre

Cep 90630-160

ENDEREÇO PROFISSIONAL: O mesmo.


E-MAIL: zucabritto@gmail.com
ÁREA PRINCIPAL DE PRODUÇÃO: Pintura.
1946

Em 1º de junho, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, nasce Carlos Carrion de Britto Velho, quarto dos cinco filhos de Victor de Britto Velho, psicanalista, e de Branca Maria Carrion de Britto Velho, do lar.


1957

Passa a viver, com a família, em Buenos Aires, Argentina. Incentivado pelo pai, entra em contato com o universo das artes visuais, frequentando desde cedo importantes galerias e museus. É em Buenos Aires que também inicia sua formação autodidata, calcada na observação das obras de grandes mestres e no exercício de técnicas pictóricas. Permanece na cidade até 1965.


1971

Em abril, realiza sua primeira exposição individual na Galeria Pancetti, em Porto Alegre (RS).


Artista selecionado do V Salão Cidade de Porto Alegre, em Porto Alegre (RS).
1972

Realiza nova exposição individual na Galeria Pancetti, em Porto Alegre (RS).


1973

Individual de desenhos e aquarelas na Galeria Itália, em São Paulo (SP).

Individual de pinturas na Galeria Van Riel, em Buenos Aires, Argentina.

Individual de pinturas na Galeria Gerdau, em Porto Alegre (RS).


1974

No Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (RS), estuda litografia com o artista plástico Danúbio Gonçalves (1925).


Artista selecionado do XXII Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro (RJ).
Outras mostras:

Artista selecionado do V Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, em Belo Horizonte (MG).

Artista selecionado da III Mostra de Artes Visuais, no Rio de Janeiro (RJ).
1975

Casa-se com Zuneide Miranda Conceição.


Realiza viagem de estudos a Paris, França. Lá faz estágio de dois meses na Gráfica Desjobert, onde acompanha processos gráficos, principalmente de reprodução de obras de arte.
1976

Participa da Bienal Nacional de São Paulo, em São Paulo (SP).


Artista selecionado do VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, em São Paulo (SP).
No final do ano, retorna de Paris.
Outras mostras:

Artista selecionado do III Caixego, em Goiânia (GO).

Individual na Galeria Eucatexpo, em Porto Alegre (RS).
1977

Participa do Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), em São Paulo (SP).


Artista selecionado do XXXIV Salão Paranaense, em Curitiba (PR).
Outras mostras:

Artista selecionado do IX Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, em Belo Horizonte (MG).

Artista selecionado do IV Salão Nacional de Artes Visuais de Porto Alegre, em Porto Alegre (RS).

Artista selecionado do IV Caixego, em Goiânia (GO).


1978

Começa a lecionar pintura no Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (RS), exercendo essa atividade até 1981.


Realiza individual na Galeria Centro Comercial de Porto Alegre, em Porto Alegre (RS).
1980

No Rio de Janeiro, realiza individual na Galeria Macunaíma, da FUNARTE. A mesma exposição depois é apresentada na Galeria Independência, em Porto Alegre (RS).


1982

Integra a coletiva Arte Gaúcha Hoje, exibida na Galeria Oswaldo Goeldi, em Brasília (DF), no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em Porto Alegre (RS), e em mais oito cidades do interior do Rio Grande do Sul.


Outras mostras:

Individual no Kraft Escritório de Arte, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Panorama das Artes no Sul, no Espaço Cultural Yázigi, em Porto Alegre (RS).
1983

Participa, como artista convidado, do Panorama da Pintura Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), em São Paulo (SP).


Participa, como artista convidado, da V Mostra do Desenho Brasileiro, em Curitiba (PR).
Na Galeria Cambona, em Porto Alegre (RS), integra a coletiva Do Passado ao Presente – 100 Anos de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul.
Outras mostras:

Coletiva de arte brasileira no Kraft Escritório de Arte, em Porto Alegre (RS).

Artista selecionado do XXXVI Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, em Recife (PE).

Artista selecionado do 40º Salão Paranaense, em Curitiba (PR).

Artista selecionado do VI Salão Nacional de Artes Plásticas, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), no Rio de Janeiro (RJ).
1984

Em São Paulo (SP), expõe trabalho na mostra Gaúchos no Espaço das Artes, depois apresentada na cidade do Rio de Janeiro (RJ) com o título Gaúchos na Galeria do IBEU.


A convite da Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS), participa do projeto Vamos Colorir a Cidade, desenvolvendo outdoor para as ruas de Porto Alegre (RS).
Outras mostras:

Artista selecionado do 7º Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio de Janeiro (RJ).

Artista selecionado do II Salão Paulista de Arte Contemporânea, em São Paulo (SP).

Coletiva Lixo de Atelier, no Espaço Cultural Yázigi, em Porto Alegre (RS).

Coletiva no Estágio Armazém de Arte, em Porto Alegre (RS).

Individual na Galeria Teatro Mágico, em Porto Alegre (RS).


1985

Participa da coletiva Ontem-Hoje-Amanhã, na Tema Arte Contemporânea, em São Paulo (SP).


Em maio, realiza individual na Cambona Centro de Arte, em Porto Alegre (RS). No catálogo da mostra, é reproduzida uma entrevista com o artista, realizada pela jornalista Suzana Sondermann Espíndola. Em determinada passagem, ela pergunta: Paralelamente a esta liberação com relação à cor, ocorreu uma libertação com relação à forma, que tende cada vez mais à fragmentação, à decomposição. O que se pode detectar desta tendência? Ao que Britto responde: “A figura humana é inevitavelmente o centro de tudo e meu trabalho não dá margem a dúvidas neste sentido. Vejo o homem sempre só, isolado, mesmo que o coloque dentro de um grupo. Não é que eu seja isolacionista, mas a figura humana sozinha me basta, é como se todo o universo estivesse contido em uma realidade menor que é o ser humano. Esta fragmentação que tenho proposto sugere a própria subdivisão e riqueza da pessoa. Seccionar a figura me oferece a possibilidade de repensá-la; posso colocar a boca, o queixo, as orelhas onde me parecer mais adequado. Vivo com isto um clima de liberdade total, a liberdade descompromissada que a criança tem. Parto daí para a proposta de uma figura nova, minha, organizada segundo meus próprios critérios”. Mais adiante, a jornalista questiona: Em seus quadros, o homem é sempre muito só. O homem no mundo contemporâneo também é irreversivelmente só? Britto então afirma: “Ao longo de certa fase, meus trabalhos eram marcados pela presença de microfones, fato que foi interpretado como revelador de uma intenção política diante da situação adversa que vivíamos. O que me prendia de fato era a constatação de que o homem se comunicava com seu semelhante através da máquina. Via o homem fechado, isolado, relacionando-se com seu semelhante por meio de máquinas. Quanto maior a cidade, mais isoladas vivem as pessoas e, ainda assim, amo a vida urbana. Estávamos cada vez mais sós, talvez por isso eu busque um novo homem”.1
Entre 17 e 31 de outubro, realiza individual na Tema Arte Contemporânea, em São Paulo (SP).
A partir da excelente recepção que seu trabalho tem em São Paulo, passa a residir na capital paulista, permanecendo até 1991.
Outras mostras:

Coletiva 100 Anos do Automóvel, na Bolsa de Arte, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Pintores Gaúchos, no Centro Cultural Bonfiglioli, em São Paulo (SP).
1986

Participa da II Bienal de Havana, em Havana, Cuba.


Outras mostras:

VII Mostra de Gravura Cidade de Curitiba, em Curitiba (PR).

Artista selecionado do IV Salão Paulista de Arte Contemporânea, em São Paulo (SP).




1987

Entre 28 de abril e 16 de maio, realiza individual na Tema Arte Contemporânea, em São Paulo (SP). Na ocasião, o crítico de arte Olívio Tavares de Araújo, no impresso de divulgação da mostra, tece o seguinte comentário sobre a obra de Britto Velho: “Apesar do crescimento dos mercados regionais (principalmente Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife), é fato que o Rio e São Paulo continuam sendo os centros do Brasil, em artes plásticas, e poderosos polos de atração. Por isso, acorrem para cá aqueles artistas que têm, sob algum aspecto, o que podemos chamar de maiores ambições. Não são, necessariamente, ambições materiais; até pelo contrário, é a necessidade de se inscrever num contexto mais amplo, tanto do ponto de vista da exigência crítica, quando da competitividade. Trata-se do grande passo em direção a um profissionalismo radical, e do grande teste que o próprio artista impõe a seu talento e à eficácia final de sua expressão. Parece-me que é exatamente nesse quadro que Carlos Carrion de Britto Velho se instalou há dois anos em São Paulo. Quis ver o quanto vale sem as facilidades da província. [...] A obra atual de Britto Velho é seguramente uma proposta forte e de impacto. Não consegue passar despercebida mesmo num conjunto majestoso e abundante. [...] Impõe-se seja pelo colorido vigoroso, seja pela violência com que as formas anatômicas são totalmente desarticuladas entre si, seja, enfim, pelo signo provocativo que o pintor, deliberadamente, escolheu como sua marca registrada: os três olhos dos personagens. [...] Que ele é essencial e visceralmente pintor e inventor de formas, não há dúvidas. Chegou a São Paulo para aqui recolher a seiva e o adubo que lhe permitirão continuar o crescimento. Seu espaço está bem delimitado e bem ocupado, pois ele é original e corajoso”.2


A convite do crítico de arte Ivo Zanini, junto com outros três artistas, participa do projeto Extremos, que ao longo de quase dois anos percorreu quinze espaços expositivos brasileiros, de norte a sul do país.
Em Brasília (DF), participa da coletiva XIV Anos Oscar Seraphico, na Galeria de Arte Brasília.
1988

Individual no Paço das Artes, em São Paulo (SP).


Outras mostras:

Coletiva A Ousadia da Forma, na Galeria Anna Maria Nieweyer, no Rio de Janeiro (RJ).

Coletiva Pintura Autóctone, na Chroma Galeria de Arte, em São Paulo (SP).

Coletiva de Natal, na Dreer Galeria de Arte, em Brasília (DF).
1990

Participa de exposição coletiva de gravuras no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (RJ).


Participa da coletiva Gente de Fibra, no SESC Pompéia, em São Paulo (SP), sendo também convidado a produzir o cartaz de divulgação do evento.
Outras mostras:

Coletiva de gravuras no Parque Lage, no Rio de Janeiro (RJ).

Coletiva O Desenho no Rio Grande do Sul na Década de 70, na Fundapel, em Pelotas (RS).

Coletiva na Galeria Marisa Soibelmann, em Porto Alegre (RS).

Leilão de Arte Brasileira, no Maksoud Plaza, em São Paulo (SP).
1991

Ano importante para o artista. Sua exposição O Realismo Mágico de Britto Velho, com curadoria do crítico de arte Alberto Beuttenmüller e reunindo mais de 50 trabalhos, é apresentada em três espaços expositivos brasileiros: no Espaço Cultural do Banco Francês e Brasileiro [entre 7 e 31 de maio], em Porto Alegre (RS); no Museu de Arte de São Paulo (MASP) [entre 11 e 28 de julho], em São Paulo (SP), e no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) [entre 21 de novembro e 12 de janeiro de 1992], no Rio de Janeiro (RJ). Mostra emblemática na carreira do pintor, ela se propôs a desvendar o seu percurso, a partir de obras até então inéditas, como as produzidas em sua fase parisiense (1975-1976) e durante os anos em que viveu em Buenos Aires (1957-1965). No mês de maio, entre os dias 8 e 25, a galeria Bolsa de Arte, em Porto Alegre, também apresentou uma mostra de pinturas recentes do artista. Na ocasião, em que Britto contava com duas exposições simultâneas na capital gaúcha, a jornalista Clarissa Berry Veiga, do jornal Zero Hora, realiza uma entrevista com o artista, perguntando, entre outros: “Estética da resistência” é outra definição utilizada para a sua obra. Por quê? Ao que o artista responde: “[...] Como a definição é dada por aqueles que acompanham o meu trabalho e não por mim, fica um tanto difícil que eu explique com clareza. Mas vou tentar, usando novamente o testemunho do Alberto Beuttenmüller. Ele acredita que tenho conseguido me manter livre e afastado dos modismos do mercado internacional, desenvolvendo uma estética própria e enraizada na arte latino-americana. Não que isso deponha contra a existência da arte universal. Apenas revela que os grandes mercados exportam seus modelos (Europa e Estados Unidos), homogeinizam a produção e impedem as manifestações locais.” Após a resposta, a jornalista novamente questiona: Onde aparece com maior intensidade esta sua identidade latino-americana? E Britto afirma: “No colorido, sem dúvida nenhuma. Os artistas norte-americanos e europeus são mais contidos, usam tons mais suaves e em menor quantidade. Esta explosão de cores que apresento nas minhas últimas telas vem dos trópicos”.3


Quando da abertura de sua individual no MASP, em São Paulo, a jornalista e crítica de arte Angélica de Moraes assim se reportou à mostra, em texto publicado no Jornal da Tarde: “Os radicais da dieta minimalista do cinza e bege vão odiar. Os xiitas do abstracionismo vão torcer o nariz. Mas todos os que notam que a arte tem o saudável hábito de transbordar dos rótulos e arrombar os compartimentos estanques vão ficar agradavelmente surpresos com as audácias de cores e formas das telas de Carlos de Britto Velho. [...] Quem olha com preconceito e pressa a fase atual de Britto – com uma delirante figuração e colorido intenso – pode até incorrer no erro de julgá-lo um naif. Para esses, recomenda-se chegar perto e olhar a técnica impecável de divisão dos planos, a construção da cor em camadas sucessivas de pigmento que fazem a superfície pintada vibrar de luz. Também será útil ver como ele constrói a figura, após explodi-la em milhares de pedaços e voltar a reuni-los para criar morfologias insólitas. Nesse aspecto, a presença na exposição de obras de suas fases anteriores dá um caminho muito didático para entender o processo de Britto na invenção de personagens híbridos de gente e bicho”.4
A mesma individual ainda conquistou duas páginas da concorrida revista Veja. Intitulada Zoológico Imaginário, a reportagem, assinada por Mario Nery, enfatizou o caráter lúdico das obras do artista: “[...] O realismo mágico costuma ser definido como um primo envergonhado do surrealismo. Os artistas ligados a essa corrente, embora guardem muitas afinidades com os surrealistas, procuram apresentar universos e mecanismos construídos de maneira lógica e ordenada. E é justamente isso que brota da obra de Britto Velho: um mundo sem pé nem cabeça se comparado à realidade em que se baseia, mas absolutamente coerente em sua dimensão onírica. [...] Nesse jogo que as telas de Britto Velho propiciam, dois elementos chamam a atenção. Um deles é a liberdade para criar seres imaginários, com formas que lembram, muitas vezes, os desenhos de Heinz Edelmann, diretor de arte do filme Yellow Submarine, que ilustrava peripécias do conjunto The Beatles. Outro dado é a frequência com que aparecem três olhos em seus desenhos. Casas, pássaros, centopeias e árvores costumam aparecer sempre com uma trinca de olhos amendoados. [...] Como alguém que acorda e escreve as cenas que viu dormindo para não esquecer, ele faz esboços das imagens assim que elas lhe vêm cabeça”.5
Em final de outubro, volta a residir em Porto Alegre (RS).
Outras mostras:

Coletiva Grandes Formatos, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), em São Paulo (SP).



Coletiva de Gravuras no Banco Francês e Brasileiro, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Atelier Livre 30 Anos, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em Porto Alegre (RS).


1992

Participa, entre 26 de novembro e 13 de dezembro, do projeto Obra em Evidência [Módulo 2], no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC), em Porto Alegre (RS). Na ocasião, é publicado um material gráfico sobre o artista, com texto da jornalista e crítica de arte Angélica de Moraes, que escreve: “Britto Velho pertence a uma vertente da arte que realiza um projeto contemporâneo a partir de um sólido sedimento de tradição. Ele escolheu ser pintor figurativo nos anos 70, quando a arte conceitual implodia o suporte e abria um campo fascinante de intervenção artística muito próximo da filosofia, com o cerebral se sobrepondo ao sensível. Fazer pintura de cavalete naquela época de radicais transformações chegou a ser confundido com desinformação ou reação. [...] Manter a figura – para ele e muitos outros artistas deste continente de prepotências garantidas pela força das armas – era antes de tudo manter uma identidade ideológica e uma possibilidade de crítica política. [...] Aos poucos, a figura assumiu o close, a musculatura facial se individualizou em áreas recortadas por traços escuros e a fatura foi adquirindo exímias veladuras de tons terra. O passo seguinte foi a explosão da figura e a reorganização desses fragmentos em anatomias insólitas que, aos poucos, vão incorporando pedaços de objetos. [...] O protesto político cede lugar a uma utopia personalíssima: criar uma nova proposta de ser humano, redesenhar as relações interpessoais através de anatomias reinventadas”.6


Outras mostras:

Coletiva 360º de Pintura Agora, no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Porto Alegre (RS).

Coletiva Brasil-Hoje, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em Porto Alegre (RS).

Coletiva Arte Contemporânea Destaques no Sul, no Edel Trade Center, em Porto Alegre (RS).

Coletiva junto à Pinacoteca Municipal Aldo Locatelli, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em Porto Alegre (RS).

V Salão Gaúcho de Decoração, na Galeria Climatex, em Porto Alegre (RS).



Coletiva de Natal, na Bolsa de Arte, em Porto Alegre (RS).

Leilão Sociedade Amigos dos Museus, em São Paulo (SP).


1993

Participa da coletiva O Olhar Contemporâneo – Descentramento e Posição, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC), em Porto Alegre (RS).


No Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em Porto Alegre (RS), participa do projeto Presença – Obra do Artista em Destaque no Museu e do Projeto Aquisição. No mesmo MARGS, como artista convidado, participa do Arte Sul/93.
Outras mostras:

Projeto Arte Sobre Papel – Pequenos Formatos, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em Porto Alegre (RS).

Coletiva Pintura Mais Representação, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC), em Porto Alegre (RS).

Projeto Pontos de Encontro, na Fundação Cultural de Canela (RS).


1994

Em Porto Alegre (RS), apresenta-se nas Salas Negras do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), exibindo trabalhos sobre papel.


Entre os meses de maio e junho, em São Paulo (SP), realiza individuais simultâneas no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) e na Mônica Filgueiras Galeria de Arte.
Outras mostras:

Individual na Bolsa de Arte, em Porto Alegre (RS).



Projeto Relógio de Sol, no Café Majestic, da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre (RS).

A realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos o leva a participar de dois projetos: A Arte e a Bola, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC), e Time Verde e Amarelo, na Galeria Center Park Hotel, ambas em Porto Alegre (RS). Também produz ilustração sobre o tema para o Caderno Especial Jornal da Copa Zero Hora, publicado na capital gaúcha.


1995

Em Porto Alegre (RS), participa do projeto Águas de Março – Homenagem a Tom Jobim e Elis Regina, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC).


Outras mostras:

Coletiva A Arte vê a Moda, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC), em Porto Alegre (RS).

No Espaço Cultural Encol, em Porto Alegre (RS), participa de duas exposições coletivas: A Arte do Desenho e A Arte da Gravura.
1996

A convite da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, integra o projeto Primeiro Porto Alegre em Montevidéu, exibindo suas pinturas no Centro de Exposiciones Átrio, em Montevideo, Uruguai.


Outras mostras:

Individual na César Prestes Artte, em Porto Alegre (RS).

Coletiva A Janela do Artista, na Galeria Mosaico, em Porto Alegre (RS).

Coletiva no novo espaço expositivo da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre (RS).



Primeira Exposição Internacional de Escultural ao Ar Livre, promovida pelo SESC, em Porto Alegre (RS).

Panorama da Arte Sul/96, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em Porto Alegre (RS).
1997

Com Ana Alegria, realiza a exposição Dois Artistas no Espaço de Arte 24 de Outubro, em Porto Alegre (RS), integrada à programação da I Bienal de Artes Visuais do Mercosul.


Em março, inaugura individual no Sylvio Nery Escritório de Arte, em São Paulo (SP), expondo 16 figuras em madeira. Em reportagem no jornal O Estado de São Paulo, a jornalista e crítica de arte Angélica de Moraes comenta: “[...] Britto Velho pertence a uma vertente da arte que realiza um projeto contemporâneo a partir de sólido sedimento de tradição. [...] No olho do furacão, Britto Velho reafirmou com sua obra que meio não é mensagem e pincel e tinta continuam sendo, ainda, veículo de ruptura. [...] Não há um pingo de improvisação na obra de Britto Velho. É tudo cálculo e decantação, desde os primeiros esboços a lápis com que estuda e articula as formas que depois irá recortar em madeira. Dono de um humor refinado, ele cria anatomias impossíveis, dúbias. Híbridos de musculaturas e membros unidos a pedaços de objetos ou paisagens. Narizes fálicos, bocas genitais. Gente e carro, árvore-cabeleira com pernas, dentes e línguas no limite entre o feroz e o sensual. Um delírio para os olhos e a imaginação”.7
Em nota no jornal Folha de São Paulo, o jornalista Cassiano Elek Machão, comentando a mesma exposição, compara: “[...] Guardadas as proporções, seus trabalhos se aproximam das nanas, volumosas esculturas de Niki de Saint Phalle [...]. Assim como a artista francesa, Velho adjetiva suas obras como, antes de tudo, bem humoradas”.8
Outras mostras:

Individual no Museu de Arte Ruth Schneider, em Passo Fundo (RS).

Coletiva Cinco Dimensões, na César Prestes Artte, em Porto Alegre (RS), integrada à programação da I Bienal de Artes Visuais do Mercosul.

Coletiva Arte no Conjunto Nacional de São Paulo, em comemoração às quatro décadas do espaço, em São Paulo (SP).

É artista homenageado no Restaurante Birra & Pasta, em Porto Alegre (RS), tendo sua obra em destaque.
1998

A convite da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, participa do III Porto Alegre em Buenos Aires, Argentina.


Outras mostras:

Individual na Galeria Gestual, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Olhares sobre Cyro Martins, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em Porto Alegre (RS).
1999

Em março, realiza exposição individual na Galeria Victor Kursancew, em Joinville (SC). O jornalista Gleber Pieniz, escrevendo sobre a mostra para o jornal A Notícia, assim se reporta: “[...] Em seus trabalhos, o pintor desconstrói e reconstrói o homem à luz das crises e conflitos da atualidade. No processo de reconstrução, no entanto, as partes assumem novas formas, funções e significados. Muitas vezes, como se Britto Velho ressaltasse sua importância, ganham detalhamento e rigor figurativos, duelando com a liberdade das linhas simples, soltas, descompromissadas, beirando a estética psicodélica”.9


Em Montevideo, no Uruguai, participa, como palestrante, do Tercer Encuentro de Artistas Plásticos, no Centro Cultural MEC, do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai.
Em agosto, realiza individual no Museu Brasileiro da Escultura (MUBE), em São Paulo (SP).
Individual no Centro Cultural APLUB, em Porto Alegre (RS).
Outras mostras:

Coletiva Big Século XX – Grandes Formatos, na Galeria Gestual, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Homenagem a Jacques Cousteau, no Espaço de Artes da Reitoria da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre (RS).

Coletiva Desde e Sempre Desenhos, no Atelier das Massas, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Exposição de Artistas Uruguaios, Argentinos e Brasileiros, no Centro de Artistas Plásticos, em Montevideo, Uruguai.

Coletiva Avant Première, na Garagem de Arte, em Porto Alegre (RS).


2000

Na Espanha, participa da exposição itinerante Quien Soy, na Casa de Cultura do Museu de Arte de Girona, em Girona, e na Sala de Exposição da Livraria Blanquerna, em Madrid.


Outras mostras:

Individual no Hotel Serrano, em Gramado (RS).

Individual no Espaço Arte Univates, em Lajeado (RS).

Coletiva na Galeria Iberê Camargo do Centro Cultural Usina do Gasômetro, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Figura da Pintura, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC), em Porto Alegre (RS).
2001

Participa da coletiva Pintura Gaúcha 1960 – 2000, no Centro Cultural APLUB, em Porto Alegre (RS).


É convidado pela organização do I Fórum Social Mundial a produzir um totem para o evento, sediado em Porto Alegre (RS).
Outras mostras:

Coletiva Artistas que Fizeram o Festival, comemorativa aos quinze anos do Festival de Inverno do Atelier Livre, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Fertilitat 10 Anos, na Bolsa de Arte, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Figura na Pintura, na Galeria Sotero Cosme da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre (RS).

Coletiva 15 Anos, na Galeria da Vera, em Porto Alegre (RS).

Coletiva 80 Anos Jungbluth, no Museu do Trabalho, em Porto Alegre (RS).


2002

É novamente convidado pela organização do II Fórum Social Mundial a participar das atividades do evento, integrando o grupo de artistas que pinta o muro da Avenida Mauá, em Porto Alegre (RS).


Recebe a Comenda Pedro Weingärtner, concedida pela Câmara Municipal de Porto Alegre, em Porto Alegre (RS).
No antigo Espaço Cultura do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), numa parceira do Espaço Cultural Yázigi – Sonilton Alves, da galeria Bolsa de Arte e da Meta 29 Espaçoarte, de São Paulo, realiza a exposição Reengenharia Genética – Ano 2002. No material de divulgação da mostra, a jornalista e crítica de arte Angélica de Moraes comenta: “[...] Ao invés de adotar anêmicas diluições do abstracionismo geométrico e do concretismo, Britto Velho enfrenta com ousadia e refinado conhecimento técnico a difícil tarefa de harmonizar tons fortes. Realiza exímias veladuras (acúmulo de finas camadas de tinta), que conferem às telas uma luminosidade cantante. [...] A pintura quase plana, com chapadas de cor feitas em áreas retangulares ao fundo e sinuosas no primeiro plano, acentuam o parentesco visual com as histórias em quadrinhos. De contornos bem delimitados, tem vocação escultórica que pulou do retângulo da tela para ser exercitada também em recortes feitos em madeira ou metal. Britto Velho sabe articular, de modo pessoal e intransferível, a tradição da pintura e uma delirante imaginação pós-pop. Cria desabusados comentários visuais sobre o destino humano em tempos de reengenharia genética”.10
Outras mostras:

Coletiva Correndo Risco II, no Museu do Trabalho, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Rodadas de Negócios Brasil/Uruguai, no Hotel Conrad, em Punta del Este, Uruguai.
2003

Participa do projeto Litografias para Porto Alegre, no Centro Municipal de Cultura, em Porto Alegre (RS).


Outras mostras:

Coletiva Arte, na Galeria de Artes do Grêmio Náutico União, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Pintores no Solar, no Solar dos Câmara, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Porto Alegre em Foco, na Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Empório Artístico 450, com curadoria da crítica de arte Radha Abramo, no Pateo do Collégio São Paulo, em São Paulo (SP).
2004

Realiza individual no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em Porto Alegre (RS). No catálogo produzido para a exposição, o artista plástico, curador independente e professor universitário Paulo Gomes, discutindo o caráter fantástico do imaginário do artista, aponta: “[...] O que pode haver de surrealista na arte de Britto Velho? Ela é inequivocamente alucinatória se considerarmos que suas figuras originam-se nos objetos do cotidiano, mas o estranhamento ou o desconforto não estão presentes; ao contrário, ficamos inteiramente à vontade frente as suas obras, confortáveis mesmo, poderíamos dizer, face a esse imaginário singular. A obra de Britto Velho é concebida com o nítido propósito de inventar e compor um universo fantástico. Na realidade, é um projeto pautado pelo fabuloso, no que isto exprime a ideia de invenção de qualquer coisa. Não esqueçamos que o fabuloso inventou-se para entreter, divertir e ensinar. Mas, na raiz da fábula, está o fingir, o simular, o dissimular, o disfarçar. O fingimento de Britto Velho nos propicia um mundo ideal ou imaginário que se opõe ao real, que depende de ideias. Imaginário é o que só existe na imaginação. Para se avaliar um quadro, é preciso saber se o modelo que o pintor teve em vista é histórico ou ideal. A pintura tem dois gêneros inteiramente distintos, o imitativo e o ideal. O primeiro consiste em copiar o que se tem à vista; o segundo consiste em propor-se um modelo de uma imaginação. Esta imaginação forja-se na ilusão ou alucinação, uma apreensão que nasce ordinariamente de tomarmos as aparências pela realidade”.11


Outras mostras:

Projeto Releitura, no Museu Júlio de Castilhos, em Porto Alegre (RS).

Quarenta – Homenagem aos 40 Anos de Zero Hora, na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Pinacoteca do Navegador, na Garagem de Arte, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Ano XVIII, Galeria da Vera, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Uma Viagem de 450 Anos, no SESC Pompéia, em São Paulo (SP).

Coletiva O Brasil dos Gaúchos, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro (RJ).
2005

Coletiva Gravadores Gaúchos, no Centro Franco-Brasileiro, em Paris, França.


É artista convidado a inaugurar o projeto Encontro com Arte, junto ao Paço Municipal (Gabinete do Prefeito), da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, em Porto Alegre (RS).
Outras mostras:

Individual na Muffuleta Cultural, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Um Dia de Arte – Condomínio Terraville, em Porto Alegre (RS).
2006

Individual na Galeria Arte Quadros, em Caxias do Sul (RS).


Outras mostras:

Coletiva Projeto Arte Saiko, em Porto Alegre (RS).

Coletiva Onze, na Mallmann Arte Contemporânea, em Porto Alegre (RS).
2007

Realiza a individual Colorindo (esculturas de aço pintadas com tintas automotivas), na Galeria da Vera, em Porto Alegre (RS).


Integra a coletiva Um Livro para Porto Alegre, no Centro Cultural Usina do Gasômetro, em Porto Alegre (RS).
2011

Participa da coletiva Artistas Professores – Atelier Livre, na Pinacoteca Aldo Locatelli, junto ao Paço Municipal, Prefeitura Municipal de Porto Alegre, em Porto Alegre (RS).


Participa da coletiva Do Ateliê ao Cubo Branco, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), em Porto Alegre (RS). Com curadoria de José Francisco Alves, Britto Velho foi convidado a integrar o projeto O Ateliê Museológico, junto com os artistas Elaine Tedesco, Carlos Asp e Túlio Pinto.
Realiza individual na Galeria La Photo, em Porto Alegre (RS), quando é lançada a presente publicação.


1 Excerto de: ESPÍNDOLA, Suzana Sondermann. O Poeta da Cor. Entrevista publicada no material de divulgação da mostra individual junto à Cambona Centro de Arte. Porto Alegre, mai. 1985.

2 Excerto de: ARAÚJO, Olívio Tavares de. [Texto sem título] São Paulo: Tema Arte Contemporânea, 1987.

3 Excerto de: BERRY VEIGA, Clarissa. Duas exposições simultâneas na cidade. Zero Hora. Porto Alegre, 7 mai. 1991. Segundo Caderno, p. 1

4 Excerto de: MORAES, Angélica de. As Audácias de Britto Velho, com muito bom humor. Jornal da Tarde. São Paulo, 11 jul. 1991. Divirta-se, p. 23.

5 Excerto de: NERY, Mario. Zoológico Imaginário. Revista Veja. São Paulo, 17 jul. 1991. Arte, pp. 96-97.

6 Excerto de: MORAES, Angélica de. A Reconstiuição da Figura. Texto para material impresso de divulgação. Projeto Obra em Evidência [2], de 26 de novembro a 13 de dezembro de 1992. Porto Alegre: Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, 1992.

7 Excerto de: MORAES, Angélica de. Britto Velho pinta anatomias impossíveis. O Estado de São Paulo. São Paulo, 25 mar. 1997. Caderno 2, p. D3.

8 Excerto de: MACHADO, Cassiano Elek. Zoológico Mágico de Britto Velho está de volta a SP. Folha de são Paulo. São Paulo, 25 mar. 1997. Folha Acontece, p. 1.

9 Excerto de: PIENIZ, Gleber. O homem-bicho conta o bicho-homem. A Notícia. Joinville, 5 mar. 1999. Anexo, p. C1.

10 Excerto de: MORAES, Angélica de. Reengenharia Genética. Texto para folder de divulgação. Porto Alegre: Espaço Cultura [Aeroporto Internacional Salgado Filho], 2002.

11 Excerto de: GOMES, Paulo. Breve comentário sobre a obra de Britto Velho. Texto para catálogo de exposição. Porto Alegre: Museu de Arte do Rio Grande do Sul, 2004, p. 13.





©livred.info 2019
enviar mensagem

    Página principal