En ‘User, Maker, Designer’: Developing Interpretation for the new Design Museum, London



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User, Maker, Designer’: Developing Interpretation for the new Design Museum, London
On November 24, 2017 the Design Museum opened in its new location in Kensington, west London, the culmination of a ten-year capital project. Three times the size of the former site on Shad Thames near Tower Bridge, the new design museum has a democratic vision “to inspire everyone to understand the value of design”. This vision is underpinned by three core messages: that design is everywhere, that it is for everyone, and that it shapes and improves lives. Communicating the vision is at its core a curatorial endeavour. This endeavour is realised through the interpretative language of the museum programme expressed in the free permanent display ‘Designer Maker User’; the temporary exhibitions; and the learning, public engagement and research activities.

Focusing on the interpretation approach developed for the permanent display, ‘Designer Maker User’, this paper explores how the museum made the transition from being a specialist, paid entry offer in Shad Thames to its new incarnation as a more inclusive and accessible museum of design with threefold increased visitor number targets. The transition from the former site to the new one was a design process which entailed a fresh approach to interpretation of design objects in the display context. Following design thinking principles, the problem came first. How could the museum create a permanent display of twentieth century and contemporary design drawing on the museum’s collection that was accessible and inspirational, not assuming any prior knowledge of design practice or history on the part of the visitor? Three stages were involved in addressing the problem, led by the Senior Curator Alex Newson. These stages are captured in a reversal of the title of the permanent display - hence User, Maker, Designer.

First, User. Understand the design problem better by consulting with the user – in this case, current and prospective audiences. At the root of the question was the matter of relevance, of how to create a display that would be meaningful to visitors and give them insight into the ubiquity and impact of design on life. Phase one of the capital project started with a consultation process with audiences that would continue across the life of the capital project, with curatorial content for the permanent display iterated and tested with audiences throughout.

Second, Maker. Explore how design exhibitions were made – curatorial practice – at the museum and in the broader field of practice. The museum undertook extensive research activity, onsite and by visiting a range of comparator institutions in the UK and overseas; also commissioned the equivalent of a ‘literature review’ of curatorial approaches to exhibiting design; and worked with a consultancy to develop a fresh and responsive approach to interpretation.

Third, Designer. Whilst all the elements of the interpretation process constituted the design process, the 2D and 3D realisation of the display was designed by Studio Myerscough, in an iterative process underpinned by insights from the user and maker phases, testing and building on feedback loops.

In the six months since opening, visitor numbers to the museum have significantly exceeded targets. By June, the museum has welcomed over 500,000 visitors against an annual target of 650,000, with the majority of visitors to the permanent display and average dwell time double what was anticipated. While there is room for development in the interpretative approach based on visitor feedback, the museum’s user centred, experiential and story led curatorial approach demonstrably meets user need – the first and last principle of design thinking.


PT

User, Maker, Designer’ (‘Utilizador, Criador, Designer’): O Desenvolver da Interpretação para o novo Museu de Design, em Londres

A 24 de Novembro de 2017 o Design Museum abriu as portas na sua nova localização, em Kensington, na zona oeste de Londres, o culminar de um empreendimento de dez anos. Com instalações com o triplo da extensão das anteriores em Shad Thames perto de Tower Bridge, o novo museu de design tem como visão democrática “servir como objeto de inspiração para todos no sentido de promover a compreensão do design”. Esta visão assenta em três mensagens basilares: o design encontra-se incorporado em todo lado, o design é para todos, e o design molda e melhora a vida de todos. Transmitir esta visão é, no seu cerne, um empreendimento de curadoria. Este empreendimento tem o seu culminar através da linguagem interpretativa do programa do museu explicitada na exposição de entrada livre intitulada ‘Designer Maker User’; nas exibições temporárias; e através do ensino, da interação com o público e das as atividades de investigação.

Tendo por base a abordagem de interpretação desenvolvida para a exposição permanente ‘Designer Maker User’, o presente trabalho procura explorar a forma como o museu efetuou a sua transição, de espaço especializado e com entrada paga em Shad Thames à sua nova encarnação, um museu de design mais inclusivo e acessível, com o âmbito de triplicar o número de visitantes ao mesmo. A transição do local anterior para o novo foi um processo de design que incorporou em si uma nova abordagem à interpretação de objetos de design no contexto da exposição. Seguindo os princípios de pensamento de design, o problema surgiu em primeiro lugar. Como deveria o museu criar uma mostra permanente de esboços de design pertencentes ao século XX e à era contemporânea que se fosse acessível e inspiradora para visitantes leigos em matérias de práticas de design ou de história desta área? Sob a alçada de Alex Newson, o Curador Sénior do museu, o problema foi solucionado em três etapas. Estes estádios encontram-se epitomados no título da exposição permanente, quando a ordem do mesmo é invertida – portanto, User Maker Designer (Utilizador, Criador, Designer).

Em primeiro lugar, a etapa denominada como User. Aqui procuramos compreender mais profundamente o problema de design através do diálogo com o utilizador – neste caso, o público atual e o público potencial. No âmago da questão encontramos a questão da relevância, de como criar uma mostra que fosse relevante para os visitantes e que lhes oferecesse uma visão abrangente do carácter ubiquista e impactante do design no quotidiano. A primeira fase do projeto principal iniciou-se com um processo de consulta do público – algo que seria posteriormente perpetuado durante a duração do projeto, com o conteúdo de curadoria para a exposição permanente devidamente iterado e testado de forma consecutiva nos visitantes.

Em segundo lugar encontramos a etapa designada como Maker. Neste estádio procuramos explorar as formas como as exposições de design eram estruturadas – prática de curadoria – no museu e na área em geral. O museu realizou múltiplas atividades de pesquisa, in situ e através de visitas a um leque alargado de instituições de comparação no Reino Unido e além-mar; de igual modo, o museu encomendou o equivalente a uma “revisão da literatura” de abordagens de curadoria a exposição de design; e trabalhou com uma consultoria para desenvolver uma abordagem inovadora e adequada à interpretação.

Em terceiro e último lugar temos o estádio designado como Designer. Embora todos os elementos do processo de interpretação constituam o processo de design, a realização da exposição em 2D e 3D foi levada a cabo pelo Studio Myerscough, num processo iterativo baseado nos pareceres das fases User e Maker, testados e construídos segundo o feedback obtido ao longo do tempo.

Nos seis meses que se seguiram à inauguração, o número de visitantes do museu excedeu significativamente as nossas expectativas. Em junho, o museu tinha recebido mais de 500,000 visitantes – sendo que a média anual do museu no espaço anterior se fixava na ordem dos 650,000 visitantes –; a maioria dos visitantes acorreu à exposição permanente e o tempo médio que cada visitante passava no museu foi o dobro do que era inicialmente esperado. Embora seja necessário aprimorar a abordagem interpretativa baseada no feedback dos visitantes, a abordagem experimental de curadoria centrada no utilizador aparenta suprir de forma exponencial as necessidades deste – sendo este o primeiro e último princípio de pensamento de design.




Helen Charman_Porto Synopsis 300617





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