Elaine de Azevedo



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QUARTA-FEIRA
Dia do painço
Cozinhar 150g de painço em grão, sem sal. Dividir em três porções.
Desjejum
Misturar a primeira porção de painço com iogurte natural, banana e uma colher sobremesa de mel.
Lanche
Suco de uva orgânico
Almoço
Salada crua de folhas verdes e raízes (cenoura, beterraba, rabanete). Usar azeite de oliva, limão e pouco sal para temperar.
Temperar a segunda porção de painço com pouco sal, azeite de oliva, brócolis e cebola.
Lanche
Suco de uva orgânico
Jantar
Sopa de abóbora com tomate e alho acrescida da terceira porção de painço
Chá entre as refeições: Chá de unha de gato (Uncaria tomentosa), que tem ação antineoplásica.
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QUINTA-FEIRA
Dia do centeio
Cozinhar 150g farinha de centeio em água, como um mingau. Dividir em três porcões.
Desjejum
Misturar a primeira porção do mingau com iogurte natural, banana e uma colher sobremesa de mel.
Lanche
Suco de morango orgânico
Almoço

Salada crua de folhas: rúcula, agrião e alface. Usar azeite de oliva, limão e pouco sal para temperar.


Temperar a segunda porção do mingau com pouco sal, óleo de oliva, abóbora e zimbro (condimento).
Lanche
Suco de morango orgânico
Jantar
Sopa de batata-salsa e cenoura acrescida da terceira porção do mingau.

Chá entre as refeições: chá de dente-de-leão (Taraxacum officinale), que tem ação sobre o sistema hepático.


SEXTA-FEIRA
Dia da aveia
Cozinhar 50g de aveia em grão e deixar 100g de aveia em flocos de molho, em pouca água, da noite para o dia. Dividir os flocos em duas porções.
Desjejum
Misturar a primeira porção de flocos de aveia amaciados com iogurte natural, maça ralada, passas e uma colher sobremesa de mel.
Lanche
Suco de mamão

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Almoço
Salada crua de folhas verdes e raízes (cenoura, beterraba, rabanete). Usar azeite de oliva, limão e pouco sal para temperar.
Temperar a aveia em grão com pouco sal, azeite de oliva, com verduras variadas.

Lanche
Suco de mamão


Jantar
Sopa de verduras variadas acrescida da segunda porção de aveia em flocos

Chá entre as refeições: camomila (Matricaria recutita), que tem ação sobre o intestino.


SÁBADO
Dia do milho
Cozinhar 150 g milho quebrado (quirera) ou fubá em água, sem sal e dividir em três porções.
Desjejum
Misturar a primeira porção de milho com iogurte natural, mamão e uma colher sobremesa de mel.
Lanche
Suco de laranja com cenoura
Almoço

Salada crua de folhas verdes e raízes (cenoura, beterraba, rabanete). Usar azeite de oliva, limão e pouco sal para temperar.


Temperar o milho com pouco sal e misturar com molho de tomate temperado com manjericão e azeite de oliva.
Lanche
Suco de laranja com cenoura
Jantar
Sopa de verduras variadas acrescida da segunda porção de aveia em flocos
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Chá entre as refeições: alecrim (Rosmarinus officinalis), que tem ação sobre o sistema nervoso
DOMINGO
Dia do trigo
Cozinhar 150 g de trigo em grão ou triguilho em água. Dividir em duas porções.
Desjejum
Misturar a primeira porção com iogurte natural, morango e urna colher sobremesa de mel.
Lanche
Suco de maçã Almoço

Salada crua de alface, beterraba e pepino. Usar azeite de oliva, limão e pouco sal para temperar.


Temperar a segunda porção de trigo em grão com pouco sal, azeite de oliva e verduras variadas.
Lanche
Suco de maçã Jantar
Sopa de verduras variadas acrescida da terceira porção de trigo
Chá entre as refeições: gengibre (Zingiber officinale), que teto ação sobre o sistema circulatório.
2.2.2. Dietas Dissociativas
As dietas dissociativas preconizam a ingestão de combinações alimentares específicas, As mais conhecidas são a alimentação dissociada segundo Hay e a linha higienista americana Fitonics for Life, ambas baseadas na combinação de certos nutrientes (Walb, 1985; Diamond; Scnell, 1998),
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O enfoque central de tais dietas repousa no conceito de alimentos alcalinizantes e acidificantes do meio interno e na ação dissociada dos alimentos de sabor e pH ácidos e alcalinos.
O termo “alimentos que alcalinizam ou acidificam o sangue”, utilizado em algumas formas de Medicina Tradicional, não é correto, pois o consumo do alimento em si não acidifica ou alcaliniza o pH interno do organismo. Para realizar a função de equilibrar o pH interno, existem os sistemas tampões. Eles são a combinação de um ácido fraco com um sal. Tais sistemas minimizam as alterações de pH durante a digestão e são responsáveis pelo processo de neutralização do excesso de ácidos produzido pelo metabolismo - causado basicamente por uma alimentação rica em proteínas e pobre em minerais - e mantêm o pH do sangue na faixa ideal de 7,35 - 7,4. A ausência de minerais na dieta ou uma alimentação excessivamente rica em proteína pode ocasionar uma extenuação desses sistemas, uma vez que uma dieta eminentemente acidificante exige uma atividade intensa dos mesmos para manter o sangue no seu pH ideal. Os indivíduos normais e saudáveis sempre mantêm um pH ligeiramente alcalino no sangue e em outros tecidos, apesar da dieta.
Os alimentos podem ser acidificantes, alcalinizantes e neutros. Os alimentos acidificantes são aqueles que produzem cinzas ácidas durante a digestão, como carnes, peixes, ovos, leguminosas e queijos não-fermentados. Entre os alimentos que produzem cinzas neutras estão o sal e o açúcar integral, as gorduras e os óleos em geral. Os cereais, quando equilibrados no seu teor de minerais, ou seja, integrais, e o leite integral também tendem a produzir cinzas mais neutras. Se os mesmos forem refinados ou desnatados passam a produzir cinzas levemente ácidas. Os alimentos alcalinizantes do meio interno são aqueles que produzem cinzas alcalinas como as frutas (mesmo as ácidas) e as verduras.

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Os alimentos fontes de proteína são ricos em aminoácidos e os produtos finais de seu catabolismo podem interferir na função dos rins. A filtracão renal exige um pH alcalino. Como o próprio nome já diz, o excesso de aminoácidos das proteínas, bem como seus produtos catabólitos, ricos em fósforo, ferro e enxofre, podem acarretar aumento de acidez no sistema e formar produtos como os ácidos sulfúrico e fosfórico, que aumentam também a acidez urinária. Para equilibrar, ou seja, neutralizar essa acidez, os sistemas tampões do organismo acabam por mobilizar minerais, especialmente cálcio dos ossos, para reagir com gás carbônico no sangue e formar bicarbonato de cálcio, trazendo de volta a alcalinidade necessária à filtração do excesso de proteínas e à manutenção desses sistemas. Por isso, alerta-se para o fato de que o excesso de proteína animal no organismo pode levar à sobrecarga renal e à disfunções relacionadas com a carência de minerais.

Os vegetais têm influência no equilíbrio ácido-básico da dieta por sua grande concentração de minerais e capacidade de formar bicarbonato. Pode-se, assim, associar uma ingestão adequada de verduras ao correto funcionamento dos sistemas tampões do organismo. Na ausência de fontes de vegetais na dieta, quando há excesso de alimentos refinados (como o açúcar e os cereais) e de proteína animal, o organismo tende à acidificação. O médico suíço Bircher Benner (1961) alerta que as hortaliças restauram um equilíbrio ácido-básico favorável, após a combustão dos alimentos, de uma maneira mais rápida e efetiva que qualquer outro tipo de alimento.



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A idéia da dissociação de certos nutrientes e alimentos - como carboidrato, proteína, frutas ácidas e alcalinas - baseia-se também na fisiologia da digestão. Os carboidratos iniciam sua digestão na boca, em meio alcalino, sob ação da enzima ptialina. No estômago, o meio ácido inibe a ação da ptialina e é o momento da digestão das proteínas. A partir dessa premissa, uma fruta ácida, como o abacaxi, inibiria a ação da ptialina e, por isso, é desaconselhada a ingestão concomitante de carboidratos e frutas ácidas. Segundo os adeptos da dieta dissociativa, a digestão de uma refeição à base de carboidratos e proteína tende a ser mais demorada, com maior sobrecarga para os órgãos digestivos e com maior gasto de energia.
A dieta recomenda a combinação de uma fonte de proteína (peixe, carnes, aves, ovos, queijos, leguminosas) com vegetais e saladas pobres em carboidratos, ou uma fonte de carboidratos complexos (pães, massas, batatas, cereais integrais) com saladas e verduras. Frutas doces e ácidas devem ser ingeridas separadamente para evitar fermentação, e carnes, leite e derivados têm restrições quanto ao seu consumo regular. Orienta-se um intervalo de três a quatro horas entre a ingestão de carboidratos e de proteínas para propiciar o esvaziamento correto.
É bom lembrar que muitos alimentos contêm, em sua forma natural, combinações de nutrientes. Os cereais e o leite, por exemplo, são fontes de proteínas, carboidratos, gorduras, vitamina e minerais e o nosso organismo é capaz de digeri-los. As preparações culinárias e as misturas alimentares fazem parte da vida cultural do ser humano, mas não se questiona que quanto mais simples for a refeição e as preparações, mais efetivo é o processo digestivo.
As dietas dissociativas, que supervalorizam ou restringem totalmente determinados nutrientes devem ser questionadas. A dieta do Dr. Atkins - à base de alimentos
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fonte de proteína animal e gorduras - e todas as prescrições livres de carboidratos (low carb eating plans) também podem entrar nesse contexto de dissociação de nutrientes. Correntes como estas preconizam o consumo de fontes de proteínas e gorduras, restringindo o consumo de carboidratos durante muito tempo. Sabe-se que a combinação de alimentos fonte de proteína e gordura durante muito tempo acidifica o meio interno, desequilibra o sistema tampão do organismo, exaurindo os órgãos de desintoxicação, especialmente os rins. Todos os nutrientes cumprem funções essenciais e agem de forma inter- relacionada no organismo. Algumas restrições de nutrientes podem ser utilizadas em casos de dietoterapia específica, por curto período de tempo, sob orientação nutricional.
Não se estimula utilizar as dietas dissociativas como um modelo alimentar regular, mas elas têm êxito no tratamento de casos de distúrbios digestivos prolongados (constipação, azia, acidez), desde que causas alérgicas e síndromes do aparelho digestivo tenham sido descartadas. Também podem ser utilizadas em casos de controle de peso, de forma a estimular o metabolismo do paciente pela alternância do pH dos alimentos. E finalmente, são recomendadas em caso de infecções urinárias recorrentes, pois a variação alternada do pH da urina - por causa do consumo alternado de alimentos acidificantes ou alcalinizantes do meio interno - impede a proliferação das bactérias. A duração da dieta - seis ou dez dias - depende do estado geral e da disponibilidade do paciente.
Estimula-se usar temperos (cravo, canela, alho, cebola), ervas condimentares (salsinha, cebolinha, tomilho, orégano, manjericão), sal, azeite de oliva, e limão nas preparações, além de gersal, shoyo, missô e ameixa umeboshi, alimentos da culinária tradicional japonesa “alcalinizantes do meio interno”, ricos em minerais que estimulam os sistemas tampões e equilibram o pH do organismo.

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Como no jejum, nos dias de refeições à base de proteínas a pessoa entra em um estado de cetose. A cetose é um processo de eliminação de algumas substâncias nitrogenadas pelo organismo, entre as quais as cetonas, provenientes do metabolismo das gorduras. Estas substâncias são tóxicas para a célula, e sua presença pode ocasionar problemas como náuseas, enjôos, dor de cabeça. A cetose acontece quando o organismo, sem carboidratos para usar como fonte energética, utiliza os depósitos de gordura para fazê-lo. A utilização de chás diuréticos nesses dias é essencial para amenizar os efeitos de uma dieta rica em nitrogênio sobre as funções renais. O consumo de pelo menos 1 litro de água por dia é indispensável para manter a hidratação e evitar algum mal-estar decorrente do estado de cetose que se instala no organismo.
A seguir, um tipo de dieta dissociativa de dez dias que pode se restringir a seis dias alternados. O primeiro dia, à base de líquidos, é uma introdução ao “estado de dieta” e tem a função de preparar o paciente.
DIETA DISSOCIATIVA 10 DIAS
(ver receitas na dieta de desintoxicação no item 2.2.1)
1º DIA DE LÍQUIDOS (baixa atividade física)
Ao acordar: Chá por infusão das sementes e das folhas de bardana (Arctium lappa) ou folhas de salsaparrilha (Smilax officinalis) e 1 ameixa umeboshi
8h: Suco de folhas verde-escuras com gotas de limão.
10h: Suco de frutas (mamão, melancia, melão ou laranja)

12h: Sopa de verduras

Chá por infusão das sementes e das folhas de bardana (Arctum lappa) ou folhas de salsaparrilha (Smilax officinalis)

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15h: Suco de frutas da época (mamão, melancia, melão ou laranja)
18h: Caldo de missô
Chá por infusão das sementes e das folhas de bardana (Arctium Lappa) ou folhas de salsaparrilha (Smilax officinalis)
20h: Suco de ameixa preta
2°, 40, 6° e 8° e 10° DIAS
8h: 1 ovo pochê
20-30 minutos depois: Chá de cavalinha arvense) ou folha de abacate (Persea americana)
10h: 2 fatias de queijo branco
12h: Salada de folhas verdes (livre)
1 filé grande de peixe OU frango OU carne vermelha grelhados
20-30 minutos depois: Chá de cavalinha (Equisetum arvense) ou folha de abacate (Persea americana)
15h: 2 fatias de queijo branco
20-30 minutos depois: Chá de cavalinha (Equisetum arvense) ou folha de abacate (Persea americana)
18h: Sopa de lentilhas OU feijão OU ervilhas - 2 conchas Sobremesa: 1 colher sopa de doce de frutas( tipo goiabada) Antes de dormir: 1 xícara de chá por infusão de folhas de carqueja (Baccharis trimera), boldo-do-Chile (Pneumus boldus), menta ou hortelã (Mentha piperita) ou dente-de- leão (Taraxacum officinale)
3º, 5º, 7º, 9º DIAS
Ao acordar: 1 copo de suco de folhas verde-escuras e 1 ameixa umeboshi
8h: 1 pote de iogurte natural ou 1 copo de leite integral com mamão (ou fruta da época), sem açúcar.
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20 a 30 minutos após: 1 xícara de chã por infusão de flores de camomila (Matricaria recutita), de sementes erva-doce ou anis (Punpinella anisum), tolhas de funcho (Foeniculum vulgare), flores de macela (Achyrocline satureoides) ou folhas de melissa (Metissa ofticinalis)
12h: Salada crua livre
Arroz integral (4 col de sopa) com gersal para polvilhar OU Aipim / Batatas (2 unidades médias) OU Macarrão integral (4 colh sopa)
Verduras refogadas com pouco óleo (brócolis OU couve-flor OU abobrinha OU abóbora OU cenoura) - porção média
20 a 30 minutos após o almoço: 1 xícara de chá por infusão de folhas de carqueja (Baccharis trimera), boldo-do-Chile (Pneumus boldus), menta ou hortelã (Mentha piperita) ou dente-de-leão (Taraxacum officinale)
15h: Fruta OU Suco de Frutas
18h: Sopa de verduras OU Sopas creme (2-3 conchas) OU caldo de missô
Sobremesa: Fruta assada no forno (pêra, abacaxi, maçã ou banana) com canela e sem açúcar OU meia xícara de frutas secas (banana, passas, damasco, tâmaras)
Antes de dormir: 1 xícara de chá por infusão de folhas de carqueja (Baccharis trimera), boldo-do-Chile (Pneumus boldus), menta ou hortelã (Mentha piperira) ou dente-de- leão (Taraxacum officinale)
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3 - DOENÇAS DO METABOLISMO E GLÂNDULAS ENDÓCRINAS
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3. DOENÇAS DO METABOLISMO E GLÂNDULAS ENDÓCRINAS
3.1. CUIDADOS NUTRICIONAIS PARA PACIENTES COM HIPERGLICEMIA E HIPOGLICEMIA
A hiperglicemia e a hipoglicemia são disfunções que ocorrem a partir da alteração do metabolismo do açúcar.
3.1.1. Hiperglicemia
A hiperglicemia é a dificuldade do organismo em utilizar corretamente a glicose. É um sintoma central na diabetes, que é uma síndrome clínica caracterizada pela incapacidade de metabolizar carboidratos, conseqüência da redução da secreção ou eficácia da insulina produzida pelo pâncreas, ocasionando, além da hiperglicemia, a glicosúria (excreção de glicose pela urina).

No caso do diabetes, as manifestações podem aparecer na infância, juventude ou na idade adulta. Fatores genéticos, erros alimentares (excesso de consumo de açúcar), obesidade, fator viral e situações de estresse podem estar envolvidos na etiologia da doença. Os diabéticos podem sofrer com as repercussões da doença, como o aumento da suscetibilidade a infecções e as complicações vasculares degenerativas, como a arterosclerose e a microangiopatia, que afeta os rins e a visão (Krause; Mahan, 2005).


Na visão da Medicina Antroposófica, o pâncreas é um órgão intimamente associado à individualidade humana e às suas tendências espirituais (ver mais detalhes sobre o pâncreas na perspectiva da Medicina Antroposófica no capítulo 4). A sobrecarga proveniente da dieta e de atividades intelectuais e pouco criativas sobre as funções deste órgão pode explicar o aumento dos casos de diabetes.
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O tratamento do diabetes pode ser feito com a aplicação de insulina, com o uso de hipoglicemiantes orais e com a dieta. As atividades físicas, artísticas (dança, modelagem, cerâmica, pintura, canto), trabalhos manuais e jardinagem são excelentes componentes do tratamento do diabético que tem uma forte tendência intelectual.
Não será aqui abordada a dieta de pacientes diabéticos tratados com insulina ou hipoglicemiantes orais, pois eles necessitam de uma dieta quantitativamente equilibrada e adaptada às dosagens medicamentosas individuais e calculada por nutricionistas. Isso não impede que o consumo dos alimentos indicados abaixo para hiperglicemia possa ser estimulado no diabetes.
Nas crises de hiperglicemia é essencial diminuir as quantidades dos alimentos fonte de carboidratos, mas é muito importante também cuidar da sua qualidade. É preferível ingerir os di e polissacarídeos (cereais, pães, massas integrais, féculas, frutas e verduras - especialmente raízes), em vez dos monossacarídeos (xaropes, açúcar, doces concentrados, leite condensado). Os minerais e vitaminas, especialmente cromo, vanádio, fósforo, zinco e vitaminas do complexo B, são essenciais para o metabolismo dos açúcares. Por isso é importante inserir na dieta alimentos equilibrados em micronutrientes, como os de origem integral orgânica.
Os cereais integrais, especialmente a aveia e a cevada, são ricos em beta-glucanas, fibras que ajudam na excreção da glicose e na velocidade de absorção de carboidratos, evitando episódios recorrentes de hiperglicemia.
A batata yacon contém frutanos do tipo inulina que não necessitam de insulina para serem metabolizados. Estudos citados por Ferro (2006) apontam a ação hipoglicemiante da yacon, que pode ser ingerida crua.
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Lappinina e colaboradores (1964) indicam a bardana corno urna planta hipoglicemiante com propriedades de estimular a produção de insulina pelo pâncreas.
Orasseli et al (2001) indicam os frutos da lobeira (Solanum lycocarpum) no controle de alguns tipos de diabetes.
Cuidados nutricionais para hiperglicemia:
1. Evitar doces concentrados, leite condensado, doce de leite, xaropes, açúcar branco, queijos gordurosos, pães e farinhas refinadas, milho e derivados (preferir o milho verde), industrializados, bolachas recheadas, chocolates, massas, excesso de batatas, féculas e cereais, refrigerantes, álcool.
2. Evitar a combinação de duas ou mais fontes de carboidratos na mesma refeição.
3. Manter intervalo regular entre as refeições. Alimentar- se a cada 3 horas e não “beliscar” entre as refeições.
4. Os alimentos protéicos não têm contra indicação:ricota, queijo branco, leite integral, iogurte e coalhadas, ovos e carnes magras(2-3 x/sem).

5. Os cereais, massas e pães devem ser sempre integrais e devem ser utilizados com moderação.


6. Alimentos especialmente indicados (19): aveia e cevada, frutas e verduras sempre que possível cruas, frutas ácidas (especialmente o limão), sucos de folhas verdes, suco de goiaba, batata yacon, pó do fruto da lobeira, alface, brócolis, acelga, agrião, cebola, alho, alcachofra, berinjela, condimentos em geral especialmente o manjericão), shoyo, missô, caldos de verduras, sementes de linhaça, de gergelim e girassol, abacate e raízes como bardana, beterraba, rabanete e cenoura.
Início da Nota de rodapé
(19) O termo “alimentos especialmente indicados” aparece em várias recomendações desse livro. Indica-se que, durante o tratamento da enfermidade, pelo menos um desses alimentos deve estar presente em urna das refeições.
Final da nota de rodapé
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7. Inserir regularmente na dieta alimentos ricos em cromo (levedo de cerveja, cogumelo, aspargo, ameixa e nozes) e vanádio (mariscos, salsinha, cogumelos, peixes, nozes e ovos).


8. As plantas hipoglicemiantes indicados são: chá por infusão das folhas de pata de vaca (Bauhinia forficata), das folhas de gymnena (Gymnema sylvestris) e de alcachofra (Cynara scolymus).
9. Utilizar a planta Stévia como adoçante na forma de pó industrializado (puro) ou chás.
10. Em picos de hiperglicemia orienta-se seguir, durante um a dois dias, uma dieta crudista (sucos verdes, de frutas e saladas) focando nos alimentos do item 5 que puderem ser ingeridos crus (aveia, batata yacon, frutas e verduras).
9. Em picos de hiperglicemia orienta-se seguir, durante um a dois dias, uma dieta crudista (sucos verdes, de frutas e saladas) focando os alimentos do item 5 que puderem ser ingeridos crus (aveia, batata yacon, frutas e verduras).
3.1.2. Hipoglicemia
A hipoglicemia não é uma doença em si, mas um sintoma da alteração do metabolismo do açúcar. Disfunções como diabetes, tumores no pâncreas lesão hepática e inanição podem levar aos sintomas de hipoglicemia, que
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incluem sudorese excessiva, fraqueza, fome, taquicardia, tremores. dor de cabeça, visão obscurecida, confusão mental, fala incoerente, e convulsões (Krause; Mahan, 2005). Naturalmente a causa da hipoglicemia é que deve ser tratada. O cuidado nutricional limita-se a amenizar os sintomas e, de forma geral, não há restrições alimentares (com exceção do controle do consumo de monossacarídeos).

Cuidados nutricionais para hipoglicemia:


1. Não ingerir doces e carboidratos de rápida absorção (doces de leite, leite condensado, geléias, bolos, balas, chocolates). Utilizá-los somente em caso de emergência na forma de água com mel ou sucos doces. Preferir os polissacarídeos (cereais integrais, pães, frutas e verduras) distribuídos ao longo do dia em intervalos de duas a três horas.
2. Utilizar os condimentos frescos para temperar e estimular o processo digestivo.
3. As raízes (cenoura, beterraba, rabanete, aipo, nabo), na forma de saladas e sucos, são especialmente indicadas e devem ser consumidas diariamente.
3.1.3. Hipotireoidismo
É uma condição endócrina caracterizada por atividade deficiente e secreção diminuída da tireoxina ou da triiodotironina, ambos hormônios da tireóide. Devido a uma diminuição de 15 a 30% na velocidade do metabolismo basal, ocorre aumento de peso, elevação do colesterol sanguíneo, intolerância ao frio, diminuição do peristaltismo (e conseqüente constipação), pele seca e letargia. O tratamento mais comum no hipotireoidismo é a administração de hormônio (Krause; Mahan, 2005).
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lima das causas mais comuns do hipotireoidismo atualmente é a tireoidite de Hashimoto ou Tireóide Crônica Auto-Imune, uma doença que atinge mais as mulheres, na qual o próprio organismo produz anticorpos contra a glândula tireóide, levando a uma inflamação crônica que pode causar o aumento de seu volume (bócio) e diminuição de seu funcionamento (hipotireoidismo). Um estudo epidemiológico realizado pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e a Unidade de Tireóide do Hospital das Clinicas constatou um aumento do número de casos de tal enfermidade em função do consumo excessivo de iodo contido no sal de cozinha (Medeiros, 2006). Em 52% dos pacientes examinados, o nível de iodo na urina ficou acima de 300 mcg/l, reforçando a tese de que o excesso de tal mineral tem relação com o alto índice de TH na população analisada.


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