Efeito dos Transportes sobre a Qualidade da Carne e Bem-Estar Animal de Bovinos, suínos, ovinos, cavalos, veados, e de aves de



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Efeito do Transporte sobre a Qualidade da Carne e Bem-Estar Animal de Bovinos, Suínos, Ovinos, Cervos e de Galinhas.
Compilado por: Gary C. Smith (Colorado State University); Temple Grandin (Colorado State University); Ted H. Friend (Texas A & M University); Don Lay, Jr. (ARS-USDA em Purdue University) E Janice C. Swanson ( Kansas State University)

Traduzido por: Dr. Orlando Rus Barbosa, Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Zootecnia - Paraná – Brasil



Princípios Gerais.

Manteca (1998) diz a respeito do bem-estar animal que é uma consideração importante na produção de carne e se baseia na crença de que os animais podem sofrer. Bem-estar pode ser considerado (Manteca, 1998), em termos de experiências ao tema dos animais (medidas utilizando testes de preferência) ou em termos de funcionamento biológico (medidas utilizando reações ao estresse incluindo os níveis plasmáticos de glicocorticóides, catecolaminas, prolactina e endorfinas, bem como a freqüência cardíaca e os níveis de neurotransmissores cerebrais). Os consumidores de carne estão cada vez mais exigentes e que os animais sejam criados, manuseados, transportados e abatidos utilizando práticas humanas (Appleby e Hughes, 1997). O aumento da pressão pública para a proteção e bem-estar dos animais vem principalmente de pessoas, em grande parte de população urbanizada, e é inversamente relacionada com a proporção da população que está envolvida na agricultura, e está crescendo em importância ao longo de todo o mundo (Appleby et al., 1992). A preocupação com o bem-estar dos animais está condicionada à população acreditar que os animais, se indevidamente são maltratados, podem experimentar dor e sofrimento (Dawkins, 1990). O estresse é definido como uma condição em um animal que resulta da ação de um ou mais estressores que podem ser de origem externa ou interna; se um estressor pode ser considerado como prejudicial depende da forma como um organismo é capaz de lidar com uma situação de ameaça e como ela recupera a homeostase (van Borell, 2001); von Borell (2001) afirmou que o transporte é considerado um importante estressor para os animais de exploração e poderia ter efeitos nocivos na saúde, bem-estar, desempenho e, em última instância, na qualidade do produto.


De acordo com Smith e Grandin (1999):

(a) Muito dos setores de produção, comercialização, transporte e embalagem nos E.U., da indústria de carne animal praticam as boas práticas pecuárias, têm uma atitude solidária sobre os animais e seu bem-estar, e tratam adequadamente os animais, enquanto uma pequena parte não;

(b) Os poucos que não sabem, ou não se importam, que manejo inadequado/indevido pode causar problemas e que o tratamento adequado pode melhorar os produtos e rentabilidade, exigem conhecimento;

(c) Se o manejo animal é exemplar, pouco ou nada será ganho por tentar melhorá-lo, mas, se, em qualquer setor, há espaço para melhorias no tratamento dos animais, as tentativas de corrigir as situações que comprometem a rentabilidade dos produtos serão bem vindaa. Grandin (2000a) diz que houve uma melhoria progressiva da qualidade do gado e do manejo stockmanship nos E.U. na indústria entre 1970 e 1990; desde 1990, a influência das empresas que compram grandes quantidades de proteínas de produtos de origem animal (por exemplo, o McDonald's) sobre a exigência de tratamento adequado aos animais aumentou drasticamente e tem sido realizado progressos na melhoria do cuidado e do tratamento dos animais.

De acordo com Broom (2000):

(a) O bem-estar de um animal é o seu estado no que diz respeito às suas tentativas de lidar com o seu meio ambiente; para cada estresse enfrentado, o ambiente é aquele que é externo ao estresse.

(b) Uma parte importante do estado do animal é aquela que envolve a tentativa de lidar com as patologias (ou seja, a saúde do animal); assim, a saúde é parte do bem-estar.

(c) Sentimentos são partes de muitos mecanismos na tentativa de lidar com bons e maus aspectos da vida ea maioria dos sentimentos devem ter evoluído devido seus efeitos benéficos; assim, eles também são uma parte importante do bem-estar.

(d) À medida que se sucedem as tentavas são obtidas e a quantidade que tem de ser feita de modo a enfrentar devem ser considerados como uma parte do bem-estar.

(e) A avaliação científica do bem-estar deve ser bastante distinta de qualquer julgamento moral; há variação entre as pessoas pobres com relação à forma como o bem-estar animal de uma exploração agrícola tem de ser antes que se considere ser intolerável.

(f) Os vários mecanismos que existem dentro dos animais para tentar lidar com seu meio ambiente e as diversas consequências da falta de enfrentar, quer dizer que existem muitas medidas possíveis de bem-estar.
Smith e Grandin (1998) consideram que o manejo correto da carne de animais pode melhorar a produtividade, qualidade e rentabilidade; por isso, é bom negócio fazê-lo direito. O manejo adequado enfraquece a argumentação animal rightists / welfarists que aqueles setores da produção e embalagem não tenham uma atitude solidária sobre os animais em seu cargo (Smith e Grandin, 1998). Grandin e Smith (1999) acreditam que:

(a) O fator mais importante é determinar se uma empresa de produção/embalagem tem boas ou más práticas bem-estar com os animais e a atitude de gestão de pessoal.

(b) As empresas que têm boas práticas bem-estar com os animais têm um alto dirigente que "cuida" do bem-estar animal; como a gestão superior de pessoal muda, as práticas de bem-estar dos animais podem melhorar ou diminuir, dependendo em grande parte da atitude das novas pessoas.

(c) As melhores instalações e as mais recentes tecnologias tornam mais fáceis o manejo de animais vivos, mas ao menos que o proprietário ou gerente esteja convicto de que o tratamento adequado das práticas é economicamente compensador, é pouco provável que os trabalhadores irão sguir rotineiramente as práticas e os procedimentos adequados.

(d) O gestor que é mais eficaz em manter o bem-estar dos animais é bastante envolvido no dia-a-dia das operações de saber e de prestação de cuidados, mas não tão envolvidos que ele / ela se torna numb e desensitized (Grandin, 2000c).
Os animais domésticos são transportados por via terrestre (por rodovia ou ferroviário), mar e ar. Os animais domésticos na maioria das vezes são transportados para obter translocação imediatamente antes da colheita, mas também para movê-los para fontes de menos custos ou alimentos mais abundantes para animais (para crescimento ou engorda), devido as mudanças na propriedade, para fins de reprodução, para entrar em unidades intensivas de produção ou para a exibição em shows ou concursos.

Tarrant e Grandin (2000) caracterizam o processo de transporte como:

(a) Começando com a montagem e incluindo o embarque, o confinamento, com e sem movimento, desembarque, e penning, em um ambiente novo e desconhecido.

(b) Durante o transporte, os animais são expostos ao estresse ambiental incluindo calor, frio, umidade, ruídos, movimentos e de reagrupamento sociais,

(c) O transporte por sua natureza é um evento desconhecido e ameaçador na vida de um animal.

(d) O transporte envolve uma série de situações de manejo e de confinamento que são inevitavelmente cansativas e que podem levar ao estresse, lesões ou até mesmo a morte do animal a menos que sejam devidamente planejadas e executadas.

(e) O transporte muitas vezes coincide com a mudança de propriedade em que a responsabilidade pelo bem-estar do animal pode ser comprometida. Gonyou (2000) descreveu "Princípios do comportamento do animal durante o manejo e o transporte" tirando as seguintes conclusões:

(1) O manejo e o transporte envolvem dois tipos distintos de ação - movimento para um novo local, e o restante estacionário. Geralmente se aconselha utilizar o mínimo de força atraente ou repulsiva em vigor para deslocar os animais, e, quando utilizar qualquer meio de contenção, é necessário pesar os benefícios de um animal controlado contra a angústia que provoca no animal.

(2) Características comportamentais relacionadas com o manejo e o transporte incluem o instinto de agrupamento, campo visual e de zona de fuga, bem como genética, sexo e a experiência anterior que também influenciam a resposta dos animais.

(3) O importante no manejo e no transporte dos animais são as interações humano/animal - stockmanship (pessoas que realizam suas atividades e o comportamento conseqüente afeta a produtividade e o bem-estar animal), expondo os animais ao contato humano antes de ser necessário para os manejos de rotina, e de ter algumas pessoas que sejam responsáveis pela maior parte dos procedimentos aversivos e de outras pessoas que seriam responsáveis pelo manejo dos animais no dia-a-dia.

(4) O movimento é alterado se o ambiente físico - o equipamento e penning – é atrativo para os animais e não provoca medo.
Grandin (1997) discutiu "Avaliação do estresse durante o manejo e o transporte", que destaca o seguintes:

(a) Os estudos para determinar a quantidade de estresse nos animais de produção durante o manejo de rotina e de transporte têm muitas vezes resultados muito variáveis e são difíceis de serem interpretados a partir de uma posição padrão de bem-estar animal;

(b) Muitas das variabilidades de estudos entre o manejo e o transporte são prováveis devido aos diferentes níveis de estresse psicológico ou "medo";

(c) Os animais podem sofrer estresse psicológico (contenção, manejo, a novidade) ou estresse físico (fome, sede, cansaço, lesões, extremas temperaturas);

(d) Respostas ao medo em uma determinada situação são difíceis de serem previstas, porque elas dependem da forma como o animal percebe a experiência do manejo ou do transporte e porque as reações do animal serão regidas por uma complexa interação de fatores genéticos e experiências anteriores;

(e) Os feromônios do medo confundem os estudos de estresse de manejo e transporte porque são secretados mais tarde (10 a 15 minutos após o insulto), e somente após a agitação extrema;

(f) Medidas comuns de estresse fisiológico são: cortisol, beta endorfina e a freqüência cardíaca. Creatina fosfoquinase e lactato são medidas úteis para a avaliação do estresse do manejo em suínos;

(g) Estudos para avaliar o bem-estar animal durante o manejo e o transporte devem conter tanto as medidas comportamentais como as fisiológicas.


Siegel e Gross (2000) descreveram elementos-chave de "Principíos Gerais de Estresse e de Bem-estar" do seguinte modo:

(a) As respostas dos animais e seus ambientes são mais fáceis de avaliar quando visto como objetivos e estratégias de sobrevivência. Estresse é uma norma nos animais sociais e pode ou não ser prejudicial;

(b) O grau de estresse pode estar relacionado á eficiência do desempenho na medida em que o desempenho será reforçado quando a excitação aumenta, mas só até certo ponto ou nível ótimo, porque o ótimo conduz à ineficácia;

(c) O sistema de estresse permite que os animais distribuam seus recursos com base na percepção do ambiente, bem como insultos físicos diretos a partir do ambiente, mas, pode haver variações consideráveis entre os indivíduos na percepção do estresse de um evento, absorção de glicocorticóides do sangue e respostas dos tecidos aos glicocorticoides;

(d) Os níveis de estresse podem ser estimados pela presença de doenças quando os níveis de estresse muito alto. As doenças virais e outras doenças que estimulam uma resposta linfóide são mais comuns (por exemplo, células mediadas pela imunidade são reduzidas, resultando em um aumento da incidência de tumores e coccidiose);

(e) Em um nível de "estresse ótimo" a incidência de todas as doenças é essencialmente reduzida. "Estresse ótimo" pode variar de acordo com a genética, a experiência anterior dos animais e do meio ambiente;

(f) Os efeitos do estresse podem ser atenuados por produtos químicos (por exemplo, o ácido ascórbico), que inibe a produção de glicocorticóides adrenais. Após a administração de uma dose ótima de tal composto, a manifestação de estresse fisiológico (por exemplo, a perda de peso corporal associada com o transporte) é reduzida;

(g) O fator mais importante que afeta o bem-estar dos animais e de aves é a sua relação com os seres humanos. Boas interações são recompensadas com aumento da produtividade.


Broom (2000) identificou uma série de indicadores de bem-estar que podem ser utilizados para avaliar o bem-estar dos animais que estão sendo manejados ou transportados. Incluem: indicadores fisiológicos de prazer, indicadores comportamentais de prazer. Até que ponto a forte preferência dos comportamentos podem ser mostrados, variedade de comportamentos normais mostrados ou reprimidas, até que ponto os processos fisiológicos normais e anatômicos são possíveis, até onde o grau de aversão comportamental é mostrado, tentivas fisiológicas de enfrentar, imunossupressão, prevalência de doença, tentivas comportamentais de enfrentar, patologia comportamental, alterações do cérebro (por exemplo, aqueles indicando auto-narcotização, prevalência de dano corporal, reduzida capacidade para crescer ou reproduzir, e reduzida expectativa de vida). Algumas dessas medidas são efeitos de curto prazo, enquanto outras são mais relevantes para problemeas mais longos. Quando os animais são transportados para abate, essencialmente são medidas de efeitos de curto prazo, tais como a aversão comportamental ou o aumento de freqüência cardíaca, que são utilizados, mas alguns animais são mantidos por um longo período após o transporte e as medidas como o aumento da incidência de doença ou supressão de desenvolvimento normal fornecem informações sobre os efeitos da viagem no bem-estar (Broom, 2000).

Os indicadores mais comuns para identificar se um animal está tendo dificuldade em lidar com o manejo e o transporte são as mudanças no comportamento, que revelam que alguns aspectos da situação são aversivos (Broom, 2000). Essas mudanças comportamentais podem ser quantificadas utilizando comparações das respostas (parar quando se deparam com sombras, superfícies brilhantes, áreas escuras, etc) como descrito por Grandin (1980, 1982, 1989, 1997, 1998). Os procedimentos de embarque e desembarque de animais para dentro e para fora dos veículos de transporte pode ter consequências muito graves sobre os animais e estes efeitos - que variam consideravelmente por espécie - revelou-se em parte pelas suas respostas aos procedimentos de embarque (Broom, 2000). Qualquer animal que está ferido ou assustado com as pessoas durante o embarque pode mostrar respostas extremas, no entanto, na maior parte dos procedimentos eficientes de embarque, as ovelhas não são muito afetadas, os bovinos são afetados algumas vezes, os suínos são sempre afetados, e as aves que são manejadas pelos humanos são quase sempre afetadas gravemente (Broom, 2000).


Broom (2000) relata que uma vez a viagem começa:

(a) Algumas espécies de animais de produção exploram o compartimento em que são colocadas e tentam encontrar um local adequado para se sentar ou se deitar;

(b) Galinhas deitam muitas vezes onde são colocadas, enquanto os suínos normalmente tentam se deitar;

(c) ovinos e bovinos tentam se deitar se a situação não é inquietante, mas se for ficam em pé;

(d) Após um período de aclimatação dos ovinos e bovinos ao ambiente do veículo, durante o qual eles podem repousar durante 2 a 6 hr olhando em volta em intervalos, a maior parte dos animais irão se deitar quando surgir a oportunidade;

(e) Infelizmente para os animais, muitas viagens envolvem muitos movimentos laterais ou acelerações bruscas de paradas que impedem os animais se deitar;

(f) O número de animais que permanecem de pé durante o transporte é uma medida relevante da dureza da viagem;

(g) Uma importante medida de bem-estar comportamental quando os animais são transportados é a quantidade de combates que ocorrem. O registro de tal comportamento deve incluir a ocorrência de ameaças, bem como o comportamento de contato que possa causar ferimentos.

Medidas de respostas fisiológicas dos animais a condições adversas, tais como aquelas que podem surgir durante o manejo e o transporte foram descritas por Broom (2000) e incluem:

(a) níveis de cortisol no plasma;

(b) a frequência cardíaca;

(c) a frequência respiratória;

(d) a extensão dos tremores musculares;

(e) espuma na boca;

(f) mudanças na concentração de adrenalina e noradrenalina (ou seja, epinefrina e noraepinefrina);

(g) níves de glicorticóides no plasma ou saliva;

(h) níveis de cortisol na saliva;

(i) aumento/diminuição da temperatura corporal;

(j) sinais físicos de náuseas ou enjoo;

(k) níveis plasmáticos de vasopressina;

(l) níveis de ß-endorphin plasmáticos;

(m) níveis plasmáticos ACTH;

(n) níveis de creatina quinase plasmática;

(o) níveis plasmáticos de lactato desidrogenase;

(p) osmolalidade do sangue;

(q) níveis de ß-hidroxibutirato plasmáticos;

(r) comportamento quando permitido comer ou beber;

(s) glóbulos brancos;

(t) glóbulos vermelhos;

(u) queda na eficiência da atividade linfócitaria;

(v) imunossupressão, e

(w) medidas de atividade de células T (por exemplo, mitogen proliferação celular in vitro).

Em suínos, os níveis de cortisol têm sido utilizados como uma medida de estresse no transporte e em estabulação (Brown et al., 1999; Perez et al., 2002). Outros estudos utilizando os níveis de cortisol têm demonstrado variável relacionamento induzido pelo estresse físico. Talvez essa variabilidade possa ser atribuída às diferenças entre os diversos animais, ou de grupos de animais, nos montantes de estresse psicológico exibido (Grandin, 1997). Broom (1995) enfatizou que sempre as medidas fisiológicas são utilizadas para estimar o estresse ou interpretar a respeito do o bem-estar. E importante verificar o nível basal para aquela medida e como ela oscila ao longo do tempo. As decisões devem ser tomadas para cada medida se a informação relativa exigida é a diferença do valor basal ou o valor absoluto.

Knowles e Warris (2000) identificaram os seguintes indicadores fisiológicos de estresse durante o transporte:

(a) Estressores medidos no sangue pela privação de alimento – aumentou os ácidos graxos livres, ß-hidroxibutirato e uréia, bem como a diminuição de glicose.

(b) Estressores devido à desidratação - aumentou a osmolalidade, proteínas totais, albumina e o volume celular packed.

(c) Estressores devido ao estresse físico - aumento da creatina quinase e lactato.

(d) Estresse devido ao medo/excitação – aumentou cortisol e o volume celular packed.

(e) Estresse devido motivação à doênça - aumentou vasopressina.

(f) Outras medidas de medo/excitação e esforço físico - aumento da freqüência cardíaca e respiratória.

(g) Outras medidas de hipotermia/hipertermia - diminuição ou aumento da temperatura corporal e temperatura da pele.

As medidas das lesões, hematomas, mortalidade, morbidade e qualidade da carcaça podem ser utilizadas como indicadores do bem-estar durante o manejo e o transporte (Broom, 2000). Registros de mortalidade fornecem informações sobre o bem-estar durante a viagem, enquanto manchas escuras, arranhões, manchas, ossos quebrados e incidência de PSE/DFD em suínos e carne escura exudativa em bovinos ou ovinos fornecem informações sobre o bem-estar dos animais durante o tratamento, transporte e estabulação (Broom, 2000 ). Warris e Brown (1994) relataram que 0,072% de 2,9 milhões de suínos em 1991 e 1992 morreram em viagem (0,061%) ou em estabulação (0,011%); mais suínos morreram em viagem nos meses mais quentes, mas o tempo médio em estabulação não podia estar relacionado à percentagem de mortes.

Grandin (2001c) enfatizou a importância de ter bovinos e suínos fisicamente aptos, em relação a questões de transporte, afirmando que:

(a) É impossível assegurar uma boa proteção aos animais durante o transporte, se ele está incapacitado para isto.

(b) Severamente coxo, fracos, ou definhados (por exemplo: abater as vacas leiteiras) não estão aptos para o transporte.

(c) Suínos híbridos modernos - selecionados para um crescimento rápido, muito magro e de extrema musculosidade - estão propensos ao estresse que muitas vezes torna o suíno cambaleante, a morrer durante o transporte e/ou morrer no manejo.

(d) Animal apto para o transporte pode ser melhorado através de selecção genética para fortalecer as carcterísticas estruturais e fisiológicas.

CARC (2004) tem um excelente "Código de Boas Práticas Recomendadas para o Cuidado e Menejo de Animais de Produção: Transportes" documento que discute:

(a) Comportamento Animal.

(b) A duração do transporte.

(c) Considerações gerais (Responsabilidades; Fatores de Risco; Restrição de alimento e água no pré-transporte).

(d) Embarque e Desembarque.

(e) Cuidados e Protecção durante a viagem.

(f) Os animais em risco.

(g) Cuidados no Transporte antes da morte (Pré-abate).

(h) Espécies Específicas e Considerações da Classe Especial.

(i) Necessidades de Investigação.

(j) Apêndices. A CARC (2004) inclui documento específico "Boas Práticas" para os bezerros, bovinos, cervos de fazenda, cervos, suínos, aves, ovinos e diversificados animais domésticos, que são transportados por via terrestre.



Transporte de Suínos.

Lambooij (2000) identificou os seguintes problemas que podem ser causados ou agravados pelo transporte de suínos:

(a) Síndrome de Estresse Suína (PSS) - uma reação aguda ao estresse, que pode causar graves dificuldades e até mesmo a morte.

(b) Perdas de peso - 40 a 60 g/kg.

(c) Mortalidade - 0,1 a 0,4%.

(d) Qualidade da carne - lesões; hematomas, manchas da pele, perdas de peso vivo e da carcaça, e mudanças na cor/firmeza/estrutura dos músculos, resultando em aumento da incidência de carne pálida, mole, exsudativa (PSE) e escura, firme, seco (DFD).

(e) Contaminação - aumento da incidência de Salmonella spp. nas carcaças, sob determinadas condições de embarque, transporte e estabulação. Smith e Morgan (1995) relataram que o custo da qualidade de defeitos de porcas/marrãs no abate, em nível de embalador e processador foi de $12,40 para cada porcas/marrãs obtido nos E.U. em 1993. Parte desta perda dos $12,40 devido a condenações, hematomas, PSE e DFD.

Mayes et al. (1988) relataram que:

(a) Abate de suínos realizados sem alimentação e água por 24, 48 e 72 hr perderam 3,08, 5,72 e 7,35 kg de peso vivo, respectivamente.

(b) Transportar os suínos 700 km e, em seguida, mantê-los em descanso das 24, 48 e 72 hr em período de jejum aumentou a perda de peso vivo de 4,35, 6,80 e 9,21 kg, respectivamente.

(c) Perdas no peso da carcaça variaram de 26,5 a 34,9% da perda do peso vivo em suínos em jejum e 41,7 a 50,3 kg de perdas de peso vivo para suínos que eram transportados em jejum.

De acordo com Cannon et al. (1995), existem estudos científicos documentando que:

(a) As taxas de mortalidade durante o transporte em suínos são maiores quando os animais são alimentados no mesmo dia.

(b) Suínos transportados em condições frias produzem músculos com pH um pouco mais baixo que suínos transportados em temperaturas mais moderadas.

(c) As taxas de mortalidade são mais baixas para um transporte de 10 a 25 minutos e mais alta para transporte de 45 a 80 min.

Nos E.U., 80% de todos os suínos são levados mais de 80,5 km antes do abate (Cannon et al., 1995). As perdas por morte de suínos, nos E.U., Canadá e Europa, foram notificadas ser de 0,1 a 0,4% (Lambooij, 2000) dependendo da duração do percurso e das condições meteorológicas durante o transporte.

Nos US National Pork Benchmarking Study, Scanga et al. (2003) relataram distâncias de transporte de suínos para o abate da seguinte forma:

(a) 51,8%, menos de 161 km,

(b) 32,6%, 162 a 322 km, e

(c) 15,6% a mais do que 323 km.


O tempo médio de Estabulação de suínos para o mercado dos E.U. (Scanga et al., 2003) é o seguinte:

(a) 1,9%, menos de 1 hora,

(b) 38,4%, 1 a 3 hr,

(c) 43,0%, para 3 a 5 hr,

(d) 7,0%, 5 a 8 horas, e

(e) 9,7%, mais de 8 horas.

Moss (1980) relatou que 3 a 5 h é o tempo ideal e que menos de 1 hora é o mínimo desejável para o transporte de suínos para o mercado. A maior parte do mercado de suínos nos E.U. parece (Scanga et al., 2003) estar chegando na unidade frigorífica, na manhã do abate e não na noite anterior, mas quase 10% (9,7%) estão em estabulação mais de 8 horas porque eles vêm para a unidade mais tarde no decorrer do dia, e são mantidos durante a noite para garantir que existem animais "iniciando" o abate no dia seguinte.

Grandin (1990) relatou que durante o embarque, transporte e desembarque, os hematomas e as lesões ocorrem por enérgicos contatos nas passagens, compartimentos e contentores, e devido aos combates entre os animais. Warris et al. (1998) relataram "algum" defeito danoso na pele - 63% de suínos abatidos (10% tinham danos "moderados" ), em um estudo da União Europeia, tendo concluído que os combates entre grupos mistos de animais desconhecidos foi a causa provável. Ekkel et al. (1997) relataram que uma mistura de suínos em idade de 9 semanas leva a vigorosa luta por alguns dias para criar uma nova hierarquia social, mas, esta classificação social não é muito estável, porque cronologicamente o aumento dos níveis de mútua agressão ocorreram várias semanas após a mistura, quando verdadeiros combates tinham sido abrandados. Dos suínos de mercado ou carcaças condenadas por problemas nos US National Pork Benchmarking Study (Scanga et al., 2003), 6,5%, 5,1% e 3,7% foram devidos a manchas escuras, pele ou problemas de ossos quebrados, respectivamente; alguns ou todas aquelas três porcentagem podem ser atribuídas a problemas de embarque, transporte e desembarque e estabulação.

Embarque, transporte e desembarque, e estabulação de suínos para o abate pode gerar problemas com a cor, firmeza e/ou estrutura dos músculos, em carcaças e cortes. No E.U. Nacional Suína Benchmarking Study (Scanga et al., 2003), a porcentagem de carne pálidao/mole/exsudativa (PSE), normal (NOR) ou cor do músculo escura/firme/seca (DFD), firmeza e estrutura foram 15,5%, 82,6% e 1,9%, respectivamente.

As mudanças a partir do 1996 US National Pork Quality Study (Cannon et al., 1996) para o 2003 US National Pork Benchmarking Study (Scanga et al., 2003) foram os seguintes:

(a) PSE, até o limite de 15,5%, passando de 10,2% ,

(b) NOR, caiu para 82,6%, de 86,0%, e DFD, caiu de 1,9%, para 3,8%.


O aumento na incidência de PSE de 10,2% para 15,5%, entre 1996 e 2003, sugeriu (Scanga et al., 2003) que, como a composição do hog magro, o manejo de animais magros pode ser alterado a fim de garantir as características normais de músculos do suíno. Comentários do empcotador e purveyor inquiridos na sondagem do E.U. Nacional Suína Benchmarking Study (Scanga et al., 2003) indicou que o tempo ou as estações foram as maiores influências exerceu sobre as carcaças ou as grandes peças exibindo PSE. Bidner (2003) concluiu que criou as perdas por PSE foiram de US$ 0,90 por carcaça para cada carcaça gerada anualmente devido a problemas com a purga da carne fresca de suíno e diminuiu a funcionalidade da proteína em produtos processados de suíno. Bidner (2003) resumiu os efeitos das condições ambientais na qualidade de suíno determinando que exista um aumento da incidência de PSE e diminuição da qualidade da carne fresca de suíno, em condições ambientais quentes. Grandin (2001c) relatou que a alimentação de agente reparticionante, ractopamine, para suínos aumenta os problemas de manejo e problemas potenciais de bem-estar, citando pesquisa demonstrando que alimentando com este composto afeta o comportamento e a fisiologia do acabamento de suínos e os torna mais difíceis de serem tratados e mais suscetíveis ao estresse do manejo e ao transporte.

Estresse antes do abate também afeta a contaminação microbiológica no animal vivo, por influenciar a qualidade da carne, o que pode resultar em uma maior contaminação da carcaça; em carcaças PSE e DFD, os microorganismos podem crescer melhor e/ou em grande medida (Lambooij, 2000). Eikelenboom et al. (1990) e Warris (1993) recomendam que os suínos sejam devidamente preparados antes do abate, o que significa que a alimentação deve ser suspensa por 16 a 24 hr que deverá resultar em menos carne PSE e menos contaminação da carcaça. Salmonella spp. shedding foi documentado em suínos durante o transporte e estabulação (Berends et al., 1996; Isaacson et al., 1999; McKean et al., 2001; Hurd et al., 2002). No entanto, pode ser o ambiente mais do que o estresse de transporte/estabulação responsável por ultimar (a fábrica de embalagem) a contaminação por patógeno (Hurd et al., 2001). Lambooij (2000) considera que, após grande trabalho físico e psicológico em animais clinicamente saudáveis carregando Salmonella spp. e outros microorganismos patogênicos, a excreção padrão a partir do trato intestinal pode ser alterada de intermitente para constante shedding; este distúrbio também pode reduzir a resposta imunológica e facilitar a disseminação de bactérias intestinais. Marg et al. (2001) relataram que, em comparação asuínos não transportados, um aumento na taxa de Salmonella Typhimurium DT-104 shedding/derramamento foi observada quando os suínos foram transportados; shedding/ derramamento do organismo foi observada em 92% dos transportados, e 58% dos não transportados. Além do shedding aumentado, animais transportados apresentaram aumento de diarréia e desenvolveram uma perturbação geral demeanor.


Lambooij (2000) cita os resultados da investigação de Slavkov et al. (1974), Morgan et al. (1987), Huis in't Veld et al. (1994), Mulder (1995) e Rajkowski et al. (1998) que revelam que:

(a) Slavkov et al. (1974) relataram que dos suínos entregues no frigorífico não foram isoladas Salmonellas, mas, após a entrega de suínos para o abatedouro 0,1% das amostras foram positivas, e que após o abate essa percentagem tinha aumentado para 0,7%. Este último pesquisador concluiu que os fatores de estresses foram responsáveis pelo aumento da percentagem carrier e que, quando suínos ficaram em estabulação por um longo tempo, em baias grandes e nas piores condições higiénicas, a contaminação cruzada também aumentou.

(b) Morgan et al. (1987) concluiu que a contaminação da carcaça foi causada por Salmonella de origem intestinal, tal como demonstra a taxa de recuperação de Salmonella, bem como a Salmonella sereotypes de coanteúdo cecal e de superfície da carcaça.

(c) Huis in't Veld et al. (1994) relataram que devido a contaminação da carcaça ser determinada por Salmonella intestinal com a entrada no abatedouro com os suínos, uma estratégia para a redução da contaminação pode ser muito importante, melhorando o tratamento no pré-abate para evitar qualquer forma de multiplicação de Salmonella nos animais vivos.

(d) Mulder (1995) recomendou a dar mais atenção aos procedimentos antes do transporte, enquanto no embarque, durante o transporte e na estabulação para impedir a propagação de microrganismos por animais estressados carrier porque as condições do pré-abate afetamr a taxa de contaminação do produto após o abate.

(e) Rajkowski et al. (1998) constatou que a limpendo e desinfetando os caminhões reduziu a Salmonella de 41,5% das amostras recolhidas a partir de caminhão de dois pisos para 2,8%; no entanto, não houve diferença significativa no número de reboques que foram positivos para Salmonella ou Escherichia coli atribuído à distância percorrida ou a época do ano. Hurd et al. (2001) constatou que, quando os suínos foram experimentalmente estabulaçãod durante 18h, em instalações limpas antes de transportados para a fábrica de embalagem, a taxa de isolamento de Salmonella spp. diminuíu.


Lambooij (2000) descreve procedimentos correctos a embarque e desembarque como constituído por estes detalhes:

(a) Os condutores devem carregar e descarregar os animais calmamente, e não utilizar ponteiras elétricas.

(b) Os corredores devem ser suficientes de largura e sólida; o declive da rampa não deve exceder os 15 e os 20º.

(c) Grupo de animais deve ser mantido estável e limitado, para evitar e combater o estresse quando colocar familiarizado com animais.

(d) No embarque densidade deverá estar correta, ao passo que o microclima deve ser adaptado às espécies e ambientes condições meteorológicas.

(e) Alimentos e água devem estar disponíveis em momentos apropriados.

(f) O veículo deve ser conduzido com cuidado para que não haja qualquer súbita aceleração, travagem ou movimento lateral.

Grandin (2002b), discutindo bem-estar dos suínos durante o transporte, como descrito a seguir "Incentivos para reduzir as perdas":

(a) Manejo melhorou quando nas plantas os procedimentos foram acompanhados e avaliados.

(b) Em uma planta, morte e perdas foram grandemente reduzidas quando caminhoneiros receberam recompensas.

(c) manchas escuras foram grandemente reduzidas quando as pessoas foram responsabilizadas financeiramente por eles.

O estresse de manejo, transporte e jejum diminui nível de glicose no sangue, para que é utilizado em glicogênio hepático os primeiros 18 hr de transporte e de gordura é discriminado 9 h após a retirada alimentos para animais (Warris e Brown, 1983). Como resultado, o Grupo de Trabalho CE (1992) recomenda que seja dada água cada 8 horas e durante o período de transporte deverá ser limitado a 24 hr.

Cannon et al. (1995) citados os resultados da investigação sugerem que:

(a) O jejum em suínos antes de transportes diminui a taxa de mortalidade de unidade de produção para a fábrica de embalagem.

(b) curtos períodos de jejum antes do transporte de suínos resultados na melhoria da carne de cor, firmeza e capacidade de exploração de água.

(c) O jejum em suínos após o transporte (antes do abate) pode aumentar Ph.

(d) Desvantagens de jejum antes do abate incluem diminuição no rendimento de carcaça e aumento da incidência de DFD no músculo suíno.
Carregando densidade das recomendações do Grupo de Trabalho da CE (1992) que são: em m2/animal, 0,15, 0,35, 0,42 e 0,51 para leitões.

Warris (1998) relatou que:

(a) atual legislação britânica da UE ea Directiva 95/29/CE especifica que, em geral, os suínos devem dispor de espaço suficiente para deitar-se durante a viagem.

(b) Para decúbito esternal, 250 kg/m2 é o mínimo espaço necessário aos suínos para abate de 90 a 100 kg de peso vivo.

(c) No Reino Unido, mais de metade de todos os suínos abatidos são transportados em densidade maior do que o prescrito (235 kg/m2) na UE directiva.

(d) Nas densidades acima de 250 kg/m2 pode não haver espaço suficiente disponível para todos os suínos a deitar-se levando a contínua perturbação de bicicleta reclinada animais por aqueles que procuram um lugar para descansar.

(e) Uma densidade de 322 kg/m2 conduz a uma clara evidência de aflição física.

(f) Durante as viagens longas (25 horas ou mais), qualidade da carne é reduzida pela alta densidade populacional, implicando no esgotamento do glicogênio muscular e, possivelmente, fadiga.

(g) Densidades mais elevadas estão associadas a uma mortalidade mais elevada.
Whiting e Brandt (2002) recomendaram que um embarque de máxima precisão em condições ideais para a espécie suína carregados em grupos, pode ser descrito como um modelo hoerl y = (37,53) (0.9969) w (W0.5008), onde y = embarque pressão em kg de peso corporal / m2 e média animal W = peso corporal em quilogramas. A Comissão de Carne e Pecuária do Reino Unido recomenda um espaço mínimo de 0,4 a 0,5 m2 para os suínos serem transportados para abate (disfarce e Warris, 1989). Precisa haver uma diferenciação entre as necessidades de espaço para curtas e longas viagens. Pretexto et todos (1998) constatou que os suínos permanecem de pé durante os primeiros 3 horas de uma viagem. Para viagens com 3 horas havia pouca evidência de efeitos adversos quando os suínos foram carregados em 281 kg m2, que é 0,35 m2 por 100 kg de suíno.
O ARMCANZ (1997a) Modelo e Código de Práticas para o Bem-Estar dos Animais relatório "Transporte por Terra de suínos" diz: suínos podem ser transportados de forma mais eficaz e com menos estresse se:

(a) Care é dado à selecção e preparação dos suínos antes do transporte.

(b) cuidado é tomado no embarque dos suínos, utilizando instalações bem concebidas para os suínos.

(c) bem concebidos transporte por rodovia e ferroviário instalações são utilizadas.

(d) A viagem está programada para minimizar atrasos de viagens ou no ponto de desembarque dos suínos.
No âmbito da "Estratégia de pré-Transportes Preparação de suínos," ARMCANZ (1997a) especifica que:

(a) Carregando densidade deverá ser reduzida em pelo menos 10%, se a temperatura subir acima de 25O C.

(b) Suínos adualtos devem ser fornecidas não inferior a 5 litros per capita por dia de frio e água potável até ao dobro deste montante, em clima quente.

(c) Se os suínos permanecem em estaleiros por mais de 24 horas antes do embarque ou se estiverem a viajar durante 24 horas ou mais, alimentação adequada deve estar disponível com o acesso aos alimentos para animais retirados 4 hr antes do seu transporte.

(d) Em clima quente e ensolarado (30O C ou mais) sombra deve ser fornecida; no clima frio, os suínos devem ser protegidos da chuva e pelo vento não absorventes telas.
No âmbito do "embarque", ARMCANZ (1997a) especifica que:

(a) Paciência é essencial; bom design de estaleiros e rampas de embarque irá facilitar o embarque.

(b) Suínos só deverão ser transferidos para os veículos que tenham sido cuidadosamente limpos antes do embarque.

(c) As instalações devem estar livres de protusão, pregos, parafusos, cantos afiados e mais alguma coisa que pudesse contribuir para o prejuízo ou desconforto de suínos.

(d) Carregando, as rampas não deverão ter curvas, não deve ter uma inclinação superior a 20O e deveria ser 900 a 1.000 mm de largura.

(e) rampas de embarque, veículos-rampas e entradas devem ser devidamente iluminadas.

(f) Os suínos de diferentes categorias (por exemplo, porcas, leitões, javalis adultos não familiarizados grupos de suínos, etc) devem ser transportados separadamente.

(g) A lona slapper ou um suíno bordo, são úteis para o movimento de suínos e ponteira elétrica deve ser usada com parcimónia e nunca na genital, anal ou facial. Smith et al. (1998) levou a cabo um inquérito sobre os produtores de carne de suíno e informou que o manejo / transporte fatores que consideravam mais importantes na redução da tensão e evitar a morte perdas foram experiência de carregadeiras e tratadores, a experiência dos condutores, a qualidade embarque rampas, pisos antiderrapantes e bom animal instalações.


No âmbito da “Densidade de Embarque durante o transporte," ARMCANZ (1997a) especifica espaço disponível (m2/cabeça) sobre uma escala graduada que aumenta de 0,22 para 50 kg, para 0,42 por 125 kg, para 0,61 por 200 kg de peso vivo de suínos e diz que precisa sobre os suínos 10% mais espaço no chão um caminhão quando a temperatura ambiente na grade superior a 25 açõesO C.
No âmbito da "viagem", ARMCANZ (1997a) especifica que:

(a) Os condutores devem conduzir os caminhões suavemente para evitar a sua contusão e os riscos de ferimentos.

(b) Todos os animais devem ser alimentados pelo menos uma vez em cada 24 horas período e, de preferência, duas vezes, e água deve ser fornecida a cada 24 horas, de preferência a cada 12 horas.

(c) inspecção regular de suínos devem ser efetuadas dentro de 30 minutos do inicio da viagem, e depois disso, a cada 3 hr.


No âmbito do "Repouso", ARMCANZ (1997a) especifica:

(a) uma jornada de até 48 h para os efectivos de reprodução é permitida se a densidade populacional permite a todos os animais deitar-se confortavelmente e se há disposição para o estoque da água no veículo.

(b) Quando um percurso tiver mais de 24 horas, os suínos devem descansar por 12 a 24 horas após 24 horas de viagem, com espaço suficiente para deitar-se, alimentos e água.

(c) Os leitões jovens devem ser fornecidos com alimentação especial, conforme exigido, bem como a água, pelo menos a cada 12 horas.


No âmbito do "Desembarque", ARMCANZ (1997a) especifica:

(a) Os suínos devem ser desembarcados o mais rapidamente possível após a chegada ao destino.

(b) Todos os suínos devem ter acesso à água quando desembarcados, incluindo os que são expedidos diretamente para abate.

(c) Suínos a ser realizada em estaleiros de 24 horas ou mais deverão ser fornecidas com alimentação adequada.


No âmbito de "Minimizando Estresse", ARMCANZ (1997a) especifica:

(a) Os suínos devem ser tratados com paciência e calma.

(b) Os trabalhadores devem ser devidamente instruídos e bem informados sobre o bem-estar animal e ser qualificados no manejo suínos em diferentes condições climáticas.

(c) Para ajudar a reduzir o estresse, síndrome de Suínos e para melhorar a qualidade da carne, os suínos devem ser repousados em estabulação no matadouro antes do abate com acesso à água fria. Um período mínimo de 2 a 4 hr de descanso deve ser fornecido após percursos curtos (ou seja, com menos de 4 h). Maior tempo de estabulação pode ser exigido após trajectos mais longos ou durante períodos de clima quente.

(d) Suínos mostrando sinais de estresse deve ser autorizado a descansar ou eles podem morrer. Grandin (1994) recomenda um 2 a 4 hr período descansando depois da chegada, para suínos antes do abate, para ajudar a reduzir a incidência de carne PSE.
Honkavaara (1989) avaliou as condições ambientais para a exploração, anterior ao abate de suínos e informou que:

(a) O ideal durante a estabulação é: temperatura, humidade e período => 15 a 18O C, 59 a 65% UR e 3,5 h, respectivamente.

(b) Utilizando ótimas condições de instalação na exploração de suínos, ensaio resultou em baixo lactato muscular, músculo Ph superior e uma menor incidência de PSE suíno.



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