Educação Nutricional para Diabéticos Tipo 1 por meio de



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Encontro22.02.2019
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Educação Nutricional para Diabéticos Tipo 1 por meio de

Cozinhas Experimentais Dietéticas

Guilherme Pucci; Érica Leite, Michele Ravelli, Gisele Schiavo; Célia Regina Nogueira

Ambulatório de Diabetes Juvenil da Faculdade de Medicina de Botucatu–UNESP

Introdução

Caracterizada como uma doença crônica grave, de natureza auto-imune ou idiopática, o Diabetes Mellitus tipo 1(DMT1) resulta da destruição das células beta pancreáticas, ocasionando deficiência na secreção da insulina (SBD, 2002)1. A Mudança de Estilo de Vida (MEV) dos jovens diabéticos, associada ao adequado controle metabólico leva a prevenção das complicações crônicas tardias. Na literatura atual, a MEV destes pacientes, a partir de educações nutricionais e abordagens comportamentais, favorece a melhora da Qualidade de Vida (QV).


Objetivo

Introduzir conceitos de alimentação saudável aos jovens diabéticos, visando o controle metabólico da doença.


Métodos

Foram realizadas aulas expositivas no Laboratório de Nutrição e Dietética da Unesp-Botucatu, onde preparações isentas de sacarose foram desenvolvidas e ofertadas aos pacientes. Vinte e um pacientes participaram das atividades. No decorrer destas, foram abordados temas relacionados a alimentação saudável e Método de Contagem de Carboidratos (MCC). Ao final das aulas, os pacientes foram questionados quanto a aceitação da culinária “diet” e a realização no dia-a-dia das recomendações propostas.


Resultados e Discussão
A avaliação dos questionários mostrou que apenas 57% dos pacientes faziam o uso diário de edulcorantes artificiais, diferente do encontrado por Castro2, onde 90,5% dos pacientes entrevistados faziam uso deste produto. O consumo habitual de alimentos com açúcar na composição foi assinalado por 24% pacientes e a maioria (76%) relatou conhecer o MCC, porém, não o aplicava. Quando questionados sobre a importância das atividades, 48% associaram estas ao aumento do conhecimento sobre DM, alimentação saudável, e consumo de carboidratos. Aproximadamente 30% associou as atividades com a conscientização, controle metabólico e melhora da QV. Os resultados encontrados se assemelham ao de Pereira et al3, no qual o trabalho educacional mostrou-se como uma maneira eficaz de conscientizar o paciente sobre a importância do auto cuidado.
Conclusão

Os resultados encontrados nortearam o desenvolvimento de um novo projeto de extensão para este ano, o qual desenvolve atividades teóricas e práticas do método de contagem de carboidratos dentro de uma alimentação saudável e discussões sobre temas da rotina dos pacientes. Posteriormente, será avaliada a qualidade de vida destes pacientes através de questionários.



Referências
1. Sociedade Brasileira de Diabetes. Consenso Brasileiro sobre Diabetes,2002.
2. Castro AGP, Franco LJ.Caracterização do consumo de adoçantes alternativos e produtos dietéticos por indivíduos diabéticos. Arq Bras Endocrinol Metab.2002;46(3):280-287.
3. Pereira FRL, Torres HC, Candido N, Alexandre LR.Promovendo o autocuidado em diabetes na educação individual e em grupo.Cienc Cuid Saude.2009;8(4):594-599.



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